Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
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TRABALHO ORIGINAL

MAMA

MA01

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE A DENSIDADE MAMÁRIA E A DISTÂNCIA DA LESÃO - MAMILO NA MAMOGRAFIA E NA ULTRASSONOGRAFIA

FERREIRA MAIA, DANILO (SANTA CASA / FELICIO ROCHO)
VIANNA CANÇADO, ADRIANA ()
PEREZ MACHADO, CARLA ()
O objetivo deste estudo é comparar a densidade mamária com a distância (em centímetros - cm) da lesão – mamilo […]

O objetivo deste estudo é comparar a densidade mamária com a distância (em centímetros - cm) da lesão – mamilo nos exames ultrassonográficos e nas incidências mamográficas craniocaudal (CC) e mediolateral oblíquo (OBL), através da média das distâncias nas incidências assim como em cada uma das incidências separadamente. Foram selecionados 145 pacientes com 185 lesões mamárias, vistas tanto na mamografia (MMG) quanto na ultrassonografia (US), e as variáveis comparadas foram: idade; história prévia de cirurgia mamária; localização da lesão; profundidade da lesão; diâmetro máximo da lesão na US e MMG; composição mamográfica da mama; distância lesão - mamilo (cm) no US e MMG (CC e MLO) e categoria de lesão. Métodos de estatística descritiva foram aplicados para a avaliação de dados quantitativos e qualitativos e foi considerado estatisticamente significativo p < 0,05. Foram selecionadas 145 pacientes do sexo feminino, entre 35 a 87 anos. Houve uma variação estatisticamente significante na distância lesão - mamilo entre US e MMG, utilizando uma distância média entre as incidências CC e MLO, de aproximadamente 2,0 cm a mais na MMG, com desvio padrão de 1,3 cm (p<0,0001). A distância média lesão - mamilo no US foi de 4,3 cm e 6,6 cm na MMG, em ambas as incidências. Observou-se ainda diferenças significativas no tamanho da lesão entre os métodos (p<0,0001), além de maior variação na distância lesão - mamilo entre US e MMG quando a lesão se encontrava na região posterior da mama (p=0,012). Não houve diferença estatisticamente significativa quando comparamos a densidade mamária com as distâncias, provavelmente pelo número menor de pacientes obtido diante da pandemia. A correlação precisa de uma lesão identificada à MMG na US, é essencial para um diagnóstico correto e intervenção terapêutica adequada. O estudo mostrou que a distância entre a lesão e o mamilo na MMG é aproximadamente 2,0 ± 1,3 cm maior que no US.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA02

MICROCALCIFICAÇÕES SUSPEITAS À MAMOGRAFIA: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ROSSANY SOARES COSTA, LUMA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
KALUPNIEK, SERGEI (HOSPITAL DE BASE DO DF)
KARINA DE ATAÍDE FEITOSA, ANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
DE FREITAS RODRIGUES, FLÁVIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introdução: A mamografia é um exame utilizado para o rastreamento e diagnóstico precoce de neoplasias da mama, as quais muito […]

Introdução: A mamografia é um exame utilizado para o rastreamento e diagnóstico precoce de neoplasias da mama, as quais muito frequentemente podem se manifestar por agrupamentos suspeitos de microcalcificações. Os diferentes tipos de calcificações, sejam elas benignas ou malignas, resultam da deposição de oxalato de cálcio e fosfato de cálcio no tecido mamário, determinando a formação de estruturas radiopacas que se destacam à mamografia. A morfologia e a distribuição dessas calcificações são as principais características de imagem que determinam sua benignidade ou malignidade, de maneira que se considera agrupamentos de cinco ou mais micropartículas como relevantes para o acompanhamento ou seguimento com análise histopatológica. Em relação à morfologia suspeita, microcalcificações podem assumir característica puntiforme, amorfa, heterogênea, pleomórfica fina, linear fina ou linear fina ramificada, enquanto o padrão de distribuição suspeita pode ser regional, segmentar, linear ou agrupada. A avaliação detalhista do exame mamográfico é essencial para a identificação e caracterização correta dessas alterações, para que o diagnóstico precoce e seguimento correto sejam estabelecidos. A mamografia conta com a possibilidade da realização de incidências adicionais para melhor avaliação das microcalcificações, como a magnificação, que amplia a imagem e permite melhor análise de sua morfologia, assim como facilita a comparação do achado em relação a outros exames realizados em outras datas, de modo a fornecer um parâmetro evolutivo em relação ao aumento do número de partículas ou alteração morfológica, por exemplo. Descrição: O presente estudo objetiva demonstrar a apresentação das microcalcificações suspeitas no exame mamográfico, ressaltando características morfológicas e distributivas cuja identificação, na prática do radiologista, é essencial para a indicação correta de seguimento ou biópsia direcionada, assim como a orientação precoce da terapêutica adequada para uma potencial lesão maligna da mama.

TRABALHO ORIGINAL

MAMA

MA03

AVALIAÇÃO DE LINFONODOS AXILARES NA ULTRASSONOGRAFIA MAMÁRIA

TRINDADE PACHECO, MORGANA (MEDISCAN)
DIDOMENICO SEITENFUS, BIANCA CRISTINA (MASTOLOGIA DA IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PORTO ALEGRE)
MISSIAGGIA FRIGHETTO, ALINE (MASTOLOGIA DO HOSPITAL ERNESTO DORNELLES)
Introdução: A ultrassonografia tem apresentado cada vez mais relevância como método diagnóstico de lesões de mama, particularmente quando se trata […]

Introdução:
A ultrassonografia tem apresentado cada vez mais relevância como método diagnóstico de lesões de mama, particularmente quando se trata da detecção do câncer de mama, como estudo complementar à mamografia.
As regiões axilares devem ser avaliadas junto com a mama, para a análise de linfonodos alterados favorecendo a determinação de quais pacientes apresentam linfonodos acometidos por metástases de carcinoma de mama, e que devem realizar quimioterapia neoadjuvante, esvaziamento axilar ou pesquisa de linfonodo sentinela.
Objetivos:
Neste estudo foi realizada uma revisão da literatura sobre diagnóstico ultrassonográfico axilar de linfonodos atípicos, visando a correlação de achados ultrassonográficos e patológicos, para demonstrar a efetividade do método ultrassonográfico em definir com melhor acurácia o estadiamento axilar pé-cirúrgico.
Casuística e Métodos:
Na ultrassonografia axilar o linfonodo alterado foi suspeitado quando tinha uma das seguintes alterações, por ordem de relevância: cortical com espessura maior que 0,3cm; perda do hilo gorduroso; forma arredondada ou irregular; alteração ao estudo Doppler com vascularização de predomínio cortical. O Estudo foi observacional, retrospectivo, com coleta de dados de exames ultrassonográficos realizados em pacientes com linfonodos alterados na ultrassonografia axilar, com diagnóstico comprovado de câncer de mama e correlação com resultados anatomopatológicos cirúrgicos.
Foram coletados retrospectivamente os dados de 1301 casos biopsiados com lesões de mama, BI-RADS 4 e 5 desde maio de 2016 até junho de 2021. Destes casos, 519 casos foram positivos para Carcinoma e foram para cirurgia. Obtivemos o resultado de anatomopatológico cirúrgico de 140 casos que foram submetidas a cirurgia com exérese de linfonodo, evitando a coleta de dados através de biopsia por fragmentos ou PAAF, contornando os falsos negativos por este método.
Foram então correlacionados os achados da ultrassonografia e avaliação anatomopatológica da biópsia operatória final axilar.
Foram excluídas paciente que submetidas a quimioterapia neoadjuvante ou que não tivemos acessos aos resultados definitivos.
Na presença de linfonodo positivo na ultrassonografia e na cirurgia, foram avaliados VPP e na presença de discordantes o VPN.
Conclusão:
Obtivemos o resultado concordante em 128 casos e discordantes em 12, demonstrando a efetividade da avaliação da cadeia axilar pelo método de ultrassonografia

RELATO DE CASO

MAMA

MA04

CARCINOMA LOBULAR INVASIVO PLEOMÓRFICO

SANCHEZ, C. R. (CLÍNICA VILLAS BOAS)
BATISTA, D. G. A. (CLÍNICA VILLAS BOAS)
MOURA, L. O. (CLÍNICA VILLAS BOAS)
ARAUJO, R. F. (CLINICA VILLAS BOAS)
ROSA, A. B. B. (CLINICA VILLAS BOAS)
MUNDIM, T. L. (CLINICA VILLAS BOAS)
Paciente do sexo feminino, 70 anos, referiu nódulo palpável de crescimento rápido na mama esquerda. G2 P2 A0. Menopausa aos […]

Paciente do sexo feminino, 70 anos, referiu nódulo palpável de crescimento rápido na mama esquerda. G2 P2 A0. Menopausa aos 51 anos, em uso contínuo de terapia de reposição hormonal (estradiol) desde então. Nega câncer de mama e ovário na família. A mamografia e o ultrassom de mama realizados 4 meses antes não evidenciaram lesões suspeitas. Ao exame físico, apresenta nódulo móvel no quadrante superior da mama esquerda, medindo 3,0 x 3,5 cm. A variante pleomórfica do carcinoma lobular invasivo (CLI), representa menos de 1% de todos os carcinomas mamários e não mais que 10% dos CLIs. É, portanto, raro. Contudo, sua incidência vem aumentando e tem provável relação com o vasto uso de contracetivos hormonais e terapia de reposição hormonal. Possui comportamento clínico mais agressivo, com maior propensão a invadir o sistema linfático e vascular da mama, além de linfonodos axilares. Metástases à distância no momento do diagnóstico podem ser observadas. Apresenta predomínio de acometimento em mulheres na pós-menopausa. No presente caso, a rápida evolução clínica e as características suspeitas observadas nos métodos de imagem, como o aspecto infiltrativo com lesões satélites e áreas hipoecóicas de limites imprecisos com sombra acústica posterior direcionaram o raciocínio diagnóstico para carcinomas invasivos. Sua variedade de apresentação, podendo até ser mamograficamente ocultos em mamas densas como neste caso, tornam o diagnóstico desafiador. A faixa etária da paciente e o uso crônico de terapia de reposição hormonal favorecem a hipótese de carcinoma lobular. Adicionalmente, a RM mostrou-se particularmente útil na detecção das lesões satélites. Contudo, o estudo anatomopatológico é imperativo em lesões com estas características. A análise histológica evidenciou carcinoma lobular invasivo, variante pleomórfico, moderadamente diferenciado. A imuno-histoquímica mostrou receptor de estrógeno-positivo (80%), receptor de progesterona-positivo (20%). A terapia de reposição hormonal foi interrompida. No período entre biópsia e consulta na oncologia, a lesão tumoral apresentou crescimento expressivo. Diante da apresentação clínica de tumor localmente avançado sendo, então, T3N1M0, foi indicado tratamento quimioterápico neo-adjuvante. A paciente encontra-se no 3º ciclo de paclitaxel, em ótimo estado geral.

