Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
100% online


RELATO DE CASO

CARDIOVASCULAR

CV01

RELATO DE CASO: DISFAGIA POR ARTÉRIA SUBCLÁVIA DIREITA ABERRANTE

SHIMIDU, HENRIQUE (HOSPITAL HELIOPOLIS)
JUNIOR, IVALTO GONÇALVES NASCIMENTO (HOSPITAL HELIOPOLIS)
OLIVEIRA, FELIPE PERES CALDAS DE (HOSPITAL HELIOPOLIS)
MARQUES, PRISCILA APARECIDA LIMA (HOSPITAL HELIOPOLIS)
WATABE, BRUNO EIITI (HOSPITAL HELIOPOLIS)
Disfagia Lusória é a denominação dada a sintomatologia decorrente de uma compressão esofágica secundária a presença da artéria ilusória, também […]

Disfagia Lusória é a denominação dada a sintomatologia decorrente de uma compressão esofágica secundária a presença da artéria ilusória, também denominada como artéria subclávia direita aberrante, ou devido a degenerescência aneurismática (divertículo de Kommerell). Ela se origina na porção esquerda do arco aórtico e percorre um caminho, comumente retroesofágico.
A não suspeição do diagnóstico leva ao retardo do diagnóstico e a postergação de medidas intervencionistas, sejam clínicas ou cirúrgicas, que podem melhorar a qualidade de vida do paciente.
O diagnóstico pode ser dado por exames de imagem, como esofagograma, tomografia computadorizada e angiorressonância magnética.
Apresentamos neste estudo, um paciente de 55 anos, sexo masculino, com relato de disfagia crônica e tosse seca há 4 anos.

TRABALHO ORIGINAL

CARDIOVASCULAR

CV02

EPIDEMIOLOGY OF VASCULAR ANOMALIES: RADIOLOGIC PROFILING OF OVER 18,000 PATIENTS IN A 10-YEAR INTERVAL IN A QUATERNARY HOSPITAL

PERRONE CAMILO, LUANA (FACULDADE ISRAELITA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE ALBERT EINSTEIN)
CASSINO PORTUGAL, MARIA FERNANDA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
HALLAGE, BIANCA (FACULDADE ISRAELITA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE ALBERT EINSTEIN)
TADASHI WADA AMARAL, LUCAS (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
ASSIS ROCHA, MARCELO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
TACHIBANA, ADRIANO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Introduction: Vascular anomalies (VAs) are abnormal groupings of blood vessels that appear during embryonic development consisting of veins (the most […]

Introduction: Vascular anomalies (VAs) are abnormal groupings of blood vessels that appear during embryonic development consisting of veins (the most common), lymphatic or arterial vessels. Most of the published studies focus on the pathology, evolution, management and hemodynamic complications of VAs, with fewer designed for epidemiologic evaluation. The few studies which presented epidemiologic data substantiate their estimates by extrapolating the incidence of VAs on the paediatric population, as opposed to evaluating a representative sample of the general population. In this scenario, we present an epidemiological description of the VA findings in over 18,000 patients submitted to exams in the radiology department of a quaternary hospital over a 10-year period, as well as detail their anatomical features.
Methods: This is a retrospective observational study of computed tomography (CT) scans and magnetic resonance (MR) imaging reports from a quaternary institution performed between 2009 and 2019. The following descriptors were used in the search tool: “vascular anomaly”; “vascular malformation”; “arteriovenous anomaly”; “arteriovenous malformation”; “venolymphatic anomaly”; “venolymphatic malformation”; “hemangioma”; “cavernoma”. After de-identification to removal of all sensitive information, the exams were divided into vascular tumours - hemangiomas, vascular tumours - cavernomas and vascular malformations. The overall incidence, anatomic site distribution and classification with regard to vessel type predominance of the VAs were evaluated.
Results: the final sample comprised 18,430 exams.. The general prevalence of VAs was 32.34 per 1000 patients. Vascular malformations were found in 0.41 per 1,000 patients, cavernomas in 0.72 per 1,000 patients and hemangiomas were the most common finding, appearing in 18.30 per 1,000 patients. The most frequent anatomical site of vascular malformations was the abdomen and pelvis (58.7%), followed by spinal findings (16.7%). 48.1% of the malformations were low flow findings and 41.2% were composed predominantly of arteriovenous shunting.60.9% of the malformations included were incidental findings.
Conclusion: The general prevalence of VAs in our sample was 32.34 per 1,000 patients, the majority of which was comprised of hemangiomas.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

