Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI01

UROGRAFIA POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA FUNCIONAL EM ADULTOS: ENSAIO ICONOGRÁFICO DE RELATÓRIOS ESTRUTURADOS E ILUSTRADOS

LEIDERSNAIDER, CAIO (HUPE/UERJ)
AKSENOW, HELEN (HUPE/UERJ)
AGUILERA, SABINA (HUPE/UERJ)
COBO, GIANELLA (HUPE/UERJ)
MOGAMI, ROBERTO (HUPE/UERJ)
VARELLA, ROMULO (HUPE/UERJ)
Introdução A urografia por ressonância magnética funcional (URMF) é um valioso recurso capaz de oferecer detalhes anatômicos multiplanares de alta […]

Introdução
A urografia por ressonância magnética funcional (URMF) é um valioso recurso capaz de oferecer detalhes anatômicos multiplanares de alta resolução do sistema genitourinário, além de fornecer resultados funcionais. Embora existam diversos estudos do seu uso em pediatria (que é beneficiada na pesquisa de malformações de alta complexidade), há poucas publicações na literatura a respeito do método aplicado à população adulta. Esta faixa etária pode ser beneficiada principalmente nos casos de pacientes que tenham contraindicação ao uso do meio de contraste iodado e/ou radiação ionizante. Este trabalho teve como objetivo descrever, através de casos, as principais indicações clínicas da URMF em adultos; demonstrar quem são os principais benificiários dessa técnica na identificação de detalhes anatômicos e funcionais em um único tipo de exame e ilustrar os variados casos de alterações congênitas, morfológicas e funcionais deste método, que ainda é um exame pouco utilizado nesta faixa etária.
Descrição
Foi realizado um levantamento retrospectivo de exames de URMF realizados em dois centros no período de janeiro a julho de 2021. Treze casos foram selecionados para este ensaio iconográfico. Descrevemos as alterações urológicas mais frequentes e ilustraremos como a URMF pode ser utilizada, como: investigação de paciente do sexo masculino de 52 anos que foi submetido à reconstrução ureteral com enxerto de alça ileal, que apresentava obstrução de repetição; mulher de 48 anos em exame pré-operatório para transplante renal intervivos; pacientes com contraindicação absoluta ao meio de contraste iodado; pacientes transplantados com rejeição aguda ao enxerto. Também mostraremos os protocos utilizados em nossos serviços com uso de administração de diurético endovenoso antes da injeção de gadolíneo, nas sequências ponderadas em T2 sem e com supressão de gordura e T1 por 18 minutos (em torno de 50 aquisições contínuas com pausas progressivas). Será incluído os parâmetros técnicos, como: segmentação semiautomática; curvas funcionais; MIP (projeção de intensidade máxima) e mapas de Patlak. Técnica de pós-processamento, incluindo reconstrução morfológica tridimensional, análises morfométricas e funcionais e utilização o software CHOP-fMRU para avaliação das imagens.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI02

PROGRESSÃO DE CISTO RENAL CATEGORIA BOSNIAK II PARA IV

SEABRA SILVA CUNHA, THALITA (HOSPITAL UDI/ESPERANÇA)
Introdução: Cisto renal Bosniak II, de acordo com a última atualização de 2019, não há necessidade de seguimento. Geralmente é […]

Introdução: Cisto renal Bosniak II, de acordo com a última atualização de 2019, não há necessidade de seguimento. Geralmente é assintomático e diagnosticado incidentalmente.
Relato de caso: Uma paciente de 77 anos, com ultrassonografias, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas prévias apresentando cisto renal Bosniak II, foi admitida com hematúria indolor. Ressonância magnética atual demostrava progressão da lesão para Bosniak IV, submetida a nefrectomia e com diagnóstico final pelo anatomopatológico e imuno-histoquímica como carcinoma de células renais papilífero de células claras.
Método: as informações foram obtidas por meio de revisão do prontuário, registro fotográfico dos métodos diagnósticos aos quais a paciente foi submetido e revisão da literatura.
Conclusão: Descrevi o caso da progressão de um cisto renal Bosniak II para IV que foi tratado por cirurgia e com diagnóstico final de carcinoma de células renais papilífero de células claras.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI04

DOR PÉLVICA AGUDA NA MULHER EM IDADE REPRODUTIVA (NÃO GRÁVIDA)

DALAZEN DE SOUZA, JOÃO PAULO (CLINICA IMAGEM)
SCHMITZ SERPA, BRUNA (CLINICA IMAGEM)
LINS, SÉRGIO (CLINICA IMAGEM)
RAMOS LEMOS, GEORGE (CLINICA IMAGEM)
BELLI, EMANOEL FELIPE (CLINICA IMAGEM)
DE LUCA SERPA CAETANO, BRUNO (CLINICA IMAGEM)
Dor pélvica aguda geralmente é definida como dor no abdome inferior ou pélvica que dura menos de três meses. Mais […]

