Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR01

TROMBOSE VENOSA DURAL COM HEMORRAGIA SUBARACNOIDE: RELATO DE CASO

COIMBRA DA CRUZ, MARINA (IRMANDADE SANTA CASA DE FERNANDÓPOLIS E CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
MARJORY ZONTA MORETI, RAISSA (IRMANDADE SANTA CASA DE FERNANDÓPOLIS E CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
TOMMY IYDA EGASHIRA, RAFAEL (CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
DE PAULA PANSANI, JOÃO LUIS (CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
MOREIRA DA CRUZ, THIAGO (IRMANDADE SANTA CASA DE FERNANDÓPOLIS E CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
GONÇALVES CAMPANHA, FÁBIO VINÍCIUS (CENTRO REGIONAL DE IMAGEM DE JALES)
Introdução: A trombose venosa dural (TVD) associada a hemorragia subaracnoide (HSA) é infrequente e raramente relatada na literatura. Relatamos o […]

Introdução: A trombose venosa dural (TVD) associada a hemorragia subaracnoide (HSA) é infrequente e raramente relatada na literatura. Relatamos o caso, incluindo características clínicas e achados de imagem por Ressonância Magnética (RM) que devem incitar a possibilidade de associação destas condições, que, embora infrequente, modificam o manejo clínico do paciente. Descrição do caso: Mulher, 55 anos, com cefaleia pulsátil há dois meses, tonturas e náuseas progressivas, com piora aguda significativa. Nega trauma ou febre. Antecedentes pessoais patológicos negativos. Exames clínico e laboratorial sem alterações significativas. Exame neurológico normal, sem meningismo ou déficit focal. Angiorressonância magnética venosa do encéfalo evidenciou trombose venosa dural no seio transverso esquerdo e HSA occiptoparietal ipsilateral. Discussão: A TVD constitui 1-2% de todos os acidentes vasculares cerebrais em adultos e raramente associa-se com HSA. A incidência estimada por alguns autores desta associação é de cerca de 3-4% dos casos de TVD. A TVD tem um amplo espectro de manifestações clínicas que variam de cefaleia com papiledema e rigidez nucal a déficit neurológico focal e convulsões. O mecanismo fisiopatológico desta associação é desconhecido, aceitando-se três possibilidades: (a) área de infarto venoso pode levar a ruptura venosa para o espaço subaracnoide; (b) trombose do seio venoso pode levar a hipertensão secundária, com consequente dilatação de veias corticais e fragilidade parietal, favorecendo rupturas para o espaço subaracnoide; (c) resposta inflamatória local a TVD aumentando a permeabilidade dos vasos e permitindo o extravasamento sanguíneo para o espaço subaracnoide. Tal associação deve ser aventada quando a HSA predomina na convexidade cerebral em detrimento das cisternas da base, diferindo do padrão habitual da HSA arterial. Uma vez confirmada a TVD como causa da HSA, o manejo deverá ser pautado em anticoagulação ou trombólise localizada. Conclui-se que é de suma importância considerar a TVD entre os diagnósticos diferenciais de uma HSA, principalmente quando esta estiver localizada na alta convexidade, devendo-se providenciar adequada avaliação por imagem dedicada ao sistema venoso encefálico, garantindo um manejo apropriado do paciente.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR02

AMPLIANDO O ESPECTRO DA DISTROFIA MUSCULAR CONGÊNITA RELACIONADA AO GENE LAMA2: A MALFORMAÇÃO EM PARALELEPÍPEDO

MONTE BORELLA, LUIZ FERNANDO (UNICAMP)
VELOSO PEREIRA, FERNANDO (UNICAMP)
PRETO MIMURA, PAULA MARIA (PUC-SP)
ÁVILA DUARTE, JULIANA (UFRGS)
DE LIMA VILLARINHO, LUCIANO (UNIVERSITY OF MISSISSIPPI MEDICAL CENTER)
REIS, FABIANO (UNICAMP)
Paciente do sexo masculino de 4 anos de idade com Distrofia Muscular Congênita (DMC) relacionada ao gene LAMA2 demonstrou, no […]

Paciente do sexo masculino de 4 anos de idade com Distrofia Muscular Congênita (DMC) relacionada ao gene LAMA2 demonstrou, no estudo genético, duas variantes patogênicas (NM_000426): c.1255delA e c.2461A>C. A ressonância magnética de crânio demonstrou alterações de sinal na substância branca supratentorial, o que é um achado conspícuo nessa doença. Curiosamente, a ressonância magnética também demonstrava malformações do desenvolvimento cortical: superfície cortical parietooccipital com conformação pedregosa, de apresentação simétrica e bilateral – “malformação em paralelepípedo”. Esse relato expande o fenótipo radiológico relacionado ao gene LAMA2 por incluir, não somente anormalidades na substância branca, mas também alterações no córtex cerebral posterior.

TRABALHO ORIGINAL

NEURORRADIOLOGIA

NR03

REVISITING ¹H-MRS AS A TOOL IN THE DISTINCTION BETWEEN PRIMARY AND SECONDARY MALIGNANT TUMORS OF CENTRAL NERVOUS SYSTEM.

KRIECK FARCHE, MILENA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP)
OLIVEIRA FACHINETTI, NATALIA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP)
RAMALHO PIMENTEL DA SILVA, LUCIANA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP)
AVILA MATOS, LARISSA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP)
CENDES, FERNANDO (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP)
REIS, FABIANO (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP)
Background and Purpose: Conventional magnetic resonance images (MRI) have limitations in distinguishing primary from secondary brain tumors. Proton magnetic resonance […]

Background and Purpose: Conventional magnetic resonance images (MRI) have limitations in distinguishing primary from secondary brain tumors. Proton magnetic resonance spectroscopy (¹H-MRS) allows evaluating the concentration of metabolites in a brain lesion, better characterizing the tumor. Considering that an accurate diagnosis determines the therapeutic approach, our premise was to establish a straight applicability of spectroscopy by differentiating primary and secondary brain neoplasms.
Materials and Methods: We performed a retrospective analysis of 61 MRI and 1H-MRS images of patients with histologically confirmed tumors (30 primary lesions and 31 metastatic tumors). The metabolite ratios of Cho/Cr and NAA/Cr with short TE were obtained in spectroscopic curves, with a single voxel positioned in the enhancing tumor. In addition, other variables were analyzed along with the metabolites, which allowed the construction of a logistic regression model to predict the tumor’s nature. The statistical analysis was performed using the R software (version 4.0.3 R Core Team, 2020).
Results: NAA/Cr and Cho/Cr mean values were higher in secondary tumors, with a high correlation between NAA/Cr and Cho/Cr (r = 0.61). The youngest individuals comprised the primary tumors group (mean age of 43.9 versus 55.9 in the metastatic group). ROC analysis demonstrated a cutoff value of 0.4 for NAA/Cr ratio and age at diagnosis to provide an accuracy of 73.8%, a sensibility of 73.3% and specificity of 74.2% in predicting metastatic lesions, with an area under the curve of 0.85. The 3-Fold Cross Validation test following regression models demonstrated an accuracy of 72.81%, CI 95% = [0.55;0.90].
Conclusion: It was possible to delineate a reasonable model to predict the tumor nature, with an accuracy of about 73% in differentiating primary from secondary brain lesions. The higher the age at diagnosis and the NAA/Cr values, the higher the likelihood of a secondary tumor. Even though ¹H-MRS alone cannot define the subtype of tumor, the model proposed here can be used as an additional tool to evaluate CNS tumors, providing relevant information that, in association with features of other conventional and advanced MRI sequences, allow a more accurate diagnosis in clinical practice.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR04

SARCOIDOSE DISSEMINADA: QUANDO DESCONFIAR?

MORAIS, RAFAELA (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
CORREIA, RAFAEL (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
MELO, ALESSANDRO (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
SILVA, THALLYS (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
MELO, ALESSANDRO (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE)
A sarcoidose é uma doença multissistêmica granulomatosa que cursa com granulomas não caseosos com uma ampla gama de manifestações clínicas […]

A sarcoidose é uma doença multissistêmica granulomatosa que cursa com granulomas não caseosos com uma ampla gama de manifestações clínicas e radiográficas que acomete principalmente sexo feminino entre a segunda e quarta década de vida.
Por ser uma doença rara e na maioria das vezes assintomática ou com sintomas inespecíficos, o papel da radiologia é fundamental na suspeição diagnóstica.
Tendo isso em mente o objetivo principal do trabalho é fazer um breve resumo sobre os principais achados da doença de forma elucidativa para facilitar o raciocínio diagnóstico do radiologista e mostrar o relato de um caso, visto no nosso hospital universitário, da doença de forma disseminada, acometendo sistema nervoso central, parênquima pulmonar, mediastino e mesentério.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR06

RADIOLOGICAL PATTERNS OF CRANIOPHARYNGIOMAS: AN ICONOGRAPHIC ASSAY

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CORDEIRO NASCIMENTO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
LEONEL BUENO, KAREN (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
FERREIRA BUCAR, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introduction: Craniopharyngiomas are benign neoplasms (WHO grade I), which arise from Rathke's pouch, usually intrasellar and/or suprasellar, and may affect […]

Introduction: Craniopharyngiomas are benign neoplasms (WHO grade I), which arise from Rathke's pouch, usually intrasellar and/or suprasellar, and may affect any part of the infundibulum from the floor of the third ventricle to the pituitary. These lesions represent about 1-3% of intracranial tumors and can be histopathologically classified as adamantinomatous or papillary. It is a tumor with an aggressive local behavior that often reappears even after surgical resection. However, malignant transformations are rarely evidenced. In this context, the radiologist must be prepared and have knowledge of the imaging patterns of craniopharyngiomas, being able to recognize possible local complications or signs of malignancy associated with the lesion. Description: The present study aims to demonstrate the radiological presentation of different cases of craniopharyngiomas, with varied patterns of local growth, which can determine compressive effects that progress with prominent clinical manifestations, rapidly evolving and of great impact on the patient, since the effect mass is the main determinant of manifestations such as headache, increased intracranial pressure, visual symptoms, hormonal imbalances and behavioral changes. The main differential diagnoses include intracranial teratoma and pituitary macroadenoma.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR07

RADIOLOGICAL PATTERNS OF CRANIOPHARYNGIOMAS – AN ICONOGRAPHIC ESSAY

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CORDEIRO NASCIMENTO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
LEONEL BUENO, KAREN (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
FERREIRA BUCAR, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introduction: Craniopharyngiomas are benign neoplasms (WHO grade I), which arise from Rathke's pouch, usually intrasellar and/or suprasellar, and may affect […]

Introduction: Craniopharyngiomas are benign neoplasms (WHO grade I), which arise from Rathke's pouch, usually intrasellar and/or suprasellar, and may affect any part of the infundibulum from the floor of the third ventricle to the pituitary. These lesions represent about 1-3% of intracranial tumors and can be histopathologically classified as adamantinomatous or papillary. It is a tumor with an aggressive local behavior that often reappears even after surgical resection. However, malignant transformations are rarely evidenced. In this context, the radiologist must be prepared and have knowledge of the imaging patterns of craniopharyngiomas, being able to recognize possible local complications or signs of malignancy associated with the lesion. Description: The present study aims to demonstrate the radiological presentation of different cases of craniopharyngiomas, with varied patterns of local growth, which can determine compressive effects that progress with prominent clinical manifestations, rapidly evolving and of great impact on the patient, since the effect mass is the main determinant of manifestations such as headache, increased intracranial pressure, visual symptoms, hormonal imbalances and behavioral changes. The main differential diagnoses include intracranial teratoma and pituitary macroadenoma.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR08

CORDOMA DE CLIVUS: UMA RARA NEOPLASIA INTRACRANIANA

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
LEONEL BUENO, KAREN (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
FERREIRA BUCAR, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CALDEIRA CORDEIRO, LORENA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CARIBÉ ROCHA FILHO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: Cordomas são neoplasias malignas localmente agressivas que geralmente acometem o esqueleto axial, desenvolvendo-se a partir de remanescentes embrionários da […]

Introdução: Cordomas são neoplasias malignas localmente agressivas que geralmente acometem o esqueleto axial, desenvolvendo-se a partir de remanescentes embrionários da notocorda. O sacro é a estrutura óssea mais comum de seu desenvolvimento, porém aproximadamente 1/3 das lesões podem ser intracranianas, acometendo em sua maioria o clivus. Descrição: O presente estudo visa discutir um caso específico de cordoma de clivus, cujo desenvolvimento ocorreu em paciente do sexo masculino, oito anos de idade, previamente hígido, com queixa de quedas frequentes associadas a quadro progressivo de desequilíbrio e perturbação da coordenação motora. Discussão: Habitualmente o sexo feminino é o mais acometido, comumente na proximidade da quarta década de vida, manifestando-se clinicamente com sintomas insidiosos dependentes de sua localização, abrangendo cefaleia e diplopia, além de manifestações secundárias à compressão do nervo abducente. A avaliação radiológica permite a melhor caracterização da lesão, determinando sua extensão e permitindo o planejamento cirúrgico, sendo a ressonância nuclear magnética (RNM) o exame de escolha neste tipo de suspeita. As dimensões dos cordomas podem variar de dois a cinco centímetros e, no exame tomográfico, geralmente identifica-se lesão lobulada, septada, heterogênea, circunscrita, com densidade de partes moles que, quando acomete o clivus, determina extensa destruição óssea lítica, associada a áreas de sequestros ósseos ou calcificações intratumorais, exibindo realce heterogêneo pós-contraste, já na RNM, a avaliação óssea é limitada, porém pode-se caracterizar sinal intermediário em T1, com focos de hipersinal em função da presença de hemorragia ou muco e hipersinal difuso em T2 devido ao conteúdo líquido decorrente da vacuolização celular. A angioressonância pode contribuir para a avaliação da relação do tumor com as artérias carótidas e basilar devido à possibilidade de seu deslocamento ou envolvimento pelo tumor. O tratamento geralmente envolve abordagem cirúrgica, podendo-se associar radioterapia adjuvante, porém observa-se alta taxa de recorrência e as metástases são raramente observadas. Os principais diagnósticos diferenciais a serem considerados são o condrossarcoma de base do crânio, cisto epidermoide, craniofaringioma e meningioma que acomete o clivus.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR09

ALTERAÇÕES CÍSTICAS NÃO NEOPLÁSICAS INTRACRANIANAS - ENSAIO ICONOGRÁFICO

STANGE CAMILA (UFES)
Cistos intracranianos não neoplásicos são achados comuns em exames de ressonância magnética do crânio, podendo representar um amplo espectro de […]

Cistos intracranianos não neoplásicos são achados comuns em exames de ressonância magnética do crânio, podendo representar um amplo espectro de patologias em exames de imagem. Dessa maneira, a localização topográfica das lesões pode ser muito útil para estabelecer um diagnóstico correto, como por exemplo, no caso de cistos coloides, no aspecto anterossuperior do terceiro ventrículo. Entretanto, muitas das lesões císticas intracranianas não neoplásicas, podem se apresentar em mais de um local, como no caso dos cistos aracnoides ou cistos epidermoides. Os cistos aranóides são os mais comuns de todos os cistos congênitos intracranianos, são bem delimitados, com comportamento semelhante ao líquor e quase sempre solitários, variando de pequenos cistos a grandes massas. Várias outras lesões, de origem congênita, infecciosa e vascular, também podem se apresentar como cistos. Com isso, é importante destacar aspectos radiológicos, como localização, presença ou ausência de calcificações, realce pelo meio de contraste, intensidade de sinal em diferentes sequencias de ressonância magnética e restrição a difusão, enfatizando seus aspectos de imagem mais relevantes. Neste ensaio iconográfico, abordaremos as principais causas de lesões císticas intracranianas não neoplásicas, como maneira de estreitar os diagnósticos diferenciais no contexto de lesões císticas intracranianas não neoplásicas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR10

ANATOMIA DOS GÂNGLIOS DA BASE E PATOLOGIAS RELACIONADAS

STANGE CAMILA (UFES)
Os gânglios da base são núcleos de substância cinzenta localizadas entre a ínsula e a linha média, que participam de […]

Os gânglios da base são núcleos de substância cinzenta localizadas entre a ínsula e a linha média, que participam de diversas funções motoras e não motoras. No sentido anatômico, envolvem os núcleos caudado e o núcleo lentiforme. O putâmen e o globo pálido juntos formam o núcleo lentiforme. Funcionalmente, a substância negra e o núcleo subtalâmico também estão incluídos nos gânglios da base. Além disso, os núcleos talâmicos, amígdala e claustro também são núcleos associados aos gânglios da base. O corpo estriado refere-se ao caudado, putâmen e globo pálido. Os gânglios da base são normalmente isodensos / isointensos ao córtex. Como o globo pálido tem mais conteúdo de mielina em comparação com o putâmen, ele geralmente aparece um pouco mais hipointenso nas imagens T2WI, GRE e SWI. A medida que o indivíduo envelhece, podem ser observadas alterações de sinal nos gânglios da base. A deposição de cálcio relacionada à idade no globo pálido, por exemplo, resulta inicialmente em aumento da intensidade do sinal T1 e, posteriormente em perda do sinal em todas as sequências. O envelhecimento, com a conseqüente deposição de ferro no putâmen, promove uma diminuição gradual da intensidade do sinal T2 / T2 * / SWI no putâmen. Diversas patologias cursam com envolvimento dos gânglios da base, dentre elas doença de Parkinson, doença de Huntington , mielinólise pontina central e microhemorragia cerebral, além de calcificações dos gânglios da base. Neste ensaio iconográfico, abordaremos a anatomia dos gânglios da base e sua topografia, além de ilustrar, as principais patologias envolvidas no acometimento dos gânglios da base.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR11

IMAGENS CONVENCIONAIS E AVANÇADAS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NO DIAGNÓSTICO DE LINFOMA PRIMÁRIO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

ARAUJO, R. F. (CLÍNICA VILLAS BOAS)
SANCHEZ, C. R. ()
ROSA, A. B. B. ()
QUEIROGA, V. M. ()
MOURA, L. O. ()
MUNDIM, T. L. ()
Trata-se de uma paciente do sexo feminino de 39 anos, sem morbidades prévias, que apresentou um quadro de convulsão, seguida […]

Trata-se de uma paciente do sexo feminino de 39 anos, sem morbidades prévias, que apresentou um quadro de convulsão, seguida de hemiparesia à esquerda há 1 mês. Nas imagens convencionais e avançadas de ressonância magnética observou-se uma lesão intra-axial envolvendo a substância branca subcortical e profunda dos giros pré e pós-centrais direitos, apresentando extensão até a margem ependimária do corpo do ventrículo lateral. A lesão apresentava baixo sinal em T2, restrição à difusão e impregnação pelo contraste. Associa-se edema/infiltração da substância branca circunjacente frontoparietal e subinsular direitas, sem sinais de sangramento intralesional ou áreas de necrose. Observou-se leve aumento do volume sanguíneo cerebral relativo (rCBV), em relação à substância branca contralateral. A análise das curvas espectrais evidenciou aumento dos picos de colina, com a relação colina/N-acetil-aspartato < 2,0 (1,04), além de aumento dos picos de lipídio e lactato. A análise histopatológica foi de linfoma difuso de grandes células B. Os linfomas do representam 6% de todas as neoplasias malignas do sistema nervoso central e mais de 95% são linfomas difusos de grandes células B. O linfoma primário do sistema nervoso central (LPSNC) tem caracteres típicos nas imagens convencionais e avançadas de ressonância magnética, ressaltando o valor do radiologista no manejo do paciente. Mais de 95% das lesões possuem contato com uma superfície liquórica, seja o epêndima ventricular ou pia-máter. Histologicamente, são tumores altamente celulares formados por agrupamentos linfomatoides ao redor dos pequenos vasos cerebrais. Por essas características histológicas, apresenta-se com baixo sinal em T2, significativa restrição à difusão das moléculas de águas e impregnação significativa pelo meio de contraste. O realce linear ao longo dos espaços perivasculares é altamente sugestivo. Se pelo menos uma porção da lesão não tiver contato com o epêndima ou meninges, o diagnóstico de LPSNC é questionável. Nas imagens avançadas, mais de 95% tem restrição à difusão. O estudo de perfusão para avaliação da microvasculatura tumoral demonstra que essas lesões carecem de neovascularização e seus valores tendem a ser menores do que do glioblastoma multiforme e metástases cerebrais. A avaliação de espectroscopia de prótons por ressonância magnética, tende a demonstrar elevado pico de lipídio, marcador de morte celular; além de aumento do pico de colina, marcador de turnover de membrana.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR13

