Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA OBSTETRÍCIA/MEDICINA FETAL

USO01

FETUS IN FETUS: RELATO DE CASO

RIBEIRO GONÇALVES, GILCIANE (CHC-UFPR)
BIANCO, THAIS (CHC-UFPR)
SPRENGER, FLAVIA (CHC-UFPR)
AGUIAR, CARLOS EDUARDO (CHC-UFPR)
ZAPPAROLI, MAURICIO (CHC-UFPR)
INTRODUÇÃO: Fetus in fetus (FIF) é uma anomalia congênita rara em que um gêmeo malformado é encontrado dentro do corpo […]

INTRODUÇÃO: Fetus in fetus (FIF) é uma anomalia congênita rara em que um gêmeo malformado é encontrado dentro do corpo do hospedeiro desenvolvido. Este trabalho descreve um caso dessa condição e ressalta o papel dos métodos de imagem no diagnóstico e planejamento terapêutico. DESCRIÇÃO: Recém-nascido de 37 semanas de idade gestacional, cuja gravidez foi sem intercorrências, exceto por tabagismo materno. Nenhum histórico familiar de gêmeos ou tumores era conhecido. A avaliação ultrassonográfica (US) pré-natal mostrou uma massa complexa ligada à parede abdominal anterior do paciente (feto completo). Esse achado foi confirmado por ressonância magnética (RM) pré-natal e pela tomografia computadorizada (TC) com 5 dias de vida. Não foram caracterizados encéfalo e coração. DISCUSSÃO: FIF é o resultado de uma anormalidade na embriogênese, que resulta na formação do gêmeo não dominante dentro do corpo do gêmeo dominante. A patogênese pode ser explicada pela teoria que o gêmeo parasita diamniônico e monocoriônico é incorporado ao gêmeo hospedeiro após anastomose da circulação vitelínica. A maioria dos casos aparece na infância, com uma incidência relatada em 1 em 500.000 nascimentos e ocorre isoladamente. O FIF geralmente é anencefálico e acardíaco, como o paciente deste caso. Além da coluna vertebral, estruturas comumente encontradas são membros, tecidos gastrintestinais, pulmonares e neurais. A maioria dos casos ocorre no abdome (retroperitônio), apresentando-se como massa abdominal no primeiro ano de vida. Neste relato de caso, a TC e a RM demonstraram os componentes ósseos do feto incompleto com dois membros superiores, uma escápula, dois membros inferiores e bacia óssea malformada (não foi caracterizado o sacro). Outras estruturas identificadas foram genitália externa de aparência masculina, um rim com morfologia preservada e com vascularização do feto completo, bexiga urinária parcialmente situada na pelve. A imagem desempenha um papel importante no diagnóstico correto e pode ser feito por ultrassonografia, radiografia simples, a TC ou a RM. Os achados histopatológicos confirmam o diagnóstico. O tratamento recomendado é a ressecção cirúrgica. Dentre os diagnósticos diferenciais, devem ser considerados teratoma maduro, neuroblastoma e pseudocisto meconial. A contribuição da RM e da TC como métodos complementares à US se dá no detalhamento anatômico e morfológico do FIF, permitindo maior acurácia diagnóstica, planejamento cirúrgico e valor prognóstico.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA OBSTETRÍCIA/MEDICINA FETAL

USO02

GRAVIDEZ ECTÓPICA EM CICATRIZ DE CESARIANA, RELATO DE CASO TRATADO CLINICAMENTE COM SUCESSO

SANTOS CHAVES, ARISTÓTELES (MATERNIDADE ODETE VALADARES)
NEVES PETTERSEN, HEVERTON (GENNUS - NÚCLEO EM MEDICINA FETAL)
ZANITTI PENONI, KAROLINE (MATERNIDADE ODETE VALADARES)
BITENCOURT PINHEIRO, HUMBERTO (MATERNIDADE ODETE VALADARES)
LAGE DE FREITAS, CAROLINA (MATERNIDADE ODETE VALADARES)
A gestação ectópica em cicatriz de cesariana é uma patologia em que o embrião se implanta fora da cavidade endometrial […]

