Simplificando a classificação de estadiamento do câncer de pulmão
A classificação de estadiamento do câncer de pulmão (TNM) está atualmente na 8ª edição, e foi criada para normatizar a avaliação das lesões neoplásicas de pulmão, sua relação com estruturas vizinhas e detecção de possíveis focos de metástases tanto pulmonares como extra-pulmonares, com o objetivo de auxiliar na tomada de decisão para o tratamento.
É sabido que dada a complexidade e quantidade de informações necessárias para a avaliação, o completo entendimento da classificação pode ser considerada confusa ou até mesmo difícil por algumas pessoas.
À partir desta lacuna, temos por objetivo demonstrar um método didático para aprender as informações necessárias que devem ser descritas no laudo.
Temos como propósito também, apresentar as principais mudanças entre a versão anterior e a atual, demonstrar as diferentes apresentações de lesões pulmonares vistas no nosso dia a dia e caracterizar as lesões que não se enquadram nesta classificação.

INTRODUÇÃO: A metástase linfonodal é o mais importante preditor de recorrência tumoral e sobrevida em pacientes com câncer de mama. O objetivo deste estudo foi realizar uma correlação dos achados de imagens ultrassonográficas dos linfonodos axilares com os resultados anatomopatológicos da core biópsia dos mesmos.
CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram estudadas 34 linfonodos biopsiados entre Março de 2019 a 2020. Critérios de inclusão-pacientes submetidas a core biópsia de nódulos classificados como B4/B5 segundo ACR BIRADS, que realizaram concomitantemente biópsia de linfonodo axilar. Critérios de exclusão- diagnóstico histopatológico não conclusivo ou de tecido não linfonodal. Os parâmetros de imagem foram: aspecto ultrassonográfico (típico, atípico), ecogenicidade (hipoecoico, hiperecoico), hilo ecogênico (ausente, presente - preservado, afilado ou excêntrico), espessamento da cortical (presente, ausente) e formato (arredondado, alongado). Todos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e a pesquisa foi aprovada pelo comité de ética.
RESULTADOS: Das 34 lesões estudadas, 20 foram diagnosticadas como linfonodos metastáticos e 13 como linfonodos sem sinais de malignidade. Uma lesão foi interpretada como linfonodo atípico na ultrassonografia, entretanto, recebeu diagnóstico de fibroadenoma, sendo excluída das análises.
Três linfonodos apresentaram características ecográficas típicas, porém foram submetidos a biópsia por apresentarem maior eixo medindo 2,9cm, 3,3cm e 4,9cm; todos apresentaram com ausência de malignidade. Quanto a ecogenicidade, 32 apresentavam cortical hipoecoica e apenas 01 hiperecoica, este último com diagnóstico de malignidade. Dentre os hipoecoicos, 19 eram malignos(59,4%) e 13 benignos(40,6%). O hilo estava ausente em 14 linfonodos, sendo 11 malignos(78,6%) e apenas 03 benignos(21,4%). Dezenove linfonodos possuíam hilo, sendo quatro com hilo central
CONCLUSÃO: A ausência de espessamento cortical e hilo ecogênico central preservado tiveram forte associação com benignidade, assim como, aumento das dimensões linfonodais sem outros achados suspeitos, ressaltando que a mensuração não deve ser utilizado como critério isolado para suspeição de malignidade. As características que encontraram maior correlação com malignidade foram ausência e afilamento do hilo ecogênico central e espessamento da cortical. O conhecimento destas características é importante para suspeição de acometimento secundário e quantificação da carga linfonodal tumoral.

INTRODUÇÃO: A tomografia computadorizada é um exame de imagem que possibilita a análise tridimensional e detalhada de diversas partes do corpo, como cérebro, pulmões e ossos. Dessa forma, apresentando uma grande capacidade diagnóstica para acidentes vasculares cerebrais, traumas e complicações pulmonares. Com isso, o presente estudo objetiva compreender a evolução da utilização de tomografias computadorizadas documentada na saúde suplementar brasileira entre 2011 e 2019 no Brasil. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Estudo descritivo e quantitativo de corte transversal, executado no Brasil entre os anos de 2011 e 2019, sobre o uso de tomografias computadorizadas no sistema de saúde suplementar brasileiro. Os dados analisados foram obtidos através do Departamento de Informática da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). RESULTADOS: No período investigado, foram realizadas 55.731.729 tomografias computadorizadas. Ao se comparar o número de exames realizados em 2019 (7.659.538) com a quantidade documentada em 2011 (4.012.276), verificou-se um crescimento de 90,90%. Desde 2011, a quantidade de tomografias tem apresentado uma taxa de crescimento médio anual de 11,36%. Com isso, reforçando a grande capacidade diagnóstica desse exame. CONCLUSÕES: A partir dos resultados evidenciados, conclui-se que o número de tomografias computadorizadas vem aumentado com o passar dos anos. Dessa forma, retratando a importância diagnóstica desse exame para o sistema de saúde suplementar brasileiro.

Apresentar os conteúdos de Radiologia no processo seletivo de acadêmicos de Medicina nos certames da SUSEME nos últimos seis anos.
Avaliar as questões conforme citação de conteúdos de Radiologia no texto, descrição dos achados por imagem no corpo do texto da questão ou nas respostas, e questão direcionada sobre métodos diagnósticos por imagem.
O Processo seletivo para estágio não obrigatório para acadêmicos do curso de Medicina, ocorre desde o ano de 1960 na cidade do Rio de Janeiro, realizado inicialmente pela Secretaria de Saúde do antigo Estado da Guanabara, e atualmente pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. O concurso público para este estágio não obrigatório remunerado, atualmente é dividido em especialidades, e o mais concorrido é o de Emergência e CTI; sendo os locais de estágio hospitais da Secretaria Municipal de Saúde.
Para concorrer ao certame o acadêmico deve estar cursando o 7º ou 8º período do curso de Medicina, comprovando que esteja matriculado e frequentando o curso, e a Instituição de Ensino seja reconhecida pelo Ministério da Educação.
Os estágios constituem cenário de prática imprescindíveis na formação do discente de Medicina, deste modo, o estágio oferecido pela SUSEME constitui um espaço para aperfeiçoar competências e habilidades desenvolvidas na sala de aula e nos laboratórios da graduação.
O processo seletivo consta de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com 40 questões de múltipla-escolha abordando os conteúdos programáticos do edital.
Realizamos levantamento das provas da SUSEME dos anos de 2016 a 2021, avaliando os conteúdos de Radiologia.
Dividimos o conteúdo apresentado nas questões conforme se apresentavam em: citação no texto e descrição dos achados (estando no corpo do texto ou nas respostas), e pergunta direcionada sobre métodos diagnósticos por imagem.
Avaliamos também o conteúdo conforme as grandes áreas do Internato, como Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia-Obstetrícia e Pediatria.
Dentre as questões com conteúdo de métodos diagnósticos por imagem encontramos em maior número versando sobre RX de tórax, TC de tórax e TC de crânio.
Os conteúdos de Radiologia inseridos nas questões levam ao raciocínio diagnóstico, sendo notadamente vinculados ao conteúdo de Clínica Médica, Cirurgia e Pediatria.
Os conteúdos avaliados estão de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Medicina.

INTRODUÇÃO: O ecodopplercardiograma transtorácico tem como função investigar alterações funcionais e estruturais do coração. Esse exame diagnóstico é amplamente utilizado devido a sua capacidade diagnóstica e ser um método pouco invasivo e indolor. Com isso, o objetivo deste estudo é analisar o perfil do uso do ecodopplercardiograma na saúde suplementar brasileira entre os anos de 2015 e 2019. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo de corte transversal, realizado no Brasil entre os anos de 2015 e 2019, sobre a utilização do ecodopplercardiograma transtorácico no sistema de saúde suplementar brasileiro. Os dados estudados foram coletados do Departamento de Informática da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). RESULTADOS: No período investigado, foram realizados 26.141.842 ecodopplercardiogramas no Brasil. A taxa de crescimento no número desse exame foi de 15,16% entre os anos de 2015 (4.950.212 exames) e 2019 (5.700.735 exames). Desde 2015, a quantidade de ecodopplercardiogramas transtorácicos apresentou uma taxa de crescimento médio anual de 3,79%. Dessa forma, retratado a sua performance diagnóstica. CONCLUSÕES: Mediante os resultados evidenciados, constata-se que o número de ecodopplercardiogramas apresentou crescimento nos 5 anos analisados. Isso mostra o poder diagnóstico desse exame e reforça a sua importância para o sistema de saúde suplementar brasileiro.

Objetivo: apresentar a mineração textual em laudos de tomografia computadorizada (TC) de tórax como ferramenta de gerenciamento do número de casos da COVID-19 para previsão em tempo real de ondas recorrentes da doença.
Métodos: Foi realizada mineração textual contínua dos laudos de TC de tórax, trazendo para um banco de dados todos os pacientes que realizaram TC de tórax com a descrição "Protocolo COVID". Usando ferramentas de extração e transformação (consultas em bancos de dados SQL e scripts em linguagem Python) e análise de dados no Power BI®️, monitoramos continuamente os diagnósticos de COVID-19 ao longo do tempo. Ao analisar a distribuição temporal dos casos de COVID-19, alguns pontos marcantes da curva puderam ser observados.
Resultados: De 01/03/2020 a 31/07/2021, 99.322 TC de tórax foram realizadas em 63.917 pacientes. Desse total, 49.490 (38,60%) foram motivadas por suspeita clínica de pneumonia viral ("Protocolo COVID"). Os achados típicos ou indeterminados para COVID-19 foram considerados positivos e totalizaram 25.998 (52,5%) - casos positivos. Em maio de 2020, de 7.392 tomografias, 2.809 tiveram resultados positivos, esboçando o primeiro pico da onda de casos confirmados em nosso banco de monitoramento na plataforma Power BI®. Em outubro, observamos o menor somatório de TC de tórax positiva para o "Protocolo COVID", com apenas 408 casos positivos. O pico da segunda onda em nosso serviço ocorreu em março de 2021, mostrando 8.578 solicitações de TC de tórax para "Protocolo COVID", sendo observado resultado positivo em 3.600.
Conclusões: A análise em tempo real das mudanças na frequência dos casos de COVID-19 no banco de dados do Power BI®️ auxiliou na tomada de decisão, permitindo uma adaptação ativa do nosso serviço de saúde, otimizando o gerenciamento de recursos limitados. Gestores de saúde trabalharam prontamente em resposta às ondas pandêmicas para traçar estratégias para limitar ou expandir o atendimento ambulatorial, restringir procedimentos eletivos, transferir o uso de leitos reservados para pacientes COVID-19, expandir a oferta de telemedicina, evitar exposição desnecessária, monitorar o ocupação da unidade de terapia intensiva e controle adequado do material hospitalar. Os serviços de saúde podem ter uma gestão mais eficiente ao se instrumentalizar com ferramentas da medicina baseada em dados.

Este estudo tem como objetivo identificar retrospectivamente os padrões tomográficos mais prevalentes em pacientes portadores de neoplasia apendicular primária submetidos à apendicectomias de urgência, visando estabelecer padrões diagnósticos preditivos de malignidade para orientação da equipe cirúrgica, buscando otimizar os índices de ressecções oncologicamente corretas.
Foram analisados trezentos casos de pacientes submetidos a apendicectomias de urgência, no período entre 01/01/2020 a 10/05/2021, com posterior análise anatomopatológica e comparação com estudo retrospectivo através de exames de Tomografia Computadorizada. Foram confirmados cinco casos de malignidade, sendo duas neoplasias mucinosas de baixo grau, duas neoplasias mucinosas de alto grau e um caso de carcinoma neuroendócrino de grandes células. A neoplasia apendicular primária fora anatomopatologicamente confirmada em 0,01% das apendicectomias de urgência realizadas em nosso serviço no determinado período, com 80% dos casos relacionados a pacientes com idade compreendida entre 50 e 62 anos. A avaliação dos exames de Tomografia Computadorizada de entrada destes pacientes evidenciou alterações peculiares. O diâmetro apendicular ântero-posterior, por exemplo, foi igual ou superior a 1,6 cm nos cinco casos, servindo como importante sinal de alerta. Em três casos, encontrou-se formação de coleção associada, representando lago de depósito de mucina na cavidade, um deles com formação de pseudomixoma. Em um dos casos, notou-se presente linfonodo de grandes dimensões na região pericecal, com nódulos com densidade de partes moles esparsos pela cavidade e nódulos hepáticos associados, representando carcinomatose peritoneal e metástases hepáticas. Através deste estudo, pôde-se notar comprometimento extra-apendicular em três casos, havendo necessidade de cirurgias complementares, sendo duas colectomias direitas e uma enterectomia. O diâmetro apendicular ântero-posterior igual ou superior a 1,6 cm é importante fator preditivo de malignidade. Outros achados, como a presença de coleções e/ou nódulos com densidade de partes moles na cavidade peritoneal, bem como nódulos hepáticos, também devem servir como sinais de alerta quanto a possíveis complicações. A suspeita pré-operatória das neoplasias apendiculares é um pilar fundamental na adequação da técnica cirúrgica, sendo o principal fator prognóstico relacionado a este tipo de neoplasia.

Introdução: A tomografia computadorizada (TC) tornou-se o método de primeira linha na investigação de patologias pulmonares. Embora primariamente voltada para a visualização dos pulmões, a tomografia de tórax também pode fornecer imagens do coração. A literatura relata que o coração e os grandes vasos são frequentemente negligenciados nos exames não dedicadas a avaliação cardíaca, mas uma série de achados incidentais relacionados ao sistema cardiovascular podem desencadear investigações adicionais e alterar a conduta médica do paciente, e devem ser considerados no relatório da TC de tórax. O presente estudo pretende descrever os achados cardíacos incidentais detectáveis na tomografia de tórax que podem carregar significado clínico e assim modificar a investigação, diagnóstico e manejo do paciente. Casuística e Métodos: Estudo retrospectivo, unicêntrico, realizado por revisão de laudos de tomografias computadorizadas de tórax. Foi realizada a análise retrospectiva dos achados descritos nos laudos tomográficos de 500 exames do tórax com e sem a injeção de contraste no período entre julho e dezembro de 2019, num hospital universitário. O número absoluto obtido para cada tipo de alteração foi convertido em uma porcentagem do número total de exames analisados. Resultados: De acordo com a análise retrospectiva, 52,8% dos exames revisados apresentaram pelo menos um achado cardíaco incidental. Dentre eles destacam-se calcificações ateromatosas (79,2%), ectasias vasculares (14,2%), cardiomegalia (11,8%), derrame pericárdico (5,2%), próteses valvares (2,2%), alterações da configuração da aorta (4,2%), bem como outros achados (3,02%) que incluem aumento de câmaras cardíacas, hipertrofia de ventrículo esquerdo, pericardite constritiva e cisto pericárdico. Conclusões: As tomografias computadorizadas torácicas frequentemente fornecem evidências de patologias cardiovasculares. No estudo ilustram-se os achados incidentais passíveis de serem identificados pelo médico radiologista e devem ser descritos nos relatórios, já que podem ser clinicamente relevantes e alteram o manejo clínico e o prognóstico do paciente.

