Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


RELATO DE CASO

TÓRAX

TO01

RELATO DE CASO DE TIMOLIPOMA COM INFARTO HEMORRÁGICO

SANTOS PEREIRA, BEATRIZ CRISTINE (HOSPITAL UNIMED RIO)
LEÃO FERREIRA NETO, ARMANDO (HOSPITAL UNIMED RIO)
CARDOSO RODRIGUES, MARIANNE (HOSPITAL UNIMED RIO)
Paciente de sexo masculino, 18 anos, chegou ao pronto-atendimento com dor em arcos costas esquerdos irradiando para membro superior esquerdo […]

Paciente de sexo masculino, 18 anos, chegou ao pronto-atendimento com dor em arcos costas esquerdos irradiando para membro superior esquerdo há 1 dia. Nega trauma.
História patológica pregressa: Paciente obeso, sem outras comorbidades. Foi solicitado radiografia de tórax, exames laboratoriais e prescrito analgesia.
Exames laboratoriais: Leucócitos: 16.200 céls/mm3; Bastão: 7%; PCR: 8,1mg/dl; EAS: Sem alterações. PCR Covid-19: negativo.
Radiografia de Tórax: Pulmões hipoexpandidos, com opacidade ovalar na região retroesternal, medindo aproximadamente 6,0 x 3,8cm, identificada apenas na incidência em perfil.
Devido a dor refratária a opióides, além de laboratório alterado, foi optado pela solicitação de tomografia computadorizada de tórax.
Tomografia: imagem heterogênea, densidade predominantemente adiposa no mediastino anterior com extensão pleural à esquerda, sem impregnação pelo contraste, com densificação da gordura pericárdica e opacidade em vidro fosco no parênquima em contiguidade.
Foi então solicitado internação hospitalar para investigação do quadro, prescrito ceftriaxona, azitromicina e analgésicos, além de avaliação pela cirurgia torácica.
Após a avaliação pelo serviço de cirurgia torácica, o cirurgião optou pela abordagem cirúrgica, onde foram encontradas aderências pleuropulmonares e lesão escurecida, sugerindo hemorragia em face anterior de cavidade pleural, além do timo infiltrado e endurecido. Demais estruturas sem alterações. Foi então realizada timectomia e ressecção total do tumor por vídeotoracoscopia. A cirurgia ocorreu sem intercorrências. Foi encaminhada lesão para histopatologia.
Histopatologia: Timolipoma com presença de área extensa de infarto hemorrágico devido à torção da massa.
No pós-operatório, paciente evoluiu com melhora clínica e teve alta hospitalar após 10 dias.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO02

REVISITANDO O SINAL DE WESTERMARK

CUNHA GONÇALVES, LEONARDO (FACULDADE DE MEDICINA - UFTM)
CUNHA GONÇALVES, LUIZA (FACULDADE DE MEDICINA - UNIUBE)
RODRIGUES DA CUNHA, ADRIANA (CLIMA - CLÍNICA DE IMAGEM - UBERLÂNDIA - MG)
GONZAGA GONÇALVES, ELMAR (UFU - MG)
Em 01 de julho de 1938, Nils Westermark - Chefe do Departamento de Radiologia do Hospital St Göran de Estocolmo […]

Em 01 de julho de 1938, Nils Westermark - Chefe do Departamento de Radiologia do Hospital St Göran de Estocolmo descreve o diagnóstico radiológico do embolismo pulmonar e demonstra em radiografia simples do tórax, com todas as limitações da época, a existência de área de hipertransparência decorrente de oligoemia que ocorre nos segmentos pulmonares, que estariam mal perfundidos, devido à obstrução de alguns ramos segmentares ou lobares da artéria pulmonar. A exemplo de outros achados ou sinais descritos por outros autores, esta publicação ganhou a devida divulgação e prestígio no meio médico, tornando-se um sinal clássico da propedêutica radiológica. Em consideração especial ao sinal de Westermark tradicionalmente seu reconhecimento esbarrava não só na dificuldade inicial de sua identificação, quanto na freqüência com que o mesmo aparecia nos casos de TEP investigados. Com a redução progressiva do uso de radiografias simples do tórax imposta naturalmente pelo surgimento da tomografia computadorizada, incluso os estudos angiográficos proporcionados por este método, a pesquisa de TEP ganhou inestimáveis recursos visando a precocidade do diagnóstico e o reconhecimento da extensão do comprometimento vascular pulmonar nesta entidade. A identificação dos antigos sinais clássicos agora em exames tomográficos tem chamado a atenção pois mantém o devido destaque que eles merecem. No período de agosto de 2020 a junho de 2021, em decorrência da pandemia por COVID-19, 97 pacientes foram submetidos a angiotomografia pulmonar sob suspeita clínico-laboratorial de TEP em nosso serviço, dos quais 31 foram diagnosticados com alguma alteração indicativa desta entidade. Neste conjunto de achados tomográficos destacamos durante a análise inicial do parênquima pulmonar que antedece a avaliação vascular, o ressurgimento do Sinal de Westermark observado em um paciente, com comprovação da oligemia durante a face de opacificação vascular, confirmando o diagnóstico de TEP. Com isso destacamos para profissionais mais jovens e/ou em treinamentos que o reconhecimento deste sinal continua com baixa incidência, porém ressurge dos compêndios clássicos e volta a ter sua devida importância na plêiade de manifestações radiológicas presentes em pacientes com tromboembolismo pulmonar.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO03

ACHADO TOMOGRÁFICO ATÍPICO DA PNEUMONIA VIRAL POR COVID-19 EM PACIENTE JOVEM

MACHADO SILVA, FERNANDA (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABLITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
OLIVEIRA GUILARDE, ADRIANA (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABLITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
CORDEIRO DA SILVA FILHO, ANTONIO (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABLITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
LULINI CINTRA, MARIA EUGENIA (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABLITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
A infecção pelo SARS-CoV-2, responsável pela pandemia da COVID-19, teve grande impacto na saúde pública mundial. Os casos costumam ser […]

A infecção pelo SARS-CoV-2, responsável pela pandemia da COVID-19, teve grande impacto na saúde pública mundial. Os casos costumam ser brandos, mas minoria pode evoluir com síndrome respiratória aguda grave (SRAG). O diagnóstico etiológico é feito pela detecção viral por reação em cadeia pela polimerase ou por testes antigênicos. A tomografia computadorizada (TC) em alta resolução tem sido uma ferramenta importante para auxiliar no diagnóstico de pacientes com COVID-19 e no seguimento de pacientes potencialmente graves. O estudo objetiva relatar um achado tomográfico atípico, ainda pouco descrito, da pneumonia pela COVID-19. Homem, 38 anos, hígido, não tabagista, iniciou quadro de febre alta e coriza, evoluindo com dispneia progressiva, e PCR para SARS-Cov-2 detectável no 8° dia de doença. No 11° dia de sintomas, apresentou piora clínica, sendo então realizada TC do tórax: múltiplas opacidades “em vidro fosco” difusamente distribuídas, notadamente subpleurais, com espessamento liso dos septos inter/intralobulares, configurando padrão de pavimentação em mosaico, além de estrias atelectásicas de permeio. Após dias em ventilação não invasiva intermitente e pronação evolui para intubação orotraqueal e posterior traqueostomia. Dias após a extubação, apresentou dispnéia, taquicardia e dessaturação súbitas, sendo realizada nova TC de tórax que mostrou várias bolhas subpleurais e peribroncovasculares nos ápices pulmonares, redução do volume pulmonar e do infiltrado em “vidro fosco”; presença de reticulações grosseiras e alguns focos consolidativos nas bases. As alterações tomográficas da pneumonia pela COVID-19, apesar de não específicas, podem sugerir o tempo evolutivo e contribuir para o diagnóstico. Os achados mais comuns são: opacidades em vidro fosco, achados precoces e quando associados ao espessamento liso dos septos inter e intralobulares determinam o padrão de pavimentação em mosaico, e consolidação, já em fases mais tardias. O sinal do halo invertido, linhas subpleurais, derrame pleural, entre outros, são menos frequentes. Alterações pulmonares císticas e bolhosas foram descritas em poucos casos e sua causa ainda permanece incerta, embora alguns autores sugiram que possam estar relacionadas ao dano alveolar pela infecção pelo SARS-CoV-2 ou ainda, resultem de infecções secundárias, ou mesmo por manejo equivocado da ventilação mecânica. Esses achados têm grande implicação clínica e prognóstica, sendo fundamental o seu conhecimento pelos radiologistas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO04

EDEMA PULMONAR NA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE TÓRAX

CARVALHO GONÇALVES, ANDRÉ (UNIVERSIDADE VILA VELHA)
AMORIM MELO MOREIRA, ERIKA (UNIVERSIDADE VILA VELHA)
SEVERO ALVES DE MELO, ALESSANDRO (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
O edema pulmonar é uma das condições mais comuns encontradas na tomografia computadorizada de tórax. Na rotina de pacientes ambulatoriais […]

O edema pulmonar é uma das condições mais comuns encontradas na tomografia computadorizada de tórax. Na rotina de pacientes ambulatoriais e hospitalares constitui uma urgência clínica e motivo frequente de internação hospitalar. O edema pulmonar se instala quando o fluxo de líquido dos capilares em direção ao interstício e alvéolo, supera o retorno ao sistema intravascular e sua drenagem pelos vasos linfáticos. Ademais, pode ser classificado em quatro tipos, sendo eles: edema hidrostático, edema por aumento de permeabilidade, com ou sem dano alveolar difuso e edema misto (associação do aumento da pressão hidrostática e da permeabilidade capilar pulmonar). Portanto, o diagnóstico diferencial do edema pulmonar com base nos achados de imagem pode evitar intervenções desnecessárias e condutas incorretas. Este ensaio iconográfico tem como objetivo demonstrar as diversas apresentações tomográficas do edema pulmonar correlacionando-as com suas respectivas etiologias, por meio de casos ilustrativos confirmados.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO05

FLASHCARDS: VIU VIDRO FOSCO NA TC, E AGORA? É COVID?

MORAIS, RAFAELA (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
SILVA, THALLYS (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
CORBICEIRO, WEYDLER (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
SALOMON, MARCELA (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
MELO, ALESSANDRO (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
Todos nós sabemos que a pandemia pelo vírus sars - cov 2 ainda não acabou e que ainda temos muito […]

Todos nós sabemos que a pandemia pelo vírus sars - cov 2 ainda não acabou e que ainda temos muito para aprender sobre o mesmo e sobre suas manifestações. Contudo, sabemos também que o risco de um número elevado de diagnósticos incorretos é existente quando baseados apenas na presença do tão conhecido "vidro fosco" na Tomografia Computadorizada de Tórax. Muitos pacientes ao procurar pelos pronto atendimentos acabam realizando a TC de Tórax como método de screening, antes mesmo da confirmação com testes rápido/sorológico/SWAB para COVID-19 e quando encontradas estas "lesões em vidro fosco", os mesmos são isolados em alas específicas para pacientes com a pneumonia viral. Mas qual o problema disso tudo? O problema se encontra nos erros diagnósticos, uma vez que diversas doenças podem se manifestar com vidro fosco na TC de Tórax e que o diagnóstico incorreto das mesmas acaba fazendo com que estes pacientes sejam realocados para as alas de isolamento de forma inadequada, aumentando o risco de contaminação e até mesmo de piora do quadro clínico destes doentes.
Com isso em mente, elaboramos um amplo resumo prático e de fácil acesso em formato de flashcards com fotos dos principais diagnósticos diferenciais que cursam com vidro fosco na TC de Tórax e suas principais formas de apresentação, de maneira simples e rápida com foco em médicos não radiologistas e radiologistas, mas principalmente nos radiologistas que trabalham nas emergências, facilitando no diagnóstico correto destas patologias e consequentemente no manejo adequado destes pacientes.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO06

CONSOLIDAÇÃO PARENQUIMATOSA DE PADRÃO LOBAR: UM ENSAIO PICTÓRICO

LIMA FERREIRA, ÍTALO EMMANUEL (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA EM PERNAMBUCO)
ARISTÓFANES COELHO SARMENTO NETO, FRANCISCO (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA EM PERNAMBUCO)
COSTA RAMOS, THAIS (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA EM PERNAMBUCO)
INTRODUÇÃO E OBJETIVO: As consolidações pulmonares representam o preenchimento completo dos espaços alveolares, com substituição do ar por um produto […]

INTRODUÇÃO E OBJETIVO: As consolidações pulmonares representam o preenchimento completo dos espaços alveolares, com substituição do ar por um produto patológico qualquer. À radiografia simples e à tomografia computadorizada (TC), manifestam-se como aumento da densidade/atenuação do parênquima pulmonar acometido, que impede a visualização dos vasos e dos contornos externos das paredes brônquicas, com ou sem broncogramas aéreos. O objetivo deste ensaio pictórico é descrever e ilustrar algumas das doenças pulmonares que se manifestam sob a forma de consolidações do espaço aéreo de padrão lobar.
MÉTODO: Foram selecionados casos didáticos e bem documentados do arquivo digital de um centro hospitalar de alta complexidade. Este ensaio pictórico deu ênfase à avaliação das consolidações lobares por tomografia computadorizada (TC), devido à importância deste método na prática clínica.
DISCUSSÃO: As consolidações lobares estão relacionadas à disseminação alveolar de uma doença por meio dos poros de Kohn e canais de Lambert. Representam o preenchimento completo do espaço aéreo por exsudatos, transudatos, sangue, lipoproteína ou células, de modo que podem ser identificadas, por exemplo, no contexto de doenças infecciosas e neoplásicas. A causa mais comum de uma consolidação lobar de natureza infecciosa é infecção pneumocócica, mas não há nenhum aspecto de imagem que permita distinguir, com segurança, os diferentes patógenos. Uma das apresentações possíveis do adenocarcinoma invasivo do subtipo mucinoso sob a forma de consolidação focal com broncogramas aéreos de permeio. O linfoma não Hodgkin primário do pulmão tem como manifestação mais frequente um foco segmentar ou lobar de consolidação, também com broncogramas aéreos. No caso das doenças neoplásicas, o lento crescimento destas alterações reflete um curso indolente, em decorrência do preenchimento progressivo do espaço aéreo. O diagnóstico diferencial das consolidações lobares é variável, mas a interpretação dos achados de imagem à luz dos dados clínicos e laboratoriais pode direcionar o radiologista para um diagnóstico mais assertivo.
CONCLUSÕES: A causa mais comum de consolidação lobar é a infecção pneumocócica. Contudo, é importante que o radiologista geral reconheça que o diagnóstico diferencial radiológico deste achado é amplo e inclui pneumonias por outros patógenos, além de doenças neoplásicas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO07

ASPECTOS RADIOLÓGICOS - ESTRONGILOIDÍASE PULMONAR

MORAIS,RAFAELA (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
VISWANATH, GANNABATHULA (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
MELO, ALESSANDRO (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
CORBICEIRO, WEYDLER (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
A estrongiloidíase pulmonar refere-se a alterações associadas à infecção pulmonar devido ao parasita chamado Strongyloides stercoralis, endêmico principalmente nos países […]

A estrongiloidíase pulmonar refere-se a alterações associadas à infecção pulmonar devido ao parasita chamado Strongyloides stercoralis, endêmico principalmente nos países tropicais como o Brasil.
Os casos graves como síndrome de hiperinfecção e estrongiloidíase disseminada podem envolver manifestações pulmonares e o papel do radiologista é fundamental na suspeição clínica da doença.
A patologia pode se manifestar de diversas maneiras como infiltrado pulmonar eosinofílico, aspecto de doença de pequenas vias aéreas, hemorragia alveolar,síndrome do desconforto respiratório agudo, formação de abscesso pulmonar, infiltrações intersticiais/fibrose, dentre outros.
Pensando nisso elaboramos um resumo em formato de ensaio iconográfico visando revisar os principais aspectos radiológicos da estrongiloidíase pulmonar, apresentar alguns casos clínicos exemplificando estes aspectos e auxiliar no raciocínio clínico dos radiologistas em relação aos diagnósticos diferenciais desta patologia.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO08

PNEUMOMEDIASTINO ESPONTÂNEO EM PACIENTE COM COVID-19: UM RELATO DE CASO.