RELATO DE CASO

MAMA

MA05

LINFOMA PRIMÁRIO DA MAMA

CAMPOS, ANNA LUIZA LINO (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
ALVARENGA, IGOR CAMILO EISEMBERG (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
PEREIRA, IZABELA MACHADO FLORES (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
CAMPOS, ADRIENE MORAES (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
OLIVEIRA, MARIANA DE PAIVA (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
Introdução: o caso relatado e as publicações levantadas trazem à luz a discussão de uma doença rara na mama que […]

Introdução: o caso relatado e as publicações levantadas trazem à luz a discussão de uma doença rara na mama que é o linfoma primário.
Objetivo: relatar o caso de uma paciente de 59 anos com massa palpável na mama esquerda e ilustrar os principais métodos de diagnóstico por imagem na investigação e no estadiamento do linfoma primário da mama.
Métodos: as informações foram obtidas por meio da análise de prontuário, reuniões clínicas entre as equipes médicas, registro fotográfico dos métodos diagnósticos aos qual o paciente foi submetido, além de revisão da literatura.
Resultados: linfomas são um grupo heterogêneo de câncer derivados das células do sistema imunológico, acometendo principalmente linfonodos. Quando acomete outros locais é chamado de linfoma extranodal. Dentro das doenças malignas da mama representa menos de 1% e normalmente são do tipo não-Hodgkin, podendo ter graus variados de agressividade. No caso relatado, a paciente refere um nódulo palpável na mama esquerda há três semanas que ao ser examinado por um especialista foi descrito como endurecido, fixo e indolor. O médico assistente solicitou a realização da mamografia para investigação inicial e a lesão foi classificada na categoria 4 BI-RADS. Além disso, realizou ressonância magnética que descreveu lesão única, redonda, com realce heterogêneo pelo contraste, cinética do contraste com curva do tipo III (wash out), restrição a difusão com mapa ACD e hipersinal na difusão com valor de B de 750. Em seguida, foi submetida à biópsia de fragmento guiado por ultrassonografia. O anatomopatológico foi sugestivo de neoplasia maligna indiferenciada e a imunohistoquímica concluiu o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin difuso de grandes células B. O PET TC é método padrão ouro para estadiamento e confirmou apenas uma lesão acentuadamente hipermetabólica na mama esquerda. Após um ano do tratamento com quimioterapia, foi realizado um novo PET e houve resposta metabólica completa da doença.
Conclusões: não há um padrão específico clínico ou radiológico para o diagnóstico de linfoma primário da mama. Exames como a mamografia e o PET tem papel fundamental, porém o diagnóstico final será pela avaliação anatomopatológica e imunohistoquimica. Mesmo sendo uma lesão rara, na maioria dos casos apresenta bom prognóstico e tratamento não invasivo.

TRABALHO ORIGINAL

MAMA

MA06

REDUÇÃO DOS CASOS DE CÂNCER DE MAMA DETECTADOS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 NO BRASIL: AUDITORIA DE UM SERVIÇO DE RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO

NEGRAO, ERIKA MARINA SOLLA (HOSPITAL DE CÂNCER DE BARRETOS, CAMPINAS, SP, BRASIL)
CONZ, LIVIA (HOSPITAL DE CÂNCER DE BARRETOS, CAMPINAS, SP, BRASIL)
CABELLO, CESAR (UNICAMP, CAMPINAS, SP, BRASIL)
MAUAD, EDMUNDO CARVALHO (HOSPITAL DE CÂNCER DE BARRETOS, BARRETOS, SP, BRASIL)
ZEFERINO, LUIZ CARLOS (UNICAMP, CAMPINAS, SP, BRASIL)
VALE, DIAMA BHADRA (UNICAMP, CAMPINAS, SP, BRASIL)
Introdução: Estudo teve como objetivo realizar auditoria em um serviço de rastreamento e diagnóstico de câncer de mama em Campinas, […]

Introdução: Estudo teve como objetivo realizar auditoria em um serviço de rastreamento e diagnóstico de câncer de mama em Campinas, Brasil, antes e durante o período da pandemia de COVID-19
Métodos: Estudo de corte transversal de avaliação de indicadores de um serviço de rastreamento da cidade de Campinas, em comparação com os parâmetros estabelecidos pelo Breast Cancer Surveillance Consortium (BCSC). Foram considerados dois períodos para análise: março a outubro de 2019, período pré-COVID, e março a outubro de 2020, período COVID. O serviço é o principal resposável pelo diagnóstico de câncer de mama no SUS da cidade. Todas as mulheres que realizaram mamografia nos períodos foram incluídas. Os indicadores foram comparados entre os períodos e com a referência. Utilizou-se o teste de hipótese para proporções e o teste de Mann-Whitney.
Resultados: Na pandemia as mamografias de rastreamento e diagnóstico diminuíram 76,6% e 25,7%, respectivamente. Os casos detectados reduziram de 115 para 59 (49,7%). Sobre o desempenho das mamografias de rastreamento em comparação com a referência, as taxas de detecção foram significativamente menores no período pré-COVID (3,8/1, p=0,033). As proporções de cânceres detectados nos estágios 0/1 em ambos os períodos foram próximas ao recomendado (79,0% pré-COVID e 90,9% COVID, ambos p< 0,05). A proporção de detecção de cânceres mínimos no pré-COVID foi baixa (26,4%, p=0,019). A proporção de casos linfonodo negativo foi alta no pré-COVID (96,4%, p=0,026). Sobre o desempenho das mamografias diagnósticas em relação a referência, as taxas de detecção de câncer foram maiores em ambos os períodos (66,2/1000 pré-COVID, 93,0/1000 COVID, p<0,001). O tamanho médio dos cânceres invasivos foi maior do que a referência em ambos os períodos (p<0,001), mas diminuiu no período COVID, de 47,5mm a 37,2 mm (p<0,001). As taxas de cânceres mínimos e estágio 0/1 detectados e as taxas de casos linfonodos negativos foram menores do que a referência em ambos os períodos (p<0,05). A taxa de reconvocação foi menor no período COVID (27,5% e 19,6%, P=0,002), e também a especificidade (82,4% e 77,4%, P=0,020). Conclusão: A pandemia COVID impactou na diminuição dos casos de câncer de mama detectados. Tamanho médio do tumor e taxas de reconvocação foram reduzidas durante a pandemia, indicando uma seleção de pacientes que poderiam acessar o serviço. Estudos de médio e longo prazo são necessários para investigar esse impacto.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA07

PAPEL DA ULTRASSONOGRAFIA MAMÁRIA NA AVALIAÇÃO DE RECIDIVAS TUMORAIS EM LEITO DE MASTECTOMIA

TRINDADE PACHECO, MORGANA (MEDISCAN)
DIDOMENICO SEITENFUS, BIANCA CRISTINA (MASTOLOGIA DA IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PORTO ALEGRE)
O objetivo da cirurgia oncológica da mama consiste em remover a neoplasia inicial, assim como reduzir o risco de recorrência […]

O objetivo da cirurgia oncológica da mama consiste em remover a neoplasia inicial, assim como reduzir o risco de recorrência local, regional e de novos tumores primários. A mastectomia está indicada em alguns casos como doença extensa, preferência da paciente ou em casos de alto risco hereditário.
Dentre as técnicas descritas, estão a mastectomia radical, mastectomia poupadora de pele (skin-sparing mastectomy - SSM) ou poupadora de complexo areolopapilar (the nipple–areola complex - NAC). A preservação de pele e complexo areolopapilar facilitam a reconstrução mamária, permitindo melhores resultados estéticos.
A maior parte do tecido mamário é removido durante a cirurgia, porém, a recorrência da doença pode ocorrer em tecido residual, em especial nas cirurgias poupadoras de pele e complexo areolopapilar. Do ponto de vista oncológico, estas técnicas são consideradas seguras, com taxa de recorrência variando entre 0 e 7% [1]. As recorrências são mais frequentes no tecido subcutâneo, seguidos das recidivas em tecidos profundos próximos à musculatura peitoral.
Neste estudo demonstramos a importância da ultrassonografia na detecção de recidiva precoce do carcinoma de mama em leito de mastectomia, nos três casos em menos de dois anos, detectados casualmente nos exames de rotina.
1. Local recurrence risk after skin-sparing and conventional mastectomy: a 6-year follow-up. Kroll SS, Khoo A, Singletary SE, Ames FC, Wang BG, Reece GP, Miller MJ, Evans GR, Robb GL Plast Reconstr Surg. 1999 Aug; 104(2): 421-5
2. American College of Radiology ACR Appropriateness Criteria. Available at: https: //acsearch.acr.org/docs/3155410/Narrative/. Accessed May 6, 2020.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA08