CARDIOVASCULAR

CV03

DILATAÇÕES ANEURISMÁTICAS NA TOMOGRAFIA DE ABDOME TOTAL

VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
OLIVEIRA GOUVEIA, MARIANY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
STANGE, CAMILA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VINICIUS CECCO MIRANDA, MARCUS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Introdução: Um aneurisma é uma área enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo, resultando na sua dilatação maior que 50% […]

Introdução: Um aneurisma é uma área enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo, resultando na sua dilatação maior que 50% em relação ao diâmetro normal para o segmento em questão. Pacientes normalmente não apresentam manifestações clínicas, até o evento devastador que é a ruptura, tendo a maioria dos casos um diagnóstico incidental através de exames de imagem pedidos para outras finalidades. Diante disso, o estudo objetiva ilustrar algumas dilatações aneurismáticas encontradas em tomografias de abdome total de modo a expandir as possibilidades diagnósticas do médico radiologista diante desse exame. Discussão: É mais frequente em adultos acima de 65 anos de idade e tem etiologia multifatorial – podendo ter causa hereditária, traumática, infecciosa, inflamatória -, mas a maioria está associado à degeneração aterosclerótica da parede vascular. Geralmente são assintomáticos e apresentam como principais complicações a trombose e ruptura, que pode ser fatal. Um aneurisma pode ocorrer em qualquer vaso sanguíneo, mas sua incidência é maior em uma artéria, e não em uma veia. No abdome, os mais frequentes são na aorta, seguida das artérias ilíacas e depois da esplênica. Os aneurismas venosos são entidades pouco comuns, sendo achados no sistema venoso portal em menos de 3%. Com a crescente utilização dos métodos de diagnóstico de imagem, os aneurismas têm sido mais frequentemente identificados, levando ao tratamento precoce.

RELATO DE CASO

CARDIOVASCULAR

CV04

PSEUDOANEURISMA MULTILOBULADO IDIOPÁTICO DA ARTÉRIA FEMORAL: UM RELATO DE CASO

MENDES, RAFAEL PEREIRA FREITAS (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
PEREIRA, JOSUE BECONHA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
SOARES, CANDIDA MARIA ALVES (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
GONÇALVES, ANA LUISA CARNEIRO PEREIRA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
HENRIQUE CUNHA MOREIRA DE ABREU (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
SOARES, RAISSA FERREIRA GUIMARAES DIAS (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
INTRODUÇÃO O pseudoaneurisma de artéria femoral ocorre principalmente como complicação de procedimentos vasculares. É potencialmente grave, podendo levar a ruptura […]

INTRODUÇÃO
O pseudoaneurisma de artéria femoral ocorre principalmente como complicação de procedimentos vasculares. É potencialmente grave, podendo levar a ruptura e hemorragia, tromboembolia, isquemia, compressão neurovascular, infecção e morte. Este relato, documentado por ultrassonografia (USG) e angiotomografia, descreve um caso em que após ampla investigação clínica não foi identificado fator etiológico.
DESCRIÇÃO
Paciente masculino, 30 anos, hipertenso, apresentou abaulamento inguinal pulsátil, doloroso, pior ao esforço, há 01 ano. História prévia de endocardite há 09 anos. Nega cirurgias, punções arteriais, trauma e uso de drogas. Ex-tabagista social. Realizado Dupplex-Scan aorto-ilíaco com artéria femoral comum esquerda pérvia; fluxo laminar, multifásico, de alta resistência; solução de continuidade importante na parede anterior em seu terço proximal com formação de grande pseudoaneurisma multilobulado, com trombo mural e fluxo em seu interior e padrão to-and-fro, medindo 3,8x3,5cm, a montante da bifurcação da artéria femoral comum, além de oclusão do terço proximal da artéria femoral superficial e tibial anterior. Angiotomografia identificou dilatação sacular, multilobulada, com trombo mural semicircunferencial e calcificação intimais, medindo 5,0x3,7cm e com 5,5cm de extensão longitudinal. Optado por tratamento cirúrgico, com colocação de prótese e anastomose com artéria femoral comum e profunda.
DISCUSSÃO
Pseudoaneurismas são dilatações anormais das artérias, delimitadas apenas pela camada adventícia ou pelo tecido perivascular, causada por ruptura e extravasamento do sangue pela parede interna do vaso. É a principal complicação vascular pós-procedimentos, com incidência de 2% em procedimentos diagnósticos e 8% nos terapêuticos. Na artéria femoral tem como causas principais iatrogenia (complicação de punção/cirurgia), uso de drogas intravenosas e trauma. O diagnóstico é confirmado por imagem, com destaque para o Doppler, que tem baixo custo, é realizado a beira leito com boa acurácia, sem uso de contraste, permite estudo do número e dimensão das cavidades e colo, distância até a pele, rede arterial distal e estruturas vasculares relacionadas - dados importantes para definição do tratamento, que pode ser expectante, cirúrgico, por compressão/injeção de trombina guiada por USG ou terapia endovascular. A angiotomografia tem valor para melhor caracterização de casos com anatomia vascular complexa, auxiliando o planejamento cirúrgico.