This study aims to show cases where an Artificial Intelligence software (Lunit Insight CRX) was used as a diagnostic support tool in chest X-ray examinations, to detect important thoracic or upper abdominal pathologies, which were lost in the Emergency Room assessments.
The AI solution generates the location of the abnormality detected through heat maps and add an abnormality score that reflect the probability of the detected lesion being abnormal.
The lesions studied were nodule, consolidation, pneumothorax, pneumoperitoneum, cardiomegaly, mediastinal enlargement, and atelectasis. The most frequently found radiological finding was consolidation (53,6%).
Chest radiographic examinations often provide critical information for the medical decision-making process, especially in the emergency department, but the assessment of chest x-rays is a challenging task, requiring experience. The use of AI for X-ray interpretation aims to prevent thoracic anomalies from going unnoticed and improve diagnostic accuracy.

Lesões hepáticas focais (LHF) são incidentes na população geral, com  uma prevalência de até 50% em estudos de autópsia. O estudo da natureza dessas lesões é fundamental para o seu manejo, especialmente em pacientes de alto risco para neoplasias malignas hepáticas, como portadores de cirrose ou de hepatites virais crônicas. Tanto a tomografia computadorizada (TC) quanto a ressonância magnética (RM) podem contribuir para o diagnóstico não invasivo das LHF’s, por meio do reconhecimento da topografia da lesão, intensidade de sinal nas diferentes sequências e realce pelo meio de contraste. Entretanto a realização de biópsia destas lesões pode ser necessária para elucidação diagnóstica, ao passo que há possíveis semelhanças entre as LHF's nos estudos das imagens. A abordagem da biópsia percutânea guiada por TC tem permitido a obtenção de amostras satisfatórias, além da redução de custos relacionados ao procedimento e da menor morbimortalidade para o paciente. O presente trabalho consiste em um estudo descritivo, retrospectivo, das biópsias de lesões sólidas hepáticas guiadas por TC em nosso serviço, e de seus respectivos resultados anatomopatológicos.  Foram levantados os dados referentes aos procedimentos realizados nesse período, totalizando uma amostra de 42 pacientes adultos, com fatores de risco associados às neoplasias hepáticas. A técnica de biópsia possibilitou a coleta de fragmentos de tecido de qualidade satisfatória em mais de 95% dos casos. A maioria das lesões inquiridas teve diagnóstico histopatológico de natureza maligna (73,8%), sendo os mais frequentes: metástases de sítios primários não definidos, carcinoma hepatocelular e colangiocarcinoma. Em 11 pacientes, foram observadas lesões benignas à histologia. A análise da amostra foi parcialmente limitada por questões relacionadas à qualidade dos registros clínicos e laboratoriais no sistema de prontuário eletrônico do hospital. Conclui-se que a prevalência de resultados anatomopatológicos obtidos está em concordância com o já descrito na literatura e que a biópsia guiada por tomografia computadorizada é um método menos invasivo, seguro e importante para o manejo das pacientes com lesões hepáticas focais.

INTRODUÇÃO: O clássico sinal do Yin-Yang, descrito por Lupatteli em 2006, sendo descrito para representação de aneurismas/pseudoaneurismas, remetendo o símbolo da cultura chinesa. O sinal apresentando, Duplo Yin-Yang, remete a proposta original do autor, sendo percebido em dissecções arteriais, de forma dupla. Sinais em radiologia são uma importante associação para se estabeleça conhecimento dos diagnósticos diferenciais que podem estar associados a aquela representação gráfica.
MÉTODO: O sinal do Duplo Yin-Yang foi percebido durante estudo ultrassonográfico Doppler colorido das carótidas extracranianas em paciente com suspeita de dissecção carotídea. Observou-se a presença de duas luzes, uma verdadeira e outra falsa, ambas com fluxo avaliado pelo Doppler colorido. O segmento distal da luz falsa encontrava-se ocluído por um trombo arterial, gerando o mecanismo de fluxo parcial reverso em função desta obstrução pelo trombo, por sua vez o volume do trombo era sufiente para gerar compresão sobre a luz verdadeira, e também determinar uma suboclusão da mesma, também gerando fluxo parcial reverso. Quando era realizado um corte transverso desse segmento arterial, a imagem evidenciava direção usual do vaso (vermelha) e um componente reverso (azul) – o sinal clássico do Yin-Yang. Diante das duas luzes, a imagem passa a ser duplicada, caracterizando agora e originalmente descrito como “sinal do Duplo Yin-Yang.
CONCLUSÃO: Um novo sinal (Duplo Yin-Yan) é descrito para o diagnóstico da dissecção arterial pela ultrassonografia com Doppler colorido. A utilização de símbolos e padrões de estudo facilita o reconhecimento da doença em diversas situações de radiodiagnóstico.

A nova Resolução da ANVISA, RDC nº 330/19, trata dos testes de controle de qualidade dos equipamentos de radiodiagnóstico médico e com isso foram definidas novas normas específicas para avaliação da qualidade das imagens nos equipamentos de ultrassonografia. Considerando o reduzido número de trabalhos publicados sobre o tema, o presente estudo tem como principal proposta o desenvolvimento de um objeto simulador, phantom, de mama com implante de silicone construído com materiais de baixo custo para avaliação da qualidade da imagem por ultrassom. O phantom foi elaborado tendo como base, um material que simula o tecido mamário a partir da mistura entre a parafina em gel, acrílico e grafite. No material base, foi inserida uma prótese mamária de silicone, estruturas simuladoras dos principais achados clínicos encontrados na mama, e estruturas para testes de controle de qualidade de imagem. As avaliações deste phantom foram realizadas visando qualificar o material base de acordo com os parâmetros físicos da interação do ultrassom com o meio material e pela avaliação qualitativa da comparação entre a imagem obtida pelo phantom e a imagem real do tecido mamário, dos achados clínicos e das estruturas de teste da qualidade da imagem. Conclui-se que, pela avaliação quantitativa da distribuição do brilho e uniformidade na imagem, densidade, velocidade de propagação do som e impedância acústica, esse novo phantom apresenta propriedades ultrassonográficas semelhantes às descritas na literatura, parâmetros comparáveis aos de um phantom comercial e valores característicos de tecidos biológicos. Os resultados qualitativos mostram a relação muito próxima entre a imagem do phantom e as imagens do tecido mamário real, dos principais achados clínicos encontrados na mama: cisto, fibroadenoma e carcinoma, e de parâmetros físicos como o baixo, médio e alto contraste, resolução espacial e lateral, sombra acústica e reverberação. O objeto simulador, além de servir para testes de controle de qualidade, se mostrou apto para aperfeiçoamento da visualização do tecido mamário com implante de silicone realizada por médicos, potencializando o uso do simulador em treinamento de equipes multiprofissionais.

Trata-se de um estudo transversal com residentes de radiologia e diagnóstico por imagem de algumas instituições do estado de São Paulo registraram suas respostas em um questionário. Para avaliar a confiabilidade das respostas do questionário foi utilizado o teste estatístico do coeficiente alfa de Cronbach.
O resultado do coeficiente alfa de Cronbach foi de 0,8: uma consistência interna substancial. O “N” de participantes: 30 residentes, 60% estavam no primeiro ano, 16,7% no segundo ano e 23,3% no terceiro ano. Todos tiveram ou estão tendo aulas por meio do ensino à distância(EAD).Quando questionados se os modelos de aula a distância eram melhores para o aprendizado do que os modelos tradicionais, houve discreta preferência para a concordância (41,9%). A maior parte dos entrevistados (70,9%) afirmaram estarem menos focados nos modelos on-line. Em concerne ao costume de reassistir as às aulas passadas, 61,29% dos residentes reassistem às aulas passadas.
A maioria (74,19%) declararam-se satisfeitos com as plataformas de ensino. Houve certa concordância sobre a menor interação entre os residentes (74,1%) e entre professores-alunos (51,6%) durante as aulas a distância. Em referência às aulas EAD a maior parte dos residentes concordou que há maior flexibilidade de horários (93,5%) e que dispõem de mais tempo para organizar o estudo (80,6%). Houve discreta preferência por aulas síncronas em comparação com as assíncronas para o aprendizado (54,8%), sendo a vantagem em relação ao esclarecimento de dúvidas ao vivo um consenso, 93,5% concordaram totalmente. Sobre o futuro das aulas EAD, 83,8% consideram que após a pandemia esse modelo permanecerá e 45,1% concordam que haverá substituição por completo do modelo tradicional.
As aulas online evidenciaram-se uma ferramenta complementar e protagonista para o ensino, apresentando vantagens e desvantagens. Destacasse a necessidade de estudos para avaliar o seu real impacto no desempenho curricular, inclusive avaliando os modelos híbridos para o ensino.

O Processamento de Língua Natural (PLN) é uma vertente da Inteligência Artificial que ajuda computadores a interpretar a linguagem humana. Para tanto, o processo é complexo e exige um conhecimento sistematizado básico, transformando um dado não estruturado, como um laudo radiológico, em um dado possível de ser interpretado pela máquina. Para isso, antes da criação de um corpus é necessária uma fase de coleta e pré-processamento, quando será realizada a segmentação dos laudos e a inclusão para um ambiente adequado de anotação para os radiologistas (por exemplo: INCEpTION, WebAnno e Brat). Nesta fase os dados são concentrados e é possível realizar tanto a anotação envolvendo a classificação do laudo, como também, anotação semântica por meio do uso do léxico apropriado como RadLex. Após a anotação, é avaliado por meio de uma métrica estatística a concordância dos anotadores para mensurar a complexidade da tarefa. Procede-se, então, a fase de Curation que terá como resultado um laudo radiológico anotado e curado. Após, é iniciada uma fase de processamento pós-anotação para criação e preparação dos dados para a fase de modelagem. Nesta, usa-se a aprendizagem de máquina tradicional e extração de features ou uso de Deep Learning. A implementação depende, porém, da avaliação de desempenho do modelo de classificação e do modelo de Reconhecimento de Entidades Nomeadas. Na radiologia o PLN pode ser usado em aplicações diversas como para detecção de achados críticos e assistência na tomada de conduta.

O desenvolvimento apropriado das reconstruções e segmentação dos algoritmos de imagem tem como alvo aumentar a precisão das estruturas anatômicas, bem como a localização das patologias através da reconstrução 3d.
Esse novo algoritmo de reconstrução fornece uma renderização volumétrica (VR) que é fotorrealística e oferece noção de profundidade e iluminação através destas aplicações de renderização.
Os dados volumétricos adquiridos pela tomografia computadorizada e ressonância magnética são segmentados e depois pós processados com auxílio dos softwares em código aberto (open source) para aplicar texturas customizáveis e iluminação, criando um modelo 3D que replica a estrutura real. As imagens em 3D podem ser manipuladas e customizadas em tempo real para mostrar os detalhes anatômicos de diversos ângulos e perspectivas.
A técnica de reconstrução avançada 3D ajuda no processo de entendimento e localização das patologias quando comparado com as imagens em 2D, sendo possível produzir réplicas exatas do órgão em questão. Os modelos impressos em 3D auxiliam no planejamento cirúrgico e reduzem o tempo de cirurgia, bem como o tempo do planejamento pré cirúrgico e consequentemente diminuindo a probabilidade de complicações pós cirúrgicas, levando opaciente a uma recuperação mais rápida. Com essa ferramenta é possível reproduzir a patologia e a anatomia do paciente específico, em contrapartida o tempo de criação desse protótipo, que inclui a impressão e o pós processamento dos dados que pode levar no mínimo 30 horas, dependendo da tecnologia e das dimensões do objeto impresso. Quanto mais próximo da realidade, mais demorado é o processo.

Introdução: A pandemia do novo coronavírus, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março de 2020, estabeleceu medidas de distanciamento social para desacelerar o crescimento do número de novos infectados. No cenário educacional, a forma de contato entre estudantes e professores foi transferida para videoconferências na maior parte das universidades mundo afora. Tornou-se, então, inadiável o enfrentamento do desafio de incorporação das tecnologias como smartphones, aplicativos e redes sociais para a manutenção do engajamento acadêmico e disseminação de conhecimento. Objetivo: Explorar o potencial das ferramentas de mídia sociais como “Telegram”, "Instagram"e de vídeo como o "Youtube" para o ensino de Radiologia e Diagnóstico por Imagem voltado para acadêmicos de medicina. Metodologia: Foi formado um grupo de duas discentes do curso de Medicina que, orientadas por um coordenador docente, elaboraram o conteúdo a ser publicado semanalmente por meio de um canal criado no aplicativo de troca de mensagens Telegram. Desse modo, foram compartilhadas postagens a respeito de tópicos em radiologia definidos por um cronograma mensal e cujo conteúdo consistia em uma breve introdução teórica dos temas seguida de duas a quatro questões dispostas como “enquetes” pelos aplicativos Instagram e Telegram,, as quais podiam ser respondidas pelos usuários inscritos nessa rede de transmissão. Em conjunto foram criados trabalhos, para substituir as discutidas provas por formulários digitais, para mensurar o resultado acadêmico dos alunos de medicina, com temas escolhidos do plano de ensino. Os alunos se dividiram em grupos que postavam vídeos, que eram depois julgados por radiologistas preceptores. Vídeos feitos pelos professores de radiologia, também foram gravados para complementação do ensino e revisão de aulas já ministradas digitalmente. Resultados: O canal foi criado em Outubro de 2020 e em Julho de 2021 constavam 102 inscritos, já no Instagram chegou a 4000 inscritos. Durante os 60 dias em que esteve ativo teve adesão de 69 usuários, com participação inicial de 83,2%. Conclusões: O Telegram é uma ferramenta promissora com grandes vantagens para o aprendizado dos estudantes de medicina, porém o Instagram e Youtube tem maior aderência tanto para alunos como para os preceptores, os quais precisam ter um conhecimento geral sobre diversas áreas médicas, com a possibilidade de criar conteúdo sobre os tópicos mais relevantes do plano de ensino em radiologia.