METÁSTASES SISTÊMICAS DE CARCINOMA MAMA EM LINFONODOS

TRINDADE PACHECO, MORGANA (MEDISCAN)
DIDOMENICO SEITENFUS, BIANCA CRISTINA (MASTOLOGIA DA IRMANDADE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PORTO ALEGRE)
KROSOSKI MEZZOMO,RUAN (MEDISCAN)
Metástases sistêmicas de carcinoma mama em linfonodos A progressão do câncer acomete primeiramente os linfonodos e a presença de metástases […]

Metástases sistêmicas de carcinoma mama em linfonodos
A progressão do câncer acomete primeiramente os linfonodos e a presença de metástases neste sitio reflete pior prognóstico.
O fluido linfático drena primeiro para o seio subcapsular, então percorre o linfonodo e posteriormente drena para os demais linfonodos mais acima da cadeia linfática através de anastomoses para o ducto torácico antes de entrar na corrente sanguínea. O fluido linfático de tumores primários quase invariavelmente drena para um único linfonodo chamado de Linfonodo Sentinela.
A formação de metástases ocorre quando células tumorais se destacam do tumor primário e migram pelos linfáticos e são transportadas até os linfonodos, onde se depositam nos sinus subcapsular.
Em alguns casos de câncer de mama as micrometástases podem ficar dormente por anos, demonstrando que os linfonodos podem reter, mas não ser um solo fértil, para o desenvolvimento da metástase.
Na ultrassonografia estas alterações progressivas podem ser evidenciadas na imagem, e demonstradas nas alterações morfológicas nos linfonodos
O linfonodo alterado apresenta alterações inicialmente na cortical que aumenta a espessura maior que 0,3cm, progressivamente ocorre a perda do hilo gorduroso, a forma do linfonodo fica arredondada ou irregular e a vascularização ao estudo Doppler apresenta predomínio cortical.
Apresentamos casos de linfonodos suspeitos e alterados por metástases de carcinoma de mama anos após o primeiro tumor, sem lesões concomitantes nas mamas.
Referências:
1)The lymph node pre-metastatic niche. Jonathan P Sleeman J Mol Med (Berl). 2015 Nov;93(11): 1173-84. doi: 10.1007/s00109-015-1351-6.
2) Von Andrian UH, Mempel TR (2003) Homing and cellular traffic in lymph nodes. Nat Rev Immunol 3: 867–878
3) Sleeman JP, Thiele W (2009) Tumor metastasis and the lymphatic vasculature. Int J Cancer 125: 2747–2756

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA09

VACINAÇÃO PARA COVID E AVALIAÇÃO DE LINFONODOS AXILARES

TRINDADE PACHECO, MORGANA (MEDISCAN)
KROSOSKI MEZZOMO, RUAN (MEDISCAN)
VACINAÇÃO PARA COVID E AVALIAÇÃO DE LINFONODOS AXILARES A ultrassonografia tem apresentado cada vez mais relevância como método diagnóstico particularmente […]

VACINAÇÃO PARA COVID E AVALIAÇÃO DE LINFONODOS AXILARES
A ultrassonografia tem apresentado cada vez mais relevância como método diagnóstico particularmente quando se trata da detecção de lesões de mama, como estudo complementar a mamografia.
As regiões axilares devem ser avaliadas junto a mama, para a análise de linfonodos alterados favorecendo a determinação de quais paciente apresentam linfonodos acometidos por metástases de carcinoma de mama.
A ultrassonografia axilar também pode colaborar na detecção de doenças sistêmicas, principalmente nos casos em que os linfonodos estão alterados bilateralmente e em outras cadeias linfonodais, diagnóstico sugerido somente na realização sistemática do exame.
os linfonodos são órgãos do sistema imunológico que respondem a infecções periféricas através de suas áreas paracorticais, células T dependentes, nas quais células dendríticas apresentadoras de antígeno iniciam os linfócitos T, através de seus folículos germinais corticais contendo célula B, onde linfócitos B produzem anticorpos em resposta ao antígeno
Neste estudo faremos uma revisão da literatura sobre diagnóstico ultrassonográfico axilar de linfonodos atípicos e demonstração de imagens de casos em nosso serviço onde a ultrassonografia axilar demonstrou linfonodos alterados após a vacinação para a Covid e a importância da história clinica do paciente no momento da realização do exame.
Referências:
1)The lymph node pre-metastatic niche. Jonathan P Sleeman J Mol Med (Berl). 2015 Nov;93(11): 1173-84. doi: 10.1007/s00109-015-1351-6.
2) Von Andrian UH, Mempel TR (2003) Homing and cellular traffic in lymph nodes. Nat Rev Immunol 3: 867–878
3) Coronella-Wood JA, Hersh EM (2003) Naturally occurring B-cell responses to breast cancer. Cancer Immunol Immunother CII 52: 715–738
4) Ioachim HL, Medeiros LJ (2008) In: Ioachim HL, Medeiros LJ (eds) Tumor-reactive lymphadenopathy. Ioachim’s Lymph Node Pathology Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, pp 243– 247 18.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA10

ASPECTOS DE IMAGEM DO ACOMETIMENTO MAMÁRIO SECUNDÁRIO A DOENÇAS SISTÊMICAS

PEREIRA DA SILVEIRA PETRILLI, ANA LUIZA (HOSPITAL FELÍCIO ROCHO)
WANDERLEY RODRIGUES, FLÁVIA MARIA (HOSPITAL FELÍCIO ROCHO)
ABREU DE CASTRO, THAIS (HOSPITAL FELÍCIO ROCHO)
MACHADO FLORES PEREIRA, IZABELA (HOSPITAL FELÍCIO ROCHO)
MORAIS CORRÊA MACHADO, ANA PAULA (HOSPITAL FELÍCIO ROCHO)
LIGUORI DE PAULA, CAIO (HOSPITAL FELÍCIO ROCHO)
A realização da mamografia e ultrassonografia das mamas nos programas de rastreamento tem como principal objetivo a identificação do câncer […]

A realização da mamografia e ultrassonografia das mamas nos programas de rastreamento tem como principal objetivo a identificação do câncer de mama. Porém, com a maior disponibilidade destes exames nos dias atuais, as alterações mamárias secundárias a doenças sistêmicas têm sido cada vez mais reconhecidas e diagnosticadas.
As doenças que eventualmente cursam com manifestações mamárias e alterações nos exames de imagem podem ter origem em quase todos os órgãos, podendo ser benignas ou malignas, sendo as principais a cardiopatia, o diabetes, a insuficiência renal crônica, as parasitoses, as doenças granulomatosas, as colagenoses, o linfoma, a leucemia e as metástases.
Tais doenças podem apresentar os seguintes achados de imagem na mamografia ou na ultrassonografia das mamas: nódulos, assimetrias, espessamento cutâneo, proeminência dos vasos sanguíneos, linfonodomegalias axilares, dentre outros, podendo simular alterações suspeitas de malignidade relacionadas à mama.
Na maioria dos casos as pacientes já possuem o diagnóstico de alguma doença sistêmica, sendo responsabilidade do radiologista a suspeição de que os achados de imagem podem ser explicados pela doença de base. Sendo assim, o diagnóstico envolve a história clínica, o exame físico, os exames de imagem e tratamentos previamente realizados.
Este estudo tem como objetivo mostrar exemplos de exames de mamografia e ultrassonografia nos quais foram identificadas alterações mamárias decorrentes de doenças sistêmicas, permitindo ampliar o diagnóstico diferencial e evitar eventuais procedimentos invasivos.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA11

CÂNCER DE MAMA EM MULHERES IDOSAS: UMA PERSPECTIVA SOBRE EPIDEMIOLOGIA, RASTREAMENTO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.

CARNEIRO WANDERLEY, MARIAH (AC CAMARGO CANCER CENTER)
GALVÃO VIEIRA BITENCOURT, ALMIR (AC CAMARGO CANCER CENTER)
NERI BARRETO MESQUITA, FILIPE (AC CAMARGO CANCER CENTER)
ROSALINA BRITES POLI, MIRIAM (AC CAMARGO CANCER CENTER)
FERREIRA MARQUES, ELVIRA (AC CAMARGO CANCER CENTER)
LIMA DE ALBUQUERQUE, MARIA LUIZA (AC CAMARGO CANCER CENTER)
O principal fator de risco para o câncer de mama é a idade avançada e sua incidência aumenta proporcionalmente a […]

O principal fator de risco para o câncer de mama é a idade avançada e sua incidência aumenta proporcionalmente a idade até 80 anos. O rastreamento do câncer de mama com mamografia é reconhecido mundialmente, embora a frequência e idade do término do rastreamento permaneçam controversos. Enquanto algumas diretrizes recomendam a triagem até os 69-74 anos, outras consideram continuar, desde que a expectativa de vida seja superior a 5 ou 10 anos.
O prognóstico dos cânceres mais comuns nessa faixa etária tende a ser mais favorável, com menor taxa de proliferação, maior incidência de tumores com receptores hormonais positivos e baixas taxas de expressão de HER2. Os tumores triplo negativos são menos frequentes e tendem a ter um resultados melhores do que em mulheres jovens.
Por outro lado, a maioria das mulheres idosas é diagnosticada em estágios mais avançados e apresenta taxas de mortalidade mais elevadas, o que pode estar associado a atrasos no diagnóstico e ‘subtratamento’ devido à faixa etária. O papel da ressonância magnética de mama na avaliação de mulheres idosas é mais significativo em pacientes com mamas densas, detectando câncer de mama oculto e extensão da doença.
Apesar da perspectiva de crescimento de novos casos em mulheres com mais de 70 anos devido ao aumento da expectativa de vida, faltam diretrizes específicas que subsidiem o rastreamento e o manejo do câncer de mama na população geriátrica. Este é um tema relevante, visto que os principais os determinantes da sobrevida são as características dos tumores e as comorbidades das pacientes, e não a idade biológica em si.
Sendo assim, este trabalho se propõe a discutir o câncer de mama na mulher idosa, através da abordagem das características epidemiológicas, recomendações das principais sociedades sobre o rastreamento, diagnóstico adequado, subtipos histológicos mais frequentes e perspectivas de tratamento, através da correlação com os aspectos imaginológicos ilustrados em casos do nosso serviço.

