Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
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RELATO DE CASO

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

RI01

EMBOLIZAÇÃO DE PSEUDOANEURISMA RENAL APÓS NEFRECTOMIA PARCIAL POR NEOPLASIA MALIGNA

MILHOMEM BANDEIRA HERÊNIO, YUREE (HUMAP-UFMS)
FRANCHI NUNES, THIAGO (HUMAP-UFMS)
FLORÊNCIO TRISTÃO SANTOS, RÔMULO (HUMAP-UFMS)
KOJUN TIBANA, TIAGO (HUMAP-UFMS)
SANTOS MORAIS NETO, REINALDO (HUMAP-UFMS)
DA COSTA ARGUELO, ANNA CAROLINA (HUMAP-UFMS)
Introdução: O pseudoaneurisma renal, além de ser uma complicação rara, decorre de eventos, tais como a biópsia renal, possui detecção […]

Introdução: O pseudoaneurisma renal, além de ser uma complicação rara, decorre de eventos, tais como a biópsia renal, possui detecção clínica incomum e geralmente necessita de um alto grau de suspeição clínica, pois é de difícil diagnóstico. Nesse sentido, objetiva-se descrever um caso de pseudoaneurisma renal pós-nefrectomia parcial, destacando-se o tratamento por embolização.
Descrição sucinta: Homem de 31 anos, pós-operatório de nefrectomia parcial no rim direito por neoplasia renal, apresentando quadro de dor abdominal intensa no flanco direito, com queda de hemoglobina (Hb), cujo vlaor de entrada foi de 6,5 g/dl. O paciente recebeu cuidados emergenciais e estabilização hemodinâmica, realizando tomografia computadorizada (TC) abdominal, a qual evidenciou hematoma subscapsular hepático com sinais de sangramento ativo em topografia do polo superior renal direito, optado por realizar ultrassonografia, a qual evidenciou lesão no rim direito, de etiologia vascular e com fluxo ao Doppler, levantando-se então a possibilidade de um pseudoaneurisma e sugerindo-se complementação diagnóstica com arteriografia. A arteriografia evidenciou imagem de pseudoaneurisma em ramo arterial distal renal, seguindo-se de seletivação do ramo nutridor e embolização com gelfoam. O paciente seguiu durante a internação com melhora clínica e HB de 10,1 g/dl, recebendo alta hospitalar.
Discussão resumida: O pseudoaneurisma da artéria renal (PAR) é uma complicação vascular rara, a qual está associada etio¬logicamente com nefrectomia parcial, procedimentos percutâneos, biópsia renal, trauma penetrante e, mais raramente, trauma contuso. Dentre as causas, as traumáticas ou iatrogênicas são as mais frequentes. Para o diagnóstico dessa lesão vascular, há vários exames complementares disponíveis como a ultrasso¬nografia com Doppler, arteriografia, angiotomografia, cintilografia renal e a ressonância magnética. O tratamento do pseudoaneurisma pode ser cirúr¬gico ou conservador, dependendo do quadro clínico do paciente. A nefrectomia e a cirurgia vascular aber¬ta são indicadas em pseudoaneurismas maiores que 2 cm ou quando associados a complicações como he-morragias severas e hipertensão renovascular. O tratamento de eleição para a maioria dos ca¬sos é conservador, através da embolização arterial, indicada para aqueles de menores dimensões em pa¬cientes estáveis hemodinamicamente.

TRABALHO ORIGINAL

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

RI02

ABLAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA DE NÓDULOS MERGULHANTES DE TIREOIDE: “THE ICEBERG TECHINIQUE”

MAIA, GUILHERME STRAUB (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
RAHAL, ANTONIO JUNIOR (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
VOPLI, ERIVELTO MARTINHO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
FRANCISCO NETO, MIGUEL JOSE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
QUEIROZ ,MARCOS ROBERTO GOMES DE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
GARCIA, RODRIGO GOBBO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Os nódulos tireoidianos benignos são altamente prevalentes na população mundial. O manejo terapêutico de pacientes com nódulos benignos sintomáticos, por […]