A gestação ectópica em cicatriz de cesariana é uma patologia em que o embrião se implanta fora da cavidade endometrial e em topografia da cicatriz de histerotomia prévia. Ocorre em aproximadamente 1 a cada 2000 gestações ¹, sendo condição potencialmente ameaçadora da vida em caso de ruptura. O tratamento de escolha nesse contexto ainda é controverso¹, sendo o tratamento cirúrgico com laparotomia e histerotomia mais comumente realizado. A curetagem uterina não é recomendada², devido ao tecido trofoblástico encontrar-se fora da cavidade endometrial. Opções de tratamento clínico incluem metotrexate sistêmico e local, cloreto de potássio e glicose hiperosmolar. Relatamos um caso com invasão vesical e excelente resposta ao tratamento conservador. Realizada aplicação de 25 mg de metotrexate por acesso supra púbico em saco gestacional e embrião e aplicação da mesma dosagem via intramuscular. O caso relatado demonstrou lenta resolução com tratamento clínico, sendo necessário mais de dois meses para negativação do Beta-HCG, porém permitindo preservação do útero e diminuição do risco hemorrágico.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA OBSTETRÍCIA/MEDICINA FETAL

USO03

ACHADOS DE IMAGEM NA PLACENTA PERCRETA

SCATOLA, FERNANDA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
WILTGEN, ANDRESSA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
CASTRO DE AVILLA, THIAGO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
ROBERTO FESTUGATTO, JOSE (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
FERREIRA VIEGAS, TIAGO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
SANTOS, TAINAÊ (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
Introdução: O espectro do acretismo placentário (EAP) é um termo geral usado para descrever a invasão trofoblástica anormal no miométrio […]

Introdução: O espectro do acretismo placentário (EAP) é um termo geral usado para descrever a invasão trofoblástica anormal no miométrio da parede uterina. Acredita-se que a patogênese da maioria dos casos de EAP seja o implante placentário em uma área de decidualização defeituosa causada por dano pré-existente ao endométrio e miométrio. O fator de risco mais importante é parto cesáreo anterior. Os achados ultrassonográficos (US) de acretismo placentário incluem perda do espaço retroplacentário normal, anormalidades e aumento da vascularização na interface entre miométrio e bexiga, além de lacunas placentárias proeminentes (alto valor preditivo positivo). A ressonância magnética (MR) serve como complemento à US quando os achados são duvidosos ou quando a placenta tem inserção posterior. Descrição: Gestante, 43 anos, com história de 2 cesarianas prévias, atualmente com idade gestacional de 37+5 semanas, hipertensa controlada e com diabetes mellitus gestacional, assintomática. Realizou ecografia de terceiro trimestre na nossa instituição que demonstrou placenta prévia oclusiva total com sinais de infiltração da parede posterior da bexiga. A complementação com ressonância magnética demonstrou achados que corroboram com a hipótese ecográfica de placenta percreta. Discussão: As imagens de US e estudo Doppler da paciente mostraram placenta oclusiva total com perda do espaço livre retroplacentário e redução da espessura miometrial, além de vasos proeminentes com aumento da vascularização e lacunas na placenta. A ressonância magnética mostrou a placenta cobrindo a parede anterior, a parede posterior e todo o segmento inferior do útero, obstruindo o orifício interno do canal cervical. A paciente foi submetida à histerectomia total com rafia da parede posterior da bexiga, sendo o material obtido enviado para anatomopatológico, que ratificou o diagnóstico suspeitado por US de percretismo placentário. No EAP, a placenta não se separa espontaneamente no parto e as tentativas de remoção manual resultam em hemorragia, que pode ser fatal e geralmente requer histerectomia. Por isso, é de fundamental importância que o radiologista conheça os detalhes e saiba fazer o diagnóstico desta patologia para o adequado planejamento cirúrgico.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA OBSTETRÍCIA/MEDICINA FETAL

USO04

HOLOPROSENCEFALIA ALOBAR EM UM FETO DE 14 SEMANAS: RELATO DE CASO

LEONAM COSTA OLIVEIRA (UFDPAR E IESVAP)
JULIANA DE CASTRO VILANOVA (IESVAP)
THAIZ HELENA LOPES DA ROCHA (IESVAP)
IANE LOPES DA ROCHA (IESVAP)
LUCAS MAINARDO RODRIGUES BEZERRA (IESVAP)
Introdução: Holoprosencefalia (HPE) consiste em um raro defeito no desenvolvimento do prosencéfalo, resultado de sua clivagem embrionária incompleta e que […]