RELATO DE CASO

CARDIOVASCULAR

CV05

COMPLICAÇÕES TRAUMÁTICAS RARAS E COMBINADAS: FÍSTULA ARTERIOVENOSA E ANEURISMA VENOSO GIGANTE.

FROTA COELHO, ANDRÉIA (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
ALMEIDA DE ALENCAR ARAÚJO, NICOLE (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
VITA RICCI, VITOR (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
PHILIPE FERNANDES DE ABREU, ELKER (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
DE ALENCAR DIOGENES MONTEIRO, CECILIA (HOSPITAL ANTÔNIO PRUDENTE)
Paciente do sexo masculino, de 46 anos, com antecedente de acidente automobilístico há cerca de dois meses (moto versus carro), […]

Paciente do sexo masculino, de 46 anos, com antecedente de acidente automobilístico há cerca de dois meses (moto versus carro), com ferimento corto-contuso no membro inferior esquerdo na ocasião, tendo sido submetido a sutura da lesão no serviço de origem.
Evoluiu com persistência da dor e do edema no membro inferior, com repetidas entradas no serviço de urgência para controle dos sintomas nos primeiros vinte dias subsequentes ao trauma, entretanto sem melhora significativa com o tratamento clínico. No prosseguimento da investigação, estudo ultrassonográfico com Doppler evidenciou artérias femorais comum e superficial esquerdas ectasiadas e com fluxo turbilhonado de baixa resistência, veias do sistema venoso profundo com fluxo arterializado e ectasiadas, além de aneurisma venoso gigante da veia ilíaca externa esquerda, achados suspeitos para fístula arteriovenosa distal, embora não adequadamente identificada ao método.
No intuito de complementar investigação e para melhor caracterização do aneurisma venoso, foi realizada angiotomografia computadorizada de abdome total e membros inferiores, que demonstrou fístula arteriovenosa entre a veia e artéria femorais superficiais esquerdas, ectasia difusa do sistema venoso do membro inferior do mesmo lado (profundo e superficial) e confirmou volumoso aneurisma fusiforme da veia ilíaca externa ipsilateral (com calibre de até 10,5 cm).
Paciente segue em planejamento terapêutico com a equipe da cirurgia vascular.
O aneurisma gigante da veia ilíaca é extremamente raro, sendo a causa mais comum a dilatação vascular secundária ao aumento de fluxo e de pressão do sistema venoso geralmente resultante de uma fístula arteriovenosa, como no caso em questão. A clínica normalmente consiste em aumento da circunferência abdominal ou do membro acometido e sinais de insuficiência venosa crônica. Seu diagnóstico é feito por ultrassonografia com Doppler, angiotomografia e venografia. O tratamento precoce evita complicações potencialmente fatais como ruptura e tromboembolismo, de modo que é essencial tanto ao radiologista quanto ao ultrassonografista o reconhecimento da entidade a fim de permitir um manejo adequado do paciente.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

CARDIOVASCULAR

CV06

DISSECÇÃO DE AORTA COM HEMATOMA NA BAINHA COMPATILHADA AORTOPULMONAR: UMA EMERGÊNCIA CIRÚRGICA - RELATO DE CASOS

BATISTA, DESIREE LOUISE SOUZA SANTOS (UNITED HEALTH GROUP)
BARBOSA, JADER CESAR INACIO (UNITED HEALTH GROUP)
JUNIOR, WALTER GENTA ()
JUNIOR, AMARINO DE OLIVEIRA (UNITED HEALTH GROUP)
SILVEIRA, JULIANA SERAFIM (UNITED HEALTH GROUP)
A dissecação aórtica ocorre por uma ruptura da camada íntima, gerando uma falsa luz entre esta camada e a média […]