Os nódulos tireoidianos benignos são altamente prevalentes na população mundial. O manejo terapêutico de pacientes com nódulos benignos sintomáticos, por efeitos cosméticos, compressões traqueais ou mesmo esofágicas, principalmente no caso de pacientes eutireoidianos, tem sofrido grande impacto positivo com a termoablação por radiofrequência (RFA), que permite o tratamento minimamente invasivo, preservando a função da tireoide.
Como a RFA é, na grande maioria dos casos, guiada somente por ultrassom (US), a presença de um componente de imersão mediastinal pode constituir uma limitação para a abordagem ablativa destes nódulos. A “Iceberg techinique”, desenvolvida e mencionada pela primeira vez no Brasil, permite o tratamento completo e seguro de nódulos tireoidianos mergulhantes por RFA.
Este trabalho tem por objetivo descrever a técnica e apresentar casos clínicos em que a “Iceberg techinique” foi utilizada e decisiva na abordagem de nódulos tireoidianos mergulhantes em pacientes eutireoideos evitando a cirurgia e mantendo a função tireoidiana.

RELATO DE CASO

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

RI03

MEDICINA NUCLEAR E RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA - UMA POSSÍVEL NOVA APLICAÇÃO? BIÓPSIA PROSTÁTICA POSITIVA GUIADA POR PET-CT PSMA EM PACIENTE COM AMPUTAÇÃO RETAL E BIÓPSIA PRÉVIA INCONCLUSIVA.

HOLLANDA, RAFAEL (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
GUJANWSKI, DANIELLE (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
RODRIGUES, LEONARDO (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
GENERALIS, STÉFANOS (GAVEARAD RADIOLOGIA VASCULAR E INTERVENCIONISTA)
GUENKA, HENRIQUE (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
GOTTLIEB, ILAN (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
Paciente masculino, 69 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma de cólon tratado com colectomia, colostomia definitiva e amputação retal confeccionada em […]

Paciente masculino, 69 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma de cólon tratado com colectomia, colostomia definitiva e amputação retal confeccionada em 13/02/2009 seguido de quimioterapia e radioterapia com término neste mesmo ano. Em 2021 evoluiu com aumento do PSA (4,37 ng/ml) e foi estadiado com PET-PSMA que identificou uma área focal de hiperexpressão na projeção da zona periférica no terço médio do lobo direito da próstata, em correspondência a lesão em ressonância magnética prévia, seguido de biópsia com resultado inconclusivo realizado em 18/03/2021. Devido a história de amputação do reto e impossibilidade de biópsia guiada por ultrassom transretal foi necessário a definição de outro método para realização do procedimento. O caso foi levado para discussão multidisciplinar e foi decidido a realização de nova biópsia percutânea guiada por PET-CT PSMA, realizada com sucesso no dia 06/05/2021, com 5/5 fragmentos positivos revelando adenocarcinoma prostático acinar usual - Gleason 7 (3+4) - Percentual padrão 4 (25%).

ENSAIO ICONOGRÁFICO

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

RI04

CORRELAÇÃO DE MÉTODOS DE IMAGEM NO DIAGNÓSTICO DE LESÃO HEPÁTICA BENIGNA COMPLEXA SIMULANDO UM COLANGIOCARCINOMA

JUNIOR, FRANCISCO DE ASSIS CAVALCANTI (LIGA NORTE RIOGRANDENSE CONTRA O CANCER; PROMATER HOSPITAL GERAL)
MARQUES, JOAO PEDRO SANTIAGO PAIVA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE)
SANTANA, JOAO VICENTE SOUZA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE)
INTRODUÇÃO: Com a crescente evolução tecnológica atrelada à medicina, houve melhora na qualidade dos métodos tradicionais de imagem e surgimento […]