ENCEFALOPATIA HIPERAMONÊMICA AGUDA AO USO DE ISONIAZIDA PARA TRATAMENTO DE TUBERCULOSE PÓS-TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA

FAGUNDES, MARÍLIA (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
MÜLLER, RENATA (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
TEIXEIRA, BERNARDO (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
Paciente masculino, 7 anos, realizou transplante de medula óssea (TMO) devido anemia de Fanconi. Após 38 dias, manifestou febre, neutropenia, […]

Paciente masculino, 7 anos, realizou transplante de medula óssea (TMO) devido anemia de Fanconi. Após 38 dias, manifestou febre, neutropenia, diarreia e inapetência. Durante o internamento, houve piora respiratória e foi feito o diagnóstico de tuberculose (TB). Iniciados isoniazida, rifampicina e pirimetamina. Devido sonolência, realizaram-se ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC) de crânio que não evidenciaram alterações. Evoluiu com alteração da função hepática e renal, aumento da amônia plasmática e rebaixamento do nível de consciência, sendo suspenso o tratamento medicamentoso. Nova RM sugeriu encefalopatia tóxica aguda, com lesão principalmente em tálamo bilateral. Paciente apresentou estado de mal convulsivo e TC posterior mostrou achados compatíveis com edema cerebral. Hipotensão refratária e piora neurológica progressiva culminaram em óbito transcorridos 2 meses do TMO.
Indivíduos imunossuprimidos, como transplantados, são mais propensos a manifestar TB e a terapêutica deve incluir isoniazida, rifampicina e uma fluorquinolona. A isoniazida pode ocasionar acúmulo de amônia plasmática, resultando em uma encefalopatia tóxica rara, caracterizada por hiperamonemia associada à insuficiência hepática aguda. Em contexto de TMO, há descrição da hiperamonemia idiopática aguda, porém após quimioterapia e na ausência de causas identificáveis, como disfunções hepáticas.
A encefalopatia hiperamonêmica aguda ocorre quando a amônia não é degradada em ureia pelo fígado, atravessa a barreira hematoencefálica e, no cérebro, é metabolizada junto ao glutamato em glutamina, podendo desencadear edema citotóxico.
Os sintomas incluem vômitos, irritabilidade, sonolência e convulsões, até coma e morte. As características marcantes da RM são hipersinal em T2/FLAIR, com restrição à difusão, em tálamo dorsomedial bilateral, ínsulas, giro do cíngulo e córtex cerebral difuso, apresentando envolvimento simétrico de frontais, temporais e parietais e poupando occipitais.
Extensas anormalidades de sinal cortical na RM aparecem em condições incluídas no diagnóstico diferencial, como encefalopatia hipoxico-isquêmica, encefalite límbica, hiponatremia ou Creutzfeldt-Jacob.
É importante fazer o diagnóstico precoce da encefalopatia hiperamonêmica aguda, porque se trata de uma condição reversível, embora com desfecho potencialmente fatal se não tratada.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR14

LEMP COMO PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DE HIV:

ZAMPIERI GIANNINI, BRUNO (IRMANDADE DE MISERICORDIA DE CAMPINAS)
LUIZ DELLA LIBERA, BRUNO ()
LUCAS MORETTE GIAMPIETRO, JOÃO ()
TROYANO DE CASTROS MENDES, MARÍLIA ()
HENRIQUE BARACAT CHAIB ACRAS, PEDRO ()
LUIS BARBOSA FERNANDES, ANDRÉ ()
OBJETIVO: O objetivo do presente estudo é relatar o caso de uma paciente com HIV que apresentou Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva […]

OBJETIVO: O objetivo do presente estudo é relatar o caso de uma paciente com HIV que apresentou Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LEMP) como primeira manifestação da doença, diagnosticada através da RM.
DESCRIÇÃO: M.A.M, 52 anos, casada,do lar, realizou uma RM de crânio eletiva solicitada por neurologista devido dificuldade para ler e escrever que piora de forma lenta, progressiva há 2 meses. Negava demais sintomas neurológicos. Relatou depressão após descoberta de morbidade que seu companheiro adquiriu, mas se negou a informar o tempo e nome da patologia. Na RM apresentou hipersinal em T2 e FLAIR na substância branca do hemisfério cerebral esquerdo com acometimento em “U”, principalmente na região temporoparieto-occipital, sugerindo LEMP. Exames: teste rápido HIV reagente, CD4: 123 células e carga viral: 17.325 copias, VDRL e HTLV não reagentes; no líquor: 4 células (100% mononucleares), proteínas 45.2, glicose 55 e PCR JC positivo.
DISCUSSÃO: A LEMP é uma doença oportunista, subaguda e desmielinizante, relacionada à infecção do vírus JC. Acredita-se que o vírus possa ser detectado no SNC apenas após reativação, na qual os linfócitos circulantes infectados, particularmente células B, cruzam a barreira hemato-encefálica, podendo levar à infecção de astrócitos junto aos vasos sanguíneos. A elevada prevalência de anticorpos IgG na população adulta e a raridade dos casos de doença em crianças reforçam o conceito de que essa doença seja o resultado da reativação viral em indivíduos que se tornam imunossuprimidos. O diagnóstico depende da apresentação clínica de déficit neurológico focal sem evidência de aumento de pressão intracraniana, da identificação do vírus no tecido cerebral e dos achados da biópsia cerebral. Além disso, a presença de sintomas típicos e lesões na RM sugestivas costumam ser suficientes para o diagnóstico. Neste caso a LEMP se apresentou como primeira manifestação da AIDS, apesar deste fato ser incomum. Também foi possível observar a contribuição do estudo por imagem através da RM para investigar e confirmar o diagnóstico, apesar de uma história clínica incompleta.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR15

NEUROCISTICERCOSE SUBARACNOIDEA - RELATO DE CASO

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ANTÔNIO SERRANO TORREJÓN, OSCAR (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CARIBÉ ROCHA FILHO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
FERREIRA BUCAR, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: A neurocisticercose é uma das infecções parasitárias mais frequentes do sistema nervoso central, tendo como agente etiológico a forma […]

Introdução: A neurocisticercose é uma das infecções parasitárias mais frequentes do sistema nervoso central, tendo como agente etiológico a forma larval encistada da Taenia solium, representando uma das causas mais comuns de epilepsia de início tardio em países em desenvolvimento, o que lhe atribui grande importância no contexto da saúde comunitária. Descrição: Neste estudo, objetiva-se a discussão e apresentação das características radiográficas específicas da neurocisticercose do tipo racemosa ou subaracnoidea, que se desenvolveu em paciente do sexo masculino, 50 anos de idade, previamente hígido, que iniciou no período de seis meses quadro de cefaleia de forte intensidade em região frontal e occipital, associada a perda de força em dimidio direito associada a tremores, vômitos e crises epilépticas inicialmente focais e predominantemente motoras, com posterior generalização. Discussão: Além do encéfalo, o cisticerco pode se alojar em outros tecidos, dentre os quais a retina, musculatura estriada e tecido subcutâneo. O quadro clínico varia de acordo com a área acometida, a quantidade de parasitas e o estágio de evolução das lesões no sistema nervoso central. O envolvimento encefálico pode se dar de forma parenquimatosa, subaracnóidea, intraventricular ou mista. A larva do parasita apresenta quatro fases de evolução após atingir o tecido alvo, as quais apresentam um tempo médio de dois a dez anos para alcançar seu estágio final. A forma vesicular representa a fase inicial, que se apresenta em exames de imagem como cisto de paredes finas, associado a mínimo ou nenhum edema adjacente, em seguida, há o estágio coloidal, representado por reação inflamatória local, associada a edema vasogênico perilesional e capsula espessa que capta contraste, logo após, há a fase nodular granular, em que ocorre a retração do cisto e formação de nódulo granulomatoso, que apresenta realce nodular ou anelar, tendendo à regressão evolutiva, já a fase nodular calcificada representa o estágio final, com mineralização da lesão. A tomografia computadorizada e, em especial, a ressonância magnética são exames de imagem que possibilitam a análise apurada da neurocisticercose, permitindo a identificação das fases de evolução da doença e a orientação diagnóstica da patologia, apresentando fundamental importância na condução e direcionamento clínico da doença.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR16

PSEUDO SINAL DA CORDA: RECANALIZAÇÃO DA ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA POR VASA VASORUM.

YUKA MATWIJSZYN NAGANO, STEPHANIE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DIAS LOPES BARUD, ELTON (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BERTANHA, RENATA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SOUZA GODOY, LUIS FILIPE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ALVES BARBOSA JUNIOR, ALCINO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Iquizli, Rogério ()
Introdução Vasa vasorum consiste em pequenos vasos, sejam eles artérias, veias ou capilares que promovem a nutrição e drenagem das […]

Introdução
Vasa vasorum consiste em pequenos vasos, sejam eles artérias, veias ou capilares que promovem a nutrição e drenagem das paredes de vasos maiores. Em condições normais estão presentes na adventícia dos grandes vasos, como por exemplo as carótidas, mas não são visíveis nos métodos de imagem. Em condições patológicas, porém pode haver a proeminência desses vasos e sua identificação. Exemplos de condições em que isto ocorre são a aterosclerose, aneurismas, dissecções e vasculites.
Descrição sucinta
Paciente de 54 anos do sexo feminino, com antecedente de acidente vascular cerebral prévio há 4 anos, realizou exame de angiotomografia computadorizada para avaliação de achado ultrassonográfico prévio, onde foi evidenciada a oclusão do segmento cervical da artéria carótida interna e reenchimento no segmento petroso por colaterais vasa vasorum.
Discussão resumida
A recanalização da oclusão arterial pela vasa vasorum, nos exames angiográficos, tem como características de imagem a localização excêntrica ao grande vaso afetado e se apresentam como pequenos vasos tortuosos.
Diante de um quadro de oclusão da carótida, esta entidade, pode representar um importante "pitfall", pois podem possuir aspecto de imagem parecido, com estenose crítica / suboclusão. E sua identificação é de suma importância, pois o tratamento para essas condições é diferente, sendo que na presença de vasa vasorum a tentativa de recanalização cirúrgica ou endovascular não é indicada e nos casos de estenose crítica/ suboclusão a manipulação seja por stent e/ou endarterectomia é geralmente indicada para a desobstrução do vaso.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR17

AVALIAÇÃO POR IMAGEM DAS LESÕES SELARES E SUPRASSELARES

MUSTAFA, AMINA MUHAMAD MOTA (HOSPITAL UNIVERSITARIO DE BRASÍLIA)
DIAS, BRUNA ARRAIS (HOSPITAL UNIVERSITARIO DE BRASÍLIA)
RODEDEL, BEATRIZ (HOSPITAL UNIVERSITARIO DE BRASÍLIA)
TAVARES, FABIANA DE CARVALHO (HOSPITAL UNIVERSITARIO DE BRASÍLIA)
Diversas lesões podem acometer a região selar e suprasselar, podendo ser benignas ou malignas. A anatomia dessa região envolve estruturas […]

Diversas lesões podem acometer a região selar e suprasselar, podendo ser benignas ou malignas. A anatomia dessa região envolve estruturas como parte óssea de sela túrcica,
glândula hipofisária, o seio cavernoso, cisterna suprasselar, quiasma óptico e artéria carótida
interna. Entender essa anatomia e analisar a extensão das lesões são de grande
importância para prognóstico e programação cirúrgica do paciente.
A sintomatologia de lesões selares e suprasselares é bem diversa, com ou sem alterações hormonais, podendo manifestar sinais e sintomas neurológicos decorrentes da compressão de estruturas anatômicas. Várias lesões podem acometer a região selar e suprasselar, entre elas o micro e macroadenomas hipofisários, cisto da bolsa de Rathke, meningiomas, craniofaringiomas, aneurismas e
neoplasias primárias do esfenoide.
Dentre os métodos de imagem a ressonância magnética (RM) surgiu como a modalidade de
escolha para diagnóstico por imagem padrão das estruturas selares e parasselares, bem como
para a avaliação das doenças da glândula pituitária. As principais vantagens da ressonância
magnética de alta resolução são a capacidade de reconstrução multiplanar e a melhora na
diferenciação dos tecidos moles. Os métodos de imagem permitem sugerir o diagnóstico antes
do ato operatório. Esse conhecimento é importante para determinar as diferentes formas de
abordagem e graus de ressecção.
O objetivo do estudo é demonstrar as principais lesões selares, suprasselares e suas
complicações familiarizando os radiologistas com os principais achados. Além disso também
tem o intuito de sistematizar a avaliação das principais lesões dessa região, formulando etapas
de avaliações das imagens.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR18

NEUROBEHÇET: ACHADOS CLÁSSICO DE UMA DOENÇA INCOMUM

REGO, CAIO TASSO (UHG-AMERICAS MEDICAL CITY)
COSTA, HEBER (UHG-AMERICAS MEDICAL CITY)
CASTRO, PEDRO (UHG-AMERICAS MEDICAL CITY)
SANTOS, ROBERTO (UHG-AMERICAS MEDICAL CITY)
BEZERRA, RAQUEL (UHG-AMERICAS MEDICAL CITY)
ABRE, PATRÍCIA (UHG-AMERICAS MEDICAL CITY)
Relato de caso de uma paciente feminina de 40 anos que apresentou surtos de déficit neurológicos e cefaleia por 03 […]

Relato de caso de uma paciente feminina de 40 anos que apresentou surtos de déficit neurológicos e cefaleia por 03 anos, alternando períodos de remissão e recidiva, até o fechamento do seu diagnóstico pelo estudo radiológico adequado, possibilitando a otimização terapêutica. A doença de behçet é uma vasculite multissistêmica, idiopática, crônica, em recidiva e remissão. O acometimento do SNC está presente em cerca de 25% dos pacientes que apresentam esse quadro, determinando uma morbidade elevada. A avaliação por ressonância magnética com contraste se faz essencial para a investigação diagnóstica, uma vez que o aspecto das lesões, principalmente nas sequências ponderadas em T2, associado ao seu padrão de distribuição típico, permite o fechamento diagnóstico no contexto clínico adequado. A neurobehçet é uma entidade pouco frequente na rotina do radiologista. O reconhecimento precoce deste tipo de lesão pode alterar os rumos da condução do paciente, auxiliando na melhora do seu prognóstico. Logo, o papel do radiologista é essencial nessa investigação, tornando imprescindível o conhecimento deste tipo de lesão.
Palavras-chave: Neurobehçet, Neurorradiologia, Ressonância, Vasculite, Encéfalo.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR19

SÍNDROME DE STURGE-WEBER: RELATO DE CASO

LIGOSKI ABATTI, RAPHAEL (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
ESTACIA AMBROS, LUCIANA (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
TOMAZONI, CASSIANA (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
Introdução: A síndrome de Sturge-Weber (SSW) ou angiomatose encéfalo trigeminal é uma facomatose não hereditária e com rara condição de […]

Introdução:
A síndrome de Sturge-Weber (SSW) ou angiomatose encéfalo trigeminal é uma facomatose não hereditária e com rara condição de desenvolvimento e se caracteriza por uma angiomatose corticocerebral, calcificações cerebrais, epilepsia, alterações oculares, retardo mental e nevo flâmeo na face seguindo o trajeto do nervo trigêmeo. Contudo, a mancha caraterística conhecida como vinho do porto não se manifesta em alguns casos ou aparece mais tardiamente, soma-se ainda a presença de outras telangiectasias que podem entrar como diagnóstico diferencial.
Ao contrário da maioria das facomatoses, a síndrome de Sturge-Weber é esporádica, sem componente hereditário identificável definido. O hemangioma leptomeníngeo afetando o córtex subjacente e a substância branca produzindo isquemia localizada causada roubo vascular. Na grande maioria dos casos, há envolvimento uni-hemisférico.
Devido o amplo espectro de sua sintomatologia, o tratamento da SSW primariamente depende das suas características clínicas, mas basicamente está relacionado ao controle das crises convulsivas, variando desde uma possível terapêutica medicamentosa a uma intervenção cirúrgica e, diante disso, o estudo radiológico tem um importante papel no diagnóstico e identificando alterações passíveis de intervenções.
Descrição:
Paciente masculino, 14 anos de idade, vem ao ambulatório acompanhado da mãe referindo queixa de cefaléia de média intensidade (6/10), continua, com pouco efeito de analgésicos e associada em metade das vezes a episódios de crises convulsivas refratárias ao tratamento. Desde os primeiros anos de vida o paciente apresenta os quadros de convulsão e cefaleia. Avaliou-se discreta disfunção cognitiva no paciente durante a consulta, sendo solicitado tomografia de crânio sem contraste que evidenciou calcificações corticais e subcorticais associada em lobo temporal e parietal esquerdo associado assimetria encefálica com perda do volume no hemisfério esquerdo associado a hiperostose frontal esquerda, diante das alterações foi confirmado o diagnóstico, sendo sugerido uma ressonância de crânio com contraste sendo constando alterações compatíveis com angiomatose pial e vasos intracranianos anormais.
Discussão:
O diagnóstico é frequentemente estabelecido pelas características clássicas do nevo presente da síndrome. No entanto ressalta-se que tal lesão não ser condição essencial para o diagnóstico, uma vez que ela pode estar ausente, daí a importância de exames radiológicos.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR20

ESCLEROSE TUBEROSA: RELATO DE CASO E DESCRIÇÃO DE ASPECTOS DA DOENÇA NA NEUROIMAGEM

GIULIANI SCHMITT, LUIZA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
CORDEIRO, PEDRO HENRIQUE (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
HORITA PAOLINI, PAULO HENRIQUE (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
REZER BERTÃO, SIGRINY VICTÓRIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
SILVA DE FREITAS, FRANCISCA ROCELIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
PEREIRA HAYGERT, CARLOS JESUS (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
Introdução: Esclerose tuberosa é uma doença autossômica dominante com penetrância variável causada por mutação do gene TSC1 ou TSC2. A […]