MILHOMEM BANDEIRA HERÊNIO, YUREE (HUMAP-UFMS)
FRANCHI NUNES, THIAGO (HUMAP-UFMS)
FLORÊNCIO TRISTÃO SANTOS, RÔMULO (HUMAP-UFMS)
BLANCO CARREIRO, ANA CAROLINE (HUMAP-UFMS)
DE QUEVEDO CARVALHO, CAMILA (HUMAP-UFMS)
LOPEZ CONCEIÇÃO, DAIANA (HUMAP-UFMS)
Introdução: O pneumomediastino (PM) é um acúmulo de ar incomum e potencialmente fatal dentro do mediastino, tradicionalmente associado a barotrauma, […]

Introdução:
O pneumomediastino (PM) é um acúmulo de ar incomum e potencialmente fatal dentro do mediastino, tradicionalmente associado a barotrauma, sendo rara sua apresentação espontânea. Durante a pandemia do coronavírus, a comunidade científica mundial viu-se diante de diversas apresentações de uma doença desconhecida, e dentre elas, a ocorrência de PM, associado a ventilação mecânica ou mais raramente espontâneo. Nesse sentido, objetiva-se relatar um caso de um paciente com pneumonia viral pela COVID-19, apresentando pneumomediastino espontâneo como complicação rara e de potencial gravidade.
Descrição sucinta:
Paciente sexo masculino de 45 anos, foi admitido em um Hospital de referência, no dia 24 de abril de 2021, com histórico de febre, tosse, adinamia, hiporexia, anosmia e mialgia há cerca de 18 dias. Os testes laboratoriais evidenciaram proteína-C reativa de 7.2 mg/dl (valor de referência<0,5), leucócitos de 15450 µL (valor de referência de 4.000-11.000 µL), com 89% de segmentados, reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) para COVID-19 positiva na data de admissão. A tomografia de tórax demonstrou a presença de opacidades pulmonares em vidro fosco bilaterais, periféricas e pneumomediastino espontâneo. O paciente evoluiu para insuficiência respiratória e foi submetido a intubação orotraqueal (IOT) e ventilação mecânica invasiva, internação em leito de terapia intensiva, com administração de drogas vasoativas, antibióticos, corticosteroides, anticoagulantes e pronação. Após sete dias de internação em leito de terapia intensiva, o paciente foi extubado, e felizmente, seguiu com melhora dos parâmetros clínicos, ventilatórios e laboratoriais, recebendo alta após treze dias de internação. Discussão resumida: O PM espontâneo é incomum na pneumonia pela COVID-19. Embora o mecanismo exato desta complicação seja desconhecido, sugere-se que o aumento da pressão alveolar e a lesão alveolar difusa que ocorre por provável ação citopatológica direta do coronavírus na membrana alveolar, pode tornar os alvéolos mais propensos a se romper, culminando com ar no mediastino, especialmente porque os pacientes costumam apresentar tosse pronunciada. O diagnóstico precoce se dá através de suspeita clínica e exames de imagem, principalmente a radiografia de tórax e a tomografia. Embora a maioria dos casos seja autolimitada e administrado de forma conservadora, tal condição deve ser monitorada de forma eficaz, pois pode levar a desfechos desfavoráveis.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO09

SÍNDROME DE HAMANN-RICH RELACIONADA AO USO DE PACLITAXEL

GRETHER, EDUARDO OTÁVIO (HOSPITAL SANTA ISABEL)
DANIEL KRACIK DA SILVA (HOSPITAL SANTA ISABEL)
SOTHE, FERNANDA LOUISE (HOSPITAL SANTA ISABEL)
BANDEIRA DE ANDRADE, LEONARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL)
DALPRA TAFNER, PATRICIA (HOSPITAL SANTA ISABEL)
Mulher, 58 anos, com diagnóstico de neoplasia de mama há 10 anos, tratada com cirurgia, quimioterapia (QT) e radioterapia (RT) […]

Mulher, 58 anos, com diagnóstico de neoplasia de mama há 10 anos, tratada com cirurgia, quimioterapia (QT) e radioterapia (RT) com remissão da lesão, e recidiva há um ano em localização mediastinal, axilar e óssea.
Estava em vigência de QT neoadjuvante com Paclitaxel e Adriblastina, tendo realizado 5 ciclos, o último ciclo realizado dia 14/04/21. Após 12 dias iniciou com quadro de astenia severa, dispnéia e dessaturação, quando foi encaminhada para internação hospitalar.
Realizou uma tomografia de tórax, no dia 28/04/2021, que demonstrou: Áreas de atenuação em vidro fosco distribuídas bilateralmente, associado à bandas parenquimatosas esparsas.
Teste de PCR para COVID-19 (01/05/2021) não reagente, sem demais achados clínicos e laboratoriais que justificassem foco infeccioso. Na internação foi iniciado corticoterapia, antibioticoterapia e oxigenoterapia com cateter nasal, além de medicações sintomáticas.
No dia 05/05/21 paciente apresentava melhora clínica significativa sendo conduzida para alta hospitalar.
Repetida a tomografia de tórax em 11/06/2021, aproximadamente 60 dias após a último ciclo de Quimioterápico: Regressão significativa dos achados em relação ao exame anterior, permanecendo tênues opacidades reticulares e em vidro fosco nas regiões subpleurais dos pulmões.
O paclitaxel é um agente quimioterápico usado comumente no tratamento de câncer de mama, ovário e pulmão de não pequenas células. Seus efeitos colaterais mais comuns são reações de hipersensibilidade, neuropatias e toxicidades hematológicas. Raramente, o paclitaxel pode induzir injúria pulmonar, incluindo pneumonia intersticial difusa aguda e subaguda, opacidades pulmonares com eosinofilia periférica e edema agudo não cardiogênico.
A pneumonia intersticial aguda é uma injúria maciça, rapidamente progressiva, envolvendo grandes proporções do parênquima pulmonar e ocorrendo como um evento único. A entidade clínico patológica da pneumonia intersticial aguda é caracterizada histologicamente pelo padrão de dano alveolar difuso. Os achados radiográficos na tomografia computadorizada são inespecíficos, incluindo lesões com atenuação em vidro fosco com padrão em mosaico e consolidações (comumente em regiões dependentes do pulmão). A fase organizada é associada com distorção da arquitetura pulmonar, bronquiectasias de tração e cistos.
A suspensão da droga, suporte ventilatório e uso de corticoterapia, geralmente são suficientes para o controle e tratamento das lesões.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO10

HISTOPLASMOSE EM PACIENTE IMUNODEPRIMIDO DEVIDO HIV: RELATO DE CASO.

JUAN BASSE, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU/SC)
DOSA SANTOS IRIA JUNIOR, ALOISIO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU/SC)
OTAVIO GRETHER, EDUARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU/SC)
ROCHA DE SOUZA, MATHEUS (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU/SC)
RODACKI, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU/SC)
BANDEIRA DE ANDRADE, LEONARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU/SC)
Introdução: O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de Histoplasmose Pulmonar em paciente com imunossupressão devido HIV. Descrição: […]

Introdução: O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de Histoplasmose Pulmonar em paciente com imunossupressão devido HIV.
Descrição: Paciente do sexo masculino, 40 anos, internada no hospital de referência da cidade de Blumenau/SC devido quadro de febre e astenia a mais de 30 dias. Paciente portador do vírus da imunodeficiência humana (HIV) apresentando síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA) por não aderência medicamentosa, CD4 em 93. Quadro febril de aspecto cíclico e noturno de forma persistente com quadro de perda ponderal de aproximadamente 14 kg, náuseas, astenia e surgimento de erupções cutâneas. Na internação atual, apresentou anemia associado à alteração discreta de função renal, sendo realizada radiografia de tórax, que evidenciou opacidade mal definida no terço médio do pulmão esquerdo e, em seguida, tomografia computadorizada que demonstrou múltiplos pequenos nódulos esparsos pelos pulmões, além de alguns nódulos agrupados na língula, com múltiplos linfonodos em mediastino, sugerindo processo inflamatório / infeccioso de disseminação hematogênica. Realizado biópsia de lesão cutânea que confirmou o diagnóstico de Histoplasmose.
Discussão: A Histoplasmose é uma doença fúngica onde a variante Histoplasma capsulatum é a principal causadora de patologias nos seres humanos, sendo a inalação de seus conídios o meio de transmissão. O quadro clínico pode variar desde portadores assintomáticos a forma disseminada, de maior gravidade, afetando diversos sistemas, onde a imunossupressão é fator determinante para sua evolução. A histoplasmose pode ser subdividida em quadros pulmonares agudos, com sintomas inespecíficos como febre, astenia, cefaleia, e tosse pouco produtiva, podendo ser autolimitada com período de incubação variando entre 3-14 dias; quadros crônicos pulmonares geralmente são de caráter oportunista, comumente associada a lesões do parênquima pré-existentes como enfisema pulmonar.
Os achados radiológicos são inespecíficos e podem variar de nódulos solitários e doença do espaço aéreo até lesões infiltrativas e difusas de aspecto reticulonodular, podendo ou não estar acompanhada de linfonodomegalia mediastinal.
Seu tratamento é baseado no uso de antifúngicos, geralmente da classe dos azólicos ou com Anfotericina B. A resposta ao tratamento costuma ser satisfatória, mas quadros disseminados podem evoluir para óbito sem terapêutica adequada.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO11

SÍNDROME DE OSLER-WEBER-RENDU: RELATO DE CASO

SECAF, ANDRÉ DE FREITAS (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
GAMA, VICTOR ARCANJO ALMEIDA (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
JUNQUEIRA, EDYANE TEIXEIRA LEITE (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
DE SANTIS, RAFAEL MARTORANO (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
PERIN, LEON (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
CHIARANTANO, RODRIGO SAMPAIO (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
INTRODUÇÃO A telangiectasia hemorrágica hereditária (THH), também chamada de Síndrome de Osler-Weber-Rendu, é uma doença genética que cursa com displasia […]

INTRODUÇÃO
A telangiectasia hemorrágica hereditária (THH), também chamada de Síndrome de Osler-Weber-Rendu, é uma doença genética que cursa com displasia fibrovascular, levando a malformações vasculares (MAVs) e sangramentos, acometendo principalmente pele, mucosa nasal, trato gastrointestinal, fígado, pulmão e cérebro. Devido à potencial gravidade de suas manifestações, seu diagnóstico precoce é fundamental.
DESCRIÇÃO
Paciente de 40 anos, sexo feminino, trabalhadora do lar, procedente de Altair (SP). Queixa principal de epistaxe recorrente desde a infância, sendo o último episódio associado à dispneia importante.
Nega comorbidades, tabagismo ou etilismo. Relata ter parente de primeiro grau com quadro semelhante.
Ao exame físico, presença de telangiectasias em face, lábios e cavidade oral. Foi submetida à angiotomografia de tórax, sob suspeita clínica de tromboembolismo pulmonar, sendo evidenciadas imagens lobuladas isorrealçantes ao leito arterial pulmonar e conectadas a veias ectasiadas nos lobos inferiores, médio e língula, configurando malformações arteriovenosas pulmonares múltiplas.
A correlação clínico-radiológica possibilitou o diagnóstico sindrômico.
DISCUSSÃO
A Síndrome de Osler-Weber-Rendu é uma doença autossômica dominante rara causada por mutação genética, com uma prevalência estimada entre 1: 5000-8000 pessoas.
Em geral, há uma história de epistaxe recorrente, desde a infância, com evidência posterior de teleangiectasias mucocutâneas. As manifestações mais graves da doença decorrem das complicações de MAVs, que podem provocar sangramento gastrointestinal, intracraniano, hemoptise maciça e hemotórax, sobrecarga cardíaca, tromboembolismo paradoxal, entre outras.
O diagnóstico requer a presença de pelo menos três dos seguintes critérios de Curaçao: epistaxe espontânea recorrente, telangiectasia mucocutânea, distribuição familiar autossômica dominante da doença e MAVs viscerais (gastrointestinais, pulmonares, cerebrais ou hepáticas).
A tomografia computadorizada desempenha um papel fundamental no diagnóstico e tratamento da THH, particularmente no que diz respeito às MAVs viscerais, evidenciando uma ou mais artérias alimentando uma saculação (nidus), com uma ou mais veias de drenagem. Quando múltiplas, as MAVs pulmonares têm forte associação com a síndrome.
O rastreamento de MAVs é necessário para os portadores da síndrome, independente dos sintomas. O manejo inclui abordagem preventiva em lesões vasculares (ex.: embolização) e suporte clínico.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO13

PSEUDOANEURISMA DO VENTRÍCULO ESQUERDO EM PACIENTE JOVEM COM TAQUICARDIA E DOR TORÁCICA : O PAPEL DA IMAGEM NO DIAGNÓSTICO