Dor pélvica aguda geralmente é definida como dor no abdome inferior ou pélvica que dura menos de três meses. Mais de um terço das mulheres em idade reprodutiva sentirão dor pélvica não menstrual em algum momento da vida. A maioria das dores pélvicas agudas estão relacionadas ao sistema genital, urinário e gastrointestinal, mas anormalidades musculoesqueléticas, vasculares e neurológicas também entram como fatores etiológicos mais remotos. Em mulheres em idade reprodutiva, o diagnóstico diferencial é amplo, incluindo alterações fisiológicas, como ovulação, patologias ginecológicas como cisto ovariano hemorrágico, doença inflamatória pélvica e torção de ovário, bem como patologias não-ginecológicas, incluindo, apendicite, litíase urinária e infecções do trato urinário.
Muitas vezes o diagnóstico torna-se desafiador, frente a sinais e sintomas por vezes inespecíficos, demandando uma história clínica detalhada, exame físico, exames laboratoriais e uma boa formulação de hipóteses diagnósticas antes de solicitar exames radiológicos. Excluir o diagnóstico de gestação é um ponto crucial na avaliação, pois os passos seguintes da abordagem serão diferentes entre gestantes e não-gestantes.
A ultrassonografia transvaginal e pélvica transabdominal são as modalidades de imagem de escolha quando as suspeitas são de causas ginecológicas e obstétricas, devido a ampla disponibilidade, ausência de radiação e versatilidade diagnóstica. A tomografia computadorizada (TC) é o método mais acurado nas suspeitas de causas gastrointestinais e urológicas. A ressonância magnética, que não utiliza radiação e tem um excelente contraste entre os tecido moles, é preferível a TC para avaliar a gestante quando for suspeitado de patologias não-ginecológicas, no entanto, torna-se um método mais complexo, mais caro e menos acessível, principalmente nas causas em que demandam urgência quando se trata de pacientes não gestantes.

TRABALHO ORIGINAL

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI05

COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES PROTOCOLOS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE PRÓSTATA PARA DETECÇÃO DE CÂNCER DE PRÓSTATA.

NEVES FERNANDES, PAULA (HOSPITAL BENEFICENCIA PORTUGUESA)
CALDARA MUSSI DE ANDRADE, THAIS (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
MORBECK COELHO, FERNANDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
TRIDENTE, CASSIA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
HUEB BARONI, RONALDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Objetivo Avaliar a precisão de diferentes protocolos de ressonância magnética da próstata (RM), incluindo sequências tridimensionais (3D) e bidimensionais (2D) […]

Objetivo
Avaliar a precisão de diferentes protocolos de ressonância magnética da próstata (RM), incluindo sequências tridimensionais (3D) e bidimensionais (2D) de fast spin echo (FSE).
Materiais e métodos
Realizamos um estudo unicêntrico e retrospectivo, para avaliar a precisão de três diferentes protocolos de ressonância magnética de próstata. Um total de 100 pacientes realizaram ressonância magnética de próstata e biópsia subsequente foram incluídos neste estudo. Três radiologistas cegaram e leram os exames independentemente em três fases diferentes, com intervalo de pelo menos 4 semanas entre eles: 1) protocolo incluindo T2 isotrópico coronal, imagem ponderada por difusão (DWI) e mapa do coeficiente de difusão aparente (ADC); 2) T2 isotrópico coronal, DWI, mapa ADC e sequências pós-contraste; e 3) o protocolo completo incluindo as sequências anteriores mais T2 FSE axial e sequências sagitais.
Resultados
Do total de 100 pacientes analisados no estudo, 70 pacientes foram diagnosticados com câncer de próstata (CaP), a maioria dentro do ISUP 2 e 3. As sensibilidades, especificidades e acurácias nas zonas periféricas e de transição são apresentadas na tabela 1.
Conclusão
Não houve diferença estatística na precisão entre os protocolos de ressonância magnética para detecção de câncer de próstata.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI06

SÍNDROME CONGESTÃO PÉLVICA: RELATO DE CASO

COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Introdução: A Síndrome da Congestão Pélvica (SCP) é caracterizada pelo surgimento de varizes pélvicas devido a congestão/estase venosa. É uma […]

Introdução: A Síndrome da Congestão Pélvica (SCP) é caracterizada pelo surgimento de varizes pélvicas devido a congestão/estase venosa. É uma importante causa de dor abdominal/pélvica crônica (> 6 meses) subdiagnosticada, que piora com a posição ortostática e deve sempre ser lembrada como diagnóstico diferencial de dores nessa região, principalmente em mulheres na pré-menopausa e multíparas. Descrição: Paciente M.P.M.S, 75 anos, feminino, refere à admissão dor hipogástrica, fossa ilíaca e região lombar à esquerda com irradiação para o baixo ventre há cerca de 2 anos, sem achados justificáveis em propedêutica realizada com colonoscopia, endoscopia digestiva alta e ultrassonografia de rins e vias urinárias. Submetida à tomografia de abdome e pelve com contraste, evidenciando sinais de ingurgitamento venoso pélvico parauterino com ectasia de veias ovarianas, mais evidentes à esquerda, compatíveis com varizes pélvicas e Síndrome de Congestão Pélvica (SCP). Discussão: Por ser uma doença de relativa raridade, sua prevalência é estimada em torno de 0-10% na população geral, considerando muitos casos subdiagnosticados na população geral. Comumente está associada a varizes em membros inferiores (achado mais comum) e vulvares, hemorroidas, dispareunia, dismenorreia e disúria. A SCP é importante causa de diagnóstico diferencial de patologias lombares e pélvicas como acometimentos osteoarticulares, endometriose, diverticulite, dentre outros, sendo então de grande relevância clínica para diversas especialidades médicas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI07

HISTEROSSALPINGOGRAFIA: UM ESTUDO ESSENCIAL

BEKHOR, DANIEL (UNIFESP)
SZEJNFELD, JACOB (UNIFESP)
Histerossalpingografia: Um Estudo Essencial A histerossalpingografia (HSG) está notadamente indicada na avaliação precoce do casal infértil. A gestação bem-sucedida é […]