A dissecação aórtica ocorre por uma ruptura da camada íntima, gerando uma falsa luz entre esta camada e a média da parede do vaso. É uma doença de alta mortalidade e pode ser classificada quanto ao local de acometimento da aorta, sendo a classificação de Stanford a mais usada na atualidade (tipo A no envolvimento da aorta ascendente e tipo B quando não há envolvimento da aorta ascendente).
A ruptura de uma dissecção aguda da aorta ascendente para a bainha conjunta com a artéria pulmonar é uma ocorrência incomum e potencialmente fatal, que pode evoluir com hemopericárdio / tamponamento cardíaco e até hipertensão arterial pulmonar e insuficiência cardíaca direita transitória secundária ao hematoma que comprime o tronco arterial pulmonar. Isto pode ocorrer pois a aorta ascendente e a via de saída do pulmão apresentam contato por compartilharem a mesma camada adventícia.
A ruptura geralmente ocorre na parede posterior da aorta ascendente, adjacente à artéria pulmonar direita, sendo esta a principal acometida pelo hematoma agudo em expansão, assim como o tronco pulmonar.
O principal sintoma é a dor torácica precordial intensa com início abrupto e o exame padrão-ouro para o diagnóstico é a angiotomografia, que apresenta elevada sensibilidade e especificidade.
A dissecção de aorta ascendente apresenta pior prognóstico e necessidade de intervenção cirúrgica imediata.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

CARDIOVASCULAR

CV07

FÍSTULAS CORONÁRIAS - ENSAIO ICONOGRÁFICO

BATISTA, DESIREE LOUISE SOUZA SANTOS (UNITED HEALTH GROUP)
BARBOSA, JADER CESAR INACIO (UNITED HEALTH GROUP)
JUNIOR, WALTER GENTA ()
ROCHITTE, CARLOS EDUARDO (UNITED HEALTH GROUP)
SILVEIRA, JULIANA SERAFIM (UNITED HEALTH GROUP)
A fístula coronária é uma conexão direta entre uma ou mais artérias coronárias e uma câmara cardíaca (fístula coronária-cameral) ou […]

A fístula coronária é uma conexão direta entre uma ou mais artérias coronárias e uma câmara cardíaca (fístula coronária-cameral) ou um grande vaso (fístula arteriovenosa) e apresentam geralmente um curso dilatado e tortuoso.
Cerca de 39%-41% delas têm trajeto para o VD, 26-33% para o átrio direito, seio coronário e veia cava superior, e 15-20% para a artéria pulmonar. Fístula entre a artéria coronária direita e ventrículo esquerdo é muito rara (3%).
As fístulas coronárias podem ser congênitas (primárias) ou adquiridas / iatrogênicas (secundárias), podendo ainda ser isoladas (80%) ou associadas a outras malformações cardíacas congênitas (20%). As fístulas originadas da coronária direita são as mais frequentes (50%-70% dos casos), ocorrendo também na artéria coronária esquerda ou em ambas as artérias.
Causam redução do fluxo miocárdico distal à fistula (fenômeno de roubo coronário), efeito shunt com evolução para insuficiência cardíaca e isquemia miocárdica.
A manifestação clínica é muito variável, dependendo da magnitude do fluxo, da localização, da câmara ou vaso onde desemboca, e do grau de isquemia miocárdica associada.
Cerca de 75% dos casos são achados acidentais, mas quando apresentam sintomas, podem desencadear fadiga, dispneia de esforço, palpitações, angina, sinais de insuficiência cardíaca, fibrilação atrial e hipertensão arterial pulmonar, sendo as principais complicações rotura, infarto e endocardite infecciosa.
A drenagem para o coração direito se comporta como sobrecarga de volume (pré-carga), sendo uma cardiopatia de “shunt” esquerda-direita, com grau variável de hiperfluxo pulmonar.
Quando a drenagem é no VE, forma-se uma fístula artério-sistêmica e as alterações hemodinâmicas se assemelham às da regurgitação aórtica, podendo a fístula receber sangue do próprio VE durante a sístole, se calibrosa.
No caso da drenagem para a artéria pulmonar e átrio esquerdo, há aumento do fluxo com uma sobrecarga de volume para o VE.
A angio-TC das artérias coronárias pode exercer um papel importante no diagnóstico e terapêutica, ao permitir melhor detalhamento em relação ao vaso de origem, o trajeto e o sítio de drenagem da comunicação.

