Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME01

LESSÃO ÓSSEA ESCLERÓTICA NA EPÍFISE DISTAL DO FÊMUR EM PACIENTE JOVEM - UM RARO CASO DE SARCOMA DE EWING EPIFISÁRIO

FERREIRA MAIA, DANILO (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
RELATAR UM RARO CASO DE SARCOMA DE EWING RESTRITO À EPÍFISE DISTAL DO FÊMUR EM PACIENTE JOVEM, SEM ACOMETIMENTO EXTRA-ÓSSEO. […]

RELATAR UM RARO CASO DE SARCOMA DE EWING RESTRITO À EPÍFISE DISTAL DO FÊMUR EM PACIENTE JOVEM, SEM ACOMETIMENTO EXTRA-ÓSSEO.
PACIENTE DO GÊNERO MASCULINO, 22 ANOS DE IDADE, SEM COMORBIDADES, COM RELATO DE DOR NOJOELHO DIREITO HÁ 3 DIAS. SEM HISTÓRICO DE TRAUMA, SEM RELATO DE FEBRE, NEGA ALERGIAS, DEAMBULAÇÃO COM CLAUDICAÇÃO DISCRETA E SEM OUTROS ACHADOS AO EXAME FÍSICO DO ORTOPEDISTA.
A RADIOGRAFIA DO JOELHO MOSTRAVA UMA LESÃO ÓSSEA ESCLERÓTICA BEM DELIMITA NA EPÍFISE DISTAL DO FÊMUR, SEM ACOMETIMENTO EXTRA-ÓSSEO.
A RESSONÂNCIA DEMONSTROU UMA LESÃO HIPOINTENSA EM T1, HETEROGÊNEA EM T2, COM REALCE PERIFÉRICO PELO MEIO DE CONTRASTE.
A PRIMEIRA BIÓPSIA RELATOU OSTEOMIELITE, SEM RESPOSTA AO TRATAMENTO.
UMA NOVA BIÓPSIA RELATOU SARCOMA DE EWING.
O SARCOMA DE EWING É UMA NEOPLASIA DE ALTO GRAU, COM ÁREAS DE NECROSE. E
STE CASO DEMONSTRA UM RARO SARCOMA DE EWING RESTRITO À EPÍFISE, 1% DOS CASOS RELATADOS NA LITERATURA.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME02

SÍNDROME DE MCCUNE-ALBRIGHT: UM RELATO DE CASO.

COSTA CABRAL, MATHEUS (FUNDAÇÃO CRISTIANO VARELLA)
SOUZA OLIVEIRA, FABIANA (CENTRO UNIVERSITÁRIO GOVERNADOR OZANAMA COELHO)
INTRODUÇÃO: O diagnóstico sindrômico de McCune-Albright configura-se como uma morbidade de natureza rara, cuja as características são displasia fibrosa poliostótica, […]

INTRODUÇÃO: O diagnóstico sindrômico de McCune-Albright configura-se como uma morbidade de natureza rara, cuja as características são displasia fibrosa poliostótica, manchas tegumentares “café-com-leite”, bem como endocrinopatias com hiperfunção. SALIENTANDO A IMPORTÂNCIA E O INTERESSE DO CASO A SER APRESENTADO: Embora de prevalência baixa, a síndrome supracitada configura-se como importante causa de endocrinopatia hiperfuncionante, como hiperparatireoidismo, puberdade precoce e até hipertireoidismo. Além disso, quando a displasia fibrosa poliostótica é exuberante, há fraturas e danos ósseos de repetição ainda na infância, impactando negativamente na qualidade de vida do indivíduo. Assim, seu diagnóstico se torna crucial no manejo oportuno e precoce para garantir que o prognóstico desses pacientes sejam os melhores possíveis. Ressalta-se ainda que na maioria dos casos os achados ósseos por exame de imagem são as primeiras manifestações a serem identificadas. DESCRIÇÃO SUCINTA: Relata-se o caso de um paciente do sexo feminino, 31 anos, solteira, com histórico de hipertireoidismo e puberdade precoce. A paciente buscou ajuda médica em decorrência de dor óssea difusa e irritabilidade, negando demais sinais ou sintomas. Ao exame físico, os achados foram de deformidade óssea e máculas hipercrômias “manchas café com leite”, mais evidentes no tronco e membros superiores. Os exames laboratoriais não exibiam alterações significativas, visto que a paciente já vinha em acompanhamento com endocrinologista. A tomografia computadorizada evidenciou múltiplas lesões líticas insulflativas esparsas pelos arcos costais, ilíacos e sacro, com reabsorção periosteal associada, sem componente de partes moles associado (figuras). Diante do relatado, chegou-se à hipótese diagnóstica de síndrome de McCune-Albright e a paciente foi encaminhada ao tratamento multidisciplinar, visando primordialmente minimizar o risco de fraturas patológicas, bem como otimização de sua função endócrina. DISCUSSÃO RESUMIDA: Apesar de classicamente manifestar com a tríade clássica de displasia fibrosa poliostótica, endocrinopatia de hiperfunção e máculas hipercrômicas, muitas vezes tal entidade nosológica apresenta apenas com alterações ósseas e curso clínico assintomático, dificultando o seu diagnóstico e tratamento.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME03

AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DA MUCOPOLISSACARIDOSE TIPO 1

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HBDF)
CORDEIRO NASCIMENTO, LEONARDO (HBDF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HBDF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HBDF)
Introdução: Mucopolissacaridoses (MPS) são doenças metabólicas hereditárias caracterizadas por deficiência de enzimas lisossômicas responsáveis pela degradação de mucopolissacarídeos (glicosaminoglicanos), os […]

Introdução: Mucopolissacaridoses (MPS) são doenças metabólicas hereditárias caracterizadas por deficiência de enzimas lisossômicas responsáveis pela degradação de mucopolissacarídeos (glicosaminoglicanos), os quais, quando parcialmente degradados, se acumulam no organismo, culminando na degeneração celular crônica e afetando vários órgãos e sistemas, sendo o sistema esquelético um dos principais acometidos. As MPSs podem ser classificadas em 7 diferentes tipos de acordo com a enzima deficiente e a apresentação clínica. Nas estruturas ósseas há uma grande variedade de manifestações, cursando com displasia esquelética progressiva, denominada disostose multiplex, envolvendo o crânio, coluna, arcos costais, clavículas, pelve, joelhos, ossos longos, mãos e pés. Descrição: O desenvolvimento deste trabalho objetiva a elucidação das diversas apresentações da doença, demonstrando as variedades e padrões de alterações que se apresentam na avaliação radiográfica do acometimento do sistema musculoesquelético pela patologia, considerando-se que as mucopolissacaridoses apresentam um grande espectro de manifestações clínicas e radiológicas com base fisiopatológica que abrange aspectos hereditários e metabólicos, devendo-se correlacionar a amplitude dos achados de imagem dos diversos sistemas, visando o diagnóstico e tratamento precoces e, sempre considerando possíveis patologias associadas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME04

ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DAS FRATURAS DO RÁDIO DISTAL: ENSAIO PICTÓRICO SOBRE SEUS PRINCIPAIS EPÔNIMOS

COIMBRA DA CRUZ, MARINA (IRMANDADE SANTA CASA DE FERNANDÓPOLIS E CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
PIMENTA GRECCO SANO, ANA CAROLINA (IRMANDADE SANTA CASA DE FERNANDÓPOLIS E CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
SANO VIEIRA LEMES, CAMILA (IRMANDADE SANTA CASA DE FERNANDÓPOLIS E CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
ESTRUZANI, TAINA (IRMANDADE SANTA CASA DE FERNANDÓPOLIS E CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
OTA SANO, EDUARDO (CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
MOREIRA DA CRUZ, THIAGO (IRMANDADE SANTA CASA DE FERNANDÓPOLIS E CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE FERNANDÓPOLIS)
Introdução: As fraturas da porção distal do rádio representam cerca de 17% das fraturas nos departamentos de emergência, sendo a […]

Introdução: As fraturas da porção distal do rádio representam cerca de 17% das fraturas nos departamentos de emergência, sendo a fratura mais comum do antebraço. Por definição, distam em até três centímetros da articulação radiocárpica, apresentando-se de várias formas e graus de complexidade, para as quais existem diversas classificações. No entanto, na prática clínica, seus epônimos são os mais utilizados e reconhecidos para categorização destas lesões. Diante de tamanha incidência e da necessidade de sua caracterização para definição de condutas apropriadas para o reestabelecimento da congruência articular e preservação da qualidade funcional do punho, este trabalho objetiva revisar e sintetizar os aspectos radiográficos de alguns dos principais tipos/epônimos das fraturas radiais distais. Descrição: Fratura de Colles: fratura transversal na metáfise distal do rádio, com angulação e deslocamento dorsal do fragmento distal, assumindo uma deformidade que lembra a curvatura de um garfo, frequentemente associada a fratura do processo estiloide da ulna. É a mais comum do antebraço distal e decorre de quedas com a mão espalmada. Fratura de Smith: fratura extra-articular com deslocamento volar e angulação de seu fragmento. Também é conhecida como fratura de Colles reversa. Seu mecanismo de trauma envolve queda sobre o dorso da mão ou trauma direto em flexão palmar. Fratura de Barton: comprometimento marginal dorsal do rádio que se estende até a articulação radiocarpal, a qual se encontra deslocada, mas mantendo contato com a primeira fileira carpal, uma vez que não há lesões ligamentares associadas. Há ainda, fratura com as mesmas características, porém na face volar do rádio, conhecida como Barton Reversa. Fratura de Hutchinson: também conhecida como fratura do chofer, cuja linha da fratura é oblíqua, estendendo-se da margem radial do processo estilóide do rádio até a articulação radiocarpal. Em um cenário de trauma do punho, um estudo por radiografia será a primeira etapa de avaliação por imagem, devido a sua ampla disponibilidade, facilidade e baixo custo. Assim, é importante que os radiologistas reconheçam os padrões de imagem das principais lesões do rádio distal e seus epônimos, facilitando o diagnóstico, garantindo uma comunicação efetiva e padronizada com a equipe e possibilitando o manejo mais apropriado para cada caso.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME05

AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DA SÍNDROME DOLOROSA REGIONAL COMPLEXA

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HBDF)
ANTÔNIO SERRANO TORREJÓN, OSCAR (HBDF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HBDF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HBDF)
CARIBÉ ROCHA FILHO, LEONARDO (HBDF)
Introdução: A atrofia de Sudeck, também conhecida como síndrome dolorosa regional complexa, é uma condição com fisiopatologia ainda pouco elucidada, […]

Introdução: A atrofia de Sudeck, também conhecida como síndrome dolorosa regional complexa, é uma condição com fisiopatologia ainda pouco elucidada, que se relaciona com o aumento de citocinas inflamatórias, sensibilização nociceptiva com aumento da excitabilidade neuronal central e periférica e expressões autoimunes. Tais alterações se combinam e se manifestam clinicamente com quadros de alodinia, hiperalgesia, edema e alterações vasomotoras. Descrição: O presente trabalho visa discutir e exemplificar achados radiográficos de um caso da referida patologia, que se desenvolveu em paciente do sexo masculino, 34 anos, com histórico de fratura do punho esquerdo tratada por fixação cirúrgica há seis meses, queixando-se de dor intensa, rubor e sudorese local, sem sinais infecciosos. Discussão: A atrofia de Sudeck geralmente acomete extremidades e pode estar relacionada a trauma ou procedimentos cirúrgicos prévios ou ter apresentação idiopática. O acometimento é mais frequente no sexo feminino, na faixa etária dos 40-60 anos, sendo a apresentação bilateral menos comum. O diagnóstico se faz pela elucidação do quadro clínico associado com as alterações radiológicas, devendo-se avaliar a presença ou não de danos neurais para orientação terapêutica. Clinicamente, considera-se critérios como a manifestação por mais de seis meses de edema de partes moles, associado a alterações vasomotoras, atividade motora anormal e alodinia/hiperalgesia. À avaliação radiográfica, pode-se observar osteopeniaperiarticular marcante, reabsorção subperiosteal, aumento de partes moles na fase aguda da doença e, com a evolução do quadro, pode ocorrer atrofia de partes moles devido ao acometimento neuronal da doença. Os diagnósticos diferenciais envolvem patologias que se apresentam com porose óssea, como a osteoporose senil e a osteoporose por desuso.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME06

GUIA DE AVALIAÇÃO DE LESÕES OSSIFICADAS E CALCIFICADAS EM PARTES MOLES PARA RESIDENTE DE RADIOLOGIA. QUAL A DIFERENÇA?

DE PAULA SILVA, CAMILA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO AMARAL E CASTRO, ADHAM (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BAPTISTA, EDUARDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BONADIO, VIVIEN (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO CARMO BARROS SANTOS, DURVAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ALBERTO ROSEMBERG, LAERCIO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Introdução: Algumas patologias tendem a produzir calcificações enquanto outras, ossificações. O radiologista deve ficar atento aos sinais para diferenciá-las. Assim, […]

Introdução:
Algumas patologias tendem a produzir calcificações enquanto outras, ossificações. O radiologista deve ficar atento aos sinais para diferenciá-las. Assim, reconhecer lesões ossificadas e calcificadas de partes moles é particularmente importante para estreitar o diagnóstico diferencial. Os objetivos desse estudo são diferenciar as calcificações de ossificações através dos métodos de imagem de raio-X, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM); mostrar as localizações mais comuns, as características e principais diferenças das lesões ossificadas e calcificadas em partes moles.
Descrição sucinta do material apresentado:
Trata-se de uma série de casos ilustrativos (ensaio iconográfico) de lesões calcificadas e ossificada de partes moles, associada a breve revisão narrativa da literatura. Foram analisadas imagens de raio-X, TC e RM, disponíveis em nosso serviço, de lesões de partes moles que continham calcificações ou ossificações. Revisados e ilustrados os casos de imagem que continham as seguintes lesões em partes moles:
-Calcificadas: Tendinopatia calcária (depósitos por cristais de hidroxiapatita, pirofosfato de cálcio dihidratado), doenças por depósito de cristais por pirofosfato de cálcio dihidratado e urato monossódico (gota), detritos de artropatia destrutiva (articulação de Charcot, osteoartrite rapidamente destrutiva), condromatose sinovial, injeção de corticoide, calcinose tumoral idiopática, calcinose secundária (insuficiência renal crônica, esclerose sistêmica progressiva), tumores de tecidos moles (lipoma, condroma, bainha de nervo, sarcoma sinovial, outros sarcomas extraósseos), calcificações vasculares (aterosclerose, infecções flebolíticas, linfonodos).
-Ossificadas: entesopatia, fratura óssea avulsiva, osso acessório/sesamoide, sequela de ruptura tendínea, artropatia soronegativa (entesite proliferativa), ossificações heterotópicas (DISH, neuropatia), miossite ossificante.
Reconhecer as características e as principais lesões ossificadas e calcificadas em partes moles é fundamental para o médico radiologista, pois ajuda a estreitar os diagnósticos diferenciais e direcionar para a terapia adequada, por vezes evitando intervenções desnecessárias.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME07

AVALIAÇÃO MUSCULOESQUELÉTICAS DE PARTES MOLES PELA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA. O QUE PODEMOS AVALIAR?

DE PAULA SILVA, CAMILA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO AMARAL E CASTRO, ADHAM (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
CELESTINO MIRANDA, FREDERICO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
EDUARDO DARUGE GRANDO, PAULO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO CARMO BARROS SANTOS, DURVAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ALBERTO ROSEMBERG, LAERCIO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Introdução: A tomografia computadorizada (TC) é frequentemente utilizada para a caracterização da matriz e localização de lesões musculoesqueléticas em partes […]

Introdução:
A tomografia computadorizada (TC) é frequentemente utilizada para a caracterização da matriz e localização de lesões musculoesqueléticas em partes moles. No entanto, a ressonância magnética (RM) é o método de escolha para a caracterização destes tipos de lesões, com uma excelente definição dos componentes de partes moles. Os objetivos desse trabalho são: demonstrar a avaliação de lesões de partes moles pela TC; discutir as principais características das lesões musculoesqueléticas de partes moles pela TC e quando devemos prosseguir com outra modalidade de imagem; discutir as indicações e limitações dos achados musculoesqueléticos usando TC e comparar com outras modalidades de imagem (radiografia computadorizada (RC), ultrassom (US) e RM).
Descrição:
Trata-se de uma série de casos ilustrativos (ensaio iconográfico) sobre lesões musculoesqueléticas em partes moles, associado a breve revisão narrativa da literatura sobre o assunto. Foram analisadas imagens de TC em nosso serviço, sendo algumas comparadas com outros métodos de imagem (RC, US e RNM).
Avaliadas imagens de TC com as seguintes lesões musculoesqueléticas em partes moles agrupadas nas seguintes categorias: traumática, degenerativa, inflamatória, tumores não-agressivos e tumores agressivos.
A TC, embora com uma menor acurácia do que a US e a RM para avaliação de lesões de partes moles, possui um importante papel neste tipo de avaliação, especialmente quando estes métodos não estão prontamente disponíveis. O presente estudo ilustrou os principais achados, utilizações e limitações da TC neste tipo de alteração.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME08

LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS NOS EXAMES DE IMAGEM ABDOMINAL. O QUE NÃO SE PODE PERDER.