Histerossalpingografia: Um Estudo Essencial
A histerossalpingografia (HSG) está notadamente indicada na avaliação precoce do casal infértil. A gestação bem-sucedida é resultado de uma adequada migração e fertilização do óvulo no interior de uma tuba uterina patente e posterior implantação numa cavidade endometrial anatomica e funcionalmente normal.
Condições patológicas que possam interferir nesses eventos, como a obstrução tubária e anomalias uterinas congênitas, são avaliadas pela HSG de forma efetiva. O procedimento é ambulatorial e sem necessidade de anestesia.
A HSG é utilizada não somente na avaliação de rotina dos casais inférteis, mas também para indicações mais específicas. Com os avanços continuados da Medicina Reprodutiva, constitui-se em um método que é progressivamente mais solicitado pelos ginecologistas e realizados por radiologistas, daí a crescente necessidade de familiarizar-nos com esta modalidade diagnóstica.
O estudo fornece informações relevantes sobre a anatomia do canal cervical, cavidade endometrial e tubas uterinas. Causas uterinas possíveis para a condição de infertilidade como sinéquias intrauterinas, leiomiomas, pólipos endometriais, malformações uterinas e adenomiose e causas tubárias, tais como obstrução tubária, hidrossalpinge, aderências peritubárias e salpingite ístmica nodosa podem ser prontamente detectadas pelo método.
Pacientes com história de abortamentos de repetição, doença inflamatória pélvica ou endometriose com possível acometimento tubário, ligadura tubária pregressa, e submetidas a procedimentos cirúrgicos ginecológicos são candidatas frequentes a submeterem-se ao estudo radiológico por HSG.
A histeroscopia e a laparoscopia têm o seu papel bem estabelecido na avaliação da condição da cavidade e tubas uterinas e complementam a HSG. Deve-se lembrar, porém, que são procedimentos invasivos, requerem anestesia e têm a sua indicação específica. Devemos enfatizar, portanto, que a HSG é a modalidade ideal para o estudo inicial das causas potenciais de infertilidade. A elevada qualidade técnica na realização da HSG é importante para a minimização de falsas interpretações diagnósticas.
Contraindicações para a realização da HSG incluem a doença inflamatória pélvica ativa caracterizada por dor abdominal ou massa palpável, procedimento cirúrgico uterino ou tubário recente, sangramento uterino ativo e gravidez.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI08

ALTERAÇÕES VESICAIS NO RX CONTRASTADO – ESTUDO ICONOGRÁFICO

POUBEL ARAUJO LOCATELLI, THAIS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
ARANTES FIORILO PELEGRINE, LETICIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
DEL PIERO MARQUES, ANNA JULIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
A cistografia é realizada através da injeção retrógrada do meio de contraste visível ao RX por uma pequena sonda e […]

A cistografia é realizada através da injeção retrógrada do meio de contraste visível ao RX por uma pequena sonda e posteriormente realizado o estudo do funcionamento da bexiga. A bexiga geralmente é mais fácil de ser avaliada quando cheia e, muitas vezes, é difícil identificá-la quando está completamente vazia, sendo assim é importante o estudo com método adequado para auxiliar na elucidação diagnóstica do caso. Os riscos deste exame são muito baixos. O estudo radiológico da bexiga esta indicado em diversos casos como na disfunção miccional, obstrução da saída da bexiga, hematúria, trauma, anomalias congênitas do trato geniturinário e avaliação pós-operatória do trato urinário. Dependendo da etiologia da doença, diferentes abordagens terapêuticas podem ser empregadas para manter a função renal e prevenir infecções recorrentes do trato urinário. Portanto um correto diagnóstico é importante pata um tratamento rápido, diminuição de morbidade e mortalidade além de proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente. Este estudo iconográfico visa demonstrar as principais alterações vesicais que podem ser identificadas no exame contrastado. As imagens utilizadas no estudo são do acervo dos próprios autores.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI09

APRESENTAÇÃO RADIOLÓGICA DA URETEROCELE – ESTUDO ICONOGRÁFICO

POUBEL ARAUJO LOCATELLI, THAIS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
DEL PIERO MARQUES, ANNA JULIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
ARANTES FIORILO PELEGRINE, LETICIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
A ureterocele é geralmente definida como uma dilatação cística da porção distal do ureter dentro da base da bexiga. São […]

A ureterocele é geralmente definida como uma dilatação cística da porção distal do ureter dentro da base da bexiga. São classificadas como ortotópicas ou intravesicais quando ocorrem na posição normal da junção vesico-uretérica e ectópicas ou extravesicais (classicamente associada com a duplicidade ureteral) quando ocorrem ectopicamente baixo e medial, próximo ao colo da bexiga/uretra. As ortotópicas são consideravelmente menos comuns do que a variedade ectópica e quase sempre confinadas à população adulta além de normalmente estarem associadas a sistema excretor simples e as alteraçóes da função renal serem menos expressivas. A sua etiologia é controversa sendo aventada a hipótese que tem base na estenose do ureter pela reabsorção incompleta da membrana de Chwalla na vida embrionária e na estenose associada à ausência de fibras musculares do ureter terminal. Clinicamente a ureterocele pode se expressar através de infecções urinárias de repetição, hematúria, litíase, dor lombar e disúria. É mais frequente a manifestação em crianças, entretanto quando encontrada em adultos geralmente está associada à unilateralidade. O diagnóstico das ureteroceles podem ter múltiplas variações e apresentações distintas, com anatomia e fisiologia variadas. Em relação ao tratamento a prescrição de antibioticoterapia profilática precoce é um dos poucos pontos de consenso na abordagem terapêutica inicial desta patologia. Uma ampla avaliação, com uma série de exames complementares, fornecerá dados para um planejamento individualizado para cada paciente. O presente estudo visa demonstrar através de exames de imagem selecionadas do acervo dos próprios autores, um estudo iconográfico da ureterocele em diferentes tipos de exames de imagem.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI10

ALTERAÇÕES DE URETRA NO RX CONTRASTADO – ESTUDO ICONOGRÁFICO.

