Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG01

LEIOMIOMA DE RETO: UM RARO TUMOR NA FOSSA ISQUIORRETAL

ALENCAR MACHADO, RENATA (FACULDADE DE MEDICINA DE OLINDA)
MARINHO RIBEIRO CARVALHO, ANA RITA (HOSPITAL ESPERANÇA)
RIBEIRO COSTA CARVALHO, ARTHUR (FACULDADE DE MEDICINA DE OLINDA)
RIBEIRO COSTA CARVALHO, THAIS (imip)
ALCÂNTARA RIBEIRO, CECÍLIA (escola bahiana de medicina e saúde pública)
CAVALCANTI, SARA MONIQUE (UNINASSAU)
Introdução: Tumores da fossa isquiorretal são raros e diversas patologias comprometem essa região: congênitas, inflamatórias, traumáticas, hemorrágicas, tumores primários e […]

Introdução: Tumores da fossa isquiorretal são raros e diversas patologias comprometem essa região: congênitas, inflamatórias, traumáticas, hemorrágicas, tumores primários e secundários. O tipo histológico, tamanho, localização, altura e relações anatômicas são essenciais para o planejamento terapêutico. A Ressonância Magnética (RM) é o método indicado para avaliação. O objetivo é descrever um tumor raro da parede retal que ocupava a fossa isquiorretal e enfatizar a importância da RM. Caso: 43 anos, feminino, constipação, dor retal e assimetria da região glútea direita há 4 meses. Ao toque retal tumoração móvel e indolor, na face lateral direita do reto, 6 cm do canal anal. RM evidenciou massa de 6 cm, ocupando a fossa isquiorretal direita e contígua com a camada muscular própria do reto. Era uma lesão sólida, homogeneamente hipointensa em todas as sequencias, sem gordura ou necrose, sem restrição na difusão e com realce homogêneo. A paciente foi submetida a cirurgia e o diagnóstico foi de leiomioma retal. Discussão: Os tumores da fossa isquiorretal são raros e o leiomioma de reto é um tumor que pode ser encontrado nessa região. Apresenta-se como uma lesão de contornos regulares e bem definidos, sem sinais de agressividade, com hipossinal em todas as ponderações e realça pós contraste. Os leiomiomas gastrointestinais são tumores mesenquimais benignos que comprometem a musculatura lisa e ocorrem principalmente entre 40 e 50 anos, sendo mais frequentes no estômago e delgado. O reto e canal anal representam 3% dos leiomiomas gastrointestinais. Originam-se das células musculares lisas da mucosa, das camadas muscular circular ou longitudinal da parede retal ou da parede vascular. O crescimento pode ser intraluminal (50%), extrarretal (30%), intra e extraluminal (10%) e intramural (10%). A apresentação clínica é variável e os sintomas mais comuns são sangramento, dor retal, tenesmo, alteração de hábito intestinal, massa palpável e obstrução. A. O tratamento é cirúrgico. Os principais diagnósticos diferenciais são: GIST, leiomiossarcoma, endometrioma, lipoma, lipossarcoma e fibrossarcoma. Conclusão: O caso relata caso raro de leiomioma de reto na fossa isquiorretal. A RM é o método de escolha na avaliação anatômica da região, definindo seus limites, a relação da lesão com a parede retal, com o esfíncter anal e a caracterização tecidual da lesão.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG02

DIVERTÍCULO GÁSTRICO SIMULANDO LESÃO DE ADRENAL ESQUERDA

CUNHA GONÇALVES, LUIZA (FACULDADE DE MEDICINA - UNIUBE)
CUNHA GONÇALVES, LEONARDO (FACULDADE DE MEDICINA - UFTM)
RODRIGUES DA CUNHA, ADRIANA (CLIMA- CLÍNICA DE IMAGEM -UBERLANDIA -MG)
GONZAGA GONÇALVES, ELMAR (UFU-MG)
Divertículo gástrico é uma condição rara, geralmente assintomática e detectado de forma incidental durante investigação propedêutica, representando 0,1% das endoscopias […]

Divertículo gástrico é uma condição rara, geralmente assintomática e detectado de forma incidental durante investigação propedêutica, representando 0,1% das endoscopias digestivas altas e eventualmente vista durante exames radiológicos (0,043%) segundo a literatura médica. Similar a divertículos de outros segmentos do trato digestório trata-se de uma formação sacular que emerge da parede gástrica, em especial a posterior em 75% dos casos, sendo a área de menor resistência da parede do órgão. Tem sido destacado que divertículos gástricos podem simular outras patologias e devido sua topografia mais usual, formato e seu conteúdo podem ser confundidos com formações expansivas da adrenal esquerda. Tal afirmativa justifica o presente relato clínico de paciente do sexo masculino, 53 anos, encaminhado de outra cidade para nosso serviço com indicação de realizar tomografia computadorizada com protocolo de investigação de nódulo de adrenal esquerda detectado anteriormente em seu domicílio durante tomografia de tórax para pesquisa de comprometimento pulmonar por COVID – 19 (sic). Paciente negava qualquer sintomatologia abdominal. Durante análise do exame tomográfico abdominal realizado detectamos a presença de formação hipodensa retrogástrica ligeiramente ovalada (diâmetros – 59x37x35mm) hipodensa com nível hidro-hídrico de diferentes densidades, com sedimento de depósito no seu interior e já nas primeiras imagens o reconhecimento de orifício de comunicação da mesma com a cavidade gástrica representativo do colo do divertículo, o qual sofreu mínimas alterações morfovolumétricas durante o exame, decorrentes das contrações fisiológicas gástricas habituais. Imagens próximas mais inferiores demonstraram adrenal esquerda de morfologia habitual sem formações expansivas neste compartimento. Por tratar-se de região da cavidade abdominal repleta de diferentes órgãos muito próximos deve-se ter em mente atenção para cuidadosa análise, pois lobulações esplênicas, dilatações saculares vasculares, formações hipodensas renais e pancreáticas também podem simular lesões adrenais. Mesmo divertículos gástricos com ar no seu interior podem simular necroses ou infecções. Portanto a identificação do aspecto típico de um divertículo com sua conexão com o trato gastrointestinal torna a tomografia computadorizada decisiva no diagnóstico desta condição.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG03

TROMBOSE DE VEIA PORTA MANIFESTADA COMO ISQUEMIA INTESTINAL: UM RELATO DE CASO.

DIOGO DE ARAUJO, JAMILE (HOSPITAL SANTA RITA)
ADOLFO FONZAR, OSCAR (HOSPITAL SANTA RITA)
HENRIQUE MARTELLI, PEDRO (HOSPITAL SANTA RITA)
SALEM VEDOVELLO, LUCAS (HOSPITAL SANTA RITA)
GUILHEN PASIN, FILIPI (HOSPITAL SANTA RITA)
ANTONIO RAIAN MARÓSTICA, ANGELO (HOSPITAL SANTA RITA)
A trombose da veia porta consiste na obstrução do sistema portal através do desenvolvimento de um processo trombótico. Seu aparecimento […]

A trombose da veia porta consiste na obstrução do sistema portal através do desenvolvimento de um processo trombótico. Seu aparecimento tem como causas diversos fatores, dentre eles a presença de neoplasias atuais, estados de hipercoagulabilidade hereditários, processos inflamatórios, sepse, uso de anticoncepcionais hormonais (ACH), causas idiopáticas, dentre outras. As consequências desta patologia podem ser drásticas e acometer não só o sistema hepático, mas também esplênico, esofágico e gastrointestinal. Neste relato será demonstrado um caso de trombose da veia porta extra-hepática que levou a um grave quadro de acometimento da veia mesentérica superior e consequente isquemia intestinal, evidenciando a importância dos diversos desfechos patológicos na avaliação radiológica.
O caso trata-se de uma paciente do sexo feminino de 49 anos, que deu entrada no pronto-atendimento com quadro de dor abdominal em hipogastrio de intensidade progressiva há 3 dias, além de episódios diarreicos motores há 1 dia. Relatou hipotireoidismo com uso de levotiroxina, negou uso de ACH, doenças da coagulação ou histórico de neoplasias pessoais. Ao exame físico, apresentou sinais de peritonite e foi encaminhada para realização de exames complementares laboratoriais e tomografia computadorizada abdominal. Nas fases sem contraste e arterial, foram identificados os seguintes achados: borramento da gordura mesentérica, distensão difusa e discreta pneumatose de alças de delgado, além de líquido livre na cavidade peritoneal. Na análise da fase portal um importante trombo da veia porta extra-hepática foi evidenciado, mostrando a etiologia vascular do acometimento intestinal. Posteriormente levada a ultrassonografia (US) com doppler, não foi identificado fluxo na veia porta, sendo então submetida a laparotomia exploratória para ressecção das alças inviáveis e posterior anticoagulação.
A anatomia do sistema portal, cuja confluência é formada por drenagem venosa mesentérica, esplênica, gástrica e esofágica, favorece a multiplicidade de manifestações clínicas e achados radiológicos, neste caso representado quase exclusivamente por repercussões enterais, com mortalidade evidenciada pela literatura de até 50%. Na suspeita de trombose da veia porta, o método de primeira linha é o US com doppler, com taxas de precisão chegando entre 88 e 98%, que junto à tomografia e ressonância, podem chegar a 100%, sendo úteis também na identificação de fatores etiológicos.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG04

RARO LEIOMIOSSARCOMA COM ACOMETIMENTO INTESTINAL

DE MORAES COIMBRA, BIANCA (A BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
FREITAS PEIXOTO GLORIA, LARISSA (A BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
PAULA (A BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
COSTA FEITOSA, GLENDA KAROLINE (A BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
Introdução: Sarcomas mesenquimais primários do trato gastrointestinal constituem apenas 0,1–3% de todos os tumores gastrointestinais, sendo o leiomiossarcoma a variante […]

Introdução:
Sarcomas mesenquimais primários do trato gastrointestinal constituem apenas 0,1–3% de todos os tumores gastrointestinais, sendo o leiomiossarcoma a variante mais comum desses raros tumores. Em relação ao padrão de acometimento dessas lesões no trato gastrointestinal, o estômago é o local mais frequentemente envolvido, seguido pelo intestino delgado, cólon e reto. As lesões sarcomatosas primárias do cólon são extremamente raras e são escassos os dados na literatura que definam suas características clínicas, epidemiológicas e radiológica.
Caso Clínico:
Apresentamos o caso de uma paciente feminina, com 57 anos, queixando-se de dor abdominal há 1 semana na fossa ilíaca direita, associada a massa palpável nesta topografia. A paciente procurou atendimento no pronto socorro, onde constatou-se a presença desta lesão dolorosa à palpação durante o exame físico. A mesma realizou tomografia computadorizada neste serviço, evidenciando formação expansiva heterogênea na região da fossa ilíaca direita, em íntimo contato com a parede do cólon transverso, com realce progressivo pelo meio de contraste do componente sólido da lesão. Posteriormente, foi solicitada ressonância magnética confirmando e melhor caracterizando os achados já descritos. A paciente foi submetida a ressecção cirúrgica da lesão e a peça enviada para a patologia. Ao estudo imuno-histoquímico, houve positividade para os marcadores específicos de lesões musculares lisas (actina de músculo liso e desmina), sendo negativo para o gene Kit (CD117), marcador específico para tumores estromais gastrointestinais (GIST).
Discussão:
O leiomiossarcoma primário do cólon é uma entidade rara, originando-se da camada muscular própria do intestino e sua apresentação típica é em pacientes de meia-idade. É importante distinguir o seu diagnóstico de outros tumores mesenquimais gastrointestinais, particularmente GIST, pois as duas doenças têm tratamentos e prognósticos diferentes. Dentre as características imunohistoquímicas do leiomiossarcoma destacam-se a positividade para desmina, alfa-SMA, vimentina e h-caldesmon, e negatividade para marcadores GIST-KIT, CD34, CD117 e DOG1. Atualmente, o melhor tratamento para o leiomiossarcoma do cólon é a ressecção cirúrgica.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG05

MUCOCELE DO APÊNDICE - ACHADOS EM ESTUDOS SECCIONAIS.

MACHADO SILVA, FERNANDA (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABILITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
LULINI CINTRA, MARIA EUGÊNIA (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABILITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
GOERCK, DÉBORA (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABILITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
MESQUITA SOARES, RODRIGO (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABILITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
CORDEIRO DA SILVA FILHO, ANTONIO (CRER - CENTRO ESTADUAL DE REABILITAÇÃO E READAPTAÇÃO DR HENRIQUE SANTILLO)
A mucocele do apêndice é um termo utilizado para descrever o acúmulo de secreção mucoide que resulta na dilatação do […]

A mucocele do apêndice é um termo utilizado para descrever o acúmulo de secreção mucoide que resulta na dilatação do apêndice, secundária a neoplasia ou não. É uma doença rara, presente em 0,2-0,7% das apendicectomias, com discreta preferência por mulheres de meia idade.
O presente estudo objetiva demonstrar um caso de mucocele do apêndice, seus achados e a importância dos estudos seccionais neste diagnóstico.
Mulher, 49 anos, procura clínica em Goiânia com queixa de dor pélvica à direita nos últimos 6 meses. Nega outros sintomas associados. Realizou ultrassonografia endovaginal em outro serviço que sugeriu neoplasia ovariana. Foi solicitado inicialmente Ressonância magnética da pelve para avaliação da suspeita, observando-se lesão expansiva alongada em região anexial direita, de paredes levemente espessadas e com projeções sólidas. Prosseguiu-se investigação com tomografia computadorizada, ressaltando-se entre os achados as calcificações parietais e a topografia da lesão em situação pericecal, sendo ainda visualizados ambos os ovários. Sugeriu-se então o diagnóstico de mucocele do apêndice, confirmado pelo estudo histopatológico, importante também na exclusão de malignidade.
Os subtipos histológicos podem ser divididos em não neoplásicos (mucocele simples e hiperplasia da mucosa) e neoplásicos (cistadenoma mucinoso e cistadenocarcinoma mucinoso). Os pacientes podem ou não manifestar dor abdominal ou ter massa palpável no quadrante inferior direito, sendo o diagnóstico muitas vezes incidental.
Aos exames de imagem, apresenta-se como uma formação cística, circunscrita, esférica ou tubular, contígua à base cecal. As calcificações parietais, quando presentes, sugerem o diagnóstico. O sinal em T1 varia de acordo com a quantidade de mucina, já em T2, permanece hiperintenso.
Além da apendicite, lesões de órgãos adjacentes podem ser incluídas entre os diagnósticos diferenciais: hidrossalpingite, lesão ovariana, cisto mesentérico e outras. A maioria dos casos tem o diagnóstico intra-operatório, mas os exames de imagem, especialmente a tomografia computadorizada, podem confirmar o diagnóstico e auxiliar na escolha do método cirúrgico. A exérese da lesão é importante para excluir malignidade e evitar complicações, sendo a ruptura a mais temida pelo risco de evoluir com pseudomixoma peritoneal.
Apesar de sua raridade, os exames de imagem são relevantes no diagnóstico e contribuem na escolha do método cirúrgico, reduzindo o risco de complicações.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG06

LEISHMANIOSE VISCERAL DE MANIFESTAÇÃO ATÍPICA NODULAR ACOMETENDO GLÂNDULA ADRENAL, UM RELATO DE CASO

DE QUEVEDO CARVALHO, CAMILA (HUMAP-UFMS)
FRANCHI NUNES, THIAGO (HUMAP-UFMS)
FLORÊNCIO TRISTÃO SANTOS, RÔMULO (HUMAP-UFMS)
DA COSTA ARGUELLO, ANNA CAROLINA (HUMAP-UFMS)
GRUBERT PEIXOTO BARBOSA, FERNANDO (HUMAP-UFMS)
BLANCO CARREIRO, ANA CAROLINE (HUMAP-UFMS)
Introdução: A leishmaniose visceral é uma doença associada a considerável morbidade, caracterizada por febre, hepatoesplenomegalia, pancitopenia e hipergamaglobulinemia, causada pelo […]

Introdução: A leishmaniose visceral é uma doença associada a considerável morbidade, caracterizada por febre, hepatoesplenomegalia, pancitopenia e hipergamaglobulinemia, causada pelo protozoário Leishmania donovani. É geralmente observada em indivíduos imunocompetentes em áreas endêmicas, mas ocasionalmente ocorre como complicação de estados de imunodeficiência e doenças autoimunes. Localizações atípicas de amastigotas de Leishmania têm sido descritas principalmente em pacientes gravemente imunocomprometidos, infectados com HIV. Este trabalho objetiva descrever um caso com apresentação atípica nodular, havendo comprometimento de órgão não comumente atingido pela doença.
Descrição sucinta: Paciente do sexo masculino, de 40 anos, portador de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida pelo vírus HIV, em uso regular de terapia anti-retroviral, procurou atendimento médico com queixa de dor em flanco direito, perda ponderal e febre há aproximadamente 1 mês. Exames laboratoriais apontaram apenas anemia hipocrômica microcítica. A tomografia computadorizada do abdome demonstrou hepatoesplenomegalia homogênea e uma massa em adrenal direita sem claro plano de clivagem com córtex renal direito e veia cava inferior, medindo cerca de 10,5 x 7,4 cm. Realizada biópsia do nódulo guiada por ultrassonografia, cuja pesquisa direta demonstrou presença de amastigotas de Leishmania. Aspirado de medula óssea confirmou o diagnóstico. Procedido tratamento com Anfotericina B Lipossomal, evoluindo com redução da massa adrenal em tomografia de controle, medindo então 5,0 x 2,5 cm, com boa diferenciação do córtex renal subjacente.
Discussão resumida: Apesar da leishmaniose visceral ser uma doença endêmica em algumas regiões do país, com alta prevalência, as apresentações atípicas podem representar um desafio diagnóstico. Ademais, a formação de lesão orgânica detectável por exames de imagens é muito raramente descrita em literatura, sendo geralmente localizada no baço ou no fígado. No caso das adrenais a suspeita diagnóstica torna-se ainda mais difícil por haver poucos relatos na literatura, quase todos em animais, sendo ainda mais infrequente em humanos. O caso relatado serve, portanto, como alerta para a necessidade de se aventar essa hipótese diagnóstica na presença de lesão nodular em paciente imunocomprometido, mesmo na ausência dos sintomas mais característicos, especialmente por se tratar de doença curável, com protocolos de tratamento bem estabelecidos.

TRABALHO ORIGINAL

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG07

ACURÁCIA DA ULTRASSONOGRAFIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA

MOREIRA DUARTE JÚNIOR, GILVAN (IMIP-PE)
MAGALHÃES, A.J.A. (IMIP-PE)
ACURÁCIA DA ULTRASSONOGRAFIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA JÚNIOR, G. M.; MAGALHÃES, A.J.A.; CAMILO NETO, G.; SANTOS, […]

ACURÁCIA DA ULTRASSONOGRAFIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA
JÚNIOR, G. M.; MAGALHÃES, A.J.A.; CAMILO NETO, G.; SANTOS, J. M. C.
INTRODUÇÃO: Apendicite aguda é a enfermidade cirúrgica mais comum na urgência médica envolvendo crianças e adultos jovens. O quadro clínico costuma ser típico e o diagnóstico baseia-se na história clínica e exame físico. Os principais sinais e sintomas dessa doença são: dor abdominal aguda, febre, inapetência, náuseas, vômitos, além de sinal de Blumberg positivo, principalmente na fossa ilíaca direita, e leucocitose. A avaliação por imagem com a ultrassonografia (USG) e a tomografia computadorizada (TC) tem diminuído os casos de “apendicectomias brancas”. Entre esses métodos, a tomografia apresenta maior acurácia diagnóstica. Entretanto, em gestantes e crianças, a ultrassonografia é preferível, por não ter radiação ionizante e ser mais disponível.
MATERIAIS E MÉTODOS: Realizada revisão sistemática em artigos científicos das revistas Radiology e RadioGraphics, entre os anos de 2010 a 2021, usando como descritores “Ultrasound”, “Computed Tomography” e “Acute Appendicitis”.
DISCUSSÃO: A ultrassonografia é o exame de imagem inicialmente indicado para avaliação de apendicite aguda na faixa etária pediátrica, visto que não tem radiação ionizante, e sua acurácia diagnóstica para essa faixa etária é maior que em adultos. Apesar disso, o método é operador dependente e a taxa de precisão diagnóstica é menor que a tomografia. A TC é mais sensível e específica para o diagnóstico, sendo o método de imagem padrão-ouro. A sensibilidade do USG está entre 44%-98% e especificidade entre 47%-95%, já a TC apresenta sensibilidade entre 87%-100% e especificidade entre 89%-99%.
CONCLUSÃO: A difusão dos exames de imagem na medicina tem comprovado que o seu uso na avaliação da apendicite aguda diminuiu as taxas de apendicectomias negativas. A TC é o melhor método, sendo padrão-ouro para o diagnóstico dessa patologia, devido sua alta sensibilidade, especificidade e acurácia.

TRABALHO ORIGINAL

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG09

ACURÁCIA DA ULTRASSONOGRAFIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA

MOREIRA DUARTE JÚNIOR, GILVAN (IMIP-PE)
MAGALHÃES, A.J.A. (IMIP-PE)
ACURÁCIA DA ULTRASSONOGRAFIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA DUARTE JÚNIOR, G. M.; MAGALHÃES, A.J.A. INTRODUÇÃO: Apendicite aguda […]

ACURÁCIA DA ULTRASSONOGRAFIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA
DUARTE JÚNIOR, G. M.; MAGALHÃES, A.J.A.
INTRODUÇÃO: Apendicite aguda é a enfermidade cirúrgica mais comum na urgência médica envolvendo crianças e adultos jovens. O quadro clínico costuma ser típico e o diagnóstico baseia-se na história clínica e exame físico. Os principais sinais e sintomas dessa doença são: dor abdominal aguda, febre, inapetência, náuseas, vômitos, além de sinal de Blumberg positivo, principalmente na fossa ilíaca direita, e leucocitose. A avaliação por imagem com a ultrassonografia (USG) e a tomografia computadorizada (TC) tem diminuído os casos de “apendicectomias brancas”. Entre esses métodos, a tomografia apresenta maior acurácia diagnóstica. Entretanto, em gestantes e crianças, a ultrassonografia é preferível, por não ter radiação ionizante e ser mais disponível.
MATERIAIS E MÉTODOS: Realizada revisão sistemática em artigos científicos das revistas Radiology e RadioGraphics, entre os anos de 2010 a 2021, usando como descritores “Ultrasound”, “Computed Tomography” e “Acute Appendicitis”.
DISCUSSÃO: A ultrassonografia é o exame de imagem inicialmente indicado para avaliação de apendicite aguda na faixa etária pediátrica, visto que não tem radiação ionizante, e sua acurácia diagnóstica para essa faixa etária é maior que em adultos. Apesar disso, o método é operador dependente e a taxa de precisão diagnóstica é menor que a tomografia. A TC é mais sensível e específica para o diagnóstico, sendo o método de imagem padrão-ouro. A sensibilidade do USG está entre 44%-98% e especificidade entre 47%-95%, já a TC apresenta sensibilidade entre 87%-100% e especificidade entre 89%-99%.
CONCLUSÃO: A difusão dos exames de imagem na medicina tem comprovado que o seu uso na avaliação da apendicite aguda diminuiu as taxas de apendicectomias negativas. A TC é o melhor método, sendo padrão-ouro para o diagnóstico dessa patologia, devido sua alta sensibilidade, especificidade e acurácia.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG10

OBSTRUÇÃO INTESTINAL AGUDA POR ÍLEO BILIAR EM TOPOGRAFIA POUCO FREQUENTE

CAMPOS, MURILO (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
MUNIZ, LETÍCIA (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
MORAES, MARIANA (UNIFENAS - ALFENAS)
GASPARINI, LUIS FILIPE (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
INTRODUÇÃO O íleo biliar corresponde á uma condição rara, que ocorre em 0,5% dos portadores de cálculos na vesícula e […]

INTRODUÇÃO
O íleo biliar corresponde á uma condição rara, que ocorre em 0,5% dos portadores de cálculos na vesícula e é responsável por 4% dos casos de obstrução intestinal.
A passagem do cálculo para a luz intestinal ocorre a partir da formação de uma fístula entre a vesícula biliar e um segmento do trato digestório, ocorrendo em mais de 70% dos casos com o duodeno, porém podendo ser também com o estômago, jejuno ou cólon. O local mais frequente de impactação é o íleo terminal na válvula íleo-cecal, por ser a porção mais estreita do intestino delgado.
RELATO DE CASO
Paciente do sexo feminino, 90 anos, com passado de colecistolitíase, deu entrada no serviço com quadro de obstrução intestinal sem evacuação há cerca de 10 dias e desconforto abdominal. Ao exame físico apresentava-se com abdome distendido, com ruídos hidroaéreos positivos e doloroso à palpação profunda em fossa ilíaca e hipocôndrio direito, sem sinais de peritonite.
Solicitada tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve que evidenciou fístula enterro-biliar com aerobilia, e imagem sugestiva de cálculo intra-luminal em segmento de alças ileais determinando dilatação das alças intestinais à montante, caracterizando a tríade de Rigler e íleo biliar.
Foi realizada laparotomia exploradora e incisão com rafia de delgado a 30 cm do ângulo de Treitz. Evidenciou a presença de distensão de estômago e intestino delgado com espessamento de suas paredes, e foi caracterizado cálculo de 4,0 cm de diâmetro impactado à 30 cm no ângulo de Treitz.
DISCUSSÃO E CONCLUSÃO
O diagnóstico pode ser suspeitado baseado na tríade de Rigler, achado patognomônico do íleo biliar e que ocorre em 50% dos casos. Essa tríade corresponde à dilatação de alças com nível hidroaéreo, cálculo impactado em local aberrante e gás no trato biliar. O estudo contrastado do trato digestivo pode ser útil, com a visualização de falha de enchimento correspondente ao cálculo e contrastação do orifício fistuloso.
O íleo biliar deve ser precocemente diagnosticado pela sua evolução desfavorável já que, quando não tratado, as complicações são frequentes e com altos níveis de mortalidade, como perfuração, peritonite e fístula colecistoentérica. Diante desta possibilidade é imprescindível seu rápido diagnóstico, destacando-se a necessidade do conhecimento acerca dos achados de imagem.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG11

HÉRNIA OBTURADORA UNILATERAL: DESAFIO DIAGNÓSTICO EM PACIENTE COM OBSTRUÇÃO INTESTINAL.