Introdução e objetivos:
A doença do novo Coronavírus (COVID-19) é uma pandemia mundial que surgiu na China em dezembro de 2019. Embora a maioria dos pacientes se apresentem com doença leve, a taxa de casos graves e críticos não é baixa e a mortalidade pode chegar até a 21%. A tomografia computadorizada (TC) de tórax tem sido usada como método de imagem de escolha para o diagnóstico e monitoramento da pneumonia viral da COVID-19. A extensão do acometimento pulmonar na TC tem sido associada a resultados clínicos desfavoráveis, com valor prognóstico. Neste trabalho, foi desenvolvida ferramenta automática de quantificação da pneumonia viral da COVID-19 baseada em processamento por inteligência artificial (IA).
Casuística e Métodos:
Foi criado um banco local de imagens de TC de tórax de pacientes com pneumonia viral da COVID-19, com diagnóstico confirmado por RT-PCR (“real-time polimerase chain reaction”). A segmentação manual dos pulmões e das lesões de pneumonia foi primeiramente realizada por radiologistas em treinamento e revisada por radiologistas experientes. Foram desenvolvidas duas redes neurais com arquiteturas baseadas em UNET, uma para segmentação dos pulmões e outra para segmentação das lesões pulmonares. O recurso de “data augmentation” foi utilizado para aumentar o tamanho da amostra antes do treinamento das redes. Ao todo, para o treinamento foram utilizadas 18128 mil imagens de 63 pacientes distintos, sendo que 15% delas foram separadas para a fase de teste, utilizando imagens que não foram usadas na etapa de treino. O índice de Jaccard (IoU) foi usado para avaliar a similaridade entre a segmentação realizada pelas redes e o padrão-ouro feito pelos médicos radiologistas.
Resultados:
Após as etapas de treino e teste, as redes neurais criadas localmente alcançaram os valores de IoU de 0,89 para a segmentação pulmonar e 0,81 para a segmentação das lesões compatíveis com pneumonia viral. Após seu desenvolvimento, a ferramenta foi disponibilizada em ambiente web para uso aberto por usuários de fora da instituição.
Conclusões:
A ferramenta de IA criada para quantificação da pneumonia viral da COVID-19 mostrou bom desempenho, utilizando uma base local de imagens de TC de tórax, tendo como padrão-ouro a segmentação supervisionada por médicos radiologistas experientes. Tal ferramenta pode auxiliar a tornar mais objetiva a avaliação da pneumonia viral da COVID-19, facilitando também a comparação entre estudos e análise longitudinal da doença.

Sabe-se que a diverticulite aguda é um quadro patológico frequente no mundo ocidental, sobretudo, em populações idosas. A prevalência da diverticulose alcança 10% das pessoas de até 40 anos de idade, chegando a 60% do grupo etário acima de 80 anos. Sob tal conjectura, aproximadamente 10 a 20% dessas pessoas afetadas pela doença diverticular cursam com um ou mais episódios de diverticulite aguda.
Nesse cenário, a ultrassonografia e a tomografia computadorizada são utilizadas com a finalidade de assessorar e complementar a abordagem clínica aos pacientes com suspeita de diverticulite aguda. Sobre a ultrassonografia são elencadas vantagens como: menor custo, maior disponibilidade nos serviços, ausência de exposição à radiação e as substâncias do contraste. Já a tomografia computadorizada possui vantagens de ser menos examinador-dependente, gerando menos resultados inconclusivos, capaz de detectar complicações e poder auxiliar no planejamento cirúrgico, caso uma intervenção seja necessária.
Com a melhoria dos equipamentos de ultrassonografia, que evoluíram de forma consistente nas últimas décadas, tornou-se viável e exequível o estudo das vísceras ocas abdominais, incluindo o intestino grosso, possibilitando assim o diagnóstico de patologias como a diverticulite aguda.
O objetivo deste projeto é avaliar a aplicação e o valor da ultrassonografia no diagnóstico de diverticulite aguda, em seus diferentes graus, em comparação com a tomografia computadorizada. Dessa forma, será avaliada a eficácia da ultrassonografia na predição do diagnóstico de diverticulite aguda e suas possíveis complicações. Dentre as principais complicações destacam-se formação de coleções, abscessos, fístulas e perfurações.
Trata-se de um estudo retrospectivo, com os dados colhidos a partir de exames ultrassonográficos e tomográficos com diagnóstico de diverticulite aguda, em todas as faixas etárias, entre os anos de janeiro de 2018 a dezembro de 2020. Na análise dos resultados parciais, houve alta correlação no diagnóstico de diverticulite feitos por ultrassonografia e tomografia e foi possível identificar complicações à ultrassonografia como microperfuração, coleções/abscessos e líquido livre na cavidade abdominal. A ultrassonografia também foi útil no acompanhamento evolutivo dos pacientes com diagnóstico já estabelecido, evitando dessa forma radiação desnecessária.

Introdução e objetivos:
A tomografia computadorizada (TC) é o exame de escolha na avaliação dos nódulos e do câncer pulmonar. Apesar da alta sensibilidade, ainda não possui a especificidade desejada para evitar seguimento, biópsia e ressecção de lesões benignas, com taxa de falsos positivos preocupantes até em rastreamento de câncer. Pela maior resolução de contraste e capacidade multiparamétrica, a ressonância magnética (RM) tem sido aplicada ao estudo das lesões pulmonares focais (LPFs). Nesse trabalho, avaliamos a aplicabilidade de duas novas sequências para a avaliação de LPFs por RM: uma sequência quantitativa de relaxometria T1 e uma sequência morfológica ponderada em T2 com cortes de alta resolução (T2AR).
Casuística e Métodos:
Foram prospectivamente estudados 39 pacientes consecutivos com LPFs por exames de RM de tórax. Além do protocolo padrão, foram realizadas aquisições localizadas nas LPFs com as sequências propostas. Para a relaxometria T1, foi empregada uma técnica de inversão e recuperação usada em exames cardíacos, a T1 look-locker (T1LL), sincronizada com os batimentos cardíacos. Para as imagens de T2AR, foi utilizada uma sequência “turbo spin-echo” modificada para reduzir artefatos de movimentos respiratórios. Foram avaliadas a qualidade das imagens e a capacidade de diferenciar lesões benignas de malignas, considerando significativos os resultados com valores de P<0,05. Resultados: As sequências tiveram qualidade diagnóstica na maioria dos pacientes (T1LL em 31 exames e T2AR em 36). Nos exames considerados não diagnósticos, os erros foram principalmente relacionados ao planejamento das sequências, pela varredura reduzida à região da LPF. A relaxometria T1LL não foi capaz de auxiliar na distinção entre lesões benignas e malignas , mas uma subanálise do primeiro tempo de inversão (160 ms) parece poder auxiliar. A sequência T2AR foi considerada a de melhor qualidade diagnóstica para avaliação de características morfológicas específicas, principalmente para pseudocavidades e tags pleurais. Conclusões: Neste estudo, demonstramos que as novas sequências T1LL e T2AR podem ser aplicadas nos estudos de LPFs, obtendo-se imagens de boa qualidade na maioria dos pacientes. A sequência T1LL tem potencial de auxiliar na distinção entre lesões benignas e malignas e a sequência T2AR possui melhor capacidade de caracterização morfológica. Ambas podem acrescentar no estudo de LPFs por RM, agregando especificidade e acréscimo de parâmetros radiômicos.

INTRODUÇÃO: A ressonância nuclear magnética é considerada o método de diagnóstico de carácter não invasivo mais sensível para se pesquisar as partes moles do corpo. Apesar de apresentar poucos efeitos deletérios e ter uma grande capacidade diagnóstica, é um exame oneroso, o que prejudica a sua acessibilidade. Devido aos seus benefícios, nota-se um crescimento na realização desse exame no Brasil. Dessa forma, este estudo objetiva analisar a evolução do uso de ressonância magnética registrada na saúde suplementar brasileira entre os anos de 2015 e 2019 no Brasil. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Trata-se de um estudo quantitativo de corte transversal, realizado no Brasil entre os anos de 2015 e 2019, sobre a utilização de ressonância magnética nuclear no sistema de saúde suplementar brasileiro. Os dados investigados foram extraídos do Departamento de Informática da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). RESULTADOS: No período estudado, foram realizadas 37.247.852 ressonâncias magnéticas. Quando comparada a quantidade de exames realizada em 2019 (6.511.177 exames) com a quantidade registrada em 2015 (8.338.409 exames), observou-se um crescimento de 28,06%. Desde 2015, o número de ressonâncias vem apresentando um crescimento médio anual de 7,01%. Assim, evidenciado a importância diagnóstica desse exame para o sistema de saúde suplementar brasileiro. CONCLUSÕES: Por meio dos resultados retratados, conclui-se que a quantidade de ressonâncias magnéticas tem aumentado com o decorrer dos anos e que esse fenômeno significa uma maior acessibilidade a esse exame. Isso mostra a importância dos planos de saúde para tornar esse método diagnóstico mais acessível à população brasileira.

Realizamos levantamento de questões com conteúdo de Radiologia na prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) da Medicina, desde seu início em 2004, identificando as questões onde o conhecimento de conteúdos de Radiologia foi de importância para sua resolução. Avaliamos as questões quanto ao número, presença de imagem de exame, texto contendo descrição de exame na pergunta ou resposta, ou citação de exame diagnóstico por imagem.
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) é um dos procedimentos de avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, e objetiva o acompanhamento do processo de aprendizagem e do desempenho acadêmico dos estudantes, avaliando rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação. No nosso trabalho realizamos um levantamento desde 2004 das questões relativas ao curso de Medicina, que envolviam algum conhecimento em Radiologia, e avaliamos os temas que foram considerados de importância para constar nesta avaliação. Os seus resultados vão gerar dados nas instituições de educação superior, tendo referenciais, que vão definir ações do governo federal voltadas à melhoria da qualidade dos cursos de graduação por parte de professores, técnicos, dirigentes e autoridades educacionais. Revimos todas as edições do ENADE a partir de 2004, e selecionamos questões onde o conhecimento em Radiologia era necessário. Essas questões foram avaliadas quanto a sua área (clínica médica, cirurgia, pediatria e ginecologia e obstetrícia) e o seu grau de dificuldade, avaliando a coerência com o conteúdo programático da graduação em Medicina. Na revisão realizada nas provas do ENADE, avaliando as questões com conteúdo em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, encontramos questões de múltipla escolha e discursivas inseridas em avaliação de Clínica Médica, Cirurgia e Pediatria, e em menor número em Ginecologia, todas com conteúdo voltado para o nível do conteúdo programático da graduação. As questões avaliadas envolviam conteúdo específico e os exames estavam com seus aspectos descritos ou apresentados em imagem dentro da questão, tendo estes uma boa qualidade técnica. As especialidades onde os exames de Radiologia estiveram mais presentes foram a Pediatria e Cirurgia. Acreditamos que o ensino da Radiologia deva ser implementado nas instituições de ensino superior do nosso país.

Introduction: muscle contractures are characterized by tissue changes that increase muscle stiffness at rest and limit joint mobility without any muscle active force. Several diseases are associated with muscle contractures development, including musculoskeletal and neurological origins, such as Duchenne Muscular Dystrophy and Cerebral Palsy. However, there is no gold standard imaging test to detect contracture nodules in the clinical practice. Thus, this study aims to review the scientific literature regarding the Magnetic Resonance Elastography (MRE) method to assess muscle contracture in patients suffering from chronic pain, once this method allows muscle stiffness detection through shear waves, which provides greater precision, better access to deep muscles and less examiner’s assessment than other imaging exams.
Methods: literature review. The PubMed electronic database was searched to locate English-language studies from the last 20 years using the keywords muscle contracture, stiffness, Magnetic Resonance, Elastography. Studies were included if they showed the advances in the assess of muscle contractures using Magnetic Resonance Elastography techniques in humans.
Results: In studies, it has been shown that MRE was able to non-invasively monitor physical characteristics of musculoskeletal tissue both at rest and during contraction, confirming that muscle stiffness differences occur in individuals who suffer or not from neuromuscular disorders. Therefore, MRE techniques have been studied to assess traumatic or pathological conditions of musculoskeletal tissues.
Conclusion: it is evident the need for non-invasive diagnostic techniques to quantitatively assess the activity of the normal and the pathological musculoskeletal tissue, since there are few studies that indicate the use of these techniques for muscle contracture.

INTRODUÇÃO: A mamografia é o exame radiológico mais eficaz para a detecção precoce das neoplasias de mama. Com isso, sendo o método mais utilizado para o rastreamento do câncer de mama no Brasil. A mamografia de rastreamento, em mulheres com idade superior a 50 anos e sem sinais ou sintomas de câncer de mama, é indicada a cada 2 anos, conforme protocola o Ministério da Saúde. Dessa forma, o objetivo deste estudo é compreender a evolução do uso de mamografia na saúde suplementar brasileira entre os anos de 2011 e 2019 e compará-lo com a evolução na utilização de mastografia registrada entre mulheres de 50 a 69 anos. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Trata-se de um estudo quantitativo de corte transversal, executado no Brasil entre os anos de 2011 e 2019, sobre a utilização de mamografia no sistema de saúde suplementar brasileiro. Os dados analisados foram obtidos através do Departamento de Informática da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). RESULTADOS: No período analisado, foram realizadas 44.191.631 mamografias no Brasil. A taxa de crescimento no número desse exame foi de 12,86% entre os anos de 2011 (4.509.387 exames) e 2019 (5.089.151 exames). Ao se avaliar a quantidade de mamografias em mulheres entre 50 e 69 anos no mesmo período, observou-se que essa correspondia a 44,85% do total de exames registrados nesse período, ou seja, a 19.818.233 exames de mama. O número de mamografias em mulheres de 50 a 69 anos no ano de 2019 (2.364.453 exames) foi 19,24% maior que o registrado em 2011 (1.982.912 exames) Com isso, apresentando crescimento maior que o registrado pelo Brasil (12,86%) no mesmo período. CONCLUSÕES: Por meio dos resultados apresentados, constata-se que o número de mamografias na saúde suplementar brasileira tem crescido com o passar dos anos e que esse crescimento é mais expressivo em mulheres na faixa etária dos 50 a 69 anos. Isso evidencia a importância da orientação por parte do Ministério da Saúde, para tornar os números mais robustos nessa faixa etária.