SCHIAVINI, KAMILA L M (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
VIEIRA, CARINE O ()
MELO, RODRIGO J L ()
PAIVA, JORDACH X ()
Paciente, masculino, 38 anos, com histórico de 2 ablações para tratamento de síndrome de Wolf-Parkinson-White há aproximadamente 20 anos, evoluindo […]

Paciente, masculino, 38 anos, com histórico de 2 ablações para tratamento de síndrome de Wolf-Parkinson-White há aproximadamente 20 anos, evoluindo desde 2012 com episódios de taquicardia e dor torácica, com várias idas ao pronto-socorro para controle dos sintomas. Durante investigação por tomografia computadorizada do tórax, angiotomografia de coronárias e ressonância magnética cardíaca apresentou achado incidental de pseudoaneurisma no ventrículo esquerdo.
Os pseudoaneurismas do ventrículo esquerdo são falsos aneurismas que resultam da ruptura do miocárdio contido e são uma complicação rara do infarto do miocárdio, de alguma cirurgia cardíaca, traumas torácicos e até mesmo infecções prévias, porém a patogênese exata ainda é desconhecida. Eles diferem dos aneurismas do ventrículo esquerdo, que são verdadeiros contendo todas as camadas (endocárdio, miocárdio e epicárdio). Esta doença apresenta um risco mais significativo de ruptura devido ao rápido crescimento, em comparação com um aneurisma verdadeiro.
A maioria dos pacientes são assintomáticos, sendo uma menor parcela deles portadores de queixas inespecíficas incluindo insuficiência cardíaca congestiva, dor torácica, dispneia ou arritmia, por isso o diagnóstico pode ser tardio.
A ecocardiografia transtorácica, a ecocardiografia transesofágica, a angiografia ventricular e a RMC têm sido utilizadas no diagnóstico e diferenciação dessas lesões.
A ressonância magnética cardíaca é útil para diferenciar pseudoaneurismas de aneurismas verdadeiros e tem uma sensibilidade relatada de 100% e especificidade de 83%. Em pacientes com a doença, um realce pericárdico tardio e acentuado foi relatado como um achado frequente na ressonância cardíaca.
O tratamento médico foi defendido no passado para pacientes com achados incidentais de pseudoneurismas e para aqueles com maior risco de morbidade e mortalidade após a cirurgia. Atualmente, nestes casos, prefere-se a terapia medicamentosa, principalmente em quadros crônicos e lesões menores que 3 mm. O objetivo principal da terapia é diminuir o aumento do pseudoaneurisma e diminuir o estresse da parede ventricular (diminuindo a pós-carga e diminuindo o risco de tromboembolismo.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO14

PROPOSTA COM APLICAÇÃO INICIAL DE ESCORE TOMOGRÁFICO PARA O DIAGNÓSTICO DA COVID-19

VIEIRA, WALDÔNIO DE BRITO (HOSPITAL AMAZÔNIA)
FRANCO, KAREN MARGARETE VIEIRA DA SILVA FRANCO (HOSPITAL AMAZÕNIA)
SOUSA, RITA CATARINA MEDEIROS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ)
Em dezembro de 2019, na China, foram identificados os primeiros casos de uma nova pneumonia, a qual apresentou rápida disseminação […]

Em dezembro de 2019, na China, foram identificados os primeiros casos de uma nova pneumonia, a qual apresentou rápida disseminação por países de todo o mundo, levando a Organização mundial da Saúde a decretar pandemia em março de 2020. O agente etiológico foi definido como SARS-CoV-2. A pneumonia parece ser a manifestação grave da doença caracterizada principalmente por febre, tosse, dispneia e infiltrados bilaterais na imagem torácica. A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma complicação importante em pacientes com forma grave e pode se manifestar logo após o início da dispneia, em até 20-40% dos casos. O diagnóstico é definido pelo teste RT-PCR positivo para o agente etiológico. Evidências recentes apontam para o uso da TC de tórax como ferramenta de triagem e diagnóstico em pacientes com suspeita clínica de COVID-19, especialmente para casos moderados a graves e quando o teste laboratorial não está disponível. Objetivo: Propor um escore baseado em achados tomográficos no tórax para o diagnóstico da COVID-19 e realizar a sua aplicação inicial em pacientes atendidos em pronto-socorro de referência, segundo o resultado do RT-PCR para o SARS-CoV-2. Método: Estudo caso-controle, retrospectivo, descritivo e analítico. Resultados: Um total de 259 pacientes com quadro clínico e epidemiológico suspeito para COVID-19 foram incluídos no estudo. A infecção pelo SARS-CoV-2 foi confirmada em 211 indivíduos por meio do teste RT-PCR (81,4%). Os achados tomográficos mais frequentes, nos casos confirmados de COVID-19, foram: vidro fosco (83%), opacidades com formato arredondado (72%), sinal do vaso central (60%), espessamento septal (47%) e pavimentação em mosaico (46%), com distribuição bilateral (66%) e nos lobos inferiores (63%). Na aplicação do escore tomográfico do tórax para o diagnóstico, a pontuação obtida foi uma média de 9 pontos no grupo RT-PCR positivo e 3 pontos no grupo RT-PCR negativo. Ao avaliar o melhor ponto de corte do escore diagnóstico tomográfico para COVID-19, em comparação com o padrão ouro, encontrou-se o valor de 8 pontos, com sensibilidade de 65,9%, especificidade de 66,7% e acurácia de 66% para o diagnóstico de COVID-19. Conclusão: o escore tomográfico no tórax apresenta para o diagnóstico de COVID-19 sensibilidade, especificidade, acurácia e valor preditivo positivo aceitáveis, com potencial para uso na prática clínica, especialmente quando testes RT-PCR estão menos disponíveis.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO15

PRINCIPAIS ACHADOS TOMOGRÁFICOS DO TÓRAX EM PACIENTES COM COVID-19 EM PRONTO-SOCORRO DE REFERÊNCIA

FRANCO, KAREN MARGARETE VIEIRA DA SILVA (HOSPITAL AMAZÔNIA)
VIEIRA, WALDÔNIO DE BRITO (HOSPITAL AMAZÔNIA)
Os primeiros casos da COVID-19 ocorreram em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na china, com a doença se […]

Os primeiros casos da COVID-19 ocorreram em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na china, com a doença se disseminando pelo país e posteriormente por todos os continentes, sendo definida como pandemia pela OMS em março de 2020. A apresentação clínica é variável, desde assintomáticos até quadros de pneumonia grave, caracterizada por febre, tosse, dispneia e infiltrados bilaterais na imagem torácica, ou ainda evoluir com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), complicação importante na forma grave. Diversos estudos sugerem que a TC de tórax pode apresentar papel relevante na triagem e diagnóstico em pacientes com suspeita clínica de COVID-19, especialmente quando o exame padrão ouro (RT-PCR para SARS-CoV-2) não está disponível. Objetivo: Descrever os principais achados tomográficos do tórax, e classificar segundo o CO-RADS, nos pacientes suspeitos para COVID-19, atendidos em pronto-socorro de referência, segundo o resultado do RT-PCR para o SARS-CoV-2. Método: Estudo caso-controle, retrospectivo, descritivo e analítico. Resultados: Um total de 259 pacientes consecutivos, com suspeita clínica de COVID-19 foram incluídos no estudo. A infecção pelo SARS-CoV-2 foi confirmada em 211 indivíduos (81,4%), sendo a maioria (59%) do sexo masculino. Entre os principais sintomas identificados, destacamos, tosse (94%), mialgia (81%), dispneia (80%), cefaleia (77%), febre (72%) e anosmia (73%). Os achados tomográficos mais frequentes, nos casos confirmados de COVID-19, foram: vidro fosco (83%), opacidades com formato arredondado (72%), sinal do vaso central (60%), espessamento septal (47%) e pavimentação em mosaico (46%), com distribuição bilateral (66%) e nos lobos inferiores (63%). A sensibilidade, especificidade e acurácia da tomografia de tórax para o diagnóstico de COVID-19, foram avaliadas utilizando a padronização CO-RADS, apresentando resultados, respectivos de 84%, 50% e 78%, com um valor preditivo positivo de 88%. Uma categoria CO-RADS maior ou igual a 3 em estudo tomográfico apresenta uma razão de chance estimada em 5,6 vezes para o diagnóstico de COVID-19, em comparação ao teste padrão ouro. Conclusão: a tomografia de tórax apresenta alta sensibilidade, baixa especificidade, boa acurácia e alto valor preditivo positivo para o diagnóstico de COVID-19, demonstrando que sua utilização agrega informações relevantes para o diagnóstico e conduta do paciente.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO16

RELAÇÃO ENTRE COMORBIDADES E ACHADOS TOMOGRÁFICOS EM PACIENTES COM COVID-19

HENRIQUE BARACAT CHAIB ACRAS, PEDRO (IRMANDADE DE MISERICORDIA DE CAMPINAS)
TROYANO DE CASTROS MENDES, MARÍLIA ()
ZAMPIERI GIANNINI, BRUNO ()
LUIZ DELLA LIBERA, BRUNO ()
LUCAS MORETTE GIAMPIETRO, JOÃO ()
LUIS BARBOSA FERNANDES, ANDRÉ ()
INTRODUÇÃO: trata-se de estudo observacional com intuito de estabelecer relação entre comorbidades pré existentes e o acometimento pulmonar na tomografia […]

INTRODUÇÃO: trata-se de estudo observacional com intuito de estabelecer relação entre comorbidades pré existentes e o acometimento pulmonar na tomografia de tórax em pacientes com COVID-19.
CASUÍSTICA E MÉTODOS: a coleta de dados do presente estudo foi realizada através de uma anamnese padronizada para pacientes que foram submetidos à tomografia computadorizada de tórax no nosso serviço, de abril a setembro de 2020, devido a suspeita ou confirmação de infecção por Sars-CoV-2. Utilizou-se uma ficha de preenchimento manual, onde constavam informações de identificação, procedência do paciente dentro do serviço, sintomas e comorbidades. O exame tomográfico foi solicitado a critério médico, sendo os motivos variáveis de acordo com a necessidade do paciente. Após a coleta e realização do exame tomográfico, comparou-se então a incidência de acometimento pulmonar de leve a moderado (0 – 50%) e acentuado (>50%) entre pacientes diabéticos, hipertensos, tabagistas, com esteatose e entre os pacientes sem comorbidades. Foram avaliados 246 pacientes no momento em que foi feita a tomografia de tórax.
RESULTADOS: Dentre os avaliados, 12,2% apresentaram acometimento pulmonar acentuado e 87,8% apresentaram acometimento de leve a moderado. Com relação aos pacientes com esteatose, 11,7% apresentaram acometimento acentuado sendo RR= 0,95 (IC95%: 0,35-2,57); entre os hipertensos foram 23% sendo RR=2,48 (IC95%: 1,28-4,82), entre os diabéticos foram 26,4%, sendo RR= 2,67 (IC95% 1,33-5,33) ; entre os pacientes que apresentavam associação entre diabetes e hipertensão, 30% deles apresentaram acometimento acentuado, sendo RR=2,82 (IC95%: 1,30-6,09). Dentre os tabagistas, nenhum paciente apresentou acometimento acentuado na tomografia de tórax.
CONCLUSÃO: apesar das limitações do estudo, pode-se observar o aumento do risco relativo de apresentar acometimento pulmonar acentuado em com diabetes, hipertensão ou uma associação entre as duas, comparando-se aos pacientes sem comorbidades. O tabagismo e a presença de esteatose não parecem desempenhar um papel relevante. Mais estudos são necessários para chegarmos a conclusões satisfatórias sobre o papel de cada comorbidade no desenvolvimento da COVID-19.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO17

PNEUMATOCELE COM PNEUMOMEDIASTINO E ENFISEMA SUBCUTÂNEO EM PACIENTE COM PNEUMONIA POR COVID19

BANDEIRA DE ANDRADE, LEONARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL)
SOTHE, FERNANDA LOUISE (HOSPITAL SANTA ISABEL)
KRACIK DA SILVA, DANIEL (HOSPITAL SANTA ISABEL)
HOFFMANN, JAQUELINE (HOSPITAL SANTA ISABEL)
Masculino, 64 anos, com quadro clínico e laboratorial compatíveis com pneumonia viral por COVID 19 em março/2021. Realizou tomografia de […]

Masculino, 64 anos, com quadro clínico e laboratorial compatíveis com pneumonia viral por COVID 19 em março/2021. Realizou tomografia de tórax que demonstrou opacidades subpleurais em vidro fosco difusamente nos pulmões, com padrão tomográfico típico para pneumonia viral (COVID 19).
Paciente evoluiu com melhora progressiva do quadro respiratório, sendo que cerca de um mês após início dos sintomas, paciente procurou serviço de emergência por dor torácica aguda e novo episódio de dispneia. Realizou nova tomografia de tórax que demonstrou redução das opacidades em vidro fosco na parênquima pulmonar, com aspectos tomográficos típicos para pneumonia viral em resolução, além de volumosa pneumatocele com nível hidroaéreo no interior localizada ao longo da superfície cissural no lobo inferior esquerdo, pneumomediastino e enfisema subcutâneo.
Pneumatoceles são lesões císticas preenchidas por ar, com finas paredes, que podem se desenvolver após infecções pulmonares severas ou relacionadas a trauma torácico. Apesar da fisiopatologia exata desconhecida, aventa-se que a reação inflamatória gerada por citocinas envolvidas na pneumonia por COVID 19 induzem a injúria alveolar difusa, deixando o alvéolo mais suscetível à ruptura e formação das cavidades aéreas e lesões secundárias a escapes aéreos. Em alguns casos a pneumatocele pode dissecar pelo feixe perivascular e peribrônquicos e causar pneumotórax ou pneumomediastino.
A infecção pelo vírus SARS-CoV-2 varia desde condições assintomáticas à doença fatal, com mortalidade frequentemente resultado de injúria pulmonar aguda. O achado radiológico pulmonar mais comum na infecção pelo SARS-CoV-2 são opacidades com padrão de atenuação em vidro fosco difusas. Complicações de pneumonia viral com formação de pneumotórax, pneumatoceles ou pneumomediastino comumente estão relacionadas ao barotrauma por ventilação com pressão positiva, sendo infrequentes nos pacientes não submetidos a ventilação invasiva. De forma ainda menos comum, há a descrição da formação dessas complicações em pacientes que estão em fase de melhora clínica e radiológica da pneumonia viral.
Evoluções atípicas com alterações relacionadas ao mecanismo de escape aéreo e formação de pneumatoceles na evolução da pneumonia por COVID 19 ocorrem em uma minoria dos pacientes infectados, porém, devido ao imenso número de pacientes acometidos e ao tempo de duração da pandemia, tais possíveis desfechos devem ser conhecidos para possibilitar manejo e conduta adequados.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO18