POUBEL ARAUJO LOCATELLI, THAIS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
DEL PIERO MARQUES, ANNA JULIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
ARANTES FIORILO PELEGRINE, LETICIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
A uretrografia retrógrada é o padrão-ouro para avaliação das lesões uretrais, refere-se ao estudo radiográfico da uretra por meio de […]

A uretrografia retrógrada é o padrão-ouro para avaliação das lesões uretrais, refere-se ao estudo radiográfico da uretra por meio de contraste iodado injetado pelo canal da urina e geralmente é realizada no sexo masculino. Este exame é mandatório para determinar a topografia e a extensão de uma lesão no canal uretral. Varias são as indicações deste exame como fluxo urinário diminuído, suspeita de estenoses uretrais, divertículos, fístulas, infecções urinárias de repetição, refluxo vesicoureteral, anomalias congênitas dentre outras. A principal causa de queixas urinárias ocorre devido a estenose de um seguimento da uretra que habitualmente resulta de uma cicatriz ou fibrose da mucosa uretral e tecido esponjoso circundante, após um processo traumático ou inflamatório da uretra anterior, ou de um processo obliterativo da uretra posterior após um traumatismo pélvico. O diagnóstico preciso é essencial para o manejo adequado e diminuição da morbidade, podendo a abordagem terapêutica requerer apenas medidas conservadoras ou não. Portanto uma correta avaliação é importante para um tratamento rápido proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente. Este estudo iconográfico visa demonstrar as principais alterações uretrais que podem ser identificadas no exame contrastado. As imagens utilizadas no estudo são do acervo dos próprios autores.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI11

ALTERAÇÕES RENAIS BILATERAIS: UMA REVISÃO PICTÓRICA

OLIVEIRA GOUVEIA, MARIANY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VINICIUS CECCO MIRANDA, MARCUS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Alterações renais bilaterais são achados comuns. Sendo assim, os radiologistas devem ser capazes de reconhecer alguns padrões comuns e raros […]

Alterações renais bilaterais são achados comuns. Sendo assim, os radiologistas devem ser capazes de reconhecer alguns padrões comuns e raros típicos, além de conhecer associações específicas para estreitar o diagnóstico diferencial. Dentre as alterações possíveis, incluem-se malformações, lesões tumorais, causas tóxico/metabólicas, infecciosas, vasculares e sistêmicas. Portanto, torna-se importante a ilustração das possibilidades patológicas a fim de guiar o raciocínio diagnóstico do médico radiologista e com isso reduzir o tempo até o diagnóstico final.

TRABALHO ORIGINAL

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI12

COMPARISON BETWEEN COMPUTED TOMOGRAPHY AND PSMA PET-CT IN PELVIC LYMPH NODE STAGING OF PROSTATE CANCER

MOREIRA, LARISSA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
MUSSI, THAIS (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
COELHO, FERNANDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
DA CUNHA, MARCELO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BARONI, RONALDO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Purpose Conventional imaging methods, such as computed tomography (CT), have limitations in the diagnosis of lymph node metastases in prostate […]

Purpose
Conventional imaging methods, such as computed tomography (CT), have limitations in the diagnosis of lymph node metastases in prostate cancer. The aim of this study is to compare the accuracy between CT and PSMA PET-CT in regional lymph node staging of prostate cancer.
Materials and Methods
This is a retrospective study that evaluated a total of 121 patients who underwent PSMA PET-CT from January 2016 to February 2019. Two radiologists (with experience in abdominal radiology) individually evaluated CT images and classified pelvic lymph nodes as suspected or not for metastatic involvement, blinded to patient's clinical data and previous exams. Lymph node characteristics (such as size and morphology) and agreement among readers (Kappa coefficient) were also evaluated. The results of PSMA PET-CT were collected from reports previously performed and the gold standard used to compare both methods was histopathology (biopsy and/or specimen).
Results
Of the total patients included in this study, 24 (19.8%) had pelvic nodal disease after the histopathological evaluation. PSMA PET-CT had an accuracy of 86.7%, while the CT showed an accuracy of 54.5% (reader 1) and 70.2% (reader 2). Specificity was in PSMA PET-CT was 94.8%, whereas in tomography the values found were 63.9% (reader 1) and 83.5% (reader 2). Sensitivity in the PSMA PET-CT was 54.2% and on CT was 16.7% (for both readers).
Conclusion
PSMA PET-CT proved to be superior to the CT for all measurement of diagnostic perform, highlighting the sensitivity that showed the greatest absolute difference between the results, reinforcing the limitation of the conventional image in the diagnosis of pelvic nodal disease.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI13

GRANULOMA DE COLESTEROL PARATESTICULAR: UM CASO RARO

TORRES, CECÍLIA VIDAL DE SOUZA (HCFMRP-USP)
GOUVEA, GABRIEL DE LION (HCFMRP-USP)
RICCI, VITOR VITA (HCFMRP-USP)
JUNIOR, JORGE ELIAS (HCFMRP-USP)
MUGLIA, VALDAIR FRANCISCO (HCFMRP-USP)
História Clínica Homem, 67 anos, encaminhado ao ambulatório de urologia oncológica por suspeita de neoplasia testicular. Referia aumento de volume […]