SHIMIDU, HENRIQUE (HOSPITAL HELIOPOLIS)
WATABE, BRUNO EIITI (HOSPITAL HELIOPOLIS)
As hérnias obturadoras ocorrem quando há protusão do conteúdo intra-abdominal, através do forame obturador na pelve, sendo o intestino delgado […]

As hérnias obturadoras ocorrem quando há protusão do conteúdo intra-abdominal, através do forame obturador na pelve, sendo o intestino delgado na maioria dos casos.
As hérnias obturadoras são notórias pela dificuldade diagnóstica. Esta é uma condição extremamente rara, responsáveis por cerca de 0,07 a 1% de todas as hérnias. Entretanto, tem a maior taxa de mortalidade de todas as hérnias da parede abdominal, entre 13-40%.
Os sinais e sintomas resultantes da hérnia obturadora são vagos e inespecíficos, como obstrução intestinal intermitente, raramente existe massa abdominal palpável, como no caso das outras hérnias de parede abdominal.
O diagnóstico por meio de imagens realizados precocemente, como na tomografia computadorizada (TC), demonstrou reduzir a morbidade e mortalidade associadas as hérnias obturadoras.
Desta maneira, o exame de imagem se torna imprescindível, para um diagnóstico acertivo e tratamento cirúrgico precoce.
Neste estudo apresentamos um caso de um paciente, sexo feminino, apresentando obstrução intestinal mecânica, com dor abdominal difusa, em cólica, associada a náuseas e vômitos.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG12

ANEURISMA MICÓTICO DA ARTÉRIA RENAL: RELATO DE CASO

BIANCO, THAIS (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
SPRENGER, FLAVIA (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
RIBEIRO GOLÇALVES, GILCIANE (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
EDUARDO AGUIAR, CARLOS (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
ZAPPAROLI, MAURÍCIO (HOSPITAL DE CLÍNICAS HC UFPR)
Paciente feminina de 42 anos, hipertensa, obesa, com insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar, admitida no serviço de emergência com relato […]

Paciente feminina de 42 anos, hipertensa, obesa, com insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar, admitida no serviço de emergência com relato de dor abdominal tipo cólica, náuseas e vômitos. Os exames laboratoriais eram infecciosos e no estudo inicial de tomografia computadorizada (TC) do abdome em abril/2021, havia sinais sugestivos de pielonefrite à direita. Durante o internamento, persistiu com sintomas mesmo após antibioticoterapia e em maio/2021 foi submetida nova TC de abdome, onde identificou-se o surgimento de uma formação aneurismática sacular no terço distal da artéria renal principal direita, persistindo os sinais de pielonefrite associados. Na sequência a paciente realizou ecocardiograma que demonstrou imagem sugestiva de vegetação em valva aórtica com refluxo importante sendo feito o diagnóstico de endocardite infecciosa de valva aórtica nativa. Aneurismas micóticos são entidadas raras que caso não tratadas adequadamente resultam em altas taxas de complicações, caracterizadas pelo enfraquecimento e destruição da parede arterial por algum agente infeccioso e consequente formação aneurismática. Pode afetar qualquer vaso arterial, mais comumente a aorta, e raramente vasos viscerais como a artéria renal, sendo poucos os casos relatados na literatura, com taxa de acometimento <1%. Dentre os agentes etiológicos mais frequentes estão o estafilococos e estreptococos e sua disseminação pode ser hematogênica, por contiguidade ou inoculação direta. Endocardite, abuso de drogas ilícitas e imunossupressão estão entre os principais fatores de risco. Os sintomas são inespecíficos, sendo a febre o mais comum, e no caso de acometimento da artéria renal pode haver hematúria, hipertensão e dor abdominal vaga. A imagem tem o papel fundamental no diagnóstico, e a angiotomografia computadorizada (angioTC), um método rápido, pouco invasivo e que permite reconstruções multiplanares e 3D para planejamento cirúrgico, é a atual e melhor escolha. Destacam-se como principais achados na angioTC o aneurisma sacular de desenvolvimento e expansão rápida, associado a massa com densidade de partes moles e/ou densificação de planos adiposos adjacentes, líquido em localização atípica e menos frequentemente, gás. O tratamento é individual e depende das características e localização do aneurisma, sendo muitas vezes tecnicamente difícil. O padrão ouro inclui antibioticoterapia endovenosa por longo período associado à intervenção cirúrgica.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG13

TUMOR MIOFIBROBLÁSTICO INFLAMATÓRIO ABDOMINAL: ESTUDO DE 6 CASOS.

BORDIN TRINDADE, FÁBIO (HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS)
TRIPPIA, CESAR RODRIGO ()
TRIPPIA, CARLOS HENRIQUE ()
BROMMELSTROET RAMOS, EDUARDO JOSE ()
TIZO SANTOS, QUEZIA ()
SAVARIS LINHARES, LUCAS ()
Introdução Considerada uma lesão rara, o tumor miofibroblástico inflamatório acomete a região abdominal como segundo local de maior prevalência, sendo […]

Introdução
Considerada uma lesão rara, o tumor miofibroblástico inflamatório acomete a região abdominal como segundo local de maior prevalência, sendo o mesentério, omentum e retroperitôneo os locais mais afetados nesta topografia. É uma afecção benigna de difícil diagnóstico, devido a inespecificidade clínica, laboratorial e radiológica, muitas vezes com aspectos semelhantes a entidades malignas. Sendo assim, possui o estudo histológico como principal ferramenta diagnóstica. A ressecção cirúrgica é considerada o tratamento de escolha.
Descrição:
Foram analisados os prontuários de 6 pacientes com faixa etária média de 45 anos e prevalência pelo sexo feminino, no período de 2014 a 2020, com suspeita clínica e radiológica de afecção maligna abdominal ocasionando abdome agudo, sendo confirmado posteriormente com base em aspectos histológicos e imunohistoquímicos, o diagnóstico de tumor miofibroblástico inflamatório.
Palavras chave: neoplasia intestinal; tumor miofibroblástico inflamatório; pseudotumor inflamatório; abdome agudo; tumor benigno.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG14

AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA DO ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO: VOLVO DE SIGMOIDE

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
FERREIRA BUCAR, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CALDEIRA CORDEIRO, LORENA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ANTÔNIO SERRANO TORREJÓN, OSCAR (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: Volvo do intestino grosso é responsável por 5% de todas as obstruções do intestino grosso, com 60% do volvo […]

Introdução: Volvo do intestino grosso é responsável por 5% de todas as obstruções do intestino grosso, com 60% do volvo do intestino envolvendo o sigmóide, sendo mais comum em idosos. Existe uma ampla gama de causas, como a constipação crônica e/ou abuso de laxante, dieta rica em fibras, doença de Chagas, além de associações com condições neurológicas crônicas e medicamentos de condições psiquiátricas crônicas. Descrição: O volvo de sigmóide é uma causa de obstrução do intestino grosso e ocorre quando o cólon sigmóide se torce em seu mesentério, o mesocólon sigmóide o cólon sigmóide. Objetiva-se, neste estudo, a discussão de caso clínico representativo desta condição que se desenvolveu em paciente do sexo masculino, 62 anos, que por aproximadamente três dias apresentou quadro de desconforto e distensão abdominal, progredindo para vômitos, dores fortes e redução do trânsito intestinal. Ao exame físico, foi identificado abdome globoso, distendido, ruídos hidroaéreos ausentes e hipertimpanismo à percussão. Discussão: As causas obstrutivas intestinais devem ser rapidamente identificadas e tratadas devido a grande possibilidade de complicações, abrangendo fenômenos isquêmicos e perfurativos. Neste contexto, a avaliação radiológica é fundamental, assim como a correlação com os achados clínicos, os quais se manifestam por distensão progressiva muitas vezes não reversível das alças intestinais delgadas e colônicas, dor abdominal difusa, vômitos e redução ou parada na eliminação de gases e fezes. O diagnóstico por imagem pode ser feito através da radiografia e tomografia computadorizada. Na radiografia de abdome observa-se distensão abdominal difusa, incluindo segmentos delgados e colônicos, níveis de gás-líquido, alças em U invertido (sinal do grão de café), sinal do bico de pássaro e ausência de gás retal. A tomografia computadorizada evidencia distensão abdominal difusa, incluindo segmentos do intestino delgado e cólon até o plano da obstrução. Na maior parte dos casos, os segmentos a jusante da obstrução apresentam-se em colapso, muitas vezes com pequeno conteúdo no reto. Associados a espessamento parietal colônico e sinais de torção do mesentério (sinal do redemoinho). A avaliação da suspeita clínica de obstrução intestinal aguda, deve-se procurar estabelecer precocemente o diagnóstico, com intuito de evitar a progressão para complicações como isquemia ou perfuração, sendo os exames de imagem fundamentais para o diagnóstico.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG15

ESTEATOSE HEPÁTICA NODULAR MULTIFOCAL MIMETIZANDO IMPLANTES SECUNDÁRIOS

WILTGEN, ANDRESSA (HOSPITAL GERLA DE CAXIAS DO SUL)
CASTRO DE AVILLA, THIAGO (HOSPITAL GERLA DE CAXIAS DO SUL)
ZENI, RICARDO (HOSPITAL GERLA DE CAXIAS DO SUL)
CECCONI AGOSTINI, DANIEL (HOSPITAL GERLA DE CAXIAS DO SUL)
SANTOS, TAINAE (HOSPITAL GERLA DE CAXIAS DO SUL)
SCATOLA, FERNANDA (HOSPITAL GERLA DE CAXIAS DO SUL)
Introdução: Esteatose hepática (EH) é um achado comum nos exames de imagem com prevalência estimada em 15%. As causas mais […]

Introdução: Esteatose hepática (EH) é um achado comum nos exames de imagem com prevalência estimada em 15%. As causas mais comuns de EH são a doença hepática alcoólica (DHA) e a doença gordurosa hepática não alcoólica (DHGNA). Exames de imagem demonstram acúmulo difuso de gordura, acúmulo difuso com áreas poupadas ou áreas focais de esteatose em um fígado normal. Padrões atípicos como a esteatose hepática nodular multifocal (EHNM) podem causar confusão no diagnóstico correto, inclusive sendo erroneamente diagnosticadas como implantes secundários, portanto, é de suma importância o reconhecimento dos diferentes padrões de EH pelos médicos radiologistas para evitar confusão diagnóstica. Relatamos o caso de uma paciente com EHNM. Descrição: A.P.B., feminina, 40 anos, com história prévia de obesidade, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2. Procura atendimento na Unidade Básica de Saúde com queixas de estufamento pós prandial e vômitos; foi solicitado ecografia do abdome total que descreveu imagens nodulares hipodensas difusas no parênquima hepático, suspeitas para implantes secundários. Encaminhada para o centro oncológico de referência, realizou mamografia, exames laboratoriais para investigação do sítio primário, que não demonstraram alterações significativas e RM de abdome superior que demonstrou múltiplas imagens nodulares hepáticas com tênue hipersinal em T2 e claramente representadas com queda de sinal nas imagens ponderadas em T1 “fora fase”. Essas lesões não foram visualizadas nas sequências ponderadas em T1, difusão ou ADC. Não houve realce ao meio de contraste paramagnético endovenoso, com homogeneização do parênquima hepático na fase tardia. Diante dos achados, a paciente foi diagnosticada com EHNM e liberada para acompanhamento adequado. Discussão: A DHGNA é a causa mais comum de doença hepática crônica em adultos e crianças, sendo diagnosticada na exclusão de outras doenças que expliquem a EH. As principais condições associadas a DHGNA são resistência à insulina e síndrome metabólica. O diagnóstico padrão é realizado através de análise histológica, entretanto exames de imagem podem fornecer o diagnóstico com boa precisão. Padrões atípicos de EH como a EHNM são bem avaliados através de RM que demonstra queda de sinal na ponderação em T1 “fora de fase” em comparação com “em fase”; outras características incluem: ausência de efeito de massa, estabilidade das lesões e padrão de realce pelo meio de contraste similar ao parênquima circundante.

RELATO DE CASO

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MG16

DOENÇA RELACIONADA À IGG4: COLANGITE, PANCREATITE E AORTITE - RELATO DE CASO

SOTHE, FERNANDA LOUISE (HOSPITAL SANTA ISABEL)
KRACIK DA SILVA, DANIEL (HOSPITAL SANTA ISABEL)
BANDEIRA DE ANDRADE, LEONARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL)
DALPRA TAFNER, PATRÍCIA (HOSPITAL SANTA ISABEL)
Masculino, 78 anos, apresentando dor abdominal refratária e icterícia há uma semana. O paciente foi submetido a um estudo de […]

Masculino, 78 anos, apresentando dor abdominal refratária e icterícia há uma semana.
O paciente foi submetido a um estudo de colangiorressonância magnética que demonstrou: Espessamento da parede do ducto hepático comum, com extensão para o ducto hepático direito e para o ducto anterior direito, além de curta extensão para o colédoco proximal, determinando dilatação a montante. Aumento focal do volume da cabeça do pâncreas, com discreta restrição à difusão, porém sem identificação de nódulo. Espessamento com restrição à difusão da parede da aorta abdominal infrarrenal. Achados, que em conjunto, inferiam a possibilidade de doença inflamatória, tendo-se como principal hipótese diagnóstica a doença de depósito de IgG4.
A doença relacionada a IgG4 é uma condição sistêmica, de amplo espectro, caracterizada por infiltração fibroinflamatória de vários órgãos por extensos plasmócitos que expressam IgG4 e infiltração de linfócitos T. Ocorre predominantemente em homens idosos e responde bem à terapia com esteróides. As principais doenças envolvidas são pancreatite autoimune, colangite esclerosante, nefrite tubulointersticial, prostatite, fibrose retroperitoneal, aneurisma inflamatório da aorta, pneumonia intersticial, sialadenite / sialadenite crônica (tumor de Küttner), tireoidite de Ridel, paquimeningite, hipofisite, pseudotumor inflamatório, entre outros. Como os tumores malignos são frequentemente suspeitos na apresentação inicial, a doença esclerosante relacionada à IgG4 deve ser considerada no diagnóstico diferencial para evitar cirurgia desnecessária. Há uma tendência a formar lesões tumefativas em vários graus e locais, embora amplamente descritos os tumores pancreatobiliares.
É de extrema importância reconhecer a patologia e estar familiarizado com suas características clínicas e de imagem, pois resultam em uma resposta favorável ao tratamento.

RELATO DE CASO

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MG17

HAMARTOMA CÍSTICO DE DESENVOLVIMENTO RETRORRETAL

ZENI, RICARDO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
WILTGEN, ANDRESSA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
SCATOLA, FERNANDA (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
BIAZUS, PAULA GHIDINI (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
DE AVILLA, THIAGO CASTRO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
TEIXEIRA, RAMIRO (HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL)
Introdução: Lesões císticas retrorretais são raras em adultos, mais comum em mulheres, e a maioria dos casos é de origem […]

Introdução: Lesões císticas retrorretais são raras em adultos, mais comum em mulheres, e a maioria dos casos é de origem congênita. Cistos de desenvolvimento são os mais comuns encontrados no espaço retrorretal e incluem cistos epidermoides, dermóides e entéricos. Há dois tipos de cistos entéricos: hamartoma cístico retrorretal (HCRR), também chamado de “tailgut cysts” e cisto de duplicação retal. Reconhecer os principais achados relacionados a essas lesões é fundamental na prática do médico radiologista. Relatamos o caso de uma paciente com HCRR. Descrição: Paciente procura UBS relatando, há 3 anos, sensação de empachamento e desconforto abdominal. Nega sangramentos, mudança nas fezes, dor ou emagrecimento. Realizou exames laboratoriais e ecografia de abdome total que não evidenciaram alterações salvo por colecistectomia prévia. Nega etilismo, tabagismo ou histórico familiar de câncer. Equipe médica assistente optou por realização de ressonância magnética de abdome total, demonstrando lesão expansiva na região retrorretal, predominantemente cística, com intensidade de sinal heterogênea em T1 e T2, com áreas espontaneamente hiperintensas em T1 sem impregnação pelo meio de contraste, provavelmente relacionada à lesão cística primária do espaço retrorretal mais comumente relacionada à HCRR. Discussão: Embora cistos de desenvolvimento sejam frequentemente assintomáticos (50%), pacientes podem apresentar sintomas resultantes do efeito de massa, como constipação, sensação de ampola retal repleta, dor no andar inferior do abdome. Infecção com fistulização, sangramento e degeneração maligna são as complicações mais severas. Lesão cística bem definida, unilocular ou multilocular e de paredes delgadas são as principais características dessas patologias retrorretais. Os HCRR são geralmente multicísticos, contendo mucina e delineados por uma variedade de epitélios, podendo conter células secretoras de mucina ou células colunares ciliadas, escamosas, de transição, frequentemente combinadas. Os diagnósticos diferenciais incluem teratoma cístico sacrococcígeo, meningocele sacral anterior, leiomiossarcoma necrosante retal, dentre outras. A excisão cirúrgica completa é indicada tanto para diagnóstico, quanto para tratamento.

RELATO DE CASO

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MG18

METÁSTASES DE CÂNCER DE MAMA SIMULANDO LESÃO HEPÁTICA POR HEMANGIOENDOTELIOMA HEPÁTICO: UM RELATO DE CASO

MARIO GERALDO COSME DE LIMA FILHO (INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA - IMIP)
FABRICIO MACEDO, JOSÉ (INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA)
DE MELO CASADO, JAMILE (INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA)
Hemangioendotelioma hepático (HEH) é uma neoplasia com potencial de malignidade baixo a intermediário, que pode apresentar-se como nódulo solitário, múltiplos […]

Hemangioendotelioma hepático (HEH) é uma neoplasia com potencial de malignidade baixo a intermediário, que pode apresentar-se como nódulo solitário, múltiplos nódulos e forma difusa. Entre estas apresentações, a forma multinodular simula acometimento metastático hepático. O sinal do pirulito (“Lollipop sign”) foi inicialmente descrito como um achado típico para o diagnóstico por imagem da HEH forma multinodular.
Neste relato de caso descrevemos os achados dos sinais do pirulito e do alvo, também descritos no HEH, em uma paciente com metástases hepáticas de câncer de mama.
Paciente sexo feminino, 43 anos, com diagnóstico de carcinoma ductal invasivo na mama esquerda, com metástases ósseas, há 5 anos, tratada com quimioterapia sistêmica e hormonioterapia. Na tomografia computadorizada (TC) de seguimento realizada em fevereiro de 2021, foram evidenciadas múltiplos nódulos hepáticos, alguns de localização periférica, associados à retração capsular. Também foram caracterizados nódulos com sinal do pirulito e do alvo, achados de imagem descritos no HEH. A biópsia de uma das lesões hepáticas, resultou em carcinoma ductal metastático de mama, subtipo luminal B.
Histopatologicamente o HEH consiste em uma proliferação anormal de células dendríticas e epitelióides com estroma fibrótico central. Na TC com contraste, o HEH costuma apresentar-se como nódulos hipovasculares, periféricos, coalescentes, com realce progressivo e associados a retração capsular. Aparência em alvo, com anéis concêntricos com atenuações distintas, também pode ser observado. Em 2006, Ahmad, Alomari descreveu o "Lollipop sign", que se caracteriza por término abrupto de um ramo venoso ou portal na periferia do tumor, como um novo achado característico para HEH.
Os sinais do pirulito e do duplo alvo são achados de imagem característicos do HEH, contudo reportamos um caso de uma paciente com metástase hepática de câncer de mama com esta apresentação tomográfica.
Pelo nosso conhecimento, este é o primeiro relato de caso de metástase de neoplasia de mama com o “Lollipop sign”, salientando-se ainda a aparência em alvo das lesões na fase pós contraste, achado característico do HEH. Não encontramos achados semelhantes na literatura, na base de dados do PUBMED.
Palavras-chaves: Hemangioendotelioma hepático; Metástases; Câncer de mama; Lollipop sign; Sinal do duplo alvo.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG19

APENDICITE AGUDA EM HÉRNIA DE GARENGEOT: RELATO DE CASO

JUNQUEIRA, EDYANE TEIXEIRA LEITE (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
SECAF, ANDRE DE FREITAS (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
PERIN, LEON (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
DE SANTIS, RAFAEL MARTORANO (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
DE OLIVEIRA NETO, ARLINDO (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
DE OLIVEIRA, ROBERTO DALLALANA GARCIA (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
INTRODUÇÃO A hérnia de Garengeot, uma apresentação rara da hérnia femoral, foi descrita pela primeira vez em 1731 pelo cirurgião […]

INTRODUÇÃO
A hérnia de Garengeot, uma apresentação rara da hérnia femoral, foi descrita pela primeira vez em 1731 pelo cirurgião francês Rene Jaques Croissant de Garengeot, e é definida pela presença do apêndice cecal herniado através do canal femoral. Por se tratar de uma
afecção rara com diagnóstico difícil e muitas vezes tardio, possui alto risco de complicações, principalmente quando associado à apendicite aguda. Portanto, faz-se necessário o conhecimento dessa patologia para a obtenção de um diagnóstico preciso e um manejo terapêutico adequado.
DESCRIÇÃO
Paciente de 68 anos, sexo feminino, aposentada, procedente de Bebedouro (SP) com queixa de dor abdominal difusa associada a alterações do hábito intestinal há 7 dias.
Ao exame físico apresentava abdome distendido com descompressão brusca positiva e flogose no hipogástrio.
A Tomografia Computadorizada de abdome revelou apêndice cecal de contornos irregulares e mal definidos que se insinuava através do canal femoral associado a coleção periapendicular com focos gasosos de permeio.
Foi submetida à cirurgia de urgência com incisão mediana e realização de ileotiflectomia e ileostomia terminal.
Paciente evoluiu a óbito no 8° dia pós-operatório por complicações decorrentes de choque séptico.
DISCUSSÃO
A hérnia de Garengeot caracterizada pela herniação do apêndice cecal pelo canal femoral ocorre em aproximadamente 1% dos casos de hérnia femoral, sendo ainda mais raro a ocorrência de apendicite aguda (0,5% dos casos). Há maior incidência no sexo feminino, numa proporção entre homens e mulheres de 13: 1.
Sua patogênese está relacionada ao posicionamento anômalo do ceco e/ou do apêndice decorrente das rotações intestinais durante a fase embriológica. Já o desenvolvimento da apendicite aguda seria em decorrência da constrição pelo anel femoral levando a obstrução da base apendicular e inflamação do órgão. O quadro clínico costuma ser inespecífico, apresentando-se com dor e desconforto abdominal, podendo estar associado abaulamento e eritema local.
O diagnóstico pré-operatório é um desafio, sendo na maioria das vezes um achado intra-operatório. A Tomografia Computadorizada apresenta-se como o melhor exame de imagem a ser solicitado em casos de dúvidas diagnósticas e também no auxílio do planejamento terapêutico.
Não há uma padronização de tratamento definida. Em geral, por se tratar de uma urgência cirúrgica, é realizado apendicectomia e reparo da hérnia com a técnica de McVay.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG20