TRABALHO ORIGINAL

MAMA

MA12

INOVAÇÕES METODOLÓGICAS PARA QUANTIFICAÇÃO DA DENSIDADE DA MAMA EM DISTINTAS COMPOSIÇÕES MAMÁRIAS.

LOCCI NOGUEIRA DOS SANTOS, ALEXANDRE (INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DE BOTUCATU - UNESP)
COTINGUIBA SILVA, LETÍCIA (INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DE BOTUCATU - UNESP)
FELIPE FATTORI ALVES, ALLAN (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE BOTUCATU - UNESP)
ALVES OLIVEIRA, ABNER (INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DE BOTUCATU - UNESP)
AUGUSTO SANTANA DE SOUZA, SÉRGIO (INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DE BOTUCATU - UNESP)
RODRIGUES DE PINA, DIANA (FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP)
Introdução: A mamografia é a técnica mais adequada para o rastreamento e diagnóstico do câncer de mama. Apenas no Brasil, […]

Introdução: A mamografia é a técnica mais adequada para o rastreamento e diagnóstico do câncer de mama. Apenas no Brasil, estimam-se 66.280 novos casos para o ano de 2021. Sabe-se que a densidade mamária é fator preditivo na malignidade do câncer. Na rotina clínica, a classificação desta densidade é realizada por especialistas da área de radiologia, que utilizam de análises subjetivas para esta classificação. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi o desenvolvimento de um algoritmo computacional para estimar com precisão o percentual do volume da densidade mamária em exames de mamografia. Metodologia: Foram utilizados exames retrospectivos de duas modalidades: radiologia computadorizada (CR) e radiologia digital direta (DR). Como critério de inclusão, utilizamos pacientes assintomáticas que realizaram exame de mamografia CR ou DR e ressonância magnética em um prazo de até 2 meses. Como critério de exclusão, retiramos pacientes com prótese de silicone e que tenham realizado mastectomia. O algoritmo foi capaz de segmentar e quantificar a totalidade do tecido fibroglandular e adiposo. Esta segmentação foi realizada através da aplicação de filtros de mediana, método de thresholding de Otsu, juntamente com a otimização da técnica de SdNR (Razão Sinal Ruído Diferencial). Para fins de comparação dos resultados, as pacientes foram agrupadas em faixas etárias. Um médico radiologista com vasta experiência também quantificou subjetivamente as imagens de acordo com as categorias BI-RADS. Resultados: Ao todo 30 pacientes foram quantificadas, onde o especialista analisou subjetivamente cada caso, de forma a compará-los com o algoritmo. Analisamos também o comportamento da lipossubstituição do tecido durante o envelhecimento. Na análise subjetiva, idades entre 40-49 anos, em média foi classificada como BI-RADS 2 (25% a 50%) e a quantificação objetiva resultou em 44,64%. Já para a faixa etária de 50-59 anos, a média da classificação, também foi BI-RADS 2 e a quantitativa, 42,17%. Essa quantificação foi realizada até a faixa etária acima de 70 anos. Conclusão: A técnica do algoritmo automatizado quantificou a densidade mamária e apresentou boa correlação com a análise subjetiva. A ferramenta mostrou-se confiável, reprodutível e de baixo custo e sua principal vantagem é a de diminuir a subjetividade, auxiliando o médico radiologista no diagnóstico precoce do câncer de mama.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA13

ALTERAÇÕES MAMÁRIAS POR IMAGEM RELACIONADAS A GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

CARVALHO PEGORARO, FERNANDA (A BENEFICIENCIA PORTUGUESA DE SAO PAULO)
ZANIN NANO TJONG, PRISCILA (A BENEFICIENCIA PORTUGUESA DE SAO PAULO)
CARLA CHIZURU TAJIMA (A BENEFICIENCIA PORTUGUESA DE SAO PAULO)
Os períodos de gestação e lactação acarretam diversas alterações na mama feminina, tanto do ponto de vista clínico quanto por […]

Os períodos de gestação e lactação acarretam diversas alterações na mama feminina, tanto do ponto de vista clínico quanto por imagem. Em relação aos achados ultrassonográficos, evidencia-se um aumento da densidade mamária e da vascularização do tecido fibroglandular, além de uma proeminência ductal. Dessa forma, o tecido torna-se mais hiperecogênico e heterogêneo, tornando o exame tecnicamente mais difícil.
A grande maioria das alterações que ocorrem nesses períodos são benignas, destacando-se: galactocele, adenoma da lactação e alterações inflamatórias/infecciosas, como mastite e abscesso. No entanto, quando trata-se de tumor maligno, tende a ser mais agressivo, sendo essencial seu diagnóstico precoce e tratamento.
Esse trabalho tem o objetivo de elucidar as diversas alterações mamárias decorrentes da gestação e lactação através de casos do nosso serviço, tendo a finalidade de familiarizar os radiologistas e atenta-los para os achados suspeitos que necessitam de prosseguimento da investigação diagnóstica através do estudo anatomopatológico.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA14

DESCARGA PAPILAR: QUANDO VALORIZAR E O QUE ESPERAR NOS EXAMES DE IMAGEM?

CARNEIRO WANDERLEY, MARIAH (AC CAMARGO CANCER CENTER)
ALVES DE SOUZA, JULIANA (AC CAMARGO CANCER CENTER)
NERI BARRETO MESQUITA, FILIPE (AC CAMARGO CANCER CENTER)
SOUZA GUATELLI, CAMILA (AC CAMARGO CANCER CENTER)
GRAZIANO, LUCIANA (AC CAMARGO CANCER CENTER)
GALVÃO VIEIRA BITENCOURT, ALMIR (AC CAMARGO CANCER CENTER)
A descarga papilar é a terceira queixa mamária mais comum, ficando atrás apenas de dor e alterações palpáveis. Estima-se que […]

A descarga papilar é a terceira queixa mamária mais comum, ficando atrás apenas de dor e alterações palpáveis. Estima-se que 80% das mulheres irão apresentar ao menos um episódio durante a idade reprodutiva, sendo a maioria relacionada a causas benignas. No entanto, lesões precursoras e carcinomas também podem cursar com este sintoma e, por isto, é necessário diferenciar as descargas papilares entre fisiológica e patológica, suas respectivas características e principais causas, para determinar a conduta adequada.
Define-se como patológica as descargas papilares que se apresentam com aspecto seroso ou sanguinolento, de maneira espontânea, localização unilateral e envolvendo um único ducto. As principais causas de fluxo papilar patológico são os papilomas, seguido de ectasia ductal, infecções benignas e carcinomas. Estes casos configuram indicação formal de prosseguir com investigação diagnóstica através de exames por imagem, com o objetivo principal de excluir malignidade.
A mamografia (MMG) é o exame de escolha para pacientes acima dos 30 anos, mas a ultrassonografia (US) sempre será realizada de maneira complementar em casos de descarga papilar, mesmo que a mamografia já se mostre alterada, pois identifica lesões ocultas à mamografia em 63 a 69% dos casos. Imagens por ressonância magnética ficam reservadas para casos de derrame papilar suspeito com MMG e US normais.
Nos exames de imagem espera-se encontrar lesões retroareolares, pequenas e intraductais. Os papilomas intraductais têm como principais formas de apresentação na US as ectasias ductais anecogênicas ou com debris, nódulos intraductais e intrapapilares. Quando relacionado ao carcinoma ductal in situ (CDIS), podem apresentar-se na MMG como grupamento de microcalcificações amorfas ou lineares finas, de distribuição segmentar. Nas pacientes com derrame papilar suspeito, sem outros achados, mesmo a presença de ectasia ductal focal com conteúdo anecoico deve ser biopsiada, uma vez que este achado pode ser encontrado em metade dos casos de papiloma e em 14% dos casos de CDIS. Casos de fluxo papilar patológico ocasionados por carcinomas invasivos serão descritos na imagem com características tipicamente suspeitas.
Este trabalho tem como objetivo destacar as principais características que devem ser valorizadas diante da queixa de descarga papilar, métodos mais adequados para avaliação e ilustrar através de casos os principais achados de imagem relacionados a descarga papilar patológica.

RELATO DE CASO

MAMA

MA15

CARCINOMA ADENOIDE CÍSTICO DE MAMA: RELATO DE CASO

MARTINEZ DA COSTA, THIAGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
ROCHA DE SOUZA, MATHEUS (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
EDUARDO MOURA, NELSON (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
RODACKI, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
MATTOS DOS SANTOS, RODRIGO (CLINICA ECOMAX - BLUMENAU)
MARCONCINI MEES, ANDRES (CLINICA ECOMAX - BLUMENAU)
O Carcinoma Adenoide Cístico (ACC) é uma variante/subtipo extremamente raro (< 0,1%) de adenocarcinoma mamário que, apesar de caracteristicamente triplo-negativos, […]

O Carcinoma Adenoide Cístico (ACC) é uma variante/subtipo extremamente raro (< 0,1%) de adenocarcinoma mamário que, apesar de caracteristicamente triplo-negativos, têm baixo potencial maligno e bom prognóstico - em oposição ao seu equivalente mais comum, nas glândulas salivares, onde tendem a ser bastante agressivos. Apresentamos um caso de uma mulher de 59 anos que, em estudo mamográfico e ultrassonográfico para controle de nódulo mamário (BI-RADS 3) no quadrante superolateral (QSL) da mama direita, demonstrou, no segundo ano de acompanhamento, aumento das dimensões em relação ao exame prévio, bem como surgimento de lesão adjacente de características distintas - hiperecoica à ecografia. À investigação com Sentinel Node and Occult Lesion Localisation (SNOLL), constatou-se linfonodo sentinela com ausência de neoplasia e, na peça cirúrgica (quadrantectomia), embora com aspectos de imagem bastante distintos, ambos os nódulos demonstraram características histológicas semelhantes e compatíveis com carcinoma mamário invasivo subtipo adenoide cístico, sem invasão angiolinfática. O ACC apresenta padrão de imagem variado e inespecífico, com baixa probabilidade de envolvimento linfonodal e/ou a distância, com altas taxas de sobrevida a longo prazo, porém permanecem controvérsias quanto ao manejo mais adequado devido à raridade e, portanto, falta de dados na literatura.