DE PAULA SILVA, CAMILA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO AMARAL E CASTRO, ADHAM (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
MEGUMI NAGAYA FUKAMIZU, ERINA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BONADIO, VIVIEN (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO CARMO BARROS SANTOS, DURVAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ALBERTO ROSEMBERG, LAERCIO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Introdução: O médico radiologista deve reconhecer os principais achados de imagem referente a outras áreas além da sua subespecialidade. O […]

Introdução:
O médico radiologista deve reconhecer os principais achados de imagem referente a outras áreas além da sua subespecialidade. O presente estudo identificou as principais lesões musculoesqueléticas encontradas em exames de imagem de abdome que não devem ser perdidas. Os objetivos desse trabalho são: demonstrar achados musculoesqueléticos relevantes em exames abdominais em uma abordagem multimodalidade (radiografia computadorizada (CR), tomografia computadorizada (TC), ultrassom (US) e ressonância magnética (RM)); demonstrar as lesões musculoesqueléticas mais relevantes em exames de imagem abdominal.
Descrição sucinta do material apresentando:
Trata-se de uma série de casos ilustrativos (ensaio iconográfico) associado a breve revisão narrativa da literatura. Foram analisadas imagens de estudo abdominal como a US, RM e TC realizadas em nosso serviço e que continham achados de imagem de lesões musculoesqueléticas associadas.
Analisadas imagens nos seguintes contextos: trauma, tumor, infecção / inflamação, variações anatômicas e alterações metabólicas.
É preciso reconhecer os achados mais relevantes de lesões musculoesqueléticas em exames de imagem abdominal, a fim de se evitar atraso no início do tratamento, tendo o presente estudo demonstrado os principais achados desta modalidade em diferentes contextos.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME09

ARTRITE PSORIÁSICA DESENCADEADA PELA FEBRE DE CHIKUNGUNYA: RELATO DE CASO

LEIDERSNAIDER, CAIO (HUPE/UERJ)
VAZ, JOAO (HUGG/UNIRIO)
SZTAJNBOK, FLAVIO (HUPE/UERJ)
BACHA, YARA (UERJ)
BERNARDINO, LAYLA (UERJ)
MOGAMI, ROBERTO (UERJ)
Introdução A febre de Chikungunya (FC) é uma doença arboviral transmitida por mosquitos Aedes infectados pelo vírus Chikungunya (VCHIK) e […]

Introdução
A febre de Chikungunya (FC) é uma doença arboviral transmitida por mosquitos Aedes infectados pelo vírus Chikungunya (VCHIK) e encontrada em todo o mundo. Embora FC possa desencadear outras formas de artrites crônicas, ainda há poucos relatos na literatura de pacientes que evoluíram de FC para artrite psoriásica (AP).
Descrição
Homem de 49 anos, previamente hígido, apresentou febre por aproximadamente dez dias e exibiu persistência de polimialgia, erupção cutânea e poliartralgia associada a edema de mãos e punhos. A sorologia IgM foi positiva para VCHIK. Dois meses depois, ele foi avaliado em um ambulatório de reumatologia de um hospital universitário no XXXXX e ao exame físico, foi evidenciado a manutenção da poliartralgia e edema nas articulações metacarpofalângicas e interfalângicas, especialmente na mão esquerda. Também foi observada descamação eritematosa e lesões cutâneas pruriginosas do couro cabeludo. Na época, o paciente não estava tomando nenhuma medicação conhecida que pudesse precipitar a psoríase. Ele também negou qualquer estresse emocional prévio (pelo menos dois meses antes do aparecimento da lesão cutânea). O paciente nunca teve nenhum episódio de lesão cutânea psoriásica anteriormente.
Discussão
O paciente apresentava sinovite e tenossinovite clássicas secundárias à FC. A persistência de doença inflamatória com sinais de entesite e dactilite na US e RM, história familiar e aparecimento de lesões cutâneas no couro cabeludo sugeriam fortemente AP pós-FC, segundo os critérios do Colégio Americano de Reumatologia. As infecções virais podem ser um fator desencadeante de várias doenças com artrite crônica, como a AP. Com o ressurgimento das epidemias de FC no Brasil e no mundo, o manejo da artrite crônica se tornou um enorme desafio para os reumatologistas e os exames de imagem tornaram-se fundamentais tanto para diagnóstico, como para o acompanhamento destas complicações. Baseado nisso, os radiologistas assumem um papel importante no auxílio do médico assistente na evolução da doença.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME10

AVALIAÇÃO POR IMAGEM DO PÓS-OPERATÓRIO ORTOPÉDICO COM MATERIAL METÁLICO

DE ALBUQUERQUE MAGALHAES, AFRANIO JORGE (REAL HOSPITAL PORTUGUES)
ABATH NEVES, MARCELA (REAL HOSPITAL PORTUGUES)
FREIRE FONTE, JOAO EDUARDO (REAL HOSPITAL PORTUGUES)
INTRODUÇÃO: As complicações no pós-operatório ortopédico com instrumentação metálica, incluindo as cirurgias de artroplastia do quadril, artroplastia do joelho e […]

INTRODUÇÃO: As complicações no pós-operatório ortopédico com instrumentação metálica, incluindo as cirurgias de artroplastia do quadril, artroplastia do joelho e correção de lesões do manguito rotador e do labrum glenoidal são incomuns, porém trazem morbidade. Os diferentes métodos de imagem (radiografia, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética) fornecem informações essenciais na avaliação pós-operatória, sendo possível avaliar o posicionamento do material, se há fratura periprotética, osteólise, infecção, massas, osteonecrose, entre outros.
MATERIAIS E MÉTODOS: Foram utilizadas imagens de exames selecionados com achados de complicações pós-operatórias, incluindo soltura e fratura do material protético, fratura periprotética, osteólise, osteonecrose e infecção.
DISCUSSÃO: A utilização dos exames de imagem para avaliação pós-operatória é essencial, devendo o médico radiologista ter conhecimento dos métodos a serem utilizados, bem como os melhores protocolos de aquisição de imagem, para redução de artefatos metálicos e boa resolução da imagem.
Os achados de imagem encontrados podem ser sem significado clínico ou complicações. Osteonecrose pode ser encontrada com relativa frequência e não ter significado clínico. As fraturas periprotéticas podem ocorrer no intra-operatório ou no pós-operatório, nesse último, geralmente associam-se a eventos traumáticos, ocorrendo tipicamente na extremidade da haste metálica. Pode-se esperar uma pequena lucência periprótese até 2 mm, que representa uma membrana fibrótica. Porém, quando essa lucência for mais espessa, relaciona-se a reabsorção, soltura séptica ou asséptica. A infecção pode apresentar-se com coleções, sinais inflamatórios dos tecidos adjacentes ou mesmo por um trajeto fistuloso intraósseo.
CONCLUSÃO: As complicações no pós-operatório de cirurgias ortopédicas não são frequentes, porém quando ocorrem, trazem morbidade com necessidade de intervenção medicamentosa ou cirúrgica. Essas complicações apresentam alguns achados característicos nos exames de imagem, sendo essencial o seu conhecimento pelos radiologistas, bem como os melhores protocolos de aquisição de imagem.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME11

GRANULOMA EOSINOFÍLICO SIMULANDO OSTEOMIELITE COM ARTRITE SÉPTICA

BELTRÃO ROSA, ANDRESSA BEATRIZ (CLÍNICA VILLAS BOAS)
RIBEIRO SANCHEZ, CAROLINE (CLÍNICA VILLAS BOAS)
FIORILLO ARAUJO, RAPHAELLA (CLÍNICA VILLAS BOAS)
OLIVEIRA MOURA, LEONARDO (CLÍNICA VILLAS BOAS)
LIVIO MUNDIM, TITO (CLÍNICA VILLAS BOAS)
Menino de 6 anos, previamente hígido, há 30 dias com dor progressiva no quadril direito e claudicação, evoluindo com febre […]

Menino de 6 anos, previamente hígido, há 30 dias com dor progressiva no quadril direito e claudicação, evoluindo com febre e aumento da proteína C reativa há 5 dias.
A ressonância magnética e a tomografia computadorizada do quadril direito evidenciaram lesão osteolítica excêntrica na metáfise do fêmur, com realce periférico, destruição cortical, e erosão cortical na placa de crescimento, além de edema na medula óssea e derrame articular femoroacetabular com sinovite e edema pericapsular, sendo a suspeita artrite séptica.
A punção articular evidenciou bacterioscopia e cultura negativas. A biópsia com histopatológico foi compatível com histiocitose de células de Langerhans.
Não se identificaram outras lesões.
O paciente apresentou melhora gradual e espontânea.
A histiocitose de células de Langerhans é uma doença rara, mais comum em crianças e adultos jovens, com leve predomínio no sexo masculino. Caracteriza-se por proliferação monoclonal de células de langerhans, com produção de prostaglandinas que atuam na reabsorção do osso medular. Pode afetar qualquer parte do corpo e, em sua forma localizada, envolvendo osso ou pulmão, é chamada granuloma eosinofílico.
O granuloma eosinofílico é o espectro mais benigno da doença, respondendo por 70% dos casos. O envolvimento ósseo é mais comum no crânio, seguido pela bacia, fêmur, arcos costais e mandíbula. A lesão mais comumente é diafisária, seguida pela metáfise, metadiáfise e epífise. Costuma ser assintomático, mas pode se apresentar com dor local e edema, além de prostração, febre e leucocitose.
A radiografia simples e tomografia computadorizada evidenciam lesão lítica, cêntrica, preferencialmente no crânio ou na diáfise de ossos longos, podendo haver expansão cortical e reação periosteal.
A ressonância magnética é pouco específica. A lesão costuma ter iso/hipossinal em T1, hipersinal em T2 e em STIR, com realce difuso pelo contraste.
O curso clínico é bastante variável na doença, sendo pior nas crianças menores que 2 anos e apresentando caráter mais benigno na forma óssea localizada.
A maioria dos casos tem resolução espontânea, mas o tratamento este pode envolver curetagem, injeção intralesional de corticosteróides, quimioterapia, radioterapia e ablação por radiofrequência.
Os diagnósticos diferenciais incluem osteomielite e tumores ósseos primários, como o sarcoma de Ewing.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME12

ASPECTOS RADIOLÓGICOS DA EXOSTOSE MÚLTIPLA HEREDITÁRIA

ROSSANY SOARES COSTA, LUMA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
KALUPNIEK, SERGEI (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ANTÔNIO DE REZENDE BASÍLIO, MARCELLO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ARAÚJO LIMA NETO, EZIR (HOSPITAL DE BASE DO DF)
BERNARDES ANVERSA, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: A Exostose Múltipla Hereditária (EMH), também conhecida como osteocondromatose familiar ou aclasia diafisária, é caracterizada pelo desenvolvimento de múltiplos […]

Introdução: A Exostose Múltipla Hereditária (EMH), também conhecida como osteocondromatose familiar ou aclasia diafisária, é caracterizada pelo desenvolvimento de múltiplos osteocondromas. Trata-se de uma lesão formadora de osso normal, envolta por cartilagem, tipicamente metafisária, composta de cortical e medular, centrífuga à articulação, sem sinais de agressividade radiológica. É uma doença autossômica dominante rara, apresentando uma prevalência estimada de 1: 50.000 a 1: 100.000 nas populações ocidentais. Os ossos mais comumente acometidos são os tubulares, escápula, pelve e costelas. Nos ossos longos, as exostoses migram em direção à diáfise, acompanhando o crescimento longitudinal do osso acometido. A distribuição esquelética das lesões varia, com alguns autores notando que a distribuição típica é bilateral e simétrica, enquanto outros relatam uma forte predominância unilateral. Nos exames radiográficos, a imagem de osteocondromas individuais na EMH é idêntica a de lesões solitárias, apresentando continuidade da sua cortical com a cortical do osso hospedeiro, e envolve os tipos de lesões pediculadas e sésseis. Apesar dos osteocondromas serem lesões benignas, existe uma rara possibilidade de transformação sarcomatosa, principalmente nos casos relacionados à EMH. Além dessa possível complicação, os osteocondromas causam defeitos que remodelam e retardam o crescimento ósseo longitudinal, afetando, muitas vezes, a estatura do indivíduo. Neste contexto, o radiologista deve estar preparado para reconhecer os aspectos radiográficos desta doença a fim de possibilitar um diagnóstico e tratamento precoces. Descrição: Este estudo objetiva relatar um caso de exostose múltipla hereditária, ilustrando os aspectos radiográficos de múltiplos osteocondromas em diferentes sítios, causando deformidades ósseas.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME13

TROMBOSE DE VEIA PLANTAR: CAUSA NÃO USUAL DE DOR PLANTAR

MEES, ANDRES MARCONCINI (ECOMAX - DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
DOS SANTOS, RODRIGO MATTOS (ECOMAX - DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
DA COSTA, THIAGO MARTINEZ (ECOMAX - DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
ELI, JULIA JOCHEN BROERING (ECOMAX - DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
MOURA, NELSON EDUARDO (ECOMAX - DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
Apresentamos um caso de um homem de 25 anos com dor aguda e progressiva há 4 dias na face plantar […]

Apresentamos um caso de um homem de 25 anos com dor aguda e progressiva há 4 dias na face plantar do antepé direito, com histórico de trauma local antecedendo o quadro. A dor plantar é uma queixa muito comum, sendo responsável por 11% a 15% dos distúrbios nos pés e tornozelos. A maioria desses pacientes com dor plantar no calcanhar sofre de fascite plantar. A trombose da veia plantar é considerada uma causa muito rara de dor plantar no pé porque a condição raramente foi relatada como causa de dor plantar. No entanto, a frequência da doença pode ser subestimada. Na maioria das vezes, a dor plantar no calcanhar é atribuída a problemas mecânicos, resultando em fascite plantar. Os sintomas da trombose da veia plantar são inespecíficos e incluem dor plantar no pé, edema local e aumento da dor durante a caminhada. Na literatura, casos de trombose de veia plantar têm sido relatados em pacientes com doenças da coagulação e síndromes paraneoplásicas, após trauma ou em estados pós-operatórios. A modalidade de imagem preferida para o diagnóstico de trombose da veia plantar é a ultrassonografia. A presença de veias não compressíveis, adjacentes à artéria plantar medial ou lateral (que pode ser usada como referência anatômica), é a marca registrada da doença. Na ultrassonografia com Doppler colorido, há ausência de fluxo venoso. Na ressonância magnética evidencia defeito de enchimento nas imagens ponderadas em T1 após administração de contraste de gadolínio e ausência de veias hiperintensas em T2. Além disso, pode-se observar edema perivascular sutil nos músculos adjacentes às veias plantares. Os objetivos principais deste trabalho são relatar uma causa não usual e subestimada de dor plantar, revisar as formas de investigação e os achados de imagem de trombose da veia plantar. Dessa forma, o caso demonstra a importancia do médico radiologista para o reconhecimento da trombose da veia plantar visto que é raramente relatada como causa primária de dor plantar, sendo esta usualmente atribuida a fatores de origem mecânica.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME14

REVISITANDO OS TUMORES ÓSSEOS

MORIMOTO, LETÍCIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO)
MIYAHARA, LUCAS (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO)
CASTRO, ADHAM (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO)
Introdução e objetivos - O termo “tumores ósseos” se constitui de uma denominação genérica que pode englobar alterações como neoplasias […]

Introdução e objetivos - O termo “tumores ósseos” se constitui de uma denominação genérica que pode englobar alterações como neoplasias benignas, malignas e pseudotumorais. As características de imagem muitas vezes não são específicas. Entretanto, é possível denotar a presença de agressividade da lesão conforme o aspecto de imagem. Embora seja intuitivo o pensamento de que lesões agressivas sejam malignas e vice-versa, muitas vezes esta relação não é linear. O objetivo do presente estudo é o de demonstrar os principais tipos de tumores ósseos e sua condução propedêutica diagnóstica.
Métodos - Trata-se de uma série de casos ilustrativa com uma breve revisão da literatura. Foram selecionados estudos de radiografias, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas de casos do arquivo de imagens do nosso serviço.
Discussão - Diante à imagem de um tumor ósseo, embora muitas vezes desafiador, uma propedêutica diagnóstica adequada deve definir a presença de um tumor benigno não agressivo, que não necessita maior investigação (lesões “não toque”) ou tumor com algum potencial impacto na morbimortalidade do paciente, devendo ser tomada alguma conduta ativa.
Foram selecionados casos ilustrativos contemplando os tumores ósseos abaixo citados, sendo sua divisão baseada na sua divisão histológica (benigno ou maligno) juntamente com seu padrão de agressividade nos exames de imagem:
1- Tumores ósseos benignos e não-agressivos (Fibroma não-ossificante, osteocondroma, displasia fibrosa, osteoma osteoide e cisto ósseo unicameral)
2- Tumores ósseos malignos e agressivos (Osteossarcoma, sarcoma de Ewing e condrossarcoma)
3- Tumores ósseos benignos e agressivos (Tumor de células gigantes, cisto ósseo aneurismático, granuloma eosinofílico, condroblastoma e osteomielite)
4- Tumor ósseo maligno e não agressivo (Metástase)
Conclusões - Os tumores ósseos são lesões relativamente comuns e o radiologista deve estar familiarizado com o que deve ser avaliado e realizar a correta interpretação e propedêutica radiológica, impedindo tanto atrasos no diagnóstico de lesões mais agressivas, quanto evitando indicações de procedimentos desnecessários. O presente ensaio iconográfico exemplificou os diversos espectros de avaliação de lesões benignas e malignas com diferentes padrões de agressividade.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME15

DIAGNÓSTICO INCIDENTAL EM MUSCULOESQUELÉTICO: GANGLIONEUROMA PARAVERTEBRAL.