COVID-19: NEM TUDO É PULMÃO

CARDOSO RODRIGUES, MARIANNE (HOSPITAL UNIMED RIO)
MIGUEL TEIXEIRA VASQUEZ, JUAN (HOSPITAL UNIMED RIO)
DUARTE CABRAL, CAROLINA (HOSPITAL UNIMED RIO)
ELIAS PIRES, CINTIA (HOSPITAL UNIMED RIO)
MONTEIRO SOARES, DEBORAH (HOSPITAL UNIMED RIO)
LEÃO FERREIRA NETO, ARMANDO (HOSPITAL UNIMED RIO)
Paciente do sexo feminino, de 57 anos, procura o atendimento de emergência de unidade hospitalar com síndrome gripal com 14 […]

Paciente do sexo feminino, de 57 anos, procura o atendimento de emergência de unidade hospitalar com síndrome gripal com 14 dias de evolução, teste molecular para COVID-19 positivo, referindo febre, tosse, odinofagia e dispneia com piora progressiva nas ultimas 48 horas. Ao exame clínico encontrava-se hipoxêmica. A tomografia computadorizada (TC) do tórax revelou opacidades pulmonares em vidro fosco, por vezes associadas a fino reticulado de permeio, com o acometimento considerado acentuado (>50%). Foi internada em unidade de terapia intensiva e evoluiu com Síndrome Respiratória Aguda Grave, necessitando de ventilação mecânica. Foram utilizados diversos esquemas antimicrobianos diferentes durante a internação hospitalar. Houve uma tentativa de extubação sendo necessária a reentubação logo em seguida, foi necessária a traqueostomia. Uma TC de abdome realizada no vigésimo quinto dia de internação hospitalar revelou que não havia dilatação das vias biliares intra ou extra-hepáticas. Com o decorrer do tempo houve elevação progressiva de enzimas canaliculares. Sorologias foram negativas para hepatites virais. A TC de abdome do quinquagésimo nono dia de internação demonstrou leve dilatação das vias biliares intra-hepáticas. Foi então realizada uma colangioressonância magnética no sexagésimo oitavo dia de internação que revelou leve ectasia das vias biliares intra-hepáticas, que tem aspecto irregular, com áreas de estreitamento luminal e foi considerada a possibilidade de colangite esclerosante como hipótese diagnóstica
Na colangite esclerosante em pacientes criticamente enfermos ocorre uma combinação de isquemia do ducto biliar e alterações na composição da bile, resultando em necrose de células epiteliais e formação de cilindros biliares que obstruem o sistema biliar. Os testes de função hepática geralmente apresentam um padrão colestático.
Diante do péssimo prognóstico desta afecção, é de suma importância a vigilância clínica cuidadosa para evitar as complicações relacionadas à colangite esclerosante.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG21

EFEITO DO MESILATO DE IMATINIBE EM METÁSTASES HEPÁTICAS DE TUMORES GASTROINTESTINAIS (GISTS)

SHIMIDU, HENRIQUE (HOSPITAL HELIOPOLIS)
SANTOS, LARISSA VELAME (HOSPITAL HELIOPOLIS)
DIAS, ISABELLA CIANDRINI (HOSPITAL HELIOPOLIS)
JUNIOR, IVALTO GONÇALVES NASCIMENTO (HOSPITAL HELIOPOLIS)
OLIVEIRA, FELIPE PERES CALDAS DE (HOSPITAL HELIOPOLIS)
GONDO, FERNANDO HIROHITO BELTRAN (HOSPITAL HELIOPOLIS)
Os tumores gastrointestinais (GISTs), surgem das células intersticiais de Cajal, são os tumores mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, ocorrendo […]

Os tumores gastrointestinais (GISTs), surgem das células intersticiais de Cajal, são os tumores mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, ocorrendo mais comumente no estômago e intestino delgado.
Cerca de 50% dos pacientes com GISTs apresentam metástases, a maioria no fígado e peritônio.
O potencial de malignidade depende do local de origem. Os tumores gastrointestinais de origem do intestino delgado tem uma tendência elevada para comportamento maligno em comparação aos de origem gástrica.
GISTs quando irressecáveis ou metastáticos podem ser doenças fatais, pois não respondem adequadamente ao tratamento quimioterápico convencional.
O mesilato de imatinibe surge como uma terapia, para aumentar a sobrevida destes pacientes. Ele age bloqueando o receptor de tirosina quinase transmembranar, codificado pelo gene KIT.
Os exames de imagens são ferramentas importantes no diagnóstico, mas também na avaliação da resposta terapêutica, principalmente, ao mesilato de imatinibe.
A TC é o exame de escolha para avaliação terapêutica e seguimento.
No exame de tomografia computadorizada (TC), a maioria das metástases para o fígado apresentam-se inicialmente como lesões heterogêneas, tamanhos variados e com realce ao meio de contraste. Após o tratamento com mesilato de imatinibe, as lesões podem sofrer degeneração cística, servindo para avaliar a resposta terapêutica.
Neste presente estudo, apresentamos um caso de uma paciente portadora de GIST com metástases hepáticas, irressecáveis, que fez uso de mesilato de imatinibe e foi solicitado a TC, para avaliar a resposta ao tratamento.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG22

DIVERTICULITE AGUDA DE MECKEL PERFURADA POR CORPO ESTRANHO ALIMENTAR

MOURA, NELSON EDUARDO (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
MARTINEZ DA COSTA, THIAGO (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
DALPRA TAFNER, PATRICIA (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
SOTHE, FERNANDA LOUISE (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
BANDEIRA DE ANDRADE, LEONARDO (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
KRACIK DA SILVA, DANIEL (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
Divertículo de Meckel é a malformação congênita mais comum do trato gastrointestinal, ocorre em 2% da população, acometendo uma proporção […]

Divertículo de Meckel é a malformação congênita mais comum do trato gastrointestinal, ocorre em 2% da população, acometendo uma proporção homem : mulher de 2: 1.
Por conter todas as camadas de parede intestinal é um divertículo verdadeiro. Deriva do ducto vitelínico e localiza-se na borda antimesentérica do íleo distal. Geralmente não tem significado clínico, mas podem mimetizar causas de abdome agudo.
Este relato tem o objetivo de demonstrar os achados de imagem de uma diverticulite aguda de Meckel perfurada por corpo estranho alimentar, faz revisão das principais formas de apresentação e da rotina para investigação e diagnóstico radiológico.
Apresentamos caso de paciente feminina, 68 anos, que se apresenta à emergência hospitalar com dor abdominal em fossa ilíaca direita há um dia. Hemograma com leucocitose. História de apendicectomia há 30 anos. Realizada investigação com tomografia computadorizada (TC) do abdome total. Foi identificada alça de íleo distal que terminava em fundo cego, localizada na fossa ilíaca direita (divertículo de Meckel), com presença de imagem linear hiperdensa em seu interior que transfixava a parede desta alça e determinava formação de solução de continuidade. Adicionalmente observava-se sinais inflamatórios adjacentes a alça perfurada.
Diante dos achados conclui-se que o diagnóstico era de diverticulite aguda de Meckel perfurada por corpo estranho alimentar.
A paciente foi submetida à laparotomia exploradora que confirmou a presença divertículo de Meckel em íleo distal com presença espinho de peixe transfixando a alça.
A diverticulite de Meckel complicada é causa importante de abdome agudo. A TC tem baixa sensibilidade para detecção do divertículo pois suas características assemelham-se à das alças intestinais. A dor pode ser resultado de inflamação diverticular, obstrução ou perfuração.
Os achados físicos típicos incluem dor e distensão abdominal. A sensibilidade está localizada mais em direção à linha média abdominal. A perfuração acarreta sinais de irritação peritoneal.
As imagens na TC são difíceis de distinguir de um quadro de apendicite aguda.
O diagnóstico diferencial inclui todas as patologias que podem cursar com dor abdominal inferior.
O tratamento requer ressecção cirúrgica por diverticulectomia simples ou ressecção segmentar do delgado.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG23

DOENÇA DE ERDHEIM-CHESTER EM MULHER JOVEM: RELATO DE CASO.

MOURA, NELSON EDUARDO (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
MARTINEZ DA COSTA, THIAGO (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
DALPRA TAFNER, PATRICIA (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
DOS SANTOS, RODRIGO MATTOS (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
MEES, ANDRES MARCONCINI (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
SOTHE, FERNANDA LOUISE (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
Doença de Erdheim-Chester A doença de Erdheim-Chester é uma doença de células não-Langerhans de manifestação sistêmica, que acomete múltiplos órgãos […]

Doença de Erdheim-Chester
A doença de Erdheim-Chester é uma doença de células não-Langerhans de manifestação sistêmica, que acomete múltiplos órgãos e tem gravidade altamente variável. É uma doença rara, não hereditária, acometendo indivíduos entre a 5ª e 7ª década, com leve predominância no sexo masculino.
Apesar de ser uma doença não maligna, pode ser fatal devido à gravidade das disfunções orgânicas que causa. Os achados de imagem são essenciais para estabelecer o diagnóstico, avaliar a extensão da doença e auxiliar intervenções terapêuticas a fim de interromper a progressão da doença.
Os sintomas são inespecíficos e relacionados ao local de envolvimento. Febre, perda de peso e suores noturnos são comuns. O envolvimento esquelético é o mais comum, causando dor óssea como sintoma inicial na maioria dos casos, seguido pelas manifestações extraósseas mais comuns que são o diabetes insípido central e exoftalmia.
Apresentamos um caso de uma paciente feminina, 37 anos, em investigação de anemia hemolítica há um ano, associado a astenia, icterícia e emagrecimento. Durante a realização de exames pré-operatórios para esplenectomia eletiva foi evidenciada volumosa cardiomegalia. Realizado ecocardiograma que evidenciou volumoso derrame pericárdico e presença de massa ecogênica aderida ao pericárdio. Realizada tomografia computadorizada de tórax e abdome para complementação diagnóstica. Confirmado o derrame pericárdico e a presença de massa cística com densidade homogênea e sem realce ao meio de contraste endovenoso aderida ao pericárdio no exame do tórax. No exame do abdome demonstrou-se a presença de massas envolvendo ambos os hilos renais, com densidade de partes moles e realce ao meio de contraste endovenoso, além de hepatoesplenomegalia. A paciente não apresentava alterações ósseas, neurológicas ou oftalmológicas.
Diante dos achados nos hilos renais foi realizada biópsia percutânea que demonstrou infiltrado linfoplasmocitário. Foi realizada biópsia cirúrgica das massas dos hilos renais que confirmou o diagnóstico de doença de Erdheim-Chester.
Diante da complexidade e diversidade de achados, a manifestação da doença em paciente com epidemiologia atípica para a doença e também a ausência de sintomas descritos como típicos determinou um grande desafio diagnóstico para o caso. Apesar de ser uma condição não neoplásica, mas com prognóstico reservado, a apresentação atípica pode atrasar o diagnóstico e o tratamento quimioterápico precoce.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG24

SÍNDROME DE BUDD-CHIARI E DISSECÇÃO DE VEIA CAVA INFERIOR SECUNDÁRIA A MAL POSICIONAMENTO DE CATETER VENOSO CENTRAL – RELATO DE CASO E REVISÃO SOBRE O PAPEL DOS MÉTODOS DE IMAGEM

LETICIA MUNIZ PEREIRA (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
INTRODUÇÃO Cateter venoso central se refere ao acesso venoso prolongado utilizado para administração intravenosa de medicações, fluidos, nutrição parenteral total, […]

INTRODUÇÃO
Cateter venoso central se refere ao acesso venoso prolongado utilizado para administração intravenosa de medicações, fluidos, nutrição parenteral total, transfusão sanguínea ou hemodiálise em pacientes portadores de doença renal crônica. O cateterismo requer treinamento, experiência, e não está isento de riscos para o paciente, mesmo quando praticado por profissionais habilidosos. Dentre as diversas complicações, uma uma das mais importantes é a trombose, com taxas que variam de 55 a 72%, e o mau posicionamento do cateter, com taxas que variam entre 3-14%. Para evitar complicações, a colocação adequada do cateter deve ser verificada clinicamente e por diagnóstico de imagem.
RELATO DE CASO
Paciente K.C.G.G., sexo feminino, 42 anos de idade, admitida no Pronto-Socorro com história de náuseas, dor em hipocôndrio direito e episódios de hipotensão há 2 dias. Possuía extenso histórico médico, contendo múltiplos fatores de risco para trombogênese vascular. Fora internada para investigação, sendo solicitada Tomografia Computadorizada com contraste de abdome e pelve.  
DISCUSSÃO E CONCLUSÃO
Considerando os desfechos clínicos de um mal posicionamento do cateter e da trombose venosa central, é de grande importância utilizar dos métodos de imagem durante e/ou após o procedimento de cauterização a fim de reduzir sua morbimortalidade. O mal posicionamento do cateter venoso central (CVC) é afetado por variantes anatômicas congênitas e adquiridas e pelas técnicas usadas para colocar e confirmar a colocação do CVC. Conhecer os mecanismos de mal posicionamento e como prevenir, identificar e corrigir o mal posicionamento do CVC pode diminuir os danos aos pacientes com esta condição. No caso relatado, foi realizado o diagnóstico do mal posicionamento do CVC e realizada sua substituição. Porém, a paciente evolui com importante insuficiência hepática em conjunto a quadro séptico, havendo rápida pior do quadro clínico e evolução para óbito após 3 dias da admissão no serviço. Há muitas orientações quanto às técnicas usadas para a colocação segura de CVCs. As intervenções destinadas a prevenir mal posicionamento incluem o uso rotineiro de: orientação de ultrassom, RX de tórax ou fluoroscopia após o exame, e até mesmo a tomografia se houver dúvidas. Este caso destaca a importância da consciência das complicações da colocação de cateter central, posicionamento correto dos cateteres venosos centrais e o papel dos métodos de diagnóstico por imagem.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG25

DOR EM FOSSA ILÍACA DIREITA, O QUE PENSAR ALÉM DA APENDICITE?

ROLIM, EVA CAROLINE MELO (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
SARDINHA, ANNA KARLA SOUSA VAZ (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
DE SOUZA, JAKELINE JOVITA (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
SCHIAVINI, KAMILA LUNKES MOCHIZUKI (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
ALMEIDA, RAISSA BRANDÃO DE SÁ (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
DE ARAÚJO, EDUARDO MEDEIROS (HOSPITAL SÃO DOMINGOS)
A dor em fossa ilíaca direita é uma queixa que leva milhares de pacientes ao pronto-socorro todos os anos. Nesse […]

A dor em fossa ilíaca direita é uma queixa que leva milhares de pacientes ao pronto-socorro todos os anos. Nesse contexto, a apendicite é o principal diagnóstico levado em consideração, principalmente quando o paciente apresenta ao exame físico dor à manobra de descompressão abdominal no ponto de McBurney (sinal de Blumberg). No entanto, o médico radiologista da emergência deve estar familiarizado com os inúmeros diagnósticos diferenciais que podem estar relacionados a esta queixa para auxiliar na elucidação diagnóstica. Neste ensaio iconográfico iremos apresentar os principais diagnósticos diferenciais dos pacientes que foram submetidos a exames de imagem na maior emergência privada da capital do estado do Maranhão, separando os achados nos seguintes grupos: causas intestinais ,como diverticulites e apendagites; causas ginecológicas, como as torções ovarianas; doenças do trato digestivo complicadas, como a doença de Crohn complicada; causas urológicas, como a ureterolitíase; corpo estranho, como espinhas de peixe e apendicites em concomitância a outros achados. Assim, é ,também, intuito deste ensaio mostrar a limitação de cada método selecionado, a fim de melhorar a comunicação do radiologista com o médico emergencista para esclarecer dúvidas sobre qual exame solicitar e diminuir o tempo na pesquisa da causa da dor.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG26

TROMBOSE DA ARTÉRIA ESPLÊNICA E INFARTO ESPLÊNICO ASSOCIADO A TROMBOSE DE RAMOS PORTAIS EM PACIENTE COM COVID-19: RELATO DE CASO.

MOURA, NELSON EDUARDO (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
MARTINEZ DA COSTA, THIAGO (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
SOUZA, MATHEUS ROCHA DE (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
BANDEIRA DE ANDRADE, LEONARDO (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
KRACIK DA SILVA, DANIEL (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
SOTHE, FERNANDA LOUISE (ACSC - HOSPITAL SANTA ISABEL)
A doença relacionada ao SARS-CoV-2 (COVID-19) representa uma ameaça mundial a saúde pública. Sintomas relacionados ao trato respiratório são os […]

A doença relacionada ao SARS-CoV-2 (COVID-19) representa uma ameaça mundial a saúde pública. Sintomas relacionados ao trato respiratório são os mais comuns. Entretanto, vários estudos já demonstraram a associação do COVID-19 com estado de hipercoagulabilidade, definido como risco aumentado de formação de tromboembólica em artérias, veias ou ambos. O tromboembolismo pulmonar é o evento trombótico mais associado, entretanto, a ocorrência de trombos relacionados ao estado de hipercoagulabilidade não se restringe somente ao sistema respiratório.
Apresentamos um caso de uma paciente feminina, 45 anos, internada em decorrência de sintomas respiratórios por COVID-19 com diagnóstico sorológico há onze dias. Além do diagnóstico sorológico realizou tomografia computadorizada do tórax que demonstrou a presença de opacidades em vidro fosco e áreas de consolidação comprometendo cerca de 70% da extensão do parênquima pulmonar. Durante a internação evolui com desconforto abdominal. Realizada Tomografia Computadorizada do abdome total que demonstrou presença de trombo no segmento distal da artéria esplênica, causando extensa área de infarto do parênquima esplênico, associado a trombos nos segmentos proximais da veia esplênica. Além disto, dois ramos subsegmentares da veia porta para o lobo direito apresentavam falhas de enchimento, compatíveis com trombos.
Trombos arteriais e venosos associado ao infarto esplênico na ausência de uma fonte tromboembólica conhecida aponta como principal hipótese diagnóstica um evento tromboembólico arterial primário devido à hipercoagulabilidade relacionada ao COVID-19. Embora infrequente, a trombose da artéria esplênica pode ocorrer e o conhecimento da condição e da sua fisiopatologia é necessária a fim de garantir diagnóstico e tratamento oportunos.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG27

RUPTURA ESPLÊNICA ESPONTÂNEA

ROCHA DE SOUZA, MATHEUS (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
RODACKI, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
OTAVIO GRETHER, EDUARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
JUAN BASSE, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
EDUARDO MOURA, NELSON (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
MARTINEZ DA COSTA, THIAGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
A ruptura esplênica espontânea é uma condição rara e se refere à ruptura do baço sem associação com história de […]

A ruptura esplênica espontânea é uma condição rara e se refere à ruptura do baço sem associação com história de trauma.
Ocorre mais frequentemente em um baço previamente acometido por uma condição de base como em causas neoplásicas, infecciosas e inflamatórias não infecciosas.
Também podem ocorrer em um baço normal, caracterizando a ruptura espontânea idiopática, ou seja, em baços sem alterações prévias.
Embora ocorra mais comumente associada a neoplasias hematológicas, seu mecanismo fisiopatológico ainda não foi bem elucidado.
O atraso diagnóstico leva ao aumento da mortalidade dessa condição.
Relatamos o caso de uma paciente de 53 anos, submetida a múltiplas abordagens cirúrgicas cardiovasculares, e por este motivo fazia uso anticoagulante oral. No quadro clínico apresentava dor abdominal moderada em hipogástrio e em fossa ilíaca direita. Ao hemograma, apresentava importante anemia e o INR estava aumentado. Após investigação com Tomografia Computadorizada, o diagnóstico estabelecido foi de ruptura esplênica espontânea.
O anatomopatológico da peça cirúrgica não apresentou uma causa de base definida, corroborando com o diagnóstico de ruptura espontânea, provavelmente secundário ao uso de anticoagulante.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG28

SÍNDROME HETEROTÁXICA COM POLIESPLENIA – DIAGNÓSTICO TOMOGRÁFICO

SILVA, MAYARA OLIVEIRA DA (UNIVERSIDADE PAULISTA)
DUARTE, MARCIO LUIS (UNIFESP)
ABREU, BRUNO FERNANDES BARROS BREHME DE (WEBIMAGEM)
A síndrome heterotáxica é uma condição congênita rara com herança multifatorial em que os órgãos internos estão arranjados anormalmente no […]

A síndrome heterotáxica é uma condição congênita rara com herança multifatorial em que os órgãos internos estão arranjados anormalmente no tórax e abdome, podendo ser classificadas em duas subcategorias principais: síndrome heterotáxica com poliesplenia e síndrome heterotáxica com asplenia. Indivíduos com esta condição têm complexas anormalidades congênitas acometendo diversos órgãos, como o coração – dificultando o transporte sanguíneo – e o pulmão – alterando o número de lobos. Relatamos um caso de síndrome heterotáxica com poliesplenia sem anormalidade nos órgãos torácicos em paciente adulta.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG29

LIPOMA MESENTÉRICO - DIAGNÓSTICO PELA RESSONANCIA MAGNÉTICA

SILVA, MAYARA OLIVEIRA DA (UNIVERSIDADE PAULISTA)
DUARTE, MARCIO LUIS (WEBIMAGEM)
ABREU, BRUNO FERNANDES BARROS BREHME DE (WEBIMAGEM)
Os lipomas são neoplasias benignas do tecido adiposo. Os lipomas mesentéricos são raros e podem atingir um tamanho considerável até […]

Os lipomas são neoplasias benignas do tecido adiposo. Os lipomas mesentéricos são raros e podem atingir um tamanho considerável até causar sintomas, consistindo em distensão abdominal progressiva, anorexia, dor abdominal, constipação, perda de peso, sensação de plenitude abdominal e palpação de massa, apresentando crescimento lento, sendo móvel, mole que não infiltra as estruturas ao redor, cujo principal diagnóstico diferencial é o lipossarcoma. Relatamos um caso de lipoma mesentérica diagnosticado pela ressonância magnética, diferenciando-o do lipossarcoma.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG30

SÍNDROME HETEROTÁXICA (SITUS AMBIGUUS): RELATO DE CASO

FRAGA CINTRA GONZAGA, ANA PAULA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBANIO)
DE ALMEIDA, HENRIQUE TADEU (HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBANIO)
COSTA ROCHA, ANA ELZA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBANIO)
CASTELLI VON ATZINGEN, AUGUSTO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBANIO)
Introdução: A síndrome heterotáxica ocorre a partir de uma desordem embriológica acarretando em uma distribuição anormal de órgãos e vasos […]