TUMOR FIBROSO SOLITÁRIO: RELATO DE CASO

DE SANTIS, RAFAEL MARTORANO (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
SECAF, ANDRE DE FREITAS (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
PERIN, LEON (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
JUNQUEIRA, EDYANE TEIXEIRA LEITE (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
NETO, ARLINDO DE OLIVEIRA (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
SPADIN, MARCELO DIMAS (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
INTRODUÇÃO Os tumores fibrosos solitários são uma neoplasia rara de origem mesenquimal que compreendem menos de 2% de todos os […]

INTRODUÇÃO
Os tumores fibrosos solitários são uma neoplasia rara de origem mesenquimal que compreendem menos de 2% de todos os tumores de partes moles. A maioria é benigna, apesar de que até 20% possa ser maligno. Embora sejam tipicamente assintomáticos, podem promover sinais e sintomas relacionados à compressão extrínseca de órgãos adjacentes. A maioria ocorre numa localização intratorácica, mas até um terço pode ocorrer em localizações extratorácicas.
DESCRIÇÃO
Paciente de 54 anos, sexo masculino, tabagista e sem comorbidades.
Quadro clínico de dispneia durante atividade física e em alguns momentos ao repouso, associada a episódios de tosse e dor torácica.
Ao exame físico, ausculta pulmonar reduzida no hemitórax direito.
Exames laboratoriais sem particularidades.
Radiografia de tórax mostrou opacificação homogênea dos 2/3 superiores do hemitórax direito, sem outras alterações significativas evidentes.
Foi submetido à tomografia computadorizada (TC) de tórax que evidenciou massa sólida nos terços superior e médio do hemitórax direito, bem delimitada, levemente heterogênea e com padrão de crescimento expansivo, promovendo atelectasia pulmonar quase completa do lobo superior, leve compressão da via aérea (traqueia, brônquios principais e brônquios lobares à direita) e deslocamento do esôfago para a esquerda. Havia amplo contato da massa com a parede torácica/superfície pleural, formando ângulos de contato predominantemente obtusos, sugerindo origem extrapulmonar. Como achados associados foram evidenciados pequeno derrame pleural ipsilateral, ausência de aumento volumétrico pulmonar compensatório contralateral e ausência de linfonodomegalias.
DISCUSSÃO
O tumor fibroso solitário (TFS) tem origem mesenquimal fibroblástica e é incluído no espectro do hemangiopericitoma. Incide principalmente entre a 4ª e a 7ª décadas de vida, com poucos relatos em jovens e sem diferença entre sexos. Acomete cerca de 2,8 para cada 100.000 pacientes, correspondendo a 5% das neoplasias pleurais. Embora seja encontrado na pleura em 30-40% dos casos, também pode se localizar nas regiões da cabeça e pescoço e cavidade abdominopélvica.
O diagnóstico do TFS é anatomopatológico, por vezes complementado por estudo imuno-histoquímico.
Exames de imagem são inconclusivos, mas orientam o planejamento cirúrgico, estadiamento e seguimento.
Ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha. O seguimento em intervalos próximos é recomendado devido um aumento na incidência de recorrência local.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO19

ASPERGILOSE PULMONAR INVASIVA SUBAGUDA: UM RELATO DE CASO

FAUTH, BRUNO VINÍCIUS (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
HERMES, CRISTIAN GABRIEL (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
PESSUTTO, THIAGO DE MOZZI (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
WAHL, EDUARDO MATTEI (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
AMBROS, GABRIELA ESTACIA (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
Introdução: A aspergilose invasiva compreende infecções causadas por fungos do gênero Aspergillus. Ainda que exposição a esses fungos seja comum, […]

Introdução:
A aspergilose invasiva compreende infecções causadas por fungos do gênero Aspergillus. Ainda que exposição a esses fungos seja comum, invasão tecidual incide em 1-2: 100.000 habitantes e está associada a imunossupressão, podendo, ao acometer os pulmões, manifestando tríade clássica de febre, dor torácica pleurítica e hemoptise, bem como dispneia e tosse. A forma pulmonar subaguda dessa doença (SIPA) diferencia-se por seu tempo de evolução, que compreende 1-3 meses.
Radiologicamente, pode-se encontrar nódulos (cavitantes ou não), consolidações, infiltrados peribrônquicos, opacidades em vidro fosco ou derrame pleural. Os achados, em geral, iniciam-se com nódulos circundados por opacidades em vidro fosco que, conforme a doença evolui, crescem e, eventualmente, podem cavitar. Por vezes, à tomografia computadorizada pode haver achados de pneumonia apenas, como áreas de consolidação.
Considerando essas informações, descrevemos o caso de um paciente que foi vítima dessa doença, apresentando quadro sintomatológico pouco específico e, ainda que previamente hígido, em, aproximadamente, dois meses, evoluiu ao óbito.
Descrição:
Paciente masculino, 30 anos, tabagista, internado por trauma cranioencefálico, abandonou hospital usando dexametasona (16mg/dia). Sem indicação médica, manteve uso da medicação por, aproximadamente, dois meses, quando retornou ao hospital com queixa de dispneia, tosse seca, inapetência e odinofagia. Apresentou, também, hiperglicemia e miopatia, secundárias, provavelmente, ao uso do corticóide. Evoluiu com hemopneumotórax, do qual se drenou 2 litros de conteúdo hemático e purulento; com citomegalovirose; com plaquetopenia grave; e, posteriormente, com choque séptico de origem na infecção pulmonar. O parênquima pulmonar apresentava necrose e sinais de abscesso.
Discussão:
O relato demonstra um caso clínico de aspergilose pulmonar invasiva subaguda associada a imunossupressão, precipitada por uso de dexametasona (16 mg/dia), por dois meses, sem indicação médica. Assim, esse caso enfatiza, novamente, que cuidados adequados, ao uso desse tipo de medicamento, devem ser tomados, de modo a evitar tragédias como essa.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO20

EMBOLIA PULMONAR COM INFARTO PULMONAR BILATERAL APÓS CIRURGIA DE CORREÇÃO DO TENDÃO CALCÂNEO – UMA COMPLICAÇÃO RARA

CONTENÇAS, ANDREA CARLA DE SOUZA (FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE SANTOS)
SILVA, MAYARA OLIVEIRA DA (UNIP)
DUARTE, MÁRCIO LUÍS (UNIFESP)
SANTOS, LUCAS RIBEIRO DOS (FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE SANTOS)
A embolia pulmonar é uma desordem potencialmente fatal que ocorre em consequência de trombo formado no sistema venoso profundo que […]

A embolia pulmonar é uma desordem potencialmente fatal que ocorre em consequência de trombo formado no sistema venoso profundo que se desprende e, atravessando as cavidades direitas do coração, obstrui a artéria pulmonar ou um de seus ramos. Na literatura, existem poucos relatos de casos documentando rotura do tendão calcâneo com subsequente TVP e EP; a incidência de TVP diagnosticada pela ultrassonografia com Doppler após a rotura do tendão calcâneo é de cerca de 34% nos primeiros dois meses de imobilização após a lesão. A incidência de TEP após a cirurgia por rotura do tendão calcâneo é rara, cerca de 1,5-3,0% dos casos. Contudo, Patel e cols realizaram um estudo retrospectivo, que avaliou 1172 pacientes sintomáticos para a incidência de TEP e TVP com rotura do tendão calcâneo concluindo em uma incidência de 0,34% e 0,43%, respectivamente. Acredita-se que uma série de fatores contribuem para o risco de desenvolver TVP / TEP com imobilização gessada do membro inferior após lesão.6 Isso inclui trauma, tempo prolongado imobilização, uso de torniquete e cirurgia. No entanto, alguns autores discordam da cirurgia como fator de risco alegando que a TVP / TEP pode ocorrer antes do procedimento e ser assintomática. Neste relato de caso temos uma condição relativamente rara em que uma ruptura no tendão calcâneo agravou para uma embolia bilateral após uma complicação cirúrgica.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO21

TOXICIDADE POR AMIODARONA

ROCHA DE SOUZA, MATHEUS (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
RODACKI, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
OTAVIO GRETHER, EDUARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
JUAN BASSE, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
EDUARDO MOURA, NELSON (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
MARTINEZ DA COSTA, THIAGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
A Amiodarona é um agente farmacológico que tem sido utilizado clinicamente desde o início da década de 60. Inicialmente, foi […]

A Amiodarona é um agente farmacológico que tem sido utilizado clinicamente desde o início da década de 60. Inicialmente, foi usada devido às suas propriedades vasodilatadoras e antianginosas e, posteriormente, por suas ações antiarrítmicas. Atualmente, a Amiodarona é utilizada para controlar arritmias atriais e ventriculares, principalmente as de maior risco de vida.
A grande maioria dos pacientes em uso da droga por um longo período desenvolvem efeitos colaterais. A Amiodarona é conhecida por ter a capacidade de causar reações adversas em praticamente qualquer sistema no organismo. Os mais frequentes são os cutâneos, oculares, cardíacos, gastrointestinais, tireoidianos, neurológicos, hepáticos e pulmonares. Na maioria dos pacientes, estes efeitos são bem tolerados e costumam ser atenuados por uma redução na dosagem da droga, de forma que a descontinuação do uso da amiodarona raramente é necessária.
De todos os efeitos adversos, a pneumonite é o mais sério e o que limita de forma mais importante o seu uso clínico. Uma parcela dos pacientes tratados com a droga podem desenvolver sinais e sintomas consistentes com toxicidade pulmonar, alguns deles podendo evoluir à morte.
Apresentamos um caso de uma paciente de 80 anos, a qual utilizava Amiodarona de longa data por arritmia cardíaca. No quadro clínico apresentava queda do estado geral, associado a dispneia progressiva, hipotimia e diminuição da ingesta alimentar. Após a realização de Tomografia Computadorizada foi evidenciada a presença de múltiplas consolidações do parênquima pulmonar, além de aumento da atenuação do parênquima hepático, achados estes consistentes com o diagnóstico de Toxicidade por Amiodarona.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO22

HÉRNIA DE BOCHDALECK E SEQUESTRO PULMONAR: UMA ASSOCIAÇÃO INCOMUM

CONTENÇAS, ANDREA CARLA DE SOUZA (FACULDADE DE CIENCIAS MEDICAS DE SANTOS)
SILVA, MAYARA DA OLIVEIRA (UNIVERSIDADE PAULISTA)
DUARTE, MARCIO LUIS (WEBIMAGEM)
SANTOS, LUCAS RIBEIRO DOS (UNIFESP)
PAES, ANDREY CABRAL (WEBIMAGEM)
A hérnia de Bochdalek representa a causa mais comum de hérnia diafragmática congênita, uma condição rara. Pode ser complicada pelo […]

A hérnia de Bochdalek representa a causa mais comum de hérnia diafragmática congênita, uma condição rara. Pode ser complicada pelo aparecimento de sequestro pulmonar secundário, que se subdivide em sequestro pulmonar intralobar e sequestro pulmonar extralobar. Relatamos um caso de sequestro pulmonar por hérnia de Bochdalek em uma menina de 1 ano de idade, submetida a correção cirúrgica. O sequestro pulmonar pode ser confundido com outras patologias mais frequentes, como pneumonias ou tumores, e seu diagnóstico pode ser facilitado pelo uso de técnicas de imagem vascular, que confirmam o diagnóstico e mostram a vascularização do conteúdo herniário.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO23

COSTELA BÍFIDA – UMA VARIAÇÃO ANATÔMICA INCOMUM

ALVARENGA, PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA (UNIMONTE)
SILVA, MAYARA OLIVEIRA DA ()
DUARTE, MÁRCIO DUARTE ()
DUARTE, ÉLCIO ROBERTO ()
A costela bífida define-se como uma deformidade da parede torácica onde um segmento costal apresenta uma morfologia diferente do habitual […]

A costela bífida define-se como uma deformidade da parede torácica onde um segmento costal apresenta uma morfologia diferente do habitual tendo seu segmento fendido, tem sua origem congênita onde não se observa patologias associadas. Essa alteração formal ocorre em menos de 2% da população geral, onde 1 em 3 casos de malformação nas costelas são de costelas bífidas.De característica congênita e rara mente pode acarretar consequências, pois a função estrutural da caixa torácica não é comprometida, tendo como diferença apenas a sua arquitetura óssea sem a perda da função. O método de diagnóstico mais utilizado em geral e no caso em questão é a radiografia, por sua acessibilidade e praticidade torna-se o método mais viável, e como complemento temos a tomografia computadorizada (TC) que oferece uma opção de melhor avaliação, utilizando as ferramentas de reconstrução em 3D, proporcionando uma análise mais acurada da morfologia dos arcos costais.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO24

SARCOMA SINOVIAL PRIMÁRIO DO PULMÃO RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA

MAGALHAES, LAURA CARVALHO GUADALUPE B. (HOSPITAL QUINTA DOR)
SOUSA, MARIA LEMOS (HOSPITAL QUINTA DOR)
COELHO, MONA MARTINS (HOSPITAL QUINTA DOR)
MACEDO, SARAH MOREIRA (HOSPITAL QUINTA DOR)
NETO, JAIME DE ARAUJO (HOSPITAL QUINTA DOR)
O sarcoma sinovial primário do tórax é um tumor raro, de origem mesenquimal fusiforme com diferenciação epitelial variável. Há dois […]

O sarcoma sinovial primário do tórax é um tumor raro, de origem mesenquimal fusiforme com diferenciação epitelial variável. Há dois tipos: o monofásico, mais comum, que contém apenas células fusfiformes, e o bifásico, que contém também componentes epiteliais. A depender do grau de diferenciação, possui geralmente mau prognóstico.
O tumor está ligado a uma translocação cromossômica específica: (X; 18)-(p11.2; q11,2).
Não há predileção por sexo, acometendo adultos jovens, com média de idade de 38 anos, e pode chegar a tamanhos variáveis de 5 a 20 cm.
É, normalmente, um diagnóstico de exclusão, sendo confirmado por histopatologia e imunohistoquímica.
Na maioria dos casos, os pacientes são assintomáticos, mas quando apresentam sintomas o tumor já é, pelo menos, localmente avançado. Os sinais e sintomas mais comuns incluem: tosse, dor no peito e dispneia.
O tratamento é baseado na remoção cirúrgica para obtenção de margens de ressecção negativas, além de quimioterapia e radioterapia.
O objetivo do trabalho é justamente ilustrar os achados de imagem e quadro clínico do sarcoma sinovial primário do pulmão, uma vez que é uma doença tão rara e com poucos casos publicados na literatura. Reforçamos a importância do reconhecimento desta patologia para diagnósticos diferenciais diante do contexto de massas pulmonares e quadros de dispneia.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO25