Introdução: Esclerose tuberosa é uma doença autossômica dominante com penetrância variável causada por mutação do gene TSC1 ou TSC2. A apresentação é ampla e inclui rabdomiomas cardíacos, lesões cutâneas hipocrômicas, angiomiolipomas, cistos renais, tubérculos corticais e subcorticais, astrocitomas de células gigantes e hamartomas subependimários. O objetivo deste trabalho é revisar e descrever algumas das apresentações da doença na neuroimagem.
Caso: Paciente feminina de 2 anos e 6 meses com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor vem ao Pronto Atendimento com mal epiléptico de início há 10 horas. Mãe relata que há 3 dias a paciente iniciou com prostração e inapetência, evoluindo com febre e vômitos há 2 dias. Há 1 dia apresentou piora e nas últimas 10 horas demonstrou convulsões tônico-clônicas, com intervalo de 5 a 10 minutos entre os episódios, sem retomar o nível de consciência. Após administração de Diazepam, Fenitoína, Fenobarbital e Ceftriaxona, paciente é encaminhada para hospital terciário.
Apresentava-se desidratada, taquicárdica, bradipneica, com pupilas mióticas não fotorreagentes, espasmos musculares e lesões de pele hipocrômicas e ásperas em membros inferiores. Foi realizada intubação orotraqueal com sequência rápida e solicitadas Tomografia Computadorizada (TC) de Crânio e Tórax. Aciclovir é iniciado sob suspeita de meningoencefalite.
A TC de crânio evidencia inúmeras hipoatenuações de aspecto indeterminado na substância branca subcortical com distribuição focal, com pequenas calcificações subependimárias no ventrículo direito e calcificação grosseira no ventrículo esquerdo. A Ressonância Magnética identificou áreas de baixo sinal T1 e alto sinal T2 e FLAIR, localizadas em região córtico-subcortical dos lobos frontais, parietais e temporais bilaterais, bem como determinando ampliação dos giros corticais e nódulos subependimários.
Discussão: A Sociedade Internacional de Esclerose Tuberosa atualmente recomenda o teste genético para o diagnóstico definitivo da doença. No entanto, a presença de critérios clínicos maiores como hamartomas retinianos, displasias corticais, nódulos e astrocitomas de células gigantes subependimários também são critérios para o estabelecimento do diagnóstico. Sendo assim, é essencial que o radiologista esteja familiarizado com a apresentação desses critérios, especialmente em pacientes com um quadro clínico sugestivo de Esclerose Tuberosa.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR21

HEMANGIOPERICITOMA INTRACRANIANO EM GESTANTES

FEITOSA, LORENA (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAI)
BRENNER, MATEUS (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAI)
CABRAL, VICTOR (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAI)
CARMINATTI, PEDRO (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAI)
MERCES, WALDINEI (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAI)
FEITOSA, KAREN (UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS)
O hemangiopericitoma é um raro tumor procedente de células de vasos venosos que afeta diversos órgãos e tecidos, sendo os mais comuns: […]

O hemangiopericitoma é um raro tumor procedente de células de vasos venosos que afeta diversos órgãos e tecidos, sendo os mais comuns:  retroperitôneo, meninges, pelve e pulmões. Estima-se que a neoplasia é responsável por 0,4% de todos os tumores primários do sistema nervoso central. No presente relato, abordaremos essa lesão como tumor intracraniano em gestantes, algo pouco explorado na literatura médica, mas com possível associação com o desenvolvimento placentário e a formação da neoplasia.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR22

ANOMALIA DE DESENVOLVIMENTO VENOSO (DVA), UM ACHADO FREQUENTE, MAS NEM SEMPRE BENIGNO

BASTOS, DAVID CAETANO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BARUD, ELTON DIAS LOPES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
PERES, BRUNO SANTANNA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
GODOY, LUIS FILIPE DE SOUZA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BERTANHA, RENATA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BARBOSA JUNIOR, ALCINO ALVES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Apesar de geralmente ser um achado desprovido de significado clínico, as anomalias do desenvolvimento venoso (DVA, do inglês) eventualmente podem […]

Apesar de geralmente ser um achado desprovido de significado clínico, as anomalias do desenvolvimento venoso (DVA, do inglês) eventualmente podem cursar com algumas complicações infrequentes (por exemplo, obstrução, isquemia, trombose, convulsões). O objetivo desta apresentação é descrever resumidamente as características de imagens da DVA e suas localizações, bem como o papel dos métodos de imagem na avaliação das complicações associadas à DVA, principalmente a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.
Dessa forma, faz-se necessário descrever as características e marcos anatômicos importantes que têm implicações e devem ser incluídas nos relatórios de imagem, bem como os sinais de alarme e eventuais diagnósticos diferenciais nos casos atípicos.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR23

INFARTO TALÂMICO BILATERAL: UM RELATO DE CASO

CORDEIRO, PEDRO HENRIQUE (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
GIULIANI SCHMITT, LUIZA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
ABRUZZI DIAS, LORENZO (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
ROSA RODRIGUES, JOANA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
SILVA DE FREITAS, FRANCISCA ROCELIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
PEREIRA HAYGERT, CARLOS JESUS (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
Introdução: A artéria de Percheron, rara variação anatômica, é um ramo único da artéria cerebral posterior responsável pelo suprimento sanguíneo […]

Introdução: A artéria de Percheron, rara variação anatômica, é um ramo único da artéria cerebral posterior responsável pelo suprimento sanguíneo bilateral do território talâmico paramediano e do mesencéfalo rostral. Quando ocluída, apresenta-se com infarto bitalâmico com áreas majoritariamente simétricas de isquemia. Clinicamente pode-se apresentar de forma súbita e variável, com distúrbios do estado mental, motores oculares, afasia ou disartria, ataxia, cefaleia ou estado comatoso. Nos exames de imagem, os achados são típicos de isquemia da região talâmica, porém bilaterais. Na Ressonância Magnética (RM), o infarto é definido como hipersinal em T2 e FLAIR e hipointenso no ADC na região paramediana do tálamo bilateralmente.
Descrição: Paciente de 77 anos, hipertensa e diabética, trazida ao serviço emergência com ataxia, rebaixamento do nível de consciência, afasia, agnosia, hemiplegia do membro superior direito e paresia do membro superior esquerdo e membros inferiores. Tomografia Computadorizada (TC) de crânio realizada na emergência demonstrou ausência de lesões hemorrágicas, sem demais achados. Foi realizada uma consultoria com a neurologia que orientou terapia com AAS, clopidogrel e atorvastatina, além de sugerir angio-TC crânio-cervical. Durante a internação a paciente permaneceu com rebaixamento sensório flutuante. Realizou-se ecocardiograma demonstrando fibrilação atrial. A angio-TC de encéfalo foi sugestiva de artéria de Percheron ocluída. Na RM, identificou-se sinais compatíveis com acidente vascular cerebral por obstrução de tal artéria. Após 10 dias de internação recebeu alta.
Discussão: A oclusão de tal vaso, embora rara, é um desafio diagnóstico, sendo de suma importância sua identificação precisa e a breve instituição da terapia. Como demonstrado no caso, a TC e, em especial, a RM têm um papel chave no diagnóstico, devendo se atentar nos achados típicos, que nesse caso foram tais quais os descritos na literatura. Ademais, os aspectos clínicos devem ser contemplados, com ênfase na deterioração do sensório.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR24

ENSAIO ICONOGRÁFICO DE DOENÇAS NEUROMETABÓLICAS

TEIXEIRA DE OLIVEIRA, JÉSSICA (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
FERNANDA CORREIA PIMENTEL, LAIS (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
BRENDA VIEIRA SANTOS, TAÍSA (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
NUNES GUIMARÃES CARDOSO, CAROLINE (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
As doenças neurometabólicas são incomuns na prática médica, apresentando um amplo espectro de diagnósticos diferenciais, com apresentações clínicas que se […]

As doenças neurometabólicas são incomuns na prática médica, apresentando um amplo espectro de diagnósticos diferenciais, com apresentações clínicas que se sobrepõem, tornando-se um desafio diagnóstico. A patogênese depende do acúmulo de metabólitos, muitas vezes tóxicos ao encéfalo, determinando disfunção enzimática. A história do paciente e sua evolução são fundamentais na avaliação inicial, porém nem sempre é possível diferenciá-las apenas com este recurso.
A rápida definição da patologia envolvida é importante devido a gravidade da doença e complicações severas. Desta forma os exames de imagem são fundamentais no reconhecimento de padrões de apresentações radiológicas, afunilando os diagnósticos diferenciais de acordo com as estruturas predominantemente acometidas e suas características de intensidade de sinal na ressonância magnética ou densidade na tomografia.
Devido a esse desafio diagnóstico o presente estudo traz alguns casos de patologias neurometabólicas selecionados do ano de 2019 a 2021.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR25

SÍNDROME DE TERSON: RELATO DE CASO

SINDROME DE TERSON: RELATO DE CASO (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
TOMAZONI,CASSIANA (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
BARANCELLI, GABRIEL (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
Introdução: A Síndrome de Terson refere-se a hemorragia vítrea associada à hemorragia subaracnóidea, no entanto, alguns autores também incluem hemorragia […]

Introdução:
A Síndrome de Terson refere-se a hemorragia vítrea associada à hemorragia subaracnóidea, no entanto, alguns autores também incluem hemorragia retiniana. A síndrome é um marcador de mau prognóstico em pacientes com hemorragia subaracnoide. A observação desse sinal tem grande importância no prognóstico de vida, pois está relacionada a altas taxas de mortalidade, principalmente em casos em que ocorre em ambos os olhos.
Hemorragia subaracnóidea grave ou um alto grau de Fisher, geralmente estão associados a uma maior incidência de Síndrome de Terson. O resultado neurológico e o prognóstico geral são piores em pacientes com hemorragia subaracnóidea com as alterações da síndrome, em comparação com aqueles que não a possuem (mortalidade de 28,6% e 2%, respectivamente).
Descrição:
Paciente de 58 anos de idade, vem ao setor de emergência trazida por familiares por volta das 23h por náuseas e síncope, com liberação esfincteriana no período noturno, não havia eventos similares anteriormente. Tem história de tratamento para hipertensão arterial sistêmica, tratada com atenolol 25mg e enalapril 20mg duas vezes dia de ambas as medicações e tabagismo. No exame físico da chegada apresentava-se em regular estado geral, cianose central, em escala de coma de Glasgow (ECG) 14, hemiparesia em hemicorpo esquerdo e hipertensa (240 x 110 mmHg). Minutos depois da chegada a paciente apresentou piora do estado geral, evoluindo com rebaixamento no nível de consciência com necessidade de intubação orotraqueal. Após as medidas de suporte foi realizado tomografia de crânio sem contraste, a qual observou volumosa hemorragia subarocnóidea em ambos os hemisférios, com maior área concentrada na região inter-hemisférica frontal, provavelmente por um aneurisma da circulação anterior roto, associado a hemoventrículo, com classificação de HUNT-HESS III/ FISCHER 2, associado a focos hemáticos no aspecto posterior dos globos oculares, compatíveis com a Síndrome de Terson.
Discussão:
A Síndrome de Terson não é uma condição incomum na prática hospitalar, talvez sendo subdiagnosticada. Em relação às implicações prognósticas desse diagnóstico, considerando morbidade e mortalidade associadas, bem como seu aspecto típico, é de extrema relevância para radiologistas e outros profissionais médicos reconhecerem essa entidade, especialmente no contexto de hemorragia intracraniana subaracnóidea aguda.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR26

ENCEFALITES AUTO-IMUNES: ENSAIO ICONOGRÁFICO

DA SILVA VIEIRA, FREDERICO (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
TOMAZONI, CASSIANA (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
ESTACIA AMBROS, LUCIANA (HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO)
VENTURA PENTEADO DA SILVA, LUIZA (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
PILATTI, DAYANE (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
PIZZI, SUELEN (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO)
As encefalites consistem em um processo inflamatório imuno-mediado do parênquima encefálico, geralmente de etiologia infecciosa ou autoimune. A apresentação clínica […]

As encefalites consistem em um processo inflamatório imuno-mediado do parênquima encefálico, geralmente de etiologia infecciosa ou autoimune. A apresentação clínica evolui de maneira rápida e progressiva, cursando com déficits neurológicos focais e alteração de consciência e conduta. A avaliação precoce e diagnóstico assertivo, portanto, faz-se fundamental na definição do tratamento e na obtenção de melhores prognósticos aos pacientes.
O método de imagem com maior sensibilidade para detecção das encefalites é a ressonância magnética (RM), que em muitos casos pode apresenta-se normal ou com alterações não específicas.
A forma autoimune de encefalites exibe múltiplas apresentações, tanto dos sintomas clínicos quanto dos achados de imagem sendo um desafio diagnóstico. Uma das apresentações mais comuns é o acometimento do sistema límbico e núcleos da base, entretanto muitas vezes a ressonância magnética do encéfalo pode ser normal, sendo fundamental a valorização dos dados clínicos e a correlação com o painel de anti-corpos. As encefalites auto-imunes podem ser desencadeadas por tumores, quadros infecciosos virais ou ainda apresentar etiologia criptogênica.
O objetivo deste trabalho é exibir uma série de três casos que demonstra as diversas formas de apresentação das encefalites autoimunes tanto em seus sintomas clínicos quanto de imagem.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR27

TUMOR EMBRIONÁRIO COM ROSETAS EM MULTICAMADAS, C19MC-ALTERADO: UM RARO TUMOR EMBRIONÁRIO. RELATO DE CASO.

MENESES, MARCUS OTAVIO SILVA DE CAMPOS (FAMERP)
FERREIRA, ISABELA ARABE (FAMERP)
PIASSA, MARIA LAURA PETRUZ (FAMERP)
BORGES, SILVIA PORTELA (FAMERP)
MENEGASSI, DANIELE (FAMERP)
OLIVEIRA, JULIANE RIBEIRO SPOTTI DE (FAMERP)
Introdução: O tumor embrionário com rosetas em multicamadas, C19MC-alterado (ETMR) é formalmente assim denominado de acordo com a Classificação de […]

Introdução:
O tumor embrionário com rosetas em multicamadas, C19MC-alterado (ETMR) é formalmente assim denominado de acordo com a Classificação de Tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) da OMS de 2016 e está associada a anormalidade no locus C19MC no cromossomo 19q13.42. Trata-se de um tumor raro (menos de 100 casos descritos na literatura até 2018), agressivo, de crescimento rápido, mais comum no compartimento supratentorial, e de maior prevalência em menores de 4 anos.
Os achados de imagens do ETMR são variáveis e pouco descritos na literatura. Comumente, apresenta-se como grandes massas supratentoriais, heterogêneas, hipercelulares, com iso ou hipersinal em T2 e restrição à difusão, com cistos e calcificações de permeio e/ou com necrose e hemorragia no seu interior.
O relato tem como objetivo descrever um raro caso de ETMR diagnosticado incidentalmente.
Descrição:
Pré-escolar masculino, 3 anos, admitido por queda com traumatismo cranioencefálico há 4 dias, acentuando-se os sintomas de cefaléia, vômitos e fraqueza que já apresentava há mais de 6 meses. Ao exame neurológico, apresentou estrabismo convergente, diminuição e assimetria da coordenação motora em todos os membros.
A Tomografia Computadorizada de crânio realizada na origem apresentava formação expansiva supratentorial heterogênea, melhor caracterizada pela Ressonância Magnética encefálica que evidenciou lesão expansiva heterogênea infiltrativa com áreas císticas/necróticas e focos de hemorragia/calcificação no seu interior, com epicentro no corpo caloso e extensão para os ventrículos laterais, giro do cíngulo, coroa radiada e tálamo esquerdo, determinando compressão e dilatação dos ventrículos laterais e do 3º ventrículo. A espectroscopia evidenciou aumento de colina em relação à creatina, inferindo proliferação celular, bem como picos de lipídeos/lactato inferindo anaerobiose/necrose. RM da coluna vertebral sem alterações.
O paciente foi submetido a biópsia excisional com diagnóstico histopatológico e imunohistoquímico de ETMR.
Discussão:
A pesquisa por processos neoplásicos deve sempre ser feita nos exames de neuroimagem, para todas as indicações, como no presente caso. E apesar das características imaginológicas dos tumores do SNC se sobreporem, as possibilidades etiológicas se restringem diante de certos achados e o neurorradiologista desempenha papel fundamental em aventar tais hipóteses para planejamento das condutas antes mesmo do diagnóstico histopatológico, como no presente caso.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR28

DOENÇA DE LYME COM ENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO: UM DESAFIO DIAGNÓSTICO.

MENESES, MARCUS OTAVIO SILVA DE CAMPOS (FAMERP)
PIASSA, MARIA LAURA PETRUZ (FAMERP)
REIS, LOHAYNE SALMERON (FAMERP)
NASCIMENTO, BRUNO HENRIQUE FAVALESSA DO (FAMERP)
MENEGASSI, DANIELE (FAMERP)
FERRAZ FILHO, JOSE ROBERTO (FAMERP)
Introdução: A DL é uma doença inflamatória multissistêmica causada pela espiroqueta Borrelia burgdorferi, transmitida pelo carrapato do gênero Ixodes. De […]

Introdução:
A DL é uma doença inflamatória multissistêmica causada pela espiroqueta Borrelia burgdorferi, transmitida pelo carrapato do gênero Ixodes. De acordo com o estágio/tempo de doença, desenvolvem-se as manifestações clínicas, como sintomas gripais e eritema migratório nas fases mais precoces e acometimento articular, cardiovascular e neurológico em estágios mais raros/avançados.
O mecanismo fisiopatológico do envolvimento neurológico ainda não foi elucidado e as manifestações são bastante variáveis, por vezes apresentando-se com paralisia facial, achados de encefalomielite/neurite nos exames de imagem ou sua tríade clássica: meningite, neurite craniana e radiculopatia periférica. Os critérios diagnósticos incluem síndromes clínicas clássicas com confirmação sorológica e o tratamento baseia-se no uso de antibióticos.
O relato tem como objetivo descrever um caso de doença de Lyme com manifestações atípicas e envolvimento neurológico.
Descrição:
Masculino, 47 anos, apresentando cefaleia holocraniana há dois meses, paresia nos membros inferiores (MMII) e redução da acuidade visual transitória há uma semana. Ao exame físico apresentava paresia dos MMII, hiperreflexia patelar e aquileu e ausência de sinais meníngeos. Exames laboratoriais com leucocitose, eosinofilia e marcadores inflamatórios aumentados. Liquor inespecífico com pesquisa de fungos, células neoplásicas e BAAR negativas. A Ressonância Magnética do encéfalo evidenciou lesões cortico/ subcorticais com hipersinal na ponderação T2 nas regiões parassagitais dos lobos parietais, esplênio do corpo caloso, algumas áreas com restrição à difusão e realce leptomeníngeo, sugerindo processo inflamatório/infeccioso.
Apesar da apresentação atípica dos achados nos exames de imagem, a hipótese diagnóstica de Doença de Lyme (DL) foi aventada pela equipe da neurorradiologia, sendo confirmada com sorologia e líquor positivos.
Discussão:
A suspeita de DL deve ser lembrada no diagnóstico diferencial de processos inflamatórios/infecciosos, para tratamento adequado a fim de se evitar a recorrência clínica e a progressão das manifestações neurológicas e cardiovasculares.
Apesar de os achados de neuroimagem serem raros, mesmo nos pacientes com manifestações neurológicas, o neurorradiologista desempenha papel fundamental no diagnóstico desse paciente através dos achados da Ressonância Magnética, principalmente nos casos em que as manifestações são atípicas.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR29

ENCEFALOPATIA HEPÁTICA AGUDA: A IMPORTÂNCIA DA NEUROIMAGEM PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE.