História Clínica
Homem, 67 anos, encaminhado ao ambulatório de urologia oncológica por suspeita de neoplasia testicular. Referia aumento de volume progressivo do escroto à esquerda há 2 anos, endurecido e pouco doloroso. Já havia realizado 8 herniorrafias inguinais bilaterais, a última há 3 anos, de volumosa hérnia inguinoescrotal esquerda. Ao exame físico, notava-se volumosa massa bem delimitada, endurecida, indolor à palpação.
 A investigação se iniciou com exames de imagem e laboratoriais. Os marcadores tumorais foram negativos.
Diagnóstico final
Granuloma de colesterol paratesticular.
Discussão
O granuloma de colesterol é uma lesão fibrogranulomatosa inflamatória crônica inespecífica e benigna, secundária a reação de corpo estranho aos cristais de colesterol. Geralmente afeta a orelha média ou seios paranasais. A apresentação paratesticular é extremamente rara.
A patogênese exata ainda é desconhecida, porém acredita-se na possibilidade de reação local não infecciosa induzindo necrose isquêmica, reação granulomatosa e cicatrização. O paciente do caso havia sido abordado cirurgicamente diversas vezes para correção de hérnias inguinais, o que justifica a localização da lesão.
Macroscopicamente, a lesão é fibrosa, às vezes cística, multilocular com cavidades preenchidas por material hemático ou mucoide. O exame histológico é idêntico independentemente da localização, associando tecido fibroso, infiltrado inflamatório crônico com numerosos siderófagos e cristais de colesterol circundados por reação granulomatosa histiocítica e gigantocelular.
Na imagem, apresenta-se como cavidade cística multilocular ou, mais raramente, como massa sólida heterogênea. Na Ressonância Magnética há predomínio de hipersinal T1 e T2 devido ao componente de colesterol e meta-hemoglobina, hipossinal periférico secundário à cápsula fibrosa/halo de hemossiderina, sem realce central pós-contraste ou restrição à difusão.
Embora o diagnóstico histológico do granuloma de colesterol seja fácil, essa lesão, quando intraescrotal, pode simular tumor ao exame clínico, radiológico ou intraoperatório. Apesar de ser uma condição clínica benigna muito rara, é importante ao radiologista conhecer sua apresentação imaginológica para que esse diagnóstico seja considerado.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI15

ANOMALIAS RENAIS: UMA REVISÃO DE ACHADOS

ROLIM, EVA CAROLINE MELO (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
MONTELES, RAIANA KARYNE DE SOUSA (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
SCHIAVINI, KAMILA LUNKES MOCHIZUKI (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
ALMEIDA, RAISSA BRANDAO DE SA (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
LIMA, GABRIEL VIEIRA LINS DE OLIVEIRA (HOSPITAL SAO DOMINGOS)
DE ARAUJO, EDUARDO MEDEIROS (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
As anomalias do trato geniturinário alto podem ser de várias origens e níveis de complexidade, desde pacientes que possam apresentar […]

As anomalias do trato geniturinário alto podem ser de várias origens e níveis de complexidade, desde pacientes que possam apresentar grandes prejuízos por conta destas alterações ou simplesmente serem um achado em exames de rotina ou em um contexto emergencial. Este ensaio iconográfico será voltado para o último contexto citado, pacientes adultos, que dão entrada em um grande pronto-socorro privado, com ou sem queixas do trato urinário, e ao realizarem o exame tomográfico, se deparam com malformações do trato geniturinário alto. O que para esses pacientes pode configurar uma surpresa, para os radiologistas devem ser achados incomuns, porém já estudados e debatidos durante sua formação.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI16

ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DO SISTEMA COLETOR NA UROGRAFIA EXCRETORA

SILVA ANDRADE AMARAL, CASSIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
MONICO SALGADO, EDMEA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
A urografia excretora permite a avaliação dinâmica do trato urinário por meio da injeção intravenosa do meio de contraste iodado. […]

A urografia excretora permite a avaliação dinâmica do trato urinário por meio da injeção
intravenosa do meio de contraste iodado. Hematúria e controle pré e pós-cirúrgico de litíase
renal representam as principais indicações. Tem como vantagem o baixo custo, menor dose de
radiação quando comparada a outros métodos e uma boa avaliação dos sistemas coletores. A
dependência da função renal e a sensibilidade reduzida para pequenos cálculos renais são
limitações do exame em questão. Este trabalho tem como objetivo revisar a técnica do exame
e ilustrar algumas patologias possíveis de serem diagnosticadas ao método.
A técnica consiste em injetar o meio de contraste por via venosa e obter as radiografias após 3,
5, 10 e 15 minutos observando a excreção do mesmo e as possíveis anormalidades que possam
vir a aparecer. Vale ressaltar que após a obtenção da imagem dos 5 minutos realiza-se uma
compressão abdominal para que haja uma retenção do contraste e melhor visualização do
sistema coletor, soltando imediatamente antes da imagem dos 10 minutos. Trauma ou
transplante renal, cirurgia recente, aneurisma intra-abdominal e obstrução do trato urinário são
contraindicações para a compressão abdominal. A depender dos achados durante a realização,
incidências adicionais podem ser necessárias. Cálculos, dilatações pielocalicinais, estenose da
junção ureteropélvica, ureterocele e divertículos calicinais são algumas das anormalidades
muito bem avaliadas por meio desse exame.
O estudo contrastado em questão quando realizado e interpretado adequadamente, tem
grande utilidade na avaliação do sistema urinário, permitindo a detecção de múltiplas patologias
e alterações anatômicas, contribuindo dessa forma para a detecção e terapêutica
correspondente do paciente.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI17

DA CLÍNICA AO DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: UM RELATO DE CASO DE PIELONEFRITE ENFISEMATOSA

FILHO MORAIS MOURA, FRANCISCO (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
TEIXEIRA DOMINGOS SILVA, LEONARDO (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
FERNANDO ARRUDA MALLET, LUIZ (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
LUCIO FRANCO, EDUARDO (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
NUNES DE OLIVEIRA, VINICIUS (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
RIBEIRO MACHADO, MARIANA (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
Infecções do trato urinário (ITU) são afecções comuns que podem complicar com múltiplas apresentações clínico-radiológicas, especialmente em populações de alto […]