RELATO DE CASO

MAMA

MA16

ADENOPATIA POR SILICONE: ACHADOS DE IMAGEM

NOBRE, VINICIUS BEZERRA. (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
TAKAHASHI, FERNANDA YUKARI HIEDA. (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
MAKSOUD, SOFIA BEZERRA. (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
FERRACINI, ISABELA CIDADE FRANÇA. (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
MELLO, ALINE CAMPOS OLIVEIRA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
BENETTI, CARLA CRISTINA TEIXEIRA POLIMENI. (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
Introdução: A adenopatia induzida por silicone é uma entidade clínica de prevalência incerta e que está associada à deposição de […]

Introdução:
A adenopatia induzida por silicone é uma entidade clínica de prevalência incerta e que está associada à deposição de silicone nos linfonodos através da migração linfática de partículas. Acomete preferencialmente as regiões axilares e geralmente são encontradas como achados tardios à inclusão do implante mamário, em média de 6 a 10 anos.
Descrição sucinta:
Paciente sexo feminino de 62 anos com antecedente pessoal de neoplasia de mama esquerda com cirurgia conservadora e reconstrução com implante de silicone, associada a radioterapia e quimioterapia. Realizava seguimento oncológico e não apresentava nenhuma queixa específica.
Na ressonância magnética das mamas foram evidenciados dois linfonodos na cadeia torácica interna esquerda de aspecto indeterminado, para os quais recomendou-se prosseguimento na investigação diagnóstica. Realizado PET-CT oncológico que evidenciou dois linfonodos sem atividade metabólica glicolítica. No exame ultrassonográfico foi observado sinal da "tempestade de neve", achado compatível com infiltração por silicone. No entanto, por desejo da paciente, também foi indicada a biópsia do linfonodo para confirmação diagnóstica, com achado de: linfonodo com reação inflamatória histiocitária com células com citoplasmas multivacuolados e células gigantes do tipo corpo estranho compatível com “granuloma de silicone”.
Discussão resumida:
Os achados de imagem podem gerar dúvida diagnóstica a depender do método utilizado, principalmente em pacientes de alto risco, o que ocasionalmente determina a realização de procedimentos invasivos por desejo e ansiedade da paciente. O diagnóstico é confirmado apenas através do exame anatomopatológico da lesão. No entanto, alguns achados de imagem característicos podem auxiliar no raciocínio clínico, tais como o sinal da "tempestade de neve" visto ao exame ultrassonográfico, que possui alta especificidade, bem como a ausência de atividade glicometabólica ao PET-CT, os quais indicam características benignas da lesão e, portanto, devem ser considerados antes de indicação de biópsia desnecessária.

RELATO DE CASO

MAMA

MA17

FIBROMATOSE DESMÓIDE NA MAMA PÓS INJEÇÃO DE ÓLEO MINERAL: RELATO DE CASO

MARIA CÉLIA FRANCO ISSA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
SHINOMIA, SUZANA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
HERNANDES ANTUNES, PAULO EDUARDO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
PEREIRA BIGHETI, CARINA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
BUCCI VEGA, MURILO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
CARVALHO PESSOA, EDUARDO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU ( FMB - UNESP))
A fibromatose desmóide (DF) é um tumor miofibroblástico não metastático, raro, localmente agressivo, com tendência a recorrência e curso clínico […]

A fibromatose desmóide (DF) é um tumor miofibroblástico não metastático, raro, localmente agressivo, com tendência a recorrência e curso clínico imprevisível. Ele corresponde a apenas 0,2% dos tumores de mama.O objetivo do estudo é relatar um caso de nosso serviço, contribuindo para enriquecimento da literatura e dos diagnósticos diferenciais dos profissionais de saúde.
Feminina, 42 anos, realizou aplicação de óleo mineral nas mamas para aumento do volume há quatro anos e refere que desde então apresenta mastalgia, principalmente em mama direita. Ao exame físico apresentava gigantomastia com assimetria mamária sendo a mama direita maior que a esquerda, endurecimento global bilateral e abaulamento em quadrante supero-lateral da mama direita associada a hirpecromia dessa mama. Ao ultrassom evidenciou espessamento da derme e subderme com dilatação dos vasos linfáticos, múltiplos cistos oleosos justapostos a fáscia superficial e nódulo, sólido, ovalado, circunscrito, com conteúdo ecogênico, sem fluxo vascular ao Doppler. Prosseguiu investigação com ressonância magnética das mamas a qual evidenciou lesão de características morfológicas e cinéticas suspeitas para neoplasia.
A DF da mama pode originar no músculo peitoral ou tecido mamário e pode se apresentar clinicamente como uma massa indolor, firme, geralmente móvel, ocasionalmente fixada ao músculo peitoral ou pele. Histopatologicamente, a fibromatose do tipo desmóide é uma proliferação localmente agressiva e infiltrativa de fibroblastos e miofibroblastos. Essas células fusiformes formam fascículos longos e uniformes que se estendem para o tecido circundante, resultando no aprisionamento do tecido mamário normal dentro da lesão. Pode haver mitoses, mas não há atipia nuclear. A cirurgia da mama, incluindo biópsia excisional, mastectomia, mastectomia, redução e aumento da mama, reconstrução e implantes mamários, foi relatada em mulheres com tumor desmóide , sugerindo que pode ser induzida por trauma.Apesar de ser uma associação precipitada, que requer maiores estudos confirmatórios, interroga-se se a introdução do óleo mineral pela nossa paciente pode ter sido o trauma que propiciou para a formação dessa lesão.
O tumor desmóide é uma lesão benigna rara da mama, que pode se apresentar clínica e radiograficamente como altamente suspeita de malignidade. Por isso a associação de métodos diagnósticos favorecem uma análise precisa e precoce, que nesses casos é de extrema importância para a condução do caso.

RELATO DE CASO

MAMA

MA18

METÁSTASE NA MAMA DE ORIGEM OVARIANA: RELATO DE CASO

MONNERAT, THAIS (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER)
O carcinoma primário de ovário raramente origina metástase para mama, com poucos casos descritos na literatura. Apenas cerca de 2% […]

O carcinoma primário de ovário raramente origina metástase para mama, com poucos casos descritos na literatura. Apenas cerca de 2% das lesões neoplásicas malignas nas mamas são de origem secundária e, do ponto de vista clínico e radiológico, podem mimetizar tumores primários benignos e malignos.
A origem mais comum das lesões metastáticas para mama é tumor primário mamário contralateral. No entanto, entre os tumores sólidos extramamários, os que mais metastatizam para as mamas são: melanoma maligno, linfoma, câncer de pulmão, carcinoma ovariano, sarcoma de partes moles e tumores gastrintestinais e genitourinarios.
Relatamos o caso de uma paciente 34 anos que procura o serviço de mastologia com queixa de nódulo palpável na mama esquerda, com crescimento há 5 meses. Foi submetida a histerctomia total abdominal e salpingooforectomia bilateral em 2007 para tratamento de tumor epitelial seroso bordeline bilateral de ovário microinvasor.
Nos exames de imagem realizados no mesmo dia, foram evidenciados nódulos densos, alguns irregulares e outros redondos, com calcificações pleomórifcas no quadrante superior medial da mama esquerda, em correspondência com o achado palpável, além de linfonodos axilares densos e alguns com calcificações. Achados classificados como Categoria 4 (ACR BI-RADS) e recomendado prosseguir com histopatológico que evidenciou “Adenocarcinoma papilífero seroso metastático compatível com origem ovariana” determinado pela imunohistoquímica.
Na presença de lesão mamária em paciente portadora de carcinoma ovariano, é necessário diferenciá-la entre lesão benigna e maligna. Sendo maligna, é importante saber se a lesão é primária ou secundária, uma vez que o tratamento e prognóstico são diferentes. Frequentemente, nos exames de imagem, as lesões metastáticas para a mama podem aparecer como nódulos densos circunscritos, não calcificados. Porém, em função da presença dos corpos psamomatosos associados a alguns tumores de ovário, calcificações podem ser vistas nas metástases ovarianas para mama, como no caso descrito.
Contudo, tal diferenciação pode ser difícil, uma vez que as metástases para mama, de uma maneira geral, não apresentam características imaginológicas específicas. De qualquer modo, assim como no caso descrito, deve-se investigar a origem do tumor por meio de estudo anatomopatólogico, sendo que a imunohistoquímica apresenta utilidade nessa diferenciação.

RELATO DE CASO

MAMA

MA19

CARCINOMA INFLAMATÓRIO ASSOCIADO À GESTAÇÃO E LACTAÇÃO: UM DESAFIO DIAGNÓSTICO.