Introdução: A síndrome heterotáxica ocorre a partir de uma desordem embriológica acarretando em uma distribuição anormal de órgãos e vasos toracobdominais associado a anomalias de situs, as quais são definidas como alterações de arranjo anormal no eixo direito-esquerdo do corpo. O situs inversus refere-se a inversão em espelho na lateralidade dos órgãos torácicos e abdominais. Já o termo situs ambíguus é utilizado para qualquer alteração na organização das estruturas torácicas e abdominais que não se enquadre no arranjo ordenado típico do situs inversus. Trata-se de uma síndrome rara frequentemente diagnosticada incidentalmente através de exames de imagem, sendo fundamental seu diagnóstico a fim do correto manejo clínico e cirúrgico adequados.
Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 37 anos de idade, com diagnóstico incidental de síndrome heterotáxica há 1 ano, sendo diagnosticada durante a realização de tomografia computadorizada (TC) de abdome, após ser vítima de acidente automobilístico.
Neste exame foi evidenciado poliesplenia e agenesia da porção hepática da veia cava superior e veia ázigo com aumento do calibre (Figura 1) , agenesia do pâncreas dorsal com hipertrofia da sua porção de cabeça e processo uncinado (Figura 2), sinais de má rotação do intestino grosso e delgado, sendo o intestino grosso localizado à esquerda da linha média e intestino delgado à direita (Figura 3). Além de veia renal esquerda retroaórtica.
Discussão: A forma previamente chamada de poliesplenia, como descrito neste relato, que além das alterações relatada pode cursar com pulmões bilobares, átrios direito e esquerdo idênticos, fígado com posição central e alterações cardíacas que neste caso são mais brandas.
Já nos casos de asplenia , além das alterações de má rotação intestinal, geralmente há doenças cardíacas cianóticas graves, pulmões trilobares, átrio esquerdo com morfologia equivalente ao átrio direito , fígado posicionado centralmente, aorta e veia cava inferior situadas à esquerda.
A gravidade e mortalidade relacionada a esta síndrome, geralmente estão relacionadas a anormalidades cardíacas e são mais comumente relacionadas a asplenia.
O conhecimento das variações anatômicas e anomalias de situs , além de suas repercussões e complicações, associado a correlação radiológica são fundamentais para o diagnóstico e prognóstico do paciente que apresenta a síndrome heterotáxica.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG31

ENSAIO ICONOGRÁFICO: COMO A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA POSSIBILITA AVALIAÇÃO DETALHADA E ACURADA DA COLECISTITE AGUDA E SUAS COMPLICAÇÕES

DE MELLO PEREIRA, MARIA LUIZA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
SALMERON REIS, LOHAYNE (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
LOPES PINTO ANDRADE, BRUNO (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
NASCIMENTO MINEIRO, GUILHERME (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
MARIA GARCIA MARCHI LAURENTI, ANDRESSA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
A avaliação radiológica de dor no quadrante superior direito do abdômen deve incluir a possibilidade de colecistite, sendo a colelitíase […]

A avaliação radiológica de dor no quadrante superior direito do abdômen deve incluir a possibilidade de colecistite, sendo a colelitíase sua principal causa e achado frequente na população adulta. A inflamação aguda da vesícula biliar é uma urgência cirúrgica, e pode se apresentar sob vários espectros, desde formas sutis até quadros extensos de inflamação vesicular e perivesicular, e sua cronificação potencializa o surgimento de complicações. A ultrassonografia é acurada para avaliação da colelitíase e colecistite, porém a tomografia mostra-se mais sensível, específica e acurada nos casos de inflamação extensa ou complicações. O objetivo deste ensaio é descrever e ilustrar achados tomográficos na colecistite complicada, contemplando achados tomográficos das seguintes complicações da colecistite aguda: colecistite enfisematosa, perfuração e abscesso pericolecístico, fístula colecistoentérica e íleo biliar. As características tomográficas da colecistite aguda incluem distensão, espessamento e realce parietal, obliteração dos planos adiposos adjacentes e líquido pericolecístico. A colecistite enfisematosa é causada por uma infecção da vesícula biliar por microrganismos produtores de gás, acometendo principalmente pacientes diabéticos, evidenciada tomograficamente por gás na parede vesicular. Defeito parietal focal na vesícula biliar, contíguo com líquido pericolecístico sugere perfuração da mesma, podendo evoluir com abscesso pericolecístico e/ou intra-hepático, comumente presente nas colecistites gangrenosa e enfisematosa. Episódios recorrentes de colecistite podem levar a aderências entre a vesícula e o intestino, com consequente fístula colecistoentérica (podendo ser avaliada em reconstruções tomográficas multiplanares) e consequente pneumobilia. Se houver passagem de cálculo biliar, pode resultar em obstrução do íleo distal, determinando a Tríade de Rigler: obstrução intestinal, cálculo ectópico e pneumobilia, configurando íleo biliar. No cenário epidemiológico atual, o adiamento de cirurgias eletivas e o isolamento social podem retardar a conduta cirúrgica nos casos de colelitíase e colecistite aguda, e predispor às suas complicações. A avaliação tomográfica traz informações adicionais à ultrassonografia, e tem papel fundamental na avaliação das complicações da colecistite aguda.

TRABALHO ORIGINAL

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG32

SENSITIVITY AND SPECIFICITY OF ACUTE APPENDICITIS RADIOLOGICAL FINDINGS: A PATHOLOGY-PROVEN INVESTIGATION

GIULIANI SCHMITT, LUIZA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
RODRIGUES MOSTARDEIRO, THOMAZ (UTSW)
CORDEIRO, PEDRO HENRIQUE (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
MAIA, GUILHERME (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
PEREIRA HAYGERT, CARLOS JESUS (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA)
Purpose: Computed Tomography (CT) is a well described modality used for diagnosing acute appendicitis. To this date, there is no […]

Purpose: Computed Tomography (CT) is a well described modality used for diagnosing acute appendicitis. To this date, there is no consensus on which individual radiological findings allows CT imaging accuracy. In this investigation, we aim to describe which radiological findings were associated with the highest sensitivity and specificity for diagnosing pathology-proven acute appendicitis.
Methods: A total of 50 patients with pathology-proven acute appendicitis were included. The CT imaging acquisition occurred during the acute episode and before surgical resection. In the control group, imaging data were acquired for 34 patients. These patients did not present with any symptoms of acute appendicitis. Sensitivity and specificity were computed using both quantitative and categorical findings. The continuous (quantitative) variables used were: transverse diameter and wall thickness (major and minor axis for each). Categorical findings (yes or no) described were: fat stranding (>25mm), appendicolith, periappendiceal air, thickening of the cecal apex and phlegmon. Finally, the odds of having pathology-proven appendicitis for each finding were computed with an exact Fisher test (categorical) and a Mann-Whitney test (continuous).
Results: Mixed sensitivity and specificity results were described for each finding. Appendix diameters (minor axis >7.5mm and major axis >9.5mm) were both associated with 100% sensitivity, but 47% and 70% specificity respectively. Wall thickness >2.5mm in the major axis and minor axis yielded higher specificity (76% and 100%) but lower sensitivity (74% and 26%). For categorical features, fat stranding >25mm computed the highest sensitivity (94%) with relatively high specificity (82%). Appendicolith and periappendiceal air presence yielded 100% specificity but lower sensitivity (48% and 16% respectively). Patients with pathology-proven appendicitis had significantly higher appendix diameters (p<0.001 for all parameters described) and chances of having any of the categorical radiological findings described (p<0.001). Conclusions: Although individual radiological findings in the appendix for pathology-proven acute appendicitis could be able to describe either perfect sensitivity or specificity, the overall accuracy for each individual findings would be questionable. A multiparametric evaluation combining all the mentioned radiological findings probably would enhance CT imaging diagnostic accuracy.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG33

PARACOCCIDIOIDOMICOSE AGUDA/SUBAGUDA NA INFÂNCIA

PERIN, LEON (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
SANTIS, RAFAEL MARTORA (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
JUNQUEIRA, EDYANE TEIXEIRA LEITE (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
SECAF, ANDRÉ DE FREITAS (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
OLIVEIRA NETO, ARLINDO (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
RODRIGO SAMPAIO CHIARANTANO (HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS)
Introdução: A paracoccidioidomicose é uma micose sistêmica endêmica no Brasil, causada por Paracoccidioides brasiliensis e Paracoccidioides lutzii, apresentando-se geralmente na […]

Introdução:
A paracoccidioidomicose é uma micose sistêmica endêmica no Brasil, causada por
Paracoccidioides brasiliensis e Paracoccidioides lutzii, apresentando-se geralmente na como
doença crônica em adultos. Sua forma aguda é pouco observada e muitas vezes se confunde
com outras doenças sistêmicas. O correto diagnóstico é importante para o pronto tratamento e
prevenção de complicações.
Descrição:
JCN, 9 anos, sexo feminino, procedente de Barretos/SP, com quadro de dor abdominal difusa
há uma semana e episódios de diarréia e vômito. Ao exame físico notava-se linfonodo cervical
aumentado. A ultrassonografia de abdome evidenciou múltiplas linfonodomegalias mesentéricas
e retroperitoneais. Paciente encaminhada para investigação de doença linfoproliferativa,
prosseguindo a avaliação com biópsia de linfonodo cervical e tomografia computadorizada de
pescoço, tórax e abdome, que evidenciaram múltiplas linfonodomegalias cervicais, axilares, retroperitoneais e mesentéricas, associadas a discreto espessamento e realce
mucoso ileocecal e discreta hepatoesplenomegalia. A análise histológica demonstrou
paracoccidioidomicose.
Discussão:
A paracoccidioidomicose é transmitida através de propágulos pelas vias respiratórias, aspirados
de solo contaminado, sem predileção por sexo.
Existem 3 formas clínicas: forma aguda/subaguda (3-5%), forma crônica (90%) e forma sequelar.
Na forma crônica a infecção ocorre geralmente entre os 10 e 20 anos e a evolução para doença
entre 30 e 50 anos. A forma aguda/subaguda predomina em crianças e adolescentes,
caracterizando-se por evolução rápida (4 a 12 semanas), com achados principais de
linfonodomegalia, hepatoesplenomegalia, alterações digestivas, cutâneas e osteoarticulares. O
envolvimento do sistema linfático é uma das manifestações clínicas mais comuns, apresentandose como linfonodomegalia regional ou generalizada, predominando nas cadeias cervicais,
axilares e abdominais, podendo acometer também órgãos ricos em tecido linfóide, como o íleo
distal e apêndice cecal. Em exames de imagem, os linfonodos afetados podem estar
aumentados de dimensões, ter ou não aspecto supurativo ou ter calcificações, incluindo-se no
diagnóstico diferencial as doenças linfoproliferativas, neoplasia metastática e tuberculose. O
diagnóstico é feito pelo exame a fresco de escarro e/ou fragmentos de tecidos acometidos
obtidos por biópsia. O tratamento é realizado com antifúngicos, que se mostram eficazes nas
diversas formas da doença.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG34

RELATO DE CASO: ACHADOS DE IMAGEM DO SARCOMA DE KAPOSI PÓS TRANSPLANTE HEPÁTICO

LEMOS, MARIA SOUSA (HOSPITAL QUINTA DOR)
COELHO, MONA MARTINS (HOSPITAL QUINTA DOR)
MAGALHAES, LAURA CARVALHO GUADALUPE B. (HOPSITAL QUINTA DOR)
MACEDO, SARAH MOREIRA (HOSPITAL QUINTA DOR)
NETO, JAIME ARAUJO OLIVEIRA (HOSPITAL QUINTA DOR)
O sarcoma de Kaposi (SK) é uma neoplasia angioproliferativa de baixo grau, causado pelo herpes vírus humano-8 (HHV-8), observado principalmente […]

O sarcoma de Kaposi (SK) é uma neoplasia angioproliferativa de baixo grau, causado pelo herpes vírus humano-8 (HHV-8), observado principalmente em pacientes imunocomprometidos, como nos transplantados de órgãos sólidos, relacionados à forma iatrogênica da doença.
A prevalência de SK pós transplante é variável, dependendo da prevalência da infecção pelo HHV-8 na população geral. A maioria dos casos de SK pós-transplantes se desenvolve como reativação viral.
As manifestações cutâneas e pulmonares do SK são bem conhecidas, mas o SK hepático raramente é relatado em paciente vivos, já que têm curso agressivo e pouco sintomático.
O objetivo desta exposição é ilustrar os achados de imagem do acometimento do SK hepático
da forma iatrogênica (após transplante) e destacar as características que auxiliam na diferenciação.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG35

HÉRNIAS ABDOMINAIS E LOMBARES EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA: UM ENSAIO ICONOGRÁFICO

COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Introdução: Hérnias se caracterizam pela protrusão de conteúdo (visceral ou não) para fora da cavidade que o contém, por meio […]

Introdução: Hérnias se caracterizam pela protrusão de conteúdo (visceral ou não) para fora da cavidade que o contém, por meio de um orifício (passagem), congênito ou adquirido, promovendo repercussões clínicas. Este estudo iconográfico pretende ilustrar por meio de imagens de tomografias abdominais e pélvicas sem contraste em diferentes cortes, diversos tipos de hérnias abdominais e lombares. Discussão: As hérnias são patologias de grande relevância e prevalência na população geral (cerca de 20% da população brasileira), de fácil diagnóstico clínico e radiológico, tendo o exame físico como seu principal método de suspeição inicial para a maioria dos casos. Em 2020, foram realizados 139.400 procedimentos de correção das hérnias da parede abdominal no Brasil via SUS. O mais comum tipo de hérnia é a inguinal (representando cerca de 95% das hérnias da parede abdominal) e suas principais complicações são o encarceiramento e estrangulamento. Os principais sintomas incluem dor e protuberância local, que pioram aos esforços em alguns casos. A tomografia computadorizada representa importante método de diagnóstico, principalmente para hérnias internas, diafragmáticas e na definição topográfica precisa dos defeitos por onde emergem.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG36

CISTOADENOMA MUCINOSO DO APÊNDICE: RELATO DE CASO

SOARES CAPA, LUÍSA (UFSM)
ABRUZZI DIAS, LORENZO (UFSM)
FICHBEIN FOLGIERINI, VICENTE (UFSM)
VICTÓRIA REZER BERTÃO, SIGRINY (UFSM)
ROCELIA SILVA DE FREITAS, FRANCISCA (UFSM)
JESUS PEREIRA HAYGERT, CARLOS (UFSM)
INTRODUÇÃO: O cistoadenoma mucinoso do apêndice (CMA) é uma neoplasia benigna definida por acúmulo de substância mucinosa e distensão da […]

INTRODUÇÃO: O cistoadenoma mucinoso do apêndice (CMA) é uma neoplasia benigna definida por acúmulo de substância mucinosa e distensão da luz do órgão, provocadas pela metaplasia focal ou difusa do epitélio superficial da mucosa. Lesões abdominais com infiltração por adenocarcinoma com focos de padrão mucinoso são raras, sendo observadas em 0,07 a 0,3% das apendicectomias realizadas. Este artigo tem por objetivo relatar um caso de CMA. DESCRIÇÃO: Paciente masculino, 61 anos de idade, com quadro de dor abdominal em fossa ilíaca direita e perda ponderal há cerca de 2 anos. À época, realizou uma tomografia computadorizada (TC) de abdome superior que evidenciou coleção heterogênea medindo 9 x 8 cm na goteira parieto-cólica direita, rechaçando anteriormente o cólon direito e em íntima relação com o rebordo hepático. Após, foi realizada incisão mediana para drenagem de abscesso retroperitoneal, sob suspeita de apendicite complicada, com colocação de dreno. Meses depois, verificou-se a presença de fístula enterocutânea exteriorizada em orifício de dreno associada a abscesso pericecal, com a realização de colectomia direita. Há 6 meses, após identificado abaulamento na parede abdominal direita, foi realizada TC de abdome total que evidenciou coleção loculada, de paredes espessadas, em região da goteira parieto-cólica/parede abdominal direita, e foi feita reintervenção cirúrgica por suspeita de cisto hidático infectado. Há 4 meses, paciente foi internado por fístula enterocutânea exteriorizada em ferida operatória subcostal para acompanhamento clínico. Atualmente apresenta massa vegetante exteriorizada em hipocôndrio direito em incisão subcostal direita prévia com drenagem de secreção piohemática. Foi realizada TC de abdome total, que evidenciou extensa coleção multiloculada com inclusões gasosas e realce parietal ao meio de contraste, sugestivo de abscesso; a coleção apresenta amplo trajeto fistuloso para o subcutâneo e pele no flanco direito. O diagnóstico de adenocarcinoma com focos de padrão mucinoso foi feito a partir de exames de imagem, e confirmado pelo histopatológico. DISCUSSÃO: A mucosa do apêndice pode sofrer transformação, focal ou difusa, benigna e restrita ao epitélio superficial da mucosa, originando o CMA. Os sintomas são inespecíficos, então, faz-se necessária investigação diagnóstica das mucoceles do apêndice, utilizando métodos como a US e a TC do abdome associados ao enema opaco e a colonoscopia para identificar a lesão.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG37

INFARTO ESPLÊNICO ASSOCIADO À INFECÇÃO PELO SARS-COV-2: UMA COMPLICAÇÃO POUCO COMUM

LOPES PINTO ANDRADE, BRUNO (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
DE CAIRES SOUZA, ANDREA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
PONDE RODRIGUES JUNIOR, ANTÔNIO CARLOS (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
SALMERON REIS, LOHAYNE (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
DE MELLO PEREIRA, MARIA LUIZA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
SALVAJOLLI RIBEIRO, RAFAEL (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
Complicações tromboembólicas são frequentes em pacientes com COVID-19. O modelo criado pelo patologista alemão Rudolf Virchow baseia-se em uma tríade […]

Complicações tromboembólicas são frequentes em pacientes com COVID-19. O modelo criado pelo patologista alemão Rudolf Virchow baseia-se em uma tríade de fatores que aumentam o risco da formação de trombos no leito vascular. A tríade é composta por um estado de hipercoagulabilidade, lesão endotelial e estase venosa. No final do ano de 2019, os primeiros casos de COVID-19 começaram a surgir na Ásia e os primeiros relatos de complicações tromboembólicas como tromboembolismo pulmonar e trombose venosa profunda foram divulgados na literatura.
Sugere-se uma fisiopatologia multifatorial para esse fenômeno no caso da infecção pelo SARS-CoV-2, sendo que o processo inflamatório exacerbado promove o estado de hipercoagulabilidade e a agressão direta das células endoteliais devido a afinidade do SARS-CoV-2 pelos receptores da enzima conversora de angiotensina 2 são as principais hipóteses para justificar essa complicação. A Tríade de Virchow se completa principalmente em pacientes graves, quando a estase venosa é mais presente naqueles onde há necessidade de leito de UTI.
O caso a ser apresentado é referente à um paciente do sexo masculino de 36 anos sem comorbidades, com diagnóstico de COVID-19 há 30 dias, sem necessidade de internação e que apresentou quadro álgico abdominal súbito e de intensidade progressiva. A tomografia de abdome com contraste evidenciou falha de enchimento no interior do tronco celíaco e artéria esplênica, associado à extensa hipocaptação do meio de contraste pelo parênquima esplênico. A hipótese de trombose da artéria esplênica associada a infarto esplênico foi proposta e devido à extensão da lesão isquêmica foi optado pelo tratamento cirúrgico.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG38

CISTO DE DUPLICAÇÃO DUODENAL : RELATO DE CASO

MARIA CÉLIA FRANCO ISSA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
SHINOMIA, SUZANA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
LEITE , MARCO ANTÔNIO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
HERNANDES ANTUNES, PAULO EDUARDO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
LOPES POTENTE, ANA LAURA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
FERREIRA BAILÃO, GABRIELA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
O cisto de duplicação (CD) duodenal é uma anomalia congênita rara do trato gastrointestinal (TGI). Entre 1999- 2009, foram relatados […]

O cisto de duplicação (CD) duodenal é uma anomalia congênita rara do trato gastrointestinal (TGI). Entre 1999- 2009, foram relatados 47 casos, sendo a literatura escassa. Visto que o diagnóstico precoce é desafiador e essencial para o alívio dos sintomas e redução do risco de complicações, nosso objetivo é relatar um caso de nosso serviço, para enriquecimento da literatura e facilitação do diagnóstico precoce.
Masculino, 33 anos, referia epigastralgia, náuseas, empachamento e disfagia baixa. Diferente de episódios prévios, neste apresentava acolia fecal e colúria. Exames laboratoriais indicaram leucocitose, aumento das enzimas hepáticas, canaliculares e bilirrubina indireta. A tomografia computadorizada evidenciou formação hipoatenuante, intraluminal, compatível com cisto simples, adjacente a papila duodenal maior, exercendo efeito compressivo e dilatação de vias biliares. Complementou-se investigação com ressonância magnética de abdome superior e colangioressonância, confirmando os achados e demonstrando imagens hepáticas nodulares, subcentimétricas, com hipersinal em T2. Avaliação anatomopatológica evidenciou CD duodenal associada a colangite supurativa aguda e microabcessos hepáticos.
O CD do TGI normalmente ocorre em jejuno, porém neste relato tem-se o acometimento do duodeno. A fisiopatologia está relacionada com o pinçamento do epitélio duodenal durante o crescimento do botão pancreático dorsal. As manifestações clínicas são variáveis, incluindo dor abdominal, náuseas, vômitos, pancreatite de repetição, colestase e hepatite. O tempo entre o início dos sintomas e diagnóstico é relativamente longo, o que pode ser explicado pela escassa especificidade dos sintomas e conhecimento da entidade. A ultrassonografia pode identificar sinais sugestivos, como presença de peristalse e “assinatura intestinal”, marcada por borda hiperecóica interna, compatível com mucosa, e camada hiperecóica externa, representando o músculo próprio. A tomografia computadorizada demonstra localização e tamanho do cisto. A ressonância magnética, neste caso, permitiu a confirmação diagnóstica e descoberta de achados associados, viabilizando abordagem cirúrgica terapêutica.
Essa anomalia pode estar associada a complicações com risco de vida e sintomas que diminuem a qualidade de vida. Sendo assim, ela deve fazer parte do diagnóstico diferencial ao abordar formações císticas abdominais superiores, permitindo o diagnóstico precoce e o manejo adequado do caso.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG39

ALÉM DA APENDICITE: DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS DE DOR EM FOSSA ILÍACA DIREITA

VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
STANGE, CAMILA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VINICIUS CECCO MIRANDA, MARCUS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
OLIVEIRA GOUVEIA, MARIANY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Introdução: A apendicite aguda é a inflamação em variados graus do apêndice cecal e representa a causa mais prevalente de […]

Introdução: A apendicite aguda é a inflamação em variados graus do apêndice cecal e representa a causa mais prevalente de abdome agudo inflamatório, tendo como principal sintoma a dor na fossa ilíaca direita (FID). Porém, esse sintoma é referência para uma extensa gama de patologias clínicas e cirúrgicas e por isso é dever do médico expandir seu raciocínio diagnóstico diante desse quadro. O presente estudo pretende ilustrar com imagens de tomografia computadorizada os principais diagnósticos diferenciais dessa manifestação clínica. Discussão: Existe uma vasta lista de patologias que se manifestam com dor na FID e por isso, podem mimetizar um quadro de apendicite aguda. Tais patologias podem estar relacionadas a acometimento local de estruturas na adjacência ou à distância de maneira reflexa por inervação viscerossomática. Diante disso, as possibilidades diagnósticas podem ser divididas em causas: digestivas, genitais, urinárias, osteomusculares, circulatórias e parietais. A tomografia computadorizada (TC) é um dos métodos de escolha para avaliação de quadros abdominais e apresenta boa acurácia na elucidação dos diferenciais, principalmente para dissociar as condições clínicas e cirúrgicas, permitindo assim reduzir o índice de laparotomias brancas e também as evoluções catastróficas, como perfurações, adiantando o diagnóstico nos casos obscuros.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG40

TUMOR FIBROSO SOLITÁRIO EXTRA PLEURAL GIGANTE: UM RELATO DE CASO

DEL PIERO MARQUES, ANNA JULIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
ARANTES FIORILO PELEGRINE, LETICIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
POUBEL ARAUJO LOCATELLI, THAIS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
O Tumor Fibroso Solitário (TFS) é uma neoplasia mesenquimal incomum, originalmente descrita na pleura e com localização hepática rara. Afeta […]

O Tumor Fibroso Solitário (TFS) é uma neoplasia mesenquimal incomum, originalmente descrita na pleura e com localização hepática rara. Afeta indivíduos do sexo feminino, de meia idade, de crescimento lento e sintomas inespecíficos. São definidos como grandes tumores benignos de células fusiformes multinodulares, mas não há uma classificação precisa devido à raridade da doença. São geralmente massas únicas, bem circunscritas, com realce heterogêneo e altamente vasculares. A avaliação laboratorial geralmente não mostra anormalidades. As características clínicas e radiológicas por si só são insuficientes para fazer um diagnóstico de tumor fibroso solitário, sendo seu diagnóstico dependente de exame anatomopatológico e imuno-histoquímica, com positividade de CD-34. No diagnóstico diferencial se inclui fibrossarcoma, leiomiossarcoma e histiocitoma fibroso. O tratamento em geral é cirúrgico. Apresentamos, então, o caso de uma mulher de 44 anos, queixando-se de cansaço e dor em hipocôndrio direito por 6 meses sem febre ou icterícia. A tomografia computadorizada demonstrou formação expansiva de grandes dimensões (28,0 x 18,1 x 17,0cm) localizada em região subcapsular inferolateral do lobo hepático direito, determinando efeito compressivo. Tal formação possui atenuação heterogênea, predominantemente cística e apresenta realce periférico e centrípeto, com cápsula regular captante de contraste. Diante do caso, procedeu-se tentativa de embolização tumoral e posterior hepatectomia parcial à direita. Ao exame imuno-histoquímico marcadores sugeriam tumor fibroso solitário do fígado. A paciente faleceu no pós-operatório imediato.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG41

APRESENTAÇÃO ATÍPICA DE ADENOCARCINOMA DUODENAL EXOFÍTICO SIMULANDO GIST: RELATO DE CASO.