INTRODUÇÃO: Com a crescente evolução tecnológica atrelada à medicina, houve melhora na qualidade dos métodos tradicionais de imagem e surgimento de novos métodos no âmbito da radiologia, permitindo, assim, diagnósticos e abordagens minimamente invasivas de problemas complexos, sejam eles de natureza benigna ou maligna. Além disso, essa evolução implicou na ampliação e no aprimoramento das possibilidades terapêuticas para os mais variados problemas clínicos, beneficiando diretamente os pacientes com opções cada vez mais acessíveis e menos invasivas
DESCRIÇÃO: Ilustramos a utilização desse aparato tecnológico a serviço da medicina com um caso de um paciente de 58 anos, portador de uma lesão complexa acometendo o sistema hepatobiliar, onde a correlação de métodos invasivos (abordagem percutânea de vias biliares e ecoendoscopia) e não invasivos (ressonância magnética e ultrassonografia) foi fundamental para o diagnóstico e tratamento adequado de uma entidade benigna (abscesso hepático) que simulava um tumor de Klatskin.

RELATO DE CASO

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

RI05

TRAUMA PENETRANTE EM REGIÃO CERVICAL, CURSANDO COM DILATAÇÃO PSEUDOANEURISMATICA DE VEIA SUBCLÁVIA: RELATO DE CASO

LOPES PINTO ANDRADE, BRUNO (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
GARCIA MARCHI LAURENTI, ANDRESSA MARIA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
TAFFAREL, DIOGO ANDRÉ (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
REIS NETO, FERNANDO (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
MORAES LOPES SOARES, MARINA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
DE MELLO PEREIRA, MARIA LUIZA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
Lesões vasculares torácicas geralmente são atribuídas à eventos traumáticos, sendo que ferimentos por arma de fogo e armas brancas são […]

Lesões vasculares torácicas geralmente são atribuídas à eventos traumáticos, sendo que ferimentos por arma de fogo e armas brancas são as principais etiologias referentes à trauma penetrante nessa região, enquanto o acidentes automobilísticos contabilizam a maioria dos eventos referentes à etiologia de trauma contuso (fechado). Outra causa de lesão vascular torácica são as lesões iatrogênicas mediante à procedimentos invasivos. Lesões traumáticas isoladas da veia subclávia são potencialmente graves devido ao grande volume sanguíneo circulante e falta de vasoconstricção efetiva desse vaso, e particularmente incomuns devido à proximidade com o sistema arterial nesta topografia, o que faz com que esse tipo de lesão esteja associado à formação de fistulas arteriovenosas ou lesões com altas taxas de mortalidade.
O relato de caso a ser demonstrado é de um paciente de 43 anos, sexo masculino, que deu entrada no serviço de emergência devido à ferimento perfurante por chave de fenda em região cervical anterior à direita há 30 minutos, sem sangramento ativo e estável hemodinamicamente. Foi realizada angiotomografia arterial e venosa de pescoço, onde foi observado orifício de entrada em região cervical anterior à direita, com focos de enfisema subcutâneo com extensão para o lado contralateral da lesão. Nas fases contrastadas, foi evidenciada dilatação na origem da veia subclávia esquerda, sem extravasamento ativo do meio de contraste tanto na fase arterial (uma vez que o acesso periférico usado foi obtido no membro superior esquerdo) e na fase venosa, causando a impressão de formação de fístula arteriovenosa. A angiografia arterial das artérias subclávia esquerda e vertebral esquerda não apresentaram alterações, sendo por fim realizado o estudo angiográfico venoso da veia subclávia esquerda por via femoral, confirmando a dilatação pseudoaneurismática de etiologia traumática da mesma.
O paciente foi submetido a tratamento com embolização seletiva com mola de liberação controlada, com resultado satisfatório posteriormente confirmado com angiotomografia de controle.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

RI06

HISTEROSSALPINGOGRAFIA - IMAGENS QUE FAZEM A DIFERENÇA. UM ENSAIO ICONOGRÁFICO

ALBERNÁS, RAÍSSA PIMENTEL (CLÍNICA VILLAS BOAS)
PINHEIRO, DULCE MOURTHÉ STARLING ()
MOURA, LEONARDO OLIVEIRA ()
MUNDIM, TITO LIVIO ()
Dados as poucas imagens e artigos atualizados sobre este método, faz-se necessário uma atualização com imagens mais bem definidas realçando […]