Introdução: Introdução: A neuromielite óptica (NMO) é uma doença autoimune do sistema nervoso central que comumente se manifesta como neurite óptica e mielite transversa longitudinalmente extensa, portanto, por algum tempo, foi debatido se a NMO era um subtipo de esclerose múltipla (EM). No entanto, a descoberta da imunoglobulina G aquaporina 4 (AQP4-IgG) permitiu que NMO e EM fossem classificadas como condições distintas, e os critérios NMO revisados de 2006 e distúrbios do espectro de NMO em pacientes soropositivos para anticorpos AQP4 têm sido amplamente aceitos como entidades clínicas distintas. Assim, esses critérios, juntamente com os critérios de McDonald de 2010 e 2017, que são usados para diagnosticar EM, enfatizam a necessidade de imagens de RM, uma vez que pode ser útil para diferenciar essas duas doenças, pois NMO ainda é frequentemente diagnosticado como EM.
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar as diferenças de imagem entre NMO e EM por diferenças no volume médio da medula cervical superior.
Materiais e Métodos: As imagens foram revisadas retrospectivamente em um sistema AGFA Impax PACS (AGFA, Mortsel, Bélgica), e as medidas de volume da medula cervical foram calculadas com a ferramenta IMPAX Volume Viewing 3D Visualization and Segmentation. Avaliamos o volume médio da medula cervical superior (MCS) usando imagens de eco gradiente de aquisição rápida (MPRAGE) ponderadas em T1 obtidas de C1 até o platô inferior dos níveis espinhais C3 usando IMPAX Volume Viewing 3D em uma série de seis indivíduos saudáveis (IS), pacientes com Pacientes com NMO e esclerose múltipla RR soropositivos para anticorpo aquaporina-4.
Resultados: O volume médio da medula cervical em pacientes com EM foi de 5,586 cm³; 3,955 cm³ em pacientes com NMOSD e 6,10 cm³ em IS. Usar a aquisição volumétrica T1 MPRAGE e a ferramenta IMPAX Volume Viewing 3D para visualização e segmentação é relativamente fácil de medir e pode ser realizada em ressonâncias magnéticas do cérebro que capturam a medula espinhal cervical.
Discussão e Conclusões: A medição do volume da medula cervical superior demonstrou neste estudo piloto ser uma técnica simples e relativamente fácil que permite uma avaliação rápida das diferenças da MCS e é uma ferramenta promissora para fazer o diagnóstico diferencial entre NMO e EM.

Introdução: A diferenciação de tumores cerebrais constitui um grande desafio diagnóstico, geralmente, só podendo ser alcançado a partir de uma estereotaxia cerebral, que apresenta risco de mortalidade. O Aprendizado de Máquina (AM) aplicado a imagens biomédicas por meio de Análise de Textura (AT) tem sido amplamente utilizada na medicina diagnóstica para diferenciação de lesões, sendo menos invasivo. Objetivo: Propomos um método de extração de texturas e AM para diferenciação de tumores cerebrais primários e secundários. Métodos: Exames retrospectivos de ressonância magnética (RM) do encéfalo de 96 pacientes entre 2018 e 2020 foram divididos em dois grupos: tumores primários (38), idade média 42,73 anos ± 12,64, composto por astrocitomas, oligodendromas e meduloblastomas, e tumores secundários (58), idade média 56,36 anos ± 10,32, composto de esôfago, fígado e trato biliar, mama, pulmão e outros. Critérios de inclusão: Pacientes com diagnóstico de tumor confirmado por análise histopatológica. Critérios de exclusão: cirurgia antes da aquisição de imagens, lesões menores que 10mm, malformações intracranianas e contraindicação ao uso de contraste venoso. Utilizamos sequências T1 e T1 pós contraste venoso. Um operador inseriu as Regiões de Interesse (ROIs) de 10 x 10 pixels em regiões previamente segmentadas por um radiologista experiente, dentro do tumor, respeitando uma distância de pelo menos 0,5 mm das bordas. Para cada ROI, extraímos uma seleção de 40 características estatísticas, incluindo as de primeira ordem (desvio padrão, entropia, skewness e kurtosis) e segunda ordem (Gray Level Run-Length - GLRL e Wavelet's Transform) que foram utilizadas para classificar as lesões. Aplicamos três diferentes métodos de AM: Naive Bayes, Support Vector Machine (SVM) e Stochastic Gradient Descent (SGD). Utilizou-se 70% dos dados para treinamento e 30% para teste, com método de validação cruzada F10-fold. Utilizamos a área sob a curva ROC (AUC) para determinar a eficiência do modelo. Resultados: Os resultados de AUC, em porcentagem, da diferenciação para T1 utilizando SGD, SVM e NB são 89.1, 95.2 e 93.9, respectivamente e para T1 com contraste utilizando SGD, SVM e NB, os valores de AUC são 94.6, 92.3, 76.7, respectivamente. Conclusão: O método é rápido e apresenta uma classificação confiável para investigação de lesões tumorais. As aplicações deste trabalho são valiosas e significativas na rotina clínica, auxiliando nas decisões clínicas dos radiologistas.

Introdução: A medida do tumor (T da classificação TNM) é um dos fatores usados para definição terapêutica no câncer de mama. A obtenção de medidas pré cirúrgicas que se aproximem das obtidas pela análise da peça pós operatória se mostra um desafio para o radiologista mamário. A ressonância magnética (RM) já demonstrou ter maior acurácia na avaliação das dimensões do carcinoma mamário do que os exames convencionais em inúmeros trabalhos descritos na literatura.
O objetivo deste trabalho é fazer uma avaliação direta da qualidade da informação que nossos exames têm gerado, uma vez que a correta mensuração das dimensões tumorais auxilia o melhor planejamento pré-operatório e, consequentemente, melhor assistência à paciente.
Métodos: Foram avaliados, retrospectivamente, 36 casos submetidos à biópsia de fragmentos com agulha 14G, RM pré-operatória e exérese cirúrgica em nosso serviço no período entre março de 2020 e maio de 2021. Foi utilizado formulário Google Docs para a coleta de informações em prontuário eletrônico. Os exames foram realizados por radiologistas com experiência em imagem da mama.
O tamanho do tumor principal foi avaliado no ultrassom e na RM e o resultado foi comparado com o resultado anatomopatológico da peça cirúrgica (padrão-ouro). A comparação das medidas foi feita usando os valores para definição do T usado na classificação TNM:
T1 - tumor menor que 2 cm
T1 a >0,1 até 0,5 cm
T1 b > 0,5 até 1 cm
T1 c >1 a 2 cm
T2- tumor entre 2 e 5 cm
T3 - tumor maior que 5 cm
Os dados em relação a idade das pacientes, tipo histológico e perfil imunohistoquímico tumorais também foram levantados.
Resultados: A análise das dimensões do carcinoma por meio da RM se mostrou o método que melhor se correlacionou com os achados pós cirúrgicos, quando comparado com a ultrassonografia, em concordância com a literatura. Em aproximadamente 19% dos casos avaliados houve discordância (mudança da classificação T) entre a imagem e a medida pós cirúrgica, sendo este achado mais frequente em carcinoma do tipo lobular.
Conclusões: A RM das mamas demonstrou ser mais acurada que os exames convencionais (mamografia e ultrassonografia) na avaliação das dimensões do tumor principal. Vale ainda ressaltar, a importância da utilização de métodos de controle de qualidade nos resultados de imagem e reavaliação de nossos resultados.

Introdução: A Ressonância Magnética Multiparamétrica (RMM) é a modalidade de imagem mais adequada para visualização da anatomia e para avaliação de risco de câncer de próstata. Vários estudos mostram a capacidade da análise de características estatísticas e do aprendizado de máquinas na tentativa de melhorar ainda mais a predição deste câncer. Objetivo: Este estudo tem como objetivo desenvolver um método para diferenciar regiões da próstata de pacientes acometidos pelo câncer usando análises multivariadas através de características estatísticas extraídas das imagens. Casuística e Metodologia: Um algoritmo desenvolvido na plataforma MATLAB, foi utilizado para a extração de 40 características estatísticas das imagens de RMM. O banco de dados foi composto por 15 pacientes do sexo masculino, com diagnóstico confirmado de câncer. As regiões da próstata correspondentes as lesões tumorais, e as zonas periféricas, foram demarcadas por um radiologista especializado. Posteriormente foram demarcadas as mesmas regiões nos cortes distais, localizados a uma distância de 6mm a frente do corte central. Assim, as imagens foram subdivididas em 4 grupos, conforme as regiões da próstata: Grupo 1 (G1), sendo composto pelos cortes centrais, cuja região de interesee (ROI) para a extração das caracteristicas é colocada exatamente sobre o tumor, Grupo 2 (G2), sendo os mesmos cortes centrais utilizados no grupo G1, com a ROI posicionada na região periférica da próstata, Grupo 3 (G3), sendo composto pelas imagens distais, com a ROI posicionada na região onde era localizada a lesão no corte central do grupo G1 e Grupo 4 (G4), composto pelas imagens distais, com a ROI pocisionada na região da a periferia localizada no grupo G2. Assim, aplicamos o método de aprendizado de máquinas com os seguintes classificadores: K-Nearest Neighbor (kNN), Random Forest (RF), Suporte Vector Machine (SVM) e Naive Bayes (NB). Resultados: Os resultados a seguir foram apresentados em função da acurácia de classificação. As análises foram: G1xG2, cujo classificador RF obteve 82,8% de diferenciação, demonstrando que a região acometida pela lesão apresenta características estatisticas que a diferem de sua adjacência e G3xG4 onde o classificador NB obteve 68,8%, significando que em slices distais, a diferenciação da região da lesão e de sua periferia diminui consideravelmente, indicando um comportamento espacial do tumor.

Introdução: Derrames pleurais correspondem ao acúmulo anormal de líquido entre o espaço pleural e estão associados a doenças inflamatórios, neoplásicas, entre outras. A tomografia computadorizada (TC) é o principal método de imagem para diagnóstico deste acometimento. E acaba sendo a ferramenta de decisão de radiologistas que precede procedimentos invasivos. Objetivo: Foi diferenciar e classificar exames de TC de pacientes com derrames pleurais em três diferentes grupos. Para isso foram utilizadas técnicas de processamento de imagens como análise de características estatísticas e aprendizado de máquina. Um algoritmo na plataforma Matlab, foi construído afim de diferenciar e classificar as alterações pleurais entre os três grupos. Casuística e Metodologia: Foram utilizados 32 exames retrospectivo de TC com uso de contraste. Incluímos pacientes com derrame pleural submetidos a algum procedimento de biópsia, sendo que o exame anatomopatológico, foi utilizado como padrão ouro para a confirmação do diagnóstico. Os exames foram divididos em três grupos: Verdadeiro Positivo (VP), pacientes com exame citopatológico do líquido e biópsia da pleura positivos, Verdadeiro Negativo (VN), pacientes com exame citopatológico do líquido e biópsia da pleura negativos e Falso Negativo (FN), pacientes com exame citopatológico do líquido negativo e biópsia da pleura positiva. O algoritmo permitiu a extração de 62 características estatísticas das regiões de interesse (ROIs) dentro da área de derrame pleural. O corte tomográfico escolhido para extração foi o que apresentou a maior área afetada, sendo utilizado para a disposição das ROIs por dois especialistas em radiologia. Posteriormente, implementamos o método de aprendizado de máquinas para classificação dos grupos. Os métodos utilizados foram: Support Vector Machine (SVM), Naive Bayes, Random Forest e K-Near Neighbors (KNN). Resultados: Os resultados foram expressos em função da área sob a curva ROC, do melhor classificador para cada operador e cada análise. Para o primeiro operador, foram obtidos os seguintes resultados: VPxVN (RANDOM FOREST), 80,8%; VPxFN (RANDOM FOREST), 90,5% e VNxFN (NAIVE BAYES), 73%. Para o segundo observador, foram obtidos: VPxVN (SVM), 88%; VPxFN (SVM), 90% e VNxFN (SVM), 75%. Conclusão: O método aplicado apresenta uma variabilidade de 4,35% entre os observadores, mas de maneira geral, os classificadores mostraram-se adequados para a diferenciação, principalmente entre os grupos VP e FN.

Introduction: Lung cancer is the second most common cancer and the leading cause of cancer death in the US. The most important risk factor for lung cancer is smoking, that is estimated to account for about 90% of all lung cancer cases. It has a generally poor prognosis, however, early-stage lung cancer has a better prognosis and is more amenable to treatment.
Purpose: The objective of this study was to analyze and quantify the prevalence of six comorbidities from Computed Tomography (CT) scans acquired during Lung Cancer Screening Trial (LCS).
Methods and Materials: We retrospectively analyzed CT scans from 774 individuals who met the criteria for LCS (age >55 and <80 years, >30 pack-year smoking history, current smoker or smoking cessation within 15 years). Using software, we automatically assessed coronary artery calcification (CAC), the skeletal muscle area (SMA), interstitial lung disease (ILD), emphysema, vertebral bone density, and hepatic steatosis.
Results: One or more comorbidities were identified on 86.6% of the CT scans [CAC, 41.9%; emphysema, 66.3%; ILD, 32.2%; sarcopenia, 9.9%; hepatic steatosis, 40.7%; osteoporosis, 44.2%]. New diagnoses of cardiovascular disease, emphysema, and osteoporosis were made in 25%, 7%, and 46% of cases, respectively.
Conclusions: The assessment of CT scans acquired during LCS using the Check Lung protocol led to the identification of previously undiagnosed cardiovascular disease, emphysema, ILD, sarcopenia, osteoporosis, and hepatic steatosis.

Introduction: Chest x-ray uses a very small dose of ionizing radiation to produce pictures. It can be used for diagnosis, treatment and monitoring diseases already known, and because it’s easy and fast can be used in emergencies.
Purpose: to assess the accuracy of chest radiography for the diagnosis of bronchopathy, and, secondarily, to assess the agreement between the methods in the assessment of the observers.
Methods and Materials: This retrospective case-control study evaluated the findings of chest X-ray and high-resolution computed tomography (HRCT), performed from 2015 to 2018. The HRCT and chest X-ray images were reviewed separately and randomly by three physicians with different experience in radiology. Artificial intelligence (AI) software qXR v2.0 (qure.ai), deep learning software, was also used to determine the accuracy of X-ray in establishing the thickening of the bronchial wall.
Results: Chest X-rays showed sensitivity ranging from 72.5% to 86.67%, specificity from 80.05% to 96.88% and accuracy from 74.59% to 89.34%, using HRCT as the gold standard. The Kappa coefficient index between the two exams for each observer was 0.455 to 0.756, respectively, by the least and the most experienced evaluator, with moderate to substantial agreement between methods being considered by each evaluator. The accuracy and the sensitivity in the detection of bronchopathy by AI was lower than by the radiologists.
Conclusions: The chest X-ray showed good diagnostic accuracy in the detection of bronchopathy when compared to the HRCT scan. However, when performed by the AI, the radiograph did not present the expected accuracy.

