Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON01

LEIOMIOSSARCOMA DE VEIA CAVA INFERIOR: UM RELATO DE CASO.

COSTA CABRAL, MATHEUS (FUNDAÇÃO CRISTIANO VARELLA)
SOUZA OLIVEIRA, FABIANA (CENTRO UNIVERSITÁRIO GOVERNADOR OZANAM COELHO)
PRATES ELEUTÉRIO, SORAYA (FUNDAÇÃO CRISTIANO VARELLA)
INTRODUÇÃO: O leiomiossarcoma da veia cava inferior (VCI) tem sua gênese no componente muscular liso da túnica média, sendo considerado […]

INTRODUÇÃO: O leiomiossarcoma da veia cava inferior (VCI) tem sua gênese no componente muscular liso da túnica média, sendo considerado como uma neoplasia maligna da mesma.SALIENTANDO A IMPORTÂNCIA E O INTERESSE DO CASO A SER APRESENTADO: Embora de prevalência baixa, os tumores de retroperitônio representam árduo desafio diagnóstico, visto a pequena dimensão do referido espaço e a riqueza de estruturas vitais contidas no mesmo. Assim, seu diagnóstico preciso e em tempo oportuno é imprescindível. O sarcoma de VCI, em particular, representa condição potencialmente fatal que, se não manejada em tempo adequado, poderá cursar com rotura espontânea da veia cava e rapidamente levar o paciente à óbito.DESCRIÇÃO SUCINTA: Relata-se o caso de um paciente do sexo feminino, 52 anos, casada, do lar, sem qualquer antecedente mórbido significativo, bem como qualquer histórico de intervenção cirúrgica. A paciente buscou ajuda médica em decorrência de dor abdominal de moderada intensidade e abaulamento abdominal na topografia de hipocôndrio/flanco direito, negando demais sinais ou sintomas. Ao exame físico, os únicos achados foram de dor abdominal de moderada intensidade à palpação, bem como uma massa abdominal palpável no hipocôndrio direito, globosa, sem mobilidade à sua manipulação e aparentemente aderida aos planos profundos. A tomografia computadorizada evidenciou lesão expansiva com densidade de partes moles, contornos lobulados, realce heterogêneo na fase portal, rechaçando estruturas locorregionais, sem sinais de infiltração / invasão e epicentro na topografia da VCI. A porção inferior da lesão encontrava-se junto a confluência da veia renal esquerda (retroaórtica) com a VCI, estendendo-se superiormente por 13,0 cm até cerca de 2,5 cm proximal a confluência de veias hepáticas, e 6,0 cm do átrio direito, medindo 13,0 x 11,0 x 10,0 cm (figuras). Realizou-se ressecção em bloco da massa tumoral de 13 cm com reconstrução por implante de prótese de Dacron.DISCUSSÃO RESUMIDA: Apesar de potencialmente fatal e comportamento agressivo intrínseco à biologia do tumor e à sua condição anatômica, os sarcomas de VCI geralmente se manifestam apenas com dor abdominal de leve a moderada intensidade e de caráter inespecífico, dificultando o seu diagnóstico e tratamento.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON02

MASSA ESPLÊNICA SOLITÁRIA - UM RELATO DE CASO

SILVA, MARCELO HENRIQUE (HOSPITAL DAS CLINICAS DA UFMG)
PIRES, THIAGO CARVALHO (HOSPITAL DAS CLINICAS DA UFMG)
GUSMAO, LISSA LISBOA (HOSPITAL DAS CLINICAS DA UFMG)
SOARES, CANDIDA MARIA ALVES (HOSPITAL DAS CLINICAS DA UFMG)
DOS REIS FILHO, MARCIO BARBOSA (HOSPITAL DAS CLINICAS DA UFMG)
Paciente de 53 anos, sexo feminino, admitida no pronto-atendimento por quadro de dor epigástrica, vômitos e hiporexia há 1 mês. […]

Paciente de 53 anos, sexo feminino, admitida no pronto-atendimento por quadro de dor epigástrica, vômitos e hiporexia há 1 mês. Possui história prévia cirrose por hepatite auto-imune, pan-histerectomia em 2017 por adenocarcinoma de endométrio e obesidade. Ao exame físico, apresentava-se com regular estado geral, levemente hipocorada e com dor à palpação em flanco esquerdo. Durante internação, intercorreu com febre e elevação de PCR. A referida paciente foi submetida a propedêutica radiológica que evidenciou volumosa lesão solitária sólido-cística no baço, medindo 12 cm no maior eixo. Os principais diagnósticos diferenciais eram abscesso, linfoma, tumor retroperitoneal e metástase. Diante da suspeita inicial de abscesso esplênico, foi tentado sem sucesso uma punção-biópsia no serviço. Devido a piora clínica, foi submetida a esplenectomia e teve o material enviado para estudo anatomopatológico que evidenciou carcinoma pouco diferenciado metastático, de provável origem endometrial. Tal desfecho chamou a atenção sobre o difícil diagnóstico de lesões esplênicas, especialmente aquelas que se apresentam como massa única. A maioria das lesões esplênicas é detectada acidentalmente e a combinação dos achados de imagem com a avaliação clínica facilita a formulação de um diagnóstico diferencial mais relevante e estratificação das hipóteses. Os sintomas mais relevantes são dor atribuível ao baço, sinais de infecção, estado imunológico e antecedente de malignidade. As metástases esplênicas são muito raras, mas a incidência de casos relatados tem aumentado devido à melhora das imagens médicas e ao acompanhamento em longo prazo dos pacientes com câncer. Geralmente ocorrem em um contexto de câncer metastático multivisceral em estágio terminal, mas também podem ocorrer como uma massa esplênica solitária, sincrônica ou metacrônica ao tumor primário (extremamente raro). O tempo desde o diagnóstico do tumor primário até a descoberta de metástases esplênicas solitárias pode chegar a 264 meses. Como ensinamentos, vale destacar que a prevalência de metástases esplênicas parece estar aumentando com o aprimoramento das técnicas de imagem médica e estão se tornando um dilema diagnóstico com lesões primárias do baço, particularmente lesões solitárias em pacientes com história de doença maligna. Associação com história clínica é, portanto, fundamental.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON03

PARAGANGLIOMA RETROPERITONEAL : RELATO DE CASO

FERNANDES RAMALHO, CAROLINA (UFRJ)
ALCÂNTARA GONÇALVES MARTINS, PHILIPPE (UFRJ)
CARDOSO BARBOSA DE MAGALHÃES, FILIPE (UFRJ)
DO VALLE VIEIRA GUSMÃO, LUDMILA (UFRJ)
DE MATTOS,RAPHAEL SANTOS DE ALMEIDA REZENDE (UFRJ)
FREITAS PINTO DA SILVA, THUANY (UFRJ)
Paragangliomas são tumores originados das células cromafins da paranganglia, que é um sistema neuroendócrino produtor de catecolaminas e está distribuído […]

Paragangliomas são tumores originados das células cromafins da paranganglia, que é um sistema neuroendócrino produtor de catecolaminas e está distribuído desde a base do crânio até o assoalho pélvico, incluindo a medula da adrenal, quando neste denominado feocromocitoma. Os sítios mais comuns do paraganglioma são o corpo carotídeo, orelha média, forame jugular, região aorticopulmonar, mediastino posterior e o retroperitônio paraórtico, incluindo o corpo de Zuckerkandl. A faixa etária mais acometida está entre a 3ª e 4ª décadas de vida, sem predileção do gênero. Geralmente são funcionais, apresentando sintomas simpaticomiméticos como crises hipertensivas, taquicardia, sudorese e cefaleia. Os não-funcionantes são silenciosos, com sintomas relacionados ao crescimento tumoral, por vezes detectados incidentalmente nos exames de imagem. O diagnóstico compreende exames laboratoriais, como a dosagem na urina de 24 horas das catecolaminas e seus derivados, e exames de imagem radiológicos (tomografia computadorizada e ressonância magnética - TC e RM) e nucleares (metaiodobenzilguanidina).Os paragangliomas retroperitoneais e extra-adrenais acometem frequentemente os paragânglios, compreendendo 1 a 3 % dos tumores retroperitoneais. Na TC com contraste, apresentam-se como massas paraórticas com densidade de partes moles, contornos definidos, hipervasculares, podendo apresentar áreas centrais de baixa (necrose) e/ou alta atenuação (calcificações e sangramento). Na RM exibem marcado hipersinal em T2, por vezes com padrão em “sal e pimenta”, e iso/hiposinal em T1, além do ávido realce pelo gadolíneo. Relatamos uma paciente de 34 anos, feminina, previamente hígida, com massa abdominal visualizada na ultrassonografia (US). A paciente apresentava apenas dor abdominal decorrente do efeito expansivo da lesão, com níveis pressóricos normais. Foi realizado TC e RM do abdome, além de tomografia com emissão de pósitrons (PET-TC) para esclarecimento da lesão. O diagnóstico final foi paraganglioma retroperitoneal, não-funcionante, estabelecido pela análise histopatológica e imunohistoquímica da amostra tecidual obtida por biópsia percutânea guiada por US. Tumores retroperitoneais são raros e de difícil diagnóstico, muitas vezes necessitando de exames de imagem, o que torna o papel do radiologista importante na determinação da origem tecidual da lesão, estreitando os diagnósticos diferenciais, principalmente nas lesões hipervasculares, nas quais destaca-se paraganglioma.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON04