MENESES, MARCUS OTAVIO SILVA DE CAMPOS (FAMERP)
PIOVESANA, GUILHERME RENESTO (FAMERP)
BORGES, SILVIA PORTELA (FAMERP)
MENEGASSI, DANIELE (FAMERP)
NASCIMENTO, BRUNO HENRIQUE FAVALESSA DO (FAMERP)
FERRAZ FILHO, JOSE ROBERTO (FAMERP)
Introdução: A encefalopatia hepática (EH) se refere a um espectro de alterações neuropsiquiátricas, usualmente reversíveis, apresentadas por pacientes portadores de […]

Introdução:
A encefalopatia hepática (EH) se refere a um espectro de alterações neuropsiquiátricas, usualmente reversíveis, apresentadas por pacientes portadores de disfunção hepática crônica ou aguda. O acúmulo de neurotoxinas, principalmente a amônia, é responsável pelos sinais e sintomas da EH e a eliminação desse metabólito é a base do seu tratamento. Os quadros variam desde um acometimento sutil até o desenvolvimento de complicações graves com risco de morte, sendo as alterações cognitivas, comportamentais e disfunção neuromuscular as manifestações mais comuns.
Por não se tratar de um quadro clínico facilmente distinguível, os exames de imagem muitas vezes viabilizam o diagnóstico correto dessa entidade. Os achados mais comuns na ressonância magnética encefálica são lesões de hipersinal nas ponderações em T1 e T2, bilaterais e simétricas nos globos pálidos, putâmens, regiões subtalâmicas, substância negra e adeno-hipófise.
O relato tem como objetivo descrever um caso de EH aguda, com achados neurorradiológicos típicos e diagnosticado por exames de neuroimagem.
Descrição:
Paciente feminina, 24 anos, tabagista, etilista, portadora de lúpus eritematoso sistêmico e hepatite B em tratamento irregular, apresentando hiporexia, vômitos e fadiga há 1 dia, evoluindo com sonolência e confusão mental. Exames laboratoriais evidenciando aumento das enzimas hepáticas e da amônia, sendo então, internada com a hipótese de hepatite aguda.
Descartando-se as demais possibilidades etiológicas para o quadro da paciente, foi realizada ressonância magnética encefálica, observando-se extensas lesões de hipersinal na ponderação T2 e restrição no estudo por difusão nas regiões cortical/substância branca nos lobos temporais, insulas, núcleos da base e tálamos bilateralmente, sugerindo-se a possibilidade de encefalopatia hepática aguda.
Os achados de neuroimagem típicos associados ao quadro clínico e laboratorial levaram ao diagnóstico da encefalopatia hepática de etiologia provavelmente relacionada ao vírus B.
Discussão:
As doenças toxicometabólicas que acometem o sistema nervoso central dificilmente são diagnosticadas apenas pelo quadro clínico. Certas entidades apresentam achados neurorradiológicos típicos, como no caso apresentado, que podem orientar o diagnóstico precoce e preciso. Neste sentido, o neurorradiologista desempenha papel fundamental na detecção de tais achados, os quais, junto ao quadro clínico e laboratorial, determinam uma terapêutica precoce e específica.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR30

SÍNDROME DA ENCEFALOPATIA REVERSÍVEL POSTERIOR RELACIONADA AO COVID-19

BAVARESCO, ANA PAULA (GRUPO FLEURY)
BORGES, ROBERTO SEGUNDO BUENO ()
SILVA, CAHINA ODILON GOBBO DA SILVA ()
RAMOS, FERNANDA FALCÃO DE ALBUQUERQUE ()
BORRI, MARIA LUCIA ()
WOLOSKER, ANGELA MARIA BORRI ()
A síndrome da encefalopatia reversível posterior (PRES) é uma consequência rara, mas possível, da infecção pelo Sars-CoV-2, que vendo sendo […]

A síndrome da encefalopatia reversível posterior (PRES) é uma consequência rara, mas possível, da infecção pelo Sars-CoV-2, que vendo sendo descrita notadamente em quadros graves com alteração do nível de consciência.
A PRES é uma desordem cerebrovascular de autorregulação, relacionada na maioria dos casos à elevação dos níveis pressóricos; contudo, tem sido relatada também em pacientes COVID-19 com alterações modestas de pressão arterial, durante períodos prolongados de intubação. O quadro clínico é geralmente de alteração do nível de consciência, cefaleia ou convulsões. A fisiopatogenia ainda é incerta, sugere-se que fatores como hipertensão arterial promovam dano endotelial, além de alterações hipóxicas.
Ao exame de tomografia computadorizada (TC) podem não ser identificadas alterações; nesses casos, é de suma importância que, diante da suspeita clínica, prossiga-se a investigação com ressonância magnética (RM). No entanto, quando há alterações visíveis na TC, serão identificados focos hipodensos não confluentes bilaterais com predomínio subcortical e nos lobos parietooccipitais bilaterais (imagem 1).
A RM é o principal método na avaliação da PRES, caracterizando-se lesões de aspecto digitiforme com hiperssinal em T2/FLAIR e predomínio subcortical (imagem 2), relacionadas a edema vasogênico, principalmente em regiões parietocccipitais, podendo estender-se às regiões anteriores do cérebro e aos núcleos da base. Eventualmente a sequência de susceptibilidade magnética (SWI) pode demonstrar focos hipointensos, relacionados a petéquias hemorrágicas. Na maioria dos casos, há resolução parcial ou até mesmo completa das alterações no SNC à terapêutica adequada. Além disso, a difusão (DWI) auxilia na avaliação prognóstica: quando normal, indica edema vasogênico e potencialmente reversível; quanto há restrição à DWI, com mapa de ADC apresentando baixo sinal, infere-se que houve dano estrutural irreversível em decorrência de edema citotóxico.
Concluímos que a possível lesão endotelial decorrente do COVID-19, bem como a possibilidade da quebra da barreira hematoencefálica, podem resultar em alterações graves do SNC; destacamos neste estudo casos de PRES e enfatizamos que, diante da suspeição clínica de acometimento neurológico pelo COVID-19, a RM deva ser considerada, favorecendo terapêutica precoce e evitando sequelas permanentes ou até mesmo o óbito.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR31

NEUROPATIA ÓPTICA TRAUMÁTICA: RELATO DE CASO

MARTINEZ DA COSTA, THIAGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
EDUARDO MOURA, NELSON (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
ROCHA DE SOUZA, MATHEUS (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
DALPRÁ TAFNER, PATRICIA (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
RODACKI, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
OTAVIO GRETHER, EDUARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
A Neuropatia Óptica Traumática (NOT) é uma causa incomum de déficit visual após traumatismo cranioencefálico (0,5 - 5%), com elevada […]

A Neuropatia Óptica Traumática (NOT) é uma causa incomum de déficit visual após traumatismo cranioencefálico (0,5 - 5%), com elevada morbidade, sobretudo como consequência do acometimento/disfunção bilateral do nervo óptico, com possibilidade de perda permanente da visão. O mecanismo de injúria mais comum é o indireto.
O diagnóstico de NOT é estabelecido através da conjunção de exames de imagem - notadamente Ressonância Magnética -, história clínica e exame físico; que, por vezes, pode ser desafiador diante do contexto neurológico e quadro clínico desfavorável.
Apresentamos o caso de uma paciente do sexo feminino, 57 anos, com queda de bicicleta, trazida ao hospital em Glasgow 13, sinal do "guaxinim" e sem déficits motores, com Tomografia Computadorizada de Crânio demonstrando fraturas multifragmentadas em ossos da face, com hematoma extraconal bilateral e hemossinus, hemorragia subaracnoide e contusão hemorrágica na base do lobo frontal à esquerda. Evoluiu no terceiro dia de internação com amaurose bilateral abrupta e persistente, sendo submetida, posteriormente, à Ressonância Magnética de Crânio, que evidenciou áreas de hemorragia intraparenquimatosa recentes na base do lobo frontal esquerdo, comprometendo o giro reto e giros orbitários, envoltas por edema vasogênico, além de alteração de sinal e difusão restrita no nervo óptico bilateralmente, de forma mais evidente à esquerda.
Obteve alta hospitalar 16 dias após sua instalação do déficit visual, com persistência do quadro, sendo referenciada a acompanhamento oftalmológico.
Apesar do manejo e tratamento de pacientes com NOT não ser consensual, é indiscutível que o diagnóstico precoce e preciso tem valor prognóstico na recuperação dos danos traumáticos estabelecidos.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR32

USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (AI) NA AVALIAÇÃO DAS DOENÇAS NEUROMETABÓLICAS HEREDITÁRIAS (NMH).

DOS SANTOS GUEDES, MARCELO (INCOR E INRAD DA FMUSP)
CAMPI DE CASTRO, CLÁUDIO (INCOR E INRAD DA FMUSP)
HENRIQUE COELHO DE ARRUDA, PEDRO (CENTRAL DE LAUDOS HOSPITAL SAMARITANO)
DE PÁDUA GOMES DE FARIA, LUCAS (INRAD)
Introdução: As doenças neurometabólicas hereditárias representam um desafio diagnóstico para os médicos radiologistas. São consideradas um grupo de doenças raras, […]

Introdução: As doenças neurometabólicas hereditárias representam um desafio diagnóstico para os médicos radiologistas. São consideradas um grupo de doenças raras, mas com uma incidência considerável dado o grau de gravidade e algumas com possibilidade terapêutica. O quadro clínico e radiológico podem ser bastante variáveis e superponíveis, a depender da fase do diagnóstico, o conjunto dificultando ainda mais a sua elucidação. Por esses motivos observamos na literatura uma série de tipos de classificação, algumas de aplicação prática difícil, o que motivou os autores a criar uma maneira de avaliação mais rápida, prática e eficiente. Objetivo: Demonstrar o uso da inteligência artificial na avaliação das doenças neurometabólicas hereditárias, tornando sua avaliação mais rápida e prática. Metodologia: Foi utilizado como base um estudo denominado “classificação das doenças neurometabólicas hereditárias baseadas em achados radiológicos”, que divide as mesmas em 11 subgrupos a partir de seus achados exclusivamente radiológicos. Em seguida foram levantados os casos deste tipo de doença no banco de dados interno do nosso serviço, sendo utilizados apenas os casos com diagnóstico definitivo. Os diferentes diagnósticos foram considerados como variáveis dependentes (targets) e os 11 sinais radiológicos foram considerados como "variáveis explicativas" dicotômicas (presença ou ausência). A tabela construída com esses parâmetros foi utilizada como base para a elaboração de árvore de classificação, através do software R, Versão 1.2.5033. Os diagnósticos foram então considerados como os nós terminais da árvore, de acordo com a presença ou ausência dos sinais radiológicos. Considerações finais: Em nossa análise foi possível a utilização da AI na avaliação das doenças neurometabólicas hereditárias, o que contribuiu para o diagnóstico radiológico.

TRABALHO ORIGINAL

NEURORRADIOLOGIA

NR33

BRAIN IRON CONCENTRATION BY MAGNETIC RESONANCE IN HEALTHY INDIVIDUALS AND ITS RELATIONSHIP WITH DEMOGRAPHIC AND CLINICAL DATA

KNORST KEPLER, CAROLINA (PUC-RS)
AGUIRRE SUSIN, LUIZA (PUC-RS)
CARRA FORTE, GABRIELA (PUC-RS)
GABRIEL FEIJÓ ANDRADE, RUBENS (PUC-RS)
FERREIRA GAZZONI, FERNANDO (PUC-RS)
HOCHHEGGER, BRUNO (PUC-RS)
Introduction: Iron plays important roles in the human body; in the central nervous system, it participates in the synthesis of […]

Introduction: Iron plays important roles in the human body; in the central nervous system, it participates in the synthesis of myelin and neurotransmitters. The deficiency or the accumulation of this substance can lead to neurodevelopmental disorders and neurodegenerative diseases. The present study has the purpose to quantify iron concentration in vivo using relaxometry at 3.0 tesla magnetic resonance imaging in different brain regions of healthy individuals and correlate with age, sex, laterality and body mass index, in order to determine the normal distribution of iron in relation to these aspects.
Material and methods: Prospective observational study of individuals who underwent 3.0 Tesla whole brain magnetic resonance imaging. Prior to the examination, a standard questionnaire was applied. In individuals with no history of disease, iron concentration in different brain regions was quantified for further analysis.
Results: One hundred thirty-eight healthy adults were included in the study, with a mean age of 47±19 years, of which 96 (69.6%) were female. The average body mass index was 25.5±4.64 kg/m², and 124 (89.9%) participants were right-handed. Significative positive correlation was observed between iron deposits and age in both caudate nucleus and putamens, in left red nucleus, left globus pallidus and in both centrum semiovale. Statistically significant differences were observed in iron concentration between cerebral hemispheres in the caudate nucleus, putamens, thalamus, globus pallidus and centrum semiovale of right-handed individuals. In left-handed individuals, this difference was observed only in the putamen. Positive correlation was observed between iron concentration and body mass index in left substantia nigra, bilaterally caudate nucleus, left putamen and right globus pallidus.
Conclusion: Cerebral iron concentration showed distinct distribution in the evaluated regions. Positive relationship was observed between iron concentration and age, laterality and body mass index in individuals with healthy brains. These findings may contribute to a better understanding of the pathophysiology of aging and iron-related neurodegenerative diseases.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR34

MANIFESTAÇÕES DE IMAGEM DA DOENÇA DE VON HIPPEL-LINDAU: UM GUIA ILUSTRADO DAS MANIFESTAÇÕES DO SNC

MOURÃO, JOÃO LUIZ (HOSPITAL DAS CLINICAS -UNICAMP)
BORELLA, LUIZ FERNANDO (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
FERNANDES, DANIEL ALVARENGA (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
DUARTE, JULIANA ÁVILA (HOSPITAL DAS CLINICAS DE PORTO ALEGRE - UFRGS)
CASERTA, NELSON MARCIO GOMES (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
REIS, FABIANO (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
Síndrome hereditária autossômica dominante que compromete a linha germinativa do gene VHL, gene supressor tumoral, a doença de von Hippel-Llindau […]

Síndrome hereditária autossômica dominante que compromete a linha germinativa do gene VHL, gene supressor tumoral, a doença de von Hippel-Llindau (VHL) é determinada pela apresentação multissistêmica de tumores benignos e malignos, que envolvem principalmente o sistema nervoso central (SNC). Destes, destacam-se os hemangioblastomas (HB's) retinianos e do SNC, e o tumor do saco endolinfático (TSE). Os diferentes sítios dos tumores no SNC, determinam uma variada sintomatologia e a sua alta morbimortalidade, com uma expectativa média de vida dos portadores da VHL de 49 anos. Os exames de imagem, tomografia computadorizada e ressonância magnética, são imprescindíveis no diagnóstico e no seguimento dos pacientes com VHL. Este ensaio iconográfico tem o intuito de ilustrar os principais achados radiológicos pelos métodos de tomografia computadorizada e ressonância magnética dos tumores no SNC da VHL.

TRABALHO ORIGINAL

NEURORRADIOLOGIA

NR35

AVALIAÇÃO DO VOLUME DA MEDULA ESPINHAL COM BASE NA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: COMO ESSA FERRAMENTA PODE AUXILIAR O RADIOLOGISTA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE MIELITES AUTOIMUNES

VALLEJO BELCHIOR, MARILZA (UFRGS)
REIS, FABIANO (UNICAMP)
GONÇALVES CAMPOS, LILLIAN (HCPA/ UFRGS)
SCHMIDT ERCOLANI, DANIEL (HCPA)
LERMEN POLITA, SANDRA (HCPA)
AVILA DUARTE, JULIANA (UFRGS/ HCPA)
Introdução: Introdução: A neuromielite óptica (NMO) é uma doença autoimune do sistema nervoso central que comumente se manifesta como neurite […]

Introdução: Introdução: A neuromielite óptica (NMO) é uma doença autoimune do sistema nervoso central que comumente se manifesta como neurite óptica e mielite transversa longitudinalmente extensa, portanto, por algum tempo, foi debatido se a NMO era um subtipo de esclerose múltipla (EM). No entanto, a descoberta da imunoglobulina G aquaporina 4 (AQP4-IgG) permitiu que NMO e EM fossem classificadas como condições distintas, e os critérios NMO revisados de 2006 e distúrbios do espectro de NMO em pacientes soropositivos para anticorpos AQP4 têm sido amplamente aceitos como entidades clínicas distintas. Assim, esses critérios, juntamente com os critérios de McDonald de 2010 e 2017, que são usados para diagnosticar EM, enfatizam a necessidade de imagens de RM, uma vez que pode ser útil para diferenciar essas duas doenças, pois NMO ainda é frequentemente diagnosticado como EM.
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar as diferenças de imagem entre NMO e EM por diferenças no volume médio da medula cervical superior.
Materiais e Métodos: As imagens foram revisadas retrospectivamente em um sistema AGFA Impax PACS (AGFA, Mortsel, Bélgica), e as medidas de volume da medula cervical foram calculadas com a ferramenta IMPAX Volume Viewing 3D Visualization and Segmentation. Avaliamos o volume médio da medula cervical superior (MCS) usando imagens de eco gradiente de aquisição rápida (MPRAGE) ponderadas em T1 obtidas de C1 até o platô inferior dos níveis espinhais C3 usando IMPAX Volume Viewing 3D em uma série de seis indivíduos saudáveis (IS), pacientes com Pacientes com NMO e esclerose múltipla RR soropositivos para anticorpo aquaporina-4.
Resultados: O volume médio da medula cervical em pacientes com EM foi de 5,586 cm³; 3,955 cm³ em pacientes com NMOSD e 6,10 cm³ em IS. Usar a aquisição volumétrica T1 MPRAGE e a ferramenta IMPAX Volume Viewing 3D para visualização e segmentação é relativamente fácil de medir e pode ser realizada em ressonâncias magnéticas do cérebro que capturam a medula espinhal cervical.
Discussão e Conclusões: A medição do volume da medula cervical superior demonstrou neste estudo piloto ser uma técnica simples e relativamente fácil que permite uma avaliação rápida das diferenças da MCS e é uma ferramenta promissora para fazer o diagnóstico diferencial entre NMO e EM.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR36

SÍNDROME DE TREMOR E ATAXIA ASSOCIADA AO X FRÁGIL - RELATO DE CASO

DANTAS, MARCIA OLIVEIRA BARRETO (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
RESENDE, GUILHERME PIOLI (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
NETO, EZIR ARAÚJO LIMA (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
TORREJON, OSCAR ANTONIO SERRANO (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
JOVEM, CASSIO LEMOS (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL; CLÍNICA RADIOLÓGICA VILA RICA)
Introdução: Diante de um quadro de ataxia cerebelar, o diagnóstico de FXTAS deve ser incluído entre os diagnósticos diferenciais, sendo […]

Introdução: Diante de um quadro de ataxia cerebelar, o diagnóstico de FXTAS deve ser incluído entre os diagnósticos diferenciais, sendo mandatória a investigação diagnóstica complementar com ressonância magnética, visando identificar alterações na substância branca que confirmem o diagnóstico desta síndrome.
Descrição: Paciente do sexo masculino, 73 anos, realizou ressonância magnética para investigação ambulatorial de quadro de ataxia há 1 ano, associada a urgeincontinência urinária e constipação intestinal.
Discussão: O exame de imagem evidenciou sinais de atrofia cerebelar com importante alteração de sinal nas sequências T2/FLAIR nos pedúnculos cerebelares médios (MCP sign), o que, junto com o quadro clínico de ataxia, confirmou o diagnóstico de FXTAS. A Síndrome de Tremor e Ataxia Associada ao X Frágil é uma desordem degenerativa e progressiva do movimento, sendo resultado de uma pré-mutação relacionada ao cromossomo X frágil, que ocorre em 1 a cada 800 homens e em 1 a cada 250 mulheres. Apesar da mutação ser mais frequente no sexo feminino, a síndrome clínica ocorre mais frequentemente no sexo masculino, acometendo 40-50% dos portadores da pré-mutação. A apresentação clássica da síndrome consiste em tremores cinéticos e ataxia cerebelar com início após os 50 anos, mas os pacientes também podem cursar com declínio cognitivo, demência, transtornos psiquiátricos, neuropatia periférica e disfunção autonômica. O diagnóstico definitivo de FXTAS é possível através da presença de um critério clínico maior (tremor de intenção e marcha atáxica) somado a um critério radiológico maior (ressonância magnética demonstrando lesão de substância branca no pedúnculo cerebelar médio ou no esplênio do corpo caloso). Até o momento, não há tratamento específico com droga modificadora de doença, e a expectativa de vida varia de 5 a 25 anos após o diagnóstico.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR37

MALFORMAÇÕES DA FOSSA POSTERIOR: SÍNDROME DE DANDY-WALKER

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ANTÔNIO SERRANO TORREJÓN, OSCAR (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CARIBÉ ROCHA FILHO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CALDEIRA CORDEIRO, LORENA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: A malformação de Dandy-Walker consiste em uma malformação embrionária do desenvolvimento encefálico relacionada com o atraso do desenvolvimento do […]

Introdução: A malformação de Dandy-Walker consiste em uma malformação embrionária do desenvolvimento encefálico relacionada com o atraso do desenvolvimento do rombencéfalo, sendo caracterizada por uma tríade clássica composta por hipoplasia/agenesia do verme cerebelar, dilatação do quarto ventrículo e alargamento da fossa posterior, geralmente associada a deslocamento do tentório e de seios venosos. Descrição: O presente estudo tem o objetivo de discutir e apresentar um caso específico de malformação de Dandy-Walker, diagnosticada nos primeiros meses de vida em paciente do sexo masculino devido a quadro de irritabilidade, vômitos e movimentos anormais dos olhos. Atualmente, aos três anos de idade, o paciente apresenta atraso no desenvolvimento cognitivo e motor, além de ataxia e incoordenação. Discussão: A malformação de Dandy-Walker está relacionada a defeitos da fossa posterior e, na maioria dos casos, o diagnóstico é feito até o primeiro ano de vida, havendo prevalência no sexo feminino e alta taxa de mortalidade precoce. Anomalias extracranianas podem se associar à síndrome e contribuir para as manifestações clínicas que abrangem alterações cognitivas, crises epilépticas, ataxia, nistagmo, paralisia de nervos cranianos e espasticidade. Os achados de imagem caracterizam as alterações clássicas da síndrome, sendo a ressonância nuclear magnética o exame de escolha para a avaliação, possibilitando a avaliação apurada da agenesia ou hipoplasia do vermis cerebelar, dilatação do quarto ventrículo, aumento da fossa posterior e hidrocefalia; em alguns casos não identifica-se a decussação dos pedúnculos cerebelares superiores e a foice cerebelar, além disso, o mesencéfalo pode assumir forma de borboleta no plano axial. Os principais diagnósticos diferenciais abrangem a megacisterna magna, cisto epidermoide, cisto aracnoide, cisto da bolsa de Blake e anomalia de Joubert.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR38

TUMOR NEUROEPITELIAL POLIMÓRFICO DE BAIXO GRAU - O QUE DEVEMOS SABER SOBRE ELE?