RELATO DE CASO: ACHADOS TOMOGRÁFICOS DAS MANIFESTAÇÕES PULMONARES DA PAPILOMATOSE LARINGOTRAQUEOBRÔNQUICA

RIBEIRO DAMASCENO, IGOR (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - RJ)
FORNARI UBERTI, MARCELA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - RJ)
PURETZ STRICKER, RAFAELA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - RJ)
SCHLAUCHER RICHA, RICARDO HENRIQUE (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - RJ)
ÁVILA DE ALMEIDA, CAROLINA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - RJ)
RODRIGUES DOS SANTOS, LUIZ ANTONIO (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - RJ)
Paciente, 24 anos, sexo masculino, sem comorbidades, procura serviço de atendimento médico por queixa de tosse seca e rouquidão há […]

Paciente, 24 anos, sexo masculino, sem comorbidades, procura serviço de atendimento médico por queixa de tosse seca e rouquidão há 3 meses. Refere etilismo social, e nega tabagismo. Nega antecedente pessoal e familiar de doença obstrutiva do trato respiratório, bem como neoplasias. Ao exame físico, foram identificadas pequenas lesões polipoides confluentes e endurecidas na orofaringe. A ausculta respiratória evidenciou estridores inspiratórios mais evidentes no terço médio do pulmão direito. A hipótese diagnóstica de papilomatose laringotraqueobrônquica foi realizada. Efetuada a complementação diagnóstica com tomografia computadorizada do tórax, onde foram observadas lesões nodulares sólidas em estágios evolutivos diferentes, um apresentava escavação, e lesões císticas bilaterais. A endoscopia respiratória seguida por biópsia endoscópica das lesões polipoides também foi utilizada como complementação diagnóstica. O resultado histopatológico confirmou a hipótese diagnóstica, sendo realizada a ressecção endoscópica por laser de CO² das lesões polipoides faríngeas.
A papilomatose laringotraqueobrônquica possui como agente etiológico o HPV, se apresenta como lesões polipoides, acometendo de forma parcial ou total o trato aerodigestivo, com predileção para a laringe. O envolvimento do parênquima pulmonar é raro e ocorre em, aproximadamente, 1% dos indivíduos acometidos.
As crianças são as mais afetadas por esta doença, embora possa ser observada também em adultos.
O quadro clínico é variável, usualmente representando o tamanho das lesões polipoides presentes no trato aerodigestivo e a extensão do parênquima pulmonar quando acometido, resultando em dispneia, rouquidão, estridor inspiratório, tosse seca, hemoptise, e, em casos mais graves, insuficiência respiratória e sepse.
Apesar do diagnóstico definitivo ser feito através do estudo histopatológico das lesões polipoides, a visualização direta através da endoscopia respiratória e os exames de imagem, sobretudo a tomografia computadorizada, podem auxiliar na elucidação diagnóstica.
Os achados tomográficos do tórax mais comuns são representados pelos cistos com espessura parietal variável esparsos no parênquima pulmonar, e os nódulos ovalados sólidos que, eventualmente, podem se tornar escavados.
O tratamento padrão realizado é a ablação das lesões papilomatosas com laser de CO², com relativa frequência de recorrências. O prognóstico é desfavorável quando há grandes e numerosas manifestações pulmonares.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO26

SOBREVIVENDO ÀS SÍNDROMES AÓRTICAS AGUDAS

FÁVERO PRIETTO DOS SANTOS, JÔNATAS (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
SCHNEIDER GALVÃO, GABRIELA (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
ANFLOR JÚNIOR, LUÍS CARLOS (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
BOHRER BRENTANO, VICENTE (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
TEIXEIRA HERTZ, FELIPE (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
MOREIRA BELLO, RODRIGO (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
As síndromes aórticas agudas (SAA) constituem um conjunto de patologias com apresentação clínica e fatores de risco semelhantes entre si […]

As síndromes aórticas agudas (SAA) constituem um conjunto de patologias com apresentação clínica e fatores de risco semelhantes entre si e incluem dissecção, hematoma intramural, úlcera penetrante e aneurisma roto de aorta. Esse grupo de doenças afeta a parede aórtica por diferentes mecanismos fisiopatológicos e os exames de imagem são essenciais para o diagnóstico rápido e acurado destas. Dessa maneira, é fundamental que o radiologista conheça os aspectos radiológicos, a classificação e as possíveis complicações das SAA.
No protocolo de angiotomografia computadorizada para casos suspeitos de SAA, inclui-se uma fase sem contraste, importante na identificação de material hemático espontaneamente denso. Após a infusão do meio de contraste iodado, faz-se uma aquisição da aorta até as artérias ilíacas comuns e a sincronização eletrocardiográfica é útil para minimizar artefatos na aorta ascendente.
Nos casos de dissecção aórtica, ocorre uma ruptura mediointimal, determinando uma separação das camadas da parede aórtica com a criação de um falso lúmen. A falsa luz usualmente é maior que a verdadeira, em função de maior e mais constante pressão intraluminal. Já o hematoma intramural agudo tem a aparência clássica do “crescente hiperatenuante”, secundário a presença de um hematoma decorrente da ruptura da vasa vasorum ou mesmo por dissecção incompleta com trombose da falsa luz em que não se identifica a ruptura mediointimal.
Tanto a dissecção aórtica quanto o hematoma intramural que acometem o segmento ascendente da aorta torácica são classificados como Stanford A e são considerados emergências cirúrgicas devido a sua elevada taxa de complicações e de mortalidade. Em casos de SAA envolvendo a raiz da aorta, pode-se notar extensão do hematoma para os ramos arteriais pulmonares. Isso ocorre em função de uma origem conjunta da adventícia junto à porção proximal da aorta e da artéria pulmonar.
Casos de úlcera penetrante da aorta ocorrem em função de uma erosão progressiva de uma placa aterosclerótica com extensão para as camadas íntima e média. O aneurisma roto de aorta apresenta alta letalidade e usualmente casos com ruptura contida podem ser avaliados através de angiotomografia. Associam-se hematoma mediastinal, hemopericárdio e hemotórax.
No relatório radiológico, deve-se incluir a presença e o tamanho da ruptura mediointimal, se houver, os diâmetros da aorta e do falso lúmen, os segmentos envolvidos e a presença de complicações associadas.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO27

PADRÃO MILIAR PULMONAR: RELATO DE CASO

MAKSOUD, SOFIA BEZERRA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
FERRACINI, ISABELA CIDADE FRANÇA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
TAKAHASHI, FERNANDA YUKARI HIEDA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
NOBRE, VINÍCIUS BEZERRA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
PORTO, LUIZA SZWARC (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
MACHADO, CARLA PEREZ (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
Introdução: O padrão miliar na imagem do tórax tem como principal diagnóstico diferencial a tuberculose, representando a forma hematogênica disseminada […]

Introdução:
O padrão miliar na imagem do tórax tem como principal diagnóstico diferencial a tuberculose, representando a forma hematogênica disseminada e grave da doença, exibindo alta mortalidade sem tratamento. Diagnósticos alternativos incluem: sarcoidose, doenças fúngicas invasivas, como histoplasmose, paracoccidioidomicose, blastomicose ou criptococose, e, ainda, metástases de câncer de tireoide, mama e rim. Os exames de imagem são essenciais no diagnóstico do padrão miliar, podendo ser utilizada a radiografia convencional ou a tomografia computadorizada do tórax – a última apresentando maior sensibilidade.
Descrição sucinta:
Paciente feminino, 32 anos, gestante, proveniente da Bolívia e há 01 mês no Brasil. Antecedente de pneumonia há 01 ano. Relatava cefaleia, astenia e febre não aferida há 02 dias. Na radiografia de tórax evidenciavam-se micronódulos difusos e bilaterais. Além disso, a tomografia computadorizada do tórax mostrava comprometimento pulmonar difuso bilateral por padrão micronodular com distribuição randômica. Devido ao padrão de imagem e epidemiologia do caso, foi-se aventada a hipótese de tuberculose miliar.
Discussão resumida:
O padrão miliar na radiografia do tórax é representado classicamente por um aspecto micronodular difuso, distribuído de forma simétrica. A tomografia computadorizada de alta resolução do tórax (TCAR) demonstra múltiplos micronódulos, de 1 a 3 mm de diâmetro, com distribuição randômica, sendo mais sensível do que a radiografia no papel diagnóstico.
Possíveis causas de padrão miliar pulmonar incluem doenças fúngicas e metástases de câncer de tireoide, mama e rim. Todavia, a principal etiologia para este padrão em exames de imagem do tórax é a tuberculose miliar, que representa a disseminação maciça linfohematogênica de micobactérias, levando à agressão sistêmica. Ela pode ocorrer na tuberculose primária ou pós-primária, acometendo principalmente imunodeprimidos e crianças não vacinadas pelo bacilo de Calmette-Guérin (BCG). Outras condições predisponentes incluem gravidez, pós-parto, doença renal crônica e diabetes mellitus. Se não for tratada adequadamente, a tuberculose miliar possui elevada mortalidade, o que faz essencial o início precoce da terapêutica específica.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO28

THE CHECK LUNG PROTOCOL: COMPUTED TOMOGRAPHY LUNG CANCER SCREENING IS USEFUL FOR ADJUVANT COMORBIDITY DIAGNOSIS

AGUIRRE SUSIN, LUIZA (PUC-RS)
KNORST KEPLER, CAROLINA (PUC-RS)
CARRA FORTE, GABRIELA (PUC-RS)
GABRIEL FEIJÓ ANDRADE, RUBENS (PUC-RS)
FERREIRA GAZZONI, FERNANDO (PUC-RS)
HOCHHEGGER, BRUNO (PUC-RS)
Introduction: Lung cancer is the second most common cancer and the leading cause of cancer death in the US. The […]

Introduction: Lung cancer is the second most common cancer and the leading cause of cancer death in the US. The most important risk factor for lung cancer is smoking, that is estimated to account for about 90% of all lung cancer cases. It has a generally poor prognosis, however, early-stage lung cancer has a better prognosis and is more amenable to treatment.
Purpose: The objective of this study was to analyze and quantify the prevalence of six comorbidities from Computed Tomography (CT) scans acquired during Lung Cancer Screening Trial (LCS).
Methods and Materials: We retrospectively analyzed CT scans from 774 individuals who met the criteria for LCS (age >55 and <80 years, >30 pack-year smoking history, current smoker or smoking cessation within 15 years). Using software, we automatically assessed coronary artery calcification (CAC), the skeletal muscle area (SMA), interstitial lung disease (ILD), emphysema, vertebral bone density, and hepatic steatosis.
Results: One or more comorbidities were identified on 86.6% of the CT scans [CAC, 41.9%; emphysema, 66.3%; ILD, 32.2%; sarcopenia, 9.9%; hepatic steatosis, 40.7%; osteoporosis, 44.2%]. New diagnoses of cardiovascular disease, emphysema, and osteoporosis were made in 25%, 7%, and 46% of cases, respectively.
Conclusions: The assessment of CT scans acquired during LCS using the Check Lung protocol led to the identification of previously undiagnosed cardiovascular disease, emphysema, ILD, sarcopenia, osteoporosis, and hepatic steatosis.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO29

CHEST X-RAY ASSESSMENT OF BRONCHOPATHY

AGUIRRE SUSIN, LUIZA (PUC-RS)
KNORST KEPLER, CAROLINA (PUC-RS)
CARRA FORTE, GABRIELA (PUC-RS)
GABRIEL FEIJÓ ANDRADE, RUBENS (PUC-RS)
FERREIRA GAZZONI, FERNANDO (PUC-RS)
HOCHHEGGER, BRUNO (PUC-RS)
Introduction: Chest x-ray uses a very small dose of ionizing radiation to produce pictures. It can be used for diagnosis, […]

Introduction: Chest x-ray uses a very small dose of ionizing radiation to produce pictures. It can be used for diagnosis, treatment and monitoring diseases already known, and because it’s easy and fast can be used in emergencies.
Purpose: to assess the accuracy of chest radiography for the diagnosis of bronchopathy, and, secondarily, to assess the agreement between the methods in the assessment of the observers.
Methods and Materials: This retrospective case-control study evaluated the findings of chest X-ray and high-resolution computed tomography (HRCT), performed from 2015 to 2018. The HRCT and chest X-ray images were reviewed separately and randomly by three physicians with different experience in radiology. Artificial intelligence (AI) software qXR v2.0 (qure.ai), deep learning software, was also used to determine the accuracy of X-ray in establishing the thickening of the bronchial wall.
Results: Chest X-rays showed sensitivity ranging from 72.5% to 86.67%, specificity from 80.05% to 96.88% and accuracy from 74.59% to 89.34%, using HRCT as the gold standard. The Kappa coefficient index between the two exams for each observer was 0.455 to 0.756, respectively, by the least and the most experienced evaluator, with moderate to substantial agreement between methods being considered by each evaluator. The accuracy and the sensitivity in the detection of bronchopathy by AI was lower than by the radiologists.
Conclusions: The chest X-ray showed good diagnostic accuracy in the detection of bronchopathy when compared to the HRCT scan. However, when performed by the AI, the radiograph did not present the expected accuracy.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO30

RELATO DE CASO: ACHADOS TOMOGRÁFICOS DA INFECÇÃO PULMONAR POR MUCORMICOSE EM PACIENTE COM DIABETES MELLITUS TIPO 2

QUILICI MILLEGO, RAQUEL CRISTINA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (FMB-UNESP))
HERNANDES ANTUNES, PAULO EDUARDO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (FMB-UNESP))
FRANCO ISSA, MARIA CÉLIA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (FMB-UNESP))
SHINOMIA, SUZANA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (FMB-UNESP))
DOS SANTOS, DANIELA CRISTINA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (FMB-UNESP))
MARCIANO DE OLIVEIRA, PEDRO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (FMB-UNESP))
INTRODUÇÃO: A mucormicose é uma infecção oportunista grave, causada por fungos da ordem Mucorales. O acometimento pulmonar é raro, sendo […]