Introdução: Holoprosencefalia (HPE) consiste em um raro defeito no desenvolvimento do prosencéfalo, resultado de sua clivagem embrionária incompleta e que possui incidência aproximada de 1: 250 durante a embriogênese e 1: 16.000 entre nascidos vivos. Sua etiopatogenia é heterogênea e multifatorial, podendo ter influência de fatores ambientais, metabólicos ou teratogênicos. Este relato evidencia a importância do cuidado pré-natal ao relatar um caso raro de holoprosencefalia alobar diagnosticada por ultrassonografia obstétrica de rotina. Descrição: Mulher de 40 anos com gravidez espontânea apresenta-se para ultrassonografia obstétrica, que demonstrou um único embrião vivo com 14 semanas. Nesta paciente, ultrassonografia bidimensional detectou, no polo cefálico, aparente fusão dos tálamos na linha média e aparente monoventrículo (VM), não visualizando-se a fissura inter-hemisférica na região anterior. Ultrassom morfológico feito 68 dias depois confirmou esses achados, além de detectar diâmetro cerebelar abaixo do percentil 10, distância interorbitária externa abaixo do percentil 5, presença de hipotelorismo ocular, questionável microftalmia bilateral e índices quantitativos alterados na artéria umbilical representando alteração na perfusão feto-placentária, podendo evoluir para restrição de crescimento intrauterino. O nascimento ocorreu por via vaginal na 35ª semana gestacional, neonato apresentou baixo peso ao nascer e anomalias congênitas múltiplas, com destaque para grave deformidade facial com cebocefalia (hipotelorismo ocular com uma narina única). Discussão: Anomalias estruturais fetais são encontradas em até 3% de todas as gestações e a triagem por ultrassom tem sido parte integrante do cuidado pré-natal de rotina por décadas. Nesse caso, a ultrassonografia pré-natal foi decisiva no diagnóstico precoce, às 14 semanas de gestação, e na gestão otimizada de um feto malformado com um tipo extremamente grave de HPE alobar. Destaca-se que essa avaliação precisa é importante porque gravidade dos achados de imagem se correlaciona com a morbimortalidade pós-natal na holoprosencefalia. Embora poucas crianças com a forma alobar sobrevivem além do período neonatal imediato, o encaminhamento a um geneticista clínico para avaliação genética abrangente é recomendado para discutir a natureza da condição e a possibilidade de recorrência, que pode variar de muito baixo (<1 por cento) para alto (até 50 por cento se um pai tiver uma doença genética autossômica dominante).

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA OBSTETRÍCIA/MEDICINA FETAL

USO05

CORIOCARCINOMA UTERINO METASTÁTICO

WILTGEN ANDRESSA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
ROBERTO FESTUGATTO, JOSE (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
CASTRO DE AVILLA, THIAGO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
FEREEIRA VIEGAS, TIAGO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
ZENI, RICARDO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
SANTOS, TAINAÊ (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
Introdução: A doença trofoblástica gestacional é um espectro de desordens caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Podem ser benignas como […]

Introdução: A doença trofoblástica gestacional é um espectro de desordens caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Podem ser benignas como a mola hidatiforme (MH) ou malignas sendo definidas como neoplasia gestacional trofoblástica (NTG). O coriocarcinoma é uma forma rara de NTG. O diagnóstico de NTG é baseado na combinação de história clínica, exame físico, títulos quantitativos de B-hCG e ultrassonografia pélvica (USP). Relatamos o caso de uma paciente com diagnóstico de coriocarcinoma metastático. Descrição: Paciente, feminina, 25 anos, com história prévia de MH sem acompanhamento há 2 anos. Chega à emergência com queixa de sangramento volumoso via vaginal. Exame laboratoriais demonstraram B-hcg de 307343 mIU/mL e hemoglobina de 8,7 g/dL. Solicitado ecografia transvaginal que demonstrou volume uterino aumentado, contendo formação expansiva na cavidade uterina, heterogênea, de limites mal definidos, sem limite claro com o miométrio e intensa vascularização ao estudo color doppler. Ressonância magnética complementar corroborou os achados da ultrassonografia com formação expansiva heterogênea na região central do útero apresentando sinal do “flow-void”representando vasos calibrosos, com invasão da zona juncional e do miométrio em toda extensão do útero, sem sinais de extensão para a serosa, com realce ao meio de contraste e restrição à difusão da água. Estudo com tomografía computadorizada de tórax demonstrou diversos nódulos pulmonares esparsos bilateralmente sugestivos de implantes secundários. Paciente foi encaminhada para tratamento quimioterápico. Discussão: O coriocarcinoma é o espectro mais agressivo da NTG com propensão a metastizar. Pode ter origem após uma gestação molar, uma gestação normal ou aborto. O precursor mais comum do coriocarcinoma é a MH representando 50% dos casos. Os locais mais comuns de metástases à distância são o parênquima pulmonar, vagina, fígado e cérebro. O exame de imagem inicial para avaliação é a USP associada ou não ao estudo com “doppler”. A RM é útil na avaliação de doença extrauterina e complicações associadas a NTG, com padrão de imagem variado, podendo demonstrar algum grau de necrose e/ou hemorragia. A TC de tórax é recomendada para avaliação de metástases pulmonares que tipicamente aparecem como pequenos nódulos difusos pelo parênquima. O tratamento é realizado com quimioterapia e seguimento adequado, cursando com altas chances de cura.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA OBSTETRÍCIA/MEDICINA FETAL