HOLLANDA, RAFAEL (CASA DE SAUDE SÃO JOSÉ)
ABDALLA, GUILHERME (CASA DE SAUDE SAO JOSE)
NIEMEYER, BRUNO (UFRJ)
Paciente do sexo feminino, com 12 anos de idade, portadora de anemia falciforme, em uso de hidroxiuréia e acido fólico, […]

Paciente do sexo feminino, com 12 anos de idade, portadora de anemia falciforme, em uso de hidroxiuréia e acido fólico, relata episódios de crise de ausência, sem alterações no exame físico.
Prosseguiu investigação com tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio que mostraram lesão expansiva intra-axial no giro occipitotemporal medial e fasciolar direitos, com espessamento cortical, de limites mal definidos, apresentando extensas e grosseiras calcificações de permeio, com discreto realce pelo contraste venoso.
Foi considerada a possibilidade de acometimento neoplásico de baixo grau, sendo a principal hipótese o tumor neuroepitelial polimorfo de baixo grau (PLNTY). O PLNTY é um tumor grau I WHO e foi descrito recentemente (2017). Apresenta componentes semelhantes a oligodendroglioma, algumas vezes não podendo ser diferenciado do mesmo pelos estudos de imagem. Entretanto algumas características são usualmente visualizadas no PLNTY, como a marcada calcificação difusa e a localização tipicamente cortico-subcortical, frequentemente no lobo temporal, como visualizado no nosso caso.
Clinicamente os PLNTYs são tumores indolentes, epilepitogênicos, encontrados com mais frequência na população pediátrica ou adulta jovem.
Com o avanço do estudo imuno-histoquímico e genético dos tumores do sistema nervoso central foi possível a melhor caracterização do PLNTY, reconhecido pela ausência de mutação do IDH e codeleção 1p19q, bem como com expressão acentuada de cd34, BRAF V600E e Olig2, o que diferencia o mesmo do oligodendroglioma.
A paciente do nosso caso foi submetida à biópsia intra-operatória e a lesão foi caracterizada como PLNTY, estando a mesma em acompanhamento clínico e controle por imagem, com melhora das crises convulsivas com uso de Topiramato.
Concluindo, o radiologista deve conhecer as principais características de imagem do PLNTY, visto que o mesmo foi descrito recentemente, para melhor orientação quanto à conduta e acompanhamento.
1 - Huse JT, Snuderl M, Jones DT, et al (2017). Polymorphous low-grade neuroepithelial tumor of the young (PLNTY): an epileptogenic neoplasm with oligodendroglioma-like components, aberrant CD34 expression, and genetic alterations involving the MAP kinase pathway. Acta Neuropathol 133(3): 417–429. https: //doi.org/10.1007/s00401-016- 1639-9.
2 - Johnson, D. R., Giannini, C., Jenkins, R. B., Kim, D. K., & Kaufmann, T. J. (2019). Plenty of calcification: imaging characterization of polymorphous low-grad

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR39

MANIFESTAÇÕES DE IMAGEM DA DOENÇA DE VON HIPPEL-LINDAU: UM GUIA ILUSTRADO DAS MANIFESTAÇÕES DO SNC

MOURÃO, JOÃO LUIZ (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
BORELLA, LUIZ FERNANDO (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
FERNANDES, DANIEL ALVARENGA (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
DUARTE, JULIANA ÁVILA (HOSPITAL DAS CLINICAS DE PORTO ALEGRE - UFRGS)
CASERTA, NELSON MARCIO GOMES (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
REIS, FABIANO (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
Síndrome hereditária autossômica dominante que compromete a linha germinativa do gene VHL, gene supressor tumoral, a doença de von Hippel-Llindau […]

Síndrome hereditária autossômica dominante que compromete a linha germinativa do gene VHL, gene supressor tumoral, a doença de von Hippel-Llindau (VHL) é determinada pela apresentação multissistêmica de tumores benignos e malignos, que envolvem principalmente o sistema nervoso central (SNC). Destes, destacam-se os hemangioblastomas (HB's) retinianos e do SNC, e o tumor do saco endolinfático (TSE). Os diferentes sítios dos tumores no SNC, determinam uma variada sintomatologia e a sua alta morbimortalidade, com uma expectativa média de vida dos portadores da VHL de 49 anos. Os exames de imagem, tomografia computadorizada e ressonância magnética, são imprescindíveis no diagnóstico e no seguimento dos pacientes com VHL. Este ensaio iconográfico tem o intuito de ilustrar os principais achados radiológicos pelos métodos de tomografia computadorizada e ressonância magnética dos tumores no SNC da VHL.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR40

ALTERAÇÕES ENCEFÁLICAS DA SÍNDROME DE GORLIN-GOLTZ: RELATO DE CASO

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ANTÔNIO SERRANO TORREJÓN, OSCAR (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CARIBÉ ROCHA FILHO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
LEMOS JOVEM, CÁSSIO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: A síndrome de Gorlin-Goltz, também conhecida como síndrome do nevo basocelular, é definida como uma doença autossômica dominante, que […]

Introdução: A síndrome de Gorlin-Goltz, também conhecida como síndrome do nevo basocelular, é definida como uma doença autossômica dominante, que se manifesta como uma facomatose rara caracterizada por múltiplos ceratocistos odontogênicos, múltiplos carcinomas basocelulares, depressões palmoplantares puntiformes, focos de calcificações durais e, em alguns casos, associa-se com meduloblastoma. Descrição: O presente estudo tem o objetivo de demonstrar um caso específico da síndrome de Gorlin-Goltz em paciente do sexo feminino, 13 anos, apresentando quadro clínico evolutivo de múltiplos nevos pigmentares, alterações dentárias e depressões puntiformes nas regiões palmar e plantar desde seu nascimento. Discussão: A síndrome abrange várias alterações sugestivas, as quais podem ser bem avaliadas por exames de imagem, onde podem ser identificados múltiplos cistos na região mandibular ou maxilar, calcificações durais proeminentes e macrocefalia, além de seios paranasais aumentados, arcos costais bífidos, fundidos ou achatados, cifoescoliose, platibasia e deformidade de Sprengel, que consiste na ausência da migração caudal da escápula durante a formação embrionária, culminando em escápula alta congênita. O diagnóstico da síndrome abrange vários critérios que consideram os achados de imagem, apresentações clínicas e história familiar da doença. Os diagnósticos diferenciais mais relevantes consideram patologias que cursam com calcificações durais, sejam elas fisiológicas ou metabólicas, o ameloblastoma e o cisto dentígero, que podem se apresentar de maneira similar aos ceratocistos odontogênicos.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR41

MALFORMAÇÕES DA FOSSA POSTERIOR: SÍNDROME DE DANDY-WALKER

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ANTÔNIO SERRANO TORREJÓN, OSCAR (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CARIBÉ ROCHA FILHO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
LEMOS JOVEM, CÁSSIO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: A malformação de Dandy-Walker consiste em uma malformação embrionária do desenvolvimento encefálico relacionada com o atraso do desenvolvimento do […]

Introdução: A malformação de Dandy-Walker consiste em uma malformação embrionária do desenvolvimento encefálico relacionada com o atraso do desenvolvimento do rombencéfalo, sendo caracterizada por uma tríade clássica composta por hipoplasia/agenesia do verme cerebelar, dilatação do quarto ventrículo e alargamento da fossa posterior, geralmente associada a deslocamento do tentório e de seios venosos. Descrição: O presente estudo tem o objetivo de discutir e apresentar um caso específico de malformação de Dandy-Walker, diagnosticada nos primeiros meses de vida em paciente do sexo masculino devido a quadro de irritabilidade, vômitos e movimentos anormais dos olhos. Atualmente, aos três anos de idade, o paciente apresenta atraso no desenvolvimento cognitivo e motor, além de ataxia e incoordenação. Discussão: A malformação de Dandy-Walker está relacionada a defeitos da fossa posterior e, na maioria dos casos, o diagnóstico é feito até o primeiro ano de vida, havendo prevalência no sexo feminino e alta taxa de mortalidade precoce. Anomalias extracranianas podem se associar à síndrome e contribuir para as manifestações clínicas que abrangem alterações cognitivas, crises epilépticas, ataxia, nistagmo, paralisia de nervos cranianos e espasticidade. Os achados de imagem caracterizam as alterações clássicas da síndrome, sendo a ressonância nuclear magnética o exame de escolha para a avaliação, possibilitando a avaliação apurada da agenesia ou hipoplasia do vermis cerebelar, dilatação do quarto ventrículo, aumento da fossa posterior e hidrocefalia; em alguns casos não identifica-se a decussação dos pedúnculos cerebelares superiores e a foice cerebelar, além disso, o mesencéfalo pode assumir forma de borboleta no plano axial. Os principais diagnósticos diferenciais abrangem a megacisterna magna, cisto epidermoide, cisto aracnoide, cisto da bolsa de Blake e anomalia de Joubert.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR42

HEMICORÉIA/HEMIBALISMO SECUNDÁRIO A HIPERGLICEMIA NÃO-CETÓTICA: RELATO DE CASO OBJETIVOS:

BRITO FERNANDES CADETE, RAISSA (REAL HOSPITAL PORTUGUES)
HAZIN, ADRIANO (REAL HOSPITAL PORTUGUES)
SOUZA MENDONÇA, LUIZA (REAL HOSPITAL PORTUGUES)
MEDEIROS LEITE THEBERGE, ISADORA (REAL HOSPITAL PORTUGUES)
Resumo: INTRODUÇÃO: O objetivo deste relato é descrever a importância do estudo por ressonância magnética no diagnóstico de hemicoréia/hemibalismo na […]

Resumo: INTRODUÇÃO: O objetivo deste relato é descrever a importância do estudo por ressonância magnética no diagnóstico de hemicoréia/hemibalismo na hiperglicemia não-cetótica RELATO: Apresentamos um caso de um paciente masculino, hipertenso, diabético não controlado, com relato de queda da própria altura há 6 dias da admissão, evoluindo com olhar fixo e movimentação involuntária no membro superior esquerdo, sem perda da consciência. Perfil laboratorial mostrava hiperglicemia. RM de crânio evidenciou alteração de sinal no putâmen direito, caracterizada por hipersinal em T1 e hipossinal em T2, sem restrição a difusão ou alterações de sinal no SWI. DSICUSSÃO: Hiperglicemia não cetótica, também chamada de estriatopatia diabética, é uma causa rara de movimentos involuntários como manifestação primária de diabetes mellitus e acomete principalmente pacientes idosos, com a tríade hemicoreia/hemibalismo, hiperglicemia e lesão hiperintensa nos núcleos da base nas imagens ponderadas em T1. A RM é o exame de escolha para avaliação de doenças do sistema nervoso central, com achados típicos caracterizados por hiperintensidade nas sequências ponderadas em T1 e discreta hiperintensidade em T2, na região do núcleo caudado e núcleo lentiforme, sem realce pelo meio de contraste e sem restrição à difusão, geralmente unilateral. Normalmente, os achados clínicos, bem como os de imagens são unilaterais, mas podem ser bilaterais. O quadro clínico é potencialmente reversível e normalmente apresenta resolução em 2 a 12 meses após a normalização glicêmica. CONCLUSÃO: A apresentação clínica de hemicoreia/hemibalismo como complicação de diabetes descontrolada é incomum, porém juntamente com o quadro clínico, perfil laboratorial e achados de imagens típicos, sobretudo na RM, fecham o diagnóstico e auxiliam na decisão segura de terapeutica apenas controle glicêmico como tratamento específico.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR43

IMPERFURAÇÃO DA MEMBRANA DE LILIEQUIST, UM DESAFIO DIAGNÓSTICO.

ORTHMANN, NATÁLIA (LEFORTE)
TOYOKAWA, DEBORA (LEFORTE)
SOUZA, DAYHANE (LEFORTE)
REYNA, CARLOS (LEFORTE)
KORMANN, CLAUDIA (LEFORTE)
JUCÁ, BRUNO (LEFORTE)
INTRODUÇÃO: A imperfuração da membrana de Liliequist (ML) pode apresentar complicações em cirurgias neuroendoscópicas, além de ter íntima relação com […]

INTRODUÇÃO:
A imperfuração da membrana de Liliequist (ML) pode apresentar complicações em cirurgias neuroendoscópicas, além de ter íntima relação com cistos aracnóides suprasselares, compondo um desafio diagnóstico para o radiologista. Atualmente, com o avanço dos métodos diagnósticos, a ressonância magnética do encéfalo proporciona avaliação minuciosa da região suprasselar.
DESCRIÇÃO:
Sexo feminino, 1 ano e 2 meses, compareceu para realização de ressonância magnética do encéfalo com pedido médico referindo queda seguida de irritabilidade e vômitos.
A análise das imagens obtidas evidenciou formação cística na altura da região suprasselar/ III ventrículo anteriormente deslocando a haste hipofisária; superiormente deslocando as vias ópticas e alcançando a altura dos forames de Monro sem promover dilatação dos ventrículos laterais; posteriormente comprimindo o III ventrículo e região hipotalâmica, imprimindo a cisterna interpeduncular e deslocando o mesencéfalo com leve redução da porção inferior do aqueduto cerebral; inferiormente insinuando-se à cisterna pré-pontina comprimindo a face anterior da ponte e o topo / terço superior da artéria basilar. Dentre os diagnósticos diferenciais do achado incidental não podemos excluir cisto aracnóide / imperfuração da membrana de Liliequist.
DISCUSSÃO:
A ML é uma fina estrutura sob o assoalho do terceiro ventrículo, considerada um remanescente do tentório primário, formada por uma camada simples ou dupla da membrana aracnoide. O cisto de aracnoide suprasselar está intimamente relacionado à ML, sendo considerada uma invaginação ou divertículo da ML não perfurada, que acumula liquor progressivamente, podendo causar hidrocefalia obstrutiva. No caso em questão, nota-se a imperfuração da ML associada a cisto aracnóide suprasselar, sem promover hidrocefalia obstrutiva.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR44

SÍNDROME DE RASMUSSEN COM INÍCIO NA VIDA ADULTA: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA

GOMES BRAGA, LUCAS (HOSPITAL MADRE TERESA)
DE ALMEIDA RIBEIRO, ALEX (HOSPITAL MADRE TERESA)
CARDOSO E SANTOS, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA)
NAJAT BOECHAT LAHLOU, BRENDA (HOSPITAL MADRE TERESA)
PARENTONI SANTOS DONNABELLA, FERNANDA (HOSPITAL MADRE TERESA)
AYRAN MORAIS, EDUARLEY (HOSPITAL MADRE TERESA)
SÍNDROME DE RASMUSSEN COM INÍCIO NA VIDA ADULTA: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA INTRODUÇÃO: A síndrome de Rasmussen […]

SÍNDROME DE RASMUSSEN COM INÍCIO NA VIDA ADULTA: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA
INTRODUÇÃO:
A síndrome de Rasmussen é uma entidade neurológica rara que ocorre tipicamente em crianças e é caracterizada por epilepsia focal intratável, hemiparesia progressiva e deterioração intelectual. Sua etiologia ainda é desconhecida e seu prognóstico bastante reservado. Apesar da grande maioria dos casos ocorrer em crianças com menos de 10 anos de idade, vem aumentando o número de pacientes com o diagnóstico na idade adulta, principalmente com o maior uso da ressonância magnética e tomografia na investigação de casos de epilepsia de difícil controle, é esta, inclusive a importância do caso, alertar para a possibilidade desse diagnóstico na presença de quadro clínico compatível e achados de imagem sugestivos no paciente adulto.
DESCRIÇÃO DO CASO:
Paciente do sexo masculino, 75 anos, acompanhado pela equipe de neurologia há 2 anos devido a quadro de crises de parada comportamental súbita e recorrente, além de disfagia progressiva, sem melhora com o uso de anticonvulsivantes. Internado para investigação, paciente evoluiu com crises tônico-clônica generalizadas de difícil controle. Ao exame neurológico apresentava perda de força muscular em membro inferior esquerdo. Previamente sadio. Encaminhado ao setor de imagem para investigação do quadro, realizou RM do encéfalo que evidenciou “Importante redução volumétrica encefálica, caracterizada por alargamento de sulcos e cisternas, bem como dilatação ventricular, mais importante na região frontotemporoparietal, ínsula e núcleos da base, à direita, com extensas áreas de gliose no parênquima, sugestivo de encefalite de Rasmussen”.
DISCUSSÃO:
A síndrome de Rasmussen é uma rara desordem neurológica caracterizada por declínio cognitivo progressivo além de crises epilépticas de difícil controle. Na imagem se manifesta como uma atrofia hemisférica, sem áreas com realce anômalo pelo contraste, porém podendo apresentar restrição à difusão.
O mecanismo patológico ainda não é compreendido, com provável origem autoimune. O tratamento medicamentoso tem resultados, no geral, bastante limitados.
A abordagem cirúrgica, através de hemisferectomia anatômica ou funcional, permanece como única opção curativa e resulta invariavelmente em sequelas secundárias ao procedimento.
Como principais diagnósticos diferenciais destacam-se a megalencefalia unilateral, a síndrome de Struge-Weber e a síndrome de Dyke-Davidoff-Masson.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR45

COMPLICAÇÕES NEUROLÓGICAS PÓS PROCEDIMENTOS ANGIO INVASIVOS: ENSAIO ICONOGRÁFICO

BASTOS, DAVID CAETANO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
IQUIZLI, ROGERIO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SILVA, FREDERICO ADOLFO BENEVIDES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BARBOSA JUNIOR, ALCINO ALVES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
GODOY, LUIS FILIPE DE SOUZA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BERTANHA, RENATA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Os procedimentos invasivos como cateterismo cardíaco e angiografia digital são procedimentos que permitem tanto o diagnóstico quanto o tratamento. E […]