Introduction: Most lesions that appear in the chest doesn’t have a specific soft-tissue occurrence at imaging, and it has a variety of forms and presentation, including parenchymal and endobronchial lesions such as hamartoma, lipoid pneumonia, and lipoma. Although commonly detected on chest computed tomography, intralesional fat is best characterized using magnetic resonance imaging (MRI). The signal intensity characteristics of fat can be observed on MRI, which is important to identify lesion location and fat characteristics in order to reduce time for differential diagnosis. The present study aims to review MR findings of fat containing lesions of chest and, also, describe fat suppressing techniques utilized to this assessment.
Materials and methods: This study reviewed Fat suppressing Techniques, Chemical-shift Techniques (In-Phase/Out-of-Phase Imaging, Dixon Technique, CHESS (Fat-Sat), Water Excitation), Technique Based on Short T1 of Fat (Short TI Inversion Recovery), Hybrid Techniques (SPIR and SPAIR).
Results: Fat suppression is used to suppress the signal from normal adipose tissue to reduce chemical shift artifact or improve visualization of uptake of contrast material. The second main use is tissue characterization, particularly in fatty contained tumors. Different suppressing techniques are used depending on the fat composition of the tissue.
Conclusions: MRI has become a valuable tool to evaluate fat mediastinal lesions. It is useful to confirm fat that is dubious in others imaging methods, evaluating the invasion of a mass into adjacent structures, and characterizing other tissue components. Fundamental knowledge about MRI technique findings and pathology can help radiologists and clinicians improve patient management of fat lesions.

Introduction: Iron plays important roles in the human body; in the central nervous system, it participates in the synthesis of myelin and neurotransmitters. The deficiency or the accumulation of this substance can lead to neurodevelopmental disorders and neurodegenerative diseases. The present study has the purpose to quantify iron concentration in vivo using relaxometry at 3.0 tesla magnetic resonance imaging in different brain regions of healthy individuals and correlate with age, sex, laterality and body mass index, in order to determine the normal distribution of iron in relation to these aspects.
Material and methods: Prospective observational study of individuals who underwent 3.0 Tesla whole brain magnetic resonance imaging. Prior to the examination, a standard questionnaire was applied. In individuals with no history of disease, iron concentration in different brain regions was quantified for further analysis.
Results: One hundred thirty-eight healthy adults were included in the study, with a mean age of 47±19 years, of which 96 (69.6%) were female. The average body mass index was 25.5±4.64 kg/m², and 124 (89.9%) participants were right-handed. Significative positive correlation was observed between iron deposits and age in both caudate nucleus and putamens, in left red nucleus, left globus pallidus and in both centrum semiovale. Statistically significant differences were observed in iron concentration between cerebral hemispheres in the caudate nucleus, putamens, thalamus, globus pallidus and centrum semiovale of right-handed individuals. In left-handed individuals, this difference was observed only in the putamen. Positive correlation was observed between iron concentration and body mass index in left substantia nigra, bilaterally caudate nucleus, left putamen and right globus pallidus.
Conclusion: Cerebral iron concentration showed distinct distribution in the evaluated regions. Positive relationship was observed between iron concentration and age, laterality and body mass index in individuals with healthy brains. These findings may contribute to a better understanding of the pathophysiology of aging and iron-related neurodegenerative diseases.

Introduction: Colorectal cancer (RCC) is the fourth most common cause of cancer-related death worldwide. Although mortality rates appear to be declining, progressively earlier diagnoses of this cancer have been made. Conventional colonoscopy is still considered the best method for screening, given the possibility of differentiation and treatment of lesions. With the advent of more modern and less invasive techniques, virtual colonoscopy (CTC) has proven to be a well-tolerated, safe, and viable technique for CCR screening. The present study aims to describe the main findings of virtual colonoscopy in a diagnostic imaging center.
Material and methods: Cross-sectional retrospective study. We included patients who underwent virtual colonoscopy at an Imaging Diagnostic Center. A structured form with sociodemographic data, reason for the exam and main findings was used. The analysis between gender differences and colonoscopy findings was performed using the chi-square test, and a significance level of 5% was established.
Results: Ninety-five patients were evaluated, with a mean age of 63.7 ± 13.4 years, of which 68 (71.6%) were female. The main reason for the indication of the exam was screening for neoplasms (n = 61, 64.2%), followed by incomplete conventional colonoscopy (n = 27, 28.4%). The most frequent findings were the presence of diverticula (n = 15, 15.8%), redundant neck (n = 10, 10.5%), neoplasia (n = 9, 9.5%) and presence of polyps (n = 6, 6.3%). There were no statistically significant differences in the findings regarding gender.
Conclusion: The present study demonstrated a high prevalence of diverticulum detection, redundant neck and neoplasia in patients undergoing virtual colonoscopy within 6 months.

Purpose
Conventional imaging methods, such as computed tomography (CT), have limitations in the diagnosis of lymph node metastases in prostate cancer. The aim of this study is to compare the accuracy between CT and PSMA PET-CT in regional lymph node staging of prostate cancer.
Materials and Methods
This is a retrospective study that evaluated a total of 121 patients who underwent PSMA PET-CT from January 2016 to February 2019. Two radiologists (with experience in abdominal radiology) individually evaluated CT images and classified pelvic lymph nodes as suspected or not for metastatic involvement, blinded to patient's clinical data and previous exams. Lymph node characteristics (such as size and morphology) and agreement among readers (Kappa coefficient) were also evaluated. The results of PSMA PET-CT were collected from reports previously performed and the gold standard used to compare both methods was histopathology (biopsy and/or specimen).
Results
Of the total patients included in this study, 24 (19.8%) had pelvic nodal disease after the histopathological evaluation. PSMA PET-CT had an accuracy of 86.7%, while the CT showed an accuracy of 54.5% (reader 1) and 70.2% (reader 2). Specificity was in PSMA PET-CT was 94.8%, whereas in tomography the values found were 63.9% (reader 1) and 83.5% (reader 2). Sensitivity in the PSMA PET-CT was 54.2% and on CT was 16.7% (for both readers).
Conclusion
PSMA PET-CT proved to be superior to the CT for all measurement of diagnostic perform, highlighting the sensitivity that showed the greatest absolute difference between the results, reinforcing the limitation of the conventional image in the diagnosis of pelvic nodal disease.

Apresentamos neste trabalho como adaptamos o internato eletivo em Radiologia ao formato digital Online, criando um ambiente virtual de aprendizagem, e criamos atividades utilizando tecnologia de informação e comunicação através da plataforma digital indicada pela universidade. Com o isolamento social e afastamento dos professores e discentes da graduação, adaptamos o internato eletivo de Radiologia presencial para o formato remoto, Online, utilizando a plataforma digital indicada pela universidade. Passamos portanto as sessões clínicas do Departamento de Radiologia para o formato digital Online, síncrono, e neste processo contamos com a contribuição unânime de todos professores, adaptando as oito sessões clínicas semanais que já ocorrem há mais de trinta anos, distribuídas ao longo dos dias da semana, e também criamos novas sessões clínicas, e outras atividades didáticas, sendo atualmente o total de catorze, e todas no formato digital. No início do mês de março de 2020 houve determinação do governo federal para afastamento de todos os professores e discentes da graduação, ocorrendo também a suspensão das atividades do Internato eletivo de Radiologia dada a situação de emergência de saúde pública ocasionada pela pandemia de COVID-19. Conforme decisão do governo federal somente a turma concluinte do 12º semestre da graduação poderia receber ensino presencial, porém os demais internos do 9º,10º e 11º semestres não poderiam viabilizar carga horária com atividades no ambulatório ou no hospital. Dada a imposição do isolamento social, realizamos modificações no Internato Eletivo em Radiologia para que as atividades de ensino não fossem interrompidas, agregando as sessões clínicas. As sessões são definidas pelo Departamento de Radiologia, seguindo conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares, com a ementa submetida à Faculdade de Medicina, e a organização das sessões fica a cargo do professor responsável. A primeira turma do internato de Radiologia Online iniciou em setembro de 2020, e já tivemos 294 alunos até o mês de julho de 2021. As sessões clínicas com o novo formato digital síncrono foram muito bem aceitas pelos professores, residentes, pós- graduandos e discentes, pois permitiu uma maior interação e diversidade dos conteúdos, de tal forma que acreditamos que este formato digital deverá permanecer após a pandemia.

Introdução: Lesões musculares no grupamento adutor compreendem o segundo grupo mais comum de lesões estruturais em atletas de alta performance. Entre os músculos adutores o adutor longo é o mais comprometido, sendo as lesões distais consideradas raras e pouco descritas na literatura. Materiais e métodos: Estudo observacional descritivo retrospectivo onde foram reavaliados questionários clínicos e exames de ressonância magnética da coxa de 245 jogadores profissionais de futebol por 02 radiologistas com 02 anos e 15 anos de experiência em radiologia esportiva. As lesões distais no músculo adutor longo foram revisadas para descrição achados e classificadas de acordo com o consenso de Munique e British Athletics Muscle Injury Classification (BAMIC). Resultados: Das 245 lesões musculares estudadas, 45 localizavam-se no adutor longo (80%), 11 delas envolviam a inserção distal, sendo 6 na junção miotendínea (54,5%); 4 intratendíneas (36,3%) e uma na junção miofascial (9,09%). Lesões musculares estruturais moderadas e graves (grau 2, 3 e 4 pela classificação BAMIC) foram observadas em todos os atletas, entre essas 63,6% apresentaram extensão moderada. Edema muscular no adutor longo foi identificado em 100% dos casos, em extensões variadas. Líquido perifascial foi observado acompanhando 90,9% das lesões estruturais, enquanto a presença de coleção / hematoma foi presente em apenas 36,36% dos casos. Edema no ventre muscular do vasto medial, adjacente à aponeurose conjunta com o adutor longo, foi caracterizado em 7 das 11 lesões (63,6%). Conclusão: As lesões musculares distais no adutor longo são pouco discutidas na literatura, embora não sejam tão infrequentes. A anatomia de sua inserção aponeurótica distal é complexa e a literatura carece de descrições específicas sobre a espessura e a extensão do segmento extra-muscular do tendão e de sua inserção. As lesões distais comumente são lesões graves, não tendo sido encontrado nenhum atleta apresentando lesão grau 1 na nossa série de casos. A continuidade do tendão distal do adutor longo com o vasto medial está descrita em diversos relatos anatômicos, assim a presença de edema na junção mioaponeurótica posterior do vasto medial deve direcionar a atenção do radiologista para a possibilidade de comprometimento do tendão distal do adutor longo. Por vezes o edema no vasto é extenso, o que pode causar interpretação inadequada das imagens de ressonância magnética em relação ao músculo primariamente comprometido.

Objetivo
Avaliar a precisão de diferentes protocolos de ressonância magnética da próstata (RM), incluindo sequências tridimensionais (3D) e bidimensionais (2D) de fast spin echo (FSE).
Materiais e métodos
Realizamos um estudo unicêntrico e retrospectivo, para avaliar a precisão de três diferentes protocolos de ressonância magnética de próstata. Um total de 100 pacientes realizaram ressonância magnética de próstata e biópsia subsequente foram incluídos neste estudo. Três radiologistas cegaram e leram os exames independentemente em três fases diferentes, com intervalo de pelo menos 4 semanas entre eles: 1) protocolo incluindo T2 isotrópico coronal, imagem ponderada por difusão (DWI) e mapa do coeficiente de difusão aparente (ADC); 2) T2 isotrópico coronal, DWI, mapa ADC e sequências pós-contraste; e 3) o protocolo completo incluindo as sequências anteriores mais T2 FSE axial e sequências sagitais.
Resultados
Do total de 100 pacientes analisados no estudo, 70 pacientes foram diagnosticados com câncer de próstata (CaP), a maioria dentro do ISUP 2 e 3. As sensibilidades, especificidades e acurácias nas zonas periféricas e de transição são apresentadas na tabela 1.
Conclusão
Não houve diferença estatística na precisão entre os protocolos de ressonância magnética para detecção de câncer de próstata.

Introduction and Purpose: Before converting digital CT imaging into a real object, surface remodeling through a software is required. This investigation aims to describe if surface remodelling used for 3D-printing induces significant volumetric and surface area changes in craniofacial bones.
Methods and Materials: All patients undergoing craniofacial surgery planning with 3D printing in our institution within the last 2 years were included. Data for 3D printing was acquired with CT imaging in 10 patients. Initially, CT DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) files were converted to the STL (Stereolithography) format with Horos (4.0). The STL data underwent surface remodelling with the Meshmixer (3.5) software by using one of the following three tools: reduce, remesh or smooth. An STL file with each of the three features was sent to Netfab (7.4) for repair previously to 3D printing. Finally, volumetric and surface remodelling after Netfab repair was computed for each Meshmixer tool individually compared with the original STL file without Meshmixer remodelling. The comparisons between each tool and the original STL files were made through a Friedman ANOVA test and a Nemeyni posthoc analysis.
Results: Software surface remodeling tools generated statistically significant (p < 0.01) volumetric and surface area (p < 0.01) loss. Post-hoc analysis evidenced that smooth and remesh tools were associated with more important volumetric and surface area distortions (p < 0.01 for each). Conclusions: Although software surface remodeling tools are thought to facilitate 3D Printing, their use could be associated with volumetric and surface area loss in the printed object. Craniofacial surgery planning demands very precise volumetric and area estimations for the printed object. Given the findings of our investigation, the use of software surface remodeling tools should be weighted carefully.

Purpose: Computed Tomography (CT) is a well described modality used for diagnosing acute appendicitis. To this date, there is no consensus on which individual radiological findings allows CT imaging accuracy. In this investigation, we aim to describe which radiological findings were associated with the highest sensitivity and specificity for diagnosing pathology-proven acute appendicitis.
Methods: A total of 50 patients with pathology-proven acute appendicitis were included. The CT imaging acquisition occurred during the acute episode and before surgical resection. In the control group, imaging data were acquired for 34 patients. These patients did not present with any symptoms of acute appendicitis. Sensitivity and specificity were computed using both quantitative and categorical findings. The continuous (quantitative) variables used were: transverse diameter and wall thickness (major and minor axis for each). Categorical findings (yes or no) described were: fat stranding (>25mm), appendicolith, periappendiceal air, thickening of the cecal apex and phlegmon. Finally, the odds of having pathology-proven appendicitis for each finding were computed with an exact Fisher test (categorical) and a Mann-Whitney test (continuous).
Results: Mixed sensitivity and specificity results were described for each finding. Appendix diameters (minor axis >7.5mm and major axis >9.5mm) were both associated with 100% sensitivity, but 47% and 70% specificity respectively. Wall thickness >2.5mm in the major axis and minor axis yielded higher specificity (76% and 100%) but lower sensitivity (74% and 26%). For categorical features, fat stranding >25mm computed the highest sensitivity (94%) with relatively high specificity (82%). Appendicolith and periappendiceal air presence yielded 100% specificity but lower sensitivity (48% and 16% respectively). Patients with pathology-proven appendicitis had significantly higher appendix diameters (p<0.001 for all parameters described) and chances of having any of the categorical radiological findings described (p<0.001). Conclusions: Although individual radiological findings in the appendix for pathology-proven acute appendicitis could be able to describe either perfect sensitivity or specificity, the overall accuracy for each individual findings would be questionable. A multiparametric evaluation combining all the mentioned radiological findings probably would enhance CT imaging diagnostic accuracy.