DE PAULA SILVA, CAMILA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO AMARAL E CASTRO, ADHAM (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SAYURI YAMACHIRA, VIVIANE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
EDUARDO DARUGE GRANDO, PAULO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO CARMO BARROS SANTOS, DURVAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ALBERTO ROSEMBERG, LAERCIO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Ganglioneuromas são tumores benignos originados de células da crista neural que compõem os gânglios simpáticos ao longo da coluna vertebral […]

Ganglioneuromas são tumores benignos originados de células da crista neural que compõem os gânglios simpáticos ao longo da coluna vertebral e glândulas adrenais. São, portanto, compostos por células ganglionares nervosas e compartilham a linhagem histogênica comum do ganglioneuroblastoma e neuroblastoma, sendo o tumor de caráter mais benigno desse grupo.
Por terem origem de células ganglionares ao longo da coluna vertebral, se apresentam mais comumente no mediastino posterior, com crescimento lento. Acometem pacientes jovens, acima de 10 anos, geralmente assintomáticos, porém esses tumores podem sintetizar catecolaminas excessivas, gerando hipertensão lábil e rubor. Os sintomas desaparecem com a ressecção do tumor, que além de ser diagnóstica é curativa.
Nos achados de imagem, os ganglioneuromas se manifestam como massas de maior crescimento ao longo do eixo da coluna vertebral. Calcificações também podem estar presentes nesse tipo de tumor. Devido ao rico estroma mixoide, predomina a baixa atenuação na tomografia computadorizada (TC), e o realce pode ser leve a moderado. Na ressonância magnética (RM) a intensidade de sinal costuma ser homogênea, com baixo sinal em T1 e alto sinal em T2, com realce ao meio de contraste. Áreas de hipossinal em T2 podem ser observadas devido à presença de células de schwann e glanglionares junto ao estroma mixoide.
Como os ganglioneuromas, em sua maioria, são diagnósticos incidentais em musculoesquelético, esse relato de caso visa mostrar os principais achados de exames de imagem (TC e RM) que permitam ajudar na distinção com outras formas de tumores neurogênicos, estreitando os diagnósticos diferenciais, a fim de se melhorar o atendimento ao paciente.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME16

DOENÇA DE OLLIER: RELATO DE CASO

TORRES, ALEXANDRA PORTO (HOSPITAL SÃO MARCOS- PIAUI)
PIMENTEL, IGOR CLAUSIUS CARVALHO (HOSPITAL SÃO MARCOS - PIAUI)
CUNHA, MICHELE MEDEIROS (HOSPITAL SÃO MARCOS - PIAUI)
ARAUJO, GILBERTO BRUNO COSTA (HOSPITAL SÃO MARCOS - PIAUI)
ROCHA, JUAREZ PIMENTEL LEITE (HOSPITAL SÃO MARCOS - PIAUI)
MIRANDA, HELOISE ROCHA RODRIGUES (HOSPITAL SÃO MARCOS - PIAUI)
A doença de Ollier é uma encondromatose múltipla que representa 3% dos tumores ósseos benignos. Os encondromas são tumores cartilaginosos […]

A doença de Ollier é uma encondromatose múltipla que representa 3% dos tumores ósseos benignos. Os encondromas são tumores cartilaginosos benignos dentro do canal medular metafisário-diafisário. Eles são compostos de cartilagem normal persistente que não sofreu ossificação encondral do molde cartilaginoso ou da fise. As lesões não costumam ser dolorosas, embora causem desconforto
durante o movimento articular dos membros. Há poucos relatos na literatura sobre esta síndrome,
dificultando o diagnóstico precoce e o manejo correto destes pacientes.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME17

ASPECTOS RADIOLÓGICOS DAS ARTROPATIAS MICROCRISTALINAS - ENSAIO ICONOGRÁFICO

STANGE CAMILA (UFES)
ANDRADE FERNANDES DE MELLO RICARDO (UFES)
As doenças por depósitos de cristais, são causadas por uma variada gama de desordens metabólicas e cursam com depósito de […]

As doenças por depósitos de cristais, são causadas por uma variada gama de desordens metabólicas e cursam com depósito de diferentes tipos de metabólitos nos tecidos. As artrites por depósitos de cristais podem ser divididas em três tipos principais, de acordo com o tipo de matabólito depositado. Dessa forma, podemos citar, a gota em que ocorre depósito de urato monossódico de cálcio, a doença de depósito de cristais de pirofosfato de cálcio e a doença de depósito de cristais de hidroxiapatita.
A gota é uma artrite inflamatória aguda, mais prevalente em homens, e que ocorre habitualmente entre a terceira e a sexta décadas de vida. Caracteristicamente, acomete a primeira articulação metatarso-falangeana. No início do quadro é monoarticular, podendo evoluir para artrite crônica deformante. Radiologicamente, apresenta-se com aumento assimétrico de partes moles, espaço articulares habitualmente preservados, com ou sem cistos, erosões marginais excêntricas para-articulares em saca-bocado, discreta reabsorção óssea periarticular, alterações ósseas proliferativas e calcificação intraóssea.
A doença de depósito de pirofosfato de cálcio trata-se da artropatia cristalina mais comum e causa mais frequente de condrocalcinose. Ocorre especialmente em pacientes de meia idade, e sua prevalência aumenta de acordo com a idade. Radiologicamente, apresenta-se com artropatia, associada a depósito de cristais em partes moles.
A doença de depósito de cristais de hidroxiapatita de cálcio pode estar associada com várias doenças sistêmicas ou ser de natureza idiopática, normalmente é monoarticular e unilateral. É uma causa frequente de tendinite e bursite, na maioria dos casos envolvendo o ombro. O achado clássico é a calcificação periarticular, acarretando tendinopatia cálcica, peritendinite e bursite.
Neste ensaio iconográfico, ilustraremos os aspectos radiológicos das doenças por depósitos de cristais, através de imagens de radiografia obtidas do acervo dos próprios autores.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME18

ACHADOS DE OSTEODISTROFIA RENAL POR HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO EM PACIENTE RENAL CRÔNICO DIALÍTICO

KRACIK DA SILVA, DANIEL (HOSPITAL SANTA ISABEL)
SOTHE, FERNANDA LOUISE (HOSPITAL SANTA ISABEL)
MOURA, NELSON EDUARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL)
BANDEIRA DE ANDRADE, LEONARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL)
Distúrbios do metabolismo mineral e ósseo são prevalentes nos pacientes com doença renal crônica e são causa importante de morbimortalidade […]

Distúrbios do metabolismo mineral e ósseo são prevalentes nos pacientes com doença renal crônica e são causa importante de morbimortalidade nesta população. Esses distúrbios foram denominados osteodistrofia renal e incluem múltiplas doenças ósseas presentes ou exacerbadas por doença renal crônica que levam à fragilidade óssea e fraturas, metabolismo mineral anormal e manifestações extra esqueléticas.
As manifestações podem incluir osteomalácia em adultos e raquitismo em crianças, hiperparatireoidismo secundário (metabolismo anormal de cálcio e fosfato - levando a reabsorção óssea, osteosclerose, calcificações vasculares, tumores marrons) e intoxicação por alumínio, por exemplo, em pacientes dialíticos.
Apresentamos um caso de paciente feminina, 65 anos, com história de nefropatia crônica dialítica que apresentava dor de início há 2 anos na articulação coxofemoral direita, com piora progressiva, que devido evolução do quadro ficou incapacitada de deambular. Os exames laboratoriais demonstravam as seguintes alterações: Uréia 118 mg/dL; Creatinina 7 mg/dL; Cálcio iônico 1,2 mg/dL; Fosfatase alcalina 318 U/L; Hemoglobina 10,1 g/dL; PTH 1.183 pg/mL.
Submetida à tomografia de bacia que demonstrou fratura transversal completa do colo do fêmur direito e áreas de reabsorção óssea subperiosteal da sínfise púbica, tuberosidades isquiáticas e da articulação sacroilíaca direita, associada a alteração difusa da densidade óssea. Para tratamento do quadro a paciente foi submetida à artroplastia para correção de fratura do colo do fêmur com colocação de prótese total de quadril e seguimento ambulatorial.
As formas mais comuns de osteodistrofia renal são atribuíveis em grande parte às variações nos níveis plasmáticos do paratormônio, que têm sido usado como um indicador substituto da renovação óssea, além dos níveis de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina. Os achados de imagem têm sido um componente importante da avaliação, sendo a principal ferramenta na avaliação de calcificação extra esquelética. A biópsia óssea é pouco usada.
Desordens minerais e ósseas são anormalidades complexas que causam morbidade e morte prematura, sobretudo em pacientes renais crônicos. A avaliação e o diagnóstico definitivos de osteodistrofia renal requerem uma avaliação completa que inclui uma síndrome clínica, estudos de imagem, análise bioquímica, investigação cardiovascular, histologia óssea, entre outros parâmetros disponíveis.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME19

LIPOSSARCOMA MIXOIDE DE MEMBRO INFERIOR DIREITO - RELATO DE CASO

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
LEONEL BUENO, KAREN (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
FERREIRA BUCAR, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CALDEIRA CORDEIRO, LORENA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CARIBÉ ROCHA FILHO, LEONARDO (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: Lipossarcomas representam a segunda neoplasia maligna mais comum de tecidos de partes moles, apresentando comportamento biológico relacionado a cinco […]

Introdução: Lipossarcomas representam a segunda neoplasia maligna mais comum de tecidos de partes moles, apresentando comportamento biológico relacionado a cinco diferentes subtipos: bem diferenciado, indiferenciado, mixoide, pleomórfico e misto. A variante mixoide é a segunda mais frequente, geralmente acometendo regiões mais profundas, sem predileção por gênero e com pico de incidência entre os 40-50 anos de idade. Descrição: O presente estudo objetiva discutir um caso específico de lipossarcoma mixoide cujo desenvolvimento ocorreu em paciente do sexo feminino, 33 anos, sem comorbidades prévias, manifestando-se como aumento indolor do volume da coxa direita. Discussão: O lipossarcoma mixoide, geralmente apresenta-se clinicamente como massa indolor, estando os sintomas relacionados diretamente com o volume da lesão. A maioria dos casos ocorre nos membros inferiores, acometendo a fáscia intermuscular, geralmente na região poplítea ou medial da coxa. O comportamento maligno da lesão pode estar associado a metástases à distância, as quais podem ser identificados principalmente em sítios extrapulmonares, como o retroperitônio, axilas ou estruturas ósseas. A descrição de células mixoides é referida pela análise histopatológica, as quais podem estar associadas a conteúdo de gordura, focos hemorrágicos e células redondas indiferenciadas. A avaliação radiológica é essencial para o direcionamento diagnóstico do tumor, a qual se apresenta à ultrassonografia como massa heterogênea, predominantemente hipoecoica, limites bem definidos e com reforço acústico posterior, podendo simular um cisto de Baker quando desenvolvem-se na região poplítea. Já a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância nuclear magnética (RNM) identificam uma lesão volumosa, multiloculada, heterogênea e de localização intermuscular, apresentando baixa atenuação, marcado hipersinal em T2, com hipossinal em T1 e realce intenso pelo contraste, sendo a RNM o exame de escolha para sua caracterização.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME20

FIBRODISPLASIA OSSIFICANTE PROGRESSIVA

TROYANO DE CASTRO MENDES, MARÍLIA. (IRMANDADE DE MISERICORDIA DE CAMPINAS)
GADIOLI DE ANDRADE, BEATRIZ. ()
MORETTE GIAMPIETRO, JOÃO LUCAS. ()
LIMA GOMES DA COSTA, DANIEL ()
MARCO PEREIRA, RENAN. ()
LUIS BARBOSA FERNANDES, ANDRÉ. ()
Introdução: A miosite ossificante progressiva ou fibrodisplasia ossificante progressiva é uma doença rara, com menos de 1000 casos descritos, autossômica […]

Introdução: A miosite ossificante progressiva ou fibrodisplasia ossificante progressiva é
uma doença rara, com menos de 1000 casos descritos, autossômica dominante e com
gravidades diferentes, porém muitas casos são esporádicos. Sua principal associação
é com anomalias congênitas em hálux e polegar de 75 a 90% dos casos.. Os estigmas
clínicos da doença são implantação baixa do polegar direito, clinodactilia, osteófito
lateral no polegar esquerdo, hálux valgo bilateral. O caso relatado têm sua importancia
devido à sua raridade, a gravidade das limitações motoras e ao inicio precoce dos
sintomas.
Descrição: Paciente feminino, 37 anos, branca, natural de São Paulo relata que aos 4
anos começou a sentir dores ósseas intensas difusas, sem sintomas associados. Aos
8 anos, foi diagnosticada com fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP). Não há
história familiar dessa doença. Ainda com 8 anos foi diagnosticada com hepatite B,
provavelmente adquirida durante internação hospitalar, tratada com sucesso. Não
realizou tratamento específico. Aos 15 anos a doença estagnou, segue tratando
apenas as crises.
Foram realizadas radiografias de coluna lombar, membro superior direito, membros
inferiores e bacia. Paciente apresenta calcificações heterotópicas grosseiras de partes
moles, topografia muscular, adjacentes ao úmero, raiz da coxa bilateralmente e
adjacente aos fêmures.
Discussão: A fisiopatologia da fibrodisplasia ossificante progressiva ainda não é
totalmente conhecida. Sabe-se que ela inicia com processos inflamatórios que geram
edemas que vão se calcificando, e limitando a mobilidade do paciente. A região da
nuca é o lugar mais frequente acometido. O principal fator de agudizante é o trauma, e
se repetitivo mesmo com o tratamento de manutenção, ainda pode desencadear uma
agudização da doença.
O tratamento se baseia em bifosfonados e acido ascórbico, tanto na fase aguda, como
na fase de manutenção. O diagnostico diferencial se faz com a calcinose idiopática
universal, dermatomiosite, calcinose idiopática tumoral e doenças por alterações no
metabolismo do cálcio.
É imprescindível para instituir o tratamento para diminuir ou parar o processo de
calcificação, reduzindo as sequelas motoras e melhorando a qualidade de vida dos
pacientes acometidos.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME21

RELATO DE CASO: ACHADOS RADIOGRÁFICOS NAS MANIFESTAÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS DA ANEMIA FALCIFORME

LINHARES BARBOSA, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
BERNARDES ANVERSA, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
ANTÔNIO DE REZENDE BASÍLIO, MARCELLO (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
Introdução: A Anemia Falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária caracterizada pela produção defeituosa da cadeia beta da hemoglobina, levando à produção […]