Os procedimentos invasivos como cateterismo cardíaco e angiografia digital são procedimentos que permitem tanto o diagnóstico quanto o tratamento. E são caracterizados pela introdução de cateteres e dispositivos por via endovascular através da técnica descrita pelo radiologista sueco Sven Ivar Seldinger em 1952.
Dentre as atividades possíveis, pode-se utilizar o cateter para injetar meios de contraste, com intuito de realizar uma avaliação do funcionamento cardíaco, da perviedade das estruturas vasculares, bem como realizar o auxílio no momento terapêutico de eventuais anormalidades encontradas, como por exemplo a colocação de stent para desobstrução arterial. Outras funcionalidades são o tratamento de aneurismas das artérias intracranianas, através da embolização por materiais específicos, e a administração de medicamentos em procedimentos anestésicos ou no dia-a-dia dentro do ambiente hospitalar.
Contudo todos esses procedimentos não são isentos de complicações, apresentando uma prevalência por volta de 3 a 6% dos casos. A principal complicação neurológica é a obstrução do sistema vascular pela migração de êmbolos (cálcico, componentes gasosos) ou até mesmo êmbolos provenientes da migração de materiais utilizados para o tratamento

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR46

ALÉM DA ATEROSCLEROSE: A AVALIAÇÃO DA IMAGEM NAS MÚLTIPLAS CAUSAS DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO NA POPULAÇÃO JOVEM

COSTA, HEBER (AMERICAS MEDICAL CITY)
ABREU, PATRICIA (AMERICAS MEDICAL CITY)
REGO, CAIO (AMERICAS MEDICAL CITY)
CASTRO, NEVES (AMERICAS MEDICAL CITY)
SANTOS, ROBERTO (AMERICAS MEDICAL CITY)
PINTO, LUCIANA (AMERICAS MEDICAL CITY)
Este ensaio iconográfico objetiva demonstrar causas de acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico em paciente jovens, incluindo os distúrbios inflamatórios, metabólicos, […]

Este ensaio iconográfico objetiva demonstrar causas de acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico em paciente jovens, incluindo os distúrbios inflamatórios, metabólicos, genéticos e de coagulação. O AVE em pacientes jovens tem importante impacto individual e socioeconômico devido suas altas taxas de morbimortalidade que podem acometer essa população economicamente ativa. Os métodos de imagem como angiotomografia computadorizada e ressonância magnética tem crucial importância para elucidação e tratamento precoce destes eventos. O médico radiologista deve estar preparado para reconhecer os diagnósticos diferenciais das vasculopatias não ateroscleróticas em jovens. Dessa forma este trabalho tem como objetivo apresentar os padrões de imagem das causas menos comuns de AVE em população jovem, como síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR), dissecção de carótida e vertebral, displasia fibro-muscular intimal (“carotid web”), Moyamoya, vasculite, CADASIL e abuso de drogas, a fim de encorajar o radiologista a aprofundar a investigação dessas doenças.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR47

STURGE WEBER E ESCEROSE HIPOCAMPAL: UMA ASSOCIAÇÃO DUPLAMENTE EPILEPTOGÊNICA

INOUE, YURI (UNICAMP)
AVILA, DUARTE JULIANA (UNICAMP)
MARCHIORI CARDOSO, TANIA (UNICAMP)
REIS, FABIANO (UNICAMP)
Introdução: A síndrome de Sturge-Weber (SSW) é uma desordem neurocutânea congênita esporádica rara. Pode ser caracterizada através de seus achados […]

Introdução: A síndrome de Sturge-Weber (SSW) é uma desordem neurocutânea congênita esporádica rara. Pode ser caracterizada através de seus achados mais típicos como as manchas na cor vinho-do-porto, a angiomatose leptomeníngea, o glaucoma e as crises convulsivas, sendo estas últimas o achado clínico mais frequente (75 - 90%). Os quadros convulsivos geralmente são focais complexos ou parciais com generalização, tendo seu início durante o primeiro ano de vida em 75% dos casos e antes do segundo ano de vida em 90% dos casos.
A associação da esclerose hipocampal (EH) com as crises convulsivas está bem estabelecida na literatura, sendo o achado patológico mais comum após cirurgias para tratamento de epilepsias refratárias em adultos. Apresentação do caso: paciente do sexo feminino, 43 anos, deu entrada no serviço de pronto atendimento médico 30 minutos após episódio de crise convulsiva tônico-clônico generalizada com liberação esfincteriana. Como antecedentes referia quadro único de convulsão durante a infância no segundo ano de vida, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor e tratamento atual para Otite Média Aguda (OMA).
Ao exame físico apresentava temperatura de 37,5 graus, hemianopsia direita, desvio de rima à esquerda, hipoestesia e paresia de membros superior e inferior direitos.Não apresentava lesões cutâneas faciais.
Os exames laboratoriais apresentaram-se sem alterações, incluindo a avaliação de amostra do líquido cefalorraquidiano com exame de cultura negativo e bioquímica sem alterações. O Eletroencefalograma (EEG) evidenciou presença de ondas lentas, sem atividade epileptiforme.
Tomografia de crânio sem contraste demonstrou calcificações giriformes em região parieto-occipital associadas a sinais de redução volumétrica do parênquima cerebral esquerdo, alargamento do espaço liquórico peri-encefálico marginal e ectasia do plexo coróide ipsilateral.
A ressonância magnética evidenciou alterações do sinal córtico-subcortical acometendo os lobos parietal, occipital e temporal e, em menor extensão o lobo frontal esquerdo, associado à redução volumétrica com alargamento dos espaços liquóricos adjacentes. Notavam-se ainda áreas de hipossinal de padrão giriforme nas sequências SWI, realce leptomeníngeo pelo meio de contraste endovenoso e proeminência do plexo coróide do átrio do ventrículo lateral esquerdo. Atrofia e hipersinal, na ponderação T2, da formação hipocampal esquerda também foi evidenciado.
Os achados foram atribuídos ao diagnóstico da SSW acometendo o hemisfério cerebral esquerdo em associação à esclerose hipocampal ipsilateral.
O tratamento instituído foi a fenitoína e a troca da antibiótica terapia para tratamento da OMA. A paciente permaneceu internada por 1 semana com múltiplos quadros convulsivos, evoluindo com estabilização e melhora do quadro clínico.
Objetivo: mostrar um relato de caso com associação da SSW e a EH, com a finalidade de caracterizar os principais achados de imagem dessa associação duplamente epileptogênica.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR49

OS NOVOS HORIZONTES DA NEUROIMAGEM NO RECONHECIMENTO DE PADRÕES COM CORRELAÇÃO GENÉTICO-FENOTÍPICA DO ESPECTRO DE LISENCEFALIA

COSTA, HEBER (AMERICAS MEDICAL CITY)
REGO, CAIO (AMERICAS MEDICAL CITY)
CASTRO, PEDRO (AMERICAS MEDICAL CITY)
SANTOS, ROBERTO (AMERICAS MEDICAL CITY)
WAJNBERG, CAROLINA (AMERICAS MECICAL CITY)
BASONI, CARLOS (AMERICA MEDICAL CITY)
Ensaio iconográfico com série de casos do espectro de Lisencefalia (LIS) com objetivo de ilustrar os novos desafios da correlação […]

Ensaio iconográfico com série de casos do espectro de Lisencefalia (LIS) com objetivo de ilustrar os novos desafios da correlação de características de imagem com alterações genéticas. A lisencefalia é uma malformação do desenvolvimento cortical associada à migração neuronal deficiente e formação anormal de giros cerebrais. O espectro LIS inclui agiria, paquigiria e heterotopia de banda subcortical. A primeira classificação do espectro mostrou associação do espectro LIS ao gene LIS1 (PAFAH1B1), diferenciando-a da heterotopia subcortical em banda (HSB) relacionada ao gene DCX. No entanto, com o acelerado progresso na genética molecular foram identificados até o momento 19 genes associados a LIS-HBS. Genes os quais, codificam os microtúbulos estruturais (tubulina) ou proteínas associadas aos microtúbulos, sendo inclusos os genes:  ACTB, ACTG1, ARX, CDK5, CRADD, DCX, DYNC1H1, KIF2A, KIF5C, LIS1, NDE1, RELN, TUBA1A, TUBA8, TUBB, TUBB2B, TUBB3, TUBG1 e VLDL. Os estudos mais recentes propõem um sistema de classificação baseado em padrões de imagens reconhecíveis que preveem com segurança os genes causadores mais prováveis. Exemplificando, os únicos genes associados ao espectro de LIS com predominância anterior e posterior foram associados a proteínas motoras dos microtúbulos (DYNC1H1 e KIF5C). Já no tipo mais grave de LIS, com agiria difusa e hipoplasia cerebelar, existe associação com mutações em TUBA1A, TUBB2B e uma mutação única em CDK5. O comprometimento anterior é uma condição autossômica recessiva e fortemente associada a mutações em RELN e VLDLR. Este ensaio pictórico pretende demonstrar as recentes e fascinantes descobertas sobre o envolvimento genético das malformações congênitas, bem como demonstrar os desafios para criação de novas ferramentas de classificações por imagem e gravidade, orientando os testes genéticos com o propósito de melhorar o gerenciamento clínico e aconselhamento genético de pacientes com LIS-HSB.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR50

SCHWANNOMA MÚLTIPLO COM DEGENERAÇÃO MIXÓIDE – UM RELATO DE CASO

MOTA, ALICE MARÍLIA SILVA ABREU (HOSPITAL HELIÓPOLIS)
NISHIMURA, VICTOR DYEGO MENA ROMEIRO (HOSPITAL HELIÓPOLIS)
GONDO, FERNANDO HIROHITO BELTRAN (HOSPITAL HELIÓPOLIS)
ALARCON, ARIANE MENDES DE OLIVEIRA (HOSPITAL HELIÓPOLIS)
SANTOS, LARISSA VELAME (HOSPITAL HELIÓPOLIS)
WATABE, BRUNO EIITI (HOSPITAL HELIÓPOLIS)
INTRODUÇÃO: Os schwannomas e neurofibromas são tumores de bainha neural que podem ocorrer esporadicamente ou associados a síndromes como a […]

INTRODUÇÃO: Os schwannomas e neurofibromas são tumores de bainha neural que podem ocorrer esporadicamente ou associados a síndromes como a neurofibromatose tipos 1 e 2 e a schwannomatose. Embora benignos, a distinção entre esses tumores é necessária, pois a terapia, o potencial maligno e a correlação com síndromes tumorais são diferentes. Por vezes não é possível realizar tal distinção do ponto de vista patológico, nesse contexto, vale ressaltar que existem casos híbridos schwannoma/neurofibroma descritos na literatura, caracterizados pela proliferação de células de Schwann nodulares sólidas dentro de um fundo de neurofibroma frouxo com alterações mixóides. OBJETIVO: Apresentar os aspectos tomográficos de um tumor de bainha neural difuso com características de schwannoma com degeneração mixóide. RELATO DO CASO: Tratava-se de um homem de 52 anos com quadro álgico iniciado no membro inferior esquerdo há nove anos, refratária à analgesia, realizou investigação tomográfica que demonstrou múltiplas formações predominantemente hipodensas, com aparente degeneração cística e lipomatosa, com realce heterogêneo ao meio de contraste, por vezes de padrão anelar, algumas com calcificações, de margens definidas que deslocavam estruturas adjacentes sem provocar invasão direta e que seguiam o trajeto dos feixes nervosos. O paciente foi submetido a biópsia e o estudo anatomopatológico e imunohistoquímico demonstrou proliferação fusocelular com discreta atipia nuclear, diferenciação lipomatosa e mixóide altamente sugestivo de schwannoma com degeneração mixóide.
DISCUSSÃO: O schwannoma acomete mais comumente a cabeça e o pescoço, seguido do tronco, e, depois, os membros superiores e inferiores.Apenas 3 a 4% dos pacientes com schwanoma possuem lesões múltiplas. Apresentam-se como massas hipodensas bem circinscritas com padrão heterogêneo e degenerações císticas, com realce usualmente intenso homogêneo ou heterogêneo, com zonas persistentemente hipodensas causadas por necrose ou degeneração cística, fibrose da matriz e calcificação focal na tomografia computadorizada.
O paciente está realizando tratamento conservador e as lesões estão estáveis do ponto de vista radiológico corroborando a progressão tumoral habitualmente insidiosa.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR51

SÍNDROME DE STURGE WEBER: UM RELATO DE CASO

FERNANDA CORREIA PIMENTEL, LAÍS (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
NUNES GUIMARAES CARDOSO, CAROLINE (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
TEIXEIRA DE OLIVEIRA, JESSICA (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
BRENDA VIEIRA SANTOS, TAISA (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
Introdução: A síndrome de Sturge-Weber (SSW) é uma doença congênita rara caracterizada por angiomatose venosa leptomeníngea e um hemangioma facial […]

Introdução: A síndrome de Sturge-Weber (SSW) é uma doença congênita rara caracterizada por angiomatose venosa leptomeníngea e um hemangioma facial ipsilateral que coincide com o território do nervo trigêmeo. A lesão primária parece decorrer de uma anormalidade na circulação para o encéfalo e a face. O comprometimento é visto na pele da face, olho, encéfalo e leptomeninges. As lesões cutâneas consistem em veias dilatadas ou telangiectasias, criando a cor de “vinho do Porto” do nevo facial. A condição essencial para o diagnóstico é a presença da lesão intracraniana, com ou sem o nevo facial, usualmente os pacientes apresentam o nevo do mesmo lado da lesão leptomeníngea. As manifestações intracranianas consistem primariamente em regiões de drenagem venosa anormal dos hemisférios cerebrais e secundariamente do recrutamento de outras veias para drenagem venosa colateral. A consequência da circulação anormal consiste no desenvolvimento de atrofia progressiva do parênquima adjacente. A isquemia cerebral crônica leva à atrofia cortical lentamente progressiva, com calcificações distróficas girais. Descrição: Paciente do sexo feminino, 4 anos, apresenta nevo cutâneo congênito à direita e história de convulsões e atraso do desenvolvimento psicomotor há 3 anos. A tomografia computadorizada (TC) do crânio mostra sinais de redução volumétrica encefálica do hemisfério cerebral direito, associado à extensas calcificações corticais giriformes esparsas pelo parênquima cerebral direito e nas regiões parieto-occipital e temporal à esquerda, achados detectados no primeiro ano de vida da paciente. Discussão: Em consonância com quadro clássico da Síndrome de Sturge-Weber, as manifestações clínico-radiológicas da paciente mostram sinais fundamentais para o diagnóstico da doença. O padrão giriforme de calcificação foi demonstrado na TC e é característico nos lobos parietal posterior, temporal e occipital, o que é essencialmente patognomônico da SSW. Assim como, a lesão de pele clássica ipsilateral a lesão do parênquima cerebral, que acontece em cerca de 70% dos casos. No entanto, contrariando sua epidemiologia, o presente caso demonstrou-se fora do padrão, uma vez que a paciente apresentava achados na tomografia antes mesmo dos dois anos de idade, como habitualmente acontece.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR52

SÍNDROME DE TETHERED CORD (“SÍNDROME DA MEDULA ANCORADA”) EM ADULTO: DISCUSSÃO DE CASO

GOMES BRAGA, LUCAS (HOSPITAL MADRE TERESA)
MAGALHÃES DE VASCONCELLOS ROCHA, CLAUDIA (HOSPITAL MADRE TERESA)
AYRAN MORAIS, EDUARLEY (HOSPITAL MADRE TERESA)
DE ALMEIDA RIBEIRO, ALEX (HOSPITAL MADRE TERESA)
NAJAT BOECHAT LAHLOU, BRENDA (HOSPITAL MADRE TERESA)
CARDOSO E SANTOS, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA)
INTRODUÇÃO: A síndrome da medula ancorada não tratada tem um curso progressivo. A liberação cirúrgica, em pacientes selecionados, pode estabilizar […]

INTRODUÇÃO: A síndrome da medula ancorada não tratada tem um curso progressivo. A liberação cirúrgica, em pacientes selecionados, pode estabilizar ou melhorar a função e por isso a importância do diagnóstico precoce. Para o radiologista é importante conhecer seus achados de imagem para um adequado diagnóstico e tratamento.
DESCRIÇÃO SUCINTA : Mulher, 57 anos, relata que nasceu com espinha bífida e bexiga neurogênica com resíduo alto. Nega mielomeningocele. Apresenta infecções urinarias de repetição. Desde os 41 anos faz uso de sonda vesical duas vezes ao dia. Apresenta dores cronicas lombares, no corpo e nas pernas, associado a hipoestesia nos pés. No momento, em uso contínuo de pregabalina e macrodantina.
DISCUSSÃO RESUMIDA: Como a coluna vertebral cresce mais rápido que a medula, as lesões de amarração causam o alongamento progressivo da medula espinhal. A tração anormal leva a alterações isquêmicas crônicas e disfunção neuronal.
Principais achados clínicos: fraqueza progressiva nos membros inferiores ou perda de sensibilidade ; alteração do hábito intestinao e/ou urinário; dor lombar; deformidades da coluna vertebral, como escoliose; deformidades nos pés, como por exemplo pés cavos; estigmas cutâneos de disrafismo espinhal.
A síndrome da medula ancorada está associada à maioria dos principais tipos de disrafismo espinhal , exceto vértebras bífidas isoladas ( espinha bífida oculta ) e cistos neurentéricos. Assim, as causas mais comuns da síndrome da medula amarrada são os disrafismos espinhais fechados no espectro dos lipomas e o filum terminale tenso . Outras causas incluem aderências de aracnóide, malformação de cordão dividido, trato dos seios dérmicos e tumores dermóide / epidermóide . No caso da paciente descrita a medula estava presa em lipoma em L5-S1, sem siringomielia e estudo urodinamico evidenciava hipocontratilidade do detrusor associado a dissinergia.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR53

A IMPORTÂNCIA DO ÍNDICE DE POWERS: UM RELATO DE CASO DE INSTABILIDADE CERVICAL POR FRATURA DOS CÔNDILOS TEMPORAIS E FRATURA EXPLOSIVA DO ATLAS.

DUARTE, ALLYNE (CASA DE SAÚDE SÃO JOSE)
GUENKA, HENRIQUE (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
GOTTLIEB, ILAN (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
VALLE, PAULO (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
HOLLANDA, RAFAEL (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
RAMOS, STEPHANE (CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ)
Paciente de 87 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e parkinson, apresentando ainda osteoartrose cervical importante. Sofreu queda da própria […]

Paciente de 87 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e parkinson, apresentando ainda osteoartrose cervical importante. Sofreu queda da própria altura e evoluiu com instabilidade crânio cervical, realizou tomografia computadorizada que evidenciou fratura do tipo explosiva (burst) do atlas, com acometimento dos arcos posterior e anterior, bem como fratura bilateral dos côndilos occipitais, com dissociação craniocervical tipo III, índice de powers de aproximadamente 0,5 e classificação tipo III de Anderson-Montesano. A ressonância magnética posterior evidenciou lesão do ligamento alar direito por avulsão. O paciente evoluiu bem após artrodese cervical.
A fratura por explosão do atlas resulta pela sobrecarga de força decorrente do trauma sobre o crânio e pode resultar em diferentes tipos de lesão ligamentar. o mecanismo de trauma é de hiperextensão cervical severa seguida de deslocamento lateral. Considerando o diâmetro longitudinal do atlas em relação às demais vértebras, seu volume é menor e portanto deve se avaliar com atenção e em todos os planos e angulações.
Frente a este tipo de lesão o radiologista não deve se esquecer do índice powers que é de suma importância para inicialmente se desconfiar de dissociação atlanto-occipital.
Consiste em medir as relações do forame magno com o atlas. O índice é mensurado na linha média do plano sagital, conforme a razão da distância entre o Basion (A) e a linha anterior do arco posterior (B) e o Opisthion (C) e a linha posterior do arco anterior do atlas (D).
Os valores normais são < 1 na radiografia convencional e <0,9 na tomografia computadorizada. Se esta razão for < 1 deve se suspeitar de dissociação atlanto occipital. Apesar de ser um índice conhecido, muitas vezes é esquecido pela infrequência de sua aplicação, já que estas fraturas são incomuns.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR54

SÍNDROME DE ENCEFALOPATIA REVERSÍVEL POSTERIOR (PRES) POR COVID 19: CARACTERÍSTICAS EM IMAGENS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (RM).