INTRODUÇÃO: A mucormicose é uma infecção oportunista grave, causada por fungos da ordem Mucorales. O acometimento pulmonar é raro, sendo observado principalmente em pacientes imunodeprimidos. Os achados de imagem mais sugestivos de Mucormicose pulmonar (MP) incluem derrame pleural, mais de 10 lesões nodulares e principalmente o sinal do “halo invertido”. A MP pode progredir rapidamente, com prognóstico reservado e mortalidade elevada. A identificação precoce do agente etiológico é imprescindível para o início do tratamento e aumento das taxas de sobrevivência.
DESCRIÇÃO: Paciente feminina, 53 anos, com diabetes mellitus (DM) tipo 2, obesidade e hipertensão arterial sistêmica, admitida em cetoacidose diabética, com febre, tosse e dessaturação, com suspeita para COVID-19. Solicitada tomografia computadorizada (TC) de tórax. Os achados foram indeterminados para pneumonia viral, evidenciando opacidades com padrão em vidro fosco confluindo em áreas de consolidações esparsas bilateralmente, de predomínio periférico, com derrame pleural bilateral e linfonodos mediastinais aumentados em número. Realizado teste para COVID-19, com resultado negativo. Iniciada antibioticoterapia. Após 9 dias, apresenta novo episódio de tosse, dessaturação e febre, solicitada nova TC de tórax que evidenciava opacidade com aspecto em “halo invertido” de paredes espessas na região póstero-superior do pulmão direito, associada a nódulos sólidos e derrame pleural bilateral, sendo aventada a hipótese de Mucormicose, com início do tratamento com anfotericina B. Realizada broncoscopia com biópsia e lavado broncoalveolar, com pesquisa de fungos, pela coloração de Grocott-Gomori positiva e hifas identificadas morfologicamente compatíveis com a ordem Mucorales, contribuindo para o diagnóstico de MP.
DISCUSSÃO: A MP é uma infecção fúngica rara. Os principais fatores de risco incluem DM, doenças hematológicas, uso de corticoesteróide e transplantes. Pode ter achados de imagens inespecíficos. Nos estágios iniciais pode apresentar infiltrado peribrônquico com opacidades em vidro fosco, progredindo para consolidações, nódulos ou massas. Nos pacientes imunodeprimidos, o diagnóstico diferencial se faz com aspergilose pulmonar invasiva (API). Alguns achados tomográficos mais sugestivos de MP foram identificados para ajudar na diferenciação com a API. O sinal do “halo invertido” é mais encontrado na MP, assim como a presença de derrame pleural e mais de 10 nódulos pulmonares.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO31

NOMEANDO ADEQUADAMENTE OS LINFONODOS MEDIASTINAIS – UM ENSAIO ICONOGRAFICO

MONICO SALGADO, EDMEA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Os linfonodos mediastinais são divididos em 14 níveis, conforme definido pela Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão […]

Os linfonodos mediastinais são divididos em 14 níveis, conforme definido pela Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão (IASLC), principalmente no contexto do estadiamento oncológico.
São nomeados de acordo com as estruturas com as quais eles estão mais intimamente relacionados ou sua localização anatômica.
É de fundamental importância o radiologista saber reconhecer adequadamente os níveis/cadeias para descrição correta dos linfonodos acometidos afim de melhorar a comunicação com as diversas especialidades, facilitando a avaliação diagnóstica e seleção de tratamento ideais
No presente estudo, realizaremos um ensaio iconográfico com imagens de tomografia computadorizada de pacientes adultos, obtidas do acervo dos próprios autores.Buscamos evidenciar, de maneira ilustrativa e didática, os níveis linfonodais e sua relação com as estruturas anatômicas adjacentes.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO32

HEMORRAGIA ALVEOLAR DIFUSA NA LEPTOSPIROSE: SÉRIE DE CASOS

BRITO BARBOSA, GABRIEL (HOSPITAL BARÃO DE LUCENA)
FELLIPE ALVES CARVALHO, YAGO (HOSPITAL BARÃO DE LUCENA)
FABRÍCIO MACÊDO, JOSÉ (HOSPITAL MIGUEL ARRAES)
A leptospirose é uma zoonose aguda causada por bactérias do gênero Leptospira, acometendo principalmente jovens, expostos à urina de roedores, […]

A leptospirose é uma zoonose aguda causada por bactérias do gênero Leptospira, acometendo principalmente jovens, expostos à urina de roedores, em países tropicais/ subtropicais. Manifesta-se frequentemente com sintomas constitucionais, aumento de CPK, transaminases e escórias nitrogenadas. Nos pulmões pode cursar com HAD e hemoptoicos, variando de acometimento leve até potencialmente fatal. A confirmação requer cultura ou sorologia reagente para Leptospirose. Na TC de tórax, a forma típica de apresentação é inespecífica e são comuns áreas extensas, simétricas e mal definidas em vidro fosco. Foram descritos ainda pavimentação em mosaico, consolidações e nódulos ocupando o espaço aéreo. Relatamos quatro casos de pacientes do sexo masculino, entre 15-25 anos, admitidos com quadro típico (febre, cefaleia, mialgia, icterícia e hemoptise), comprometimento da função renal e início dos sintomas 4-6 dias antes da internação. Se diferenciavam pela TC inicial - HWAS: nódulos centrolobulares em vidro fosco predominando nos lobos inferiores; KJOS: micronódulos em vidro fosco mal definidos predominantemente centrolobulares, consolidações e vidro fosco bilaterais; GMCA: aspecto micronodular perilinfático difuso, além de opacidades em vidro fosco bilaterais; e JPV: áreas de atenuação em vidro fosco, com predomínio perihilar bilateral, poupando o espaço subpleural. Todos receberam antibioticoterapia precoce e receberam alta com média de 8 dias, menos GMCA (necessitou diálise e terapia intensiva, alta em 27 dias). Apenas JPV não era previamente hígido (cardiopatia alcoólica). Somente KJOS não necessitou intubação. Descrevemos, dentre os nossos casos, um que apresentou características tomográficas atípicas, com padrão micronodular perilinfático, simulando patologias linfáticas como sarcoidose, usualmente não encontrado nos casos de leptospirose, o que ressalta a importância do radiologista estar familiarizado com o padrão tomográfico da HAD, mesmo quando ela se apresenta de forma incomum, para o garantir diagnóstico e medidas de suporte precoces.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO33

ALTERAÇÕES PULMONARES NA ESCLERODERMIA: UM ENSAIO ICONOGRÁFICO

DA SILVA SOARES, BRUNO RITCHELY (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
MARTINS, REBECA JULIANA MACEDO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
LAMOUNIER, AMANDA BORGES (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
SANTOS, IVANNA SILVEIRA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
VASCONCELOS DE MENEZES, ERICO ALEXANDRO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
SOARES, MAYRA VELOSO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
A esclerose sistêmica é uma doença autoimune do tecido conjuntivo, de causa desconhecida, caracterizada por alterações inflamatórias, fibróticas, vasculopatia obstrutiva […]

A esclerose sistêmica é uma doença autoimune do tecido conjuntivo, de causa desconhecida, caracterizada por alterações inflamatórias, fibróticas, vasculopatia obstrutiva de pequenos vasos e deposição de colágeno em vários órgãos, sobretudo nos pulmões. A doença é mais frequente em mulheres do que em homens e o comprometimento pulmonar tem destacada importância na evolução da doença, com incidência variando entre 70% e 90%.
As alterações pulmonares decorrentes da esclerose sistêmica podem ser
demonstradas por meio de métodos de diagnóstico por imagem, destacando-se a tomografia computadorizada de alta resolução do tórax, que permite detalhamento anatômico do parênquima pulmonar, constituindo um importante auxiliar no diagnóstico e na avaliação da extensão da doença.
O objetivo deste ensaio iconográfico é revisitar os achados tomográficos encontrados na doença, sobretudo no seu acometimento pulmonar, trazendo imagens ilustrativas de alterações típicas e não tão típicas.
Os dois principais tipos de acometimento pulmonar direto são a doença pulmonar intersticial e hipertensão pulmonar, que correspondem a cerca de 60% das mortes relacionadas à esclerodermia. A doença fibrosante é o componente histológico mais
frequentemente observado, com evolução clínica variável.
As principais alterações observadas na tomografia computadorizada são: redução pulmonar volumétrica, opacidades em vidro fosco, áreas de faveolamento, bronquiectasias, cistos entre 1 e 5 mm, sinal dos quatro cantos (inflamação e fibrose envolvendo os lobos superiores anterolaterais bilaterais e lobos inferiores posterossuperiores), padrão de pneumonia intersticial usual (PIU) e padrão de pneumonia intersticial não específica (PINE), hipertensão pulmonar e linfonodomegalia mediastinal, podendo ser calcificada, podem estar presentes.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO34

ANEURISMA DE ARTÉRIAS PULMONARES POR ESQUISTOSSOMOSE HEPATOESPLÊNICA.

DE MELO CASADO PEREIRA, JAMILE. (IMIP)
MACEDO ,JOSE FABRICIO. (IMIP)
MOURA DOS SANTOS, SAVIO EMMANUEL. (IMIP)
NOVAES DE OLIVEIRA FILHO, WILLYSAK. (IMIP)
DE AGUIAR FEITOSA LIMA, LIGIA. (IMIP)
Introdução: A esquistossomose destaca-se entre as principais causas de hipertensão pulmonar no mundo e particularmente no Brasil pela sua elevada […]

Introdução: A esquistossomose destaca-se entre as principais causas de hipertensão pulmonar no mundo e particularmente no Brasil pela sua elevada endemicidade. A real prevalência da doença é desconhecida, mas, pela sua elevada frequência, especula-se que ela possa ser a maior causa de hipertensão arterial pulmonar no mundo. O objetivo deste estudo é relatar um caso de dilatação aneurismática do tronco da artéria pulmonar e das artérias pulmonares principais por esquistossomose hepatoesplênica.
Descrição: Paciente do sexo feminino, 59 anos, portadora de esquistossomose hepatoesplênica diagnosticada há 17 anos, com hipertensão arterial pulmonar e dispneia classe funcional IV, além de anasarca. Ecocardiograma transtorácico evidenciou pressão sistólica da artéria pulmonar de 47 mmHg, dilatação importante do tronco da artéria pulmonar, e hipertrofia miocárdica do ventrículo direito. Na radiografia e na angiotomografia de tórax notavam-se dilatação aneurismática do tronco da artéria pulmonar, com calibre de 8,5 cm, e das artérias pulmonares principais e aumento de calibre dos ramos arteriais intrapulmonares. Não havia evidência de tromboembolismo pulmonar crônico. Corroborando com a etiologia esquistossomótica da hipertensão pulmonar, foram observados na tomografia de abdome fígado de dimensões reduzidas, com alterações morfológicas de hepatopatia crônica, e sinais de hipertensão portal.
Discussão: A hipertensão pulmonar por esquistossomose, está classificada dentro do Grupo 1 da classificação de NICE 2013, e é a etiologia deste grupo mais relacionada a dilatação pronunciada desses vasos. O principal diagnóstico diferencial é com a hipertensão arterial primária, tornando a sorologia, a epidemiologia positiva para esquistossomose e o cateterismo do coração direito importantes para confirmação etiológica. Outro diagnóstico alternativo é a doença de Behçet, que é a causa mais importante de aneurisma de artérias pulmonares centrais. Neste caso, além das alterações radiológicas, a presença de úlceras orais e genitais recorrentes é necessária para o diagnóstico. Portanto, dilatações significativas das artérias pulmonares são características da hipertensão pulmonar por esquistossomose, e esta deve ser sempre considerada em pacientes provenientes de regiões endêmicas.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO35

PROTEINOSE ALVEOLAR

LINO, HENRIQUE AUGUSTO (SANTA CASA DE SÃO PAULO)
FUJIKI, RICARDO HIROSHI MURASHITA (SANTA CASA DE SÃO PAULO)
INTRODUÇÃO Demonstrar a proteinose alveolar como diagnóstico a ser considerado em caso de imagem com padrão de pavimentação em mosaico. […]

INTRODUÇÃO
Demonstrar a proteinose alveolar como diagnóstico a ser considerado em caso de imagem com padrão de pavimentação em mosaico.
DESCRIÇÃO
Paciente masculino de 57 anos, apresentou-se com dispneia progressiva de longa evolução no pronto-atendimento de serviço de referência, sendo considerada a hipótese de COVID-19. Radiografia evidenciava opacidades intersticioalveolares difusas. Tomografia computadorizada de admissão demonstrou padrão de pavimentação em moisaico. Recebeu tratamento de suporte, sendo evidenciado posteriormente resultado sorológico negativo para a doença viral. Com a persistência dos sintomas, retorna para propedêutica, verificando-se persistência do padrão tomográfico. Aventada nova hipótese diagnóstica, foi realizado lavado broncoalveolar e coleta de biópsia por broncoscopia, com marcada melhora das opacidades e do padrão em vidro fosco, sendo confirmada a hipótese diangóstica pelo estudo histológico.
DISCUSSÃO
A proteinose alveolar é uma condição rara que acomete homens jovens e de meia idade, consistindo no acúmulo intra-alveolar anômalo de material lipoproteíco. Pode ser auto-imune (primária ou idiopática), secundária ou congênita. O paciente apresenta dispneia e tosse crônica, com múltiplos infiltrados intersticioalveolares na radiografia de tórax. O aspecto tomográfico consiste no espessamento liso dos septos intra e interlobulares, associado a opacidades em vidro fosco, configurando o clássico aspecto de pavimentação em moisaico, inicialmente descrito para essa condição. A distribuição dos infiltrados é difusa ou geográfica, com leve predileção pelas bases pulmonares. O tratamento de base consiste no lavado broncoalveolar, com prognóstico variável.
A proteinose alveolar é um dos diagnósticos diferenciais da pavimentação em mosaico, devendo ser considerada entre pacientes do sexo masculino, jovens ou de meia idade.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO36

RELATO DE CASO: CISTOS SUBPLEURAIS E SUA ASSOCIAÇÃO COM A SÍNDROME DE DOWN

TOMAZ OLIVEIRA, LETÍCIA (GRUPO FLEURY)
CAMPOS RAZÉ, MARINA (GRUPO FLEURY)
GOBBO DA SILVA, CAHINÃ ODILON (GRUPO FLEURY)
BAVARESCO, ANA PAULA (GRUPO FLEURY)
YUJI VERRASTRO, CARLOS GUSTAVO (GRUPO FLEURY)
SANCHEZ LAJARIN, VICENTE (GRUPO FLEURY)
INTRODUÇÃO As lesões císticas na síndrome de Down foram relatadas pela primeira vez em 1986 na autópsia de dois bebês […]