COSTA, THAIS RAMOS (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS)
MACÊDO, JOSE FABRICIO (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS)
LUBAMBO, DEMÉTRIO DE AMORIM (HOSPITAL MIGUEL ARRAES)
SARMENTO, FRANCISCO ARISTÓFANES. COELHO NETO (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS)
FERREIRA, ITALO EMMANUEL LIMA (REAL HOSPITAL PORTUGUÊS)
CAMPOS, ANTONIO GUELFER SARAIVA (HOSPITAL MIGUEL ARRAES)
História clínica: Mulher, 67 anos, com dor abdominal, perda de peso, vômitos e anorexia há 3 meses, além de massa […]

História clínica:
Mulher, 67 anos, com dor abdominal, perda de peso, vômitos e anorexia há 3 meses, além de massa palpável no hipocôndrio direito. Realizou TC de abdome com contraste que evidenciou volumosa massa heterogênea e exofitica com origem no duodeno, com áreas de ulceração e necrose, em contato com o fígado. A endoscopia digestiva alta mostrou lesão vegetante ulcerada no bulbo duodenal. A hipótese diagnóstica foi GIST duodenal gigante.
Discussão e diagnóstico:
Mais de 60% dos tumores do intestino delgado surgem no duodeno e têm pior prognóstico em comparação a outras neoplasias gastrointestinais. Dentre os tumores malignos duodenais, o adenocarcinoma é o mais comum (80 a 90% dos casos). Na Tomografia Computadorizada (TC), pode ser visto como espessamento irregular, concêntrico ou assimétrico, de um segmento curto da parede intestinal, ou como massa polipoide, com ou sem estreitamento luminal, necrose ou ulceração. Invasão locorregional e envolvimento linfonodal estão frequentemente presentes desde o início do quadro. GISTs representam cerca de 3-5% dos tumores malignos duodenais, sendo a localização mais comum na segunda porção do órgão. Na TC, apresenta-se tipicamente como massa heterogênea, hipervascular e volumosa, com áreas centrais de necrose, degeneração cística e hemorragia. Ulceração e fistulização para o trato gastrointestinal podem ocorrer. Quando gigantes, as vezes é difícil definir o órgão de origem devido ao aspecto exofitico da lesão.
No presente caso, os achados da TC de abdome foram sugestivos de GIST duodenal gigante. No entanto, a biópsia por via endoscópica foi consistente com adenocarcinoma.
Conclusão:
Relatamos uma apresentação atípica de um adenocarcinoma de bulbo duodenal como massa exofitica gigante, com achados na TC sugestivos de GIST.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG42

CÂNCER COLORRETAL E CARCINOMA HEPATOCELULAR SINCRÔNICO EM UM FÍGADO CIRRÓTICO: RELATO DE CASO

DOLÇAN, KALINKA SANA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BARAVIERA, THIAGO MENEZES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
MOREIRA, LARISSA FERNANDES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
BARONI, RONALDO HUEB (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Introdução e objetivo(s): O fígado é o sítio metastático mais frequente nos pacientes com carcinoma colorretal. Todavia, em pacientes com […]

Introdução e objetivo(s): O fígado é o sítio metastático mais frequente nos pacientes com carcinoma colorretal. Todavia, em pacientes com hepatopatia crônica, o carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor hepático mais prevalente. Neste contexto, os exames de imagem têm papel fundamental no diagnóstico diferencial. Relato: Paciente feminina de 64 anos sem história de hepatopatia crônica iniciou estadiamento de adenocarcinoma de cólon com tomografia de tórax e abdome com contraste na fase venosa, em que foi evidenciada a neoplasia primária já diagnosticada no ângulo esplênico. O fígado apresentava sinais francos de hepatopatia crônica e uma lesão expansiva hipoatenuante de 5,1 cm no segmento VII e outros pequenos nódulos esparsos. Levando-se em consideração a neoplasia primária de cólon e a cirrose hepática, as possibilidades de CHC e metástases do tumor de cólon foram consideradas. Complementou-se a investigação com ressonância magnética do abdome superior, evidenciando-se lesões hipervasculares e com washout, no segmento VII, de 5,1 cm, com nódulos satélites, no segmento VIII (1,1 cm) e no segmento II (0,8 cm). As lesões apresentavam ainda conteúdo de gordura evidenciado pelas sequências dentro e fora de fase. Foi então estabelecido por imagem o diagnóstico de carcinoma hepatocelular multifocal. Discussão: Embora a presença de um segundo primário seja muito rara em pacientes sem antecedentes clínicos relevantes, a hepatopatia crônica, além de aumentar significativamente o risco de CHC, tem suas causas mais comuns relacionadas a fatores ambientais extrínsecos e adquiridos (etilismo, NASH e viral). Portanto, no caso apresentado de uma neoplasia primária conhecida de cólon, a caracterização de lesões hepáticas e sinais de hepatopatia crônica nos exames de imagem, aumenta a probabilidade de um segundo tumor primário hepático. Frente a este cenário, a complementação com um estudo trifásico, faz-se necessária para o diagnóstico diferencial e correta definição da conduta oncológica. Este relato de caso destaca o aumento do risco de um segundo tumor primário hepático, no estadiamento de neoplasia primária colorretal em paciente com sinais tomográficos de hepatopatia crônica e sem diagnóstico prévio de hepatopatia. Considerando-se os diferentes tratamentos das metástases colorretais e do CHC, o diagnóstico correto por imagem é determinante na conduta oncológica.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG43

APENDAGITE E SEUS ACHADOS RADIOLÓGICOS DEFINIDORES DE DIAGNOSTICO

ARANTES FIORILO PELEGRINE, LETICIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
POUBEL ARAUJO LOCATELLI, THAIS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Apendagite epiplóica (AE) é uma doença inflamatória abdominal incomum, benigna, autolimitada e tem seu diagnóstico por método de tomografia computadorizada. […]

Apendagite epiplóica (AE) é uma doença inflamatória abdominal incomum, benigna, autolimitada e tem seu diagnóstico por método de tomografia computadorizada. Sua incidência exata ainda é subestimada, acredita-se que é o diagnóstico correto de 2 a 7% das apendicites e diverticulites diagnosticadas. A apendagite epiplóica pode acometer qualquer segmento do cólon, no entanto, os locais de maior frequência são: o sigmoide (50%), cólon descendente (26%) , cólon ascendente (22%), ceco e cólon transverso (2%). Os sinais e sintomas da AE comumente se confundem com outras causas de abdome agudo. O quadro clínico mais frequente é dor em quadrantes abdominais inferiores, sendo mais frequente à esquerda, simulando um quadro de diverticulite aguda. No entanto, quando o acometimento da doença é localizado à direita, simula-se quadro de apendicite aguda. A tomografia computadorizada é o método de escolha em pacientes com quadro clínico de abdome agudo. O diagnóstico é definido por achado tomográfico de imagem paracólica, ovalar, variando de 1 a 5 cm, associado a espessamento do revestimento peritoneal e atenuação da gordura periapendicular. Dessa forma, o diagnóstico correto é fundamental para que não haja gastos e procedimentos desnecessários, pois na maioria dos casos o tratamento conservador é o suficiente.

TRABALHO ORIGINAL

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG44

HIGHLIGHTS OF BARIUM CAPSULAR VIRTUAL COLONOSCOPY

KNORST KEPLER, CAROLINA (PUC-RS)
AGUIRRE SUSIN, LUIZA (PUC-RS)
CARRA FORTE, GABRIELA (PUC-RS)
GABRIEL FEIJÓ ANDRADE, RUBENS (PUC-RS)
FERREIRA GAZZONI, FERNANDO (PUC-RS)
HOCHHEGGER, BRUNO (PUC-RS)
Introduction: Colorectal cancer (RCC) is the fourth most common cause of cancer-related death worldwide. Although mortality rates appear to be […]

Introduction: Colorectal cancer (RCC) is the fourth most common cause of cancer-related death worldwide. Although mortality rates appear to be declining, progressively earlier diagnoses of this cancer have been made. Conventional colonoscopy is still considered the best method for screening, given the possibility of differentiation and treatment of lesions. With the advent of more modern and less invasive techniques, virtual colonoscopy (CTC) has proven to be a well-tolerated, safe, and viable technique for CCR screening. The present study aims to describe the main findings of virtual colonoscopy in a diagnostic imaging center.
Material and methods: Cross-sectional retrospective study. We included patients who underwent virtual colonoscopy at an Imaging Diagnostic Center. A structured form with sociodemographic data, reason for the exam and main findings was used. The analysis between gender differences and colonoscopy findings was performed using the chi-square test, and a significance level of 5% was established.
Results: Ninety-five patients were evaluated, with a mean age of 63.7 ± 13.4 years, of which 68 (71.6%) were female. The main reason for the indication of the exam was screening for neoplasms (n = 61, 64.2%), followed by incomplete conventional colonoscopy (n = 27, 28.4%). The most frequent findings were the presence of diverticula (n = 15, 15.8%), redundant neck (n = 10, 10.5%), neoplasia (n = 9, 9.5%) and presence of polyps (n = 6, 6.3%). There were no statistically significant differences in the findings regarding gender.
Conclusion: The present study demonstrated a high prevalence of diverticulum detection, redundant neck and neoplasia in patients undergoing virtual colonoscopy within 6 months.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG45

ACHADO INCIDENTAL DE TUMOR DE FRANTZ: RELATO DE CASO

ARANTES DE SOUZA, GUSTAVO (FLEURY)
MIRANDA SOUZA, SAULO (HOSPITAL SÃO LUIZ-SP/FLEURY)
DE CAMPOS RAZÉ, MARINA (FLEURY)
TOMAZ OLIVEIRA, LETÍCIA (FLEURY)
ODILON GOBBO DA SILVA, CAHINÃ (FLEURY)
SEGUNDO BUENO BORGES, ROBERTO (FLEURY)
Introdução: O tumor de Frantz é um tumor raro, definido como neoplasia epitelial papilífera sólido-cística do pâncreas e foi descrito […]

Introdução: O tumor de Frantz é um tumor raro, definido como neoplasia epitelial papilífera sólido-cística do pâncreas e foi descrito pela primeira vez em 1959. Corresponde a 0,17-2,7% de todas as neoplasias pancreáticas. Geralmente apresenta comportamento benigno e costuma ter bom prognóstico.
Objetivos: Apresentar o perfil clínico-cirúrgico do tumor de Frantz, descrever os principais aspectos radiológicos e realizar análise comparativa com os principais diagnósticos diferenciais.
Relato do caso: Paciente do sexo feminino, 49 anos, procurou o pronto-socorro com queixa de febre e dispnéia aos esforços após o décimo dia de diagnóstico positivo para COVID. Realizou tomografia computadorizada de tórax para avaliação do acometimento pulmonar da doença viral, sendo observado, além dos achados pulmonares, uma volumosa formação hipodensa em aparente situação retroperitoneal localizada caudalmente à cabeça do pâncreas. Foram solicitados exames complementares de tomografia computadorizada e ressonância magnética do abdome total com contraste endovenoso para melhor avaliação. Estes são ferramentas que auxiliam no diagnóstico da lesão, pois apresenta um aspecto típico com componentes sólidos e císticos. A confirmação é realizada por estudo anatomopatológico com características histológicas compatíveis com tumores de baixo grau de malignidade. A ressecção cirúrgica é o tratamento recomendado e mesmo os tumores de grandes dimensões possuem chances de cura consideráveis.
Conclusão: O tumor de Frantz, apesar de raro, deve ser considerado no diagnóstico diferencial de neoplasias pancreáticas devido ao seu bom prognóstico, apresentando boas chances de cura mesmo em grandes dimensões.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG46

COLANGITE ESCLEROSANTE SECUNDÁRIA PÓS COVID-19 GRAVE: UMA NOVA POSSIBILIDADE NO PACIENTE CRÍTICO

SALMERON REIS, LOHAYNE (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
DE MELLO PEREIRA, MARIA LUIZA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
NASCIMENTO MINEIRO, GUILHERME (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
PETRUZ PIASSA, MARIA LAURA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
SALVAJOLLI RIBEIRO, RAFAEL (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
ESPERANCINI TEBAR, DÉBORA (FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)
A colangite esclerosante secundária (CES) é caracterizada por estenoses focais e dilatações dos ductos biliares intra e extra-hepáticos em pacientes […]

A colangite esclerosante secundária (CES) é caracterizada por estenoses focais e dilatações dos ductos biliares intra e extra-hepáticos em pacientes sem história prévia de doença hepatobiliar. As principais causas secundárias são isquêmica, medicamentosa, iatrogênica e nos pacientes criticamente enfermos (CES-PCE).
Neste relato, paciente masculino, 43 anos, diabético, hipertenso, obeso, sem história de doença hepatobiliar prévia. Necessitou de suporte ventilatório mecânico em leito de unidade de terapia intensiva (UTI) por tempo prolongado devido infecção grave por COVID-19. Na internação, apresentou múltiplas infecções nosocomiais, falência de múltiplos órgãos e aumento de enzimas canaliculares e hepáticas, bem como bilirrubina direta. A primeira Ressonância Magnética com Colangiografia (ColangioRM) apresentou-se normal. Entretanto a persistência da síndrome colestática após 30 dias, motivou a realização da segunda ColangioRM, que referiu áreas de estenose intercaladas com segmentos dilatados, aspecto em colar de contas, padrão sugestivo de colangite esclerosante. Realizada biópsia hepática que constatou fibrose portal de padrão biliar, associado a focos de colangite aguda.
A CES-PCE é uma nova forma de colangiopatia, cujos mecanismos não são totalmente esclarecidos. Apresenta fatores de risco conhecidos como sexo masculino, necessidade de ventilação mecânica, episódios de hipotensão grave, decúbito ventral e obesidade. Acredita-se que a fisiopatologia baseia-se em: isquemia biliar, inflamação sistêmica e bile tóxica. A instabilidade hemodinâmica e hipoxemia destes pacientes resultam na isquemia hepatobiliar devido a pobre vascularização nos ductos biliares, que associados à inflamação sistêmica causada pela tempestade de citocinas diminui a expressão de transportadores biliares culminando com a formação de cilindros, tornando a bile colestática tóxica. Estes fatores causam necrose de colangiócitos e estenoses, determinando obstrução biliar persistente e irreversível, com rápida progressão para cirrose hepática.
Nos últimos tempos, a COVID-19 tornou-se um problema de saúde pública e responsável pelo grande número de internações nos leitos de terapia intensiva por tempo prolongado. Seus fatores de mau prognóstico coincidem com os fatores de risco da CES-PCE e este relato chama a atenção de radiologistas para esta complicação no paciente gravemente acometido pela COVID-19.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG47

HEMATOMA INTRAMURAL JEJUNAL NÃO TRAUMÁTICO: A IMPORTÂNCIA DA CORRELAÇÃO CLÍNICA.

FROTA COELHO, ANDRÉIA (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
ALMEIDA DE ALENCAR ARAÚJO, NICOLE (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
DE ALENCAR DIOGENES MONTEIRO, CECILIA (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
VITA RICCI, VITOR (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
PHILIPE FERNANDES DE ABREU, ELKER (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
Paciente, masculino, 62 anos, procurou pronto socorro (PS) com quadro de moderada dor abdominal refratária à analgesia. Exame físico sem […]

Paciente, masculino, 62 anos, procurou pronto socorro (PS) com quadro de moderada dor abdominal refratária à analgesia. Exame físico sem alterações e exames complementares com discreta leucocitose. Solicitada tomografia computadorizada (TC) de abdome total sem qualquer contraste que evidenciou: espessamento parietal concêntrico do jejuno e do ceco associado a densificação da gordura mesentérica adjacente e a proeminência dos linfonodos regionais, podendo representar processo inflamatório. Há fecalização do conteúdo intraluminal em segmentos de alça ileal, provável lentificação do trânsito.
Paciente negou trauma abdominal e recebeu alta com antibiótico oral para tratamento de colite infecciosa.
Após três dias, paciente retornou ao PS com piora da dor abdominal associada a ausência de evacuação, surgimento de hemorragia conjuntival e taquicardia. Realizada nova história clínica, verificando-se que o mesmo era portador de fibrilação atrial, com início do uso de anticoagulante oral há um mês. Nova TC de abdome total, agora com contraste venoso, foi solicitada, evidenciando: extenso espessamento segmentar parietal concêntrico jejunal (maior em comparação ao estudo prévio) e parede intestinal desse segmento apresentando conteúdo hiperdenso/hemático. Líquido de conteúdo hemático no abdome superior, entre as alças intestinais e na pelve (hemoperitôneo). Considerar a possibilidade de hematoma intramural jejunal (sobretudo paciente em uso anticoagulação oral).
Após a realização de novos exames laboratoriais, observou-se INR 7,5. Avaliado pela equipe de cirurgia, sendo contraindicada abordagem cirúrgica, o tratamento baseou-se na correção das provas de coagulação e analgesia. Paciente evoluiu assintomático após ajuste de INR.
O hematoma intramural jejunal não traumático é entidade rara, sendo uso de anticoagulante oral a principal causa. Nas revisões analisadas, demonstrou acometer homens em tratamento de fibrilação atrial.
A TC de abdome total é o exame de escolha para o diagnóstico e, quando realizada precoce, ajuda na conduta do paciente e evita procedimento cirúrgico desnecessário. A principal característica de imagem consiste no espessamento parietal regular hiperdenso da alça intestinal. Tais achados são evidenciados mesmo sem injeção do meio de contraste venoso.
O tratamento conservador, com uso de analgesia, ajuste da dose do anticoagulante e repouso, demonstrou-se eficaz.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG48

ACHADOS RADIOLÓGICOS DA LIPOMATOSE PÉLVICA: RELATO DE CASO

OLIVEIRA, BEATRIZ. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
LEITÃO, MARÍLIA. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
FONSÊCA, KAROLINE. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
BOMFIM, LUCAS. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
LIMA, LUANA. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
A lipomatose pélvica é caracterizada pelo acúmulo de tecido adiposo na cavidade pélvica, não delimitada por cápsula. Embora seja uma […]

A lipomatose pélvica é caracterizada pelo acúmulo de tecido adiposo na cavidade pélvica, não delimitada por cápsula. Embora seja uma patologia benigna, pode resultar em graves consequências fisiopatológicas, pois devido a sua localização, esse tecido causa compressão extrínseca dos órgãos adjacentes, gerando uma ampla variedade de sintomas. Conhecer e identificar os achados radiológicos da lipomatose pélvica é de grande importância no intuito de realizar seu adequado diagnóstico e evitar intervenções desnecessárias, contribuindo para o melhor manejo clínico desses pacientes. Este trabalho relata o caso de um paciente com queixa de disúria e polaciúria há oito meses, apresentando dor abdominal inferior aos esforços, lombalgia leve e infecção urinária de repetição, com diagnóstico de lipomatose pélvica através dos exames de urografia excretora, ultrassom e ressonância magnética. A lipomatose pélvica foi descrita pela primeira vez em 1959 e sua baixa incidência é atribuída ao subdiagnóstico e à pequena quantidade de publicações. É mais comum no sexo masculino, entre a terceira e quarta décadas de vida e sua etiologia é desconhecida, mas especula-se que a proliferação de gordura possa estar associada a processos inflamatórios pélvicos crônicos, como infecções urinárias recorrentes ou doenças endócrinas. O diagnóstico por imagem pode ser realizado através dos exames de urografia excretora, ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada, dispensando cirurgia ou exame histopatológico. Os achados de imagem incluem o aspecto típico da bexiga em formato de “lágrima” e o aumento excessivo de gordura nas regiões perivesical e perirretal, com compressão extrínseca destes órgãos. Atualmente não há tratamento definitivo, sendo descritos na literatura tentativas de redução do peso, radioterapia externa, corticoides e o uso de dispositivo de lipectomia, com resultados ainda pouco estudados.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG49

REALCE HIPERVASCULAR DAS GLÂNDULAS ADRENAIS COMO INDICADOR DE PROGNÓSTICO DESFAVORÁVEL EM PACIENTE CRÍTICO: UM ACHADO RELEVANTE E SUBDIAGNOSTICADO

OLIVEIRA, BEATRIZ. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
LEITÃO, MARÍLIA. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
FONSÊCA, KAROLINE. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
BOMFIM, LUCAS. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
LIMA, LUANA. (FUNDAÇÃO HOSPITAL DA AGRO INDÚSTRIA DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL DE ALAGOAS)
No contexto da hipotensão grave há um conjunto de alterações tomográficas chamado de complexo de hipoperfusão, que apesar de ser […]

No contexto da hipotensão grave há um conjunto de alterações tomográficas chamado de complexo de hipoperfusão, que apesar de ser indício de instabilidade hemodinâmica com prognóstico desfavorável, ainda é subdiagnosticado, sendo assim de fundamental reconhecimento pelos radiologistas. Este trabalho relata o caso de um paciente do sexo masculino, 50 anos, com quadro de pancreatite aguda e histórico de etilismo crônico, cuja TC de abdome com contraste endovenoso demonstrou processo inflamatório/infeccioso do pâncreas, com área necrose parenquimatosa, destacando-se realce hipervascular difuso das glândulas adrenais, inferindo complexo de hipoperfusão adrenal secundário à pancreatite. Após adequado manejo clínico, nova TC de abdome com contraste endovenoso evidenciou normalização do padrão de realce das adrenais. Houve deterioração clínica, seguida de complicações, instabilidade hemodinâmica, choque séptico e óbito, desfecho que reforça complexo de hipoperfusão adrenal como indício de prognóstico desfavorável. O complexo de hipoperfusão é definido como o conjunto de alterações, predominantemente abdominais, vistas na TC que ocorrem em um quadro de hipotensão grave, devido a alteração do fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Esse quadro é visto em contextos traumáticos e não traumáticos, incluindo processos inflamatórios/infecciosos graves, sendo mais comum em crianças do que em adultos. Dentre os aspectos tomográficos que podem ser encontrados estão: realce hipervascular intenso e persistente das glândulas adrenais, dos ureteres e dos rins, hiporealce do baço e do pâncreas, diminuição do diâmetro da aorta e veia cava inferior, espessamento parietal e dilatação difusa das alças intestinais, sendo o intestino delgado o mais comumente afetado. As glândulas adrenais têm um papel de estimulação do sistema nervoso simpático em quadros de hipotensão, sendo seu córtex estimulado pela angiotensina II para produzir aldosterona e sua medula estimulada para produzir adrenalina e noradrenalina. Nesse complexo ocorre uma aumento do realce na fase arterial, de forma bilateral e simétrica das adrenais, com manutenção dos seus contornos, sem lesões focais e sem alterações do tecido adiposo adjacente, sendo importante sua diferenciação com o quadro de hemorragia. Em relação ao tratamento, as alterações podem ser reversíveis com a adequada reposição de fluidos, porém são indícios de instabilidade hemodinâmica iminente, prognóstico desfavorável e alta taxa de mortalidade.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG50

MANIFESTAÇÕES DE IMAGEM DA SÍNDROME DE VON HIPPEL-LINDAU: UM GUIA ILUSTRADO COM ACHADOS ABDOMINAIS.