USO06

RELATO DE CASO - SÍNDROME DA BANDA AMNIÓTICA

HENRIQUE DE SÁ GALVÃO (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ)
FERNANDA ANTUNES PIAZZA (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ)
Descrição: A Síndrome da Banda Amniótica ou Sequência da Banda Amniótica (ABS) é uma condição heterogênea, com amplo espectro de […]

Descrição: A Síndrome da Banda Amniótica ou Sequência da Banda Amniótica (ABS) é uma condição heterogênea, com amplo espectro de anomalias, dentre as quais as mais comuns são amputações de membros, digitais e aneis de constrição, que ocorrem em associação com filamentos mesodérmicos que emanam do âmnio. A incidência não é alta, ocorrendo em cerca de 1: 1200-1300 nascidos vivos. O prognóstico é variável, a depender da região aprisionada.
Material e métodos: Abordaremos o caso clínico de uma gestante de 20 anos de idade, primípara, sem comorbidades e sem histórico de traumas durante a gestação. A paciente realizou ultrassonografia obstétrica morfológica com 25 semanas e 6 dias, onde se constataram múltiplas malformações fetais associadas a imagens de bridas amnióticas, compatíveis com Síndrome da Banda Amniótica.
Resultados e discussão: Os achados morfológicos encontrados foram: ausência da calota craniana com desorganização do encéfalo, sem definição das estruturas da linha média e dos núcleos da base. O tórax apresentava distribuição atípica, o coração do feto estava localizado no hemitórax direito e notava-se herniação supradiafragmática com fígado fetal intratorácico. Observava-se, ainda, focomelia em membro inferior, não sendo caracterizada tíbia, fíbula ou pé unilateralmente. Outro membro apresentava pé torto. Por fim, presença de bandas amnióticas distribuídas em vários trechos da cavidade amniótica em íntimo contato com diversas partes fetais.
Várias teorias foram elaboradas para explicar esta patologia. Em 1930, Streeter propôs a teoria do modelo extrínseco e intrínseco, que levavam em conta a perturbação do disco germinativo no desenvolvimento inicial do embrião e as rupturas da sequência do âmnio. Estudos recentes mostram associação das bandas amnióticas com alterações vasculares. Casos mais severos, como o descrito no presente relato, constituem-se de extrema importância para um melhor entendimento da patologia.
Conclusão: O relato acima mostra-se compatível com a Síndrome da Banda Amniótica. Os achados ultrassonográficos, somados aos conhecimentos da literatura médica atual, corroboram a hipótese destacada e fornecem achados importantes para o melhor entendimento da doença.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA OBSTETRÍCIA/MEDICINA FETAL

USO07

GESTAÇÃO ECTÓPICA ABDOMINAL AVANÇADA: UM RELATO DE CASO

KARLLOS DIÊGO RIBEIRO SANTOS (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
SOUTO MAIOR PAULA AGUIAR, BRUNO (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
SALES GUEIROS, CAIO (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
ARAÚJO SANTANA TAVARES, MARÍLIA (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
PEREIRA BELLO, RODRIGO (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
FILIPE ARAGÃO FELIX (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
Introdução: Esta exposição objetiva demonstrar os achados radiológicos de uma gravidez ectópica abdominal. O caso em questão foi avaliado com […]

