Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG01

O PAPEL DA ULTRASSONOGRAFIA CONTRASTADA (CEUS) NA DETECÇÃO DE ENDOVAZAMENTO APÓS REPARO ENDOVASCULAR DE ANEURISMA ABDOMINAL (EVAR)

MAIA, GUILHERME STRAUB (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
RAHAL JR, ANTONIO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SILVERIO, PAULO ROGERIO BARBOZA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
FRANCISCO NETO, MIGUEL JOSE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
QUEIROZ, MARCOS ROBERTO GOMES DE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
GARCIA, RODRIGO GOBBO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
O reparo endovascular de aneurismas foi idealizado durante os anos 1990 e, através dos anos, com o aumento da experiência […]

O reparo endovascular de aneurismas foi idealizado durante os anos 1990 e, através dos anos, com o aumento da experiência das equipes medicas, popularizou-se na prática clinica, substituindo a cirurgia de reparo aberta. É um procedimento menos invasivo, com baixa morbimortalidade cirúrgica, que pode ser realizado em contexto eletivo ou emergencial e que necessita de um acompanhamento vitalício após sua realização.
Dentre as principais complicações do procedimento, cita-se primordialmente o endovazamento, que deve ser investigado durante o acompanhamento dos pacientes. Os métodos radiológicos surgem como aliados na busca ativa desta complicação, sendo a angiotomografia o padrão ouro para tal. Contudo, a exposição à radiação ionizante, à nefrotoxicidade do contraste e o custo limitam seu uso, incentivando a busca por outros métodos mais acessíveis. Nesse contexto, o ultrassom contrastado surge relatado por alguns autores como opção para o acompanhamento desses pacientes.
Este trabalho tem por objetivo discutir o endoleak como principal complicação após correção endovascular da aorta abdominal (EVAR). Enfatizando e destacando a importância do CEUS no acompanhamento do paciente após EVAR. Além de comparar a sensibilidade do uso do CEUS com o método convencional e ultrassonográfico Doppler.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG02

O PAPEL DA ULTRASSONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO E MANEJO DA ARTERITE TEMPORAL

TAKAHASHI, FERNANDA YUKARI HIEDA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
NOBRE, VINICIUS BEZERRA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
MAKSOUD, SOFIA BEZERRA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
FERRACINI, ISABELA CIDADE FRANÇA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
RICCI, RENATA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
Introdução: A arterite temporal ou de células gigantes é a principal vasculite sistêmica em adultos. Apresenta alta morbimortalidade, devendo ser […]

Introdução:
A arterite temporal ou de células gigantes é a principal vasculite sistêmica em adultos. Apresenta alta morbimortalidade, devendo ser diagnosticada e tratada precocemente. O diagnóstico pode ser feito por critérios clínicos e laboratoriais e pela biópsia (padrão ouro). Contudo, o papel da ultrassonografia no diagnóstico, seguimento e prognóstico está cada vez mais embasado por evidências sólidas.
Descrição sucinta:
Homem de 63 anos referia cefaleia bitemporal, otalgia e dor de dente após implante dentário há 3 anos. Após 2 anos, apenas a cefaleia persistiu e passou a apresentar hipersensibilidade de escalpo e artérias temporais ingurgitadas. Na ultrassonografia, as artérias temporais apresentaram espessamento parietal hipoecoico e persistência da visualização da parede do vaso após compressão (sinal do halo), achados altamente sugestivos de arterite temporal. Ao Doppler colorido, observou-se redução da luz vascular e ao Doppler espectral, o padrão de fluxo era habitual. O exame anatomopatológico confirmou arterite de células gigantes.
Discussão resumida:
A arterite temporal é a vasculite sistêmica mais frequente em adultos. Acomete vasos de médio e de grande calibre, tipicamente a artéria temporal. Os principais sintomas são cefaleia bitemporal, tumefação temporal, claudicação mandibular e déficit visual.
Apresenta alta morbimortalidade devido às complicações isquêmicas. Pode resultar em cegueira, acidente vascular encefálico, aneurisma e dissecção aórtica. Portanto, o diagnóstico deve ser realizado de forma precoce. O Colégio Americano de Reumatologia propõe a presença de 3 dos seguintes critérios para o diagnóstico de arterite temporal: pelo menos 50 anos; cefaleia nova e localizada; dor à palpação ou diminuição de pulso da artéria temporal; VHS maior ou igual a 50 mm/h; biópsia de artéria temporal compatível. Entretanto, a ultrassonografia apresenta alta sensibilidade e especificidade e pode firmar o diagnóstico na presença de critérios clínicos, dispensando a biópsia. Além disso, pode guiar a biópsia, aumentando sua sensibilidade.
Os critérios ultrassonográficos utilizados para diagnóstico são: espessamento parietal hipoecogênico e persistência da visualização da parede do vaso durante a compressão, ambos devido ao espessamento da sua parede por inflamação. O estudo com Doppler colorido e espectral podem trazer informações complementares em relação à possibilidade de estenoses ou oclusões arteriais associadas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG03

ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS NA ROTURA PARCIAL DO TENDÃO FIBULAR CURTO

NETO, JOÃO DA MATA FONSECA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
TAKAHASHI, FERNANDA YUKARI HIEDA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
LAUAR, MARCELA CAETANO VILELA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
MENDES, FREDERICO GONÇALVES (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
LIBANIO, BRUNA BRANDÃO (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
Introdução: A prevalência de rotura dos tendões fibulares em dissecções cadavéricas varia entre 11-37% e o tipo mais comum é […]

Introdução:
A prevalência de rotura dos tendões fibulares em dissecções cadavéricas varia entre 11-37% e o tipo mais comum é a rotura parcial. Podem resultar de trauma, tendinopatia preexistente e microtrauma repetitivo devido à instabilidade. Em jovens e em pessoas atléticas, geralmente decorre de eventos traumáticos e em idosos, de atrito. O entorse do tornozelo é a lesão musculoesquelética mais comum e a principal causa. Adultos jovens e adolescentes apresentam maior incidência e o sintomas são crônicos em 40% dos casos.
Contudo, essas lesões são frequentemente subdiagnosticadas e devem ser consideradas em todo paciente com dor lateral no tornozelo crônica. Devido à apresentação clínica variável e insidiosa, é imperativo o uso de um método de imagem para o diagnóstico. A ultrassonografia é o método de escolha, já que não é invasivo, é barato, fornece imagens de alta resolução e permite a realização de estudos dinâmicos e de infiltração de esteróides guiados por ultrassom. Em um estudo recente, a sensibilidade, especificidade e acurácia para lesões dos tendões fibulares são respectivamente 100%, 85% e 90%.
Na ultrassonografia, roturas apresentam-se hipoecoicas ou anecoicas, com fluido adjacente. No quadro agudo, um aumento da vascularização pode ser observado no Doppler colorido devido à inflamação. A rotura parcial do tendão fibular curto (tipo split) é caracterizada por um defeito hipoecoico na periferia do tendão e geralmente é associada à insinuação do tendão fibular longo para dentro deste defeito.
Descrição sucinta:
Pacientes do sexo feminino de 35 e 62 anos sofreram entorse, respectivamente, do tornozelo esquerdo e do tornozelo direito. Iniciaram quadro de dor leve na região lateral do tornozelo. Na ultrassonografia, o tendão fibular curto apresenta-se heterogêneo e com acúmulo de líquido sob sua bainha, sendo que o tendão fibular longo insinua-se parcialmente sob suas fibras, alterações que sugerem rotura longitudinal parcial.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG04

RECONHECENDO O TIMO ECTÓPICO NA ULTRASSONOGRAFIA

DA MATA FONSECA NETO, JOÃO (HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
CIDADE FRANÇA FERRACINI, ISABELA (HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
SILVA GOMES, ÂNGELO (HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
BRANDÃO LIBÂNIO, BRUNA (HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
REGINA VIEIRA MARSIGLIA RODRIGUES, ALESSANDRA (HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
GONÇALVES MENDES, FREDERICO (HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
INTRODUÇÃO: O timo ectópico é uma condição rara, que ocorre quando o tecido glandular se deposita no trajeto de sua […]