Introdução: A Anemia Falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária caracterizada pela produção defeituosa da cadeia beta da hemoglobina, levando à produção da hemoglobina S (HbS). Quando esta hemoglobina anômala é submetida à desoxigenação, assume formato de foice, o que causa a agregação dessas hemoglobinas defeituosas com consequente obstrução da microcirculação, isquemia e infarto. Tem maior prevalência entre as pessoas de origem africana, e estimativa de mais de 8 mil afetados no Brasil. Sua importância alarga por causar aumento da morbimortalidade e redução da expectativa de vida em 25 a 30 anos. Possui diversas manifestações clínicas e tem diagnóstico clínico e laboratorial, sendo os métodos de imagem importantes para o diagnóstico e acompanhamento das complicações. Assim, faz-se necessário conhecer as manifestações e os possíveis achados a ela relacionados, dando-se destaque às manifestações musculoesqueléticas pela sua frequência e possíveis implicações como fraturas e distúrbios do crescimento. Descrição: Homem de 48 anos, com diagnóstico pregresso de Anemia Falciforme e crises falcêmicas recorrentes, em acompanhamento com serviço de ortopedia por dor em quadril à direita, em pré-operatório de artroplastia total de quadril. Discussão: Este caso é notável pela caracterização de algumas alterações musculoesqueléticas consequentes da isquemia e infartos ósseos que ocorrem na Anemia Falciforme, e que podem acometer qualquer parte do esqueleto. Os infartos ósseos levam ao distúrbio do crescimento nas crianças, como, por exemplo, a vértebra em forma de “H”, de prevalência aproximada de 10%, que ocorre por infarto de suas placas de crescimento, causando depressão das placas terminais. O infarto epifisário é comum nesta patologia, acometendo principalmente as cabeças femorais e umerais bilateralmente, sendo mais frequente por volta dos 35 anos de idade. Os primeiros sinais na radiografia são áreas radiolucentes e escleróticas na epífise, em seguida radiolucência subcondral em forma de crescente, e, posteriormente, deformidade óssea e alterações degenerativas secundárias, que podem levar à necessidade de tratamento cirúrgico, como a colocação de prótese. Portanto, a patologia em destaque tem consequências danosas e debilitantes que podem reduzir a qualidade e expectativa de vida do paciente, e que precisam ser conhecidas para melhor condução do caso.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME22

AVALIAÇÃO POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE LESÕES ÓSSEAS SUSPEITAS

OLIVEIRA DE MOURA, DANIEL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO AMARAL E CASTRO, ADHAM (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SAYURI YAMACHIRA, VIVIANE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DARUGE GRANDO, PAULO EDUARDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BAPTISTA, EDUARDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO CARMO BARROS SANTOS, DURVAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
A ressonância magnética está se tornando um exame cada vez mais disponível e frequente na rotina do radiologista. Lesões ósseas […]

A ressonância magnética está se tornando um exame cada vez mais disponível e frequente na rotina do radiologista. Lesões ósseas são achados frequentes, por vezes incidentais, durante a avaliação destes exames. Nesse contexto, é necessário realizar a devida caracterização destas lesões, bem como ser capaz de reconhecer características que aumentam a suspeita para malignidade, a fim de auxiliar na conduta e ajudar a conduzir da melhor forma tais casos.
Os objetivos deste trabalho são: discutir o papel da ressonância magnética na avaliação das lesões ósseas; revisar achados de imagem de lesões ósseas específicas e sinais que aumentam a suspeita de malignidade, baseado em uma série de casos ilustrativos de nossa instituição; propor um fluxograma para guiar a análise de lesões ósseas na ressonância magnética, definindo agressividade e necessidade de biópsia; estreitar os diagnósticos diferenciais e, quando possível, determinar o diagnóstico correto, correlacionando achados de imagem com dados clínicos disponíveis.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME23

ROTURA BILATERAL DO TENDÃO QUADRÍCEPS FEMORAL NO ESPORTE - RELATO DE CASO

ROLIM,EVA CAROLINE MELO (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
MONTELES, RAIANA KARYNE DE SOUSA (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
MARTINS, MARCELO ZAQUEU BRINGEL (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
VINENT, KENYA DELANE SOUZA (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
BRINGEL, ROBERTO CESAR TEIXEIRA (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
JUNIOR, ONILDO MARTINS SANTOS (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
A ruptura bilateral do tendão do músculo quadríceps femoral é dada com fenômeno raro na literatura da radiologia musculoesquelética e […]

A ruptura bilateral do tendão do músculo quadríceps femoral é dada com fenômeno raro na literatura da radiologia musculoesquelética e ortopédica, sendo relatados cerca de 105 casos em revisões inglesas e alemãs. Trata-se de uma lesão debilitante, caso não haja o correto manejo cirúrgico ortopédico. Os casos mais conhecidos são em pacientes com condições médicas predisponentes, como diabetes mellitus e distúrbios da paratireoide, e idade avançada. O relato de caso proposto é sobre um paciente do sexo masculino, de 34 anos, professor de educação física, que já apresentava tendinite há um ano nos tendões quadricipitais femorais com acompanhamentos fisioterápico e ortopédico prévios. A lesão se deu por mecanismo traumático no momento em que o paciente praticava voleibol, impossibilitando a extensão da perna ao exame físico. Ele se dirigiu rapidamente a uma grande emergência ortopédica privada, com fortes dores em ambos os joelhos e edema no joelho direito. No dia seguinte foi submetido a correção cirúrgica da lesão com boa recuperação. A relevância deste caso consiste na peculiaridade das características do paciente , como idade e predisposição prévia, que apresentou essas lesões, sendo fora do perfil já descrito em relatos anteriores, que por sua vez, são raros, principalmente no contexto esportivo.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME24

AVALIAÇÃO POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE LESÕES DE PARTES MOLES SUSPEITAS

OLIVEIRA DE MOURA, DANIEL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO AMARAL E CASTRO, ADHAM (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SAYURI YAMACHIRA, VIVIANE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DARUGE GRANDO, PAULO EDUARDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BAPTISTA, EDUARDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO CARMO BARROS SANTOS, DURVAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
A ressonância magnética está se tornando um exame cada vez mais disponível e frequente na rotina do radiologista. Lesões de […]

A ressonância magnética está se tornando um exame cada vez mais disponível e frequente na rotina do radiologista. Lesões de partes moles são achados frequentes, por vezes incidentais, durante a avaliação destes exames. Nesse contexto, é necessário realizar a devida caracterização destas lesões, bem como ser capaz de reconhecer características que aumentam a suspeita para malignidade, a fim de auxiliar na conduta e ajudar a conduzir da melhor forma tais casos.
Os objetivos deste trabalho são: discutir o papel da ressonância magnética na avaliação das lesões de partes moles; revisar achados de imagem de lesões de partes moles específicas e sinais que aumentam a suspeita de malignidade, baseado em uma série de casos ilustrativos de nossa instituição; propor um fluxograma para guiar a análise de lesões de partes moles na ressonância magnética, definindo agressividade e necessidade de biópsia; estreitar os diagnósticos diferenciais e, quando possível, determinar o diagnóstico correto, correlacionando achados de imagem com dados clínicos disponíveis.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME25

EPENDIMOMA MIXOPAPILAR SACRAL COM EXTENSA DESTRUIÇÃO ÓSSEA: RELATO DE CASO

OLIVEIRA DE MOURA, DANIEL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SAYURI YAMACHIRA, VIVIANE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO AMARAL E CASTRO, ADHAM (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DARUGE GRANDO, PAULO EDUARDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BAPTISTA, EDUARDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DO CARMO BARROS SANTOS, DURVAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
INTRODUÇÃO O ependimoma mixopapilar é uma variante do ependimoma, com origem habitual a partir de células gliais. Os locais mais […]

INTRODUÇÃO
O ependimoma mixopapilar é uma variante do ependimoma, com origem habitual a partir de células gliais. Os locais mais comuns são o filo terminal e o cone medular. A apresentação como lesão sacral destrutiva é rara e está relacionada a pior prognóstico.

DESCRIÇÃO
Paciente de 36 anos, sexo masculino, com lombalgia crônica, desde os 19 anos, evoluindo com piora, irradiação para membro inferior direito e aparecimento de nodulação na região lombossacra há 6 meses. Sem comorbidades.
A tomografia computadorizada demonstra massa sólida expansiva, centrada no canal sacral, determinando remodelamento e destruição óssea. A ressonância magnética demonstra lesão heterogênea, com áreas de sangramento, calcificação, necrose e fibrose, além de extensão para partes moles posteriores e anteriores. Foi realizada biópsia por agulha grossa, cuja avaliação histopatológica e imunohistoquímica confirmou o diagnóstico de ependimoma mixopapilar.
DISCUSSÃO
A variante mixopapilar corresponde a aproximadamente 13% dos ependimomas no canal vertebral, apresentando-se tipicamente como uma lesão intradural e extramedular no filo terminal / cone medular, ovalada, alongada e bem definida. Geralmente tem comportamento benigno.
São discretamente mais frequentes no sexo masculino. A idade média de aparecimento é 35 anos. O principal sintoma é lombalgia. O diagnóstico costuma ser tardio pelo crescimento lento.
A apresentação como massa sacral com destruição óssea é rara. Pode representar extensão direta de tumor intradural, ou ter origem extradural a partir do remanescente ectópico do filo terminal ou da medula sacrococcígea. Apresenta-se como massa heterogênea, com componente mixóide, podendo conter áreas de hemorragia, degeneração cística e calcificações.
A aparência microscópica é de elementos papilares em um estroma fibrovascular hialinizado, formando pseudorosetas perivasculares. São positivos para GFAP, S100 e Vimentina.
No caso dos tumores sacrais destrutivos, os principais diagnósticos diferenciais são cisto ósseo aneurismático, cordoma, tumor de células gigantes, plasmocitoma e metástases.
As características epidemiológicas e o epicentro no canal sacral podem indicar o diagnóstico. A confirmação é feita com análise histopatológica.
O tratamento é a excisão cirúrgica, com radioterapia no caso de ressecção incompleta. O prognóstico é bom, com pior prognóstico e possibilidade de metástase a distância quando há remanescente tumoral, em lesões extradurais e em crianças.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME26

MICETOMA

CAMPOS, ANNA LUIZA LINO (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
JUNIOR, RAUL SCHER (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
PIRES, TEOFILO EDUARDO DE ABREU (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
GOUTHIER, RODRIGO RIBEIRO (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
VARGAS, JOAO PAULO ROSSI DE MENESES (FACULDADE PUC MINAS)
MENDONÇA, MATHEUS JANNUZZI MOREIRA (FACULDADE PUC MINAS)
INTRODUÇÃO: O caso relatado e as publicações levantadas trazem á discussão um diagnóstico de micetoma. OBJETIVO: Relatar o caso de […]

INTRODUÇÃO: O caso relatado e as publicações levantadas trazem á discussão um diagnóstico de micetoma.
OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente de 57 anos com uma lesão nodular em braço direito e ilustrar principais métodos de diagnóstico por imagem na investigação e tratamento do micetoma.
MÉTODOS: As informações utilizadas foram obtidas através da análise de prontuário, reuniões clínicas entre as equipes médicas, registro fotográfico dos métodos diagnósticos aos qual o paciente foi submetido, além de revisão da literatura.
DISCUSSÃO: Micetoma ou Madurose é uma infecção granulomatosa crônica de pele e do tecido subcutâneo causado por fungos como a Madurella mycetomi ou bactérias como a Neocardia sp. A infecção decorre da penetração dos microrganismos por um trauma a partir de um solo contaminado, culminando em um processo inflamatório local com possível disseminação sistêmica. A doença é mais prevalente em regiões tropicais e rurais, apresentando correlação com baixos níveis socioeconômicos. No caso relatado, o paciente refere ter uma lesão assintomática no braço direito há 15 anos, porém nos últimos seis meses observou crescimento da lesão. Ao exame físico, a lesão foi descrita na porção pósterolateral do braço direito como nodular, bem delimitada, móvel, indolor e não aderida. O paciente foi submetido à ressonância magnética que evidenciou uma lesão limitada ao tecido subcutâneo do braço direito, isointensa em T1 e hiperintensa em T2, com múltiplas lesões pequenas e arredondadas em seu interior de baixo sinal periférico (dot in circle sign), borda bem delimitada com intenso realce pelo contraste e restrição à difusão na parte central. Foi coletado material citológico que confirmou a presença do fungo Fusarium sp. O paciente recebeu tratamento farmacológico com antifúngicos e corticosteroides sistêmicos. Em seguida, foi submetido á exérese cirúrgica com remoção completa da lesão. Realizou uma nova ressonância magnética para controle pós cirúrgico, observando-se apenas fibrose no sítio cirúrgico.
CONCLUSÃO: o diagnóstico do micetoma é realizado pela associação de dados clínicos, anatomopatológico e exames de imagem. Estes apresentam imprescindível importância, principalmente quando identificamos o dot in circle sign pela ressonância magnética. Reforça-se a necessidade de atenção à doença, hoje considerada pela Organização Mundial de Saúde como uma doença negligenciada com impacto socioecônomico e ocupacional.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME27

HIPEROSTOSE DIFUSA ESQUELÉTICA COM ENTESITE: RELATO DE CASO COM CORRELAÇÃO CLINICO-LABORATORIAL E RADIOLÓGICA E REVISÃO DE LITERATURA

AMORIM AITA, ALESSANDRO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
BARBOSA SOUSA, MARIA DAS GRAÇAS (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
MEDEIROS OLIMPIO, MARIA SABRINA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
RUFINO LEÃO, BRUNA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFPI)
Paciente masculino, 60 anos, iniciou quadro de dorsalgia há 5 anos, com melhora parcial da dor com uso de anti-inflamatórios […]

Paciente masculino, 60 anos, iniciou quadro de dorsalgia há 5 anos, com melhora parcial da dor com uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Após 2 anos do inicio do quadro, evoluiu com piora aguda da dor, principalmente em região lombar, associada a parestesia e perda de força em membro inferior esquerdo e da flexão do pé esquerdo. Foi diagnosticado com hernia discal lombar em L4-L5 e submetido a laminectomia de L4-L5, com recuperação do quadro neurológico, porém piora da dor lombar, com pouco alívio da dor com uso de AINEs e analgésicos comuns. Em melhor caracterização da dor, a mesma era predominantemente lombar e, no inicio do quadro, tinha caráter predominantemente inflamatório ( pior pela manhã, com melhora ao movimento), assumindo um caráter indeterminado com a evolução do quadro ( dor contínua, sem preferência de horário, sem melhora com movimento), notadamente após a cirurgia de laminectomia.Em investigação direcionada a queixas reumatológicas, o paciente afirmava ter edema difuso do 4º pododáctilo direito e 3 º pododáctilo esquerdo, de forma intermitente (provável dactilite). Exames laboratoriais HLA B27 não detectado, PCR 0,87 , VHS 20. Tomografia computadorizada da coluna torácica e lombossacra demonstraram ossificações ligamentares em múltiplos niveis toracicos e formação de sindesmofitos notadamente em T8-T9,entesopatia calcificada junto aos cantos antero-superiores vertebrais, ossificações ligamentares anteriores nas sacroiliacas, entesofitos e ossificações em espinhas iliacas antero-superiores e antero-inferiores,ossificações nas tuberosidades isquiáticas, predominando à direita. A RM coluna torácica e lombossacra mostrou áreas de alteração de sinal nos cantos ântero-superiores de corpos vertebrais toracicos e lombares, com caracteristicas de edema/alterações inflamatórias , associando-se lesões focais nos planaltos vertebrais superiores de L3 e L5, alterações pós-cirurgicas com laminectomia bilateral em L4-L5 e sinais
de fibrose. RM de sacroiliacas negativa para sacroileite.De acordo com os critérios de classificação, considerou-se como principal diagnóstico a DISH- Hiperostose difusa esquelética, com associação de entesites, tendo sido afastada a possibilidade de Espondiloartrite inflamatória.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME28

FRATURA POR ESTRESSE DO CAPITATO – UMA FRATURA INCOMUM

SILVA, MAYARA OLIVEIRA DA (UNIP)
DUARTE, MÁRCIO LUÍS ()
PASSARELLI, FILIPI AUGUSTO FERREIRA ()
Fraturas isoladas do capitato são muito incomuns e muitas vezes não deslocadas, devido à estabilização pelos ligamentos intracarpais. As lesões […]

Fraturas isoladas do capitato são muito incomuns e muitas vezes não deslocadas, devido à estabilização pelos ligamentos intracarpais. As lesões da fratura traumática do osso capitato geralmente são causadas por queda, com hiperextensão forçada do punho e desvio cubital ou neutro ou contusão direta da face dorsal do punho. O punho tem dois graus de liberdade de movimento - movimento de flexo-extensão e desvio radioulnar - com dois eixos de rotação localizados no capitato. As fraturas por estresse podem ser causadas por dorsiflexão forçada repetida do punho com trauma repetido ou a aplicação de uma força repetida por novo movimento na face palmar da mão.
As fraturas por estresse ocorrem quando um osso normal é lesado por uma atividade anormal. As características clínicas relatadas pelo paciente sugerem a fratura por estresse foi causada por um microtrauma repetitivo, em vez de um único evento traumático. A suspeita clínica informando a algia local e edema é fundamental no diagnóstico da fratura por estresse do osso capitato, pois possibilita a solicitação de exames complementares e mais adequados para o diagnóstico definitivo. A radiografia simples apresenta sensibilidade de 15-35% no exame inicial, podendo aumentar para 30-70% durante o acompanhamento devido a uma reação óssea mais evidente. A sensibilidade baixa da radiografia para esta fratura aventa a possibilidade de uma subestimação da incidência da fratura do osso capitato. Em alguns casos, a tomografia computadorizada também pode ser eficaz na condução de um diagnóstico mais preciso de fraturas por estresse, especialmente quando informações adicionais são necessárias para o planejamento cirúrgico.
Demonstramos um caso de fratura isolada do capitato, fratura rara responsável por apenas 0,3% das fraturas do carpo, sendo a fratura por estresse uma das formas de apresentação.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