Dados as poucas imagens e artigos atualizados sobre este método, faz-se necessário uma atualização com imagens mais bem definidas realçando a importância deste exame para mulheres que procuram entender e consequentemente tratar o motivo da infertilidade. a infertilidade é definida como a incapacidade de engravidar após um ano de relações sexuais regulares desprotegidas. Atualmente 20% dos casais são inférteis, sendo 40% causas femininas; A histerossalpingografia é um exame realizado por meio de injeção de contraste iodado para visualização da cavidade uterina e das trompas. A radiologia desempenha papel fundamental na identificação da infertilidade identificando possíveis causas como Anormalidades da trompa de falópio, oclusão tubária, salpingite ístmica nodosa, hidrossalpinge, aderências, anormalidades uterinas como miomas uterinos submucosos, pólipos endometriais, adenomiose, anomalias do ducto mülleriana, além de alterações pós laqueadura e/ou salpingectomia. Múltiplas modalidades de imagem estão disponíveis para investigar as causas da infertilidade. A investigação inicial com histerossalpingografia é útil na identificação de uma causa específica ou na demonstração de características que podem direcionar o uso adequado de outras modalidades de imagem. Este ensaio iconográfico tem como objetivo relembrar a importância dessas imagens e o impacto da realização da histerossalpingografia na vida das mulheres.

TRABALHO ORIGINAL

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

RI07

PREVALÊNCIA DE LESÕES SÓLIDAS HEPÁTICAS SUBMETIDAS À BIÓPSIA GUIADA POR TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EM UM HOSPITAL ESCOLA: ESTUDO RETROSPECTIVO

MELO DUTRA, ISABELA (UFES)
MENDES SILVA, PALOMA (UFES)
Lesões hepáticas focais (LHF) são incidentes na população geral, com  uma prevalência de até 50% em estudos de autópsia. O […]

Lesões hepáticas focais (LHF) são incidentes na população geral, com  uma prevalência de até 50% em estudos de autópsia. O estudo da natureza dessas lesões é fundamental para o seu manejo, especialmente em pacientes de alto risco para neoplasias malignas hepáticas, como portadores de cirrose ou de hepatites virais crônicas. Tanto a tomografia computadorizada (TC) quanto a ressonância magnética (RM) podem contribuir para o diagnóstico não invasivo das LHF’s, por meio do reconhecimento da topografia da lesão, intensidade de sinal nas diferentes sequências e realce pelo meio de contraste. Entretanto a realização de biópsia destas lesões pode ser necessária para elucidação diagnóstica, ao passo que há possíveis semelhanças entre as LHF's nos estudos das imagens. A abordagem da biópsia percutânea guiada por TC tem permitido a obtenção de amostras satisfatórias, além da redução de custos relacionados ao procedimento e da menor morbimortalidade para o paciente. O presente trabalho consiste em um estudo descritivo, retrospectivo, das biópsias de lesões sólidas hepáticas guiadas por TC em nosso serviço, e de seus respectivos resultados anatomopatológicos.  Foram levantados os dados referentes aos procedimentos realizados nesse período, totalizando uma amostra de 42 pacientes adultos, com fatores de risco associados às neoplasias hepáticas. A técnica de biópsia possibilitou a coleta de fragmentos de tecido de qualidade satisfatória em mais de 95% dos casos. A maioria das lesões inquiridas teve diagnóstico histopatológico de natureza maligna (73,8%), sendo os mais frequentes: metástases de sítios primários não definidos, carcinoma hepatocelular e colangiocarcinoma. Em 11 pacientes, foram observadas lesões benignas à histologia. A análise da amostra foi parcialmente limitada por questões relacionadas à qualidade dos registros clínicos e laboratoriais no sistema de prontuário eletrônico do hospital. Conclui-se que a prevalência de resultados anatomopatológicos obtidos está em concordância com o já descrito na literatura e que a biópsia guiada por tomografia computadorizada é um método menos invasivo, seguro e importante para o manejo das pacientes com lesões hepáticas focais.

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