INTRODUÇÃO:
O timo ectópico é uma condição rara, que ocorre quando o tecido glandular se deposita no trajeto
de sua migração embriogênica. O uso rotineiro do método ultrassonográfico na abordagem
diagnóstica inicial das regiões do pescoço e tireoide permite a identificação de lesões incidentais,
incluindo o timo ectópico. O objetivo deste trabalho é demonstrar, através de casos, as
características ultrassonográficas dessa patologia, fornecendo o conhecimento necessário ao
radiologista para este diagnóstico.
DESCRIÇÃO SUCINTA:
O timo é um órgão linfoide de localização mediastinal superior, retroesternal, no compartimento
pré-vascular, com tamanho, forma e extensão variáveis, podendo ser encontrado do nível do
manúbrio até a quarta cartilagem costal.
O tecido tímico ectópico pode surgir ao longo do trajeto de migração glandular e do tecido linfoide
no período embriogênico, momento no qual assume a posição anterossuperior no mediastino e a
configuração lobulada.
Os locais mais comuns de implantação ectópica ocorrem na junção cervico-mediastinal, no
pescoço e em regiões submandibulares. A maioria é encontrada lateralmente à glândula tireoide.
O timo ectópico também pode ser evidenciado em situação intratireoidiana.
A ultrassonografia é uma das principais ferramentas para a abordagem diagnóstica de lesões
tímicas. Neste método o timo apresenta-se como uma estrutura de superfície lisa, de margens
definidas, ecotextura homogênea e finamente granular, com algumas linhas ecogênicas, sendo
moderadamente hipoecoico em relação à tireoide, com vascularização frustra ao Doppler colorido.
O timo ectópico pode se apresentar de duas formas: cística (mais comum), caracterizada por área
hipoecoica/anecoica, unilocular/septada; ou sólida, com linhas ecogênicas pequenas, que podem
representar septos de tecido conjuntivo e vasos.
O presente trabalho foi elaborado através de imagens ultrassonográficas de pacientes com timo
ectópico, provenientes do arquivo médico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG05

ULTRASSOM NO DIAGNÓSTICO DA ARTERITE DE CÉLULAS GIGANTES E SUAS VANTAGENS

ABRANTES SARMENTO, LUIZ FELIPE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
JUNIOR, ANTONIO RAHAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ARANTES JABOUR, VICTOR (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
FRANCISCO NETO, MIGUEL JOSE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
GOBBO GARCIA, RODRIGO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
STRAUB MAIA, GULHERME (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
A inflamação das paredes dos vasos sanguíneos é uma característica compartilhada por todas as categorias de vasculite, que são diferenciadas […]

A inflamação das paredes dos vasos sanguíneos é uma característica compartilhada por todas as categorias de vasculite, que são diferenciadas pela etiologia, patogênese, tipo de vaso afetado, órgãos acometidos, manifestações clínicas, predisposições genéticas e características demográficas.
A arterite de células gigantes (ACG) é a vasculite sistêmica mais comum. Afeta seletivamente artérias de grande e médio calibre. A inflamação da parede arterial leva a oclusão e isquemia tecidual, que causam o quadro clínico desta vasculite. Os sítios suscetíveis incluem o leito vascular dos nervos cranianos e couro cabeludo, incluindo as artérias temporais, nervo óptico, músculos masseteres e a circulação posterior do sistema nervoso central. O envolvimento pode se estender para a aorta e seus ramos, incluindo a subclávia e artéria axilar.
É uma doença heterogênea, com uma ampla gama de manifestações clínicas, por afetar diversas artérias ao longo do corpo. Artérias temporais sensíveis e proeminentes, com pulsos ausentes, claudicação mandibular, diplopia e sintomas sistêmicos (fadiga, febre e anorexia) são os principais sintomas.
A biópsia da artéria temporal tem sido por muito tempo o teste padrão ouro para estabelecer o diagnóstico, com uma alta especificidade, mas baixa sensibilidade. Ultrassom (US) e outras técnicas de imagem estão surgindo como alternativas aos testes de biópsia.
Ultrassom é um método diagnóstico não invasivo e de baixo custo. Pode ser usado como um procedimento à beira do leito e é seguro, rápido e bem tolerado por pacientes. Quatro características patológicas podem ser encontradas por US em ACG: espessamento da parede arterial (sinal do halo), incompressibilidade do vaso, estenose e oclusão arterial.
O objetivo deste ensaio iconográfico é demonstrar os achados ultrassonográficos da arterite de células gigantes, com enfoque na avaliação da artéria temporal, ilustrado através de uma série de casos da nossa instituição, familiarizando o radiologista com esses achados e destacando a importância e as vantagens deste método no diagnóstico precoce e não invasivo desta afecção e na monitorização do tratamento.