Introdução: A diferenciação de tumores cerebrais constitui um grande desafio diagnóstico, geralmente, só podendo ser alcançado a partir de uma estereotaxia cerebral, que apresenta risco de mortalidade. O Aprendizado de Máquina (AM) aplicado a imagens biomédicas por meio de Análise de Textura (AT) tem sido amplamente utilizada na medicina diagnóstica para diferenciação de lesões, sendo menos invasivo. Objetivo: Propomos um método de extração de texturas e AM para diferenciação de tumores cerebrais primários e secundários. Métodos: Exames retrospectivos de ressonância magnética (RM) do encéfalo de 96 pacientes entre 2018 e 2020 foram divididos em dois grupos: tumores primários (38), idade média 42,73 anos ± 12,64, composto por astrocitomas, oligodendromas e meduloblastomas, e tumores secundários (58), idade média 56,36 anos ± 10,32, composto de esôfago, fígado e trato biliar, mama, pulmão e outros. Critérios de inclusão: Pacientes com diagnóstico de tumor confirmado por análise histopatológica. Critérios de exclusão: cirurgia antes da aquisição de imagens, lesões menores que 10mm, malformações intracranianas e contraindicação ao uso de contraste venoso. Utilizamos sequências T1 e T1 pós contraste venoso. Um operador inseriu as Regiões de Interesse (ROIs) de 10 x 10 pixels em regiões previamente segmentadas por um radiologista experiente, dentro do tumor, respeitando uma distância de pelo menos 0,5 mm das bordas. Para cada ROI, extraímos uma seleção de 40 características estatísticas, incluindo as de primeira ordem (desvio padrão, entropia, skewness e kurtosis) e segunda ordem (Gray Level Run-Length - GLRL e Wavelet's Transform) que foram utilizadas para classificar as lesões. Aplicamos três diferentes métodos de AM: Naive Bayes, Support Vector Machine (SVM) e Stochastic Gradient Descent (SGD). Utilizou-se 70% dos dados para treinamento e 30% para teste, com método de validação cruzada F10-fold. Utilizamos a área sob a curva ROC (AUC) para determinar a eficiência do modelo. Resultados: Os resultados de AUC, em porcentagem, da diferenciação para T1 utilizando SGD, SVM e NB são 89.1, 95.2 e 93.9, respectivamente e para T1 com contraste utilizando SGD, SVM e NB, os valores de AUC são 94.6, 92.3, 76.7, respectivamente. Conclusão: O método é rápido e apresenta uma classificação confiável para investigação de lesões tumorais. As aplicações deste trabalho são valiosas e significativas na rotina clínica, auxiliando nas decisões clínicas dos radiologistas.

Introdução: A mamografia é a técnica mais adequada para o rastreamento e diagnóstico do câncer de mama. Apenas no Brasil, estimam-se 66.280 novos casos para o ano de 2021. Sabe-se que a densidade mamária é fator preditivo na malignidade do câncer. Na rotina clínica, a classificação desta densidade é realizada por especialistas da área de radiologia, que utilizam de análises subjetivas para esta classificação. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi o desenvolvimento de um algoritmo computacional para estimar com precisão o percentual do volume da densidade mamária em exames de mamografia. Metodologia: Foram utilizados exames retrospectivos de duas modalidades: radiologia computadorizada (CR) e radiologia digital direta (DR). Como critério de inclusão, utilizamos pacientes assintomáticas que realizaram exame de mamografia CR ou DR e ressonância magnética em um prazo de até 2 meses. Como critério de exclusão, retiramos pacientes com prótese de silicone e que tenham realizado mastectomia. O algoritmo foi capaz de segmentar e quantificar a totalidade do tecido fibroglandular e adiposo. Esta segmentação foi realizada através da aplicação de filtros de mediana, método de thresholding de Otsu, juntamente com a otimização da técnica de SdNR (Razão Sinal Ruído Diferencial). Para fins de comparação dos resultados, as pacientes foram agrupadas em faixas etárias. Um médico radiologista com vasta experiência também quantificou subjetivamente as imagens de acordo com as categorias BI-RADS. Resultados: Ao todo 30 pacientes foram quantificadas, onde o especialista analisou subjetivamente cada caso, de forma a compará-los com o algoritmo. Analisamos também o comportamento da lipossubstituição do tecido durante o envelhecimento. Na análise subjetiva, idades entre 40-49 anos, em média foi classificada como BI-RADS 2 (25% a 50%) e a quantificação objetiva resultou em 44,64%. Já para a faixa etária de 50-59 anos, a média da classificação, também foi BI-RADS 2 e a quantitativa, 42,17%. Essa quantificação foi realizada até a faixa etária acima de 70 anos. Conclusão: A técnica do algoritmo automatizado quantificou a densidade mamária e apresentou boa correlação com a análise subjetiva. A ferramenta mostrou-se confiável, reprodutível e de baixo custo e sua principal vantagem é a de diminuir a subjetividade, auxiliando o médico radiologista no diagnóstico precoce do câncer de mama.

Pulmonary embolism (PE) is the third most common cause of cardiovascular death worldwide. Although computed tomography pulmonary angiography (CTPA) has become the gold standard in confirming the diagnosis of PE, incidental PE is often detected in other routine CT scans that image the chest with a prevalence between 1.1-3.6%.
There has been substantial progress made in deep learning algorithms that can learn feature representations from large datasets and do not require prior explicit definitions. Integration of these algorithms within the imaging workflow can increase triaging efficiency, reduce interpreting errors, and minimise the radiologists’ workload and fatigue.
The aim of this study is to evaluate the performance of an FDA-approved, deep convolutional neural network based AI tool for the detection of incidental PE in routine contrast-enhanced CT (CECT) studies of the chest in our institution for a period prior to its implementation. A total of 612 CECT examinations including the thorax were performed between November and December 2019: 119 CTPAs and 493 CT Chest.
Upon the reviewing radiologist’s second read, 22 of the 612 exams were PE-positive and 590 were PE-negative. The prevalence of PE in the sample was 3.6%. Fifteen PE were identified on CTPA exams and 7 were identified on other CECT exams (incidental PE). The algorithm flagged 36 studies as PE-positive and 576 as PE-negative with 14 false positive (FP) cases, had a specificity of 97%, a sensitivity of 82%, a PPV of 50%, and a NPV of 99%. It also detected 6 of the 7 incidental PE, 4 of which were not documented in the radiology report; however, 63% of the flagging in those non-dedicated CTPA studies were FPs compared to only 20% on dedicated CTPAs.
In the last decades, there have been concerns regarding the overdiagnosis of pulmonary embolism while mortality rates remain unchanged. Overdiagnosis refers mostly to cases of small peripheral embolisms, for which, if no treatment is offered, are unlikely to cause more harm than if anticoagulation therapy is started. Added to that, on the hands of an inexperienced radiologist, flagged false positives scans can contribute toward this trend.
The implementation of a sensitive screening AI tool increases the accuracy of radiology reports and impacts on patients' clinical management. Although this invariably leads to overdiagnosis, the long term clinical implication is still to be determined.

Introdução: A Ressonância Magnética Multiparamétrica (RMM) é a modalidade de imagem mais adequada para visualização da anatomia e para avaliação de risco de câncer de próstata. Vários estudos mostram a capacidade da análise de características estatísticas e do aprendizado de máquinas na tentativa de melhorar ainda mais a predição deste câncer. Objetivo: Este estudo tem como objetivo desenvolver um método para diferenciar regiões da próstata de pacientes acometidos pelo câncer usando análises multivariadas através de características estatísticas extraídas das imagens. Casuística e Metodologia: Um algoritmo desenvolvido na plataforma MATLAB, foi utilizado para a extração de 40 características estatísticas das imagens de RMM. O banco de dados foi composto por 15 pacientes do sexo masculino, com diagnóstico confirmado de câncer. As regiões da próstata correspondentes as lesões tumorais, e as zonas periféricas, foram demarcadas por um radiologista especializado. Posteriormente foram demarcadas as mesmas regiões nos cortes distais, localizados a uma distância de 6mm a frente do corte central. Assim, as imagens foram subdivididas em 4 grupos, conforme as regiões da próstata: Grupo 1 (G1), sendo composto pelos cortes centrais, cuja região de interesee (ROI) para a extração das caracteristicas é colocada exatamente sobre o tumor, Grupo 2 (G2), sendo os mesmos cortes centrais utilizados no grupo G1, com a ROI posicionada na região periférica da próstata, Grupo 3 (G3), sendo composto pelas imagens distais, com a ROI posicionada na região onde era localizada a lesão no corte central do grupo G1 e Grupo 4 (G4), composto pelas imagens distais, com a ROI pocisionada na região da a periferia localizada no grupo G2. Assim, aplicamos o método de aprendizado de máquinas com os seguintes classificadores: K-Nearest Neighbor (kNN), Random Forest (RF), Suporte Vector Machine (SVM) e Naive Bayes (NB). Resultados: Os resultados a seguir foram apresentados em função da acurácia de classificação. As análises foram: G1xG2, cujo classificador RF obteve 82,8% de diferenciação, demonstrando que a região acometida pela lesão apresenta características estatisticas que a diferem de sua adjacência e G3xG4 onde o classificador NB obteve 68,8%, significando que em slices distais, a diferenciação da região da lesão e de sua periferia diminui consideravelmente, indicando um comportamento espacial do tumor.

Introdução: Derrames pleurais correspondem ao acúmulo anormal de líquido entre o espaço pleural e estão associados a doenças inflamatórios, neoplásicas, entre outras. A tomografia computadorizada (TC) é o principal método de imagem para diagnóstico deste acometimento. E acaba sendo a ferramenta de decisão de radiologistas que precede procedimentos invasivos. Objetivo: Foi diferenciar e classificar exames de TC de pacientes com derrames pleurais em três diferentes grupos. Para isso foram utilizadas técnicas de processamento de imagens como análise de características estatísticas e aprendizado de máquina. Um algoritmo na plataforma Matlab, foi construído afim de diferenciar e classificar as alterações pleurais entre os três grupos. Casuística e Metodologia: Foram utilizados 32 exames retrospectivo de TC com uso de contraste. Incluímos pacientes com derrame pleural submetidos a algum procedimento de biópsia, sendo que o exame anatomopatológico, foi utilizado como padrão ouro para a confirmação do diagnóstico. Os exames foram divididos em três grupos: Verdadeiro Positivo (VP), pacientes com exame citopatológico do líquido e biópsia da pleura positivos, Verdadeiro Negativo (VN), pacientes com exame citopatológico do líquido e biópsia da pleura negativos e Falso Negativo (FN), pacientes com exame citopatológico do líquido negativo e biópsia da pleura positiva. O algoritmo permitiu a extração de 62 características estatísticas das regiões de interesse (ROIs) dentro da área de derrame pleural. O corte tomográfico escolhido para extração foi o que apresentou a maior área afetada, sendo utilizado para a disposição das ROIs por dois especialistas em radiologia. Posteriormente, implementamos o método de aprendizado de máquinas para classificação dos grupos. Os métodos utilizados foram: Support Vector Machine (SVM), Naive Bayes, Random Forest e K-Near Neighbors (KNN). Resultados: Os resultados foram expressos em função da área sob a curva ROC, do melhor classificador para cada operador e cada análise. Para o primeiro operador, foram obtidos os seguintes resultados: VPxVN (RANDOM FOREST), 80,8%; VPxFN (RANDOM FOREST), 90,5% e VNxFN (NAIVE BAYES), 73%. Para o segundo observador, foram obtidos: VPxVN (SVM), 88%; VPxFN (SVM), 90% e VNxFN (SVM), 75%. Conclusão: O método aplicado apresenta uma variabilidade de 4,35% entre os observadores, mas de maneira geral, os classificadores mostraram-se adequados para a diferenciação, principalmente entre os grupos VP e FN.

Os primeiros casos da COVID-19 ocorreram em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na china, com a doença se disseminando pelo país e posteriormente por todos os continentes, sendo definida como pandemia pela OMS em março de 2020. A apresentação clínica é variável, desde assintomáticos até quadros de pneumonia grave, caracterizada por febre, tosse, dispneia e infiltrados bilaterais na imagem torácica, ou ainda evoluir com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), complicação importante na forma grave. Diversos estudos sugerem que a TC de tórax pode apresentar papel relevante na triagem e diagnóstico em pacientes com suspeita clínica de COVID-19, especialmente quando o exame padrão ouro (RT-PCR para SARS-CoV-2) não está disponível. Objetivo: Descrever os principais achados tomográficos do tórax, e classificar segundo o CO-RADS, nos pacientes suspeitos para COVID-19, atendidos em pronto-socorro de referência, segundo o resultado do RT-PCR para o SARS-CoV-2. Método: Estudo caso-controle, retrospectivo, descritivo e analítico. Resultados: Um total de 259 pacientes consecutivos, com suspeita clínica de COVID-19 foram incluídos no estudo. A infecção pelo SARS-CoV-2 foi confirmada em 211 indivíduos (81,4%), sendo a maioria (59%) do sexo masculino. Entre os principais sintomas identificados, destacamos, tosse (94%), mialgia (81%), dispneia (80%), cefaleia (77%), febre (72%) e anosmia (73%). Os achados tomográficos mais frequentes, nos casos confirmados de COVID-19, foram: vidro fosco (83%), opacidades com formato arredondado (72%), sinal do vaso central (60%), espessamento septal (47%) e pavimentação em mosaico (46%), com distribuição bilateral (66%) e nos lobos inferiores (63%). A sensibilidade, especificidade e acurácia da tomografia de tórax para o diagnóstico de COVID-19, foram avaliadas utilizando a padronização CO-RADS, apresentando resultados, respectivos de 84%, 50% e 78%, com um valor preditivo positivo de 88%. Uma categoria CO-RADS maior ou igual a 3 em estudo tomográfico apresenta uma razão de chance estimada em 5,6 vezes para o diagnóstico de COVID-19, em comparação ao teste padrão ouro. Conclusão: a tomografia de tórax apresenta alta sensibilidade, baixa especificidade, boa acurácia e alto valor preditivo positivo para o diagnóstico de COVID-19, demonstrando que sua utilização agrega informações relevantes para o diagnóstico e conduta do paciente.