RELATO DE CASO

CARDIOVASCULAR

CV08

SÍNDROME DE NOONAN: APRESENTAÇÃO COM ESTENOSES ARTERIAIS PULMONARES PERIFÉRICAS

BECONHA PEREIRA, JOSUÉ (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
ALVES SOARES, CÂNDIDA MARIA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
PEREIRA FREITAS MENDES, RAFAEL (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
BARBOSA DOS REIS FILHO, MÁRCIO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
LISBOA ALMEIDA GUSMÃO, LISSA (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
PETTERSEN, THIAGO COELHO (HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG)
Introdução A síndrome de Noonan é uma doença multissistêmica, de transmissão autossômica dominante, com uma variedade de apresentações clínicas e […]

Introdução
A síndrome de Noonan é uma doença multissistêmica, de transmissão autossômica dominante, com uma variedade de apresentações clínicas e genéticas, sendo as malformações cardíacas as mais comuns. Embora exista associação com estenose da valva pulmonar e miocardiopatia hipertrófica, a apresentação com estenose pulmonar periférica é rara, com incidências de 3-12%, e, no caso relatado, contribuiu com repercussão hemodinâmica evidenciada por angiotomografia e ecocardiograma.
Descrição
Paciente do sexo feminino, de 14 anos, com diagnóstico de Síndrome de Noonan ao nascimento, apresentando dispneia aos esforços moderados, com saturação entre 88 e 91%, frequência respiratória de 32 irpm, sem sinais de esforço. Solicitada angiotomografia para avaliação do sistema arterial pulmonar, que evidenciou estenose focal com posterior dilatação de algumas artérias pulmonares segmentares e subsegmentares bilateralmente, desproporção entre o tronco da artéria pulmonar e aorta, com relação de 1,5, cardiomegalia, sobretudo às custas das câmaras direitas e relação artéria-brônquio maior que 1,0. Além dos achados de hipertensão arterial pulmonar, o ecocardiograma demonstrou displasia das valvas cardíacas e regurgitação significativa da valva pulmonar, com estenose leve.
Discussão
A síndrome de Noonan é uma síndrome genética relacionada aos genes que codificam proteínas da via de sinalização RAS/MAPK (rasopatia) com grande variabilidade fenotípica e morbimortalidade atribuída, sobretudo, às alterações cardiovasculares comumente associadas. A incidência estimada em nativivos é estimada em 0,04%, sendo 20-25% dos casos diagnosticados atribuíveis à herança familiar. Os achados mais frequentemente encontrados nesses pacientes, além das malformações cardíacas, descritas em até 80% dos casos, são: baixa estatura, fácies típica, retardo cognitivo, displasia linfática e criptorquidia. As alterações cardiovasculares encontradas geralmente resultam em elevação da pressão arterial pulmonar com desigualdade de ventilação-perfusão, desencadeando sintomas como dispneia aos esforços, cianose e, em alguns casos, insuficiência cardíaca. A presença e gravidade dessas repercussões são utilizadas para guiar a terapia, com maiores taxas de reabordagem cirúrgica para os pacientes com valvulopatia e risco aumentado de morte súbita em pacientes com cardiomiopatia hipertrófica.

RELATO DE CASO

CARDIOVASCULAR

CV09

PSEUDO ANEURISMA GIGANTE DA AORTA ABDOMINAL - RELATO DE CASO

TABOSA LOUREIRO ALVES, CAMILA (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
FALCAO PEREIRA, BRUNO ALBERTO (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
JARDIM DA MOTTA CORREA PINTO, RAFAEL (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
SILVA DE AGUIAR RAMOS, AMANDA LUIZA (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
BARREIROS COVRE, FERNANDA (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
SILVEIRA DE SOUZA, SOANE CRISTINA (HOSPITAL OPHIR LOYOLA)
O Pseudoaneurisma é a ruptura de uma artéria com fluxo pérvio, onde o sangue fica contido apenas pela camada adventícia. […]