MOURÃO, JOAO LUIZ (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
BORELLA, LUIZ FERNANDO (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
DUARTE, JULIANA ÁVILA (HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE - UFRGS)
FERNANDES, DANIEL ALVARENGA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS - UNICAMP)
REIS, FABIANO (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
CASERTA, NELSON MÁRCIO GOMES (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
Síndrome hereditária autossômica dominante que compromete a linha germinativa do gene VHL, gene supressor tumoral, a síndrome de von Hippel-Llindau […]

Síndrome hereditária autossômica dominante que compromete a linha germinativa do gene VHL, gene supressor tumoral, a síndrome de von Hippel-Llindau (VHL) é determinada pela apresentação multissistêmica de tumores benignos e malignos, que envolvem o sistema nervoso central (SNC) e também múltiplos órgãos viscerais. Destes, destacam-se o Carcinoma de Células Renais (CCR), neoplasias Pancreáticas e Feocromocitoma (FEO) por determinarem maior morbimortalidade. Apesar de todo o desenvolvimento da medicina a VHL apresenta uma expectativa média de vida de 49 anos. Os exames de imagem, tomografia computadorizada e ressonância magnética, são imprescindíveis no diagnóstico e no seguimento desses pacientes. Este ensaio iconográfico apresenta imagens características de manifestações abdominais de tumores relacionados à síndrome de von Hippel-Lindau (vHL) que todos radiologistas devem conhecer.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG51

COLECISTITE PÓS EMBOLIZAÇÃO DE HEMANGIOMA HEPÁTICO: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA.

PITTOL, DUANA (CLINICA IMAGEM-HOSPITAL BAIA SUL)
WANDERLEY, MARK ()
RAMOS LEMOS, GEORGE ()
SCHMITZ SERPA, BRUNA ()
WARTHA DE PAIVA ESTRELLA, MARIA MANOELA ()
A embolização arterial é uma das opções terapêuticas para o tratamento de alguns tumores hepáticos como o carcinoma hepatocelular e […]

A embolização arterial é uma das opções terapêuticas para o tratamento de alguns tumores hepáticos como o carcinoma hepatocelular e metástases, bem como, algumas lesões benignas, sobretudo sintomáticas, como grandes hemangiomas. Através de arteriografia e cateterização da artéria hepática é injetado material embolizante, objetivando-se a interrupção do fluxo sanguíneo e redução nas dimensões da lesão.
O radiologista tem papel fundamental, desde o diagnóstico das lesões hepáticas potencialmente embolizáveis, ao seguimento pós tratamento, auxiliando inclusive no planejamento pré-terapêutico, sobretudo na identificação de variações anatômicas vasculares relevantes. No pós-tratamento, é fundamental conhecerem-se as principais complicações do procedimento, sobretudo as agudas.
A complicação mais frequente da embolização arterial transcateter é a síndrome pós-embolização, caracterizada por dor abdominal, náuseas, vômitos e febre, possivelmente decorrentes da hipóxia hepática, habitualmente autolimitada. Outras complicações menos frequentes incluem insuficiência hepática aguda, infartos e abscessos hepáticos, necrose biliar e formação de aneurismas.
A embolização inadvertida de estruturas extra-hepáticas podem ocasionar infarto esplênico e da vesícula biliar, colecistite aguda, lesão da mucosa intestinal e embolismo ou infarto pulmonar. Quanto à manipulação do cateter ou fio-guia, pode ocorrer dissecção iatrogênica da artéria celíaca e seus ramos, perfuração inadvertida de artérias esplâncnicas, ruptura do tumor, ou sangramento por varizes.
O reconhecimento destas complicações é essencial para o correto diagnóstico e manejo adequado do paciente.
Descrevemos o caso de uma paciente feminina de 42 anos que foi submetida a embolização arterial para tratamento de hemangioma hepático sintomático do lobo direito e, posteriormente, desenvolveu quadro de colecistite aguda.
Palavras-chave: hemangioma, fígado, embolização, tratamento, complicações, colecistite.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG52

NEOPLASIAS CÍSTICAS PANCREÁTICAS– O QUE O RADIOLOGISTA PRECISA SABER

MONICO SALGADO, EDMEA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
MELO DUTRA, ISABELA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
SILVA ANDRADE AMARAL, CASSIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
As lesões císticas do pâncreas estão sendo cada vez mais reconhecidas devido ao uso difundido dos métodos de imagens axiais. […]

As lesões císticas do pâncreas estão sendo cada vez mais reconhecidas devido ao uso difundido dos métodos de imagens axiais. Incluem condições neoplásicas e não neoplásicas que resultam em uma variedade de sintomas clínicos.
Os pseudocistos são as lesões pancreáticas císticas mais comuns, representando 90% destas. Estão associados a um histórico de pancreatite crônica ou aguda e são caracterizados por uma coleção fluida homogênea, geralmente unilocular, redonda ou oval, com uma parede de espessura variável, que se comunica com o ducto pancreático. Podem ser abordados de forma conservadora se assintomáticos, ou menores que 6 cm de diâmetro.
As neoplasias císticas representam apenas 10% das lesões císticas do pâncreas, sendo as mais comuns: cistoadenoma seroso, neoplasia cística mucinosa, neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN) e tumores sólidos com componente cístico. É importante diferenciá-los dos pseudocistos e caracterizá-los de forma adequada, visto que o tratamento e o prognóstico são diferentes, alguns requerem excisão cirúrgica, enquanto outros apenas observação.
A tomografia computadorizada (TC) é a modalidade de escolha para a detecção e caracterização inicial das lesões císticas do pâncreas. A ressonância magnética (RM) com colangiopancreatografia por RM descreve com precisão as características morfológicas das lesões e mostra a relação do cisto com o ducto pancreático. Em um grande número de pacientes, é possível caracterizar com sucesso as lesões císticas por TC e RM, mas em alguns casos a caracterização apenas por métodos de imagem axiais é muito difícil devido à sobreposição morfológica dos achados. A ultrassonografia endoscópica é útil nesses casos porque, além de fornecer informações de alta resolução sobre as características morfológicas do cisto, permite a aspiração do líquido intracístico e a biópsia de áreas suspeitas, o que pode auxiliar na caracterização da lesão.
Esta série tem como finalidade a ilustração das lesões císticas pancreáticas e suas características aos métodos de imagem axiais (RM e TC), além de proporcionar revisão da literatura sobre o tema. As doenças que serão descritas nesta série de casos são aquelas disponíveis de casos clínicos próprios, com apresentação típica dos casos.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG53

CONDIÇÕES QUE MIMETIZAM ISQUEMIA MESENTÉRICA NA TOMOGRAFIA – NÃO CAIA EM ARMADILHAS

MONICO SALGADO, EDMEA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
SILVA ANDRADE AMARAL, CASSIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
MELO DUTRA, ISABELA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
A isquemia mesentérica aguda (IMA), é uma condição com alta taxa de mortalidade, que requer alto grau de suspeita clínica […]

A isquemia mesentérica aguda (IMA), é uma condição com alta taxa de mortalidade, que requer alto grau de suspeita clínica e radiológica, para um diagnóstico preciso e oportuno. O diagnóstico e a intervenção precoces são essenciais para reduzir a morbidade e mortalidade do paciente, sendo o exame de escolha nessa condição, a angiotomografia de abdome e pelve.
O conhecimento das características de imagem, armadilhas e condições potenciais que mimetizam a isquemia pode ajudar os radiologistas a melhorar a precisão do diagnóstico. Algumas das condições que não devem ser confundidas como sinais específicos para IMA, incluem pneumatose intestinal, íleo adinâmico e pseudopneumatose, além dessas, outras como enterocolites infecciosas, doença inflamatória intestinal, angioedema e enterocolite induzida por radiação, também não devem ser confundidas.
No presente estudo, realizaremos um ensaio iconográfico com imagens de tomografia computadorizada de pacientes adultos, obtidas do acervo dos próprios autores. Buscamos evidenciar, de maneira ilustrativa e didática, as condições e achados descritos acima, com uma sucinta descrição dos mesmos, a fim de possibilitar o médico radiologista a evitar interpretações errôneas, levando a diagnósticos acertados.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG54

INFARTO DO LIGAMENTO FALCIFORME - RELATO DE CASO

GIANORDOLI COTS, EDUARDO (UFES - HUCAM)
CECCO MIRANDA, MARCUS VINICIUS (UFES - HUCAM)
ARANTES FIORILO PELEGRINE, LETICIA (UFES - HUCAM)
O infarto do ligamento falciforme é uma entidade rara, tendo a fisiopatologia similar ao infarto focal de gordura intraperitoneal e […]

O infarto do ligamento falciforme é uma entidade rara, tendo a fisiopatologia
similar ao infarto focal de gordura intraperitoneal e a apendagite epiploica, com
rotação e comprometimento vascular, consequentemente levando a necrose.
É um importante diagnóstico diferencial dos quadros de dor abdominal epigástrica
e no hipocôndrio direito, sendo a dor muitas vezes de moderada à acentuada
intensidade, sem associação com febre.
O diagnóstico radiológico se faz de suma importância, principalmente para excluir
doença abdominais agudas de outras etiologias, sendo o tratamento conservador
escolhido na maioria dos casos desta entidade.
Este trabalho tem como objetivo apresentar um relato de caso de infarto do
ligamento falciforme, enfatizando a necessidade de conhecer esse diagnóstico
diferencial não usual.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG55

LOCAIS INCOMUNS DE INFARTO OMENTAL SEGMENTAR

MAIA, GUILHERME STRAUB (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
SARMENTO, LUIZ FELIPE ABRANTES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
JABOUR, VICTOR ARANTES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
FRANCISCO NETO, MIGUEL JOSE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
GARCIA, RODRIGO GOBBO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
QUEIROZ, MARCOS ROBERTO GOMES DE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
A dor abdominal aguda é responsável por uma parcela significativa de todas as visitas ao pronto-socorro. Existem muitas causas para […]

A dor abdominal aguda é responsável por uma parcela significativa de todas as visitas ao pronto-socorro. Existem muitas causas para esse sintoma, suscitando a possibilidade de diagnósticos errados. O infarto omental é reconhecido como uma causa incomum de abdome agudo, podendo ser idiopática, ou mesmo secundária e inclui como causas hérnias, foco de inflamação, abordagem cirúrgica ou tumor. Os locais mais comuns de acometimento incluem torção de um apêndice epiplóico, infarto do omento maior e necrose gordurosa relacionada a trauma ou pancreatite.
O infarto omental é reconhecido como uma causa incomum de abdome agudo e no passado era diagnosticado no intraoperatório, no entanto com o maior acesso aos métodos de imagem, ele está se tornando mais facilmente reconhecida e relatada, orientando o manejo, que na maioria dos casos, é conservador.
Dentre as modalidades de imagem utilizadas para o estudo da dor abdominal, a tomografia computadorizada com multidetectores é a modalidade de imagem mais precisa para o diagnóstico de infarto omental. Além da tomografia computadorizada a ultrassonografia e até mesmo a tomografia por emissão de pósitrons, podem auxiliar na tomada de decisão clínica.
Locais incomuns de infarto são mais comumente vistos no cenário de trauma cirúrgico ou alterações pós-operatórias que resultam em suprimento vascular omental alterado e subsequente infarto. Neste trabalho apresentamos os casos de dois pacientes que compareceram no nosso serviço pelo quadro de dor aguda e foram diagnosticados com infarto omental idiopático em locais atípicos, um na topografia do ligamento falciforme e outro junto a margem supero anterior do antro gástrico. Fazemos ainda uma revisão da literatura sobre o infarto omental, enfatizando nos achados de imagem, o diagnóstico diferencial mais comum e o tratamento da patologia

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG56

MESENTERITE ESCLEROSANTE: UM DESAFIO DIAGNÓSTICO

DA SILVA SOARES, BRUNO RITCHELY (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
MARTINS, REBECA JULIANA MACEDO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
LAMOUNIER, AMANDA BORGES (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
SANTOS, IVANNA SILVEIRA (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
VASCONCELOS DE MENEZES, ERICO ALEXANDRO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
SOARES, MAYRA VELOSO (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA)
Relato de caso de paciente jovem com quadro de dor epigástrica de forte intensidade associada a vômitos, diarreia e perda […]

Relato de caso de paciente jovem com quadro de dor epigástrica de forte intensidade associada a vômitos, diarreia e perda ponderal leve. Foi submetida à endoscopia digestiva alta, que evidenciou úlcera H. pylori positiva. Diante de melhora parcial do quadro clínico com o tratamento instituído, prosseguiu investigação diagnóstica com tomografia de abdome, que evidenciou imagem nodular isodensa com realce homogêneo ao meio de contraste, localizada na confluência dos vasos mesogástricos, de difícil delimitação de plano de clivagem com alça de delgado adjacente. Foi também realizada ressonância magnética de abdome, que demonstrou acentuado hipossinal em T2 da lesão e restrição à difusão hídrica, reação desmoplásica associada, com espessamento parietal de algumas alças intestinais adjacentes, sendo o diagnóstico principal sugerido foi de tumor neuroendócrino. Foi proposta uma laparotomia exploradora para exérese da lesão e no intraoperatório foi identificado tumor ovalar, de cor nacarada, localizado na raiz do mesentério, com retração importante de mesentério e acometimento de alças desde o ângulo de Treitz até a região próxima a válvula íleo-cecal, com as alças de delgado próximas aderidas ao tumor e com vasos ingurgitados e de coloração violácea. Devido a impossibilidade de ressecção, foi realizada biopsia intra-operatória exclusiva, evidenciando infiltrado inflamatório predominante mononuclear, ausência de figuras de mitose e ausência de atipias citológicas no material de biópsia. A imuno-histoquímica mostrou infiltrado inflamatório crônico linfomononuclear em estroma fibroesclerótico com ausência de plasmócitos IgG4-positivos, caracterizando o diagnóstico de mesenterite esclerosante. A escolha desse caso se deu pela dificuldade de seu diagnóstico diferencial por imagem, pela correlação com a macroscopia, demonstrando a característica ovalada e cor nacarada da lesão, incomum nessa doença, e pela discussão da análise histológica/imunohistoquímica, essencial para o diagnóstico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG57

MANIFESTAÇÕES DE IMAGEM DA SÍNDROME DE VON HIPPEL-LINDAU: UM GUIA ILUSTRADO COM ACHADOS ABDOMINAIS.

MOURÃO, JOÃO LUIZ (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
BORELLA, LUIZ FERNANDO (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
FERNANDES, DANIEL ALVARENGA (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
DUARTE, JULIANA ÁVILA (HOSPITAL DAS CLINICAS DE PORTO ALEGRE - UFRGS)
REIS, FABIANO (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
CASERTA, NELSON MARCIO GOMES (HOSPITAL DAS CLINICAS - UNICAMP)
Síndrome hereditária autossômica dominante que compromete a linha germinativa do gene VHL, gene supressor tumoral, a síndrome de von Hippel-Llindau […]

Síndrome hereditária autossômica dominante que compromete a linha germinativa do gene VHL, gene supressor tumoral, a síndrome de von Hippel-Llindau (VHL) é determinada pela apresentação multissistêmica de tumores benignos e malignos, que envolvem o sistema nervoso central (SNC) e também múltiplos órgãos viscerais. Destes, destacam-se o Carcinoma de Células Renais (CCR), neoplasias Pancreáticas e Feocromocitoma (FEO) por determinarem maior morbimortalidade. Apesar de todo o desenvolvimento da medicina a VHL apresenta uma expectativa média de vida de 49 anos. Os exames de imagem, tomografia computadorizada e ressonância magnética, são imprescindíveis no diagnóstico e no seguimento desses pacientes. Este ensaio iconográfico apresenta imagens características de manifestações abdominais de tumores relacionados à síndrome de von Hippel-Lindau (vHL) que todos radiologistas devem conhecer.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG58

COLANGITE ESCLEROSANTE PÓS COVID-19 – UM RELATO DE CASO

LAHLOU, BRENDA NAJAT BOECHAT (HOSPITAL MADRE TERESA)
SANTOS, BÁRBARA CARDOSO E (HOSPITAL MADRE TERESA)
RIBEIRO, ALEX DE ALMEIDA (HOSPITAL MADRE TERESA)
BRAGA, LUCAS GOMES (HOSPITAL MADRE TERESA)
SILVA, CATHERINE MARIA MAMELUQUE E (HOSPITAL MADRE TERESA)
PEREIRA, BIANCA LARISSA (HOSPITAL MADRE TERESA)
Introdução: A doença do Covid19 pode apresentar complicações respiratórias, cardiovasculares, tromboembólicas, neurológicas, inflamatórias e infecção secundária. Em casos severos da […]

Introdução: A doença do Covid19 pode apresentar complicações respiratórias, cardiovasculares, tromboembólicas, neurológicas, inflamatórias e infecção secundária. Em casos severos da infecção pode ocorrer injúria hepática. Destaca-se a colangite esclerosante secundária, que é uma doença biliar colestática que cursa com inflamação e fibrose condicionando estenoses e destruição da árvore biliar.
Objetivo: Relatar o caso de uma paciente que desenvolveu um quadro de colangite esclerosante após contrair forma crítica da infecção viral pero Covid-19, com ênfase nos achados radiológicos.
Relato do Caso: Paciente do sexo feminino, 75 anos, portadora de hipertensão, diabetes mellitus do tipo II, dislipidemia e hipotireoidismo, com queixa de icterícia, colúria, acolia fecal intermitente, náuseas e vômitos esporádicos há um mês. Tem história de infecção pelo Covid-19 há três meses em que ficou internada por 24 dias com ventilação mecânica por 5 dias e acometimento de 70% do parênquima pulmonar. Apresentava elevação da fosfatase alcalina, bilirrubina direta, GGT, TGP e TGO, e redução da albumina sérica. A colangiorressonância magnética do abdome evidenciou irregularidade difusa das vias biliares intra-hepáticas por segmentos de estenose e dilatação além de bile com sinal heterogêneo, com padrão sugestivo de colangite esclerosante. No exame ultrassonográfico de abdome da paciente realizado há quatro anos não foi identificado alteração de vias biliares. Realizada investigação laboratorial de anticorpos para descartar outras hepatopatias e colangiopatias, com resultados negativos. Dado o contexto clínico, radiológico e laboratorial compatível, associado à história positiva para internação recente por quadro crítico de infecção pelo Covid-19 e pela ausência de outro fator causal, foi considerado como diagnóstico a colangite esclerosante secundária à infecção pelo sars-cov-2.
Discussão: A colangite esclerosante secundária ao covid19 é uma forma de acometimento hepático pouco descrita. O método de imagem de escolha para a investigação é a colangiorressonância magnética, em que é possível identificar irregularidades parietais e múltiplas estenoses difusas na árvore biliar intra ou extra-hepática alternadas por segmentos dilatados, além de falhas de enchimento no interior das vias biliares, relacionadas a barro e cálculos. O diagnóstico também pode ser feito pela colangiopancreatografia retrógrada endoscópica e transhepática percutânea, que são métodos mais invasivos.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG59

COLANGIOPATIA ISQUÊMICA RELACIONADA À COVID-19: ENSAIO ICONOGRÁFICO.

ESPINOZA, JAVIER ALEJANDRO LECCA (HCFMRP-USP)
TORRES, CECÍLIA VIDAL DE SOUZA (HCFMRP-USP)
GOUVEA, GABRIEL DE LION (HCFMRP-USP)
RICCI, VITOR VITA (HCFMRP-USP)
MUGLIA, VALDAIR FRANCISCO (HCFMRP-USP)
JUNIOR, JORGE ELIASA (HCFMRP-USP)
As manifestações digestivas associadas à Covid-19 são mais frequentes do que se acreditava no início da Pandemia. Existem duas explicações […]

As manifestações digestivas associadas à Covid-19 são mais frequentes do que se acreditava no início da Pandemia. Existem duas explicações fisiopatológicas principais para o envolvimento digestivo na infecção pelo Sars-CoV-2: alterações inflamatórias e dano celular determinados pela grande quantidade de receptores de angiotensina II, localizados em alguns órgãos e estruturas abdominais, como é o caso das vias biliares. Há ampla variação dos aspectos de imagem, os quais são determinados pelos mecanismos fisiopatológicos.
O principal objetivo deste trabalho é mostrar os achados de imagem mais comumente observados nos pacientes com colangite em vigência de Covid-19 e no período pós-Covid-19, com enfoque nas alterações em exames de ressonância magnética.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG60

COLANGITE ESCLEROSANTE SECUNDÁRIA EM PACIENTES CRÍTICOS APÓS A INFECÇÃO PELO SARS-COV-2

CAMILO BOLINA, CÉSAR (HOSPITAL MADRE TERESA - BH)
ANDRADE DE SOUZA, THAÍS (HOSPITAL MADRE TERESA - BH)
PARENTONI SANTOS DONNABELLA, FERNANDA (HOSPITAL MADRE TERESA - BH)
PEDRINI PEREIRA, HERMES VINÍCIUS (HOSPITAL MADRE TERESA - BH)
GOMES BRAGA, LUCAS (HOSPITAL MADRE TERESA - BH)
EDUARDO DA SILVA, BÁRBARA (HOSPITAL MADRE TERESA - BH)
Introdução: A COVID-19 é uma doença respiratória aguda causada pelo SARS-CoV-2. Embora o envolvimento pulmonar seja uma das principais causas […]

Introdução: A COVID-19 é uma doença respiratória aguda causada pelo SARS-CoV-2. Embora o envolvimento pulmonar seja uma das principais causas de morbidade e mortalidade, o envolvimento do trato gastrointestinal, fígado e pâncreas também foi demonstrado nesses pacientes. A colangite esclerosante secundária em pacientes críticos após a infecção pelo SARS-CoV-2 é uma nova causa de colangiopatia que está cada vez mais em evidência na prática clínica, visto o contexto de pandemia atual. Descrição: Relato de caso de paciente de 85 anos, masculino, hipertenso e coronariopata, com teste de RT-PCR SARS-CoV-2 positivo no dia 28/12/2020. Foi internado na enfermaria e posteriormente deu entrada a unidade de terapia intensiva, devido a piora da dispneia. Recebeu alta hospitalar 16 dias após a internação e, aproximadamente, após as 2 semanas subsequentes, os exames laboratoriais evidenciaram aumento importante das enzimas hepáticas e canaliculares, bem como elevação da bilirrubina direta. A ressonância magnética do abdome superior e a colangiorressonância evidenciaram moderada dilatação de vias biliares intra-hepáticas, havendo diversas irregularidades dos seus contornos parietais, com diversas áreas de estenose, bem como alteração de sinal periductal. O paciente recebeu o diagnóstico de colangite esclerosante secundária em pacientes críticos após a infecção pelo SARS-CoV-2, sendo realizado tratamento conservador e, atualmente, encontra-se em acompanhamento ambulatorial. Discussão: A colangite esclerosante secundária em pacientes críticos após a infecção pelo SARS-CoV-2 deve ser considerada como diagnóstico diferencial para aqueles pacientes que apresentam colestase persistente, apesar da recuperação clínica de outras falências de órgãos. A principal característica que a diferencia de outros diagnósticos potenciais é que o sistema biliar extra-hepático é normalmente poupado. A ultrassonografia não é o método mais sensível e, portanto, os pacientes precisam de imagens adicionais com Colangiorressonância (MRCP) e/ou Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) como padrão ouro.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG61

ACHADOS DE IMAGEM DO LINFOMA NÃO-HODGKIN PEDIÁTRICO NAS DIFERENTES MODALIDADES DIAGNÓSTICAS: RELATO DE CASO

ABRANTES SARMENTO, LUIZ FELIPE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
FABIANA GUAL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
TAMAKI SAMESHIMA, YOSHINO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ORANGES FILHO, MARCELO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
O linfoma é a terceira doença maligna mais comum na faixa etária pediátrica, constituindo cerca de 10% a 15% de […]

O linfoma é a terceira doença maligna mais comum na faixa etária pediátrica, constituindo cerca de 10% a 15% de todos os cânceres infantis em países desenvolvidos. Surgem das células constituintes do sistema imunológico ou de seus precursores e são consequência de alterações genéticas de células linfáticas.
A análise histológica continua sendo o principal modo de diagnóstico definitivo para um paciente com suspeita linfoma, no entanto, avanços em diagnóstico por imagem, especialmente em métodos axiais e medicina nuclear, tiveram um grande impacto no manejo de pacientes pediátricos, especialmente na avaliação da extensão da doença, prognóstico e planejamento terapêutico.
O linfoma pode se apresentar como Hodgkin ou não Hodgkin, podendo ser unifocal, multifocal, ou difuso, podendo afetar linfonodos isolados ou qualquer órgão sistêmico, e demonstra uma variedade de achados de imagem em quase todos os sítios de acometimento.
Na população pediátrica, existem quatro principais subtipos de linfoma não Hodgkin. O mais comum é o linfoma de Burkitt; seguido pelo linfoma de grandes células B; linfoma linfoblástico e anaplásico de grandes células.
O linfoma não-Hodgkin na pediatria tem uma apresentação clínica mais extranodal do que no adulto, envolvendo principalmente sítios intrabdominais e intratorácicos, podendo inclusive mimetizar abdome agudo, com sintomas semelhantes a apendicite.
A proposta deste relato é demonstrar o caso de uma criança, que compareceu ao serviço de emergência com clínica de vômitos e dor abdominal, apresentando abdome doloroso à palpação em fossa ilíaca direita.
Realizada investigação com ultrassonografia e tomografia computadorizada de abdome, que evidenciou: espessamento parietal intestinal, do íleo terminal e válvula ileocecal, determinando obstrução intestinal à montante, além de linfonodos proeminentes regionais. A avaliação complementar com PET-CT com fluordesoxiglicose, demonstrou hipercaptação do radiofármaco nesses sítios e após colonoscopia com biópsia, foi obtido o diagnóstico de linfoma não Hodgkin de grandes células B.
O objetivo do relato é demonstrar os achados de imagem do linfoma não Hodgkin na infância, através de diferentes métodos diagnósticos, ilustrado através de um caso da nossa instituição, familiarizando o radiologista com esses achados e destacando a importância dos exames de imagem como ferramenta para definir o sítio de acometimento da doença, sua extensão, definição de prognóstico e planejamento terapêutico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG62

ENSAIO PICTÓRICO: REALIDADE AUMENTADA E CONSTRUÇÕES TRIDIMENSIONAIS AVANÇADAS NA AVALIAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES TARDIAS DA CIRURGIA BARIÁTRICA.