PSEUDOCIRROSE E SÍNDROME DE OBSTRUÇÃO SINUSOIDAL: RELATO DE CASO

LIMA FERREIRA, ÍTALO EMMANUEL (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
ROLIM GONÇALVES DE ALENCAR, NADJA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
SILVA BEZERRA, EDUARDO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
ARTEIRO FILGUEIRA, NORMA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
INTRODUÇÃO: O objetivo deste relato é descrever a associação de pseudocirrose hepática e síndrome de obstrução sinusoidal, com ênfase no […]

INTRODUÇÃO: O objetivo deste relato é descrever a associação de pseudocirrose hepática e síndrome de obstrução sinusoidal, com ênfase no diagnóstico diferencial clínico e radiológico. RELATO: Feminino, 46 anos, com dor e distensão abdominais, há quatro semanas. Antecedente de carcinoma de mama, previamente submetida ao tratamento cirúrgico e quimiorradioterápico. Tomografia, ressonância e tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) mostraram sinais de hepatopatia crônica, acentuada heterogeneidade do parênquima e volumosa ascite. O surgimento destes achados, as características morfológicas e a ausência de doença secundária em outros sítios favoreceram a hipótese de doença obstrutiva sinusoidal secundária à quimioterapia. Evoluiu com hematêmese maciça e choque hemorrágico, que culminaram no óbito. Realizada biópsia hepática post-mortem, cuja análise histopatológica e imuno-histoquímica revelou infiltração do parênquima hepático por adenocarcinoma metastático de sítio primário mamário, com dilatação sinusoidal e êmbolos neoplásicos centrais. DISCUSSÃO: Pseudocirrose é um termo utilizado para descrever os achados de imagem da cirrose relacionada à presença de metástases hepáticas. Tradicionalmente, está associada ao tratamento quimioterápico do câncer de mama, embora possa ocorrer antes do tratamento e ter associação com outras tipos de malignidade. Decorre de uma sobreposição de mecanismos fisiopatológicos, como: colapso do tecido após a regressão do tumor, toxicidade da quimioterapia e alterações arquiteturais em resposta à presença do tumor. Seus achados de imagem incluem redistribuição volumétrica e irregularidade dos contornos hepáticos, retração capsular e fibrose confluente. A síndrome de obstrução sinusoidal decorre da obstrução da microcirculação hepática. Na maioria das vezes, é uma complicação dos transplantes de medula óssea, mas também pode decorrer do tratamento quimioterápico (especialmente das neoplasias hematológicas). Seus achados de imagem, relacionados à hipertensão portal, incluem lentificação do fluxo portal, esplenomegalia, ascite e circulação colateral. CONCLUSÃO: O diagnóstico de pseudocirrose deve ser considerado quando houver evidência radiológica de doença hepática progressiva em pacientes com metástases hepáticas. A síndrome de obstrução sinusoidal, embora tradicionalmente relacionada ao tratamento de neoplasias hematológicas, também pode ocorrer no contexto da neoplasia metastática de mama.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON05

LEIOMIOSSARCOMA DE VEIA CAVA: UMA IMPORTANTE LESÃO RETROPERITONIAL MALIGNA

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
LEONEL BUENO, KAREN (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
FERREIRA BUCAR, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CALDEIRA CORDEIRO, LORENA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CARIBÉ ROCHA FILHO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: Os leiomiossarcomas são sarcomas de partes moles relativamente comuns no retroperitônio, que comumente apresentam a veia cava inferior como […]

Introdução: Os leiomiossarcomas são sarcomas de partes moles relativamente comuns no retroperitônio, que comumente apresentam a veia cava inferior como sítio primário, estando geralmente associados a um mau prognóstico. O desenvolvimento do tumor se dá a partir de células da musculatura lisa da camada média dos vasos, podendo se desenvolver também na veia safena magna, veia femoral, veia jugular interna ou veias ilíacas. Descrição: O presente estudo objetiva discutir um caso específico de leiomiossarcoma de veia cava inferior com extensão para veias ilíacas comuns e veia ilíaca externa direita, que se desenvolveu em paciente do sexo feminino, 40 anos de idade, sem fatores de risco prévios, associado a edema, dor e hiperemia do membro inferior direito, evoluindo com limitação da movimentação. Discussão: O leiomiossarcoma de veia cava apresenta predileção pelo sexo feminino e a faixa etária entre os 50-60 anos e, as manifestações clínicas variam de quadro assintomático a insidioso dependendo da localização, dimensões e padrão de crescimento da lesão. O leiomiossarcoma de veia cava pode estar associado à trombose venosa, síndrome de Budd-Chiari, síndrome nefrótica entre outras alterações decorrentes da compressão venosa e dos órgãos pélvicos. Além do crescimento local da lesão, podem ser caracterizadas metástases à distância, seja por disseminação linfática ou hematogênica, podendo acometer pulmões, fígado e cérebro. Os exames de imagem são essenciais para o diagnóstico, contribuindo também para o planejamento operatório e a avaliação de recidivas e focos de metástases. A ultrassonografia é um exame inicial, que pode identificar massa sólida heterogênea intra ou extraluminal, podendo exibir alterações no lúmen venoso ao Doppler colorido, já a tomografia computadorizada pode demonstrar massa heterogênea de atenuação intermediária e realce irregular, obstruindo o lúmen venoso. A ressonância nuclear magnética é o exame de escolha para o diagnóstico, permitindo boa avaliação das áreas de necrose (hipossinal em T1), componentes císticos (hipersinal em T2) e a melhor diferenciação da lesão tumoral em relação a trombos venosos. Os diagnósticos diferenciais mais relevantes abrangem a leiomiomatose vascular, o angiossarcoma e o hemangioendotelioma.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON06

RABDOMIOSSARCOMA DAS VIAS BILIARES: RELATO DE CASO.

MARTINS BAVIERA, PATRÍCIA (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
REIS ALMEIDA, BRUNA EVELIN (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
FERREIRA ARAÚJO, ADRIANA (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
MAGALHÃES PEREIRA SOUZA, FERNANDA (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
BEZERRA CALVALCANTE, CARLOS EDUARDO. (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
IEIRI YAMANARI, MAURÍCIO GUSTAVO (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
Rabdomiossarcomas são tumores de tecidos moles que representam aproximadamente 4% a 5% das doenças malignas infantis. Originam-se em vários tecidos […]

Rabdomiossarcomas são tumores de tecidos moles que representam aproximadamente 4% a 5% das doenças malignas infantis. Originam-se em vários tecidos do corpo, porém são mais frequentes na cabeça e pescoço e no trato geniturinário. O rabdomiossarcoma (RMS) das vias biliares, embora responsável por cerca de 0,04% de todos os cânceres infantis, é a causa mais comum de icterícia obstrutiva maligna em crianças. Na maioria das vezes, o tumor é diagnosticado antes dos 5 anos (75% dos casos), sendo a idade média de apresentação de 3 anos, com ligeira predominância no sexo masculino.
A icterícia com características obstrutivas é a alteração mais comum. Outros achados incluem dor abdominal, vômitos, diarreia, mal-estar e anorexia.
Quando restrito aos ductos biliares e com aspecto de “cachos de uva”, sem invadir o fígado e estruturas adjacentes, e os exames de imagem demonstrarem dilatação das vias biliares e área de necrose tumoral central, o principal diagnóstico diferencial inclui cisto de colédoco. Se o aspecto de imagem é de uma massa que invade o fígado, o RMS pode ser confundido com outras neoplasias malignas hepáticas. Nesse contexto, torna-se útil a dosagem sérica de AFP (normal no RMS e alterada e outras neoplasias malignas, como o hepatoblastoma).
A rara incidência de rabdomiossarcoma biliar torna seu diagnóstico desafiador. A avaliação dos diferentes exames de imagem é particularmente importante para o diagnóstico precoce, sendo um fator determinante para o manejo do tratamento e prognóstico do paciente.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON07

CASO RARO DE LIPOSSARCOMA VOLUMOSO PLEOMÓRFICO DE ALTO GRAU DE CÓLON: ACHADOS DE IMAGEM, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.

SOTHE, FERNANDA LOUISE (HOSPITAL SANTA ISABEL)
KRACIK DA SILVA, DANIEL (HOSPITAL SANTA ISABEL)
MOURA, NELSON EDUARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL)
BANDEIRA DE ANDRADE, LEONARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL)
Lipossarcomas pleomórficos são patologias raras e representam de 5% a 10% de todos os lipossarcomas. São neoplasias malignas de alto […]

Lipossarcomas pleomórficos são patologias raras e representam de 5% a 10% de todos os lipossarcomas. São neoplasias malignas de alto grau originadas de tecidos adipocíticos caracterizados por um número variável de lipoblastos pleomórficos e ausência de áreas de lipossarcomas bem diferenciados. Os locais mais acometidos são as extremidades, menos frequentemente tronco e retroperitônio, e raramente cólon, mediastino e outros. Os lipossarcomas do cólon geralmente se apresentam com sintomas gastrointestinais inespecíficos, como sangramento, obstrução intestinal, diarreia, dor abdominal e perda de peso. A diferenciação com outras neoplasias do cólon é difícil antes da ressecção.
Apresentamos o caso do paciente masculino, 60 anos, apresentando desconforto abdominal e massa palpável em flanco direito há 1 mês. Ao exame ultrassonográfico inicial observou-se uma volumosa lesão expansiva heterogênea na topografia do flanco / fossa ilíaca direita. Submetido a exame por Tomografia Computadorizada que demonstrou volumosa massa abdominal na região do flanco / fossa ilíaca direita medindo 25 x 14 x 12 cm (volume aproximado de 2196 cc), subjacente à parede abdominal anterior, em íntima relação e em aparente contiguidade com o ceco, sem plano definido de clivagem com as alças de delgado adjacentes. Foi realizada biópsia percutânea que demonstrou histologia compatível com lipossarcoma pleomórfico de alto grau. Realizada ressecção completa do tumor e doze sessões de quimioterapia devido à agressividade tumoral.
Os subtipos histológicos de lipossarcomas se correlacionam com o comportamento clínico e o prognóstico. Dividem-se em bem diferenciado, mixóide e pleomórfico. Lipossarcomas pleomórficos são um subtipo complexo e especialmente de mau prognóstico. O diagnóstico depende do exame histopatológico de biópsias tumorais. O manejo dos lipossarcomas pleomórficos inclui ressecção e também apresenta resposta à combinação de quimioterápicos, o que torna o tratamento neoadjuvante outra opção. A recorrência local ocorre em cerca de 30-50%, metástases à distância ocorrem em até 50% dos casos e a sobrevida em 5 anos está na faixa de 60%.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON08

HEPATOCARCINOMA FIBROLAMELAR: UM RELATO DE CASO.