ROCHA, PAULA FIGUEIREDO (REDIMAMA)
MOTTA, NATÁLIA SADI (REDIMAMA)
OLIVEIRA, TEREZA CRISTINA FERREIRA (REDIMAMA)
Introdução: Carcinoma mamário associado à gestação é definido como aquele que ocorre durante a gestação ou até um ano após. […]

Introdução: Carcinoma mamário associado à gestação é definido como aquele que ocorre durante a gestação ou até um ano após. O diagnóstico é comumente atrasado, devido às inúmeras alterações fisiológicas e patologias benignas que ocorrem na mama nesse período, que podem mascarar a malignidade. O subtipo inflamatório é raro e extremamente agressivo, representando 1 a 5% de todas as malignidades da mama. A maior parte desses tumores é pouco diferenciada, com receptores hormonais negativos e 20 a 30% são HER 2 positivo.
Descrição: V.T.A.A., 35 anos, 3 meses após parto, evoluindo com área palpável na mama direita há 2 meses. Ao exame clínico, apresentava mama direita edemaciada, com hiperemia e espessamento cutâneo, com fossas supra e infraclaviculares livres. Mamografia mostrou espessamento cutâneo difuso e assimetria global à direita. Ultrassonografia evidenciou espessamento cutâneo difuso, edema do tecido mamário à direita e linfadenopatia axilar ipsilateral. Submetida a core-biopsy da área palpável, com resultado benigno (fibrose do estroma, com hialinização parcial - AFBM). Diante da suspeita de mastite infecciosa, foi realizado tratamento com amoxilina + clavulanato por 10 dias, sem melhora clínica. Solicitada ressonância magnética, que mostrou espessamento cutâneo difuso e edema, áreas de distorção arquitetural e dois nódulos irregulares na mama direita, coexistindo linfonodos axilares atípicos ipsilaterais. Ao exame clínico após tratamento, apresentava mama direita com mesmo aspecto e linfonodos móveis na axila e região supraclavicular à direita. Iniciada corticoterapia oral para descartar hipótese de mastite granulomatosa, sem melhora. Finalmente, foi realizada biópsia incisional incluindo pele, cujo anatomopatológico foi compatível com carcinoma pouco diferenciado infiltrando a pele, com o seguinte painel imuno-histoquímico: RE negativo, RP negativo, HER-2 marcação completa, Ki-67 70%. Iniciada QT neoadjuvante, com proposta de cirurgia após término.
Discussão: O atraso no diagnóstico do carcinoma associado à gestação e lactação tem sido postulado como um dos maiores responsáveis por doença em estágio avançado, piorando o prognóstico. Um dos fatores que dificultam o reconhecimento do subtipo inflamatório é a semelhança clínica e radiológica com a mastite puerperal, condição benigna comum durante a lactação. Portanto, é crucial que radiologistas estejam atentos à possibilidade desse subtipo, visando diagnosticá-lo o mais precocemente possível.

TRABALHO ORIGINAL

MAMA

MA20

COMPARAÇÃO DE MEDIDAS DO TUMOR MAMÁRIO NA ULTRASSONOGRAFIA E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA COM A DIMENSÕES OBTIDAS NO ESTUDO ANATOMOPATOLÓGICO PÓS CIRÚRGICO.

DE PAIVA OLIVEIRA, MARIANA (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
RAPOSO NORTON, SHAYANNE (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
BRUGGER SILVA,CAMILA (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
DE MORAIS SILVA SANTIAGO, ANA PAULA (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
SILVA LIMA FERNANDES, PATRICIA CRISTINA (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
MORAES CAMPOS, ADRIENE (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
Introdução: A medida do tumor (T da classificação TNM) é um dos fatores usados para definição terapêutica no câncer de […]

Introdução: A medida do tumor (T da classificação TNM) é um dos fatores usados para definição terapêutica no câncer de mama. A obtenção de medidas pré cirúrgicas que se aproximem das obtidas pela análise da peça pós operatória se mostra um desafio para o radiologista mamário. A ressonância magnética (RM) já demonstrou ter maior acurácia na avaliação das dimensões do carcinoma mamário do que os exames convencionais em inúmeros trabalhos descritos na literatura.
O objetivo deste trabalho é fazer uma avaliação direta da qualidade da informação que nossos exames têm gerado, uma vez que a correta mensuração das dimensões tumorais auxilia o melhor planejamento pré-operatório e, consequentemente, melhor assistência à paciente.
Métodos: Foram avaliados, retrospectivamente, 36 casos submetidos à biópsia de fragmentos com agulha 14G, RM pré-operatória e exérese cirúrgica em nosso serviço no período entre março de 2020 e maio de 2021. Foi utilizado formulário Google Docs para a coleta de informações em prontuário eletrônico. Os exames foram realizados por radiologistas com experiência em imagem da mama.
O tamanho do tumor principal foi avaliado no ultrassom e na RM e o resultado foi comparado com o resultado anatomopatológico da peça cirúrgica (padrão-ouro). A comparação das medidas foi feita usando os valores para definição do T usado na classificação TNM:
T1 - tumor menor que 2 cm
T1 a >0,1 até 0,5 cm
T1 b > 0,5 até 1 cm
T1 c >1 a 2 cm
T2- tumor entre 2 e 5 cm
T3 - tumor maior que 5 cm
Os dados em relação a idade das pacientes, tipo histológico e perfil imunohistoquímico tumorais também foram levantados.
Resultados: A análise das dimensões do carcinoma por meio da RM se mostrou o método que melhor se correlacionou com os achados pós cirúrgicos, quando comparado com a ultrassonografia, em concordância com a literatura. Em aproximadamente 19% dos casos avaliados houve discordância (mudança da classificação T) entre a imagem e a medida pós cirúrgica, sendo este achado mais frequente em carcinoma do tipo lobular.
Conclusões: A RM das mamas demonstrou ser mais acurada que os exames convencionais (mamografia e ultrassonografia) na avaliação das dimensões do tumor principal. Vale ainda ressaltar, a importância da utilização de métodos de controle de qualidade nos resultados de imagem e reavaliação de nossos resultados.

TRABALHO ORIGINAL

MAMA

MA21

EVOLUÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE MAMOGRAFIA NO BRASIL ENTRE OS ANOS DE 2011 E 2019

RAMOS, FILIPE ALVES (UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA)
INTRODUÇÃO: A mamografia é o exame radiológico mais eficaz para a detecção precoce das neoplasias de mama. Com isso, sendo […]

INTRODUÇÃO: A mamografia é o exame radiológico mais eficaz para a detecção precoce das neoplasias de mama. Com isso, sendo o método mais utilizado para o rastreamento do câncer de mama no Brasil. A mamografia de rastreamento, em mulheres com idade superior a 50 anos e sem sinais ou sintomas de câncer de mama, é indicada a cada 2 anos, conforme protocola o Ministério da Saúde. Dessa forma, o objetivo deste estudo é compreender a evolução do uso de mamografia na saúde suplementar brasileira entre os anos de 2011 e 2019 e compará-lo com a evolução na utilização de mastografia registrada entre mulheres de 50 a 69 anos. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Trata-se de um estudo quantitativo de corte transversal, executado no Brasil entre os anos de 2011 e 2019, sobre a utilização de mamografia no sistema de saúde suplementar brasileiro. Os dados analisados foram obtidos através do Departamento de Informática da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). RESULTADOS: No período analisado, foram realizadas 44.191.631 mamografias no Brasil. A taxa de crescimento no número desse exame foi de 12,86% entre os anos de 2011 (4.509.387 exames) e 2019 (5.089.151 exames). Ao se avaliar a quantidade de mamografias em mulheres entre 50 e 69 anos no mesmo período, observou-se que essa correspondia a 44,85% do total de exames registrados nesse período, ou seja, a 19.818.233 exames de mama. O número de mamografias em mulheres de 50 a 69 anos no ano de 2019 (2.364.453 exames) foi 19,24% maior que o registrado em 2011 (1.982.912 exames) Com isso, apresentando crescimento maior que o registrado pelo Brasil (12,86%) no mesmo período. CONCLUSÕES: Por meio dos resultados apresentados, constata-se que o número de mamografias na saúde suplementar brasileira tem crescido com o passar dos anos e que esse crescimento é mais expressivo em mulheres na faixa etária dos 50 a 69 anos. Isso evidencia a importância da orientação por parte do Ministério da Saúde, para tornar os números mais robustos nessa faixa etária.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA22

NEOPLASIA MALIGNA DA MAMA: ACHADOS DE IMAGEM NO PROTOCOLO ABREVIADO DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA E CORRELAÇÃO ANATOMOPATOLÓGICA.

OLIVEIRA MORAES, MÁRCIA (PUCRS)
DIAS, ALINE ()
GRANDO, MARIANA ()
BRANCO, PEDRO ()
ARPINI, SOEL ()
HOCHHEGGER, BRUNO ()
A ressonância magnética das mamas vem ocupando através dos anos um importante papel no diagnóstico da neoplasia mamária. Contudo, a […]

A ressonância magnética das mamas vem ocupando através dos anos um importante papel no diagnóstico da neoplasia mamária. Contudo, a complexidade do exame e os custos relacionados a ele dificultam a sua aplicabilidade em larga escala.
O surgimento do conceito do protocolo abreviado da ressonância magnética, o qual vem sendo estudado para a pesquisa de hepatocarcinomas, bem como para o rastreio do câncer de próstata, entre outros, se apresenta como uma alternativa capaz de reduzir a complexidade do exame e os custos relacionados a ele, através da redução dos tempos de realização e interpretação das imagens, sem o comprometimento da acurácia do método.
O protocolo abreviado da ressonância magnética das mamas foi incialmente descrito em um artigo publicado por Christiane Kuhl em 2014. Desde então, outros estudos foram realizados e novos protocolos vem sendo estudados, porém, ainda não há um consenso quanto ao melhor modelo de protocolo abreviado e suas indicações.
O que já está atualmente comprovado é que o realce precoce identificado nas imagens de ressonância magnética das mamas nos primeiros minutos após a administração do meio de contraste endovenoso está altamente relacionado a angiogênese e à malignidade da lesão mamária. Além disso, a ressonância magnética já demonstrou a sua alta sensibilidade para as lesões mais agressivas da mama.
Diante das evidências, o protocolo abreviado proposto por Kuhl (sequência T1 pré-contraste, sequência T1 pós-contraste, subtração e MIP) vem se destacando. As imagens a serem demonstradas no presente painel fazem parte de um grande estudo retrospectivo para avaliação comparativa dos achados entre os protocolos abreviado e multiparamétrico da ressonância magnética das mamas, com 400 participantes.
Este painel tem como objetivo correlacionar os achados de imagem no protocolo abreviado da ressonância magnética das mamas e o estudo anatomopatológico das neoplasias mamárias diagnosticadas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA23