INTRODUÇÃO
As lesões císticas na síndrome de Down foram relatadas pela primeira vez em 1986 na autópsia de dois bebês e consistem em pequenas dilatações císticas ao longo da superfície subpleural dos pulmões. Apresentam associação conhecida com cardiopatias congênitas e predominam na região anteromedial dos pulmões.
O objetivo do presente relato é descrever o caso de uma paciente com síndrome de Down em que foram vistos cistos subpleurais durante a investigação de um quadro pneumônico, demonstrando a necessidade de não se confundir este achado relativamente comum com outras patologias e evitando, dessa forma, uma investigação desnecessária.
DESCRIÇÃO DO CASO
Paciente feminino, 5 anos, com síndrome de Down, em acompanhamento cardiológico por CIV, iniciou quadro de febre, tosse e coriza há 2 semanas, sendo iniciado antibioticoterapia. A paciente não apresentou melhora do quadro, mantendo os sintomas iniciais, além de baixa aceitação alimentar e hipoatividade.
Ao exame físico, apresentava taquidispneia leve e estertores crepitantes finos difusos à ausculta pulmonar. A hipótese de pneumonia bacteriana foi levantada e a paciente foi submetida ao exame tomografia computadorizada (TC) do tórax, onde foram visualizadas consolidações nos campos pulmonares posteriores associadas a componente atelectásico e múltiplos cistos com distribuição subpleural, principalmente nos campos pulmonares médios e superiores.
DISCUSSÃO
Os cistos pulmonares subpleurais são observados em crianças com síndrome de Down, mas sua incidência e curso a longo prazo não são bem conhecidos. Alguns estudos demonstraram que essas lesões são frequentemente encontradas em associação com cardiopatia congênita, particularmente o defeito do septo atrioventricular.
Existem algumas teorias relacionadas a sua etiologia, a principal delas envolvendo a isquemia do parênquima pulmonar, resultante de oclusão arterial pulmonar por trombo ou êmbolo, seguido pela absorção dos tecidos necróticos, o que resultaria na formação dos cistos.
Alguns diagnósticos diferenciais, principalmente no grupo etário pediátrico, seriam a displasia broncopulmonar, a síndrome de Wilson Mikity e a malformação adenomatoide cística.
Por fim, destaca-se a importância de que os médicos pediatras e radiologistas conheçam esta associação da síndrome de Down com os cistos subpleurais, evitando assim a investigação etiológica desnecessária.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO38

QUANTIFICAÇÃO AUTOMÁTICA DA PNEUMONIA VIRAL DA COVID-19 EM IMAGENS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE TÓRAX UTILIZANDO ALGORITMO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL DESENVOLVIDO EM UM CENTRO UNIVERSITÁRIO DE REFERÊNCIA

NATHER JUNIOR, JÚLIO CESAR (HOSPITAL DAS CLINICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
WADA, DANILO TADAO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
BARROS, RAFAEL VASCONCELOS (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
FROTA YORAM BALDERRAMA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
MUGLIA, VALDAIR FRANCISCO (FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
KOENIGKAM-SANTOS, MARCEL (FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
Introdução e objetivos: A doença do novo Coronavírus (COVID-19) é uma pandemia mundial que surgiu na China em dezembro de […]

Introdução e objetivos:
A doença do novo Coronavírus (COVID-19) é uma pandemia mundial que surgiu na China em dezembro de 2019. Embora a maioria dos pacientes se apresentem com doença leve, a taxa de casos graves e críticos não é baixa e a mortalidade pode chegar até a 21%. A tomografia computadorizada (TC) de tórax tem sido usada como método de imagem de escolha para o diagnóstico e monitoramento da pneumonia viral da COVID-19. A extensão do acometimento pulmonar na TC tem sido associada a resultados clínicos desfavoráveis, com valor prognóstico. Neste trabalho, foi desenvolvida ferramenta automática de quantificação da pneumonia viral da COVID-19 baseada em processamento por inteligência artificial (IA).
Casuística e Métodos:
Foi criado um banco local de imagens de TC de tórax de pacientes com pneumonia viral da COVID-19, com diagnóstico confirmado por RT-PCR (“real-time polimerase chain reaction”). A segmentação manual dos pulmões e das lesões de pneumonia foi primeiramente realizada por radiologistas em treinamento e revisada por radiologistas experientes. Foram desenvolvidas duas redes neurais com arquiteturas baseadas em UNET, uma para segmentação dos pulmões e outra para segmentação das lesões pulmonares. O recurso de “data augmentation” foi utilizado para aumentar o tamanho da amostra antes do treinamento das redes. Ao todo, para o treinamento foram utilizadas 18128 mil imagens de 63 pacientes distintos, sendo que 15% delas foram separadas para a fase de teste, utilizando imagens que não foram usadas na etapa de treino. O índice de Jaccard (IoU) foi usado para avaliar a similaridade entre a segmentação realizada pelas redes e o padrão-ouro feito pelos médicos radiologistas.
Resultados:
Após as etapas de treino e teste, as redes neurais criadas localmente alcançaram os valores de IoU de 0,89 para a segmentação pulmonar e 0,81 para a segmentação das lesões compatíveis com pneumonia viral. Após seu desenvolvimento, a ferramenta foi disponibilizada em ambiente web para uso aberto por usuários de fora da instituição.
Conclusões:
A ferramenta de IA criada para quantificação da pneumonia viral da COVID-19 mostrou bom desempenho, utilizando uma base local de imagens de TC de tórax, tendo como padrão-ouro a segmentação supervisionada por médicos radiologistas experientes. Tal ferramenta pode auxiliar a tornar mais objetiva a avaliação da pneumonia viral da COVID-19, facilitando também a comparação entre estudos e análise longitudinal da doença.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO39

APLICABILIDADE DE SEQUÊNCIAS DE RELAXOMETRIA T1 LOOK-LOCKER E T2 DE ALTA RESOLUÇÃO NA AVALIAÇÃO DE LESÕES PULMONARES: UM TRABALHO UNICÊNTRICO PROSPECTIVO.

WADA, DANILO TADAO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
MACHADO, CAMILA VILAS BOAS ()
LOURENÇO, MATEUS REPOLÊS ()
OLIVEIRA, RICARDO HADDAD AUADA ()
SIYUAN, LI (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
KOENIGKAM-SANTOS, MARCEL (FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP)
Introdução e objetivos: A tomografia computadorizada (TC) é o exame de escolha na avaliação dos nódulos e do câncer pulmonar. […]

Introdução e objetivos:
A tomografia computadorizada (TC) é o exame de escolha na avaliação dos nódulos e do câncer pulmonar. Apesar da alta sensibilidade, ainda não possui a especificidade desejada para evitar seguimento, biópsia e ressecção de lesões benignas, com taxa de falsos positivos preocupantes até em rastreamento de câncer. Pela maior resolução de contraste e capacidade multiparamétrica, a ressonância magnética (RM) tem sido aplicada ao estudo das lesões pulmonares focais (LPFs). Nesse trabalho, avaliamos a aplicabilidade de duas novas sequências para a avaliação de LPFs por RM: uma sequência quantitativa de relaxometria T1 e uma sequência morfológica ponderada em T2 com cortes de alta resolução (T2AR).
Casuística e Métodos:
Foram prospectivamente estudados 39 pacientes consecutivos com LPFs por exames de RM de tórax. Além do protocolo padrão, foram realizadas aquisições localizadas nas LPFs com as sequências propostas. Para a relaxometria T1, foi empregada uma técnica de inversão e recuperação usada em exames cardíacos, a T1 look-locker (T1LL), sincronizada com os batimentos cardíacos. Para as imagens de T2AR, foi utilizada uma sequência “turbo spin-echo” modificada para reduzir artefatos de movimentos respiratórios. Foram avaliadas a qualidade das imagens e a capacidade de diferenciar lesões benignas de malignas, considerando significativos os resultados com valores de P<0,05. Resultados: As sequências tiveram qualidade diagnóstica na maioria dos pacientes (T1LL em 31 exames e T2AR em 36). Nos exames considerados não diagnósticos, os erros foram principalmente relacionados ao planejamento das sequências, pela varredura reduzida à região da LPF. A relaxometria T1LL não foi capaz de auxiliar na distinção entre lesões benignas e malignas , mas uma subanálise do primeiro tempo de inversão (160 ms) parece poder auxiliar. A sequência T2AR foi considerada a de melhor qualidade diagnóstica para avaliação de características morfológicas específicas, principalmente para pseudocavidades e tags pleurais. Conclusões: Neste estudo, demonstramos que as novas sequências T1LL e T2AR podem ser aplicadas nos estudos de LPFs, obtendo-se imagens de boa qualidade na maioria dos pacientes. A sequência T1LL tem potencial de auxiliar na distinção entre lesões benignas e malignas e a sequência T2AR possui melhor capacidade de caracterização morfológica. Ambas podem acrescentar no estudo de LPFs por RM, agregando especificidade e acréscimo de parâmetros radiômicos.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO40

ANGIOSSARCOMA PULMONAR

KAKUDATE, RAFAEL. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
SOARES SOUZA JÚNIOR, ARTHUR. (ULTRA - X SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
SOUTO NACIF, MARCELO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
FONTALVO MARTIN, MARCELO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
MAURÍCIO CANAVEZI INDIANI, JOÃO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
DE VITTO CANAVEZI INDIANI, FABIANA. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
Caso raro de apresentação de angiossarcoma no pulmão. Paciente masculino, 36 anos, hígido, de cor branca, deu entrada no pronto […]

Caso raro de apresentação de angiossarcoma no pulmão.
Paciente masculino, 36 anos, hígido, de cor branca, deu entrada no pronto atendimento de nosso serviço com queixa de dor lombar há um mês, inicialmente atribuída a causas ortopédicas. Referiu que há duas semanas evoluiu com hemoptise, perda ponderal e irradiação da dor para a região pré-esternal. Negou comorbidades. O exame físico não apresentou alterações relevantes, bem como os exames laboratoriais.
Diante do quadro epidemiológico atual, a hipótese de Covid-19 esteve em pauta devido à presença de opacidades em vidro fosco no pulmão direito. Por serem nodulares e centrolobulares, algumas confluentes, formando consolidações, poderiam, no entanto, representar também tuberculose. O resultado do teste RT-PCR para pesquisa de Sars-Cov2 realizado na entrada viera negativo, bem como as provas tuberculínicas. Um aspecto relevante nos exames de imagem foi a presença de lesões ósseas líticas esparsas pelo esqueleto axial, que orientaram o raciocínio clínico para a hipótese de neoplasia.
O paciente foi internado devido às queixas de dor torácica, perda ponderal, hemoptise (com provas tuberculínicas negativas) e lesões ósseas líticas presentes nos exames de Tomografia Computadorizada e de imagem por Ressonância Magnética. As lesões ósseas possuíam aspecto semelhante entre si e eram bem delimitadas. Foram realizadas biópsias destas lesões, visando ainda identificar acometimento ósseo pelo bacilo de Koch ou lesões mieloproliferativas, como as provenientes de mieloma múltiplo. Esta investigação também cursou com resultados negativos. O paciente foi submetido à angiografia pulmonar que evidenciou focos de sangramento e neoangiogênese regional, elevando as suspeitas de etiologia neoplásica primária. Com isso, foi realizada segmentectomia da lesão com envio do produto à análise anatomopatológica, que evidenciou angiossarcoma. O paciente evoluiu com aumento das opacidades e das lesões ósseas líticas associados a queda das taxas de Hemoglobina, tendo por vezes recebido transfusão de concentrado de hemácias. Após elucidação diagnóstica e tendo em vista a presença de neoplasia pulmonar maligna, o paciente foi orientado a iniciar quimioterapia.
O angiossarcoma é um tumor maligno com origem nas células endoteliais e o acometimento pulmonar primário é extremamente raro, havendo poucos relatos. A sintomatologia pouco específica dificulta o diagnóstico, resultando em curso clínico agressivo e mau prognóstico.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO41

HISTOPLASMOSE DISSEMINADA COM PADRÃO MICRONODULAR EM PACIENTE IMUNOSSUPRIMIDO: RELATO DE CASO CLÁSSICO COM CONFIRMAÇÃO SOROLÓGICA E HISTOPATOLÓGICA.

EDGAR ALARCON NOVILLO (HOSPITAL SÃO LUCAS)
DE OLIVEIRA, ROMULO VARELLA (HOSPITAL SÃO LUCAS)
NASCIMENTO, JOÃO MANOEL CRUZ (HOSPITAL SÃO LUCAS)
DE CASTRO, CAIO CESAR BIANCHI (HOSPITAL SÃO LUCAS)
PEREIRA, ANA CLARA HUGUENIN (HOSPITAL SÃO LUCAS)
MARTINS, PHILIPPE ALCANTARA GONÇALVES (HOSPITAL SÃO LUCAS)
O Histoplasma capsulatum é um fungo dimórfico, endêmico, oportunista, pacientes com algum grau de deterioração da imunidade celular. A sua […]

O Histoplasma capsulatum é um fungo dimórfico, endêmico, oportunista, pacientes com algum grau de deterioração da imunidade celular. A sua transmissão é pela inalação de esporos, os conídios, presentes em cavernas habitadas por morcegos e galinheiros, e epidemiologicamente, atividades associadas à manipulação do solo, como projetos de construção ou de demolição, são importantes. Seu quadro clínico pode assintomático até quadros disseminados, acometendo principalmente pacientes com HIV, transplantados ou com neoplasias hematológicas. O diagnóstico laboratorial baseia-se numa combinação de exames microscópicos, histopatológicos por meios de colorações especiais, métodos sorologia e PCR. De modo geral, a apresentação de infecção pulmonar aguda, evolui com regressão espontânea sem qualquer intervenção terapêutica específica, mas em casos de formas agudas graves, respiratório crônica ou localizadas podem ser realizadas com o itraconazol, e no caso das disseminadas, a Anfotericina B lipossomal. Assim sendo, a Histoplasmose representa uma das micoses sistêmicas mais importante nas Américas, com ampla distribuição em todas as regiões do Brasil. Em uma emergência, a paciente do sexo feminino, 65 anos, portadora de artrite reumática, em uso regular de metrotexate e de corticoide, deu entrada com quadro pulmonar com rápida progressão para insuficiência respiratória, sendo a infecção por COVID-19 descartada, por meio do RT-PCR. Seu diagnóstico presuntivo foi de Aspergilose pulmonar devido a galactomanana reagente no lavado bronco-alveolar. Iniciou-se o tratamento com Anfotericina B com boa resposta, e em seguida trocado por Voriconazol e encaminhada para a Enfermaria. Foi obtido a sorologia reagente para Histoplasmose, e um forte dado epidemiológico (entrada diária de morcegos na residência), e a avaliação da infectologia sugeriu alta hospitalar com terapêutica específica de escolha para Histoplasmose: itraconazol. Durante a revisão ambulatorial, identificou-se piora significativa do padrão tomográfico, de aspecto micronodular, sendo descoberto com a família, administração em subdose da prescrição do itraconazol. Foi necessário nova internação e no controle de imagem identificou-se evolução desfavorável, aonde foi realizado biopsia pulmonar e constatado reação positiva para Gomori e leveduras de gemulação. Conforme os achados epidemiológicos, tomográficos, sorológicos e histopatológicos iniciou-se Anfotericina B, tratamento especifico para Histoplasmose disseminada.