JUNIOR, VALDIR ANTONIO GARCIA (UNIMED RIO)
PEREIRA, BEATRIZ CRISTINE SANTOS (UNIMED RIO)
RODRIGUES, MARIANNE CARDOSO (UNIMED RIO)
SILVA, CLARIANA LIMA SOUTO (UNIMED RIO)
DELMONTE, NATALIA FARIA (UNIMED RIO)
Leão Ferreira Neto, Armando (UNIMED RIO)
Paciente masculino, 19 anos, dá entrada no serviço de emergência com queixa de febre há 3 dias, associada a perda […]

Paciente masculino, 19 anos, dá entrada no serviço de emergência com queixa de febre há 3 dias, associada a perda ponderal de peso nos últimos 3 meses. Encaminhado a investigação com tomografia computadorizada (TC) que evidenciou massa hepática, sendo então solicitado avaliação complementar com colangiorressonância.
O hepatocarcinoma fibrolamelar é um dos subtipos dos carcinomas hepatocelulares (CHC) mais raros, na literatura chegando a mais ou menos 1% de incidência. Os exames de imagem e histopatológicos são de grande importância, pois este subtipo apresenta características únicas. Ele acomete pacientes jovens ( < 40 anos), não apresenta predileção por sexo, e um marco clínico importante é que sua apresentação não está relacionada a cirrose ou hepatites virais, sendo inclusive mais comum em pacientes sem hepatopatia crônica. Nosso paciente se encaixava no perfil clínico e radiológico de suspeição, ou seja, jovem e sem comorbidades hepáticas, apresentando na TC uma volumosa massa expansiva (> 13 cm) de contorno lobulado com densidade heterogênea e realce não homogêneo pelo meio de contraste, não sendo identificada presença de cicatriz central, e a colangioressonância um sinal heterogêneo, predominantemente hipointenso em T1 e levemente hiperintenso em T2, com áreas de degeneração hemorrágica de permeio e realce heterogêneo pelo meio de contraste, predominantemente na fase arterial, com discreta lavagem nas fases subsequentes, o que levou a possibilidade de carcinoma fibrolamelar, sendo sugerido então prosseguir investigação.
O paciente foi então encaminhado para ressecção cirúrgica (hepatectomia esquerda), onde foi confirmado a hipótese aventada. Em pouco menos de 2 anos, o paciente evoluiu com múltiplas metástases hepáticas, síndrome consumptiva e encefalopatia hepática, vindo a óbito.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON09

NEUROBLASTOMA OLFATÓRIO: RELATO DE CASO

PEDRO, EDUARDO ROMAN (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
SANDRI, ARTHUR HENRIQUE (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
TOMAZONI, CASSIANA (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
FILHO, ELVES BECKER (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
COSTA, FABRICIO PERIN (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
AMBROS, LUCIANA ESTACIA (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
O neuroblastoma olfatório é um tumor maligno de crescimento lento com origem na ectoderme da cavidade nasal e diferenciação neuroendócrina. […]

O neuroblastoma olfatório é um tumor maligno de crescimento lento com origem na ectoderme da cavidade nasal e diferenciação neuroendócrina. Representa 2% dos tumores nasossinusais e tem incidência de 0,4 por milhão de habitantes. A distribuição é bimodal, com picos na 2a década de vida e entre a 5a e 6a. O sintoma mais comum é a obstrução nasal. Pode provocar síndrome paraneoplásica devido à produção ectópica de hormônio, incluindo a síndrome do ACTH ectópico.
A TC e a RM ajudam a diferenciar o tumor de outras causas de obstrução nasal e são essenciais no estadiamento, que inclui extensão do tumor primário, acometimento de linfonodos e metástases à distância. Entretanto, não conseguem distingui-los de outros tumores, por isso o diagnóstico definitivo requer análise histológica e imuno-histoquímica.
O tratamento geralmente envolve quimioterapia e/ou radioterapia combinada com ressecção cirúrgica. O prognóstico depende da presença ou não de metástases à distância, casos não complicados apresentam 60% de sobrevida em 5 anos, enquanto os associados a metástases são frequentemente fatais.
Dessa forma, descreve-se um caso clínico ilustrativo desse tumor maligno raro, em faixa etária incomum e com sintomatologia inespecífica. A suspeita diagnóstica foi realizada a partir de exames de imagem e confirmada em análise histopatológica, porém o paciente evoluiu à óbito durante a internação, confirmando o prognóstico reservado da doença quando em estágio avançado.
O caso mostra um paciente masculino, 30 anos, internado para investigação de síndrome consumptiva, linfopenia e plaquetopenia. Evoluiu com crises convulsivas, e à TC e RM de crânio evidenciaram volumosa lesão expansiva em seios paranasais com destruição óssea adjacente, invasão meníngea e da lâmina cribiforme. Além disso o paciente desenvolveu síndrome paraneoplásica produtora de ACTH. O estudo anatomopatológico identificou estesioneuroblastoma grau II de HYAMS. Foi realizada a abordagem cirúrgica porém o paciente evoluiu com AVE hemorrágico e morte encefálica.
O relato demonstra um caso clínico de neuroblastoma olfatório, em faixa etária incomum, sintomas inespecíficos, com evolução do paciente à óbito devido estágio avançado. Portanto, o diagnóstico precoce, junto ao estadiamento e tratamentos adequados são importantes tanto na sobrevida quanto na qualidade de vida do paciente.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON10

CARCINOMA ANAPLÁSICO METASTÁTICO DE TIREOIDE: APRESENTAÇÃO ATIPICA COM CORRELAÇÃO CLINICA, RADIOLÓGICA, CIRÚRGICA E ANATOMOPATOLÓGICA

AMORIM AITA, ALESSANDRO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
SARAIVA LEITÃO VIANA, VANESSA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
SOBRAL, ANDRE (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
JUNIOR, RAIMUNDO GERONIMO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
PEREIRA DINIZ, THIAGO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
BEZERRA ROCHA, GERMILDES (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
Paciente de 46 anos, sexo feminino com massa em região cervical expansiva desde fevereiro de 2021, evoluindo com disfagia e […]

Paciente de 46 anos, sexo feminino com massa em região cervical expansiva desde fevereiro de 2021, evoluindo com disfagia e dispneia, perda ponderal de 12kg em 3 meses. A tomografia de pescoço (03/05/21) demonstrou volumosa massa heterogênea expansiva, de aspecto infiltrativo com realce periférico ao contraste, delimitando áreas centrais hipodensas sugestivas de necrose/liquefação, de localização infra-hioidea, na incisura cérvico-torácica em intima relação com o tecido tireoideano, com abaulamento da pele e tecido subcutâneo, medindo 14,2 x 12,7 x 11,0 cm (LL x AP x CC). Inferiormente, invadia o mediastino superior, deslocando caudalmente as respectivas estruturas com densificação da gordura adjacente, reduzindo o calibre e desviando a traqueia para a esquerda e com compressão do esôfago. Havia compressão da veia jugular interna direita com material hipodenso no seu interior provavelmente por trombose tumoral .Associavam-se linfonodomegalias cervicais. A tomografia computadorizada de tórax da mesma data demonstrou nódulos pulmonares de atenuação de partes moles, de distribuição randômica, sugestivos de disseminação secundária.Foi submetida a tireoidectomia total (05/05/2021) e identificada a extensa massa infiltrando a artéria carótida comum e interna direita, sendo que a ressecção foi incompleta por comprometimento vascular e traqueal (R2), preservando carótida e veia jugular bilateral e nervo laríngeo recorrente (infiltrados). Além disso, foi observada infiltração da traqueia. No pós-operatório, a paciente apresentou melhora da disfagia e dispneia. O laudo anatomopatológico foi compatível com neoplasia maligna fusocelular/pleomórfica de alto grau com necrose presente (20%), infiltração da tireoide, derme e partes moles,invasão angiolinfática e margens cirúrgicas comprometidas. Na imunohistoquimica a neoplasia maligna apresentou as seguintes caracteristicas: Proliferação de células fusiformes e epitelioides atípicas em arranjo sólido e fascicular com marcado pleomorfismo celular, células gigantes multinucleadas e numerosas figuras de mitoses; infiltração de tecidos moles peritireoidiano; extensas áreas de necrose; negatividade para marcadores de diferenciação epitelial, neural/melanocítico, muscular e vascular. Sendo a lesão de origem tireoidiana, considerou-se o diagnóstico de carcinoma anaplásico sem bócio associado.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON11