NOVILLO, EDGAR ALARCON (HOSPITAL SÃO LUCAS)
DE OLIVEIRA, ROMULO VARELLA (HOSPITAL SÃO LUCAS)
DE BARROS, FERNANDO (HOSPITAL SÃO LUCAS)
SILVA, DANIELA ROBERTA ALVES (HOSPITAL SÃO LUCAS)
DE CASTRO, HELLEN LEITE (HOSPITAL SÃO LUCAS)
MARTINS, PHILIPPE ALCANTARA CONÇALVES (HOSPITAL SÃO LUCAS)
Atualmente, enfrentamos um dos maiores problemas socioeconômicos, capaz de reduzir drasticamente a expectativa de vida: a obesidade. Como tratamento alternativo, […]

Atualmente, enfrentamos um dos maiores problemas socioeconômicos, capaz de reduzir drasticamente a expectativa de vida: a obesidade. Como tratamento alternativo, surgiu a cirurgia bariátrica, promissora, que tem sido alvo de destaque e sendo cada vez mais aplicada no combate deste problema global.
Deste modo, a cirurgia bariátrica, tornou-se um segmento importante na área médica, adentrando as disciplinas não somente cirúrgicas, mas clínicas e até de imagem, permitindo uma abordagem multidisciplinar que vem trazendo ótimas perspectivas no sucesso terapêutico, o que favorece o nosso paciente.
Como todo procedimento cirúrgico existe um risco, e técnicas novas são desenvolvidas constantemente, é de suma importância considerar complicações precoces e tardias específicas oriundas delas. Destas, fístulas, obstrução, trombose venosa e sangramento são as complicações precoces mais preocupantes, pois tendem ser devastadoras se não reconhecidas e tratadas de imediato. Já as complicações tardias, são cada vez mais frequentes com o passar do anos, sendo muitas vezes necessárias cirurgias revisionais desafiadoras. Dentre essas complicações, a perda inadequada de peso e o reganho são as mais frustrantes para os pacientes e equipes multidisciplinares, sendo de difícil manejo devido a sua etiologia multifatorial, principalmente pela exigência de um tratamento contínuo, sob o ponto de vista farmacológico e psicológico.
Neste aspecto os exames de imagem assumem o papel protagonista pela sua essencialidade no diagnóstico das complicações das cirurgias bariátricas, sendo a radiografia contrastada e a tomografia computadorizada (TC) os métodos iniciais de escolha, notadamente nas complicações precoces. Contudo, os métodos citados anteriormente podem ser insuficientes na avaliação de complicações tardias, por isso, as novas tecnologias como reconstruções tridimensionais (3D) avançadas, volumetria gástrica (VG) e realidade aumentada (RA) por TC vem ganhando cada vez mais espaço na literatura, devido à sua capacidade de melhor demonstrar a anatomia cirúrgica, auxiliando no manejo clínico e orientando um eventual cirurgia revisional.
Em nosso centro de referência, desenvolveu-se um protocolo de TC com renderização 3D, VG e RA, que proporciona a avaliação de reganho de peso e outras complicações tardias da cirurgia bariátrica. O objetivo deste ensaio pictórico é demonstrar o protocolo de exame e o seu potencial como método diagnóstico no manejo destes casos.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG63

MICROFÍSTULAS ARTERIOVENOSAS NA ARTÉRIA MESENTÉRICA SUPERIOR: USANDO A TECNOLOGIA A NOSSO FAVOR.

PINHEIRO, DULCE MOURTHÉ STARLING (CLÍNICA VILLAS BOAS)
ALBERNAS, RAISSA PIMENTEL ()
MOURA, LEONARDO OLIVEIRA ()
MUNDIM, TITO LIVIO ()
Este relato de caso tem como objetivos principais revisar a anatomia dos principais vasos abdominais; reforçar a importância do olhar […]

Este relato de caso tem como objetivos principais revisar a anatomia dos principais vasos abdominais; reforçar a importância do olhar atento do radiologista à opacificação dos vasos pelo contraste conforme cada fase – arterial x venosa; e ressaltar a importância da reconstrução em 3D para a melhor visualização de achados que podem passar despercebidos no modo bidimensional. A fístula arteriovenosa mesentérica superior é uma condição rara caracterizada pela conexão anormal entre a artéria mesentérica superior (AMS) e a veia mesentérica superior (VMS). Pode ser congênita ou adquirida (trauma abdominal penetrante ou por causas iatrogênicas, como em cirurgia abdominal) e pode apresentar como sintomas a insuficiência cardíaca congestiva, isquemia intestinal e hipertensão portal (sendo que esta pode cursar com varizes esofágicas e gástricas, com consequente sangramento gastrointestinal). A sua principal causa de morte é o sangramento gastrointestinal. Este caso também busca reforçar a necessidade de, nos estudos com contraste, estarmos atentos a cada tempo de opacificação dos vasos, dos órgãos parenquimatosos – considerando sempre a possibilidade das malformações arteriovenosas - e, se disponível, fazer uso das reconstruções para um olhar tridimensional da anatomia de cada paciente.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG64

REVISITANDO AS SÍNDROMES ABDOMINAIS DE COMPRESSÃO VASCULAR: UM ENSAIO ICONOGRÁFICO

LAGO, MARIANE (LABORATORIO EXAME, REDE DASA- BRASILIA)
FIGUEIREDO, IZABELA (LABORATORIO EXAME, REDE DASA- BRASILIA)
MARTINS, BRUNA (LABORATORIO EXAME, REDE DASA- BRASILIA)
VELOSO, MAYRA (LABORATORIO EXAME, REDE DASA- BRASILIA)
MADUREIRA, MARCOS (LABORATORIO EXAME, REDE DASA- BRASILIA)
RIBEIRO, FABIANO (LABORATORIO EXAME, REDE DASA- BRASILIA)
As síndromes abdominais de compressão vascular compreendem um grupo de distúrbios incomuns, onde as estruturas vasculares podem exercer papel de […]

As síndromes abdominais de compressão vascular compreendem um grupo de distúrbios incomuns, onde as estruturas vasculares podem exercer papel de "comprimido" ou de "compressor", com a compressão de um vaso ocorrendo por estruturas anatômicas ou a compressão dessas estruturas ocorrendo por vasos adjacentes. Frequentemente são um desafio diagnóstico, visto que pacientes apresentam sintomas inespecíficos, configurando aos exames de imagem papel importante neste cenário. É imprescindível, portanto, para o radiologista o reconhecimento dos achados de imagem e a correlação com os dados clínicos para o auxílio no diagnóstico precoce desses distúrbios. O objetivo deste ensaio é revisitar tais achados com casos ilustrativos.
Dentre os principais distúrbios, foram destacados os seguintes. A síndrome do ligamento arqueado mediano envolve a compressão da porção proximal do tronco celíaco por esta estrutura, geralmente relacionada à origem mais cranial do tronco celíaco ou uma posição mais caudal do ligamento. Classicamente, essa compressão aumenta durante a expiração, e outros achados como dilatação pós-estenótica e compensação hemodinâmica com a formação de circulação colateral podem ser encontrados. A síndrome de Nutcracker, também chamada de quebra-nozes, consiste no fenômeno de compressão da veia renal esquerda, sendo subdividida em anterior e posterior. Na síndrome de Nutcracker clássica ou anterior, ​​a artéria mesentérica superior e aorta funcionam como um verdadeiro instrumento de compressão da veia renal esquerda que passa entre estes. Em sua variante posterior, a veia renal possui um trajeto retroaórtico ou circum-aórtico, ocorrendo sua compressão entre a aorta e o corpo vertebral. Em ambas, o aumento da pressão venosa leva ao desenvolvimento de circulação colateral e refluxo para o ramo gonadal esquerdo. A síndrome de Cockett ou May-Thurner consiste na compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita, junto à coluna vertebral, determinando estase venosa crônica no membro inferior esquerdo, que pode se manifestar com trombose da veia ilíaca e/ou femoral esquerdas, bem como também circulação colateral. A estenose de JUP por compressão vascular envolve o cruzamento de vasos na região, como artéria e/ou veia renal próprias, seus ramos e artéria e/ou veia renal acessórias, os quais determinam estreitamento luminal do ureter e dilatação a montante da pelve renal.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG65

TROMBOFLEBITE DA VEIA MESENTÉRICA INFERIOR COMO MANIFESTAÇÃO ABDOMINAL DO SARS COV-19.

LOBO, MIRELLA (CIBAM)
DE AZEVEDO, ADOLPHO (CIBAM)
A trombose da veia mesentérica (TVM) está cada vez mais associada como causa de isquemia mesentérica, de baixa incidência e […]

A trombose da veia mesentérica (TVM) está cada vez mais associada como causa de isquemia mesentérica, de baixa incidência e com quadro clínico inespecífico; para sua confirmação, a angiografia por tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste apresenta grande sensibilidade e especificidade, sendo considerado o método de escolha.Eventos trombóticos é uma anormalidade comum em pacientes com infecção pelo novo coronavírus (COVID-19).Descobertas recentes de uma análise combinada sugeriram que um aumento proeminente nos níveis de dímero D como um preditor de resultados adversos foi persistentemente observado na doença COVID-19, sugerindo a presença de coagulopatia subjacente. Apresentamos um caso de um paciente, do sexo masculino, de 37 anos, que, procurou emergência com quadro de dor abdominal e náuseas, realizou exames laboratoriais e TC de abdome e pelve de urgência, e que obteve contato com a esposa diagnosticada com covid-19 dias antes, a angiotomografia do abdome e pelve apresentou uma tromboflebite de veia mesentérica inferior, e a TC de tórax com focos de opacidades em vidro fosco com morfologia arredondada nos campos pulmonares, consistentes para processo infeccioso viral covid-19. A TVM é pouco comum, porém em vigência da infecção viral pandêmica por Covid-19 como uma causa de eventos trombóticos, pode ocorrer na forma de manifestação abdominal, devendo-se ter um diagnóstico rápido e preciso, a fim de se evitar complicações.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG66

ACHADOS DE IMAGEM NA INGESTÃO DE CORPOS ESTRANHOS ATÍPICOS EM ADULTOS

TEIXEIRA DOMINGOS SILVA, LEONARDO (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
FERNANDO ARRUDA MALLET, LUIZ (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
CAROLINA DA SILVA, CAMILA (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
FILHO MORAIS MOURA, FRANCISCO (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
LÚCIO FRANCO, EDUARDO (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
ANDERSON ARAÚJO BRAZ, FRANCISCO (HOSPITAL REGIONAL DE TAGUATINGA)
A ingesta de corpo estranho (CE) é um evento comum, geralmente sem complicações graves, variando desde sintomas brandos como dor […]

A ingesta de corpo estranho (CE) é um evento comum, geralmente sem complicações graves, variando desde sintomas brandos como dor local e sensação de desconforto até eventos graves como perfuração, obstrução gastrointestinal, peritonite, formação de abscessos, fístulas, intoxicação e hemorragias. Até 30% dos pacientes podem não apresentar sintomas. A ingestão pode ser acidental ou proposital.
O diagnóstico clínico pode ser dificultado nos pacientes com problemas mentais ou que realizam ingestões propositais.
Objetos rombos maiores podem ficar impactados no esôfago ou em áreas de estenose intestinal. Já os objetos pontiagudos podem ficar impactados no esôfago cervical ou em pontos de estreitamento intestinal tais como: arco duodenal, junção duodenojejunal ou íleo terminal.
A maioria dos corpos estranhos ingeridos passam pelo trato gastrointestinal sem complicações e são eliminados por via natural, enquanto a minoria deve ser removida por endoscopia ou cirurgia.
Neste contexto, a avaliação por imagem permite elucidação diagnóstica, localização, caracterização morfológica e identificação de complicações associadas, assumindo papel fundamental na decisão terapêutica.
A variabilidade das características dos objetos ingeridos é um desafio imaginológico e o conhecimento das apresentações nos diversos métodos de imagem é imprescindível para o adequado diagnóstioco. A partir disto, apresenta-se uma série de casos de ingestão de CE por adultos coletados no arquivo do serviço de radiologia de um hospital secundário.
Caso 1: Mulher, 27 anos, apresentando dor no pescoço e sialorreia após ingesta de chave de automóvel.
Caso 2: Jovem do sexo masculino,18 anos, apresentando dor no pescoço, sialorreia, disfagia e rouquidão, após ingerir corpo estranho (papelote de maconha envolto por fita isolante).
Caso 3: Homem 57 anos, com história de dor em hipocôndrio direito há cerca de um mês, associado a febre e leucocitose com desvio à esquerda, devido a abcesso hepático decorrente de perfuração duodenal por espinha de peixe.
Caso 4: Homem, 33 anos, apresentando dor abdominal tipo cólica de forte intensidade após ingesta de preservativo contendo vodca.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG67

DIVERTICULOSE JEJUNAL - UM CASO RARO

ALBERNÁS, RAÍSSA PIMENTEL (CLINICA VILLAS BOAS)
PINHEIRO, DULCE MOURTHÉ STARLING ()
MOURA, LEONARDO OLIVEIRA ()
MUNDIM, TITO LIVIO ()
Os divertículos são conhecidos por ocorrerem em praticamente todas as partes do trato digestivo. São mais comuns no cólon e […]

Os divertículos são conhecidos por ocorrerem em praticamente todas as partes do trato digestivo. São mais comuns no cólon e frequentemente encontrados também no esôfago e duodeno. A diverticulose do segmento jejunal, entretanto, é extremamente rara, o que costuma retardar o diagnóstico, resultando em alta morbimortalidade.A ressecção profilática do divertículo jejunal sintomático é controversa: a idade e o estado do paciente afetarão a indicação deste tratamento. A diverticulose jejunal pode gerar sintomas graves, como: obstrução intestinal, complicações inflamatórias, hemorragia e perfuração dos divertículos. O objetivo deste relato de caso é chamar a atenção para uma patologia rara e suas complicações por meio de lindas imagens radiográficas contrastadas.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG68

DIVERTICULOSE JEJUNAL - UM CASO RARO

ALBERNÁS, RAÍSSA PIMENTEL (CLINICA VILLAS BOAS)
PINHEIRO, DULCE MOURTHÉ STARLING ()
MOURA, LEONARDO OLIVEIRA ()
MUNDIM, TITO LIVIO ()
Os divertículos são conhecidos por ocorrerem em praticamente todas as partes do trato digestivo. São mais comuns no cólon e […]

Os divertículos são conhecidos por ocorrerem em praticamente todas as partes do trato digestivo. São mais comuns no cólon e frequentemente encontrados também no esôfago e duodeno. A diverticulose do segmento jejunal, entretanto, é extremamente rara, o que costuma retardar o diagnóstico, resultando em alta morbimortalidade.A ressecção profilática do divertículo jejunal sintomático é controversa: a idade e o estado do paciente afetarão a indicação deste tratamento. A diverticulose jejunal pode gerar sintomas graves, como: obstrução intestinal, complicações inflamatórias, hemorragia e perfuração dos divertículos. O objetivo deste relato de caso é chamar a atenção para uma patologia rara e suas complicações por meio de lindas imagens radiográficas contrastadas.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG69

DIVERTICULOSE JEJUNAL - UM CASO RARO

ALBERNÁS, RAÍSSA PIMENTEL; (CLINICA VILLAS BOAS)
PINHEIRO, DULCE MOURTHÉ STARLING; ()
MOURA, LEONARDO OLIVEIRA; ()
MUNDIM, TITO LIVIO. ()
Os divertículos são conhecidos por ocorrerem em praticamente todas as partes do trato digestivo. São mais comuns no cólon e […]

Os divertículos são conhecidos por ocorrerem em praticamente todas as partes do trato digestivo. São mais comuns no cólon e frequentemente encontrados também no esôfago e duodeno. A diverticulose do segmento jejunal, entretanto, é extremamente rara, o que costuma retardar o diagnóstico, resultando em alta morbimortalidade.A ressecção profilática do divertículo jejunal sintomático é controversa: a idade e o estado do paciente afetarão a indicação deste tratamento. A diverticulose jejunal pode gerar sintomas graves, como: obstrução intestinal, complicações inflamatórias, hemorragia e perfuração dos divertículos. O objetivo deste relato de caso é chamar a atenção para uma patologia rara e suas complicações por meio de lindas imagens radiográficas contrastadas.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG70

DUPLICAÇÃO DE VEIA CAVA INFERIOR: RELATO DE CASO

ARAUJO PAZ, CRISTIANO RODRIGO (MP DIAGNOSTICOS - LONDRINA PR)
BOBATO DE CARVALHO, GUSTAVO (MP DIAGNOSTICOS - LONDRINA PR)
PRANDO MOURA, DECIO (MP DIAGNOSTICOS - LONDRINA PR)
AMADIO PIAZZA JACOBS, MONICA (MP DIAGNOSTICOS - LONDRINA PR)
MAROSTICA HORTAL, JOÃO PEDRO (MP DIAGNOSTICOS - LONDRINA PR)
NAVARRO, MARIANGELA (HOSPITAL EVANGELICO DE LONDRINA)
Com a evolução dos métodos de imagenologia médica, as variações anatômicas da veia cava inferior tornaram-se mais frequentemente encontradas. Relatamos […]

Com a evolução dos métodos de imagenologia médica, as variações anatômicas da veia cava inferior tornaram-se mais frequentemente encontradas. Relatamos um caso de duplicação de veia cava inferior, com drenagem de veias renais supranumerárias à esquerda e junção das veias cavas duplicadas a nível das lojas renais. As anomalias congênitas da veia cava inferior são raras e muito variáveis, mas apresentam sua importância clínica e cirúrgica, motivo pelo qual segue aqui esse relato.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG71

HEMANGIOPERICITOMA SOLITÁRIO HEPÁTICO - RELATO DE CASO

GRUBER,ANNA C.T. (INSTITUTO HERMES PARDINI)
SILVA, ANA C.F. (INSTITUTO HERMES PARDINI)
COSTA-SILVA,LUCIANA (INSTITUTO HERMES PARDINI)
Introdução: O hemangiopericitoma epitelioide é um raro tumor angiogênico considerado pela Organização Mundial de Saúde como neoplasia maligna. O objetivo […]

Introdução: O hemangiopericitoma epitelioide é um raro tumor angiogênico considerado pela Organização Mundial de Saúde como neoplasia maligna. O objetivo deste trabalho é retratar um caso desafiador e raro de hemangiopericitoma solitário hepático, bem como descrever a importância de sua suspeição através de métodos de imagem, a fim de permitir uma conduta selecionada e curativa para o paciente.
Descrição: Paciente do sexo feminino, 26 anos, assintomática, submetida à ressonância magnética do abdome para definição etiológica de lesão identificada à ultrassonografia. Observou-se a presença de formação nodular no segmento V do fígado, subcapsular, de contornos regulares e bem definidos, caracterizada por hipossinal nas sequências ponderadas em T1, discreto hipersinal algo heterogêneo em T2 e intensa impregnação periférica anelar pelo meio de contraste. Na fase hepatobiliar, não se observou captação pelo ácido gadoxético. O seu aspecto de imagem foi considerado indeterminado, havendo diagnóstico diferencial com colangiocarcinoma. A paciente foi submetida à segmentectomia hepática, com diagnóstico final anatomopatológico.
Discussão: Os hemangiopericitomas hepáticos podem ser solitários ou multifocais. Acometem igualmente homens e mulheres, notadamente na quinta ou sexta décadas de vida. Apresentam um curso clínico variável e prognóstico incerto, com relatos de evolução fatal em semanas e de sobrevida por décadas mesmo na ausência de tratamento direcionado. Suas características morfológicas são intermediárias entre lesões benignas como hemangiomas e malignas como angiosarcomas. Deve-se atentar à possibilidade diante de lesão hepática hipervascular que apresente sinal do “halo”, caracterizado por foco hemorrágico interno e área de edema circunjacente e/ou sinal do “lollipop” representado por ramo vascular penetrando a lesão. O seu padrão de imagem pode ser sugestivo, mas não diagnóstico, sendo necessárias confirmações histológicas e imuno-histoquímicas. O patologista precisa, entretanto, estar atento à possibilidade, tendo em vista que sua apresentação histológica também é variável e pode mimetizar outras lesões.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG72

ANGIOMIOLIPOMA HEPÁTICO: RELATO DE CASO

SILVA, ANA C.F. (INSTITUTO HERMES PARDINI)
GRUBER,ANNA C.T. (INSTITUTO HERMES PARDINI)
COSTA-SILVA, LUCIANA (INSTITUTO HERMES PARDINI)
INTRODUÇÃO: O angiomiolipoma é uma neoplasia mesenquimal incomum, pertencente à família dos PEComas - tumores de células epitelioides perivasculares. Os […]