GOMES BRAGA, LUCAS (HOSPITAL MADRE TERESA)
DE ALMEIDA RIBEIRO, ALEX (HOSPITAL MADRE TERESA)
AYRAN MORAIS, EDUARLEY (HOSPITAL MADRE TERESA)
MAGALHÃES DE VASCONCELLOS ROCHA, CLAUDIA (HOSPITAL MADRE TERESA)
PEDRINI PEREIRA¸ HERMES VINICIUS (HOSPITAL MADRE TERESA)
EDUARDO DA SILVA, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA)
OBJETIVOS: Elucidar o quadro clínico e os achados da ressonância magnética na Síndrome de encefalopatia posterior reversível (PRES) relacionada à […]

OBJETIVOS: Elucidar o quadro clínico e os achados da ressonância magnética na Síndrome de encefalopatia posterior reversível (PRES) relacionada à Covid19 e discutir diagnósticos diferenciais que cursam com essa síndrome. História clínica: Paciente RT-PCR positivo para COVID 19 em 28/11, com início dos sintomas gripais em 26/11, mantendo febre, dispneia e mialgia. Com oximetria domiciliar de 90% em ar ambiente no décimo segundo dia de sintomas buscou atendimento médico, foi internado em enfermaria e submetido à corticoterapia e O2 por cateter nasal (CN) (3L/min). No décimo quinto dia de sintomas -quarto dia de internação- não apresentava sintomas respiratórios e mantinha oximetria em 95% com O2 via CN (2L/min). Nessa manhã teve redução súbita da acuidade visual bilateral e cefaleia leve com fotofobia, resolvida com dipirona. Realizada Ressonância Magnética (RM) do crânio com achados sugestivos de PRES. Evoluiu com recuperação visual progressiva até melhora completa no décimo dia após início da disfunção. Durante a internação não se observaram picos hipertensivos. A RM de controle, 32 dias após a primeira, mostrou resolução completa dos achados relacionados à PRES. Discussão e diagnóstico: A PRES é um estado neurotóxico relacionado à má autoregulação vascular cerebral em resposta a alterações agudas na pressão arterial, com predileção por acometimento ocipitoparietal. Devido à hiperperfusão, a quebra da barreira hematoencefálica resulta em edema vasogênico, sendo a hipertensão arterial sistêmica (HAS) e a disfunção endotelial as principais teorias relacionadas à gênese da PRES. Clinicamente pode cursar com cefalodinia, distúrbio visual, confusão mental e convulsões. Os principais quadros clínicos relacionados à PRES são HAS, eclâmpsia/pré-eclâmpsia, quimioterapia e transplantes de órgãos associados a imunossupressão, sepse, infecções graves (incluindo a COVID 19) e doenças autoimunes. Conclusões: O uso difundido da RM familiarizou a PRES no meio médico assistencial. Por ser um diagnóstico incomum, é importante que os radiologistas conheçam o padrão de imagem e a clínica, bem como as doenças geralmente precipitantes dessa síndrome, buscando seu efetivo diagnóstico e condução.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR55

A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NO DIAGNÓSTICO E SEGUIMENTO DO TUMOR NEURONAL MULTINODULAR E VACUOLIZANTE DO CÉREBRO: RELATO DE CASO

MEDEIROS LEITE THEBERGE, ISADORA (REAL HOSPITAL DE BENEFICÊNCIA PORTUGUESA)
NASSIR HAZIN, ADRIANO (REAL HOSPITAL DE BENEFICÊNCIA PORTUGUESA)
SOUZA MENDONÇA, LUIZA (REAL HOSPITAL DE BENEFICÊNCIA PORTUGUESA)
BRITO FERNANDES CADETE, RAISSA (REAL HOSPITAL DE BENEFICÊNCIA PORTUGUESA)
INTRODUÇÃO: Este trabalho tem por objetivo destacar o papel da ressonância magnética encefálica no diagnóstico diferencial e seguimento do tumor […]

INTRODUÇÃO: Este trabalho tem por objetivo destacar o papel da ressonância magnética encefálica no diagnóstico diferencial e seguimento do tumor neuronal multinodular vacuolizante (MVNT), através de um relato de caso de paciente admitido em nossa instituição. RELATO: Paciente masculino, 37 anos, com queixa de episódios de afasia e déficit de memória de longa data, admitido para investigação clínica. RM evidenciou conglomerado de pequenas lesões focais arredondadas com hipersinal em T2/ FLAIR na substância branca subcortical, situadas na transição têmporo-parietal direita, sem efeito de massa, restrição à difusão ou realce pelo gadolínio, aspecto sugestivo de MVNT. Realizado eletroencefalograma no qual foi detectada atividade epileptiforme e RM com espectroscopia, que não evidenciou picos de colina em níveis neoplásicos, além de demonstrar valores habituais do N-Acetil aspartato, achados que corroboraram o diagnóstico inicial. As lesões permaneceram radiologicamente estáveis ao longo de dois anos de acompanhamento regular, sendo optada por conduta conservadora, diante do curso benigno. DISCUSSÃO: O MVNT é uma lesão glial/neuronal rara e benigna, recentemente incluída na classificação de tumores do sistema nervoso central pela Organização Mundial de Saúde em 2016, embora se comporte mais como uma malformação cortical ou lesão hamartomatosa. Sua maioria é assintomática, podendo cursar com epilepsia associada, sendo a RM o padrão-ouro no diagnóstico desta entidade, que apresenta padrão de imagem específico, representado por lesões nodulares subcorticais agrupadas e hiperintensas no T2/FLAIR, sem restrição à difusão, edema vasogênico, efeito de massa, realce ao gadolíneo ou calcificações associadas, podendo ser isointensas ou hipointensas no T1. Por serem lesões de caráter benigno e permanecerem estáveis, o seguimento radiológico é a conduta usualmente mais empregada, embora possa ser realizada abordagem cirúrgica como tratamento definitivo para pacientes sintomáticos. Nesse sentido, o padrão de imagem típico do MVNT demonstrados nas sequências de RM cranioencefálica permite predizer, com acurácia elevada, o diagnóstico, no diferencial com outras patologias, a exemplo do tumor neuroepitelial disembrioplástico (DNT), da displasia cortical focal ou mesmo de espaços perivasculares. CONCLUSÃO: A RM se destaca no diagnóstico e seguimento clínico-radradiológico do MVNT e contribui para evitar procedimentos invasivos intracranianos de confirmação patológica.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR56

INFARTO MEDULAR DEVIDO À TROMBOFLEBITE SÉPTICA CAUSADA POR MSSA EM COINFECÇÃO COM SARS-COV-2

FAGUNDES, MARÍLIA (HOSPITAL DE CLÍNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
MÜLLER, RENATA (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
TEIXEIRA, BERNARDO (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
Paciente feminino, 46 anos, diabética, hipertensa e tabagista, com febre há 8 dias e vírus SARS-CoV-2 detectável através de reação […]

Paciente feminino, 46 anos, diabética, hipertensa e tabagista, com febre há 8 dias e vírus SARS-CoV-2 detectável através de reação em cadeia de polimerase de transcrição reversa (RT-PCR), apresentou perda súbita de sensibilidade, força motora em membros inferiores e reflexos profundos, a nível medular T7. Tomografia computadorizada (TC) e Ressonância magnética (RM) da coluna torácica mostraram coleção paravertebral aos corpos vertebrais de T7 e T8 associada a trombos/êmbolos sépticos na veia ázigos. O estudo de RM identificou ainda sinais de edema medular ósseo do corpo vertebral de T7 e de mielopatia entre T5 e T7. Todas as amostras de hemoculturas identificaram Staphylococcus aureus sensível à meticilina (MSSA). Líquor demonstrou proteinorraquia. A biópsia do corpo vertebral trouxe citopatológico compatível com inflamação aguda moderada. Drenado abscesso paravertebral e instituída antibioticoterapia. Paciente manteve febre e iniciou com piora respiratória e perda de força em membros superiores. Na RM da coluna cervical, observou-se coleção alongada pré-vertebral ao nível de C5 e extensão do hipersinal medular até C3. Completados 24 dias sem resposta à oxacilina e com quadro neurológico reservado, evoluiu com hipotensão, má perfusão e óbito.
A coinfecção entre SARS-CoV-2 e outros patógenos tem sido estudada. Alguns estudos com pacientes hospitalizados por COVID-19 mostraram que, ao invés dos efeitos diretos do vírus, as infecções bacterianas resultaram em fatalidades, devido maior disseminação, proporcionada por resposta imunológica prejudicada. Dentre as coinfecções registradas, S. aureus foi prevalente, sendo o microrganismo comumente envolvido na tromboflebite séptica.
A tromboflebite séptica é a trombose venosa no contexto de inflamação e infecção. O exame de imagem indicado é a TC com contraste, que permite a visualização de falhas de enchimento nos vasos e do processo inflamatório circundante. O diagnóstico é feito baseado nesta evidência juntamente aos resultados de hemoculturas e culturas dos sítios infecciosos. A RM também pode ser recomendada.
No caso em questão, o estudo por RM foi importante, porque mostrou edema medular ósseo em contiguidade ao foco infeccioso e mielopatia possivelmente secundária a infartos medulares, contribuindo na avaliação do prognóstico.
A identificação e o tratamento imediato destes casos são necessários para prevenir maior envolvimento da circulação sistêmica com implicação no aumento da morbimortalidade.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR57

LESÃO TRANSITÓRIA DO ESPLÊNIO DO CORPO CALOSO: RELATO DE CASO

DE CARLI SOBRAL, RENAN (HOSPITAL GETULIO VARGAS)
FREIRE VASCONCELOS KRAUSE,BARBARA. (HOSPITAL GETÚLIO VARGAS)
FREIRE VASCONCELOS KRAUSE, DÉBORA. (HOSPITAL GETÚLIO VARGAS)
PARENTE BARBOSA,MARIA IVILYN (HOSPITAL GETÚLIO VARGAS)
MACHADO CARDOSO,CAMILA. (HOSPITAL GETÚLIO VARGAS)
SIQUEIRA NETO, MANOEL LAURO. (CENTRO DIAGNÓSTICO LUCILO AVILA)
Paciente masculino, 26 anos, com sintomas gripais no início de novembro/2020 e teste RT-PCR positivo para COVID-19, evolui com quadro […]

Paciente masculino, 26 anos, com sintomas gripais no início de novembro/2020 e teste RT-PCR positivo para COVID-19, evolui com quadro de cefaleia persistente, sendo encaminhado para realização de Ressonância Magnética para investigação. Tal exame evidenciou área nodular na linha média do corpo caloso, exibindo sinais de restrição à difusão, discretamente hiperintensa em T2 e isointensa em T1. Um mês após o paciente realizou exame de controle, não sendo, então, visualizados os achados previamente descritos. Tais achados de imagem e o seu desaparecimento, associados com sintomas gripais prévios e RT-PCR positivo, sugerem lesão transitória do esplênio do corpo caloso por COVID-19, sendo esta uma patologia rara, comumente associada a quadros infecciosos, traumas, uso de medicações e neoplasias. Os pacientes geralmente apresentam sinais e sintomas neurológicos inespecíficos, com alterações radiológicas à Ressonância Magnética (RM), caracterizado por aumento da intensidade de sinal no T2 e diminuição da intensidade de sinal nas imagens ponderadas em T1. Sabe-se que a lesão transitória do esplênio do corpo caloso é causa por outros vírus, mas existe relação desta lesão em associação ao COVID-19.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR58

DOENÇA DE HIRAYAMA COMO DIAGNÓSTICO DIFERECIAL DE ATROFIA MUSCULAR DOS MEMBROS SUPERIORES

QUEVEDO, LUIS (DASA RJ)
HYGINO, CELSO (DASA RJ)
Paciente masculino, 15 anos, com queixa de fraqueza nos membros superiores há cerca de 1 ano. Ao exame físico com […]

Paciente masculino, 15 anos, com queixa de fraqueza nos membros superiores há cerca de 1 ano. Ao exame físico com sinais de atrofia distal e fraqueza nos membros superiores. Após o atendimento inicial, foi solicitado ressonância magnética (RM) do crânio e das colunas cervical e dorsal. As imagens iniciais das colunas demonstraram ligeiro afilamento da medula cervical ao nível de C4-C5 e C5-C6, bem como sinais de mielopatia compressiva/alteração isquêmica por compressão nas porções medulares posteriores e laterais, desde C5 a C6-C7. Após esses achados, foram realizadas aquisições com o pescoço em flexão, que tornaram mais evidente o ingurgitamento do plexo venoso cervical posterior extradural, o qual determinava deslocamento anterior, compressão medular na sua porção posterior, notadamente de C4 a C6, bem como redução da amplitude do canal vertebral.
A doença de Hirayama também conhecida como atrofia muscular espinhal juvenil não progressiva, originalmente descrita em 1959, trata-se de uma rara mielopatia cervical benigna que afeta principalmente indivíduos do sexo masculino, clinicamente caracterizada por início insidioso de atrofia e fraqueza distal, unilateral e/ou bilateral assimétrica, com envolvimento principalmente dos músculos da mão e antebraço, inervados pelos miótomos de C7, C8 e T1, sem sinais piramidais ou sensoriais.
A compressão da medula cervical inferior pelo saco dural posterior durante a flexão repetida e/ou sustentada resulta em alterações da microcirculação no território da artéria espinhal anterior ao nível mais cifótico. A suscetibilidade dos cornos anteriores da medula cervical inferior à isquemia é a responsável pela necrose e atrofia em correspondência.
A ressonância magnética é o melhor método de imagem para realizar o diagnóstico da doença de Hirayama. Foram descritos os seguintes achados para esta doença: atrofia localizada da medula cervical inferior, afilamento medular assimétrico, alteração de sinal na medula cervical inferior, curvatura cervical anormal, perda de inserção dural. Com a manobra de flexão na ressonância magnética, há a migração anterior da parede dural e é observado o aumento do plexo venoso cervical posterior.
O objetivo da apresentação deste relato de caso é tornar a Doença de Hirayama amplamente compreendida pelos médicos radiologistas, auxiliando assim no diagnóstico e manejo precoce, o que pode ser decisivo no prognóstico clínico desses pacientes e na interrupção da deterioração muscular progressiva.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR59

MENSURAÇÃO DO COEFICIENTE DE DIFUSÃO APARENTE (ADC) DE UM PLASMOCITOMA DO CLÍVUS

BORELLA, LUIZ FERNANDO MONTE (UNICAMP)
CHACON, JOÃO AUGUSTO ALEIXO (UNICAMP)
DUARTE, JULIANA ÁVILA (UFRGS)
REIS, FABIANO (UNICAMP)
Plasmocitomas são proliferações clonais localizadas dos plasmócitos advindos do osso ou de tecidos moles. São classificados pela Organização Mundial de […]

Plasmocitomas são proliferações clonais localizadas dos plasmócitos advindos do osso ou de tecidos moles. São classificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como plasmocitomas solitários ósseos e plasmocitomas extramedulares. Plasmocitomas cranianos solitários são raros e a maior parte deles envolvem a convexidade, sendo plasmocitomas da base do crânio ainda mais raros, com menos de 10 relatos na literatura. Todos os plasmocitomas solitários ósseos devem ser avaliados para descartar mieloma múltiplo subjacente, já que esta associação é a mais comum. O coeficiente de difusão aparente (apparent diffusion coeficiente – ADC) é uma sequência de ressonância magnética baseada no movimento Browniano das moléculas de água para calcular a difusão dos prótons de água através do tecido. A mensuração do ADC tem se mostrado uma ferramenta valiosa para detecção e caracterização de tumores de órgãos parenquimatosos e de linfadenopatias nos últimos anos. Tecidos hipercelulares restringem a difusão das moléculas de água e apresentam valores baixos ao ADC. De forma análoga, os valores são altos em tecidos de baixa celularidade, nos quais há pouca ou nenhuma restrição à difusão das moléculas de água. O presente estudo reporta um caso da avaliação de uma lesão tumoral do clívus por ressonância magnética de um paciente de 55 anos do sexo masculino, destacando a utilidade da mensuração do coeficiente de difusão aparente. Como observado nos plasmocitomas de outros sítios, a lesão do clívus demonstrou baixos valores aferidos de ADC, inferindo alta celularidade e corroborando para a suspeita diagnóstica de plasmocitoma. Após biópsia estereotáxica, o diagnóstico foi confirmado, bem como foi investigado mieloma múltiplo subjacente. Após confirmar também o diagnóstico de mieloma múltiplo, iniciou tratamento específico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR60

MENINGIOMAS ENSÁIO PICTÓRICO

COSTA, ARACI L C B D (HOSPITAL SARAH)
Introdução: Os meningiomas são tumores originados de células das vilosidades aracnoídeas e representam aproximadamente 15% dos tumores intracranianos primários, com […]

Introdução:
Os meningiomas são tumores originados de células das vilosidades aracnoídeas e representam aproximadamente 15% dos tumores intracranianos primários, com pico em torno dos 45 anos. A localização preferencial é na convexidade cerebral ao longo do seio sagital superior, podendo ocorrer também na base do crânio, na goteira olfatória e na sela túrcica. No canal espinhal são intradurais e extramedulares, mais comuns na região torácica. A atual classificação da OMS contempla três graus de malignidade, sendo que o grau IV fica reservado para os sarcomas de meninge.  
Objetivo:
Demonstrar achados de imagens de complicações decorrentes de meningiomas em virtude da topografia ou aspecto invasivo.
Material e Método
Foram analisadas retrospectivamente ressonâncias magnética de pacientes com meningioma extraaxial intracraniano e na transição craniovertebral, comprovados por investigação histológica, e determinantes de complicações em virtude da localização ou aspecto invasivo.
Conclusão: Os meningiomas constituem tumores na maioria das vezes benigno, porém a depender da sua localização ou grau histológico, podem comprometer estruturas nobres, seja pelo efeito mecânico, ou pelo aspecto invasivo, sendo necessário controle rigoroso, mesmo para lesões de aspecto típico, sem complicações, na época do diagnóstico.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR61

TYPICAL PRESENTATION OF THE RARE ARTERY OF PERCHERON OCCLUSION

LEAO, ROGERIO. (UNIFESP)
SERPA, AUGUSTO. (UNIFESP)
MEDEIROS, LUCAS. (UNIFESP)
ROCHA, GABRIEL. (UNIFESP)
Materials and methods: 72-years-old female, complaining of diplopia, lateral deviation of the left eye, left ptosis for the last 3 […]

Materials and methods: 72-years-old female, complaining of diplopia, lateral deviation of the left eye, left ptosis for the last 3 days, and impaired consciousness for the last day. At the emergency department, she presented with bilateral paralysis of the third cranial nerve (oculomotor nerve). A brain magnetic resonance imaging (MRI) study revealed symmetrical bilateral paramedian thalamic hyperintense areas on the diffusion-weighted sequence (DWI), compatible with an acute ischemic event, suggestive of AoP occlusion.
Results and discussion: The thalamopeduncular syndrome is among the commonest presentations of AoP obstruction, and its clinical manifestations include cervical dystonia, abnormal eye movements, ataxia, cognitive impairment, and behavioral disorders.
An early brain nonenhanced computed tomography usually does show abnormalities. Hypoattenuating areas in both thalamus that extend into the central area of ​​the midbrain may appear in later stages.
The MRI with DWI sequence is the exam of choice and reveals restriction to diffusion in the affected areas. The T2/FLAIR-weighted sequences show a hyperintensity in the medial thalamus. In just over half of the cases, a region with a “V” shaped hyperintensity affects the medial surfaces of the cerebral peduncles and the rostral midbrain.
The main differential diagnosis of AoP occlusion is basilar artery thrombosis, however, it is more extensive and involves part or all of the rostral midbrain, occipital lobes, upper vermis, and thalamus. Deep cerebral venous thrombosis is also a differential diagnosis, however, it usually involves the basal ganglia, posterior limb of the internal capsule, and the entire thalamus, with T2*-weighted MRI sequences (GRE, SWI) showing “blooming” artifact in the deep cerebral veins.
Conclusions: Although rare, AoP occlusion should be part of the differential diagnosis when symmetrical bilateral paramedian thalamic and mesencephalic lesions occur.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR62

ENCEFALOMIELITE AGUDA DISSEMINADA APÓS INFECÇÃO POR SARSCOV-2: RELATO DE CASO E REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA.