CORIOCARCINOMA EM HOMEM JOVEM: UM RELATO DE CASO

CARDOSO RODRIGUES, MARIANNE (HOSPITAL UNIMED RIO)
LIMA SOUTO SILVA, CLARIANA (HOSPITAL UNIMED RIO)
ANTONIO GARCIA JUNIOR, VALDIR (HOSPITAL UNIMED RIO)
CRISTINE SANTOS PEREIRA, BEATRIZ (HOSPITAL UNIMED RIO)
LUCIA RODRIGUES, ANA (HOSPITAL UNIMED RIO)
LEÃO FERREIRA NETO, ARMANDO (HOSPITAL UNIMED RIO)
O paciente índice, do sexo masculino e com 30 anos de idade, relatou sofrer de cefaleia intensa e momentos de […]

O paciente índice, do sexo masculino e com 30 anos de idade, relatou sofrer de cefaleia intensa e momentos de hemeralopia há cerca de um ano, perda ponderal importante nos últimos meses, procurou o serviço hospitalar devido a dor pleurítica à esquerda, tosse seca, febre e cansaço aos esforços. Foi realizada uma angiotomografia de tórax que revelou múltiplos nódulos e massas pulmonares, difusamente distribuídos por ambos os pulmões, alguns escavados, com sinais de invasão no mediastino anterior, de provável etiologia neoplásica. A ressonância magnética do crânio revelou lesões com sinal heterogêneo e realce pelo meio de contraste esparsas pelo parênquima cerebral com características sugestivas de implantes secundários. Os exames laboratoriais revelaram gonadotrofina coriônica humana de 132.276, desidrogenase lática de 806 e alfa-feto-proteína de 1,1. A biópsia pulmonar revelou tumor germinativo não seminomatoso, foi iniciada a quimioterapia durante a internação, mas o paciente evoluiu em poucos dias para insuficiência respiratória e posteriormente óbito.
O coriocarcinoma é um subtipo agressivo entre os tumores de células germinativas testiculares com prognóstico sombrio. Para tratar esses pacientes adequadamente, é imprescindível saber reconhecer as características do coriocarcinoma, incluindo a elevação da gonadotrofina coriônica humana em um homem jovem e o sangramento no interior das lesões metastáticas. Esses pacientes requerem tratamento precoce para aumentar sua chance de sobrevida.
Diante de todo o exposto concluímos que o paciente relatado apresenta uma neoplasia testicular rara em estágio metastático, com exames de imagem e histopatológico disponíveis para a ilustração e reconhecimento de casos que possam se assemelhar radiologicamente auxiliando o diagnóstico desta patologia.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON12

CARCINOMA NEUROENDÓCRINO DE PEQUENAS CÉLULAS PRIMÁRIO DO ENDOMÉTRIO: UM RELATO DE CASO

DE OLIVEIRA NETO, ARLINDO (HOSPITAL DE AMOR - BARRETOS)
OLIVEIRA DOMINGOS, ALINE (HOSPITAL DE AMOR - BARRETOS)
JUNQUEIRA TEIXEIRA LEITE, EDYANE (HOSPITAL DE AMOR - BARRETOS)
MARTORANO DE SANTIS, RAFAEL (HOSPITAL DE AMOR - BARRETOS)
PERIN, LEON (HOSPITAL DE AMOR - BARRETOS)
DIMAS SPADIN, MARCELO (HOSPITAL DE AMOR - BARRETOS)
O carcinoma neuroendócrino de pequenas células (CNPC) é um dos tumores mais agressivos do trato genital feminino. CNPC com origem […]

O carcinoma neuroendócrino de pequenas células (CNPC) é um dos tumores mais agressivos do trato genital feminino. CNPC com origem endometrial é muito raro, com menos de 50 casos relatados na literatura. Por esta raridade, pouco se sabe das particularidades dessa doença em relação aos CNPC mais comuns.
Neste trabalho relatamos um caso clínico-radiológico de CNPC primário do endométrio, em paciente com quadro clínico de sangramento vaginal contínuo em pequena quantidade por longa data, encaminhada para tratamento oncológico em nosso serviço, com biópsia endometrial revelando neoplasia pouco diferenciada.
O exame de ressonância magnética de estadiamento evidenciou massa endometrial expansiva e infiltrativa, hipovascular, com extensão ao canal endocervical e com infiltração de mais de 50% da espessura miometrial. Evidenciou também massa sólida infiltrativa na região anexial direita, com características semelhantes à lesão endometrial, acometendo o ovário e a tuba uterina, e com provável infiltração do retossigmoide, mantendo também contato com o íleo distal.
A paciente foi submetida a procedimento cirúrgico com histerectomia, salpingooforectomia bilateral e ressecção dos segmentos intestinais acometidos (retossigmoide e íleo).
Os estudos anatomopatológico e imuno-histoquímico das peças cirúrgicas concluíram por CNPC de provável sítio primário endometrial, com metástase anexial à direita.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON13

SARCOMA DE CÉLULAS DENTRITICAS E FOLICULARES NA REGIÃO CERVICAL: APRESENTAÇÃO DE RARO TUMOR

AMORIM AITA, ALESSANDRO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
PINTO SOBRAL, ANDRE (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
COSTA ARAUJO, GILBERTO BRUNO (HOSPITAL SÃO MARCOS)
SOUSA QUEIROZ, ODILO MATHEUS (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
MOREIRA DE SOUSA NETO, ANTONIO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
SARAIVA LEITAO VIANA, VANESSA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
Paciente de 60 anos, masculino, com histórico de nodulação em região supraclavicular direita, com aumento progressivo de tamanho, desde a […]

Paciente de 60 anos, masculino, com histórico de nodulação em região supraclavicular direita, com aumento progressivo de tamanho, desde a infância. Procurou assistência médica em 2019, após nodulação atingir tamanho considerável, tendo sido realizada cirurgia de esvaziamento cervical, com biópsia e imuno-histoquímica , cujo estudo foi compatível com Sarcoma de Células Dendríticas foliculares. Paciente não realizou seguimento com QT e RT adjuvantes, evoluindo com recidiva da lesão. Após cerca de 18 meses da ressecção apresentou ressurgimento da tumoração com ulceração e hemorragia. Novos exames de imagem foram realizados, sendo que a tomografia computadorizada do Pescoço demonstrou Formações nodulares expansivas formando conglomerado, de aspecto neoplásico, heterogênea com áreas hipodensas sugestivas de necrose/liquefação na região cervical direita, com epicentro na fossa supraclavicular, extensão para transição cervico-torácica (C4 a T1), medindo cerca de 13,7 x 13,3 x 8,2 cm. Havia relação anatômica de contato inferior da lesão em cerca de 180 graus com a artéria subclávia direita e tronco braquiocefálico, envolvimento circunferencial da veia jugular interna direita, e extensão parcial para o músculo esternocleidomastoideo ipsilateral, desvio da glândula tireoide e da traqueia para à esquerda. Em avaliação por equipe da Cirurgia de Cabeça e Pescoço, foi definido que lesão era irressecável, sendo indicada quimioterapia e radioterapia paliativas. A tomografia computadorizada de tórax demonstrou nódulos subpleurais pouco numerosos , linfonodopatia peri-hilar esquerda e nódulo subcapsular hepático e diafragmático.O sarcoma dentritico é rara neoplasia maligna que acomete mais freqüentemente acomete linfonodos, mas pode ocorrer em sítios extranodais, em especial região de cabeça e pescoço. Tal neoplasia tem importância devido ao seu baixo índice de suspeição tanto pelo clínico quanto pelo patologista.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON14

NEOPLASIA MALIGNA INDIFERENCIADA DE CÉLULAS PEQUENAS INTRA-ABDOMINAL ( FAMÍLIA EWING/PNET) : RELATO DE CASO COM CORRELAÇÃO CLINICA, RADIOLÓGICA E ANATOMOPATOLÓGICA

ALESSANDRO AMORIM AITA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
PEREIRA DINIZ,THIAGO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
SARAIVA LEITÃO VIANA, VANESSA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
PINHO SOBRAL, ANDRE LUIS (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
ROCHA BEZERRA, GERMILDES (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
JUNIOR, RAIMUNDO GERONIMO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
Paciente de 25 anos, sexo feminino, história de dor lombar baixa e em baixo ventre há 2 meses de moderada […]

Paciente de 25 anos, sexo feminino, história de dor lombar baixa e em baixo ventre há 2 meses de moderada intensidade, eventualmente com necessidade de atendimento em urgência. Apresentou perda de 10kg nos últimos 3 meses (em vigência de dieta). A tomografia computadorizada do abdome total demonstrou formação expansiva com aspecto infiltrativo acometendo difusamente o rim esquerdo com realce heterogêneo ao contraste promovendo aumento de volume renal e destruição arquitetural parenqumatosa, desviando contralateralmente a aorta, envolvendo parcialmente a artéria e veias renais esquerdas, associando-se múltiplas linfonodomegalias em cadeias paraórtica e satélites. A tomografia computadorizada do tórax demonstrou nódulos pulmonares de distribuição randômica, sugestivos de acometimento secundário. A Ressonância magnética da coluna torácica e lombossacra demonstrou múltiplas lesões ósseas disseminadas de D1 a S1 com acometimento de elementos posteriores em diversos niveis, associando-se fratura patológica de D12 e extenso componente de partes moles extra-ósseo à direita com invasão paravertebral , intra-canal e intra-foraminal (D11-D12 e D12-L1), sinais de compressão da medula espinhal no plano de D12, lesão óssea no pediculo vertebral esquerdo de D11 com componente de partes moles intra-canal na região anterior, sem compressão evidente, lesões ósseas nos processos espinhosos lombares de L3 a L5. Havia múltiplas lesões ósseas em bacia. A biópsia da massa intra-abdominal guiada por TC demonstrou ( macroscopia) múltiplos fragmentos irregulares de tecido de coloração acastanhada e consistência fibroelástica e a microscopia com neoplasia maligna indiferenciada de pequenas células com achados de proliferação de células pequenas e hipercromáticas, em arranjo difuso, e infiltrando tecido muscular., sem parênquima renal ou necrose, positividade forte e difusa, membranar, para CD99. Diante dos achados morfológicos e perfil imuno-histoquimico, a possibilidade de Sarcoma de Ewing (extraesquelético) deve ser considerada.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON15

TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES COM ACOMETIMENTO DO PERICÁRDIO

CARDOSO, BRUNO BASILIO (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER)
HONORATO, HIGOR SIQUEIRA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER)
NUNES, KELTON WEBERSON GURGEL (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER)
FRANÇA, ANA LUIZA BASÍLIO (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER)
LIMA, CAIO CÉSAR BRAGA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER)
BATISTA, TÂNIA LEITE (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER)
Introdução: O tumor de células granulares (TCG), também conhecido como tumor de Abrikosoff é um tumor incomum de partes moles, […]

Introdução: O tumor de células granulares (TCG), também conhecido como tumor de Abrikosoff é um tumor incomum de partes moles, sendo que apenas 2% são malignos, os locais mais comum são a língua e o dorso, sendo o acometimento do pericárdio raríssimo. Comumente se manifesta como uma lesão nodular, medindo entre 1 e 2cm de diâmetro, percebida pelo próprio paciente. Os casos em que há acometimento pericárdico requerem o rápido diagnóstico, pois a massa e o derrame pericárdico, comumente associado, podem levar ao tamponamento cardíaco e choque cardiogênico, condições potencialmente fatais.
Descrição do caso: Paciente de 69 anos, feminina, admitida com dor torácica leve, dispneia aos médios esforços, perda ponderal importante por hiporexia, eventualmente rosto avermelhado, sem edema. Portadora de hipertensão e asma. Tabagista, 11 maços/ano. História pessoal de tumor de células granulares maligno no dorso e paraesternal direita há 17 anos. Murmúrio vesicular reduzido na base pulmonar direita, sibilos esparsos na ausculta pulmonar, bulhas hipofonéticas, circulação colateral visível no tórax. A tomografia computadorizada mostrava massa pericárdica, heterogênea, com áreas hipodensas de permeio, de limites imprecisos, associada a derrame pericárdico e derrame pleural à direita. A ecocardiografia apresentava fração de ejeção de 12%. Foi feita a biópsia da lesão e o diagnóstico histopatológico foi de tumor de células granulares maligno.
Discussão: O diagnóstico do tumor de células granulares é difícil de ser feito radiologicamente, mas deve ser cogitado nos casos em que o paciente já apresentou esse tumor. Além de sugerir o diagnóstico, os exames de imagem servem para guiar a biópsia percutânea e para avaliar a extensão da doença. O diagnóstico definitivo é histopatológico e pela imunohistoquímica. Nesse caso, o diagnóstico foi feito através da comparação das lâminas atuais com as lâminas da lesão lombar e paraesternal direita e pela expressão da proteína S-100 na imunohistoquímica. As numerosas atipias celulares na histopatologia sugerem o comportamento maligno. O tratamento preconizado é a remoção cirúrgica da lesão, o que não foi possível nesse caso, sendo feito tratamento de suporte.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON16

ACOMETIMENTO DE MEDIASTINO ANTERIOR POR MELANOMA METASTÁTICO: UMA APRESENTAÇÃO ATÍPICA

GHIDINI BIAZUS, PAULA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
WILTGEN, ANDRESSA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
CASTRO DE AVILLA, THIAGO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
SANTOS, TAINAÊ (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
FERREIRA VIEGAS, TIAGO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
CALDART TREGNAGO, ALINE (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
Introdução: O nevo melanocítico congênito gigante (NMCG) ocorre em 1: 20.000 recém-nascidos, e o risco de transformação maligna ao longo […]

Introdução: O nevo melanocítico congênito gigante (NMCG) ocorre em 1: 20.000 recém-nascidos, e o risco de transformação maligna ao longo da vida é 2 a 5%. Diante dessa premissa, relatamos um caso raro de NMCG com transformação maligna e metástase em mediastino anterior. Ressaltamos também a importância da tomografia computadorizada (TC) como exame de escolha para investigação precoce. Descrição: Paciente feminina, 7 anos, procura a emergência do hospital por prostração, dores difusas, perda de peso e alterações hematimétricas nos exames laboratoriais. História prévia de NMCG envolvendo a cintura pélvica e raiz das coxas, com formato “em calção de banho”. Mantinha revisão semestral com biópsias seriadas, cujos anatomopatológicos desde o início do acompanhamento mostravam ausência de sinais de malignização. Durante a investigação, realizou TC de tórax e abdome, as quais constataram formação expansiva, localizada no mediastino ântero-superior, com áreas hipodensas centrais, realce heterogêneo ao meio de contraste, medindo cerca de 7,9 x 6,9 x 3,4 cm, de diagnóstico inespecífico. Levando em consideração a idade e a localização de tal alteração, a hipótese principal sugerida foi doença linfoproliferativa. Achados adicionaisdo exame de imagem tornavam essa suposição menos provável, entre os quais, nódulos pulmonares com densidade de partes moles, múltiplos nódulos hepáticos hipovasculares e linfonodomegalias abdominais e inguinais. Essas alterações divergentes, somadas à história pregressa de NMCG, apontavam o MM como diagnóstico diferencial. Dando prosseguimento, foi submetida à biópsia de linfonodo inguinal, sendo compatível com MM. Concluiu tratar-se de doença metastática secundária a transformação maligna de NMCG, sendo optado pelo manejo paliativo da paciente. Discussão: Os locais mais comuns de MM são o parênquima pulmonar, o fígado e o sistema nervoso central. O acometimento dos linfonodos do mediastino anterior é infrequente, e depende da localização da lesão primária e da sua drenagem linfática. Os diagnósticos diferenciais iniciais a serem considerados em doenças do mediastino anterior são linfoma, doença granulomatosa e/ou infecciosa (sarcoidose, tuberculose), timoma, bócio subesternal e os tumores de células germinativas. Em crianças, a causa mais prevalente é o linfoma. Apesar de raro, a alta agressividade do MM justifica o acometimento de locais imprevistos em exames de imagem, apresentando poucos relatos na literatura.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON17

TUMOR MUCINOSO DE APÊNDICE CECAL

GUIDA, GIOVANA ROCHA (UNITPAC-ARAGUAÍNA)
SRIKPKA, GUILHERME NUNES (UNITPAC-ARAGUAÍNA)
BRINGEL, SHENIA LAUANNA OLIVEIRA REZENDE (IMED- PATOLOGIA)
QUINTA, MAYRA CARNEIRO DE BRITO (CLÍNICA DA IMAGEM DO TOCANTINS)
Objetivo: Relatar o caso de um paciente diagnosticado com Cistoadenoma Mucinoso de alto grau, cuja primeira manifestação se deu na […]

Objetivo: Relatar o caso de um paciente diagnosticado com Cistoadenoma Mucinoso de alto grau, cuja primeira manifestação se deu na forma de apendicite aguda, sendo submetido a apendicectomia e hemicolectomia direita em hospital público. Método: as informações foram obtidas por meio de revisão do prontuário, entrevista com o paciente, registro fotográfico dos métodos diagnósticos aos quais o paciente foi submetido e revisão da literatura. Considerações finais: o caso relatado e publicações levantadas trazem à luz a discussão acerca da situação complexa que é a o Cistadenoma Mucinoso Apendicular, evidenciando a importância do seu diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico para o aumento da sobrevida dos pacientes afetados.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON18

TUMOR DE CÉLULAS DA GRANULOSA DO TIPO ADULTO, DE APRESENTAÇÃO SÓLIDA, RELATO DE CASO.

GEORGETO FREIRE, FLAVIA. (IRMANDADE SANTA CASA DE LONDRINA)
DE PAULI ESTRELA, MARIANA. ()
MIYAZAKI YOSHIDA, MARCELO. ()
EIKO ARANDA LOPES MAKIYAMA, MELANIE. ()
Introdução: Os tumores estromais de cordão sexual, que incluem tumores de células da granulosa, são responsáveis por 6% de todas […]

Introdução:
Os tumores estromais de cordão sexual, que incluem tumores de células da granulosa, são responsáveis por 6% de todas as neoplasias ovarianas. Este relado de caso é referente ao tumor de células da granulosa, que representam 2% das neoplasias ovarianas, sendo responsável pelo maior grupo de tumor ovariano produtor de hormônio e demonstram diferentes formas de apresentação nos aspectos de imagem, sendo a forma sólida, então relatada, a menos comum.
Relato de caso:
Paciente do sexo feminino, 63 anos, assintomática, apresentou como achado incidental em tomografia de abdome nódulo sólido heterogêneo no ovário direito, com áreas hiperdensas de permeio por provável conteúdo hemorrágico e sem realce significativo, além de útero aumentado de volume com distensão líquida no seu interior. Marcadores tumorais sem alterações. A ressonância de pelve, apresentou-se com sinal predominantemente baixo em T1 e T2, sem restrição a difusão, sem realce significativo, associado a espessamento endometrial.
A anatomia patológica foi evidenciada neoplasia de padrão sólido do ovário direito composta por ninhos de células grandes e vesiculares com citoplasma ora claro, ora eosinofílico com o estudo imuno-histoquímico exibindo positividade para os marcadores compatíveis com tumor de células da granulosa do tipo adulto. O endométrio não foi evidenciado presença de malignidade.
Discussão:
O tumor de células da granulosa acomete mulheres na peri ou pós menopausa, apresentando-se assintomáticos ou mais comumente com sangramento uterino anormal.
Os TCG do tipo adulto, formam massas multicísticas, que contém liquido aquoso ou mais frequentemente fluido com hemorragia intracística e até sangue coagulado, traduzindo-se aos achados de imagem que na ressonância magnética apresenta cistos internos tipo ‘queijo suíço’ e/ou cisto multilocular, podendo ter aumento de sinal devido ao componente hemorrágico ou mesmo nível fluido-fluido. As septações espessas podem ter baixa intensidade de sinal. A apresentação de massa cística unilocular ou massa totalmente solida são incomuns, como semelhante ao caso. O útero pode se apresentar dilatado com endométrio hiperintenso e espessado.
O diagnóstico diferencial se faz com tumores epiteliais do ovário, que geralmente se apresentam em estágios mais avançados com disseminação peritoneal, cisto ovariano hemorrágico ou mesmo fibrotecoma/fibroma que também podem estar associado a espessamento endometrial.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ONCOLOGIA