Infecções do trato urinário (ITU) são afecções comuns que podem complicar com múltiplas apresentações clínico-radiológicas, especialmente em populações de alto risco. Neste contexto, apresenta-se caso de mulher, 45 anos, diabética insulinodependente com controle insatisfatório (hemoglobina glicosilada de 15,5%), com lombalgia esquerda associada a náuseas, vômitos, diarreia e febre há 6 dias, sem melhora com uso de ciprofloxacino prescrito em outro serviço de emergência. Ao exame físico apresentava-se febril, hipotensa (82 x 65 mmHg), com confusão mental e dor à palpação abdominal com sinal de Giordano positivo à esquerda.
Além do quadro hiperglicêmico, a paciente exibia sinais clínicos compatíveis com sepse e sinais de insuficiência renal aguda caracterizados laboratorialmente por azotemia, leucocitose com desvio à esquerda, trombocitopenia, hipocalemia, hiponatremia, anemia, hipoalbuminemia com inversão da relação albumina/globulina plasmática, aumento da velocidade de hemossedimentação, piúria, proteinúria com hematúria macroscópica e glicosúria.
A paciente foi admitida em protocolo de sepse na unidade de clínica médica, com antibioticoterapia endovenosa iniciada imediatamente com ertapenem, procedendo-se com coleta de urocultura, que não evidenciou crescimento bacteriano, e hemocultura positiva em duas amostras para Citrobacter freundii, resistente a fluorquinolonas e sensível a carbapenêmicos.
A tomografia do abdome da admissão evidenciava pielonefrite enfisematosa (EPN) caracterizada por aumento volumétrico renal esquerdo, distensão da cápsula de Gerota e heterogeneidade do parênquima renal com inclusões gasosas corticais.
A EPN é uma forma de infecção rara do parênquima renal, com formação de gases resultantes da fermentação da glicose por enterobactérias. Até 95% dos pacientes possuem diabetes mellitus com controle inadequado. Outros fatores associados são o abuso de drogas, alcoolismo, anomalias anatômicas e bexiga neurogênica.
Os organismos causadores mais comuns de ITU complicadas são a Escherichia coli e Klebsiella species, contudo, há poucos relatos na literatura relacionando a ocorrência de pielonefrite ou abcessos renais por Citrobacter species.
Após o sexto dia de antibioticoterapia a paciente evoluiu com melhora clínica e laboratorial, com tratamento mantido intra-hospitalar por 15 dias. Recebeu alta para acompanhamento ambulatorial com continuação da antibioticoterapia até o vigésimo primeiro dia e controle glicêmico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI18

ENDOMETRIOSIS FOR DUMMIES: UM GUIA PRÁTICO PARA O JOVEM RADIOLOGISTA

GRUBER,ANNA C.T. (INSTITUTO HERMES PARDINI)
SILVA, ANA C.F. (INSTITUTO HERMES PARDINI)
COSTA-SILVA, LUCIANA (INSTITUTO HERMES PARDINI)
Introdução: A endometriose consiste na presença de tecido endometrial glandular e/ou estromal além dos limites uterinos. Embora o padrão-ouro continue […]

Introdução: A endometriose consiste na presença de tecido endometrial glandular e/ou estromal além dos limites uterinos. Embora o padrão-ouro continue sendo a laparoscopia diagnóstica, os métodos de imagem são cada vez mais usados para detectar e avaliar a extensão da doença, destacando-se entre eles a ressonância magnética (RM). Este trabalho tem como objetivo reunir casos ilustrativos de RM pélvica a fim de familiarizar o radiologista inexperiente a reconhecer suas manifestações por imagem. Casos ilustrativos de nosso departamento foram coletados e classificados de acordo com seus padrões. O mapeamento das lesões é fundamental para a escolha da melhor opção terapêutica e para o planejamento cirúrgico adequado.
Descrição: A endometriose é uma doença ginecológica polimórfica e apresenta-se através de sua forma superficial, gonadal e profunda. As estruturas anatômicas mais comprometidas pela doença profunda são em ordem decrescente de frequência: a região retrocervical (tórus uterino e ligamentos uterossacros); o retossigmoide; a vagina e a bexiga. As manifestações por imagem variam conforme a estrutura acometida e as lesões infiltrativas podem ser planas (“em manto”), nodulariformes e/ou arciformes. Os endometriomas apresentam-se como formações císticas, podendo ser bilaterais em 50% dos casos e usualmente exibem características típicas, destacando-se o sombreamento (“shading”). A identificação de distorção arquitetural, com deslocamento das estruturas pélvicas, o grau de comprometimento e invasão dos órgãos adjacentes auxilia na graduação de severidade da doença.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI19

CARÚNCULA URETRAL HEMANGIOMATOSA TROMBOSADA

TRINO DE MORAES MOURA, FLÁVIA (CENTRO RADIOLÓGICO DE CAMPINAS HOSPITAL VERA CRUZ)
PRANDO CARDIA, PATRICIA (CENTRO RADIOLÓGICO DE CAMPINAS HOSPITAL VERA CRUZ)
LAHAN MARTINS, DANIEL (CENTRO RADIOLÓGICO DE CAMPINAS HOSPITAL VERA CRUZ)
Paciente do sexo feminino, 56 anos, na menopausa sem uso de terapia de reposição hormonal (TRH), realizou ressonância magnética da […]

Paciente do sexo feminino, 56 anos, na menopausa sem uso de terapia de reposição hormonal (TRH), realizou ressonância magnética da pelve de forma eletiva devido à queixa de "volumoso hematoma uretral". Não há relato de comorbidades e cirurgias prévias, bem como não há alterações relevantes de exames laboratoriais. O estudo por imagem de ressonância magnética da pelve feminina revelou lesão vegetante de aspecto polipoide, centrada inferiormente ao óstio uretral, em contato com o vestíbulo vaginal, sem sinais de infiltração / agressividade, apresentando pedículo que se estende longitudinalmente ao terço médio da uretra. Realizada exérese cirúrgica desta lesão, com diagnóstico anatomopatológico de carúncula uretral hemangiomatosa trombosada. Carúnculas uretrais são pequenas lesões benignas da margem posterior do meato uretral externo, causadas por prolapso uretral distal em mulheres na menopausa com hipoestrogenia e que possuem como diagnóstico diferencial divertículo uretral, leiomioma uretral, pólipo fibroepitelial, carcinoma uretral (primário ou secundário), lesões císticas periuretrais e endometriose. O tratamento é geralmente conservador e nos casos que não melhoram ou de grandes dimensões, a excisão cirúrgica é recomendada para excluir neoplasia. Embora existam relatos na literatura de carúnculas uretrais, são incomuns os relatos ilustrados por imagem de ressonância magnética, sendo assim, um grande número de radiologistas podem não estar habituados com essas lesões.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI20