ASPECTOS ULTRASSONOGRÁFICOS DOS LINFONODOS AXILARES EM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA: UM ENSAIO PICTÓRICO

LOPES, ANA KARINA BRIZENO FERREIRA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO / HOSPITAL UNIVERSITÁRIO OSWALDO CRUZ)
MAUX, JULLIANO MATHEUS DE LIMA (UNIVERSIDADE SÃO MIGUEL)
PADILHA, MARINA VIANA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
AZEVEDO, ELAYNE INTERAMINENSE CAVALCANT (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
MELO, CRISTIANE MOUTINHO (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
SILVA NETO, JACINTO DA COSTA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
A metástase linfonodal é o mais importante preditor de recorrência tumoral e sobrevida em pacientes com câncer de mama, logo, […]

A metástase linfonodal é o mais importante preditor de recorrência tumoral e sobrevida em pacientes com câncer de mama, logo, o diagnóstico de metástase axilar é fundamental para definir o tratamento ideal a ser realizado.
A ultrassonografia é o método de imagem ouro para a realização deste rastreamento, identificando linfonodos suspeitos e quantificando a carga tumoral axilar, auxiliando o mastologista e o oncologista na melhor abordagem terapêutica.
Os linfonodos axilares podem ser avaliados ultrassonograficamente quanto ao tamanho, forma, margem, espessura cortical, hilo e vascularização. A aparência de um linfonodo normal é forma oval ou reniforme, margens circunscritas, córtex levemente hipoecóico com espessura uniforme e medindo 3mm ou menos, hilo gorduroso ecogênico central representando sua maior parte, com fluxo hilar, bidirecional ao estudo Doppler, devido à presença de uma única artéria e veia.
Alguns achados ultrassonográficos sugerem envolvimento metastático nodal, como espessamento cortical maior que 3mm, apagamento do hilo gorduroso central, formato arredondado, fluxo sanguíneo cortical não hilar ao Doppler e margem mal definida ou irregular.
Foram selecionados imagens de linfonodos axilares em exames de ultrassonografia, em nossos bancos de dados, de pacientes com diagnóstico histológico de câncer de mama, demonstrando cada um destes aspectos ultrassonográficos que são de fundamental importância para o conhecimento do ultrassonografista durante a realização do exame da axila.

RELATO DE CASO

MAMA

MA24

CISTO DE INCLUSÃO EPITELIAL BENIGNO EM LINFONODO: UM RELATO DE CASO RARO

GOMES, ANDRESSA INÁCIO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
YONEKURA, IVINY (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
CARNEIRO, RODRIGO MARQUES (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
RIBEIRO, RENATO LEME DE MOURA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
FEDERICCI, ÉRICA ELISÂNGELA FRANÇOLIN (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
RACY, ANA CLÁUDIA SILVEIRA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Introdução: A presença de tecido heterotópico histologicamente normal nos linfonodos é um fenômeno conhecido e bem documentado na literatura, a […]

Introdução:
A presença de tecido heterotópico histologicamente normal nos linfonodos é um fenômeno conhecido e bem documentado na literatura, a exemplo do tecido de glândula salivar em linfonodos submandibulares, cistos de inclusão mulleriana em linfonodos pélvicos e células de nevus em linfonodos axilares. Em contrapartida, a presença de inclusões epiteliais em linfonodos axilares é um evento raro, com apenas alguns relatos na literatura.
Nos últimos anos, o exame histopatológico de rotina de linfonodos sentinela em pacientes com câncer de mama aumentou substancialmente a frequência desse achado. Portanto, o reconhecimento da natureza benigna dessas estruturas epiteliais heterotópicas é essencial para evitar a possibilidade de overtreatment.
O presente estudo propõe uma breve revisão sobre as principais lesões epiteliais em linfonodos, bem como as principais características de imagem dos linfonodos axilares e recomendações de conduta na avaliação da axila, segundo o léxico do BIRADS.
Descrição do caso:
Paciente do sexo feminino, 59 anos, antecedente de papiloma intraductal na região retroareolar da mama direita, apresentando-se com alteração palpável na axila direita.
Realizou mamografia, que evidenciou um linfonodo atípico na axila direita, sem anormalidades no parênquima mamário, sendo categorizado como BIRADS 4.
A RM demonstrou um linfonodo com dimensões aumentadas, exibindo espessamento cortical difuso com perda do hilo gorduroso e realce heterogêneo pelo meio de contraste no prolongamento axilar direito.
Realizada biópsia percutânea de fragmentos orientada por ultrassonografia do linfonodo na axila direita, cujo resultado foi de lesão epitelial cística associada a tecido linfóide, sugestivo de cisto de inclusão epitelial benigno em linfonodo.
Discussão:
A presença de metástases para linfonodos axilares no carcinoma mamário altera o estadiamento, sendo um indicador de mau prognóstico. A detecção de metástases no linfonodo sentinela é considerada um dos parâmetros mais importantes para o planejamento cirúrgico. Este fato ressalta a importância de uma busca cuidadosa por sua presença, bem como no intuído de evitar o overdiagnosis.
Inúmeros mecanismos ainda não bem compreendidos podem ser responsáveis ​​pela presença de tecido epitelial nos linfonodos axilares. Torna-se necessário, portanto, reconhecer os critérios morfológicos, imagenológicos e imunohistoquímicos que precisam ser usados ​​para caracterizar sua natureza benigna.

RELATO DE CASO

MAMA

MA25

METÁSTASE PARA MAMAS: UM SÍTIO RARO DE ACOMETIMENTO SECUNDÁRIO.

YONEKURA, IVINY (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
GOMES, ANDRESSA INÁCIO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
FRANÇOLIN, ERICA ELISÂNGELA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ZANETTA, VITOR CHIARINI (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
RIBEIRO, RENATO LEME DE MOURA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
RACY, ANA CLAUDIA SILVEIRA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
INTRODUÇÃO O acometimento das mamas e axilas por metástases de sítios primários extramamários são eventos raros, sendo responsáveis por cerca […]

INTRODUÇÃO
O acometimento das mamas e axilas por metástases de sítios primários extramamários são eventos raros, sendo responsáveis por cerca de 2% de todas as neoplasias malignas envolvendo a mama. Acredita-se que seja pela presença de grandes áreas de tecido fibroso com baixo suprimento sanguíneo.
Metástases de sítios extramamários geralmente se disseminam através da circulação sanguínea e/ou linfática e elas podem ser de difícil diferenciação de câncer mamários primários. Contudo, essa diferenciação é de extrema importância pois impactam tanto a terapêutica quanto o prognóstico do paciente.
O presente estudo tem o objetivo de relatar um caso de metástase para mamas de carcinoma pulmonar de pequenas células.
DESCRIÇÃO DO CASO
Paciente feminina, 61 anos, em tratamento de carcinoma pulmonar de pequenas células, foi encaminhada para realização de biópsia percutânea agulha grossa guiado por ultrassonografia de nódulo palpável na mama esquerda, de rápido crescimento, detectada na tomografia de tórax de controle.
Ela tinha uma carga tabágica de cerca de 50 anos-maço e apresentava uma lesão expansiva pulmonar no lobo inferior esquerdo, com aspecto predominantemente necrótico, medindo aproximadamente 9,5 cm no maior diâmetro.
Foi realizada a ultrassonografia dirigida para a realização da biópsia que demonstrava um nódulo heterogêneo sólido-cístico na junção dos quadrantes superiores da mama esquerda, medindo 2,8 x 2,2 x 2,3 cm. Na mamografia
O resultado do exame anatomopatológico foi consistente com metástase de carcinoma pulmonar metastático.
DISCUSSÃO
As metástases de disseminação hematogênica para as mamas geralmente são localizadas no quadrante superolateral, no subcutâneo ou adjacente ao parênquima mamário, onde o fornecimento sanguíneo é maior.
As lesões metastáticas para mama podem ter aspectos variados, tendem a ter crescimento rápido, podem se apresentar como lesão única ou múltiplas, de forma redonda ou oval, circunscrita ou microlobulada, geralmente sem espículas, calcificações, distorção arquitetural ou acometimento da pele ou papila.
As fontes mais comuns de metástases de cânceres extramamários para mama são os linfomas/leucemias e melanomas, outros menos comuns são dos carcinomas pulmonares, ovarianos e gástricos.
Apesar de serem eventos raros é um importante diagnóstico diferencial em lesões mamárias em pacientes oncológicos, pois impactam negativamente no prognóstico destes pacientes, com uma sobrevida de cerca de 10-15 meses.