TRABALHO ORIGINAL

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG06

VALOR DA ULTRASSONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO DE DIVERTICULITE AGUDA E SUAS COMPLICAÇÕES: ESTUDO COMPARATIVO COM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

SANTOS, MARINA RAMOS (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
LIMA, NATÁLIA TAVARES DE MELO BARROS (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
NETO, MIGUEL JOSE FRANCISCO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Sabe-se que a diverticulite aguda é um quadro patológico frequente no mundo ocidental, sobretudo, em populações idosas. A prevalência da […]

Sabe-se que a diverticulite aguda é um quadro patológico frequente no mundo ocidental, sobretudo, em populações idosas. A prevalência da diverticulose alcança 10% das pessoas de até 40 anos de idade, chegando a 60% do grupo etário acima de 80 anos. Sob tal conjectura, aproximadamente 10 a 20% dessas pessoas afetadas pela doença diverticular cursam com um ou mais episódios de diverticulite aguda.
Nesse cenário, a ultrassonografia e a tomografia computadorizada são utilizadas com a finalidade de assessorar e complementar a abordagem clínica aos pacientes com suspeita de diverticulite aguda. Sobre a ultrassonografia são elencadas vantagens como: menor custo, maior disponibilidade nos serviços, ausência de exposição à radiação e as substâncias do contraste. Já a tomografia computadorizada possui vantagens de ser menos examinador-dependente, gerando menos resultados inconclusivos, capaz de detectar complicações e poder auxiliar no planejamento cirúrgico, caso uma intervenção seja necessária.
Com a melhoria dos equipamentos de ultrassonografia, que evoluíram de forma consistente nas últimas décadas, tornou-se viável e exequível o estudo das vísceras ocas abdominais, incluindo o intestino grosso, possibilitando assim o diagnóstico de patologias como a diverticulite aguda.
O objetivo deste projeto é avaliar a aplicação e o valor da ultrassonografia no diagnóstico de diverticulite aguda, em seus diferentes graus, em comparação com a tomografia computadorizada. Dessa forma, será avaliada a eficácia da ultrassonografia na predição do diagnóstico de diverticulite aguda e suas possíveis complicações. Dentre as principais complicações destacam-se formação de coleções, abscessos, fístulas e perfurações.
Trata-se de um estudo retrospectivo, com os dados colhidos a partir de exames ultrassonográficos e tomográficos com diagnóstico de diverticulite aguda, em todas as faixas etárias, entre os anos de janeiro de 2018 a dezembro de 2020. Na análise dos resultados parciais, houve alta correlação no diagnóstico de diverticulite feitos por ultrassonografia e tomografia e foi possível identificar complicações à ultrassonografia como microperfuração, coleções/abscessos e líquido livre na cavidade abdominal. A ultrassonografia também foi útil no acompanhamento evolutivo dos pacientes com diagnóstico já estabelecido, evitando dessa forma radiação desnecessária.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG07

COLECISTITE AGUDA DECORRENTE DE COLECISTOLITÍASE ISOLADA EM UMA DAS VESÍCULAS, EM PACIENTE COM DUPLICAÇÃO COMPLETA DE VESÍCULA BILIAR – RELATO DE CASO

DE OLIVEIRA ALVES, NATHANNY THUANNY (HOSPITAL BARAO DE LUCENA)
SOUSA PEIXOTO, VITOR (HOSPITAL BARAO DE LUCENA)
ALVES CARVALHO, YAGO FELLIPE (HOSPITAL BARAO DE LUCENA)
SILVA DE QUEIROZ, FELIPE REIS (HOSPITAL BARAO DE LUCENA)
INTRODUÇÃO: A duplicação da vesícula biliar é uma anomalia congênita rara que pode ser assintomática ou apresentar sintomas associados a […]