AVALIAÇÃO POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DA ENDOMETRIOSE PROFUNDA ASSOCIADA A ENDOMETRIOMAS BILATERAIS

MORAIS JUNIOR, MOACI FERREIRA (AUGUSTOS MEDICINA DIAGNÓSTICA)
MORAIS, ARTHUR ANTONIO CAVALCANTE (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ)
MORAIS, AMANDA CAVALCANTE (UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS)
A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial e estroma fora da cavidade uterina. Afeta […]

A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial e estroma fora da cavidade uterina.
Afeta entre 6 a 10 % das mulheres em idade reprodutiva, com cerca de 20 a 50% dos casos evoluindo com infertilidade e aproximadamente 90 % mulheres exibindo dor pélvica crônica.
Possui patogênese complexa e indefinida, com várias teorias propondo a sua origem, no entanto, sem estudos confirmatórios sobre o tema.
Os principais sintomas reportados pelas pacientes incluem dispareunia, dismenorreia, dor pélvica crônica e infertilidade.
O relato de caso dispõe de uma mulher, 31 anos, procedente de região interiorana do Piauí, em investigação de dor pélvica, ciclos menstruais irregulares e menorragia. Informa início do sintomas há cerca de 03 anos, com dores mais intensas no lado esquerdo. Relata tratamento medicamentoso para alívio da dor, sem sucesso.
A doença inclui três manifestações diferentes: endometriomas ovarianos, implantes peritoneais superficiais e endometriose pélvica profunda. Endometriose profunda se caracteriza por lesões endometrióticas que penetram o espaço retroperitoneal ou a parede dos órgãos pélvicos a uma profundidade de pelo menos 5 mm. Embora o diagnóstico definitivo seja baseado em laparoscopia ou cirurgia com verificação histológica das glândulas endometriais e / ou estroma, a imagem é necessária para o planejamento do tratamento.
Nesse sentido a ressonância magnética (RM) se mostra como técnica de imagem eficaz para mapear a endometriose, uma vez que fornece subsídio mais confiável da endometriose infiltrante profunda do que o exame físico e a ultrassonografia transvaginal.
A endometriose e endometriomas são caracterizados pela ressonância magnética como: Endometriose: Tecido com baixa a intermediária intensidade de sinal em T1 e T2, focos de hipersinal T2 e/ou focos de hipersinal T1 fatsat – hemorragia; Endometriomas: Lesões ovoides ovarianas com hipersinal T1, Shading Sign, ausência de queda de sinal (fat-sat) ou chemical shift (out-phase).
O diagnóstico da endometriose deve levar em consideração os sintomas clínicos, o exame físico, os exames laboratoriais e as diferentes técnicas de imagem.
O objetivo ideal da cirurgia é uma intervenção terapêutica e eficaz baseada em uma avaliação pré-operatória cuidadosa; assim, a RM ajuda a diagnosticar e planejar a estratégia cirúrgica, sendo fundamental no manejo da doença.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI21

PSEUDOANEURISMA DE RAMO SEGMENTAR DA ARTÉRIA RENAL COMO COMPLICAÇÃO DE NEFRECTOMIA PARCIAL E SEUS ACHADOS DE IMAGEM: RELATO DE CASO

ESTRELLA, MARIA MANOELA (CLINICA IMAGEM)
WANDERLEY, MARK (CLINICA IMAGEM)
PITTOL, DUANA (CLINICA IMAGEM)
SERPA, BRUNA SCHMITZ (CLINICA IMAGEM)
LEMOS, GEORGE RAMOS (CLINICA IMAGEM)
MEYER, IGOR VARELA (CLINICA IMAGEM)
A nefrectomia parcial tem sido opção crescente no tratamento de tumores renais, tendo em vista as taxas semelhantes de sobrevida […]

A nefrectomia parcial tem sido opção crescente no tratamento de tumores renais, tendo em vista as taxas semelhantes de sobrevida às da nefrectomia total. Estima-se que até 10% das nefrectomias parciais cursem com intercorrências, sendo mais comuns as infecciosas, recorrência tumoral e complicações vasculares. Dentre as vasculares, observam-se a formação de hematomas, trombose venosa, infarto renal, e menos frequentemente a formação de pseudoaneurismas.
Pseudoaneurismas, apesar de raros, necessitam de acompanhamento, tendo em vista a maior frequência de sangramentos quando comparado à aneurismas verdadeiros. Em geral são assintomáticos, resultando de lesão da artéria renal principal ou de uma artéria intrarrenal durante o procedimento cirúrgico. O diagnóstico pode ser feito por ultrassonografia com Doppler, arteriografia, angiotomografia, ressonância magnética e, eventualmente, por cintilografia. Portanto, exames de imagem têm papel fundamental no diagnóstico, seguimento, planejamento terapêutico e avaliação de potenciais complicações. Descreve-se o caso de um paciente de 53 anos, assintomático, com nefrectomia parcial há mais de 1 ano para tratamento de tumor renal, cujo seguimento por imagem demonstrou o surgimento de pseudoaneurisma de ramo segmentar da artéria renal esquerda, Objetiva-se revisar a literatura sobre esta complicação pós cirúrgica infrequente, ampliando a miríade de diagnósticos diferenciais pós cirúrgicos renais dos radiologistas.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI22

PARAGANGLIOMA DE BEXIGA, UM RELATO DE CASO.