O Pseudoaneurisma é a ruptura de uma artéria com fluxo pérvio, onde o sangue fica contido apenas pela camada adventícia.
Relato de Caso
Sexo masculino, 23 anos, referiu dor lombar e massa no abdome à esquerda há 8 meses. Apresentava anemia com necessidade de transfusão sanguínea. Mencionou queda de árvore um ano antes dos sintomas.
Realizou tomografia (TC) de abdome total com contraste, que mostrou coleção retroperitoneal, com realce vascular homogêneo ao meio de contraste, deslocava rim esquerdo e aorta abdominal. A comunicação com a porção posterior da aorta media 0,5 cm. A lesão se estendia ao flanco e fossa ilíaca esquerda, sem realce, sugerindo trombo mural associado, com infiltração dos planos musculares e gordurosos. O conjunto mediu 22,4 x 15,5 cm (T x AP).
A ressonância magnética (RM) com contraste mostrou:
-Coleção retroperitoneal com sinal intermediário em T1 e realce vascular ao contraste. Hipersinal na porção lateral esquerda em T1 e realce periférico ao meio de contraste paramagnético, sugerindo trombo/hematoma.
- Esclerose do corpo vertebral de D11 e D12. Acunhamento anterior do corpo vertebral de D11.
-Alteração de sinal da medular óssea/cone medular em D11/D12.
A ultrassonografia (US) de abdome com doppler mostrou secção na parede posterior e fluxo intralesional ao doppler colorido em padrão “yin yang”, além de hematoma mural em hipocôndrio esquerdo.
Os achados sugeriram pseudoaneurisma de aorta abdominal causado por trauma por queda.
Discussão
A angiografia é o padrão ouro para diagnóstico. Porém, por ser invasiva, exames não invasivos se tornam opções: US com Doppler, TC e RM.
O modo B da US mostra estrutura cística hipoecoica adjacente à artéria. No doppler, o fluxo sanguíneo da estrutura cística é caracterizado por movimento giratório típico (sinal yin-yang), além de evidenciar canal de comunicação entre o saco e a artéria com a forma de onda "to-fro”.
A TC é o principal método diagnóstico não invasivo por seu tempo de aquisição curto e possibilidade de avaliar causa do pseudoaneurisma. Observa-se saco de baixa densidade na fase sem contraste, que realça na fase contrastada, de parede lisa, adjacente à artéria, geralmente com comunicação. Área de baixo realce pode permanecer, indicando trombose.
A RM mostra o fluxo na luz vascular e alterações na parede de forma não-invasiva e sem meio de contraste. A RM ponderada em T1 permite a visualização do trombo intraluminal e a avaliação do tamanho do pseudoaneurisma.

RELATO DE CASO

CARDIOVASCULAR

CV10

LEIOMIOSSARCOMA DE VEIA CAVA INFERIOR, UM RARO TUMOR RETROPERITONEAL

DE ALMEIDA SANTA ROSA JUNIOR, WAGNER (SANTA CASA DE ALFENAS)
CEZAR BARBOSA ALVARENGA, ANGELO (SANTA CASA DE ALFENAS)
ZAULI FERREIRA DOS SANTOS, GIOVANI (SANTA CASA DE ALFENAS)
Foi descrito o caso de um paciente de 52 anos, sexo masculino, com queixa de dor abdominal, emagrecimento, massa palpável […]

Foi descrito o caso de um paciente de 52 anos, sexo masculino, com queixa de dor abdominal, emagrecimento, massa palpável no mesogástrio, associado a edema em membros inferiores. O leiomiossarcoma da veia cava inferior, que é o vaso mais afetado, constitui-se um tumor de musculo liso, retroperitoneal, originado de vasos ou remanescentes embrionários. Apresenta pico de incidência na sexta década de vida, predominando no sexo feminino. Verifica-se alta mortalidade em cinco anos com recorrência local de 40 a 60%, onde a ressecção completa com margens cirúrgicas negativas é a única chance de sobrevida em longo prazo. As neoplasias retroperitoniais apresentam sinais e sintomas, geralmente inespecíficos, como por exemplo, dor abdominal leve, massa palpável, sintomas no trato gastrointestinal e urinário, edema e varizes de membros inferiores. Sendo geralmente grandes ao diagnóstico. O estudo por tomografia computadorizada de alta resolução demonstrou volumosa massa solida retroperitoneal à direita, com achados e topografia característicos de leimiossarcoma de veia cava inferior.