Introdução:
Esta exposição objetiva demonstrar os achados radiológicos de uma gravidez ectópica abdominal. O caso em questão foi avaliado com ultrassom (US) e ressonância magnética nuclear (RNM).
Descrição:
Mulher de 18 anos internada em 15/06/2021 com atraso menstrual associado a dor abdominal difusa e sinais de peritonite ao exame físico. A investigação começou com uma ultrassonografia transvaginal que demonstrou útero aumentado com endométrio ecogênico normal e sem sinais de gravidez intrauterina. Além disso, o saco gestacional foi identificado na topografia superior do peritônio abdominal, contendo um feto com atividade cardíaca identificável e idade gestacional estimada em 13 semanas e 6 dias com base na medida do comprimento cabeça-nádega (CCN). A investigação diagnóstica foi complementada com RNM que confirmou os achados da US e demonstrou comprometimento de estruturas adjacentes. Após estabelecido o diagnóstico, a paciente foi submetida a laparotomia exploradora com retirada do feto morto, ooforectomia direita, salpingectomia bilateral, apendicectomia, omentectomia, correção do comprometimento vesical e toalete da cavidade.
Discussão:
A gravidez ectópica abdominal é um diagnóstico raro que deve ser feito pelos achados ultrassonográficos. No entanto, a ressonância nuclear magnética pode ser um método de imagem útil nesses casos, pois pode demonstrar o comprometimento das estruturas adjacentes, auxiliando no planejamento cirúrgico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ULTRASSONOGRAFIA OBSTETRÍCIA/MEDICINA FETAL

USO08

ASPECTOS E CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA POLICÍSTICA RENAL AUTOSSÔMICA RECESSIVA NO ULTRASSOM

CARVALHO NETO, PEDRO OLIVEIRA (FAHESP/IESVAP)
BEZERRA, LUCAS MAINARDO RODRIGUES (FAHESP/IESVAP)
BRITO, MADELYNE ALICE RAMOS (FAHESP/IESVAP)
DE SOUSA, ELISIEL MARTINS (FAHESP/IESVAP)
MENEZES, ANTONIO GLEYSSON VIEIRA ABREU (FAHESP/IESVAP)
SILVA, UZIEL NUNES (FAHESP/IESVAP)
A Doença policística renal autossômica recessiva (DPRAR) deve-se a mutações no gene PKHD1, que codifica a poliductina/fibrocistina, e caracteriza-se pela […]

A Doença policística renal autossômica recessiva (DPRAR) deve-se a mutações no gene PKHD1, que codifica a poliductina/fibrocistina, e caracteriza-se pela ocorrência bilateral de cistos renais em recém-nascidos, lactentes, crianças e adultos. Sua incidência é estimada em aproximadamente 1: 20.000 nascidos vivos e 30% dos neonatos acometidos morrem no período perinatal, em geral por insuficiência respiratória. Suas principais manifestações clínicas são: hipertensão, com necessidade de tratamento em mais de 70% dos casos, nefrolitíase, insuficiência renal, hipertensão portal, sangramento gastrointestinal, ruptura de varizes esofágicas, trombocitopenia, esplenomegalia, colangite e icterícia. Além disso, a sequência de Potter é um fenótipo característico dessa doença. A DPRAR se diferencia da doença policística renal autossômica dominante (DPRAD), pois esta última é uma doença renal congênita mais frequente, e ela se manifesta em geral a partir dos 30 a 40 anos de idade, podendo mais raramente afetar crianças e eventualmente recém-natos, ao contrário da DPRAR, que se manifesta ainda na infância em sua maioria. A DPRAR pode ser diagnosticada de dias ou meses após o nascimento, e a detecção é feita por exames de imagem, que consta um aumento bilateral difuso dos rins. Também pode ser diagnosticada por meio de testes genético moleculares. Apesar de sua natureza genética, é difícil estabelecer uma relação genótipo-fenótipo, tendo em vista que geralmente possui apresentações isoladas dentro de uma família. Além de aspectos clínicos, os padrões de imagem encontrados no ultrassom (US) podem ser úteis na definição da possível causa. Rins de dimensões aumentadas, hiperecogênicos, com múltiplos pequenos cistos esparsos, são sugestivos de DPRAR. Podem ser encontrados ainda, comunicação interventricular e derrame pericárdico, anencefalia, cistos hepáticos, sinais de atresia duodenal, e acentuado oligodrâmnio. Esse trabalho tem como objetivo, demonstrar os achados de imagem da DPRAR e a importância do diagnóstico precoce por meio de exames como a ultrassonografia.

Patrocinadores