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ME29

SÍNDROME DOLOROSA COMPLEXA REGIONAL: UM ENSAIO PICTÓRICO

PORTELA CARVALHO, LUÃ (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)
ASSUNÇÃO JORGE, MARÍLIA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)
SARTÓRIO MENEGARDO, GLAUBER (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)
LAZARI GOMES, THAÍSA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)
BRONZATTO, EDUARDO (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)
FERREIRA, DANIEL (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS)
A síndrome dolorosa complexa regional (SDCR), também conhecida por distrofia simpático-reflexa ou algoneurodistrofia, é uma condição dolorosa com predileção a […]

A síndrome dolorosa complexa regional (SDCR), também conhecida por distrofia simpático-reflexa ou algoneurodistrofia, é uma condição dolorosa com predileção a acometer as extremidades dos membros superiores e inferiores, acarretando por vezes importante limitação funcional ao paciente. É caraterizada por quadro de dor desproporcional secundária a evento traumático acompanhada por alterações sensoriais, vasomotoras e motoras.
A fisiopatologia da SDCR ainda é pouco compreendida e possivelmente multifatorial. Acredita-se que esteja relacionada ao trauma tecidual que desencadeia uma reação inflamatória desproporcional, envolvendo o sistema nervoso central e periférico, notadamente o simpático. Os eventos desencadeantes podem envolver traumas, cirurgia, infarto do miocárdio, trombose venosa periférica ou mecanismo idiopático.
Os achados de imagem variam conforme as fases temporais da doença, sendo estas inflamatória, distrófica e atrófica. Na maioria das vezes a SDCR pode se apresentar por osteopenia irregular e reabsorção óssea difusa, com predomínio periarticular e preservação do espaço articular. Também é possível se deparar com espessamento da pele, edema de partes moles e da medular óssea, derrame articular, hipertrofia sinovial e, tardiamente, com atrofia muscular. Os diagnósticos diferenciais dependem da fase doença, dentre eles estão a osteopenia por desuso, osteoporose migratória regional, artrites e miosites. Os achados de imagem, quando em conjunto com o quadro clínico podem sugerir a hipótese de SDCR, sendo uma ferramenta importante para afastar diagnósticos alternativos, e assim, poder contribuir no diagnóstico conclusivo da doença.

RELATO DE CASO

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ME30

SÍNDROME DO TÚNEL DO TARSO CAUSADA PELA PULSATILIDADE E TORTUOSIDADE DA ARTÉRIA TIBIAL – DIAGNÓSTICO ULTRASSONOGRÁFICO

DUARTE, MÁRCIO LUÍS (UNIFESP)
SILVA, MAYARA OLIVEIRA DA SILVA ()
A síndrome do túnel do tarso (STT) é uma compressão neuropática do nervo tibial e seus ramos no lado medial […]

A síndrome do túnel do tarso (STT) é uma compressão neuropática do nervo tibial e seus ramos no lado medial do tornozelo e, embora as descrições dos sintomas de STT variem, a maioria dos autores considera os sintomas de dor aguda, dor ao ficar em pé ou caminhar por muito tempo, dormência, parestesia ou sensações de queimação envolvendo o pé. Ocorre por várias etiologias e a frequência das diferentes etiologias varia na literatura e detectando-se a causa da compressão em cerca de 60-80%. A síndrome do túnel do tarso é um diagnóstico desafiador que constitui os sintomas decorrentes de danos ao nervo tibial posterior ou seus ramos à medida que prosseguem através do túnel do tarso abaixo do retináculo flexor no tornozelo medial. Esta doença pode ser facilmente esquecida e subdiagnosticada. Demonstramos um caso síndrome do túnel do tarso causada pela pulsatilidade e tortuosidade da artéria tibial (“kinking”), situação relatada pela primeira vez por Kim et al em 2010.

RELATO DE CASO

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ME31

TENOSSINOVITE DOS TENDÕES FIBULARES DEVIDO A HIPERTROFIA DO TUBÉRCULO FIBULAR – DIAGNÓSTICO PELA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

SILVA, MAYARA OLIVEIRA DA (UNIVERSIDADE PAULISTA)
DUARTE, MARCIO LUIS (WEBIMAGEM)
A prevalência de tubérculos fibulares varia de 24% a 98,58% - essa ampla variação pode ser atribuída ao uso de […]

A prevalência de tubérculos fibulares varia de 24% a 98,58% - essa ampla variação pode ser atribuída ao uso de diferentes critérios na descrição do tubérculo fibular. A incidência do tubérculo hipertrofiado é de 20,5-24% da população. A porção do tendão fibular longo que está localizada entre os pontos ósseos fixos do tubérculo fibular e do cubóide pode se esticar de forma não natural na presença de um tubérculo fibular hipertrofiado e, com movimentos de inversão repentinos ou repetidos, o tendão pode romper. Raramente, o tubérculo hipertrofiado está associado a uma rotura do tendão do fibular curto. O tendão do fibular curto pode ser colidido entre o tubérculo e o maléolo lateral durante o movimento de eversão-abdução do pé, resultando em tenossinovite e degeneração do tendão. Relatamos uma tenossinovite dos fibulares decorrente de um tubérculo fibular hipertrofiado induzido pela atividade friccional dos tendões fibulares detectada por ressonância magnética.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME32

LOMBALGIA INTENSA APÓS ATIVIDADE FÍSICA EXTENUANTE

TEIXEIRA SARAH MOTTA, LUIZA (MATER DEI)
MARQUES FERREIRA, LUDMILA (MATER DEI)
CAMPOS TAVARES JUNIOR, WILSON (MATER DEI)
CARVALHO MIRANDA, EDUARDO (MATER DEI)
PIMENTEL AMARO, ALINE (MATER DEI)
MARTINS RIOS, ADRIANA (MATER DEI)
Paciente sexo masculino, 22 anos, da entrada em pronto socorro com relato de dor lombar de forte intensidade. Praticante de […]

Paciente sexo masculino, 22 anos, da entrada em pronto socorro com relato de dor lombar de forte intensidade. Praticante de atividade física realizando musculação há 6 meses, cerca de 3-4x/semana. Relata ter exagerado no treino físico há 1 dia. Nega trauma. Evoluiu com dor lombar e edema local refratário a medicação oral (ibuprofeno e Coltrax). Informa urina escura. Faz uso de suplemento oral (whey protein e triglicerídeos de cadeia média). Nega febre. História pregressa: DRGE + hérnia de hiato em uso de esomeprazol 20MID. Exame físico com amplitude de movimento limitada pela dor, grande espasmo muscular paravertebral esquerdo. Os diagnósticos diferenciais pensados para o caso são: contratura lombar após realização de exercício físico? Hérnia discal? Rabdomiólise? Exame laboratorial com elevação CK total- 33.000. Estudo por ressonância magnética da coluna lombossacra evidenciando moderado edema difuso em ventres musculares paravertebrais bilateralmente, notando-se dimensões assimétricas dos ventres musculares mais proeminentes à esquerda, a possibilidade de rabdomiólise se pode ser considerada. Além disso, sugiro controle para diagnostico diferencial de síndrome compartimental à esquerda.
A rabdomiólise é definida como a degradação por lesão direta ou indireta dos músculos estriados com a liberação do conteúdo intracelular na circulação como eletrólitos, mioglobina e proteínas sarcoplasmáticas e representa uma lesão muscular grave. O quadro clínico é variável, de acordo com a causa de base, a presença de mioglobinúria é marcante na rabdomiólise, sendo que o mecanismo exato na lesão renal aguda é ainda incerto (vasoconstricção, isquemia e obstrução tubular, entre outros). Mialgia, fraqueza muscular são queixas comuns. As causas mais comuns relatadas em populações de adultos ocidentais são trauma / lesão por esmagamento, exercícios, cocaína e imobilização.
A ressonância magnética é a modalidade de imagem de escolha. O edema em todos os músculos afetados com intensidade de sinal refletindo a gravidade de uma lesão é observado em casos leves a moderados. Quando grave, características de mionecrose serão demonstradas.
A rabdomiólise é potencialmente fatal, embora a recuperação seja excelente com tratamento precoce.

TRABALHO ORIGINAL

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ME33

LESÕES NA INSERÇÃO DISTAL DO TENDÃO ADUTOR LONGO EM JOGADORES DE FUTEBOL PROFISSIONAL: ACHADOS DE IMAGEM POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA EM UMA SÉRIE DE CASOS.

MOTA DE ANDRADE, LUCIENE (INSTITUTO HERMES PARDINI / ECOAR; HOSPITAL VERA CRUZ)
FERREIRA POSSA, PAULA (INSTITUTO HERMES PARDINI / ECOAR; HOSPITAL VERA CRUZ)
CAMPOS PACE LASMAR, RODRIGO (DEPARTAMENTO MEDICO CLUBE ATLETICO MINEIRO; DEPARTAMENTO MEDICO DA SELAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL)
BARREIROS VIEIRA, RODRIGO (DEPARTAMENTO MEDICO CLUBE ATLETICO MINEIRO; HOSPITAL UNIVERSITARIO CIÊNCIAS MÉDICAS)
CAMPOLINA DE AZEREDO, SERGIO ALGUSTO (DEPARTAMENTO MEDICO CRUZEIRO ESPORTE CLUBE; HOSPITAL BELVEDERE; HOSPITAL MATERDEI)
MARQUES DA SILVA, CIMAR EUSTAQUIO (DEPARTAMENTO MEDICO AMERICA FUTEBOL CLUBE MG; HOSPITAL VERA CRUZ)
Introdução: Lesões musculares no grupamento adutor compreendem o segundo grupo mais comum de lesões estruturais em atletas de alta performance. […]

Introdução: Lesões musculares no grupamento adutor compreendem o segundo grupo mais comum de lesões estruturais em atletas de alta performance. Entre os músculos adutores o adutor longo é o mais comprometido, sendo as lesões distais consideradas raras e pouco descritas na literatura. Materiais e métodos: Estudo observacional descritivo retrospectivo onde foram reavaliados questionários clínicos e exames de ressonância magnética da coxa de 245 jogadores profissionais de futebol por 02 radiologistas com 02 anos e 15 anos de experiência em radiologia esportiva. As lesões distais no músculo adutor longo foram revisadas para descrição achados e classificadas de acordo com o consenso de Munique e British Athletics Muscle Injury Classification (BAMIC). Resultados: Das 245 lesões musculares estudadas, 45 localizavam-se no adutor longo (80%), 11 delas envolviam a inserção distal, sendo 6 na junção miotendínea (54,5%); 4 intratendíneas (36,3%) e uma na junção miofascial (9,09%). Lesões musculares estruturais moderadas e graves (grau 2, 3 e 4 pela classificação BAMIC) foram observadas em todos os atletas, entre essas 63,6% apresentaram extensão moderada. Edema muscular no adutor longo foi identificado em 100% dos casos, em extensões variadas. Líquido perifascial foi observado acompanhando 90,9% das lesões estruturais, enquanto a presença de coleção / hematoma foi presente em apenas 36,36% dos casos. Edema no ventre muscular do vasto medial, adjacente à aponeurose conjunta com o adutor longo, foi caracterizado em 7 das 11 lesões (63,6%). Conclusão: As lesões musculares distais no adutor longo são pouco discutidas na literatura, embora não sejam tão infrequentes. A anatomia de sua inserção aponeurótica distal é complexa e a literatura carece de descrições específicas sobre a espessura e a extensão do segmento extra-muscular do tendão e de sua inserção. As lesões distais comumente são lesões graves, não tendo sido encontrado nenhum atleta apresentando lesão grau 1 na nossa série de casos. A continuidade do tendão distal do adutor longo com o vasto medial está descrita em diversos relatos anatômicos, assim a presença de edema na junção mioaponeurótica posterior do vasto medial deve direcionar a atenção do radiologista para a possibilidade de comprometimento do tendão distal do adutor longo. Por vezes o edema no vasto é extenso, o que pode causar interpretação inadequada das imagens de ressonância magnética em relação ao músculo primariamente comprometido.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME34

BRAQUIDACTILIA ISOLADA RARA NUM IDOSO: A IMPORTÂNCIA DOS ACHADOS RADIOLÓGICOS PARA O MÉDICO RADIOLOGISTA.

ARAGÃO FELIX, FILIPE (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
SALES GUEIROS, CAIO (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
SOUTO MAIOR PAULA AGUIAR, BRUNO (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
PEREIRA BELLO, RODRIGO (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
ARAÚJO SANTANA TAVARES, MARÍLIA (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
RIBEIRO SANTOS, KARLLOS DIÊGO (HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
Introdução Braquidactilia é uma anomalia congênita rara, com exceção dos tipos A3 e D, podendo apresentar-se de forma isolada ou […]

Introdução
Braquidactilia é uma anomalia congênita rara, com exceção dos tipos A3 e D, podendo apresentar-se de forma isolada ou como parte de síndromes. Os sinais radiológicos ajudam a estreitar as possibilidades diagnósticas, mas o quadro clínico associado ao sequenciamento genético específico é essencial para a correta definição da patologia e confirmação diagnóstica. O presente trabalho tem por objetivo demonstrar a importância do conhecimento para o médico radiologista dos radiográficos de uma braquidactilia (BD) de um tipo raro (E3) em uma faixa não habitual.
Descrição do caso
Paciente do sexo feminino, 65 anos, sem histórico familiar e relato de comorbidades, encaminhada pelo ortopedista para investigação de dores articulares e encurtamento de 3o e 5o quirodáctilos, bilateralmente.
Discussão
Foi realizado estudo com radiografias simples das mãos em incidências póstero-anterior e oblíqua, evidenciando encurtamento simétrico do 3o e 5o metacarpos, com tênue alteração morfoestrutural, e encurtamento da falange distal do primeiro quirodáctilo, bilateralmente. Tais achados sugerem o diagnóstico de Braquidactilia do tipo E3 com sobreposição de BDD ou E2 atípica, de acordo com a classificação Bell modificada por Temtamy e McKusick. A ausência de sinais clínicos associados reforçam a suspeita de BDE tipo HOXD13. A confirmação diagnóstica, no entanto, depende de sequenciamento genético específico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME36

ARTRITE REUMATÓIDE: UM ENSAIO ICONOGRÁFICO DA APRESENTAÇÃO RADIOGRÁFICA

DEL PIERO MARQUES, ANNA JULIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
POUBEL ARAUJO LOCATELLI, THAIS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
ARANTES FIORILO PELEGRINE, LETICIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
A artrite reumatoide é um a doença multissistêmica autoimune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à […]

A artrite reumatoide é um a doença multissistêmica autoimune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem. Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade, tendo importante impacto econômico e social. Em geral acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas. Seu diagnóstico é feito por meio da associação de dados clínicos, laboratoriais e radiográficos. Exames de imagem têm contribuído de forma significativa para o diagnóstico precoce da AR. Apesar da ressonância magnética e o ultrassom terem se mostrado superiores, a radiografia simples continua sendo a base dos exames de imagem no diagnóstico e acompanhamento da AR.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME37

HAMARTOMA FIBROLIPOMATOSO DO NERVO ULNAR: UM RELATO DE CASO.