INTRODUÇÃO: A duplicação da vesícula biliar é uma anomalia congênita rara que pode ser assintomática ou apresentar sintomas associados a colecistolitíase ou colecistite que podem estar presentes em uma ou em ambas as vesículas. Sendo o tratamento semelhante ao de outras doenças da vesícula biliar, requer atenção especial no pré-operatório para evitar lesões iatrogênicas do ducto biliar durante o procedimento cirúrgico.
DESCRIÇÃO DO CASO: Mulher de 58 anos, compareceu para realização de ultrassonografia do abdome total eletiva queixando-se de dor abdominal no hipocôndrio direito há duas semanas, com irradiação para o hipocôndrio esquerdo, acompanhada de vômitos e calafrios. A ultrassonografia revelou duas vesículas biliares separadas. Ambas apresentavam-se distendidas, com lama biliar e paredes espessadas. Curiosamente, observavam-se cálculos móveis confinados a apenas uma das vesículas. Com base nos achados de imagem e sintomas clínicos a suspeita foi de colecistite aguda em uma das vesículas, complicando com abscesso por contiguidade para a outra.
DISCUSSÃO: A duplicação da vesícula biliar é considerada uma variante biliar anatômica com incidência incerta e etiopatogenia pouco esclarecida. A classificação mais amplamente aceita é a de Boyden, que a divide em Vesica fellea divisa/bilobulação (um único ducto cístico) ou duplicação Vesica fellea duplex/verdadeira, subclassificada em "tipo Y" (dois ductos císticos que se unem antes de entrar no ducto biliar comum) e "em forma de H” (dois ductos císticos que entram separadamente no ducto biliar comum). Atualmente, a ultrassonografia é a modalidade de imagem de primeira escolha para suspeita de doença da vesícula biliar. Permite o diagnóstico de duplicação e avaliação de doenças da vesícula biliar, contribuindo para o reconhecimento de cálculos em uma ou nas duas vesículas, a presença do espessamento parietal e possíveis complicações como a presença de coleção por contiguidade, como no caso descrito. No entanto, a ultrassonografia não delineia com segurança os detalhes anatômicos dos ductos císticos nem suas relações com a árvore biliar. É necessário, portanto, que investigações adicionais sejam feitas para fornecer detalhes anatômicos suficientes e o tipo de anomalia antes da cirurgia. No nosso caso, a investigação não foi prosseguida na própria unidade pelo fato da ultrassonografia ser o único método de imagem disponível, sendo a paciente encaminhada a serviço terciário.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG08

PILEFLEBITE EXTENSA COMO COMPLICAÇÃO DE DIVERTICULITE AGUDA – RELATO DE CASO

DE OLIVEIRA ALVES, NATHANNY THUANNY (HOSPITAL BARAO DE LUCENA)
SOUSA PEIXOTO, VITOR (HOSPITAL BARAO DE LUCENA)
ALVES CARVALHO, YAGO FELLIPE (HOSPITAL BARAO DE LUCENA)
SILVA DE QUEIROZ, FELIPE REIS (HOSPITAL BARAO DE LUCENA)
INTRODUÇÃO: Diverticulite colônica é um processo inflamatório que pode envolver tecidos adjacentes e estruturas vasculares e, em raros casos, estar […]

INTRODUÇÃO: Diverticulite colônica é um processo inflamatório que pode envolver tecidos adjacentes e estruturas vasculares e, em raros casos, estar associada a tromboflebite séptica da veia mesentérica e porta (pileflebite). O diagnóstico permanece um desafio e frequentemente é tardio, uma vez que a clínica é inespecífica. A precocidade do diagnóstico é fator fundamental no prognóstico dos pacientes pela possibilidade da instituição de antibioticoterapia específica, já que a taxa de mortalidade é elevada.
DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente sexo masculino, 39 anos, relatou dor abdominal e febre iniciadas há uma semana. Os exames laboratoriais demonstravam leucocitose com desvio para a esquerda. Suspeitou-se de diverticulite e foi solicitado tomografia computadorizada abdominal que revelou doença diverticular do cólon com espessamento parietal colônico, sobretudo cólon esquerdo e sigmóide, densificação da gordura adjacente, associado a trombo hipodenso envolvendo a veia mesentérica inferior com trajeto ascendente, acometendo também a veia esplênica e veia porta, apresentando focos de gás em parte do seu trajeto e importante portograma aéreo. Notaram-se ainda áreas hipodensas sem realce ao meio de contraste, inferindo abscessos hepáticos. Com o diagnóstico de pileflebite secundária à diverticulite, foi iniciado terapia empírica por 21 dias. A evolução foi favorável e o paciente recebeu alta com acompanhamento ambulatorial.
DISCUSSÃO: A tromboflebite séptica da veia porta ou de uma das suas tributárias é uma patologia rara e associada a alta mortalidade, mesmo com tratamento adequado. Geralmente é secundária a uma infecção na região drenada pelo sistema porta ou em estruturas contíguas à veia porta. O diagnóstico permanece difícil pela clínica inespecífica, sendo necessário um elevado grau de suspeição. Dor abdominal, icterícia e febre são os sintomas mais comuns e estão presentes na maioria dos casos. A TC com administração intravenosa de meio de contraste é método diagnóstico de escolha, podendo demonstrar gás no sistema porta (portograma aéreo) e/ou tributárias e o trombo vascular hipodenso, à exemplo do caso apresentado. O tratamento baseia-se na instituição de antibioticoterapia de largo espectro por tempo prolongado, no mínimo duas semanas, sendo um dos grandes desafios o diagnóstico em tempo hábil para evitar desfechos letais.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG09

SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO: ENSAIO ICONOGRÁFICO DOS PRINCIPAIS ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS

DO VALLE FILHO, JORGE G.C. (HAPVIDA DIAGNÓSTICO / VIDA & IMAGEM)
BREGALDA, LARISSA (UNISOCIESC)
INTRODUÇÃO O Desfiladeiro Torácico (DT) inclui três espaços confinados: o triângulo interescaleno, o espaço costoclavicular e o espaço retropeitoral menor. […]

INTRODUÇÃO
O Desfiladeiro Torácico (DT) inclui três espaços confinados: o triângulo interescaleno, o espaço costoclavicular e o espaço retropeitoral menor. A compressão das estruturas neurovasculares que cruzam um desses túneis leva à Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT).
Durante a nossa rotina ambulatorial, recebemos inúmeras solicitações médicas para a realização de ultrassonografia musculoesquelética dos membros superiores, principalmente a fim de avaliar ombro, cotovelo e punho. Igualmente são numerosos os momentos nos quais os achados ecográficos normais ou pouco significativos são nitidamente incompatíveis com os expressivos sinais e sintomas dos pacientes, como parestesias, dores, edemas, entre outros. A avaliação complementar de regiões pouco estudadas devido aos ínfimos pedidos médicos de rotina, como o Desfiladeiro Torácico, poderia trazer maiores subsídios diagnósticos e melhor resolutividade à crescente demanda nos ambulatórios médicos e emergências.
O objetivo geral deste trabalho é discutir a utilidade da US em associação com as outras técnicas de imagem na avaliação da SDT. Como objetivos específicos, visamos abordar, sinteticamente, as características clínicas e fatores etiológicos da SDT, bem como apresentar os achados normais e patológicas do DT à US, discutindo a sua importância em associação com as outras técnicas de imagem na avaliação da SDT.

DESCRIÇÃO
A varredura do DT ao modo B permite a detecção de anormalidades anatômicas, como dilatações aneurismáticas, desvios dos vasos, placas ateroscleróticas ou anormalidades dos tecidos moles circunjacentes. Já os estudos com Doppler colorido e pulsado, possibilitam uma análise qualitativa e quantitativa do fluxo sanguíneo durante a realização das manobras posturais (braço em posição neutra, 90°, 120° e 180° de abdução), as quais podem demonstrar significativas alterações no fluxo sanguíneo.
A principal vantagem da US é a comparação direta entre os sintomas induzidos dinamicamente e a visualização concomitante dos vasos, além da possibilidade de executar o exame com o paciente na posição vertical ou sentada.
Portanto, a US é um método de imagem complementar relevante para a avaliação da SDT; principalmente de suas variantes vasculares. Todavia, por limitações técnicas inerentes ao método, não deve ser utilizada isoladamente no diagnóstico da SDT.

TRABALHO ORIGINAL

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG10

OBJETO SIMULADOR DE MAMA COM IMPLANTE DE SILICONE PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA IMAGEM POR ULTRASSOM

SILVA, F. A. R. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE)
LIMA, S. S. V. S. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE)
SANTOS, P. G. O. (CENTRO DE MEDICINA INTEGRADA DE SERGIPE)
GONÇALVES, A. V. B. (CENTRO DE MEDICINA INTEGRADA DE SERGIPE)
SANTOS, F. A. (EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES)
SOUZA, D. N. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE)
A nova Resolução da ANVISA, RDC nº 330/19, trata dos testes de controle de qualidade dos equipamentos de radiodiagnóstico médico […]