TRABALHO ORIGINAL

CARDIOVASCULAR

CV11

ACHADOS CARDIOVASCULARES INCIDENTAIS NA TOMOGRAFIA DE TÓRAX

OLIVEIRA GOUVEIA, MARIANY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Introdução: A tomografia computadorizada (TC) tornou-se o método de primeira linha na investigação de patologias pulmonares. Embora primariamente voltada para […]

Introdução: A tomografia computadorizada (TC) tornou-se o método de primeira linha na investigação de patologias pulmonares. Embora primariamente voltada para a visualização dos pulmões, a tomografia de tórax também pode fornecer imagens do coração. A literatura relata que o coração e os grandes vasos são frequentemente negligenciados nos exames não dedicadas a avaliação cardíaca, mas uma série de achados incidentais relacionados ao sistema cardiovascular podem desencadear investigações adicionais e alterar a conduta médica do paciente, e devem ser considerados no relatório da TC de tórax. O presente estudo pretende descrever os achados cardíacos incidentais detectáveis na tomografia de tórax que podem carregar significado clínico e assim modificar a investigação, diagnóstico e manejo do paciente. Casuística e Métodos: Estudo retrospectivo, unicêntrico, realizado por revisão de laudos de tomografias computadorizadas de tórax. Foi realizada a análise retrospectiva dos achados descritos nos laudos tomográficos de 500 exames do tórax com e sem a injeção de contraste no período entre julho e dezembro de 2019, num hospital universitário. O número absoluto obtido para cada tipo de alteração foi convertido em uma porcentagem do número total de exames analisados. Resultados: De acordo com a análise retrospectiva, 52,8% dos exames revisados apresentaram pelo menos um achado cardíaco incidental. Dentre eles destacam-se calcificações ateromatosas (79,2%), ectasias vasculares (14,2%), cardiomegalia (11,8%), derrame pericárdico (5,2%), próteses valvares (2,2%), alterações da configuração da aorta (4,2%), bem como outros achados (3,02%) que incluem aumento de câmaras cardíacas, hipertrofia de ventrículo esquerdo, pericardite constritiva e cisto pericárdico. Conclusões: As tomografias computadorizadas torácicas frequentemente fornecem evidências de patologias cardiovasculares. No estudo ilustram-se os achados incidentais passíveis de serem identificados pelo médico radiologista e devem ser descritos nos relatórios, já que podem ser clinicamente relevantes e alteram o manejo clínico e o prognóstico do paciente.

TRABALHO ORIGINAL

CARDIOVASCULAR

CV12

A EVOLUÇÃO DO USO DE ECODOPPLERCARDIOGRAMA TRANSTORÁCICO REGISTRADA NO BRASIL ENTRE OS ANOS DE 2015 E 2019

RAMOS, FILIPE ALVES (UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA)
INTRODUÇÃO: O ecodopplercardiograma transtorácico tem como função investigar alterações funcionais e estruturais do coração. Esse exame diagnóstico é amplamente utilizado […]

INTRODUÇÃO: O ecodopplercardiograma transtorácico tem como função investigar alterações funcionais e estruturais do coração. Esse exame diagnóstico é amplamente utilizado devido a sua capacidade diagnóstica e ser um método pouco invasivo e indolor. Com isso, o objetivo deste estudo é analisar o perfil do uso do ecodopplercardiograma na saúde suplementar brasileira entre os anos de 2015 e 2019. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo de corte transversal, realizado no Brasil entre os anos de 2015 e 2019, sobre a utilização do ecodopplercardiograma transtorácico no sistema de saúde suplementar brasileiro. Os dados estudados foram coletados do Departamento de Informática da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). RESULTADOS: No período investigado, foram realizados 26.141.842 ecodopplercardiogramas no Brasil. A taxa de crescimento no número desse exame foi de 15,16% entre os anos de 2015 (4.950.212 exames) e 2019 (5.700.735 exames). Desde 2015, a quantidade de ecodopplercardiogramas transtorácicos apresentou uma taxa de crescimento médio anual de 3,79%. Dessa forma, retratado a sua performance diagnóstica. CONCLUSÕES: Mediante os resultados evidenciados, constata-se que o número de ecodopplercardiogramas apresentou crescimento nos 5 anos analisados. Isso mostra o poder diagnóstico desse exame e reforça a sua importância para o sistema de saúde suplementar brasileiro.

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