BARBOZA DA SILVA NETO, RENATO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
YAMACHIRA, VIVIANE SAYURI (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
CASTRO, ADHAM DO AMARAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SOUSA DE MOURA FÉ, TAILA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SILVA, CAMILA DE PAULA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
EDUARDO DARUGE GRANDO, PAULO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Introdução: O hamartoma fibrolipomatoso (também conhecido como fibrolipoma neural ou lipomatose do nervo) é uma neoplasia benigna rara dos nervos, […]

Introdução:
O hamartoma fibrolipomatoso (também conhecido como fibrolipoma neural ou lipomatose do nervo) é uma neoplasia benigna rara dos nervos, resultante do crescimento anômalo de tecido fibroadiposo da bainha do nervo. 2). É uma neoplasia que acomete mais freqüentemente o nervo mediano (80% dos casos), com relatos de envolvimento, também, dos nervos ulnar, radial, digitais, plantares, cranianos e isquiático. Possui associação com a macrodistrofia lipomatosa em cerca de 27-66%.
A ressonância magnética (RM) vai mostrar um aumento difuso e homogêneo dos fascículos nervosos, com alto sinal em imagens ponderadas em T1 e baixo sinal em imagens ponderadas em T2 com supressão de gordura, assumindo um aspecto considerado como patognomônico de "cabo coaxial".
Os principais diagnósticos diferenciais são o lipoma intraneural, que possui um aspecto focal, bem definido em relação ao nervo, em oposição à infiltração difusa característica do hamartoma fibrolipomatoso. Outras lesões a serem consideradas são o neuroma traumático, o neurofibroma plexiforme e o hemangioma, todos eles apresentando alto sinal nas imagens ponderadas em T2 com supressão de gordura, o que não ocorre no hamartoma fibrolipomatoso.
Descrição sucinta do material apresentando:
Trata-se de um relato de caso de uma paciente do sexo feminino de 27 anos, com queixa de nodulação e abaulamento da região volar do punho direito. Foi solicitado uma ressonância magnética desta região que evidenciou uma formação expansiva com extenso componente adiposo e delgadas estrias de fibrose, que envolve e permeia os fascículos de todo o trajeto avaliado do nervo ulnar, desde o punho, proximal ao canal de Guyon, até as ramificações distais para o quarto e quinto dedos. Observou-se ainda deslocamento com atrofia e parcial lipossubstituição da musculatura hipotenar (abdutor, flexor curto e oponente do dedo mínimo). A paciente foi submetida a ressecção da lesão cujo o resultado histopatológico foi de hamartoma fibrolipomatoso.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME38

OSTEOCONDROMAS: DIFERENTES FORMAS DE APRESENTAÇÃO NA RADIOGRAFIA SIMPLES

ARANTES FIORILO PELEGRINE, LETICIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
POUBEL ARAUJO LOCATELLI, THAIS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
DEL PIERO MARQUES, ANNA JULIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Osteocondromas ou exostoses são os tumores benignos mais comuns do tecido ósseo. Apresentam-se como protuberâncias envolvidas por uma camada de […]

Osteocondromas ou exostoses são os tumores benignos mais comuns do tecido ósseo. Apresentam-se como protuberâncias envolvidas por uma camada de cartilagem e normalmente surgem durante o período de desenvolvimento. São caracterizadas pelo crescimento anormal no osso, originário de células ósseas envolvidas de cartilagem e não causa sintomas em grande parte dos casos. Normalmente são únicos, mas a forma de apresentação múltipla pode ser encontrada. De aspecto bastante característico, são de fácil diagnóstico. Localizam-se, mais frequentemente nas extremidades dos ossos longos do esqueleto imaturo e os deformam. Estão comumente na região metafisária do osso e tendem a crescer no sentido da diáfise e afastar-se da epífise, sendo que a região mais acometida é a do joelho, na metáfise distal do fêmur e proximal da tíbia. A característica da lesão é a continuidade do osso cortical e esponjoso com o osso subjacente. O diagnóstico do osteocondroma é radiológico e por isso a grande importância do conhecimento das diferentes formas de apresentação desse tumor.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME39

ENSAIO ICONOGRÁFICO DE TUMORES MIOFIBROBLÁSTICOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO TERCIÁRIO

BIANCO, THAIS (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
SPRENGER, FLAVIA (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
AGUIAR EDUARDO, CARLOS (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
GONÇALVES RIBEIRO, GILCIANE (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
SARMENTO DO AMARAL, RAFAEL (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
INTRODUÇÃO: Tumores miofibroblásticos inflamatórios (TMI) são lesões raras, de natureza usualmente benigna que mimetizam neoplasias, representadas por proliferação miofibroblástica com […]

INTRODUÇÃO: Tumores miofibroblásticos inflamatórios (TMI) são lesões raras, de natureza usualmente benigna que mimetizam neoplasias, representadas por proliferação miofibroblástica com infiltrado inflamatório associado, cuja origem biológica é indeterminada. Essas lesões são comumente encontradas nos pulmões, órbitas, trato gastrointestinal, fígado e partes moles, apresentando-se como massas indolores e fibroelásticas, por vezes associadas a edema no sítio de origem. Devido ao potencial maligno incerto é recomendável um seguimento frequente e por um período longo.​
DESCRIÇÃO: Foram selecionados três casos do nosso serviço com confirmação histopatológica, ilustrando exemplos de tumores miofibroblásticos em diferentes segmentos corporais (pulmão e membros inferiores), e suas principais características em estudos de tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). Sua apresentação nos métodos de imagem é muitas vezes inespecífica e variável, o que pode dificultar o diagnóstico diferencial com outras lesões neoplásicas. Em exames de TC podem apresentar-se com densidade maior, igual ou semelhante ao de tecidos circunjacentes e na RM usualmente cursa com baixo sinal na sequência ponderada em T1 e baixo ou alto sinal na sequência ponderada em T2, a depender da quantidade de conteúdo fibrótico. Podem apresentar realce homogêneo ou heterogêneo pelo meio de contraste, algumas vezes de maneira tardia quando se tem predomínio de componente fibrótico. O tamanho pode variar entre 2,0 e 20,0 cm, apresentando consistência sólida, fibroelástica ou gelatinosa, sendo encontrada na minoria dos casos descritos na literatura calcificações, áreas de necrose ou hemorragia associadas. ​

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME40

CRITÉRIOS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NA DETECÇÃO DE SACROILIÍTE EM ESPONDILOARTROPATIAS - ENSAIO ICONOGRÁFICO

STANGE CAMILA (UFES)
ANDRADE FERNANDES DE MELLO RICARDO (UFES)
DE OLIVEIRA GOUVEIA MARIANY (UFES)
A espondilite anquilosante é uma espondiloartropatia soronegativa, que resulta na fusão da coluna vertebral e articulações sacroilíacas, podendo também cursar […]

A espondilite anquilosante é uma espondiloartropatia soronegativa, que resulta na fusão da coluna vertebral e articulações sacroilíacas, podendo também cursar com envolvimento de pequenas e grandes articulações. Acredita-se que envolva mecanismos autoimunes e que o antígeno leucocitário humano (HLA) B27 esteja envolvido em cerca de 90% dos casos. Tradicionalmente, existe uma predileção pelo sexo masculino em 3: 1, e os homens tendem apresentar casos mais graves. A apresentação clínica normalmente inicia-se na terceira década de vida e o primeiro sinal radiográfico em 99% dos casos é a sacroiliíte. O envolvimento clássico da articulação sacroilíaca é bilateral e simétrico, mas em aproximadamente 10% dos casos pode ser unilateral. A ressonância magnética, tornou-se parte integrante dos critérios de diagnóstico, pois representa o método de imagem mais relevante para classificação e monitoramento das espondiloartropatias, uma vez que a radiografia e tomografia computadorizada, só permitem a caracterização de mudanças estruturais quando o dano já se tornou irreversível. Com isso, a avaliação através de exames de imagem, sobretudo a ressonância nuclear magnética, é essencial para o diagnóstico precoce e seguimento clínico desses pacientes. Este ensaio iconográfico ilustra através de exames de imagem do acervo dos próprios autores, os principais critérios de ressonância magnética para detecção de sacroiliíte nas espondiloartropatias, permitindo assim detecção precoce e instituição de terapias que podem impedir a progressão da doença.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME41

OSSIFICAÇÃO HETEROTÓPICA: UMA REVISÃO PARA O RADIOLOGISTA

ANDREANI, GIOVANNA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
STARLING, FLAVIA MANSUR (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
TAKAHASHI, FERNANDA YUKARI HIEDA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
DOS SANTOS SILVA, MARIANA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
INTRODUÇÃO A ossificação heterotópica é uma condição caracterizada por formação óssea em tecidos moles e músculos, resultante da ação de […]

INTRODUÇÃO
A ossificação heterotópica é uma condição caracterizada por formação óssea em tecidos moles e músculos, resultante da ação de células osteoprogenitoras induzidas patologicamente por um desequilíbrio de fatores locais ou sistêmicos.
Sua etiologia ainda não é bem definida, mas acredita-se que certas condições predisponentes, incluindo cirurgia ortopédica, história prévia de trauma (fratura óssea ou luxação , queimaduras de terceiro grau) , lesões neurológicas e fatores genéticos tenham estreita relação com esta condição.
Inicialmente, o paciente pode apresentar calor, edema, eritema e sensibilidade nas articulações acometidas. Contudo, com a progressão da patologia, havendo a maturação do tecido ósseo ectópico, ocorre a diminuição da amplitude de movimento articular associada a dor local, podendo evoluir para imobilidade e comprometimento funcional, sendo então, uma condição altamente debilitante para o paciente.
Diante disso, é de extrema importância o conhecimento desta patologia e suas características de imagem de forma a diferenciá-la de outras causas e estabelecer o melhor manejo possível para o paciente.
DESCRIÇÃO SUCINTA
Paciente de 38 anos, sexo masculino, com antecedente de lesão medular abaixo de T4 e queixa atual de limitação para flexão do quadril direito há cerca de 6 meses. Comparece ao serviço de radiologia e diagnóstico por imagem para investigação. Realizada radiografia simples da bacia, sendo identificada formação óssea em partes moles. Prosseguida investigação complementar com tomografia computadorizada de bacia, cintilografia e ressonância magnética.
Nos exames de imagem foi identificada volumosa ossificação descontínua no ventre muscular do iliopsoas, se estendendo da espinha ilíaca anteroinferior até o trocanter, associado a edema intersticial de fibras laterais do ventre muscular glúteo máximo à direita e obliteração da bursa trocantérica maior. A partir de tais achados, chegou-se ao diagnóstico de ossificação heterotópica.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME42

HEMANGIOENDOTELIOMA MALIGNO DA PERNA: UM RELATO DE CASO

BARBOZA DA SILVA NETO, RENATO (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
DE FREITAS SECAF, ANDRÉ (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
PERIN, LEON (HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS)
Introdução: Hemangioendoteliomas, juntamente com hemangiopericitomas e angiossarcomas, são tumores raros que surgem de estruturas vasculares. No caso dos hemangioendoteliomas, a […]

Introdução:
Hemangioendoteliomas, juntamente com hemangiopericitomas e angiossarcomas, são tumores raros que surgem de estruturas vasculares. No caso dos hemangioendoteliomas, a célula de origem é uma célula endotelial, e variam de lesões benignas a francamente malignas. Os hemangioendoteliomas ósseo é raro, todavia afeta mais frequentemente a calvária, a coluna ou as extremidades inferiores e é ligeiramente mais comum em homens nas 2ª a 3ª décadas de vida.
Os achados ultrassonográficos são lesões nodulares que podem ser hipoecóicas ou hiperecogênicas, com aspecto complexo e com áreas císticas decorrentes de hemorragia. Ao estudo Doppler é comum a visualização de shunts arteriovenosos.
A tomografia mostra muitas vezes achados inespecíficos, onde é possível observar uma lesão tumoral com densidade de partes moles com ávido realce pelo meio de contraste, de contornos bem definidos e regulares. Caso seja realizado uma fase arterial é possível individualizar o vaso nutridor do tumor.
Já a ressonância magnética mostra muitas vezes uma lesão com sinal intermediário em T1 e alto sinal em T2, onde é possível observar áreas de sangramento e nível líquido-líquido. É possível ainda visualizar vasos serpiginosos que corroboram com o diagnóstico.
Descrição sucinta do material apresentando:
Trata-se de um relato de caso de uma paciente do sexo masculino de 22 anos, com queixa de dor e nodulação palpável no terço distal da perna esquerda, onde foi realizado investigação com ultrassonografia que evidenciou um nódulo hipoecóico, bem definido, hipervascular, medindo cerca de 5,0 cm, na face lateral da perna. Optou-se então por realizar uma tomografia computadorizada de membro inferior e de tórax, que mostrou uma lesão ovalada, circunscrita, com ávido realce pelo meio de contraste iodado, que não invadia estruturas ósseas adjacentes. O paciente foi submetido a ressecção cirúrgica com margem e o material foi enviado para análise anatomopatológica que mostrou se tratar de um hemangioendotelioma maligno da perna. No seguimento o paciente evoluiu com dispneia, onde foi realizado uma tomografia de tórax que mostrou sinais de carcinomatose pleural à esquerda. Foi então solicitado uma ressonância magnética cujo o resultado foi remanescente tumoral no leito cirúrgico, medindo 1,3 cm. O paciente segue estável e em utilização de quimioterapia adjuvante.

RELATO DE CASO

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ME43

SINOVITE DE SILICONE - RELATO DE CASO

PEREIRA, JOSUE BECONHA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
MENDES, RAFAEL PEREIRA FREITAS (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
SOARES, CÂNDIDA MARIA ALVES (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
PINTO, MARIÂNGELA DE CASTRO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
CARVALHO, LEONARDO FONTENELLE DE (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
PIRES, THIAGO CARVALHO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
Introdução A sinovite de silicone é uma complicação rara causada por partículas de desgaste ou detritos de implantes do elastômero […]

Introdução
A sinovite de silicone é uma complicação rara causada por partículas de desgaste ou detritos de implantes do elastômero de próteses de silicone. Todavia, é de suma importância o seu conhecimento pelo radiologista, tendo em vista a prevalência do uso desse material em artroplastias nas décadas de 1970/80, uma vez que os achados de imagem mimetizam patologias mais comuns, como osteonecrose, artropatia amiloide e outros cistos degenerativos.
Descrição
Paciente masculino, 77 anos, hipertenso, portador de câncer de próstata, apresentou massa de crescimento progressivo em região volar radial do punho esquerdo. Relato de história prévia de trauma, com fratura em punho esquerdo, há cerca de 30 anos, sendo realizado tratamento cirúrgico. Foi realizada ressonância magnética (RM), que apresentou sinais sugestivos de fissuras em prótese de silicone na topografia do escafóide com diminutos fragmentos da prótese no carpo, associados a sinovite hipertrófica e erosões subcondrais, caracterizando "sinovite do silicone".
Discussão
O uso de implantes de silicone foi iniciado na década de 1960 para tratamento cirúrgico na doença articular degenerativa, artrite reumatóide, osteonecrose do osso escafoide e semilunar. Estudos a longo prazo demonstraram que as próteses ficam encapsuladas por um fino revestimento mesotelial e que pequenas partículas do elastômero do silicone são responsáveis pelo surgimento de hipertrofia sinovial. A microscopia eletrônica de varredura mostra que a superfície das próteses ficam revestidas com partículas de resíduos de desgaste e fagocitose, sendo estes os principais eventos na etiologia da sinovite de silicone. O exame patológico revela partículas de silicone intra e extracelulares, encontradas até em locais da medula óssea distantes do implante. O intervalo entre o implante cirúrgico e a complicação varia de 1 a 9 anos, e o quadro clínico envolve dor, edema e perda de amplitude de movimento. Os achados de imagem incluem edema nodular de tecido mole, cistos subcondrais com margens escleróticas com preservação da cartilagem articular, prótese fraturada, deformada ou subluxada, e foram relatadas em 75% dos casos de implantes escafoides e 55% de implantes semilunar. O estudo por ressonância magnética ajuda também a excluir outros diagnósticos, como cistos degenerativos, osteonecrose e artropatia amiloide.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME44

FRATURA POR ESTRESSE DO COLO DO FÊMUR

AILTON DIAS FILHO, DAVID (HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS)
MONSORES OSAKI, VICTOR (HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS)
HENRY DE MEDEIROS TEODULO, BRUNO (HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS)
HENRIQUE ALMEIDA RESENDE, PEDRO (HOPITAL DAS FORÇAS ARMADAS)
Objetivo: relatar um caso de fratura por estresse do colo do fêmur e mostrar a necessidade do emprego dos métodos […]

Objetivo: relatar um caso de fratura por estresse do colo do fêmur e mostrar a necessidade do emprego dos métodos de imagem para um diagnóstico preciso e precoce, e assim ter um tratamento adequado.
História clínica: paciente de 43 anos, sexo masculino, militar, deu entrada no pronto atendimento médico devido à queixa de dores na região do quadril esquerdo com cinco dias de evolução, sem história de trauma. A investigação mostrou se tratar de fratura por estresse no colo do fêmur.
Discussão e diagnóstico: a fratura por estresse ocorre em pacientes sem história de trauma, geralmente como resultado de uma carga mecânica anormal sobre o tecido ósseo. Tal sobrecarga causa um desequilíbrio na reconstrução osteoblástica e reabsorção osteoclástica levando a microfraturas no osso. Elas podem ser do tipo fadiga, em que o osso normal sofre um esforço repetitivo, ou insuficiência, no qual o osso anormal recebe uma carga mecânica de baixa energia. As fraturas por estresses no colo do fêmur não são frequentes, sobretudo se bilateral, e muitos têm sintomas vagos, como dor na coxa ou virilha, o que pode dificultar o diagnóstico correto. O exame de radiografia simples pode estar normal no início, podendo mostrar alguma alteração após algumas semanas do início dos sintomas e a tomografia computadorizada também auxilia no diagnóstico. Nos casos precoces, é mais indicado a cintilografia óssea e a ressonância magnética, sendo essa última a mais sensível e precisa não só para diagnosticar, como também para diferenciar de outras doenças.
Conclusão: conclui-se que a fratura por estresse no colo do fêmur é pouco comum e de diagnóstico difícil, sendo um desafio para os cirurgiões. Para que haja um tratamento mais eficiente, é preciso um diagnóstico precoce e os métodos de imagem, sobretudo a ressonância magnética, tem um papel fundamental para a identificação inicial e correta dessa doença.