ON19

ASPECTOS TOMOGRÁFICOS DAS INVASÕES LOCAIS DA NEOPLASIA DE RETO

EIITI WATABE, BRUNO (HOSPITAL HELIOPOLIS)
DE PAULA RIBEIRO FIGUEIREDO, LEONARDO (HOSPITAL HELIOPOLIS)
SHIMIDU, HENRIQUE (HOSPITAL HELIOPOLIS)
GONÇALVES NASCIMENTO JUNIOR, IVALTO (HOSPITAL HELIOPOLIS)
MARÍLIA SILVA ABREU MOTA, ALICE (HOSPITAL HELIOPOLIS)
O câncer de reto representa a terceira neoplasia mais frequente nos homens e a segunda nas mulheres, mundialmente. O seu […]

O câncer de reto representa a terceira neoplasia mais frequente nos homens e a segunda nas mulheres, mundialmente. O seu prognóstico é diretamente relacionado ao seu estadiamento local e à distância, que se baseiam na infiltração do mesorreto, acometimento dos órgãos adjacentes e à distância e disseminação linfonodal.
A Imagem por Ressonância Magnética (IRM) cumpre papel fundamental no estadiamento local dessas neoplasias, já que o uso clínico da tomografia computadorizada (TC) para estadiamento local é limitado, com precisão relatada de cerca de 70% atribuível à atenuação semelhante entre o tumor e o tecido visceral normal. Porém, a IRM é um método caro e não disponível na maioria dos centros, sendo a TC um método amplamente utilizado para avaliação da infiltração tumoral avançada de órgãos adjacentes quando instaurados sintomas que sugiram esses acometimentos.
A redução do espaço pélvico em relação à cavidade abdominal faz com que exista uma confluência das estruturas nessa região, dessa forma torna-se facilitado o contato do tumor com órgãos adjacentes e consequentemente maior a taxa de invasão local. Em instituições do sistema público, os pacientes no geral possuem um menor nível socioeconômico e de instrução, portanto muitos acabam procurando auxílio médico apenas quando muito sintomáticos ou até mesmo acabam perdendo o seguimento terapêutico do câncer, atingindo estádios avançados com maior frequência.
As invasões locais podem ser suspeitadas quando observados sintomas como incontinência fecal e urinária, exteriorização de conteúdo fecal pelo sistema geniturinário, quadros álgicos locais, limitação de movimento da cintura pélvica, exacerbação dos sintomas paraneoplásicos e da própria doença de base. Nesse contexto, a TC pode ser um instrumento útil para avaliação inicial do acometimento local em estágio avançado do tumor retal, visto que muitos chegam ao serviço no contexto de pronto-socorro, sendo a utilização do contraste iodado por via endovenosa e retal instrumentos de grande valia nesses exames.
No presente trabalho, apresentamos diversas imagens que demonstram os mais variados acometimentos locais possíveis da neoplasia de reto, entre eles a invasão do útero, parede vaginal posterior, bexiga, próstata e uretra, extensão cranial para o cólon sigmoide e caudal para canal anal, musculatura elevadora do ânus e sacro.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON20

SARCOMA SINOVIAL DE PULMÃO: RELATO DE NEOPLASIA PRIMÁRIA PULMONAR RARA

MICHELON MENETRIER, MARINA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
VIELHUBER PAZ, SILVANA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
GHIDINI BIAZUS, PAULA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
ZENI, RICARDO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
SCATOLA, FERNANDA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
SANTOS, TAINAÊ (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
INTRODUÇÃO: O sarcoma sinovial primário de pulmão é uma neoplasia maligna do tecido mesenquimal. Os exames de imagem fornecem características […]

INTRODUÇÃO: O sarcoma sinovial primário de pulmão é uma neoplasia maligna do tecido mesenquimal. Os exames de imagem fornecem características tumorais inespecíficas, que dificultam a identificação precoce. Logo, o diagnóstico só pode ser firmado após biópsia compatível e escaneamento corporal negativo para tumores sinoviais de extremidades. Esse relato visa descrever um caso raro de sarcoma sinovial primário de pulmão e as alterações encontradas, com vistas a contribuir com dados da literatura sobre o detalhamento tumoral. DESCRIÇÃO: Mulher, 40 anos, procurou atendimento médico por dor torácica associada a perda ponderal importante. Realizou uma tomografia computadorizada (TC), a qual demonstrou uma formação expansiva, com contornos lobulados, estrias atelectásicas adjacentes e densidade de partes moles. Esta massa estava localizada no segmento basilar posterior do lobo inferior direito, medindo aproximadamente 3,1 x 3,1 x 3,7 cm, causando abaulamento da fissura oblíqua e mantendo íntimo contato com a transição das artérias lobar e interlobar do mesmo segmento. As TCs contrastadas abdominal e pélvica não evidenciaram focos de doença. DISCUSSÃO: O sarcoma sinovial é uma neoplasia de partes moles. Foi denominado inicialmente devido a predileção pelo acometimento justa-articular de extremidades. No entanto, a ocorrência em locais atípicos, como o pulmão, estabeleceu o tecido mesenquimal como sua origem histológica. O sarcoma sinovial primário de pulmão é uma patologia rara, de caráter agressivo, sendo responsável por menos de 0,5% dos tumores malignos pulmonares. É mais prevalente em adolescentes e adultos jovens, e não tem associação com exposição ao tabagismo. A característica tumoral mais vista na TC é uma massa intraparenquimatosa de contornos lobulados, podendo ser subpleural, e estar associada a calcificações e derrame pleural. A ressonância magnética é usada de forma complementar para melhorar a caracterização dessas lesões, identificando-se um tumor com margens nítidas, com sinal heterogêneo nas imagens ponderadas em T1 e T2 devido a presença de hemorragia, necrose e áreas císticas. Diante do exame de imagem, deve-se prosseguir com anatomopatológico e imunohistoquímica, além do rastreamento de tumores extrapulmonares. Tal investigação visa excluir a possibilidade da lesão pulmonar ser uma metástase de um sarcoma sinovial de extremidade, condição mais comumente encontrada.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON21

RABDOMIOSSARCOMA BOTRIÓIDE DO UTERO ASSOCIADO A PROLAPSO UTERINO.

MELLO, V. C. (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAI)
WAI, V. T. ()
CARMINATTI, P. H. ()
FEITOSA, L. R. D. S ()
BRENNER, M. B. ()
RODRIGUES, W. M ()
O rabdomiosarcoma corresponde de 3 a 5% de todas as doenças malignas na infância, de forma que dentre as suas […]

O rabdomiosarcoma corresponde de 3 a 5% de todas as doenças malignas na infância, de forma que dentre as suas apresentações o subtipo embrionário é responsavel por 50-70% dos casos, sendo este dividido em células fusiforme, botrióide e anaplásico. Tendo como o trato genitourinário o terceiro local mais acometido atrás de cabeça e pescoço . O caso relatado busca trazer uma apresentação atípica dessa neoplasia associado a uma revisão bibliográfica do rabdomiossarcoma botrióide.
Paciente sexo feminino, 23 anos, com extrusão de massa tumoral via vaginal associado a anemia grave. Exames anteriores demonstram volume uterino normal, com controle 2 meses após com volume uterino de 591,2 cc. Prosseguindo investigação diagnóstica com Ressonância magnética (RM), apresentando extrusão uterina e vaginal total, com volumosa lesão solido-cistica heterogênea uterina (volume estimado de 500cc), com hipersinal em T2, áreas hemorrágicas de permeio e padrão hipervascular, sem extensão as estruturas adjacentes. Após realização de histerectomia associado a salpingectomia bilateral e retirada de terço proximal da vagina, o diagnóstico de rabdomiossarcoma embrionário ( botrióide) é confirmado.
O subtipo Botrioide é o mais comumente achado nos acometimentos genitourinarios, com intima relação com a idade do paciente, sendo localizado na vagina durante a primeira infância, no colo do útero durante a fase reprodutiva ativa e no corpo do útero em pacientes na pós-menopausa. A apresentação tomográfica e pela RM pode ser inespecifica devido a presença de hemorragia, necrose ou alteração mixóide. Sarcomas de partes moles geralmente se apresentam isointensos em T1, com grau variável em T2, e padrão hipervascularizado. Ressalta-se que o subtipo botrióide possue uma caracteristica polipóide que pode auxiliar na sua diferenciação, porém o papel radiológico nestas patologias é afastar a disseminação e extensão para estruturas adjacentes, visto que é o principal fator prognóstico nestes casos.
Devido à epidemiologia da faixa etária mais acometida, esta patologia representa um desafio de manejo, visando preservar a função hormonal, sexual e reprodutiva. Deste modo, os metódos de imagem são importantes no diagnóstico, estadiamento e pós tratamento.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON22