JOSE SIQUEIRA BRITO, GEOVANNI (HUUFJF)
BORGES DOS REIS LIMA, VANDRÉ (HUUFJF)
SABBAGH DE HOLLANDA, ERICK (HUUFJF)
ADRIANE BARCELOS LUZIA, ROANE (HUUFJF)
FEYO GUIMARÃES PEIXOTO, LAURA (HUUFJF)
MOYSES VILELA, VAGNER (HUUFJF)
Objetivo: O objetivo do trabalho é descrever um caso de paraglanglioma funcionante de bexiga, sítio raro de aparecimento de feocromocitoma, […]

Objetivo: O objetivo do trabalho é descrever um caso de paraglanglioma funcionante de bexiga, sítio raro de aparecimento de feocromocitoma, que corresponde a cerca de 6% de todos os paragnagliomas, sendo os sintomas relacionados a micção uma pista para a suspeita diagnóstica.
História clínica: Paciente masculino, 55 anos, com relato de sintomas de cefaleia e palpitações que se iniciavam cerca de 1 minuto após a micção. Feitas medidas seriadas da pressão arterial antes e após a micção sendo evidenciado elevação pressórica no período pós-miccional. A tomografia computadorizada com contraste do abdome evidenciou nódulo exofítico na parede anterossuperior da bexiga, com intenso realce pelo meio de contraste na fase arterial e lavagem na fase tardia. Observou-se ainda dois nódulos no parênquima hepático com características semelhantes a lesão vesical, suspeitas para comprometimento secundário. Foi levantada a hipótese de paraganglioma vesical, sendo colhidos exames laboratoriais como a dosagem de catecolaminas e seus metabólitos, que evidenciou aumento da noradrenalina sérica e da normetanefrina no exame de urina de 24 horas, corroborando o diagnóstico.
Discussão e diagnóstico: Feocromocitomas são tumores do sistema nervoso simpático, mais comum entre a 4ª e 6ª década de vida, podendo ser funcionantes ou não. Ocorrem em qualquer local com sítio mais comum na glândula adrenal correspondendo a 90% dos casos; as lesões vesicais são raras e compreendem cerca de 6% de todos os paragangliomas. Os sintomas são resultado da liberação de catecolaminas como alteração pressórica, taquicardia e palpitações que surgem no período pós-miccional. Cerca de 10% dos paragangliomas são malignos e podem metastatizar, sendo os locais mais frequentes são linfonodos, ossos e pulmões. O diagnóstico é realizado diante do quadro clínico e laboratorial associado aos achados de exames de imagem como TC e RNM. A cintilografia através da metaiodobenzilguanidina é o mais específico para a identificação de paragnagliomas funcionantes além da identificação de lesões metastáticas.
Conclusões: O paraganglioma de bexiga é um sítio raro de aparecimento do feocromocitoma que apresenta sintomas no período pós-miccional. Seu diagnóstico é realizado em conjunto através dos dados clínicos, exames laboratoriais e exame de imagem como TC, RNM e cintilografia, sendo o uso do radiofármaco MIBG, o mais específico para a captação das lesões funcionantes.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GENITURINÁRIO

MI23

REVISÃO BASEADA EM CASOS DAS EMERGÊNCIAS DA PELVE FEMININA NA RESSON NCIA MAGNÉTICA

LIMA, ELISSANDRA MELO (GRUPO FLEURY RJ)
DUTRA, ANNA LUIZA BENTO (GRUPO FLEURY RJ)
DELGADO, ANNA RAQUEL TEMOTEO (GRUPO FLEURY RJ)
STERN, JOÃO JABBUR (GRUPO FLEURY RJ)
AMORIM, VIVIANE BRANDÃO (GRUPO FLEURY RJ)
PARENTE, DANIELLA BRAZ (GRUPO FLEURY RJ)
INTRODUÇÃO: O uso da ressonância magnética está cada vez mais disponível e em algumas situações este método pode auxiliar na […]

INTRODUÇÃO:
O uso da ressonância magnética está cada vez mais disponível e em algumas situações este método pode auxiliar na avaliação de algumas emergências da pelve feminina. Por isso, é importante diagnosticar corretamente as emergências pélvicas, pois o erro na sua identificação pode levar a uma cirurgia desnecessária ou atrasar o tratamento adequado.
OBJETIVOS:
- Revisar a anatomia da pelve feminina na ressonância magnética
- Ilustrar os principais achados de imagem na ressonância magnética da pelve feminina na emergência
- Discutir o papel do radiologista na tomada de decisão entre o manejo clínico ou cirúrgico
MÉTODO:
Após revisão dos casos de emergências na ressonância da pelve feminina do nosso arquivo digital, foram selecionados os mais didáticos para ilustrar este ensaio iconográfico. Realizamos uma revisão do quadro clínico, principais achados de imagem e manejo terapêutico. Dentre os casos apresentados destacamos as doenças inflamatória pélvica, com casos de endometrite, abscesso tubo-ovariano e síndrome de Fitz-Hugh-Curtis, torção anexial, gestação ectópica, edema ovariano maciço, ruptura de teratoma, dentre outros. Discutimos o papel do radiologista na tomada de decisão no tratamento de emergência, exemplificando quais informações são relevantes. Resumimos em um guia prático para identificar achados radiológicos e respectivas propostas terapêuticas.
CONCLUSÃO:
A ressonância magnética pode auxiliar na identificação de patologias que não são bem explicadas nos outros métodos de imagem, especialmente nas lesões que apresentam gordura através das técnicas de supressão de gordura e "chemical shift". Permite também melhor avaliação anatômica das doenças uterinas e anexiais.

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