TRABALHO ORIGINAL

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ME45

MAGNETIC RESONANCE ELASTOGRAPHY TO ASSESS MUSCLE CONTRACTURE: A LITERATURE REVIEW

AUGUSTIN ROTA, SOFIA (PUC-RS)
KNORST KEPLER, CAROLINA (PUC-RS)
CARRA FORTE, GABRIELE (PUC-RS)
ARPANA VALDUGA, SIMONE (PUC-RS)
DE CASTRO E GARCIA, LAURA (PUC-RS)
HOCHHEGGER, BRUNO (PUC-RS)
Introduction: muscle contractures are characterized by tissue changes that increase muscle stiffness at rest and limit joint mobility without any […]

Introduction: muscle contractures are characterized by tissue changes that increase muscle stiffness at rest and limit joint mobility without any muscle active force. Several diseases are associated with muscle contractures development, including musculoskeletal and neurological origins, such as Duchenne Muscular Dystrophy and Cerebral Palsy. However, there is no gold standard imaging test to detect contracture nodules in the clinical practice. Thus, this study aims to review the scientific literature regarding the Magnetic Resonance Elastography (MRE) method to assess muscle contracture in patients suffering from chronic pain, once this method allows muscle stiffness detection through shear waves, which provides greater precision, better access to deep muscles and less examiner’s assessment than other imaging exams.
Methods: literature review. The PubMed electronic database was searched to locate English-language studies from the last 20 years using the keywords muscle contracture, stiffness, Magnetic Resonance, Elastography. Studies were included if they showed the advances in the assess of muscle contractures using Magnetic Resonance Elastography techniques in humans.
Results: In studies, it has been shown that MRE was able to non-invasively monitor physical characteristics of musculoskeletal tissue both at rest and during contraction, confirming that muscle stiffness differences occur in individuals who suffer or not from neuromuscular disorders. Therefore, MRE techniques have been studied to assess traumatic or pathological conditions of musculoskeletal tissues.
Conclusion: it is evident the need for non-invasive diagnostic techniques to quantitatively assess the activity of the normal and the pathological musculoskeletal tissue, since there are few studies that indicate the use of these techniques for muscle contracture.

RELATO DE CASO

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ME46

ASPECTOS DE IMAGEM DO TUMOR LIPOESCLEROSANTE MIXOFIBROSO - A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO

SILVA ANDRADE AMARAL, CASSIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
MONICO SALGADO, EDMEA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
ANDRADE FERNANDES DE MELLO, RICARDO (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Antigamente descrito como lesão fibro-óssea polimórfica do osso, o tumor lipoesclerosante mixofibroso é uma mistura de elementos histológicos incluindo lipoma, […]

Antigamente descrito como lesão fibro-óssea polimórfica do osso, o tumor lipoesclerosante
mixofibroso é uma mistura de elementos histológicos incluindo lipoma, fibroxantoma,
mixoma, mixofibroma, necrose gordurosa, áreas de displasia fibrosa e por vezes raras
cartilagens ou alterações císticas. Essas lesões são raras sendo que a maioria tem aspecto
benigno, ligeiramente mais comuns em homens de meia idade e com predileção na região
intertrocantérica do fêmur. A displasia fibrosa, infarto ósseo, encondroma, lipoma intraósseo,
fibroma não ossificante, defeito fibroso, histiocitoma fibroso benigno, cisto ósseo e
condrossarcoma representam os principais diagnósticos diferenciais.
Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 40 anos, com queixa de dor em região proximal do
fêmur direito de longa data com piora nos últimos dias. Realizado radiografia do quadril onde
evidenciou na região intertrocantérica do fêmur direito lesão medular lítica, bem delimitada,
com bordas escleróticas e contornos lobulados. Prosseguiu então a investigação com
tomografia computadorizada que obteve praticamente as mesmas características de imagem
acrescentando algumas calcificações centrais de permeio. E na ressonância magnética
observou-se lesão com sinal isointenso ao músculo em T1, e alto sinal bem como discreta
heterogeneidade em T2.
Embora a grande maioria das lesões corresponda a achados incidentais, uma vez que são
descobertas se faz necessário o acompanhamento radiológico devido à pequena porcentagem
de malignização, cerca de 10%. Em decorrência disso, o objetivo desse trabalho é explorar os
aspectos de imagem do tumor lipoesclerosante mixofibroso nas modalidades de exame de
imagem possibilitando ao médico radiologista o reconhecimento da lesão e ao paciente um
adequado seguimento.

RELATO DE CASO

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ME47

HIPERPLASIA ENDOTELIAL PAPILAR INTRAVASCULAR (TUMOR DE MASSON) DA MÃO: RELATO DE CASO

BRAGA, LUCAS GOMES (HOSPITAL MADRE TERESA)
DE ALMEIDA RIBEIRO, ALEX (HOSPITAL MADRE TERESA)
EDUARDO DA SILVA, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA)
VINICIUS PEDRINI PEREIRA¸ HERMES (HOSPITAL MADRE TERESA)
DA GLÓRIA SOARES, ANA RITA (HOSPITAL MADRE TERESA)
INTRODUÇÃO: A hiperplasia endotelial papilar intravascular (HEPI) consiste em um raro grupo de lesões benignas que acometem as regiões cutâneas […]

INTRODUÇÃO:
A hiperplasia endotelial papilar intravascular (HEPI) consiste em um raro grupo de lesões benignas que acometem as regiões cutâneas e mucosas. Origina-se tipicamente de uma proliferação papilar de células endoteliais no interior dos vasos sanguíneos. Sua etiopatogenia não é totalmente compreendida e sua importância reside no fato de ter como principal diagnóstico diferencial o angiossarcoma (tumor maligno de origem vascular), além de ser um diagnóstico diferencial importante para outras lesões de origem não vascular, a depender de sua região de origem.
DESCRIÇÃO DO CASO:
Paciente EOF, masculino, 63 anos, com história de nodulação em superfície volar da falange proximal do 3° dedo da mão esquerda, de aparecimento há 1 mês e levemente dolorosa à palpação. Vem ao serviço de radiologia para realização de RM, suspeita do solicitante de TGC da bainha tendínea. Estudo por RM demonstrou “Lesão ovalada de limites definidos, adjacente ao aspecto medial do tendão flexor do terceiro quirodáctilo, no corpo da falange proximal, com hipersinal em DP, sinal intermediário em T1 e realce ao agente de contraste, medindo 5,5 x 3,3 X 3,5 mm (L x T x AP), sugestivo de tumor de origem vascular”. Após biósia excisional foi confirmado o diagnóstico de HEPI.
DISCUSSÃO:
Os principais sinais e sintomas descritos para o Tumor de Masson são a presença de nodulação subcutânea de crescimento lento e dor local, que pode ou não, estar presente. O diagnóstico é desafiador devido à sua semelhança clínica e radiológica com outros tumores vasculares, especialmente o angiossarcoma. No estudo por RM a HEPI costuma apresentar isossinal em T1 e sinal iso/hiperintenso em T2, com realce ao gadolíneo. Já no caso do angiossarcoma (principal diagnóstico diferencial) é comum sinal intermediário em T1, com possíveis áreas de hiperissinal indicando hemorragia, e alta intensidade de sinal em T2, além de dimensões maiores. No caso descrito outro diagnóstico diferencial importante seria o TGC de bainha tendínea, mas este apresenta hipossinal em T1 e T2.
O tratamento consiste na excisão cirúrgica, que costuma ser curativa, o indíce de recorrência é baixo. Devido as características de imagem muitas vezes superponíveis entre HEPI e angiossarcoma é importante o radiologista sugerir essas possibilidades, o diagnóstico final em muitos casos é fechado após o estudo patológico.

RELATO DE CASO

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ME48

DISTROFIA SIMPÁTICO REFLEXA, UMA ENTIDADE CLÍNICA CONTROVERSA: O QUE O RADIOLOGISTA DEVE SABER? – UMA SÉRIE DE CASOS

GOMES BRAGA, LUCAS (HOSPITAL MADRE TERESA)
DE ALMEIDA RIBEIRO, ALEX (HOSPITAL MADRE TERESA)
NAJAT BOECHAT LAHLOU, BRENDA (HOSPITAL MADRE TERESA)
EDUARDO DA SILVA, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA)
VINICIUS PEDRINI PEREIRA¸ HERMES (HOSPITAL MADRE TERESA)
DA GLÓRIA SOARES, ANA RITA (HOSPITAL MADRE TERESA)
INTRODUÇÃO A Distrofia Simpático Reflexa (DSR) é uma condição dolorosa que pode apresentar um amplo espectro clínico associado. Apesar da […]

INTRODUÇÃO
A Distrofia Simpático Reflexa (DSR) é uma condição dolorosa que pode apresentar um amplo espectro clínico associado. Apesar da fisiopatologia controversa, acredita-se que uma atividade anormal do sistema nervoso simpático esteja relacionada a sua etiologia. A dor é o sintoma dominante e afeta, sobretudo, as extremidades. O diagnóstico é clínico, porém a avaliação radiológica pode corroborar para a sua detecção precoce. O não reconhecimento desta entidade e consequente atraso no início do tratamento pode acarretar graves prejuízos funcionais ao paciente.
DESCRICÃO
Caso 1: Feminino, 48 anos, com história de queda da própria altura e trauma do tornozelo direito, evoluindo com intensa dor e edema persistentes.
Caso 2: Feminino, 33 anos, com relato de trauma no joelho esquerdo há longa data, apresentando hiperalgesia e alodínia.
Caso 3: Feminino, 61 anos, vítima de ruptura traumática do tendão de Aquiles à esquerda, submetida a tratamento cirúrgico. Queixa-se de dor persistente no antepé, com alterações atróficas cutâneas.
DISCUSSÃO
Esta entidade tem maior incidência mulheres de meia idade, acometendo predominantemente os membros superiores e inferiores. Em mais de 60% dos casos, é possível identificar uma história de traumatismo prévio. A dor é a queixa principal dos pacientes, e é descrita como severa e com características neuropáticas. Essa condição apresenta-se conjuntamente com alterações da sensibilidade e vasomotores, como alterações locais de temperatura e cutâneas. O quadro inespecífico pode necessitar do uso de métodos de imagem para elucidação diagnóstica. Na Tomografia Computadorizada, os principais achados são uma osteopenia irregular, particularmente na região periarticular, além de áreas ovaladas de reabsorção óssea. A RM revela áreas regulares de edema ósseo, derrame articular, edema de tecidos moles, atrofia muscular e espessamento cutâneo. Os casos descritos apresentam-se com epidemiologia e quadro clínico típicos, além do histórico de lesão traumática prévia dos membros inferiores, sendo possível detectar características radiológicas da DSR no estudo tomográfico e por RM disponíveis. Não há modalidade de tratamento curativa, porém é preconizado seu inicio precoce para promover a funcionalidade do membro, por meio de fisioterapia, bloqueios simpáticos, neuromodulação e outros. Dessa forma, a suspeição imaginológica pelo radiologista, diante de um quadro clínico característico, pode trazer benefícios para a funcionalidad

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME49

DISPLASIA EPIFISÁRIA HEMIMÉLICA (DOENÇA DE TREVOR): RELATO DE CASO E REVISÃO DOS ACHADOS DE IMAGEM

GOMES BRAGA, LUCAS (HOSPITAL MADRE TERESA)
DA GLÓRIA SOARES, ANA RITA (CTC MINAS GERAIS)
AYRAN MORAIS, EDUARLEY (CTC MINAS GERAIS)
PARENTONI SANTOS DONNABELLA, FERNANDA (HOSPITAL MADRE TERESA)
DE ALMEIDA RIBEIRO, ALEX (HOSPITAL MADRE TERESA)
CARDOSO E SANTOS, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA)
INTRODUÇÃO: A displasia epifisária hemimélica é uma desordem benigna muito rara 1: 1.000.000), caracterizada por crescimento osteocondral de uma ou […]

INTRODUÇÃO:
A displasia epifisária hemimélica é uma desordem benigna muito rara 1: 1.000.000), caracterizada por crescimento osteocondral de uma ou mais epífises. É uma proliferação anormal e assimétrica de cartilagem com ossificação endocondral, que cessa quando as epífises se fundem ao final do crescimento. Sua etiologia é desconhecida, mas sabe-se que se encontra ligada ao grupo das osteocondromatoses. Sua importância, além de sua raridade, advém do grande número de complicações que pode ocasionar, entre elas destacam-se a deformidade do mecanismo articular com desenvolvimento de osteoartrite secundária acelerada, além de tendinite e tenossinovite por atrito com as porções ósseas.
DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente do sexo masculino, com 11 anos, relata queixa de aumento de volume articular no punho direito progressivamente, nega dor associado. Nega traumas ou cirurgias locais.
DISCUSSÃO:
A displasia hepifisária hemimélica, também conhecida como doença de Trevor, acomete predominantemente crianças entre 2 e 14 anos, sendo mais comum em meninos e nos membros inferiores. O quadro clínico costuma se iniciar com um aumento de volume indolor da articulação, devido ao supercrescimento cartilaginoso, que pode evoluir com limitação da amplitude de movimento e deformidade progressiva com dor, além de diferença de comprimento entre os membros afetados.
O diagnóstico é eminentemente clínico-radiológico, não sendo necessária biópsia. A tomografia mostra uma ou mais massas irregulares com ossificação focal junto à borda de uma das metades da epífise, com alargamento irregular dos centros epifisários. Já a RM é útil para avaliar o crescimento osteocondral e seus efeitos sobre as estruturas adjacentes, nas imagens ponderadas em T1 a intensidade de sinal é semelhante à da cartilagem epifisária normal, já em T2, a intensidade maior é vista no envoltório cartilaginoso comparado à união osteocartilaginosa.
O tratamento é realizado de acordo com a presença de sintomas e baseia-se na excisão cirúrgica. O acompanhamento radiológico após a ressecção é necessário pois pode haver recidiva.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME50

RELATO DE CASO: PSEUDOTUMOR INFLAMATÓRIO DO QUADRIL

GOMES BRAGA, LUCAS (HOSPITAL MADRE TERESA)
PARENTONI SANTOS DONNABELLA, FERNANDA (HOSPITAL MADRE TERESA)
DA GLÓRIA SOARES, ANA RITA (HOSPITAL MADRE TERESA)
DE ALMEIDA RIBEIRO, ALEX (HOSPITAL MADRE TERESA)
EDUARDO DA SILVA, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA)
VINICIUS PEDRINI PEREIRA¸ HERMES (HOSPITAL MADRE TERESA)
Resumo: O pseudotumor inflamatório acomete principalmente pacientes com prótese, e é caracterizado por massas sólidas que surgem meses ou anos […]

Resumo: O pseudotumor inflamatório acomete principalmente pacientes com prótese, e é caracterizado por massas sólidas que surgem meses ou anos após artroplastia do quadril ou do joelho. Elas mimetizam tumores ou infecções locais, sendo importante o reconhecimento correto desta patologia. A etiologia é desconhecida e varia entre 14 a 36%. Podem ser sintomáticas ou assintomáticas.
Paciente JSR, sexo masculino, 69 anos, com queixa de dor crônica difusa na região coxofemoral esquerda há 02 anos, com piora progressiva e com dificuldade de deambulação. Histórico de artroplastia coxofemoral total a esquerda há 9 anos, foi reavaliado pela ortopedia e optado pela remoção da prótese, ato realizado há 06 meses. Realizada tomografia computadorizada da articulação coxofemoral esquerda, que observou: deformidade com importante irregularidade dos contornos ósseos da extremidade proximal do fêmur, que encontra-se deslocado superiormente adjacente a borda superior do acetábulo, havendo áreas hipertransparentes de osteólise e destruição óssea, além de pequenos fragmentos ósseos adjacentes, tanto à porção femoral quanto acetabular. Lesão de aspecto expansivo, com densidade de partes moles, ocupando algumas dessas cavidades osteolíticas supracitadas, formando massa de partes moles, com densidade heterogênea, predominante hipodensa em relação a musculatura adjacente. Alterações relacionadas a granulomatosa agressiva (doença de micropartículas) com formação de pseudotumor inflamatório e áreas de reabsorção óssea, com osteólise.
É de suma importância que o radiologista saiba reconhecer o pseudotumor inflamatório, visto que é uma complicação possível de artroplastia, que faz diagnóstico diferencial com neoplasias e lesões inflamatórias.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME51