TUMOR MALIGNO DA BAINHA DE NERVO PERIFÉRICO EM CAVIDADE ABDOMINAL: RELATO DE CASO

ALMEIDA, RAFAELA VERAS DE (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
GUIMARÃES, VIVIANNE DE PAULA REIS (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
SOUZA, SOANE CRISTINA SILVEIRA DE (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
LEITE, LETICIA SANCHES (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
BARROS, RAMONA CARVALHO (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
PEREIRA, BRUNO ALBERTO FALCÃO (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
O Tumor Maligno da Bainha de Nervo Periférico (TMBNP) é um sarcoma extremamente raro e muito agressivo com origem em […]

O Tumor Maligno da Bainha de Nervo Periférico (TMBNP) é um sarcoma extremamente raro e muito agressivo com origem em nervos periféricos ou cranianos, que afeta tipicamente o retroperitônio, o mediastino e as vísceras. Manifesta-se como massa dolorosa de crescimento rápido, com ou sem sintomas neurológicos associados.
Paciente do sexo masculino, 24 anos, com lombalgia irradiada para flanco à esquerda. Ao exame físico, apresentava lesão de cor parda em flanco esquerdo com crescimento progressivo durante três meses. Antecedente pessoal de ressecção cirúrgica de Neurofibroma em região cervical, devido compressão medular.
A Tomografia Computadorizada do abdome evidenciou lesão expansiva medindo 29,6 x 19,2 x 16,4 cm, localizada profundamente na parede abdominal, infiltrando retroperitônio, rechaçando estruturas viscerais adjacentes e determinando lise do 11º e 12º arcos costais à esquerda, com discreto realce ao meio de contraste endovenoso. Notava-se ainda múltiplas formações nodulares amorfas, intra e retroperitoneais.
Foi submetido à ressecção cirúrgica parcial, com o material enviado para análise histopatológica e imuno-histoquímica. Demonstrou neoplasia maligna fusocelular de alto grau, com áreas de necrose e mitoses atípicas. A imuno-histoquímica favoreceu o diagnóstico de TMBNP. Também, foi descrito segmentos teciduais paravertebrais compatíveis com Neurofibromas.
Na Imagem por Ressonância Magnética do tórax, realizada após o procedimento cirúrgico, a lesão remanescente exibiu hipossinal nas sequências ponderadas em T1, intermediário a alto em T2 e restrição a difusão.
O paciente possuía histórico de lesão cervical do tipo neurofibroma, localização habitual dos tumores plexiformes, característica única da Neurofibromatose Tipo 1 (NF1). Apesar do diagnóstico de NF1 não constar nos registros hospitalares, a sua hipótese é aceita visto que o risco de desenvolver um TMBNP em um paciente com esta condição é de 8 a 13%, surgindo de neurofibromas plexiformes preexistentes, ao passo em que o TMBNP é extremamente raro na ausência desta condição.
A rápida progressão do Tumor Maligno da Bainha de Nervo Periférico e seu impacto no sucesso do tratamento, além da sua rara incidência, demonstram a importância do diagnóstico precoce e o conhecimento desta entidade por parte dos médicos radiologistas.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON23

TERATOMA OVARIANO BILATERAL PELA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: A DIFUSÃO FAZ DIFERENÇA?

DA SILVA SOARES, BRUNO RITCHELY (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
DIAS DE SOUZA, GLEIM (DIGIMED RADIOGRAPH)
GOMES DE SOUZA, GABRIELA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
MARTINS, REBECA JULIANA MACEDO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
SANTOS, IVANNA SILVEIRA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
VASCONCELOS DE MENEZES, ERICO ALEXANDRO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
As neoplasias ovarianas são comuns em mulheres em idade fértil, sendo o teratoma cístico maduro o tumor ovariano mais comumente […]

As neoplasias ovarianas são comuns em mulheres em idade fértil, sendo o teratoma cístico maduro o tumor ovariano mais comumente encontrado, com uma prevalência de 20% de todos os tumores ovarianos em adultos e 50% em crianças. Embora comum, teratoma cístico maduro, tem poucos casos relatados como bilaterais ou múltiplos.
A transformação maligna pode ocorrer com uma incidência de 1,5-2% dos teratomas císticos maduros (MCT), sendo geralmente carcinoma de células escamosas. Outras transformações malignas são menos comuns. Por seu quadro clínico ser geralmente assintomático, sua detecção geralmente é incidental, contudo, pode predispor a casos de torção ovariana, que é um diagnóstico de dor pélvica aguda.
Nos exames de imagem é visto como nódulo ou massa nas regiões anexiais, podendo ou não conter calcificação, com componente lipídico central característico. Embora esses achados sejam típicos de teratoma cístico maduro e bem conhecidos pelos radiologistas, podem existir vários aspectos atípicos na imagem da lesão que podem ser um desafio diagnóstico, sendo confirmado através do estudo histopatológico pós-operatório. Dessa forma é necessário o uso de mais ferramentas diagnósticas para uma melhor elucidação dos casos, como a sequência da difusão.
Este artigo ilustra um relato de caso com imagens de teratoma cístico ovariano maduro, bilateral, visualizado através da Ressonância Magnética com emprego da difusão para seu diagnóstico.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON24

FATORES PROGNÓSTICOS DESFAVORÁVEIS EM GIST GÁSTRICO AGRESSIVO

DA SILVA SOARES, BRUNO RITCHELY (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
SANTOS, IVANNA SILVEIRA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
MARTINS, REBECA JULIANA MACEDO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
GOMES DE SOUZA, GABRIELA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
LAMOUNIER, AMANDA BORGES (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
SOARES, MAYRA VELOSO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
Relato de caso de um paciente de 55 anos, masculino, com queixa de mialgia, febre, dor abdominal, perda ponderal aguda […]

Relato de caso de um paciente de 55 anos, masculino, com queixa de mialgia, febre, dor abdominal, perda ponderal aguda de 10 Kg e evacuações com coloração enegrecida de odor fétido. O exame físico dirigido não demonstrou alterações, mas foi sugerida investigação por endoscopia digestiva alta e tomografia computadorizada do abdome com contraste, que mostrou uma massa ulcerada que comprometia difusamente o estômago, sobretudo o antro, com componente endofítico, além de distensão gástrica com configuração de nível líquido. Notavam-se ainda massas polipoides e endofíticas na região do fundo gástrico, e comprometimento do antro e piloro com ulcerações profundas.
Foi realizada a programação cirúrgica, mas o paciente evoluiu com COVID-19 e teve uma piora respiratória importante. Após melhora do quadro, foi solicitada nova tomografia de abdome com contraste, três meses depois do exame inicial, que evidenciou uma massa muito mais volumosa que a observada no exame prévio, com comprometimento crânio-caudal mais extenso, que se insinuava para a cavidade torácica, comprimindo o mediastino e promovendo espessamento e derrame pleural, provavelmente paraneoplásico, à esquerda. Notava-se ainda que a massa era mais sólida, com menos ulcerações. Provável invasão do baço, sem plano de clivagem com o pâncreas, lobo hepático esquerdo e artérias e veias mesentérica superiores, além de envolvimento da gordura perigástrica e pequena ascite.
O estudo histopatológico e imuno-histoquímico evidenciou uma doença maligna de alto grau e positividade dos marcadores c-KIT, CD34 e DOG-1, que são altamente específicos para o diagnóstico de GIST, que nesse caso se apresentou com padrão morfológico epitelioide, e extensa atividade mitótica. O tamanho do tumor, o subtipo e a intensa quantidade de mitoses foram os principais fatores que desfavoreceram o prognóstico.
A escolha desse relato de caso se deu devido à evolução dramática e não usual de um GIST, tumor estromal mais comum do trato gastrointestinal, e por se tratar de um subtipo, o epitelioide, não sendo comumente observado na maioria dos casos. Além disso, relata a dificuldade dos pacientes, sobretudo os oncológicos, em iniciarem e aderirem ao tratamento devido ao cenário atual da pandemia de COVID-19.
O trabalho tem como objetivo revisitar os achados tomográficos do GIST, sobretudo do subtipo epitelioide, e analisar suas correlações histopatológicas e imuno-histoquímicas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ONCOLOGIA

ON25

AVALIAÇÃO IMAGINOLÓGICA DAS ALTERAÇÕES PÓS ACTÍNICAS NA REGIÃO PÉLVICA

DUTRA, ISABELA MELO (UFES)
GONÇALVES, DAMARIS VERSIANI CALDEIRA (HOSPITAL ALBERT EINSTEIN)
A radioterapia pélvica, para tratamento de neoplasias malignas, como de carcinoma da próstata, reto, bexiga ou colo do útero podem […]

A radioterapia pélvica, para tratamento de neoplasias malignas, como de carcinoma da próstata, reto, bexiga ou colo do útero podem evoluir com lesões em estruturas e tecidos loco-regionais previamente sadios provocando endarterite obliterante, com isquemia tissular e desenvolvimento de lesões actínicas. A gravidade e acometimento secundário são diretamente proporcional à dose, volume, número de frações e tempo entre as sessões de radioterapia. Tem se observado cada vez mais com o emprego da radioterapia pélvica e consequentemente o aumento da incidência de lesões actínicas agudas ou crônicas retais, vesicais, para outros órgãos pélvicos, estruturas ósseas, musculares, tecido subcutâneo, podendo gerar até fístulas e estenoses. É imprescindível que o médico radiologista tenha a habilidade técnica para identificar tais alterações e diferenciá-las de outras entidades patológicas. O objetivo do trabalho é apresentar variadas formas de alterações actínicas da região pélvica, identificadas em nosso serviço.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ONCOLOGIA