GOMES BRAGA, LUCAS (HOSPITAL MADRE TERESA)
AYRAN MORAIS, EDUARLEY (HOSPITAL MADRE TERESA)
MAGALHÃES DE VASCONCELLOS ROCHA, CLAUDIA (HOSPITAL MADRE TERESA)
DE ALMEIDA RIBEIRO, ALEX (HOSPITAL MADRE TERESA)
EDUARDO DA SILVA, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA)
VINICIUS PEDRINI PEREIRA¸ HERMES (HOSPITAL MADRE TERESA)
INTRODUÇÃO: A encefalomielite aguda disseminada (ADEM) é caracterizada por uma inflamação aguda monofásica e desmielinização da substância branca, tipicamente após […]

INTRODUÇÃO: A encefalomielite aguda disseminada (ADEM) é caracterizada por uma inflamação aguda monofásica e desmielinização da substância branca, tipicamente após uma infecção viral recente , por volta de 2 semanas, ou vacinação. Desde o final do ano de 2019 observamos o desenvolvimento da pandemia do covid 19 no mundo e notamos um aumento de síndromes relacionadas a essa infecção viral e o ADEM é uma delas.
DESCRIÇÃO SUCINTA : Homem , 75 anos, relata início de quadro de Covid 19 em 19/08/2021 e após 2 semanas iniciou quadro crônico de cefaleia em pressão, de intensidade 4/10 e após 3 semanas do quadro do covid 19 teve episódio de alteração de consciência, acompanhado por movimentos tônico clonicos, mordedura de língua e desvio supra ocular, com pós ictal sonolento e confuso. Paciente nega pródromos. Nega eventos prévios semelhantes. nega déficits neurológicos, nega pródromos infecciosos. Nega cefaleia. Nega déficits neurológicos associados na ocasião ou sequelares. Realizou ressonância magnética do crânio que evidenciou lesões sugestivas de ADEM.
DISCUSSÃO RESUMIDA: Acredita-se que a encefalomielite aguda disseminada ocorra a partir de uma reatividade cruzada na imunidade aos antígenos virais, desencadeando um ataque autoimune subsequente no SNC. Em aproximadamente metade de todos os casos confirmados, os anticorpos da imunoglobulina G anti-MOG (mielina oligodendrócito glicoproteína) podem ser identificados. A marca patológica é a inflamação perivenular, que também é uma característica da esclerose múltipla . A recuperação completa em um mês é o desfecho mais comum, com sequelas (mais comumente convulsões) observadas em uma proporção significativa dos casos.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR63

CISTO EPIDERMÓIDE DA FOSSA MÉDIA: RELATO DE CASO COM ACHADOS INCOMUNS NA RM

CASTIONI, CAROLINA (HOSPITAL PUC CAMPINAS)
NIVOLONI, RAFAELA CONTESINI (HOSPITAL PUC CAMPINAS)
CASTIONI, FELIPE (HOSPITAL VERA CRUZ)
SABINO, JOÃO VITOR (HOSPITAL PUC CAMPINAS)
GONÇALVES, GIULIA SOARES (HOSPITAL PUC CAMPINAS)
KRETCHETOFF, BIANCA TIEMY (HOSPITAL PUC CAMPINAS)
Objetivo: Relatar um caso de tumor epidermóide da fossa craniana média com achados de imagem e localização incomuns, divergindo dos […]

Objetivo: Relatar um caso de tumor epidermóide da fossa craniana média com achados de imagem e localização incomuns, divergindo dos casos clássicos da literatura e ampliando a discussão das possibilidades de diagnósticos diferenciais. Além da associação com sintomas neurológicos neste caso, embora seja uma lesão benigna, de crescimento lento e geralmente em pacientes assintomáticos.
Detalhamento de caso: Paciente de 43 anos, sexo masculino, com queixa de cefaléia contínua, refratária ao uso de medicação, associada à turvação visual.
Realizada investigação com ressonância magnética (RM) do crânio, evidenciando lesão expansiva arredondada bem delimitada, centrada na fossa média à esquerda, hipointensa em T1 e homogeneamente hiperintensa em T2 e FLAIR, sem realce ao meio de contraste, com restrição à sequência de difusão e baixo sinal no ADC. A lesão apresentou-se ainda como um desafio ao determinar a sua origem intra ou extra-axial devido aos poucos sinais preditores.
Encaminhado para ressecção cirúrgica eletiva total da lesão, com posterior análise do tecido por anatomia patológica evidenciando lesão extra-axial compatível com cisto epidermóide.
Considerações finais:
Os cistos epidermóides do sistema nervoso central (SNC) são condições incomuns, localizados mais frequentemente no ângulo pontocerebelar e regiões parasselares. Eles são revestidos por epitélio escamoso e lamelas de queratina, tornando seu conteúdo branco-perolado e pastoso e frequentemente atribuindo caráter heterogêneo aos exames de imagem. 
Geralmente mostram hipointensidade em imagens de RM ponderadas em T1 e hiperintensidade em imagens de RM ponderadas em T2, já na sequencia FLAIR o sinal é heterogêneo e pode ser mais baixo que o T2. Além do realce fino e periférico ao meio de contraste e alto sinal na sequencia de difusão.
Relatamos um caso de tumor epidermóide da fossa craniana média com achados de imagem e localização incomuns.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR64

LESÃO AVULSIVA DE RAIZ NERVOSA DO PLEXO BRAQUIAL: RELATO DE CASO

BEZERRA MAKSOUD, SOFIA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
GOMES, PAULA VIRGINIA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
DELGADO SIMÕES, LARISSA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
BEZERRA NOBRE, VINÍCIUS (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
PEREIRA MORIMOTO, TAUY (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
INTRODUÇÃO: Lesões do plexo braquial são lesões do nervo periférico que afetam extremidades superiores de forma grave, levando ao prejuízo […]

INTRODUÇÃO:
Lesões do plexo braquial são lesões do nervo periférico que afetam extremidades superiores de forma grave, levando ao prejuízo funcional e à incapacidade física. Em pacientes adultos, as lesões têm como principal causa o trauma, principalmente acidentes automobilísticos. São classificadas quanto à localização em lesões pré-ganglionares, pós-ganglionares ou a combinação de ambas. A avulsão da raiz nervosa é uma lesão pré-ganglionar que consiste na desconexão do nervo periférico ao sistema nervoso central. O diagnóstico por imagem, tendo destaque a ressonância magnética, é parte fundamental do seu manejo, já que ajuda a localizar o nível da lesão e, assim, determinar a conduta adequada.
DESCRIÇÃO SUCINTA:
Paciente masculino, 34 anos e antecedente pessoal de acidente automobilístico há 05 anos. A ressonância magnética do plexo braquial mostrava uma imagem cística nodular no nível de T1-T2 com alto sinal nas sequências ponderadas em T2 e em STIR (Short Time Inversion Recovery) e baixo sinal na sequência ponderada em T1, compatível com pseudomeningocele. A sequência FIESTA (Fast Imaging Employing Steady-state Acquisition) evidenciava lesão por avulsão da raiz nervosa de T1 à direita.
DISCUSSÃO RESUMIDA:
A lesão do plexo braquial afeta a qualidade de vida e pode causar dor e incapacidade permanentes. Possui maior incidência em pacientes do sexo masculino com idades entre 15 e 25 anos e tem como etiologia principal o trauma, incluindo acidentes automobilísticos, lesões esportivas, ferimentos por arma de fogo ou lesões obstétricas. Por outro lado, causas não traumáticas compreendem tumores, anomalias congênitas e irradiação.
A avulsão da raiz nervosa do plexo braquial é uma lesão pré-ganglionar que representa a separação do nervo periférico com o sistema nervoso central e possui prognóstico ruim, já que a raiz lesionada dificulta o tratamento de reconstrução.
A ressonância magnética, sobretudo na sequência FIESTA, é o método não invasivo mais utilizado para avaliar lesões avulsivas de raízes nervosas, já que possui alta sensibilidade, especificidade e valor preditivo positivo. O diagnóstico precoce do nível da lesão avulsiva é imprescindível para traçar o tratamento precoce e trazer melhores resultados.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR65

COMPLICAÇÕES NEUROLÓGICAS PÓS-VACINA DA COVID-19

LILLIAN GONÇALVES CAMPOS (HCPA)
ANA CRISTINA DELGADO (PUC-RS)
ALEXSANDRO MACKENZIE DA SILVA E SILVA (UFRGS)
FABIANO REIS (UNICAMP)
MARIANA DALAQUA (CENTRE HOSPITALIER DU VALAIS)
JULIANA AVILA DUARTE (UFRGS/ HCPA)
Objetivo: descrever dois casos de complicações neurológicas graves após a vacina AstraZeneca contra a Covid-19. Introdução: Casos de trombose e […]

Objetivo: descrever dois casos de complicações neurológicas graves após a vacina AstraZeneca contra a Covid-19.
Introdução: Casos de trombose e trombocitopenia foram relatados em pessoas que receberam recentemente a vacina AstraZeneca COVID-19, ocorrendo principalmente em 14 dias após a vacinação, podendo ocorrer trombose das veias mesentéricas ou trombose venosa cerebral / trombose de seio venoso cerebral. A maioria das notificações envolveu mulheres com menos de 55 anos. Outra complicação que tem sido relatada é a trombocitopenia trombótica imune pós-vacina (VITT).
Embora a mielite transversa aguda (ATM) seja uma condição neurológica rara (1,34-4,6 casos por milhão / ano), ocorreram alguns casos de ATM associados a vacina da AstraZeneca COVID-19.
Caso 1: — Paciente do sexo feminin0, 22 anos, com quadro de cefaleia, nauseas e vomitos há dois dias, com piora dos sintomas. Procura a emergência e evolui com desorientacão, disartria e hemiparesia a esquerda. Vacina para COVID - Astrazeneca há +-10 dias. Paciente vem trazida pela SAMU, vaga zero, por suspeita de AVC hemorrágico. História de cefaleia há 3 dias dias, refratária a analgesia domiciliar.
Evoluiu com piora rápida do quadro clínico e das alterções na TC e angioTC que demonstraram em novo exame reaizado após quatro horas da chegada com TEP, tromboses venosas cerebrais, aumento das dimensões dos hematomas intraparenquimatosos por infartos venosos, síndrome de hipertensão intracraniana e desvio da linha média.
Caso 2: — Paciente do sexo masculino, 42 anos vem à emergência acompanhado da esposa e recebeu a vacina Astrazeneca há 3 semanas - primeira dose - apresentando sintomas gripais por aproximadamente dois dias, associado à dor na região dos olhos. Relata que após esses dois dias iniciou com perda visual bilateral progressiva, pior no olho esquerdo, evoluindo para perda visual total n dia 24/07. Há uma semana iniciou com parestesias em hemicorpo esquerdo, associado à prurido e dor em região dorsal e abdominal do mesmo lado, sem alterações de mobilidade. Polineuropatia inflamatória secundária à vacina - Neurite óptica bilateral + mielite longitudinalmente extensa. Vacina como provável desencadeante.
Conclusão: apesar de raras, as complicações graves após a vacina AstraZeneca contra a Covid-19 tem sido descritas na literatura e tem ocorrido com maior frequência com o aumento o número de vacinados e devem ser reconhecidas pelo médico clínico e pelo médico radiologista.

RELATO DE CASO

NEURORRADIOLOGIA

NR66

NEURO BEHÇET, UM RELATO DE CASO.

CAMPOS ARENARI, LAIS. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
KAKUDATE, RAFAEL. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
JOICE LIBÓRIO BARBOSA, CAMILA. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
FONTALVO MARTIN, MARCELO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
SOUTO NACIF, MARCELO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
MAURÍCIO CANAVEZI INDIANI, JOÃO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
Neuro Behçet é descrita como o acometimento do sistema nervoso central que ocorre em alguns pacientes portadores da doença de […]

Neuro Behçet é descrita como o acometimento do sistema nervoso central que ocorre em alguns pacientes portadores da doença de Behçet, esta afecção pode apresentar-se de maneiras diversas. A ressonância magnética do crânio aliada ao estudo do líquor tornam-se importantes métodos diagnósticos, dentre os achados podemos citar lesões focais ou multifocais na neuroimagem, pleocitose e aumento de proteínas na análise liquórica.
Relato de Caso: DO, 37 anos, apresenta-se com alteração comportamental, agitação e perda de controle esfincteriano, refere um episódio de febre associada a cefaleia e dois acidentes automobilísticos recentes. Tabagista, etilista, hipertenso não controlado, afirma uso recreativo de Cannabis e relata úlceras orais e genitais recorrentes. Realizado rastreio infeccioso amplo e exames de neuroimagem, nos quais evidenciou-se pleocitose e aumento de proteínas no líquor, alteração na intensidade de sinal na topografia do trato corticoespinhal à direita, estendendo-se desde a região nucleocapsular, pedúnculo cerebral e ponte à direita, além de pequeno foco de realce no pedúnculo cerebral. Os exames associados ao quadro clínico de alteração comportamental, úlceras orais e genitais, resultaram no diagnóstico de neuro Behçet. A doença de Behçet é uma afecção inflamatória crônica multissistêmica sem marcador específico e de etiopatogenia desconhecida, caracterizada pela tríade clássica de úlceras orais e úlceras genitais associadas a uveíte . O acometimento do sistema nervoso central (Neuro Behçet) ocorre em 5 a 10% dos casos e pode apresentar manifestações diversas, tais como meningoencefalite, síndrome piramidal, hipertensão intracraniana e distúrbios psiquiátricos. A ressonância magnética do crânio é o método mais sensível quando há envolvimento parenquimatoso, apresentando-se com lesões focais ou multifocais hipointensas em T1 e hiperintensas e T2 e Flair, com realce variável, podendo estar associadas a edema vasogênico, assim como trombose da veia central. As lesões são encontradas preferencialmente nos pedúnculos cerebrais, ponte e núcleos lenticulares. Não há diferença no padrão das lesões nas fases aguda e crônica da doença.
Outro importante exame diagnóstico é a avaliação do líquor, que geralmente apresenta-se com pleocitose e aumento de proteínas.
É importante enumerar como diagnósticos diferenciais outras vasculites, doenças inflamatórias e esclerose múltipla.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR67

LESÕES CEREBELARES NA ESCLEROSE TUBEROSA: ASPECTO DE IMAGEM E EVOLUÇÃO NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA

DEFENDI, LARISSA DE ANDRADE (UNIFESP)
NISHIMURA, VICTOR DYEGO MENA ROMEIRO (HOSPITAL HELIÓPOLIS)
CAMARGO, MARCOS VICENTE DE (UNIFESP, HIAE)
SILVA, FREDERICO ADOLFO BENEVIDES (UNIFESP, HIAE)
YAMANOE, CLAUDIO MASSAYUKI NAKAO (HIAE)
LEDERMAN, HENRIQUE MANOEL (UNIFESP)
Introdução: O complexo da esclerose tuberosa (CET) é uma desordem genética associada a lesões em múltiplos órgãos, tais como coração, […]

Introdução: O complexo da esclerose tuberosa (CET) é uma desordem genética associada a lesões em múltiplos órgãos, tais como coração, tegumento, esqueleto e sistema nervoso central (SNC). Cerca de 90% dos pacientes apresentam lesões supratentoriais (túberes corticais e subcorticais), frequentemente estáveis e associadas a convulsões e alterações do desenvolvimento. O acometimento infratentorial, por sua vez, ocorre em cerca de 30 a 40% dos pacientes pediátricos, está mais associado à presença de túberes e tende a sofrer algum tipo de alteração com o tempo em até 46% dos casos. Atrofia cerebelar focal distrófica e hipoplasia cerebelar parcial ou total constituem outras lesões infratentoriais já relatadas. A associação entre lesões infratentoriais e um fenótipo clínico mais severo do CET, com maior porcentagem de mutação do gene TSC2, ainda não foi amplamente esclarecida. Entretanto, sabe-se que as lesões cerebelares raramente ocorrem na ausência de túberes supratentoriais e sua presença associa-se, portanto, a uma maior carga de lesões. O objetivo deste ensaio é apresentar os padrões de imagem e a evolução do acometimento cerebelar em crianças com diagnóstico definitivo de esclerose tuberosa.
Descrição: Túberes cerebelares apresentam-se predominantemente em forma de cunha ou banda e tendem a poupar o vermis e as regiões mediais dos hemisférios cerebelares, inferindo um provável mecanismo metabólico-vascular associado à sua patogênese. São geralmente hiperintensos em T2 e hipo/isointensos em T1. Na literatura, nota-se maior probabilidade de realce ao meio de contraste se comparados aos túberes corticais, além de altos valores de ADC. Ademais, tendem a calcificar com mais frequência, o que possivelmente representa o estágio final da organização neuronal anômala e gliose evidenciados na histopatologia. A alta frequência de calcificação e retração dos túberes contribuem com a presença de atrofia das folias, demonstrada nas imagens radiológicas e na histologia. São necessários estudos adicionais para elucidação do papel dos túberes cerebelares no fenótipo das manifestações clínicas da CET.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

NEURORRADIOLOGIA

NR68

COMPLICAÇÕES NEUROLOGICAS DA COVID-19

DANIEL TEIXEIRA DOS SANTOS (HCPA)
WYLLIANS VENDRAMINI BORELLI (HCPA)
MARIANA DALAQUA (CENTRE HOSPITALIER DU VALAIS)
MARINO MUXFELDT BIANCHIN (UFRGS/ HCPA)
FABIANO REIS (UNICAMP)
JULIANA AVILA DUARTE (UFRGS/ HCPA)
Objetivos: 1-Descrever diversos casos de complicações neurológicas da Covid-19 em três centros universitários; 2-Demonstrar os principais achados de imagem; 3-Revisão […]

Objetivos: 1-Descrever diversos casos de complicações neurológicas da Covid-19 em três centros universitários; 2-Demonstrar os principais achados de imagem; 3-Revisão da literatura.
Discussão/conclusão: Pacientes com COVID-19 grave apresentam uma ampla gama de padrões neurorradiológicos. As alterações mais comuns incluem hiperintensidades de sinal em FLAIR e na difusão no lobo temporal, hiperintensidades de sinal em FLAIR multifocais e lesões hiperintensas na substância branca na difusão associadas a lesões hemorrágicas e extensas microhemorragias isoladas de substância branca. No entanto, complicações neurológicas incomuns de COVID-19 foram descritas envolvendo gânglios basais bilaterais que deve ser considerado no raciocínio do diagnóstico diferencial. Terminologias distintas são descritas, como leucoencefalite hemorrágica aguda (AHLE), encefalite necrosante aguda (ANE) e leucoencefalopatia aguda disseminada necrosante associada a vírus (VANDAL) . Uma alta suspeita clínica é necessária para considerar essas patologias, uma vez que raramente são descrito na literatura.

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