RELATO DE CASO

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TO42

INFECÇÃO POR COVID-19 EM PACIENTE COM DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE

DE ALMEIDA SANTA ROSA JUNIOR, WAGNER (SANTA CASA DE ALFENAS)
VIEIRA MORAIS, MAYSA (SANTA CASA DE ALFENAS)
BIANCO FERREIRA, BIANCA (SANTA CASA DE ALFENAS)
REZENDE DO AMARAL NAVES, RAFAELA (SANTA CASA DE ALFENAS)
ZAULI FERREIRA DOS SANTOS, GIOVANI (SANTA CASA DE ALFENAS)
SWERTZ PEREIRA, GUILHERME (HOSPITAL ALBERT EINSTEIN)
Relato de caso de um paciente masculino,18 anos, portador de distrofia muscular de Duchenne com história de tosse seca, rouquidão, […]

Relato de caso de um paciente masculino,18 anos, portador de distrofia muscular de Duchenne com história de tosse seca, rouquidão, coriza e queda da saturação de oxigênio, sendo necessária hospitalização. Foi realizado o diagnóstico de infecção por COVID-19 através da sorologia e Tomografia Computadorizada de Tórax, com tênues opacidades pulmonares e observou-se acentuada atelectasia dos lobos inferiores. Perante dispneia progressiva e taquipneia, necessitou de intubação orotraqueal e evoluiu para óbito. Destaca-se a possibilidade de evolução desfavorável na infecção pelo COVID-19 em pacientes portadores de algumas doenças de base, além da importância dos exames de imagem no diagnóstico precoce e identificação de possíveis complicações.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO43

UM RELATO DE CASO ILUSTRATIVO DE SARCOIDOSE COM MANIFESTAÇÃO TORÁCICA, ENCEFÁLICA E CARDÍACA: QUANDO E POR QUE O RADIOLOGISTA DEVE CONSIDERAR A HIPÓTESE

GOMES, FELIPE DO NASCIMENTO (HOSPITAL PRÓ-CARDÍACO)
DA SILVEIRA, JULIANA SERAFIM (HOSPITAL PRÓ-CARDÍACO)
BATISTA, DESIREÉ LOUISE (HOSPITAL PRÓ-CARDÍACO)
A sarcoidose é uma doença caracterizada pela formação anormal de granulomas inflamatórios não caseosos e pode ocorrer em diversos órgãos. […]

A sarcoidose é uma doença caracterizada pela formação anormal de granulomas inflamatórios não caseosos e pode ocorrer em diversos órgãos. Sua etiologia é desconhecida.
O primeiro relato é datado de 1877, quando o médico londrino Jonathan Hutchinson descreveu uma doença responsável por erupções cutâneas nos membros superiores e na face.
A principal faixa etária acometida é a entre 20 e 40 anos e a prevalência na população geral é de cerca de 10 a 20 casos a cada 100.00 habitantes.
Os achados radiológicos mais comuns são os torácicos responsáveis por lesões presentes em 90% dos pacientes acometidos pela doença.
Neste relato de caso, o paciente abriu o quadro com clínica respiratória sendo submetido a tomografia computadorizada de tórax que exibiu alterações parenquimatosas e ganglionares.
Posteriormente apresentou manifestação cardíaca compatível clínica e radiologicamente com miocardite e, pouco tempo depois, uma nova crise, desta vez com sintomatologia referida no sistema nervoso central, que ao ser submetido a exames de imagem, foram observadas lesões com aspecto altamente sugestivo de sarcoidose.
O diagnóstico foi concluído a partir de biópsia de linfonodo torácico.
O objetivo deste relato de caso é descrever padrões observados ao longo da evolução da doença neste paciente que devem levantar a suspeita de sarcoidose quando estiverem presentes. Além disso, a revisão de tais padrões, especialmente no miocárdio é importante pois em boa parte das vezes o coração é um órgão negligenciado pelo radiologista.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO44

ANOMALIAS VASCULARES PULMONARES: UM ENSAIO ICONOGRÁFICO SOBRE A IPAP (INTERRUPÇÃO PROXIMAL DA ARTÉRIA PULMONAR)

LAGO, MARIANE. (LABORATÓRIO EXAME, GRUPO DASA, BRASÍLIA-DF.)
MARTINS, BRUNA. ()
FIGUEIREDO, IZABELA. ()
DINIZ, WAGNER. ()
VELOSO, MAYRA. ()
A interrupção proximal da artéria pulmonar (IPAP) é uma anomalia de desenvolvimento rara, que resulta do subdesenvolvimento de uma das […]

A interrupção proximal da artéria pulmonar (IPAP) é uma anomalia de desenvolvimento rara, que resulta do subdesenvolvimento de uma das artérias pulmonares, com sua atresia ou ausência. A apresentação clínica é variada e, em muitos casos, assintomática por anos, apresentando-se como achado incidental e tardio nos exames de imagem. A importância de ilustrar os achados de imagem dessa anomalia e revisar seus aspectos pouco habituais é fundamental para a abordagem dos pacientes, ressaltando o papel de importância do radiologista neste cenário.
A anomalia foi relatada pela primeira vez por Doring em 1914, tem prevalência estimada de cerca de 1: 200.000 adultos jovens. A anormalidade pode ocorrer em qualquer um dos lados, no entanto, é mais comum à direita; a artéria pulmonar interrompida tende a ocorrer do lado oposto ao do arco aórtico. Os sintomas mais frequentes são dispneia progressiva com tolerância reduzida ao exercício, dor torácica e infecções recorrentes. O diagnóstico pode ser feito com tomografia computadorizada e angiografia pulmonar por ressonância magnética. Dentre os achados de imagem, hipoplasia parenquimatosa ipsilateral, grau variável de opacidades reticulares finas, desvio ipsilateral do mediastino e elevação hemidiafragmática. A hiperinsuflação do pulmão contralateral, que adentra o hemitórax oposto, ajuda na compensação respiratória. Um importante diagnóstico diferencial apresentando é a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC), que pode simular a IPAP, uma vez que a oclusão trombótica de uma artéria pulmonar central pode ter aspecto de imagem semelhante, devendo-se avaliar os achados associados característicos desta outra entidade. O diagnóstico correto é importante, pois envolve abordagens terapêuticas diferentes. Muitos pacientes com IPAP isolado podem ser tratados de forma conservadora. Hemorragia pulmonar inicial ou recorrente pode ser tratada com embolização transarterial, e a pneumonectomia pode ser necessária como tratamento definitivo em casos de hemorragia intratável. A revisão sistemática do mediastino e análise cuidadosa da circulação pulmonar deve fazer parte do checklist de avaliação em todo exame do tórax.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

TÓRAX

TO45

TUMORES NEUROENDÓCRINOS PULMONARES: ENSAIO PICTÓRICO

RODRIGUES, LAIS DANTAS (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA EM PERNAMBUCO)
NETO, FRANCISCO ARISTÓFANES COELHO SARMENTO (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA EM PERNAMBUCO)
MACÊDO, JOSÉ FABRÍCIO (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA EM PERNAMBUCO)
FERREITA, ÍTALO EMMANUEL LIMA (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA EM PERNAMBUCO)
INTRODUÇÃO: O pulmão é o segundo sítio mais comum das neoplasias neuroendócrinas, depois do trato gastrointestinal. As lesões pulmonares neuroendócrinas […]

INTRODUÇÃO: O pulmão é o segundo sítio mais comum das neoplasias neuroendócrinas, depois do trato gastrointestinal. As lesões pulmonares neuroendócrinas possuem um espectro crescente de malignidade: lesões proliferativas benignas, lesões pré-invasivas e neoplasias malignas com comportamento biológico variável. As características clássicas de imagem devem ser reconhecidas pelo radiologista, facilitando o seu diagnóstico e tratamento precoce. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é ilustrar os espectros das lesões neuroendócrinas no pulmão, utilizando como método de imagem a tomografia computadorizada do tórax (TC) e o tomografia por emissão de pósitrons (PET). MÉTODO: Foram selecionados casos didáticos e bem documentados de um centro hospitalar de alta complexidade. DISCUSSÃO: As células neuroendócrinas pulmonares estão presentes na mucosa do epitélio broncopulmonar e podem sofrer uma variedade de proliferações, determinando espectros de lesões proliferativas não neoplásicas e neoplásicas. A hiperplasia de células neuroendócrinas idiopáticas difusas (DIPNECH), incluindo o tumorlet carcinoide, podem ser consideradas como lesões pré-invasivas, que, em geral, manifestam-se como micronódulos pulmonares bilaterais e aprisionamento aéreo à expiração na TC. No espectro das neoplasias malignas neuroendócrinas, os tumores carcinoides podem ser típicos ou atípicos, sendo os típicos mais comuns e menos agressivos, estando o atípico mais relacionado a metástases. Apresentam características de imagens semelhantes e, em geral, manifestam-se como nódulos ou massas pulmonares, que costumam estar intimamente relacionados aos brônquios centrais, podendo exibir calcificação intrínseca e geralmente apresentando realce intenso pelo meio de contraste na TC. Costumam exibir intensa captação no PET com análogo da somatostatina marcado com isótopo radioativo (DOTA peptídeo-Ga68). O carcinoma neuroendócrino de células grandes é raro e tem apresentação de imagem variável. Porém, a maioria se apresenta como nódulo ou massa periférica. O câncer de pulmão neuroendócrino de células pequenas é mais comum e costuma se manifestar como massa central, frequentemente com invasão local, linfadenopatia e metástases à distância. CONCLUSÃO: Há várias manifestações de imagem das lesões neuroendócrinas pulmonares e o radiologista geral deve estar familiarizado com sua apresentação, para ser capaz de identificar proliferações celulares não neoplásicas e distingui-las das agressivas.

RELATO DE CASO

TÓRAX

TO46

OSSIFICAÇÃO PULMONAR DENDRIFORME: UM ACHADO RARO E INCIDENTAL

ADRIANE BARCELOS LUZIA, ROANE (HU-UFJF)
MANTIOLHE MARTINS, MARCELO (HU-UFJF)
NEVES MARCOS, VINICIUS (HU-UFJF)
COUTO BAPTISTA, LUISA (HU-UFJF)
JOSE SIQUEIRA BRITO, GEOVANNI (HU-UFJF)
ZIMMERMMANN CHAVES, RAPHAEL (HU-UFJF)
INTRODUÇÃO A ossificação pulmonar dendriforme é uma entidade relativamente rara que representa uma resposta incomum a injúria crônica do parênquima […]

INTRODUÇÃO
A ossificação pulmonar dendriforme é uma entidade relativamente rara que representa uma resposta incomum a injúria crônica do parênquima pulmonar, sendo diagnóstico diferencial de outras formas de deposição de cálcio e processos granulomatosos pulmonares. Apresenta desenvolvimento insidioso e muitas vezes assintomático, podendo ser mascarada ou confundida com doenças crônicas associadas.
O objetivo desse trabalho é relatar um caso de ossificação pulmonar dendriforme, patologia rara, muitas vezes diagnosticada post mortem.
DESCRIÇÃO
Paciente do sexo masculino, de 65 anos, em uso de cânula de traqueostomia devido a complicações após trauma pregresso, ex-tabagista, comparece para consulta ambulatorial para acompanhamento, sem queixas clínicas no momento.
Devido a história clínica, foi solicitada radiografia de tórax, que evidenciou padrão reticulonodular difuso, espessamento de paredes brônquicas e bronquiectasias, sendo levantada a hipótese de doença intersticial pulmonar.
Foi realizada uma tomografia computadorizada do tórax que evidenciou micronódulos calcificados esparsos por ambos os pulmões, tocando as fissuras pulmonares e superfícies pleurais, mais proeminentes nos lobos inferiores.
DISCUSSÃO
Os achados tomográficos são compatíveis com ossificação pulmonar dendriforme, que usualmente se apresenta como infiltrados reticulares de densidade calcificada, de distribuição broncovascular e calcificações subpleurais. As lesões são indolentes, com progressão lenta ao longo dos anos, podendo permanecer sem modificações por vários anos, não tendo sido descrito casos de regressão do quadro.
O diagnóstico histopatológico é realizado através de biópsia a céu aberto, e, por se tratar de procedimento invasivo em indivíduo assintomático, acabar por não ser realizada de rotina, muitas vezes feita apenas nas autópsias.

TRABALHO ORIGINAL

TÓRAX

TO47

SIMPLIFICANDO A CLASSIFICAÇÃO DE ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE PULMÃO

GUIMARAES DUTRA, MARCELO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
MARQUES CARNEIRO, RODRIGO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DINIZ HUMMEL, ALAN (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
VILAS BOAS MACHADO, CAMILA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
KAISER URUHARY NUNES FONSECA, EDUARDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
MARQUES ALMEIDA SILVA, MURILO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Simplificando a classificação de estadiamento do câncer de pulmão A classificação de estadiamento do câncer de pulmão (TNM) está atualmente […]

Simplificando a classificação de estadiamento do câncer de pulmão
A classificação de estadiamento do câncer de pulmão (TNM) está atualmente na 8ª edição, e foi criada para normatizar a avaliação das lesões neoplásicas de pulmão, sua relação com estruturas vizinhas e detecção de possíveis focos de metástases tanto pulmonares como extra-pulmonares, com o objetivo de auxiliar na tomada de decisão para o tratamento.
É sabido que dada a complexidade e quantidade de informações necessárias para a avaliação, o completo entendimento da classificação pode ser considerada confusa ou até mesmo difícil por algumas pessoas.
À partir desta lacuna, temos por objetivo demonstrar um método didático para aprender as informações necessárias que devem ser descritas no laudo.
Temos como propósito também, apresentar as principais mudanças entre a versão anterior e a atual, demonstrar as diferentes apresentações de lesões pulmonares vistas no nosso dia a dia e caracterizar as lesões que não se enquadram nesta classificação.

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