RELATO DE CASO

MAMA

MA26

LINFOMA DE GRANDES CÉLULAS ANAPLÁSICAS ASSOCIADO AO IMPLANTE MAMÁRIO

ARAUJO DUARTE, GABRIELA (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
ZIGNANI, JULIANA (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
AESSE KRAEMMER, FERNANDA (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
GOMES NUNES, KAMILLA (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
CALEFFI, MAIRA (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
DUARTE FILHO, DAKIR (HOSPITAL MOINHOS DE VENTO)
Introdução: O Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado ao Implante (BIA-ALCL) é uma entidade descrita pela primeira vez em 1997 […]

Introdução: O Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado ao Implante (BIA-ALCL) é uma entidade descrita pela primeira vez em 1997 e reconhecida em 2016 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como neoplasia linfoide. É caracterizada por aparecimento súbito de coleção líquida não infectada após 1 ano e em média 10 anos após a colocação dos implantes. Além de grandes coleções de fluidos, 8% a 24% dos pacientes apresentarão uma massa palpável associada, e 4% a 12% terão linfadenopatia. O BIA-ALCL é associado a implantes texturizados e, em casos mais raros, a nódulos peri-implante, que apresentam pior prognóstico. Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 59 anos. Em 2007 realizou colocação de implantes mamários retroglandulares bilaterais para fins estéticos. Em 2008 foi submetida a tratamento conservador à esquerda com troca do implante mamário deste lado, que mais tarde veio a encapsular. Em 21/06/2021, referindo nódulo palpável à esquerda, realizou mamografia: calcificações em cápsula do implante à esquerda e ecografia: nódulo sólido, irregular, heterogêneo na mama direita - BIRADS 4B. Biópsia deste nódulo em 22/06/21: linfoma de grandes células anaplásicas associado ao implante mamário. Em 25/06/2021 ressonância magnética evidenciou dois nódulos irregulares à direita, com realce periférico/anelar pelo meio de contraste, ambos adjacentes à cápsula do implante. Pequena quantidade de coleção com septos periprótese à direita, com leve edema ao redor de ambos os nódulos. Linfonodo na região axilar direita com sinal de silicone. PET oncológico em 01/07/2021 evidenciou dois nódulos hipermetabólicos junto ao implante à direita e área focal de espessamento tecidual hipermetabólico adjacente ao implante. Em 17/07/2021 foi submetida à mastectomia com preservação da aréola e troca de implantes mamários (retromusculares e textura lisa). Discussão: Em setembro de 2019, 779 casos foram relatados em todo o mundo. O exame inicial é a ecografia. A ressonância magnética é solicitada em casos de dúvidas. A aspiração por agulha fina é o método diagnóstico e deve ser coletado pelo menos 50ml de líquido peri-prótese. A mediana da idade das pacientes foi de 61 anos e a mediana do tempo transcorrido entre a colocação do implante mamário e o BIA-ALCL foi de 9 anos. O objetivo da cirurgia é remover o implante com a cápsula fibrosa e qualquer nódulo associado. A ressecção completa da doença está associada a excelente sobrevida livre de doença em longo prazo.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

MAMA

MA27

BIÓPSIA DE MAMA POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: CORRELAÇÃO DOS ACHADOS DE IMAGEM E PATOLOGIA.

BIANCHINI, ALINE PATRICIA ALVES PEREIRA (CLINICA IMAGEM)
ESTRELLA, MARIA MANOELA (CLINICA IMAGEM)
BARRETO, CRISTINA MARQUES (CLINICA IMAGEM)
LOMANDO, GUILHERME MARODIN (CLINICA IMAGEM)
MENEGAZ, GEORGEA (CLINICA IMAGEM)
VIEIRA, EMANUELA KESTERING (CLINICA IMAGEM)
A ressonância magnética das mamas apresenta alta sensibilidade na detecção de câncer de mama. Possui papel importante no rastreio de […]

A ressonância magnética das mamas apresenta alta sensibilidade na detecção de câncer de mama. Possui papel importante no rastreio de pacientes de alto risco e tem sido utilizada como método para orientação de biópsias percutâneas quando os achados são suspeitos e não apresentam correlação com os exames de mamografia e ultrassonografia das mamas. Neste trabalho, analisamos retrospectivamente os achados de imagem das biópsias das mamas guiadas por ressonância magnética no nosso serviço e sua correlação com a patologia objetivando demonstrar também os achados preditores de malignidade. Dentre os casos selecionados no período de 12 meses, 30% tiveram malignidade comprovada e apresentavam como achados na ressonância magnética realces não nodulares lineares, sendo todos diagnosticados como carcinomas in situ.

RELATO DE CASO

MAMA

MA28

ANGIOSSARCOMA MAMÁRIO: TUMOR RARO DA MAMA – RELATO DE CASO

LOPES, ANA KARINA BRIZENO FERREIRA (HOSPITAL DAS CLINICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO/ HOSPITAL DO CÂNCER DE PERNAMBUCO/ HUOC)
ARRUDA, KYLZA (HOSPITAL DO CÂNCER DE PERNAMBUCO)
MAUX, JULLIANO MATHEUS DE LIMA (UNIVERSIDADE SÃO MIGUEL)
PADILHA, MARINA VIANA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
MELO, CRISTIANE MOUTINHO (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
SILVA NETO, JACINTO DA COSTA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
O angiossarcoma mamário é um tipo raro de malignidade, originado das células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos, representando cerca […]

O angiossarcoma mamário é um tipo raro de malignidade, originado das células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos, representando cerca de 1% de todos os tumores de mama. O objetivo deste trabalho é relatar um caso infrequente de lesão mamária, ressaltando suas particularidades e a importância da correlação radiológico-patológica.
Feminina, 56 anos, casada, tabagista há 40 anos, etilista social, menarca aos 15 anos e menopausa aos 53 anos, G2P2A0, com antecedente familiar de câncer de mama e sem história pessoal de câncer.
Apresenta volumosa lesão palpável em quadrante supero medial (QSM) da mama direita (MD). Ultrassonografia observou extensa área de alteração textural, heterogênea, irregular, mal definida, medindo 7,0 x 6,4 x 3,5cm, às 2h da MD; e mamografia, assimetria focal, mal definida, com área central de distorção arquitetural, não caracterizada em exame prévio.
Paciente realizou core biópsia com resultado histopatológico de papiloma solitário (lesão papilar sugestiva de papiloma intraductal associado a hiperplasia), que devido à fragmentação da amostra, prosseguiu para exérese.
Submetida a ressecção segmentar da MD, com anatomopatológico de angiossarcoma convencional com margens comprometidas, medindo 6,0 x 5,0cm, exibindo áreas de aspecto micropapilar, mimetizando lesões papilares.
Exame de controle detectou lesão residual em MD, assim como linfonodomegalia axilar. Submetida a nova intervenção cirúrgica e, posteriormente, a radioterapia.
O angiossarcoma mamário apresenta prognóstico ruim, com altas taxas de recorrência, metástase à distância e mortalidade.
A mamografia mostra aparência inespecífica, apresentando-se como massa mal definida, circunscrita ou lobulada, com ou sem calcificações; espessamento de pele isolado; ou assimetria focal, como neste caso.
Na ultrassonografia, apresenta-se como tumoração de margens circunscritas ou mal definidas ou como alteração textural hiperecoica ou hipoecoica, com hipervascularizaçãoao Doppler.
A paciente do caso foge do padrão médio de idade, porém apresenta características encontradas em outros relatos de tumor volumoso e de evolução desfavorável.
A detecção precoce, o tamanho do tumor e as margens cirúrgicas são determinantes para o prognóstico, devendo-se realizar controle em intervalos curtos de tempo por longo prazo. Ressalta-se, ainda, a importância da correlação radiológico-patológica, a fim de prosseguir com excisão cirúrgica, caso haja discordância, como no caso relatado.

TRABALHO ORIGINAL

MAMA

MA29

CORRELAÇÃO RADIOLÓGICA-PATOLÓGICA DE CORE BIÓPSIA DE LINFONODOS AXILARES EM PACIENTES COM NÓDULO SUSPEITO DA MAMA

LOPES, ANA KARINA BRIZENO FERREIRA LOPES (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO/ HOSPITAL DO CÂNCER DE PERNAMBUCO/ HUOC)
MELO, CRISTIANE MOUTINHO (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
SILVA NETO, JACINTO DA COSTA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
INTRODUÇÃO: A metástase linfonodal é o mais importante preditor de recorrência tumoral e sobrevida em pacientes com câncer de mama. […]

INTRODUÇÃO: A metástase linfonodal é o mais importante preditor de recorrência tumoral e sobrevida em pacientes com câncer de mama. O objetivo deste estudo foi realizar uma correlação dos achados de imagens ultrassonográficas dos linfonodos axilares com os resultados anatomopatológicos da core biópsia dos mesmos.
CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram estudadas 34 linfonodos biopsiados entre Março de 2019 a 2020. Critérios de inclusão-pacientes submetidas a core biópsia de nódulos classificados como B4/B5 segundo ACR BIRADS, que realizaram concomitantemente biópsia de linfonodo axilar. Critérios de exclusão- diagnóstico histopatológico não conclusivo ou de tecido não linfonodal. Os parâmetros de imagem foram: aspecto ultrassonográfico (típico, atípico), ecogenicidade (hipoecoico, hiperecoico), hilo ecogênico (ausente, presente - preservado, afilado ou excêntrico), espessamento da cortical (presente, ausente) e formato (arredondado, alongado). Todos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e a pesquisa foi aprovada pelo comité de ética.
RESULTADOS: Das 34 lesões estudadas, 20 foram diagnosticadas como linfonodos metastáticos e 13 como linfonodos sem sinais de malignidade. Uma lesão foi interpretada como linfonodo atípico na ultrassonografia, entretanto, recebeu diagnóstico de fibroadenoma, sendo excluída das análises.
Três linfonodos apresentaram características ecográficas típicas, porém foram submetidos a biópsia por apresentarem maior eixo medindo 2,9cm, 3,3cm e 4,9cm; todos apresentaram com ausência de malignidade. Quanto a ecogenicidade, 32 apresentavam cortical hipoecoica e apenas 01 hiperecoica, este último com diagnóstico de malignidade. Dentre os hipoecoicos, 19 eram malignos(59,4%) e 13 benignos(40,6%). O hilo estava ausente em 14 linfonodos, sendo 11 malignos(78,6%) e apenas 03 benignos(21,4%). Dezenove linfonodos possuíam hilo, sendo quatro com hilo central
CONCLUSÃO: A ausência de espessamento cortical e hilo ecogênico central preservado tiveram forte associação com benignidade, assim como, aumento das dimensões linfonodais sem outros achados suspeitos, ressaltando que a mensuração não deve ser utilizado como critério isolado para suspeição de malignidade. As características que encontraram maior correlação com malignidade foram ausência e afilamento do hilo ecogênico central e espessamento da cortical. O conhecimento destas características é importante para suspeição de acometimento secundário e quantificação da carga linfonodal tumoral.

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