INTRODUÇÃO: O angiomiolipoma é uma neoplasia mesenquimal incomum, pertencente à família dos PEComas - tumores de células epitelioides perivasculares. Os aspectos imaginológicos são variados e inespecíficos, dificultando sua diferenciação com outros tumores do fígado. O objetivo deste trabalho é relatar um caso desafiador de angiomiolipoma hepático e descrever suas principais características por imagem através de ressonância magnética com uso de de contraste endovenoso hepatoespecífico ( Primovist).
DESCRIÇÃO: Relatamos o caso de uma paciente de 46 anos, sexo feminino, com lesão focal hepática identificada em ultrassonografia do abdome e com RM com meio de contraste paramagnético extracelular inconclusiva. Foi então submetida a ressonância magnética (RM) do abdome com uso de meio de contraste endovenoso hepatoespecífico (Primovist) para avaliação de lesão hepática indeterminada. Ao estudo de RM com administração de agente de contraste intracelular (Primovist), observou-se lesão sólida de contornos regulares e bem definidos, localizada no aspecto posterior do segmento II do fígado, predominantemente exofítica. Tal lesão caracteriza-se por leve hipersinal heterogêneo nas sequências ponderadas em T2 e hipossinal em relação ao parênquima circunjacente nas sequências ponderadas em T1. Exibe padrão de realce hipervascular na fase arterial e hipossinal na fase hepatobiliar. Apresenta, também, áreas internas de conteúdo lipídico, caracterizadas por marcada queda na intensidade de sinal nas sequências T1 “fora de fase” e T1 FS. Não foram identificadas evidências de cicatriz central. A principal hipótese aventada diante dos achados foi de adenoma hepático. Devido às suas grandes dimensões, a paciente foi submetida a ressecção cirúrgica da lesão. A avaliação anatomopatológica revelou tratar-se de um angiomiolipoma.
DISCUSSÃO: O angiomiolipoma é uma neoplasia mesenquimal incomum composta por vasos sanguíneos, músculo liso e tecido gorduroso. Ocorre com maior frequência nas mulheres em idade adulta e as lesões geralmente são identificadas incidentalmente, pois raramente cursam com sintomas. Os diagnósticos diferenciais incluem lesões hepáticas com componente de gordura, incluindo adenoma, carcinoma hepatocelular, lipoma, angiossarcoma e lipossarcoma. Apesar de raro, o angiomiolipoma deve ser aventado entre os diagnósticos diferenciais de nódulos hepáticos com conteúdo de gordura.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG73

COLANGITE ESCLEROSANTE SECUNDÁRIA À INFECÇÃO POR SARS-COV-2

LAGO, MARIANE (REDE EXAME, DASA- BRASILIA)
FIGUEREIDO, IZABELA ()
MARTINS, BRUNA ()
VELOSO, MAYRA ()
Introdução: COVID-19 é uma doença multissistêmica, podendo estar associada a diversas complicações, tais como acometimento hepático e biliar, com manifestações […]

Introdução: COVID-19 é uma doença multissistêmica, podendo estar associada a diversas complicações, tais como acometimento hepático e biliar, com manifestações que variam desde esteatose hepática até colangiopatias, como a colangite esclerosante secundária. Esse relato tem como objetivo principal demonstrar os achados de imagem desta nova entidade, ressaltando a importância do radiologista na contribuição para seu diagnóstico precoce e manejo adequado do paciente.
Descrição: Homem de 45 anos, em investigação de colestase pós-COVID-19, após ser submetido a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica para toalete biliar, mantendo hiperbilirrubinemia. Encaminhado para realizar RM de abdome superior e colangio-RM, onde foi detectado padrão compatível com colangite esclerosante, associado a imagens hepáticas sugestivas de abscessos peribiliares, além de achados adicionais como lama biliar e edema periportal difuso.
Discussão: A colangite esclerosante secundária decorre de uma lesão hepática colestática progressiva em pacientes sem história prévia de doença hepatobiliar. Acredita-se que a fisiopatologia em pacientes com COVID-19 se deva à combinação de isquemia dos ductos biliares e alteração na composição da bile. A colangiopatia isquêmica está associada a diversos mecanismos, como a instabilidade da circulação hemodinâmica destes pacientes, que cursa com queda da pressão arterial, fazendo-se necessário o uso de vasopressores, os quais determinam vasoconstrição da circulação hepatoesplancnica e isquemia relativa. Outro fator predisponente à isquemia são distúrbios na microcirculação, causados pelo aumento da viscosidade sanguínea, hipercoagulabilidade, associada a fatores protrombóticos do vírus, e pelo uso prolongado de ventilação por pressão positiva. O principal fator para diferenciar colangite esclerosante secundária de outras doenças hepatobiliares é a persistência da colestase, apesar da melhora do quadro infeccioso, refletindo o dano celular irreversível. A colangite esclerosante tem alta mortalidade e está associada a diversas complicações, tais como falência renal e rápida progressão para cirrose. Os procedimentos endoscópicos para auxiliar a drenagem biliar, como dilatação por balão e endopróteses, podem trazer melhora no quadro clínico e laboratorial, porém o transplante hepático é o único tratamento definitivo.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG75

MEIOS DE CONTRASTE HEPATOESPECÍFICOS NA AVALIAÇÃO DE LESÕES HEPÁTICAS FOCAIS: AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS ENTRE GD-EOB-DTPA E GD-BOPTA

TEIXEIRA DINIZ, LUCAS (ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA / UNIFESP)
D'IPPOLITO, GIUSEPPE (ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA / UNIFESP)
DE CASTRO VIEIRA VELOSO, JULIA (ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA / UNIFESP)
DUTRA CAVALCANTE, NATALIA (ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA / UNIFESP)
ANGELI BRAGA, FERNANDA (ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA / UNIFESP)
BEKHOR, DANIEL (ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA / UNIFESP)

BEKHOR, DANIEL (ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA / UNIFESP)
(GRUPO FLEURY)
A introdução dos meios de contraste hepatoespecíficos (MDCH) trouxe avanços importantes na avaliação radiológica do fígado por ressonância magnética, sobretudo […]

A introdução dos meios de contraste hepatoespecíficos (MDCH) trouxe avanços importantes na avaliação radiológica do fígado por ressonância magnética, sobretudo no contexto de avaliação de lesões hepáticas focais. No Brasil, foi aprovado inicialmente o uso do ácido gadoxético (Gd-EOB-DTPA/Primovist), há quase uma década. Recentemente, foi autorizado o uso comercial de outro MDCH no país, o gadobenato de dimeglumina (Gd-BOPTA/MultiHance).
Embora ambos sejam contrastes de ação mista, ou seja, extra e intracelular, estes dois agentes hepatoespecíficos possuem propriedades farmacológicas um pouco diferentes. O Gd-BOPTA apresenta uma taxa de excreção hepatobiliar aproximadamente dez vezes menor quando comparado ao Gd-EOB-DTPA, de forma que o tempo necessário para se adquirir a fase hepatobiliar na ressonância magnética com o Gd-BOPTA é significativamente maior, uma característica que pode ser considerada uma desvantagem na prática clínica. Nesse mesmo sentido, a maior taxa de excreção hepatobiliar pelo Gd-EOB-DTPA faz com que a fase hepatobiliar deste agente seja mais vigorosa, com maior realce do parênquima hepático quando comparado ao Gd-BOPTA.
Outro aspecto que merece destaque é o fato da relaxatividade do Gd-BOPTA ser maior, promovendo um maior encurtamento do tempo T1 e por consequência um realce mais vigoroso na fase arterial. Além disso, o fenômeno de dispneia transitória provocando artefatos durante a fase arterial, observado com alguma frequência com o uso do Gd-EOB-DTPA, é significativamente menos comum com o Gd-BOPTA. Tais particularidades são importantes fatores a serem considerados na avaliação de lesões hepáticas focais (LHFs) e que eventualmente podem influenciar na escolha de um determinado MDCH.
No entanto, apesar destas diferenças, as LHFs mais comuns apresentam comportamento de impregnação bastante semelhante nas diversas fases temporais ao se utilizar os dois MDCHs. Por outro lado, algumas peculiaridades devem ser conhecidas, para se evitar interpretações equivocadas.
Este ensaio pictórico aborda as diferenças e semelhanças entre esses dois agentes hepatoespecíficos, descrevendo princípios técnicos, vantagens e limitações de cada um e os aspectos radiológicos das principais LHFs avaliadas por ressonância magnética.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG76

ASPECTOS DE IMAGEM DA JUNÇÃO BILIOPANCREÁTICA ANÔMALA – A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO

SILVA ANDRADE AMARAL, CASSIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VOLPATO, RICHARD (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
MONICO SALGADO, EDMEA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
MELO DUTRA, ISABELA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
A anomalia de junção biliopancreática é uma malformação congênita onde o ducto pancreático e o biliar se une fora da […]

A anomalia de junção biliopancreática é uma malformação congênita onde o ducto pancreático e o biliar se une fora da parede duodenal formando um canal comum medindo normalmente mais de 15 milímetros. Ocorre mais frequentemente na Ásia e em países orientais, predominando no sexo feminino na proporção de três mulheres para cada homem. Essa alteração pode ser dividida em dois grupos, um com e outro sem a presença de dilatação das vias biliares, sendo este último de diagnóstico mais tardio devido à sutileza dos achados de imagem. Além disso, pode ser classificada no tipo A onde há estenose do colédoco no segmento proximal a junção com dilatação das vias biliares a montante, tipo B onde não há estenose do colédoco e a união com o canal comum ocorre de forma tênue, tipo C onde o canal comum se encontra dilatado e por ultimo o tipo D onde há junção complexa associada a outras malformações como, por exemplo, o pâncreas anular.
O caso clínico em questão se refere a uma paciente do sexo feminino, 42 anos, com queixa de dor em região epigástrica e hipocôndrio direito de longa data com piora nos últimos dias associado a náuseas, vômitos, colúria e acolia fecal, sem perda de peso. Realizado colangiorressonância onde foi evidenciada junção biliopancreática fora da parede duodenal formando um canal comum medindo cerca de 20 milímetros associada à estenose do colédoco no segmento proximal a junção com consequentes dilatações das vias biliares intra-hepáticas alternadas com áreas de estreitamento focal.
A identificação dessa malformação se faz necessária uma vez que pode evoluir para pancreatite, formação de cálculos biliares, colangite, carcinoma da via biliar, dentre outras coisas. Esse trabalho tem como objetivo o reconhecimento da junção biliopancreática anômala, no nosso caso do tipo A, evidenciando os achados de imagem na colangiorressonância buscando minimizar eventuais complicações.

TRABALHO ORIGINAL

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG77

PADRÕES TOMOGRÁFICOS SUGESTIVOS DE NEOPLASIA APENDICULAR PRIMÁRIA.

KAKUDATE, RAFAEL. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
RICARDO GRANZOTTO, FELIPE. (HOSPITAL DAS CLÍNICAS LUZIA DE PINHO MELO - HCLPM)
CAMPOS ARENARI, LAIS. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
MAURÍCIO CANAVEZI INDIANI, JOAO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
FONTALVO MARTIN, MARCELO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
SOUTO NACIF, MARCELO. (UNIDADE DE RADIOLOGIA CLÍNICA - URC)
Este estudo tem como objetivo identificar retrospectivamente os padrões tomográficos mais prevalentes em pacientes portadores de neoplasia apendicular primária submetidos […]

Este estudo tem como objetivo identificar retrospectivamente os padrões tomográficos mais prevalentes em pacientes portadores de neoplasia apendicular primária submetidos à apendicectomias de urgência, visando estabelecer padrões diagnósticos preditivos de malignidade para orientação da equipe cirúrgica, buscando otimizar os índices de ressecções oncologicamente corretas.
Foram analisados trezentos casos de pacientes submetidos a apendicectomias de urgência, no período entre 01/01/2020 a 10/05/2021, com posterior análise anatomopatológica e comparação com estudo retrospectivo através de exames de Tomografia Computadorizada. Foram confirmados cinco casos de malignidade, sendo duas neoplasias mucinosas de baixo grau, duas neoplasias mucinosas de alto grau e um caso de carcinoma neuroendócrino de grandes células. A neoplasia apendicular primária fora anatomopatologicamente confirmada em 0,01% das apendicectomias de urgência realizadas em nosso serviço no determinado período, com 80% dos casos relacionados a pacientes com idade compreendida entre 50 e 62 anos. A avaliação dos exames de Tomografia Computadorizada de entrada destes pacientes evidenciou alterações peculiares. O diâmetro apendicular ântero-posterior, por exemplo, foi igual ou superior a 1,6 cm nos cinco casos, servindo como importante sinal de alerta. Em três casos, encontrou-se formação de coleção associada, representando lago de depósito de mucina na cavidade, um deles com formação de pseudomixoma. Em um dos casos, notou-se presente linfonodo de grandes dimensões na região pericecal, com nódulos com densidade de partes moles esparsos pela cavidade e nódulos hepáticos associados, representando carcinomatose peritoneal e metástases hepáticas. Através deste estudo, pôde-se notar comprometimento extra-apendicular em três casos, havendo necessidade de cirurgias complementares, sendo duas colectomias direitas e uma enterectomia. O diâmetro apendicular ântero-posterior igual ou superior a 1,6 cm é importante fator preditivo de malignidade. Outros achados, como a presença de coleções e/ou nódulos com densidade de partes moles na cavidade peritoneal, bem como nódulos hepáticos, também devem servir como sinais de alerta quanto a possíveis complicações. A suspeita pré-operatória das neoplasias apendiculares é um pilar fundamental na adequação da técnica cirúrgica, sendo o principal fator prognóstico relacionado a este tipo de neoplasia.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG78

RECONHECENDO O ÍLEO BILIAR NOS DIFERENTES MÉTODOS DE IMAGEM: ENSAIO ICONOGRÁFICO

NASCIMENTO, MARCUS VINICIUS BIRELLI (PUC CAMPINAS)
SALVIANO, JULIANA BITTENCOURT CRUZ (PUC CAMPINAS)
LEAL, CINTIA MARIA BORGES (PUC CAMPINAS)
OLIVEIRA, LUCAS DELGADO DE (PUC CAMPINAS)
TEIXEIRA, GUILHERME ZUPO (PUC CAMPINAS)
MARTINS, EDUARDO ALVES FERREIRA (PUC CAMPINAS)
Introdução Íleo biliar é uma complicação rara da colecistolitíase. Em vigência do processo inflamatório da colecistite aguda calculosa, a mucosa […]

Introdução Íleo biliar é uma complicação rara da colecistolitíase. Em vigência do processo inflamatório da colecistite aguda calculosa, a mucosa biliar em contato com alça de delgado pode apresentar isquemia e, consequentemente, necrose, formando uma fístula entre a vesícula biliar e o intestino delgado, mais frequentemente com duodeno (fístula colecistoentérica). A migração do cálculo biliar para a luz intestinal pode causar uma obstrução mecânica, especialmente quando os cálculos são maiores que 2-3cm. O local mais comum de impactação dos cálculos é o íleo distal, próximo a válvula ileocecal, seguido pelo íleo proximal e jejuno. Quando a impactação do cálculo biliar acontece no piloro ou duodeno proximal podemos nos referir como síndrome de Bouveret. Há maior prevalência em mulheres e em idosos, representando 1 a 4% das causas de obstrução intestinal mecânica e com mortalidade estimada em 12 a 27%. Objetivo Descrever os principais achados de imagem em radiografia, ultrassom (USG) e nos métodos seccionais, como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RNM), além de fazer correlação cirúrgica. A importância da interpretação clínica, do conhecimento da doença e o reconhecimento dos achados de imagens são fundamentais para o tratamento específico e para um bom prognóstico com redução da morbimortalidade.Descrição do material apresentado A demonstração nos exames de imagens deve-se aos seguintes achados: 1.Conteúdo gasoso nas vias biliares (pneumobilia). A vesícula biliar repleta de gás é facilmente identificada na TC e tem avaliação limitada no USG e RNM. 2.Distensão de alças de delgado com nível hidroaéreo e afilamento abrupto do calibre, na maioria das vezes no quadrante inferior do abdome, inferindo padrão de oclusão intestinal. 3.Cálculo biliar ectópico, mais comumente localizado na fossa ilíaca direita. Identificado como imagem cálcica na radiografia e na TC intraluminal no ponto de obstrução intestinal. 4.As fístulas colecistoentéricas são melhores e mais facilmente caracterizadas na RNM. Na TC são presumidas pelo conjunto dos achados descritos e pela ausência de clivagem entre a vesícula e o respectivo segmento de delgado que estarão envolvidos pelo processo inflamatório. 5.Aerobilia, obstrução intestinal e cálculo biliar ectópico formam a tríade de Rigler. Palavras-Chave íleo biliar, pneumobilia, fístulas colecistoentéricas, cálculo biliar ectópico, Síndrome de Bouveret

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG79

UM RELATO DE CASO: LEIOMIOSSARCOMA DA VEIA CAVA INFERIOR

FERREIRA GOMES DA SILVA, MARÍLIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO)
FUJINO, EMI ()
Paciente do sexo feminino, 51 anos, referindo dor abdominal em andar superior, esporádica, de moderada intensidade, com cerca de 6 […]

Paciente do sexo feminino, 51 anos, referindo dor abdominal em andar superior, esporádica, de moderada intensidade, com cerca de 6 meses de evolução, negando outras queixas. Apresentava de antecedentes pessoais, hipertensão arterial, HIV positivo em uso regular de TARV com carga viral indetectável, sem alterações laboratoriais pertinentes durante a admissão ou internação hospitalar. Foram realizados exames de tomografia computadorizada e, em sequência, estudo de ressonância magnética do abdome e da pelve que evidenciaram uma massa sólida no espaço perirrenal direito, em íntimo contato com a VCI deste lado, inclusive apresentando componente sólido endoluminal.
A paciente foi submetida à ressecção cirúrgica da massa no espaço perirrenal direito em maio de 2021 com cavectomia e nefrectomia total direita, com implantação de enxerto da veia cava. A avaliação histopatológica da peça ressecada evidenciou uma lesão unifocal compatível com leiomiossarcoma da veia cava inferior, de alto grau histológico e padrão de crescimento expansivo. Atualmente, a paciente encontra-se com boa evolução em seguimento ambulatorial, sem evidência de metástases e com enxerto da veia cava inferior apresentando boa perviedade no exame ultrassonográfico de controle.
O leiomiossarcoma da veia cava inferior é uma neoplasia mesenquimal fusocelular originária das células musculares lisas. É o tumor primário da VCI mais comum e o segundo mais comum do retroperitônio em adultos, cujos sintomas clínicos geralmente são inespecíficos e dependem do segmento no qual o tumor se encontra, assim como do seu aspecto endoluminal ou extraluminal. Consiste em uma neoplasia rara com menos de 300 casos documentados na literatura até o ano de 2015.
Assim como no caso aqui descrito, o leiomiossarcoma da VCI tem predileção pelo sexo feminino, com idade entre 50-60 anos e apresenta-se normalmente no segmento médio da VCI, entre as veias hepáticas e as veias renais, em cerca de 42% dos casos. Cerca de 40% dos pacientes que sobrevivem evoluem com lesões metastáticas ao longo da vida, sendo padrão de disseminação hemática para fígado, pulmão, cérebro e retroperitônio, o mais comum. O prognóstico para estes pacientes está diretamente relacionado à qualidade da abordagem cirúrgica, sendo estimada uma sobrevida de 17% em 10 anos.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG80

AVALIAÇÃO POR ENTERORRESSONÂNCIA NA DOENÇA DE CROHN: REVISÃO DAS RECOMENDAÇÕES DE CONSENSOS E DIRETRIZES ATUAIS

LIMA, ELISSANDRA MELO (GRUPO FLEURY RJ)
DELGADO, ANNA RAQUEL TEMOTEO (GRUPO FLEURY RJ)
DUTRA, ANNA LUIZA BENTO (GRUPO FLEURY RJ)
STERN, JOÃO JABBUR (GRUPO FLEURY RJ)
AMORIM, VIVIANE BRANDÃO (GRUPO FLEURY RJ)
PARENTE, DANIELLA BRAZ (GRUPO FLEURY RJ)
INTRODUÇÃO: A doença de Crohn é uma doença crônica e incapacitante que com o tempo pode causar danos irreversíveis ao […]

INTRODUÇÃO:
A doença de Crohn é uma doença crônica e incapacitante que com o tempo pode causar danos irreversíveis ao intestino. Seu tratamento é baseado na colaboração multidiciplinar entre diferentes especialidades, incluindo a do radiologista que auxilia na identificação, extensão, complicações e resposta ao tratamento, sendo fundamental no manejo da doença. A enterorressonância é valiosa no acompanhamento da doença auxiliando na identificação de possíveis danos, permitindo abordagem terapêutica dirigida que potencialmente pode alterar o curso da doença de Crohn.
OBJETIVOS:
- Sintetizar e ilustrar os achados de imagem da doença de Crohn na enterorressonância.
- Revisar as principais recomendações atuais no diagnóstico e avaliação de resposta na doença de Crohn.
- Discutir as principais opções terapêuticas e o papel da radiologia no manejo clínico e cirúrgico.
MÉTODO:
Após revisão dos casos de doença de Crohn do nosso arquivo digital, foram selecionados os mais didáticos para ilustrar este ensaio iconográfico. Realizamos uma revisão dos principais consensos e diretrizes, sintetizando as principais recomendações de nomenclatura, achados de imagem e manejo terapêutico. Resumimos em um guia prático para identificar achados radiológicos e respectivas propostas terapêuticas.
CONCLUSÃO:
A enterorressonância desempenha um importante papel na avaliação das manifestações luminais, transmurais e extra-intestinais da doença de Crohn, como grau de atividade da doença, presença de patologia luminal e manifestações extra-intestinais, auxiliando na otimização do tratamento.

RELATO DE CASO

MEDICINA INTERNA/GASTROINTESTINAL

MG81

LINFOMA DE BURKITT DE APÊNDICE CECAL EM ADULTO COM QUADRO DE APENDICITE AGUDA SUPURATIVA: RELATO DE CASO

FAGUNDES, MARÍLIA (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
BORDINI, LUIS HENRIQUE (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
AMARAL, RAFAEL (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
JANUARIO, RAPHAELLA (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
MARTINS, EDUARDO (HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)
Neoplasias de apêndice cecal são raras, encontradas em cerca de 1% das apendicectomias, sendo mais raramente linfomas. Os linfomas apendiculares […]

Neoplasias de apêndice cecal são raras, encontradas em cerca de 1% das apendicectomias, sendo mais raramente linfomas. Os linfomas apendiculares são não-Hodgkin, como Burkitt, que é uma neoplasia de células B altamente agressiva, incomum em adultos, manifestando-se geralmente como abdome agudo secundário ao crescimento rápido com efeito de massa ou envolvimento intestinal direto. A maioria apresenta-se como apendicite aguda, levando a exames de imagem ou intervenção cirúrgica.
Paciente masculino, 23 anos, com dor epigástrica há 15 dias, irradiada para fossa ilíaca direita (FID) e associada a náuseas e vômitos. Ao exame físico, apresentava dor à palpação de FID, com Blumberg positivo. Tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve mostrou acentuado aumento do calibre do apêndice cecal associado à massa mal delimitada, infiltrando a parede posterolateral apendicular e planos adiposos adjacentes, além de pequeno líquido livre na pelve e linfonodomegalia no mesocólon próximo ao ceco. Paciente foi encaminhado à apendicectomia e anatomopatológico resultou em proliferação linfoide atípica, associada à apendicite aguda supurativa. Imunohistoquímica positivou para CD10 e BCL-6, com índice proliferativo de 90%, sugerindo Linfoma de Burkitt. PET-CT em controle pós-operatório de 20 dias indicou rápida progressão da doença, com conglomerado linfonodal infiltrativo e aumento de metabolismo em FID e cadeias abdominais e axilar à direita.
No linfoma apendicular primário, o apêndice pode estar muito aumentado, produzindo espessamento mural difuso, mas preservando aparência vermiforme. A dilatação aneurismática do lúmen é característica, mas nem sempre presente. Linfadenopatia regional e envolvimento intestinal podem ser vistos.
A TC fornece avaliação do estágio da doença. Embora não existam características clássicas de imagem, o aumento do apêndice além de 15 mm de diâmetro e dos linfonodos deve ser visto como suspeita de malignidade primária. A imagem também desempenha um papel importante na detecção de complicações. O borramento da gordura periapendicular pode representar inflamação sobreposta, como apendicite aguda propriamente, ou mesmo extensão linfomatosa direta.
O PET-CT fornece informações importantes para o estadiamento da doença, demonstrando captação intensa anormal na região apendicular e em cadeias linfonodais locorregionais ou à distância.
Se tumor localizado, o tratamento é cirúrgico, com radioterapia e quimioterapia opcionais baseadas no estadiamento.

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