ON26

AVALIAÇÃO IMAGINOLÓGICA DAS ALTERAÇÕES ACTÍNICAS NA REGIÃO PÉLVICA

MELO DUTRA, ISABELA (UFES)
VERSIANI CALDEIRA GONÇALVES, DÂMARIS (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
A radioterapia pélvica, para tratamento de neoplasias malignas, como de carcinoma da próstata, reto, bexiga ou colo do útero podem […]

A radioterapia pélvica, para tratamento de neoplasias malignas, como de carcinoma da próstata, reto, bexiga ou colo do útero podem evoluir com lesões em estruturas e tecidos loco-regionais previamente sadios provocando endarterite obliterante, com isquemia tissular e desenvolvimento de lesões actínicas. A gravidade e acometimento secundário são diretamente proporcional à dose, volume, número de frações e tempo entre as sessões de radioterapia. Tem se observado cada vez mais com o emprego da radioterapia pélvica e consequentemente o aumento da incidência de lesões actínicas agudas ou crônicas retais, vesicais, para outros órgãos pélvicos, estruturas ósseas, musculares, tecido subcutâneo, podendo gerar até fístulas e estenoses. É imprescindível que o médico radiologista tenha a habilidade técnica para identificar tais alterações e diferenciá-las de outras entidades patológicas. O objetivo do trabalho é apresentar variadas formas de alterações actínicas da região pélvica, identificadas em nosso serviço.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON27

MESOTELIOMA PERITONEAL MALIGNO: RELATO DE CASO

JUNIOR, AILTON FERREIRA (FACULDADE DE MEDICINA DO ABC)
DE AZEVEDO, RODRIGO PINTO (FACULDADE DE MEDICINA DO ABC)
CAMPOS, ZELIA MARIA DE SOUSA (FACULDADE DE MEDICINA DO ABC)
DE CASTRO, CLAUDIO CAMPI (FACULDADE DE MEDICINIA DO ABC)
Paciente sexo masculino, 60 anos, trabalhador da construção civil, tabagista e etilista, apresentou há 1 ano e 6 meses, evoluindo […]

Paciente sexo masculino, 60 anos, trabalhador da construção civil, tabagista e etilista, apresentou há 1 ano e 6 meses, evoluindo com hiporexia e ascite. Na tomografia computadorizada, notou-se espessamento irregular do peritônio. Ao prosseguir investigação, obteve-se o diagnóstico de mesotelioma peritoneal.
O Mesotelioma peritoneal maligno é uma neoplasia maligna primária que se origina das células do mesotélio, camada que reveste o peritônio. É um tumor raro, com incidência de cerca de 1-2 casos em cada milhão de habitantes por ano, sendo que o atingimento peritoneal isolado se limita a 10-20% dos casos. Sua incidência é mais comum em homens (2: 1), com idades entre os 40 e 70 anos.
O quadro clínico é variado, podendo manifestar-se por dor abdominal, ascite, massa abdominal ou alterações do trânsito intestinal. A inespecificidade de achados clínicos, radiológicos e histológicos leva, frequentemente, ao diagnóstico tardio.
Na tomografia computadorizada, observamos massas peritoneais ou omentais, com invasão direta de vísceras abdominais, especialmente o fígado e cólon, além disso, há espessamento nodular irregular peritoneal e omental, progredindo para aglomeração omental e ascite.
O diagnóstico é confirmado através da biópsia de peritônio, sendo a imuno-histoquímica importante no diagnóstico diferencial definitivo (positivos para calretinina e negativos para o antígeno carcinoembrionário (CEA))
 O tratamento com intenção curativa atualmente envolve uma combinação de cirurgia citostática (ressecção visceral e peritonectomia) com quimioterapia intraperitoneal hipertérmica em doentes específicos (jovens, bom estado geral, baixo volume tumoral), proporcionando sobrevida de 5 anos em mais de 50% dos doentes. Já o tratamento paliativo com quimioterapia, a sobrevida média não atinge 1 a 2 anos
Uma vez que os achados radiológicos muitas vezes são inespecíficos, este trabalho tem o objetivo de atentar o médico radiologista à inclusão deste diagnóstico diferencial frente ao achado de massa abdominal. Possibilitando um diagnóstico precoce e um melhor prognóstico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

ONCOLOGIA

ON28

MIELOMA MÚLTIPLO E OS MÉTODOS DIAGNÓSTICOS POR IMAGEM: PATOLOGIA DE GRANDE IMPORTÂNCIA CLÍNICA

DE AZEVEDO, RODRIGO PINTO (FACULDADE DE MEDICINA DO ABC)
JUNIOR, AILTON FERREIRA (FACULDADE DE MEDICINA DO ABC)
CAMPOS, ZELIA MARIA DE SOUZA (FACULDADE DE MEDICINA DO ABC)
DE CASTRO, CLAUDIO CAMPI (FACULDADE DE MEDICINA DO ABC)
O Mieloma Múltiplo é causado pela infiltração e proliferação de células plasmáticas monoclonais malignas, principalmente na medula óssea. É o […]

O Mieloma Múltiplo é causado pela infiltração e proliferação de células plasmáticas monoclonais malignas, principalmente na medula óssea. É o segundo câncer hematológico mais comum e neoplasia óssea maligna primária mais frequente em adultos.
As principais manifestações do Mieloma Múltiplo receberam a sigla CRAB e ocorrem, principalmente, devido a infiltração de células plasmáticas monoclonais malignas provenientes da medula óssea: hipercalcemia (C) e destruição óssea (B), devido a um hiperativação de osteoclastos; insuficiência renal, principalmente causado por cadeias leves monoclonais que afetam os rins (R); e anemia (A).
De todos os pacientes com Mieloma Múltiplo, 80-90% desenvolvem doença óssea, sendo a vértebra, o local mais comum. A detecção de lesões ósseas e da medula óssea é crucial na investigação do Mieloma Múltiplo e muitas vezes dita a decisão de iniciar o tratamento.
Para detecção das lesões, a pesquisa esquelética com radiografias convencionais, embora a técnica mais disseminada devido menor custo e maior facilidade, tem menor sensibilidade em relação aos outros métodos de imagem. Atualmente a ênfase maior é por meio da Tomografia computadorizada de corpo inteiro em baixa dose, o PET / CT e Ressonância Magnética de corpo inteiro, fornecendo a oportunidade não apenas para determinar a destruição óssea, mas também para avaliar a carga tumoral e a doença em atividade.
O objetivo deste estudo é apresentar as formas mais frequentes de apresentação do Mieloma Múltiplo, seus mais recentes métodos de avaliação por imagem, e deste modo, atentar como diagnóstico diferencial na rotina radiológica.

RELATO DE CASO

ONCOLOGIA

ON29

LIPOSSARCOMA INTRAPERITONEAL - RELATO DE CASO

TABOSA LOUREIRO ALVES, CAMILA (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
SILVEIRA DE SOUZA, SOANE CRISTINA (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
FALCÃO PEREIRA, BRUNO ALBERTO (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
BARROSO DA SILVA, MATEUS DE GRISE (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
SILVA DE AGUIAR RAMOS, AMANDA LUIZA (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
MAUES SACRAMENTO, RAQUEL DE MARIA (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
Os lipossarcomas são tumores malignos do tecido adiposo e o tipo mais frequente de sarcoma de partes moles, sendo incomum […]

Os lipossarcomas são tumores malignos do tecido adiposo e o tipo mais frequente de sarcoma de partes moles, sendo incomum a apresentação intraperitoneal. Desta forma, o objetivo do presente relato é expor uma forma rara desta neoplasia e seus achados pelos métodos de imagem.
Sexo masculino, 52 anos, procurou atendimento de urgência para dor e crescimento de massa abdominal, há 5 meses. Foi solicitado TC com contraste do tórax e abdome, que mostrou
formação expansiva intraperitoneal, com componentes de densidade de partes moles e adiposa, volume de 5200ml, se estendendo do hipocôndrio esquerdo até a pelve ipsilateral. A lesão não apresentava plano de clivagem com o pâncreas, desviando-o posteriormente, além de rechaçar alças intestinais e envolver artéria mesogastrica inferior, poupando tronco celíaco e artéria mesogástrica superior. Tais achados foram condizentes com lipossarcoma, confirmado posteriormente com histopatológico de biópsia como sarcoma mesenquimal inespecífico
Os sarcomas primários do peritônio e mesentério são raros e menos frequentes do que aquele que se originam do retroperitônio. Com certa frequência, essas lesões são volumosas e infiltrativas, estendendo-se de um compartimento abdominal para o outro.
Os lipossarcomas são normalmente encontrados em adultos entre 40 e 60 anos e sua apresentação clínica varia de acordo com a localização, geralmente relacionados a vago desconforto quando intra-abdominal ou intratorácico. O seu diagnóstico pode ser suspeitado na presença de volumosa massa heterogênea com densidade de gordura.
Os achados da TC variam dependendo do grau e da quantidade de tecido adiposo. Aqueles que favorecem o diagnóstico de lipossarcoma em vez de lipoma incluem: atenuação não homogênea, com evidências de quantidades significativas de tecido mole dentro da massa gordurosa, má definição de estruturas adjacentes, evidência de infiltração ou invasão de estruturas mediastinais, e calcificação.
A aparência na RM, assim como a TC, varia dependendo do tipo de tumor. Lesões de baixo grau (lipomas atípicos) são quase inteiramente caracterizados por sinais de gordura com septos espessos, realce ou evidência de invasão local. As lesões de alto grau geralmente são desprovidas de gordura macroscópica e têm aparência semelhante a outros sarcomas.

Patrocinadores