Introduction: Vascular anomalies (VAs) are abnormal groupings of blood vessels that appear during embryonic development consisting of veins (the most common), lymphatic or arterial vessels. Most of the published studies focus on the pathology, evolution, management and hemodynamic complications of VAs, with fewer designed for epidemiologic evaluation. The few studies which presented epidemiologic data substantiate their estimates by extrapolating the incidence of VAs on the paediatric population, as opposed to evaluating a representative sample of the general population. In this scenario, we present an epidemiological description of the VA findings in over 18,000 patients submitted to exams in the radiology department of a quaternary hospital over a 10-year period, as well as detail their anatomical features.
Methods: This is a retrospective observational study of computed tomography (CT) scans and magnetic resonance (MR) imaging reports from a quaternary institution performed between 2009 and 2019. The following descriptors were used in the search tool: “vascular anomaly”; “vascular malformation”; “arteriovenous anomaly”; “arteriovenous malformation”; “venolymphatic anomaly”; “venolymphatic malformation”; “hemangioma”; “cavernoma”. After de-identification to removal of all sensitive information, the exams were divided into vascular tumours - hemangiomas, vascular tumours - cavernomas and vascular malformations. The overall incidence, anatomic site distribution and classification with regard to vessel type predominance of the VAs were evaluated.
Results: the final sample comprised 18,430 exams.. The general prevalence of VAs was 32.34 per 1000 patients. Vascular malformations were found in 0.41 per 1,000 patients, cavernomas in 0.72 per 1,000 patients and hemangiomas were the most common finding, appearing in 18.30 per 1,000 patients. The most frequent anatomical site of vascular malformations was the abdomen and pelvis (58.7%), followed by spinal findings (16.7%). 48.1% of the malformations were low flow findings and 41.2% were composed predominantly of arteriovenous shunting.60.9% of the malformations included were incidental findings.
Conclusion: The general prevalence of VAs in our sample was 32.34 per 1,000 patients, the majority of which was comprised of hemangiomas.

INTRODUÇÃO: trata-se de estudo observacional com intuito de estabelecer relação entre comorbidades pré existentes e o acometimento pulmonar na tomografia de tórax em pacientes com COVID-19.
CASUÍSTICA E MÉTODOS: a coleta de dados do presente estudo foi realizada através de uma anamnese padronizada para pacientes que foram submetidos à tomografia computadorizada de tórax no nosso serviço, de abril a setembro de 2020, devido a suspeita ou confirmação de infecção por Sars-CoV-2. Utilizou-se uma ficha de preenchimento manual, onde constavam informações de identificação, procedência do paciente dentro do serviço, sintomas e comorbidades. O exame tomográfico foi solicitado a critério médico, sendo os motivos variáveis de acordo com a necessidade do paciente. Após a coleta e realização do exame tomográfico, comparou-se então a incidência de acometimento pulmonar de leve a moderado (0 – 50%) e acentuado (>50%) entre pacientes diabéticos, hipertensos, tabagistas, com esteatose e entre os pacientes sem comorbidades. Foram avaliados 246 pacientes no momento em que foi feita a tomografia de tórax.
RESULTADOS: Dentre os avaliados, 12,2% apresentaram acometimento pulmonar acentuado e 87,8% apresentaram acometimento de leve a moderado. Com relação aos pacientes com esteatose, 11,7% apresentaram acometimento acentuado sendo RR= 0,95 (IC95%: 0,35-2,57); entre os hipertensos foram 23% sendo RR=2,48 (IC95%: 1,28-4,82), entre os diabéticos foram 26,4%, sendo RR= 2,67 (IC95% 1,33-5,33) ; entre os pacientes que apresentavam associação entre diabetes e hipertensão, 30% deles apresentaram acometimento acentuado, sendo RR=2,82 (IC95%: 1,30-6,09). Dentre os tabagistas, nenhum paciente apresentou acometimento acentuado na tomografia de tórax.
CONCLUSÃO: apesar das limitações do estudo, pode-se observar o aumento do risco relativo de apresentar acometimento pulmonar acentuado em com diabetes, hipertensão ou uma associação entre as duas, comparando-se aos pacientes sem comorbidades. O tabagismo e a presença de esteatose não parecem desempenhar um papel relevante. Mais estudos são necessários para chegarmos a conclusões satisfatórias sobre o papel de cada comorbidade no desenvolvimento da COVID-19.

Introdução: Estudo teve como objetivo realizar auditoria em um serviço de rastreamento e diagnóstico de câncer de mama em Campinas, Brasil, antes e durante o período da pandemia de COVID-19
Métodos: Estudo de corte transversal de avaliação de indicadores de um serviço de rastreamento da cidade de Campinas, em comparação com os parâmetros estabelecidos pelo Breast Cancer Surveillance Consortium (BCSC). Foram considerados dois períodos para análise: março a outubro de 2019, período pré-COVID, e março a outubro de 2020, período COVID. O serviço é o principal resposável pelo diagnóstico de câncer de mama no SUS da cidade. Todas as mulheres que realizaram mamografia nos períodos foram incluídas. Os indicadores foram comparados entre os períodos e com a referência. Utilizou-se o teste de hipótese para proporções e o teste de Mann-Whitney.
Resultados: Na pandemia as mamografias de rastreamento e diagnóstico diminuíram 76,6% e 25,7%, respectivamente. Os casos detectados reduziram de 115 para 59 (49,7%). Sobre o desempenho das mamografias de rastreamento em comparação com a referência, as taxas de detecção foram significativamente menores no período pré-COVID (3,8/1, p=0,033). As proporções de cânceres detectados nos estágios 0/1 em ambos os períodos foram próximas ao recomendado (79,0% pré-COVID e 90,9% COVID, ambos p< 0,05). A proporção de detecção de cânceres mínimos no pré-COVID foi baixa (26,4%, p=0,019). A proporção de casos linfonodo negativo foi alta no pré-COVID (96,4%, p=0,026). Sobre o desempenho das mamografias diagnósticas em relação a referência, as taxas de detecção de câncer foram maiores em ambos os períodos (66,2/1000 pré-COVID, 93,0/1000 COVID, p<0,001). O tamanho médio dos cânceres invasivos foi maior do que a referência em ambos os períodos (p<0,001), mas diminuiu no período COVID, de 47,5mm a 37,2 mm (p<0,001). As taxas de cânceres mínimos e estágio 0/1 detectados e as taxas de casos linfonodos negativos foram menores do que a referência em ambos os períodos (p<0,05). A taxa de reconvocação foi menor no período COVID (27,5% e 19,6%, P=0,002), e também a especificidade (82,4% e 77,4%, P=0,020). Conclusão: A pandemia COVID impactou na diminuição dos casos de câncer de mama detectados. Tamanho médio do tumor e taxas de reconvocação foram reduzidas durante a pandemia, indicando uma seleção de pacientes que poderiam acessar o serviço. Estudos de médio e longo prazo são necessários para investigar esse impacto.

Introdução e objetivos: A pandemia de Sars-COV2 atingiu todas as esferas imagináveis da vida humana, não sendo diferente no campo da imaginologia médica. Sendo assim, o presente estudo tem como objetivo avaliar seu impacto na carga de trabalho de médicos e residentes de Radiologia em um hospital universitário.
Casuística e métodos:
A amostra foi composta por 24 médicos radiologistas preceptores e 24 médicos residentes, codificados, visando preservar suas identidades.
Foram coletados para cada um dos participantes o número de exames laudados das principais modalidades (raio-X, ecografia, TC e RM) por especialidade no período pré-pandemia (01/03/2019 à 01/03/2020) e durante a pandemia (01/03/2020 à 01/03/2021), e considerando-se o setor solicitante (ambulatório, internamento e emergência). Os subespecialistas foram avaliados também individualmente. O volume dos procedimentos intervencionistas percutâneos não-vasculares também foi contabilizado no período supracitado.
Os dados foram inseridos em planilha eletrônica. Foi realizada análise estatística básica e aplicou-se o teste de Wilcoxon para as variáveis pareadas.
Resultados: Houve uma redução de mais de 12 mil laudos no ano de 2020. A modalidade que teve redução mais marcante foi a ultrassonografia (p < 0,001). Não houve aumento significativo no volume geral de laudos de radiografias (p = 0,272) ou tomografias (p = 0,109) de tórax. Contudo, houve redução significativa do volume de laudos das tomografias de tórax em regime ambulatorial (p = 0,001), mas com importante aumento destes exames na emergência (p < 0,001). Quanto aos setores solicitantes, houve incremento substancial dos exames de pacientes oriundos da emergência (p < 0,001) e internamento (p < 0,001), em contraste com a queda dos exames ambulatoriais (p < 0,001). Esta diferença foi mais marcante nos laudos de ultrassonografia. Houve acentuada redução no volume de biópsias prostáticas (p < 0,001) e de punções aspirativas por agulha fina (p = 0,003). Não houve mudança significativa no perfil de exames laudados pelos subespecialistas, inferindo que não houve desvio importante de função. Conclusões: Conclui-se que a pandemia de Sars-COV2 teve impacto significativo no trabalho dos médicos e residentes de Radiologia do serviço em questão, com destaque para a redução importante dos exames em caráter ambulatorial, incremento dos laudos de tomografia de tórax e dos demais exames em pacientes internados ou oriundos do setor de emergência.

Em dezembro de 2019, na China, foram identificados os primeiros casos de uma nova pneumonia, a qual apresentou rápida disseminação por países de todo o mundo, levando a Organização mundial da Saúde a decretar pandemia em março de 2020. O agente etiológico foi definido como SARS-CoV-2. A pneumonia parece ser a manifestação grave da doença caracterizada principalmente por febre, tosse, dispneia e infiltrados bilaterais na imagem torácica. A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma complicação importante em pacientes com forma grave e pode se manifestar logo após o início da dispneia, em até 20-40% dos casos. O diagnóstico é definido pelo teste RT-PCR positivo para o agente etiológico. Evidências recentes apontam para o uso da TC de tórax como ferramenta de triagem e diagnóstico em pacientes com suspeita clínica de COVID-19, especialmente para casos moderados a graves e quando o teste laboratorial não está disponível. Objetivo: Propor um escore baseado em achados tomográficos no tórax para o diagnóstico da COVID-19 e realizar a sua aplicação inicial em pacientes atendidos em pronto-socorro de referência, segundo o resultado do RT-PCR para o SARS-CoV-2. Método: Estudo caso-controle, retrospectivo, descritivo e analítico. Resultados: Um total de 259 pacientes com quadro clínico e epidemiológico suspeito para COVID-19 foram incluídos no estudo. A infecção pelo SARS-CoV-2 foi confirmada em 211 indivíduos por meio do teste RT-PCR (81,4%). Os achados tomográficos mais frequentes, nos casos confirmados de COVID-19, foram: vidro fosco (83%), opacidades com formato arredondado (72%), sinal do vaso central (60%), espessamento septal (47%) e pavimentação em mosaico (46%), com distribuição bilateral (66%) e nos lobos inferiores (63%). Na aplicação do escore tomográfico do tórax para o diagnóstico, a pontuação obtida foi uma média de 9 pontos no grupo RT-PCR positivo e 3 pontos no grupo RT-PCR negativo. Ao avaliar o melhor ponto de corte do escore diagnóstico tomográfico para COVID-19, em comparação com o padrão ouro, encontrou-se o valor de 8 pontos, com sensibilidade de 65,9%, especificidade de 66,7% e acurácia de 66% para o diagnóstico de COVID-19. Conclusão: o escore tomográfico no tórax apresenta para o diagnóstico de COVID-19 sensibilidade, especificidade, acurácia e valor preditivo positivo aceitáveis, com potencial para uso na prática clínica, especialmente quando testes RT-PCR estão menos disponíveis.

Os nódulos tireoidianos benignos são altamente prevalentes na população mundial. O manejo terapêutico de pacientes com nódulos benignos sintomáticos, por efeitos cosméticos, compressões traqueais ou mesmo esofágicas, principalmente no caso de pacientes eutireoidianos, tem sofrido grande impacto positivo com a termoablação por radiofrequência (RFA), que permite o tratamento minimamente invasivo, preservando a função da tireoide.
Como a RFA é, na grande maioria dos casos, guiada somente por ultrassom (US), a presença de um componente de imersão mediastinal pode constituir uma limitação para a abordagem ablativa destes nódulos. A “Iceberg techinique”, desenvolvida e mencionada pela primeira vez no Brasil, permite o tratamento completo e seguro de nódulos tireoidianos mergulhantes por RFA.
Este trabalho tem por objetivo descrever a técnica e apresentar casos clínicos em que a “Iceberg techinique” foi utilizada e decisiva na abordagem de nódulos tireoidianos mergulhantes em pacientes eutireoideos evitando a cirurgia e mantendo a função tireoidiana.

ACURÁCIA DA ULTRASSONOGRAFIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA
JÚNIOR, G. M.; MAGALHÃES, A.J.A.; CAMILO NETO, G.; SANTOS, J. M. C.
INTRODUÇÃO: Apendicite aguda é a enfermidade cirúrgica mais comum na urgência médica envolvendo crianças e adultos jovens. O quadro clínico costuma ser típico e o diagnóstico baseia-se na história clínica e exame físico. Os principais sinais e sintomas dessa doença são: dor abdominal aguda, febre, inapetência, náuseas, vômitos, além de sinal de Blumberg positivo, principalmente na fossa ilíaca direita, e leucocitose. A avaliação por imagem com a ultrassonografia (USG) e a tomografia computadorizada (TC) tem diminuído os casos de “apendicectomias brancas”. Entre esses métodos, a tomografia apresenta maior acurácia diagnóstica. Entretanto, em gestantes e crianças, a ultrassonografia é preferível, por não ter radiação ionizante e ser mais disponível.
MATERIAIS E MÉTODOS: Realizada revisão sistemática em artigos científicos das revistas Radiology e RadioGraphics, entre os anos de 2010 a 2021, usando como descritores “Ultrasound”, “Computed Tomography” e “Acute Appendicitis”.
DISCUSSÃO: A ultrassonografia é o exame de imagem inicialmente indicado para avaliação de apendicite aguda na faixa etária pediátrica, visto que não tem radiação ionizante, e sua acurácia diagnóstica para essa faixa etária é maior que em adultos. Apesar disso, o método é operador dependente e a taxa de precisão diagnóstica é menor que a tomografia. A TC é mais sensível e específica para o diagnóstico, sendo o método de imagem padrão-ouro. A sensibilidade do USG está entre 44%-98% e especificidade entre 47%-95%, já a TC apresenta sensibilidade entre 87%-100% e especificidade entre 89%-99%.
CONCLUSÃO: A difusão dos exames de imagem na medicina tem comprovado que o seu uso na avaliação da apendicite aguda diminuiu as taxas de apendicectomias negativas. A TC é o melhor método, sendo padrão-ouro para o diagnóstico dessa patologia, devido sua alta sensibilidade, especificidade e acurácia.