A nova Resolução da ANVISA, RDC nº 330/19, trata dos testes de controle de qualidade dos equipamentos de radiodiagnóstico médico e com isso foram definidas novas normas específicas para avaliação da qualidade das imagens nos equipamentos de ultrassonografia. Considerando o reduzido número de trabalhos publicados sobre o tema, o presente estudo tem como principal proposta o desenvolvimento de um objeto simulador, phantom, de mama com implante de silicone construído com materiais de baixo custo para avaliação da qualidade da imagem por ultrassom. O phantom foi elaborado tendo como base, um material que simula o tecido mamário a partir da mistura entre a parafina em gel, acrílico e grafite. No material base, foi inserida uma prótese mamária de silicone, estruturas simuladoras dos principais achados clínicos encontrados na mama, e estruturas para testes de controle de qualidade de imagem. As avaliações deste phantom foram realizadas visando qualificar o material base de acordo com os parâmetros físicos da interação do ultrassom com o meio material e pela avaliação qualitativa da comparação entre a imagem obtida pelo phantom e a imagem real do tecido mamário, dos achados clínicos e das estruturas de teste da qualidade da imagem. Conclui-se que, pela avaliação quantitativa da distribuição do brilho e uniformidade na imagem, densidade, velocidade de propagação do som e impedância acústica, esse novo phantom apresenta propriedades ultrassonográficas semelhantes às descritas na literatura, parâmetros comparáveis aos de um phantom comercial e valores característicos de tecidos biológicos. Os resultados qualitativos mostram a relação muito próxima entre a imagem do phantom e as imagens do tecido mamário real, dos principais achados clínicos encontrados na mama: cisto, fibroadenoma e carcinoma, e de parâmetros físicos como o baixo, médio e alto contraste, resolução espacial e lateral, sombra acústica e reverberação. O objeto simulador, além de servir para testes de controle de qualidade, se mostrou apto para aperfeiçoamento da visualização do tecido mamário com implante de silicone realizada por médicos, potencializando o uso do simulador em treinamento de equipes multiprofissionais.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG11

O PAPEL DA ULTRASSONOGRAFIA DE ALTA FREQUÊNCIA NO DIAGNÓSTICO DE FIBROMATOSE PLANTAR.

ALGUZ, VICTOR GUILHERME OLMO (AC CAMARGO CANCER CENTER)
FILHO, EDUARDO FLAVIO DE LACERDA MARÇAL (AC CAMARGO CANCER CENTER)
OLIVEIRA, PEDRO IVO PEREIRA PIMENTA (AC CAMARGO CANCER CENTER)
WANDERLEY, MARIAH CARNEIRO (AC CAMARGO CANCER CENTER)
CERQUEIRA, WAGNER SANTANA (AC CAMARGO CANCER CENTER)
BITENCOURT, ALMIR GALVÃO VIEIRA (AC CAMARGO CANCER CENTER)
A fibromatose plantar é definida como um distúrbio fibroso benigno que envolve a aponeurose plantar. No início de 1800, foi […]

A fibromatose plantar é definida como um distúrbio fibroso benigno que envolve a aponeurose plantar. No início de 1800, foi realizada a primeira descrição da fibromatose na mão, creditada a Guillaume Dupuytren, cirurgião francês. Em 1897, Ledderhose descreveu achados semelhantes aos descritos por Dupuytren, nos pés.
Embora sua etiologia seja desconhecia e tema de debate, esta entidade tem sido mais frequentemente descrita em paciente com diabetes, baixo peso corporal, epilepsia e alcoolismo. Também pode ser familiar. É caracterizada por um distúrbio proliferativo de fibroblastos maduros, podendo ocorrer desde a primeira infância até a idade adulta.
Os fibromas plantares são bem definidos e mais comumente identificados na região média ou central da fáscia plantar. Geralmente são assintomáticos, mas quando presentes na banda medial, podem produzir compressão do próprio ramo digital. Eles podem ser únicos ou múltiplos e tornar-se maiores com o tempo. A deformidade em flexão dos dedos dos pés geralmente não são vistas, a menos que os deslizamentos dos dedos dos pés estejam envolvidos.
O diagnóstico por imagem normalmente é feito por ultrassonografia convencional ou ressonância magnética. Usualmente, a fibromatose plantar pode ser vista como um espessamento hipoecogênico, fusiforme, discreto e multinodular da fáscia plantar, localizado separadamente da inserção do tendão calcâneo sendo que a maioria (90%) não demonstra vascularização intrínseca ao Doppler.
O diagnóstico diferencial de uma massa nessa topografia deve incluir fasciíte plantar, lesão de linhagem neurogênica como neurofibroma ou schwannoma e lesões neoplásicas benignas ou malignas como o leiomioma, lipossarcoma e rabdomiossarcoma. A correlação clínico, radiológica e, em alguns casos histopatológica, auxiliam no diferencial.
Os equipamentos de USAF, que possuem transdutores com frequência superior a 20MHz, tem baixa penetração do feixe acústico e alta resolução espacial, favorecendo a visualização de estruturas superficiais. Nos casos de fibromatose plantar, a USAF permite uma melhor caracterização da fáscia plantar e das áreas de espessamento, em relação à ultrassonografia convencional, permitindo um diagnóstico mais preciso.
Nesse contexto, o diagnóstico preciso se torna importante, pois as lesões da fibromatose plantar geralmente respondem bem ao tratamento não cirúrgico, com a excisão cirúrgica muitas vezes levando à recorrência ou a morbidade no longo prazo.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG12

CLASSIFICAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA PARA CATARATA: ENSAIO PICTÓRICO

TIMBÓ CID, BÁRBARA (CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA - UNINTA)
SANTOS PALHETA, MICHEL (CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA - UNINTA)
GOMES SEVERIANO, ANA ROBERTA (CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA - UNINTA)
FREIRE DE PAIVA FILHO, ROBERTO (CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA - UNINTA)
SOUSA DE ALCÂNTARA, JOANA LÉA (CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA - UNINTA)
PORTELLA MACHADO, LIA (CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA - UNINTA)
RESUMO A catarata é a causa mais comum de cegueira tratável em todo o mundo. Ocorre quando o cristalino perde […]

RESUMO
A catarata é a causa mais comum de cegueira tratável em todo o mundo. Ocorre quando o cristalino perde sua capacidade para absorver raios de luz, e pode levar a uma diminuição na acuidade visual. É fundamental organizar as cataratas em classificações reconhecidas para proporcionar uma estratégia cirúrgica mais assertiva e com maior segurança para o paciente. Sendo assim, uma classificação da catarata correlacionando os aspectos morfológicos do cristalino com os achados ultrassonográficos ao modo B proporcionará um método objetivo, de baixo custo, fácil execução, com boa disponibilidade e possibilitando uma melhor avaliação pré-operatória. Neste estudo, o objetivo foi ilustrar a classificação de catarata baseado nos achados da ultrassonográficos ao modo B e a morfologia do cristalino.

RELATO DE CASO

ULTRASSONOGRAFIA GERAL

UG13

PIELONEFRITE AGUDA INFECCIOSA NO ULTRASSOM: REALIDADE OU LENDA?

NASCIMENTO, MARCUS VINICIUS BIRELLI (PUC-CAMPINAS)
MELO, MATEUS ALVES (PUC-CAMPINAS)
MARTINS, EDUARDO ALVES FERREIRA (PUC-CAMPINAS)
Caso: Paciente A.F.V., sexo feminino, 21 anos, imunocompetente, vem por meios próprios ao nosso pronto socorro com queixa de lombalgia […]

Caso:
Paciente A.F.V., sexo feminino, 21 anos, imunocompetente, vem por meios próprios ao nosso pronto socorro com queixa de lombalgia há duas semanas, com melhora ao uso de sintomáticos. Apresenta evolução aguda e com piora do quadro álgico. Nos exames laboratoriais apresentou leucocitúria maior que 1.000.000/ml e nitrito positivo, além de leucocitose de 11.440/uL com desvio para a esquerda (22% de bastões). Foi realizada avaliação por ultrassonografia que evidenciou áreas de distúrbio perfusional, especialmente do rim esquerdo, com pequenos focos liquefeitos de permeio, confirmados posteriormente por tomografia computadorizada. Não havia fatores obstrutivos.
Objetivo:
Elucidar por meio do caso em questão e através de revisão da literatura os principais achados ultrassonográficos de pielonefrite aguda infecciosa, além de fazer comparação com tomografia computadorizada.
Os principais achados seriam a pesquisa por complicações como abscessos intrarrenais e coleções perirrenais ou fatores obstrutivos que predispõe a quadros infecciosos, porém não podemos esquecer de alterações infrequentes como aspecto do distúrbio perfusional no US.
Discussão:
Pielonefrite aguda infecciosa é uma infecção bacteriana do parênquima renal e da pelve renal, com maior prevalência entre as mulheres jovens e discreto aumento após a menacme. A principal causa é por consequência de uma infecção do trato urinário inferior, que ascendeu para o parênquima e pelve renal. Em pacientes que são diagnosticados e recebem tratamento prontamente há resposta satisfatória em quase todos os casos. Porém, em pacientes que recebem tratamento mais tardiamente, há uma pequena imunossupressão e, como complicação, formação de microabscessos renais, que podem coalescer e formar grandes abscessos intrarrenais.
Após revisão na literatura, os principais achados ultrassonográficos descritos são presença de debris no sistema coletor, áreas de vascularização reduzida ao estudo Doppler, bolhas gasosas e ecogenicidade alterada do parênquima renal.

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