GOTA EM PACIENTE DO HUAP

MARTINS, ÍVILA MACHADO (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF))
ABREU, JULIANA MENDES (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF))
DO CARMO, CLARISSA CANELLA MORAES (UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF))
Gota é uma artrite inflamatória que afeta as articulações quando a taxa de ácido úrico no sangue está acima do […]

Gota é uma artrite inflamatória que afeta as articulações quando a taxa de ácido úrico no sangue está acima do normal (hiperuricemia), havendo deposição de cristais de urato nos tecidos e nas articulações, provocando inflamação. A taxa normal e ideal do ácido úrico nas mulheres varia de 2,4 a 6,0 mg/dL, com um nível de excreção de 0,24g/dia; e nos homens, de 3,4 a 7,0 mg/dL, com um nível de excreção de 0,75g/dia. É uma doença que atinge cerca de 4% da população mundial, na maioria homens. Chamada de “Doença dos reis”, relacionada a homens de meia-idade de classes mais abastadas, vida menos regrada e associada a sedentarismo e excessos. As autoras descrevem o caso de um paciente do sexo masculino, de 56 anos de idade, com histórico de Artrite Gotosa Tofácea Crônica há mais 16 anos, iniciada no tornozelo direito, Oligoartrite Assimétrica em membros superiores, Neuropatia Periférica, além de outras comorbidades. É interessante destacar que durante a realização das radiografias dos membros superiores, o paciente relatou dificuldade em retirar sua aliança, tendo realizado as radiografias com a mesma; o que evidencia o grau de cronicidade da doença instalada. O caso se estrutura na análise de radiografias e ultrassonografias com doppler, assim como de seus respectivos laudos. As radiografias analisadas dos membros superiores e inferiores indicaram, desmineralização de óssea difusa, aumento de partes moles, redução dos espaços interfalangeanos proximais, desvio entre as falanges proximal e distal, erosão parcial de falanges nos quirodáctilos e cisto subcondral em metacarpo distal. A ultrassonografia articular com doppler das mãos acusou importantes irregularidades ósseas difusas, indicativo de erosões, predominantes nos ossos do carpo, cabeça de metacarpo e articulação metacarpofalangeana, além de irregularidade óssea difusa bilateral. Verificou-se também sinovite dos recessos dorsais e volares do carpo e tenossinovite do extensor ulnar do carpo associado a lesão parcial longitudinal. Nos membros inferiores, havia destruição parcial e irregularidades justa-articulares nas tíbias distais e tálus bilateralmente, além de esclerose e cistos subcondrais nos calcâneos pósterossuperiormente. Lesões líticas circunscritas em metatarso distal de falange proximal do hálux também estavam presentes, sugerindo Gota e Artrite Reumatoide, com a indicação de investigação laboratorial.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME52

DISRAFISMO ESPINHAL COM OUTRAS MALFORMAÇÕES COMPLEXAS

PIZARRO WAZILEWSKI, DANIELE (ENSINO D'OR)
SALLES MATTOS NOGUEIRA , MURILLO (ENSINO D'OR)
DE ANDRADE BIANCHI, MARCO (ENSINO D'OR)
HENRIQUE RAMOS QUINTINO DA SILVA, PEDRO (ENSINO D'OR)
Disrafismos espinhais são malformações congênitas espinhais que envolvem a coluna e a medula espinhal. Podem ocorrer tanto com alterações leves […]

Disrafismos espinhais são malformações congênitas espinhais que envolvem a coluna e a medula espinhal. Podem ocorrer tanto com alterações leves assintomáticas quanto em conjunto com outras malformações complexas do sistema musculoesquelético, gastrintestinal, geniturinário ou respiratórias.
Os disrafismos espinhais podem ser tanto abertos quanto fechados.
Como há uma relação muito tênue entre a eminência caudal (que origina a coluna lombossacral) e a cloaca, as falhas de desenvolvimento locais acabam frequentemente resultando em malformações geniturinárias e gastrointestinais associadas.
Os defeitos do tubo neural são o segundo tipo mais comum de malformação congênita, perdendo apenas para as cardíacas.
Nosso caso se trata de um caso complexo de disrafismo aberto da região lombar, envolvendo malformações aparelho genitourinário e gastrointestinal.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME53

ACHADOS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE INFARTO ÓSSEO NO CALCÂNEO

OLIVEIRA, VINÍCIUS NUNES (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
MALLET, LUIZ FERNANDO ARRUDA (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
MOURA, FRANCISCO FILHO MORAIS (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
FRANCO, EDUARDO LÚCIO (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
SILVA, LEONARDO TEIXEIRA DOMINGOS (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
SILVA, CAMILA CAROLINA (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
O termo infarto ósseo é usado para se referir a uma necrose avascular decorrente da perda do suprimento sanguíneo a […]

O termo infarto ósseo é usado para se referir a uma necrose avascular decorrente da perda do suprimento sanguíneo a uma determinada região do osso. Várias são as causas que podem predispor ao distúrbio, entre elas trauma, hemoglobinopatias, radioterapia, quimioterapia, uso excessivo de medicações como corticoesteroide e até mesmo álcool, sendo o trauma o principal fator predisponente.
No caso do osso calcâneo, os infartos costumam ocorrer predominantemente no aspecto posterior, segundo à algumas teorias, devido ao seu padrão de suprimento sanguíneo, que é feito através de uma rede de vasos penetrantes das superfícies não articulares que convergem para o centro e emitem vasos recorrentes para o aspecto posterior, onde se anastomosam com artérias epifisárias.
O comprometimento da vascularização leva a morte de células ósseas, onde se desenvolve um centro necrótico que é circundado por uma zona de hiperemia isquêmica, que pode ocasionar destruição da arquitetura óssea, perda da função do osso acometido e dor.
Levando em consideração o contexto de trauma e dor de início agudo/subagudo, a hipótese de infarto ósseo deve ser considerada. A ressonância magnética é o método de imagem mais sensível para este tipo de diagnóstico, sendo possível identificar essas alterações ósseas mais precocemente. O principal achado é de uma lesão com borda irregular, serpinginosa, com baixo sinal em T1, principalmente devido ao tecido de granulação e ao edema; e sinal do duplo contorno em T2, delimitando o osso saudável do patológico. Dependendo do tempo de evolução, o sinal no interior dessas lesões é variável, podendo ser encontrado desde gordura, líquido, sangue ou até mesmo tecido fibrótico, em estudos realizados tardiamente.
Neste contexto, a avaliação por imagem permite elucidação diagnóstica, localização e identificação de complicações associadas, assumindo papel fundamental na decisão terapêutica.
O presente caso exibe os achados de ressonância magnética de uma mulher, 42 anos que apresentava dor no pé esquerdo há 15 dias sem recordar-se de trauma, com histórico de tratamento quimioterápico para câncer de mama há 2 anos.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME54

CISTO GANGLIÔNICO EXTRAÓSSEO: RELATO DE CASO

SEABRA-FREITAS, GABRIELA (REDE MATER DEI DE SAUDE)
BARQUETTE, ÁVANNY DO CARMO (REDE MATER DEI DE SAUDE)
SILVA-NETO, CLEBER MARQUES (REDE MATER DEI DE SAUDE)
RAMOS, LAURA FILGUEIRAS MOURAO (REDE MATER DEI DE SAUDE)
DINIZ, RENATA LOPES FURLETTI CALDEIRA (REDE MATER DEI DE SAUDE)
RIBEIRO, MARCELO ALMEIDA (REDE MATER DEI DE SAUDE)
Os cistos gangliônicos são lesões císticas não malignas que ocorrem em associação com estruturas musculoesqueléticas. A etiologia desses cistos não […]

Os cistos gangliônicos são lesões císticas não malignas que ocorrem em associação com estruturas musculoesqueléticas. A etiologia desses cistos não é bem estabelecida na literatura, mas geralmente são resultados de uma degeneração mixóide do tecido conjuntivo associado a cápsulas articulares e bainhas tendinosas.
Os cistos gangliônicos são classificados em relação a estrutura óssea que acometem, podendo ser intraósseos, quando estão localizados no interior do osso, periósteo quando são encontrados adjacente ao osso ou de tecidos moles quando estão localizados distante dos ossos.
Cistos de gânglios periosteais são um tipo raro de cistos gangliônicos, que se localizam com maior frequência na diáfise proximal da tíbia, podendo também acometer outros ossos longos como por exemplo, a região intercondilar femoral e os ossos metatarsais.
Relatamos um caso de cisto gangliônico extraósseo em uma paciente do nosso serviço apresentando os achados de imagem, a sua apresentação clínica e os principais diagnósticos diferenciais.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME55

LESÃO DE MOREL LAVALLÉE: ASPECTOS DE IMAGEM EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

MELO DUTRA, ISABELA (UFES)
ANDRADE FERNANDES DE MELLO, RICARDO (UFES)
FREDERICO JAUREGUI, GUSTAVO (UFES)
BEBER MACHADO, BRUNO (UFES)
As lesões de Morel-Lavallée consistem em uma coleção localizada entre o tecido celular subcutâneo e a fáscia profunda, decorrente de […]

As lesões de Morel-Lavallée consistem em uma coleção localizada entre o tecido celular subcutâneo e a fáscia profunda, decorrente de uma lesão em cisalhamento consequente a trauma. Esse acometimento é classicamente descrito na coxa, porém também pode ser observado em outras regiões, como periescapular, lombar, glútea, tornozelos e joelhos. Resulta de uma separação traumática causada pela avulsão violenta e rápida da pele sobre a fáscia, causando uma descontinuidade entre a porção profunda do tecido conjuntivo da fáscia muscular subjacente, que lesiona os vasos perfurantes. O espaço criado é preenchido por sangue, linfa e focos de gordura, algumas vezes necróticos, podendo eventualmente ser colonizado por agentes infecciosos. O líquido hemolinfático é circundado por tecido granuloso, podendo resultar na formação de pseudocápsula fibrosa, causando a persistência das coleções. A ressonância magnética (RM) é o melhor método para caracterizar a lesão, que pode demonstrar cápsula fibrótica de baixo sinal em todas as sequências, septações e intensidade de sinal interna variável, a depender da presença e da proporção dos componentes gorduroso, linfático, hemático e debris, bem como do tempo de evolução. A conduta terapêutica varia conforme o tamanho e a característica da lesão, podendo ser desde conservadora até cirúrgica. No presente trabalho, objetiva-se relatar 10 casos de Morel-Lavallée, demonstrando seus diferentes aspectos à imagem por RM. Desta amostra, são 3 pacientes do sexo feminino e 7 do sexo masculino, com idades variadas entre 22 e 83 anos. As regiões acometidas foram joelho, quadril, coxa e pé. É importante que o radiologista conheça as alterações de imagem nas diversas fases da lesão, de forma a auxiliar no diagnóstico precoce e tratamento adequado.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME56

A IMPORTÂNCIA DOS ACHADOS RADIOGRÁFICOS DA ACROMEGALIA PARA UM DIAGNÓSTICO PRECOCE

COUTO BAPTISTA, LUISA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
ADRIANE BARCELOS LUZIA, ROANE (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
ZIMMERMMANN CHAVES, RAPHAEL (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
BIANCO GOMES DE ALMEIDA, LETÍCIA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
MANTIOLHE MARTINS, MARCELO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
GRUNEWALD, THIAGO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
INTRODUÇÃO: A acromegalia é uma patologia de evolução insidiosa, que pode acarretar em grande morbimortalidade e que geralmente é diagnosticada […]

INTRODUÇÃO: A acromegalia é uma patologia de evolução insidiosa, que pode acarretar em grande morbimortalidade e que geralmente é diagnosticada com grande atraso desde as suas primeiras manifestações. O reconhecimento de alterações sutis é de suma importância para o diagnóstico e tratamento precoces. A finalidade deste relato é apresentar o caso de uma paciente cuja hipótese diagnóstica de acromegalia foi levantada primariamente pelos seus achados radiográficos, objetivando assim salientar o valor da radiografia simples como método de imagem.
DESCRIÇÃO: Paciente feminina de 42 anos, portadora de artrite reumatoide, diabetes mellitus insulino-dependente e transtorno de humor depressivo, relatava artralgia de caráter inflamatório em mãos, xerostomia e irregularidade menstrual há 4 anos. As radiografias simples das mãos e dos pés revelaram achados que favoreciam a hipótese de acromegalia. Quando questionada, a paciente relatou ter percebido ao longo dos anos aumento do tamanho do nariz, das mãos e dos pés. Uma radiografia complementar do crânio em perfil foi solicitada e evidenciou achados que corroboraram a hipótese de acromegalia. Dosagens de IGF-1 e hormônio de crescimento (GH) após supressão com dextrosol foram encontrados acima dos valores normais. Uma ressonância magnética da sela turca com contraste evidenciou uma lesão compatível com macroadenoma hipofisário à esquerda. O diagnóstico de acromegalia por macroadenoma hipofisário secretor de GH foi considerada. A paciente foi encaminhada para programação cirúrgica e mantém em acompanhamento neuroendocrinológico.
DISCUSSÃO: A Acromegalia é um distúrbio metabólico consequente de uma hipersecreção de hormônio do crescimento (GH), cuja causa mais comum é o macroadenoma hipofisário. Todos os tecidos do corpo são afetados pelo excesso de GH, respondendo com hiperplasia e hipertrofia. Dentre os achados radiográficos mais importantes desta patologia, destacam-se a proeminência dos tufos terminais das falanges distais das mãos e dos pés, o espessamento do coxim adiposo do calcâneo, o espessamento dos ossos do crânio, o alargamento da sela turca, dentre outros. Uma vez levantada a hipótese, a confirmação diagnóstica deve ser feita através de dosagem hormonal, seguida de realização de ressonância magnética da sela turca para elucidação etiológica.

RELATO DE CASO

MUSCULOESQUELÉTICO

ME57

ARTROPATIA DOS JOELHOS RELACIONADA À POLICONDRITE RECIDIVANTE: UM DESAFIO DIAGNÓSTICO.

ZIMMERMMANN CHAVES, RAPHAEL (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
NEVES MARCOS, VINICIUS (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
FEYO GUIMARÃES PEIXOTO, LAURA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
ADRIANE BARCELOS LUZIA, ROANE (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
COUTO BAPTISTA, LUISA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
JOSÉ SIQUEIRA BRITO, GEOVANNI (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA)
Introdução: A policondrite recidivante é um distúrbio autoimune raro e de difícil diagnóstico devido a uma variedade de manifestações e […]

Introdução:
A policondrite recidivante é um distúrbio autoimune raro e de difícil diagnóstico devido a uma variedade de manifestações e a baixa incidência na prática clínica, promovendo episódios progressivos de inflamação de elementos cartilaginosos e de tecidos ricos em proteoglicanos. A artropatia dos joelhos relacionada à policondrite é um achado raro, se mostrando como um desafio diagnóstico.
O objetivo desse trabalho é relatar um caso de artropatia dos joelhos relacionada à policondrite recidivante, achado bastante infrequente dentro da doença.
Descrição:
Paciente masculino, 18 anos, admitido com sintomas respiratórios recorrentes. Ao exame físico, foram observadas deformidades auriculares, colapso da ponte nasal, glaucoma e conjuntivite.
A tomografia computadorizada do tórax inicial demonstrou calcificações parietais da traqueia e dos brônquios, poupando sua parede posterior.
No seguimento, o paciente desenvolveu artralgia recorrente nos joelhos, piorando pela manhã e com melhora após ciclos de pulsoterapia com glicocorticoides.
A radiografia simples dos joelhos evidenciou alteração morfoestrutural dos côndilos e platôs tibiais. O estudo complementar por ressonância magnética caracterizou a presença de alterações inflamatórias nas topografias do anel pericondral e condroepífise do fêmur distal e tíbia proximal.
Não foi evidenciado derrame articular ou sinovite significativa.
Os exames laboratoriais revelaram sorologias infecciosas negativas, bem como fator reumatoide e fator antinuclear não reagentes.
Discussão:
O diagnóstico de policondrite recidivante é feito na presença de ao menos três dos seis critérios de McAdam: condrite auricular bilateral, artropatia soronoegativa não erosiva, condrite nasal, inflamação ocular, condrite do trato respiratório e dano audiovestibular. O paciente apresentava cinco dos seis critérios.
A artropatia na policondrite tem sido descrita como soronegativa, não erosiva, não deformante e assimétrica. O envolvimento dos joelhos é infrequente.
Artrite idiopática juvenil e artrite infecciosa se apresentam como principais diferenciais. Tais diagnósticos foram descartados por provas laboratoriais e na imagem devido à ausência de derrame articular e sinovite significativa.
A ressonância magnética tem importante papel no diagnóstico deste caso, pois é capaz de identificar inflamação pericondral e condroepifisária, característicos da policondrite recidivante, devendo o radiologista estar ciente de tais padrões de imagem.

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