ACURÁCIA DA ULTRASSONOGRAFIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA
DUARTE JÚNIOR, G. M.; MAGALHÃES, A.J.A.
INTRODUÇÃO: Apendicite aguda é a enfermidade cirúrgica mais comum na urgência médica envolvendo crianças e adultos jovens. O quadro clínico costuma ser típico e o diagnóstico baseia-se na história clínica e exame físico. Os principais sinais e sintomas dessa doença são: dor abdominal aguda, febre, inapetência, náuseas, vômitos, além de sinal de Blumberg positivo, principalmente na fossa ilíaca direita, e leucocitose. A avaliação por imagem com a ultrassonografia (USG) e a tomografia computadorizada (TC) tem diminuído os casos de “apendicectomias brancas”. Entre esses métodos, a tomografia apresenta maior acurácia diagnóstica. Entretanto, em gestantes e crianças, a ultrassonografia é preferível, por não ter radiação ionizante e ser mais disponível.
MATERIAIS E MÉTODOS: Realizada revisão sistemática em artigos científicos das revistas Radiology e RadioGraphics, entre os anos de 2010 a 2021, usando como descritores “Ultrasound”, “Computed Tomography” e “Acute Appendicitis”.
DISCUSSÃO: A ultrassonografia é o exame de imagem inicialmente indicado para avaliação de apendicite aguda na faixa etária pediátrica, visto que não tem radiação ionizante, e sua acurácia diagnóstica para essa faixa etária é maior que em adultos. Apesar disso, o método é operador dependente e a taxa de precisão diagnóstica é menor que a tomografia. A TC é mais sensível e específica para o diagnóstico, sendo o método de imagem padrão-ouro. A sensibilidade do USG está entre 44%-98% e especificidade entre 47%-95%, já a TC apresenta sensibilidade entre 87%-100% e especificidade entre 89%-99%.
CONCLUSÃO: A difusão dos exames de imagem na medicina tem comprovado que o seu uso na avaliação da apendicite aguda diminuiu as taxas de apendicectomias negativas. A TC é o melhor método, sendo padrão-ouro para o diagnóstico dessa patologia, devido sua alta sensibilidade, especificidade e acurácia.

Background and Purpose: Conventional magnetic resonance images (MRI) have limitations in distinguishing primary from secondary brain tumors. Proton magnetic resonance spectroscopy (¹H-MRS) allows evaluating the concentration of metabolites in a brain lesion, better characterizing the tumor. Considering that an accurate diagnosis determines the therapeutic approach, our premise was to establish a straight applicability of spectroscopy by differentiating primary and secondary brain neoplasms.
Materials and Methods: We performed a retrospective analysis of 61 MRI and 1H-MRS images of patients with histologically confirmed tumors (30 primary lesions and 31 metastatic tumors). The metabolite ratios of Cho/Cr and NAA/Cr with short TE were obtained in spectroscopic curves, with a single voxel positioned in the enhancing tumor. In addition, other variables were analyzed along with the metabolites, which allowed the construction of a logistic regression model to predict the tumor’s nature. The statistical analysis was performed using the R software (version 4.0.3 R Core Team, 2020).
Results: NAA/Cr and Cho/Cr mean values were higher in secondary tumors, with a high correlation between NAA/Cr and Cho/Cr (r = 0.61). The youngest individuals comprised the primary tumors group (mean age of 43.9 versus 55.9 in the metastatic group). ROC analysis demonstrated a cutoff value of 0.4 for NAA/Cr ratio and age at diagnosis to provide an accuracy of 73.8%, a sensibility of 73.3% and specificity of 74.2% in predicting metastatic lesions, with an area under the curve of 0.85. The 3-Fold Cross Validation test following regression models demonstrated an accuracy of 72.81%, CI 95% = [0.55;0.90].
Conclusion: It was possible to delineate a reasonable model to predict the tumor nature, with an accuracy of about 73% in differentiating primary from secondary brain lesions. The higher the age at diagnosis and the NAA/Cr values, the higher the likelihood of a secondary tumor. Even though ¹H-MRS alone cannot define the subtype of tumor, the model proposed here can be used as an additional tool to evaluate CNS tumors, providing relevant information that, in association with features of other conventional and advanced MRI sequences, allow a more accurate diagnosis in clinical practice.

Objectives: To assess the effect of patient size, comorbidities, and patient outcomes on radiation doses associated with chest CT in patients with COVID-19 infection.
Methods: Our ethical board approved, observational study included 370 consecutive patients (52 ± 17 years; male: female 236: 134) who underwent one or more non-contrast chest CT examinations for evaluation of RT-PCR positive COVID-19 pneumonia or its related complications. All patients were scanned on a 64-channel multidetector-row CT scanner (Philips Healthcare). We recorded patient’s age, gender, body mass index (BMI), comorbidities, and outcome (mechanical ventilation, ICU admission, recovery, death). Number of chest CT exams for each patient were recorded along with their individual radiation dose descriptors (CT dose index-volume [CTDIvol] and dose length product [DLP]). Data were analyzed with Software R3.6.2. using Pearson’s chi-square test for categorical data, and Mann-Whitney and Kruskal Wallis tests for radiation doses.
Results: A total of 694 chest CTs were performed in 370 patients (1CT: 41%, 150/370 patients; 2CTs: 39%, 145/370; ≥ 3CTs: 20%, 75/370). Most patients (89-96%) with ≥ 2CTs had comorbidities (asthma, COPD, hypertension, diabetes, and heart diseases). The overweight (median CTDIvol 8.9 mGy IQR 1.4) and obese patients (12.3 mGy, IQR 4) received significantly greater radiation dose as compared to normal BMI patients (7.6 mGy IQR 1.4) (p<0.001). There was no significant difference in CTDIvol between the patient outcome (death or mechanical ventilation [n=118 patients] vs. recovery and no mechanical ventilation [n=232 patients]) or between those with and without comorbidities (presence vs. absence) (p=0.09-0.2). There was no change in radiation doses between the baseline and follow-up CT exams (p>0.5). Chest CT radiation doses in our center were comparable to those reported in ACR Dose Index Registry but higher than those in the European surveys.
Conclusions: Large patient size and comorbidities have substantial effects on the number of performed chest CTs and associated radiation doses; however, patient outcome or disease severity did not affect radiation doses associated with individual CT exam.
Clinical relevance: Chest CT protocols must be optimized to reduce radiation doses for all weight group and for those patients requiring follow-up imaging.

INTRODUÇÃO: O aumento da utilização de exames radiológicos e a possibilidade de maior exposição à radiação ionizante é tema relevante na comunidade médica e reguladora. O monitoramento da dose de radiação em tomografia computadorizada (TC) tem sido aplicado no fortalecimento da segurança do paciente, melhoria de qualidade e no o planejamento de ajustes da dose (otimização), seguindo as normativas da RDC 330/19 , iniciativas internacionais e certificações, reforçando a proteção radiológica.
OBJETIVO: Implementar a monitoramento da dose de radiação em tomografia de um hospital privado por meio da análise de um sistema de registro de dose para adultos e crianças. METODOLOGIA: Estudo observacional, quantitativo prospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa. Aplicação dos passos de mudança (Kotter): 1. Estabelecer a estratégia, escolher o sistema e as modalidades de exame(crânio, tórax, abdome e pelve); 2. Engajar uma equipe multiprofissional (técnicos de radiologia, radiologistas, tecnologia de informação, engenheiros e gestores); 3. Implementar a coleta diária de dados anonimizados pelo sistema: avaliação do diâmetro efetivo, peso padrão, sexo, idade, análises estatísticas; avaliação da mediana e quartis 25 e 75 das grandezas dosimétricas CTDI vol e DLP; kV, mAs, pitch, tempo de rotação (s); no ano de 2020; selecionado paciente padrão; 4. Comunicar a visão à comunidade operacional; 5. Capacitar a equipe; 6. Comunicar as análises; 7. Avaliar relatórios periódicos trimestrais; 8. Implantar as mudanças na cultura da organização com recomendações para otimização.
RESULTADOS: Análise preliminar de 2.229 exames de TC revisados em 2020. Exemplo de TC abdominal adulto, paciente padrão, segundo os valores dosimétricos de CTDI vol, DLP e SSDE para quartil 25, mediana e 75 foram respectivamente (12,14,18), (571; 733; 955) e (14,16,18 ). Elaborado estratégia de recomendação para otimização com reavaliação de protocolo, aumento do pitch, redução do tempo de rotação e da extensão da varredura e do número de fases. Adicionado na certificação hospitalar.
CONCLUSÃO: Implementado com sucesso o monitoramento nos exames de tomografia da emergência. O projeto foi uma ferramenta de alerta e ajuste com enfoque educacional sobre a dose em tomografia com aumento da segurança do paciente seguindo os princípios em proteção radiológica.

Introdução:
A ultrassonografia tem apresentado cada vez mais relevância como método diagnóstico de lesões de mama, particularmente quando se trata da detecção do câncer de mama, como estudo complementar à mamografia.
As regiões axilares devem ser avaliadas junto com a mama, para a análise de linfonodos alterados favorecendo a determinação de quais pacientes apresentam linfonodos acometidos por metástases de carcinoma de mama, e que devem realizar quimioterapia neoadjuvante, esvaziamento axilar ou pesquisa de linfonodo sentinela.
Objetivos:
Neste estudo foi realizada uma revisão da literatura sobre diagnóstico ultrassonográfico axilar de linfonodos atípicos, visando a correlação de achados ultrassonográficos e patológicos, para demonstrar a efetividade do método ultrassonográfico em definir com melhor acurácia o estadiamento axilar pé-cirúrgico.
Casuística e Métodos:
Na ultrassonografia axilar o linfonodo alterado foi suspeitado quando tinha uma das seguintes alterações, por ordem de relevância: cortical com espessura maior que 0,3cm; perda do hilo gorduroso; forma arredondada ou irregular; alteração ao estudo Doppler com vascularização de predomínio cortical. O Estudo foi observacional, retrospectivo, com coleta de dados de exames ultrassonográficos realizados em pacientes com linfonodos alterados na ultrassonografia axilar, com diagnóstico comprovado de câncer de mama e correlação com resultados anatomopatológicos cirúrgicos.
Foram coletados retrospectivamente os dados de 1301 casos biopsiados com lesões de mama, BI-RADS 4 e 5 desde maio de 2016 até junho de 2021. Destes casos, 519 casos foram positivos para Carcinoma e foram para cirurgia. Obtivemos o resultado de anatomopatológico cirúrgico de 140 casos que foram submetidas a cirurgia com exérese de linfonodo, evitando a coleta de dados através de biopsia por fragmentos ou PAAF, contornando os falsos negativos por este método.
Foram então correlacionados os achados da ultrassonografia e avaliação anatomopatológica da biópsia operatória final axilar.
Foram excluídas paciente que submetidas a quimioterapia neoadjuvante ou que não tivemos acessos aos resultados definitivos.
Na presença de linfonodo positivo na ultrassonografia e na cirurgia, foram avaliados VPP e na presença de discordantes o VPN.
Conclusão:
Obtivemos o resultado concordante em 128 casos e discordantes em 12, demonstrando a efetividade da avaliação da cadeia axilar pelo método de ultrassonografia

O objetivo deste estudo é comparar a densidade mamária com a distância (em centímetros - cm) da lesão – mamilo nos exames ultrassonográficos e nas incidências mamográficas craniocaudal (CC) e mediolateral oblíquo (OBL), através da média das distâncias nas incidências assim como em cada uma das incidências separadamente. Foram selecionados 145 pacientes com 185 lesões mamárias, vistas tanto na mamografia (MMG) quanto na ultrassonografia (US), e as variáveis comparadas foram: idade; história prévia de cirurgia mamária; localização da lesão; profundidade da lesão; diâmetro máximo da lesão na US e MMG; composição mamográfica da mama; distância lesão - mamilo (cm) no US e MMG (CC e MLO) e categoria de lesão. Métodos de estatística descritiva foram aplicados para a avaliação de dados quantitativos e qualitativos e foi considerado estatisticamente significativo p < 0,05. Foram selecionadas 145 pacientes do sexo feminino, entre 35 a 87 anos. Houve uma variação estatisticamente significante na distância lesão - mamilo entre US e MMG, utilizando uma distância média entre as incidências CC e MLO, de aproximadamente 2,0 cm a mais na MMG, com desvio padrão de 1,3 cm (p<0,0001). A distância média lesão - mamilo no US foi de 4,3 cm e 6,6 cm na MMG, em ambas as incidências. Observou-se ainda diferenças significativas no tamanho da lesão entre os métodos (p<0,0001), além de maior variação na distância lesão - mamilo entre US e MMG quando a lesão se encontrava na região posterior da mama (p=0,012). Não houve diferença estatisticamente significativa quando comparamos a densidade mamária com as distâncias, provavelmente pelo número menor de pacientes obtido diante da pandemia. A correlação precisa de uma lesão identificada à MMG na US, é essencial para um diagnóstico correto e intervenção terapêutica adequada. O estudo mostrou que a distância entre a lesão e o mamilo na MMG é aproximadamente 2,0 ± 1,3 cm maior que no US.

Em 01 de julho de 1938, Nils Westermark - Chefe do Departamento de Radiologia do Hospital St Göran de Estocolmo descreve o diagnóstico radiológico do embolismo pulmonar e demonstra em radiografia simples do tórax, com todas as limitações da época, a existência de área de hipertransparência decorrente de oligoemia que ocorre nos segmentos pulmonares, que estariam mal perfundidos, devido à obstrução de alguns ramos segmentares ou lobares da artéria pulmonar. A exemplo de outros achados ou sinais descritos por outros autores, esta publicação ganhou a devida divulgação e prestígio no meio médico, tornando-se um sinal clássico da propedêutica radiológica. Em consideração especial ao sinal de Westermark tradicionalmente seu reconhecimento esbarrava não só na dificuldade inicial de sua identificação, quanto na freqüência com que o mesmo aparecia nos casos de TEP investigados. Com a redução progressiva do uso de radiografias simples do tórax imposta naturalmente pelo surgimento da tomografia computadorizada, incluso os estudos angiográficos proporcionados por este método, a pesquisa de TEP ganhou inestimáveis recursos visando a precocidade do diagnóstico e o reconhecimento da extensão do comprometimento vascular pulmonar nesta entidade. A identificação dos antigos sinais clássicos agora em exames tomográficos tem chamado a atenção pois mantém o devido destaque que eles merecem. No período de agosto de 2020 a junho de 2021, em decorrência da pandemia por COVID-19, 97 pacientes foram submetidos a angiotomografia pulmonar sob suspeita clínico-laboratorial de TEP em nosso serviço, dos quais 31 foram diagnosticados com alguma alteração indicativa desta entidade. Neste conjunto de achados tomográficos destacamos durante a análise inicial do parênquima pulmonar que antedece a avaliação vascular, o ressurgimento do Sinal de Westermark observado em um paciente, com comprovação da oligemia durante a face de opacificação vascular, confirmando o diagnóstico de TEP. Com isso destacamos para profissionais mais jovens e/ou em treinamentos que o reconhecimento deste sinal continua com baixa incidência, porém ressurge dos compêndios clássicos e volta a ter sua devida importância na plêiade de manifestações radiológicas presentes em pacientes com tromboembolismo pulmonar.

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