Trabalhos 
Científicos

8 a 12 de outubro
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RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP01

LIPOMATOSE SIMÉTRICA MÚLTIPLA (DOENÇA DE MADELUNG) COMO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE MASSAS CERVICAIS

CAMPOS, MURILO (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
MUNIZ, LETÍCIA (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
FESTA, PAMELLA (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
MONIWA, MARCY (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
GASPARINI, LUIS FILIPE (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
NOBREGA, ESPEDITO (HOSPITAL SANTA MARCELINA)
INTRODUÇÃO A Doença de Madelung é uma patologia rara caracterizada por acúmulo de gordura não encapsulada, geralmente localizada simetricamente ao […]

INTRODUÇÃO
A Doença de Madelung é uma patologia rara caracterizada por acúmulo de gordura não encapsulada, geralmente localizada simetricamente ao redor do pescoço e ombros. A etiologia é desconhecida, mas é frequentemente observada em pacientes com história de alcoolismo crônico e acompanhada por anormalidades metabólicas. Sua apresentação é frequentemente acompanhada por hiperurecemia, dislipidemia, anemia macrocítica, neuropatia periférica, intolerância à glicose, e/ou acidose tubular renal, e seu tratamento é cirúrgico por lipectomia ou lipossucção, apresentando bons resultados, embora recorrências sejam comuns.

RELATO DE CASO
Paciente do sexo masculino, 61 anos, admitido no serviço com queixa de dispneia de repouso e aumento progressivo do volume cervical. É portador de Hipertensão arterial sistêmica (HAS); Cirrose hepática de etiologia alcoólica; Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e etilismo ativo. Ao exame físico foi notada a presença de massa em região cervical anterior, móvel e indolor à palpação.
Os achados de TC evidenciaram distribuição simétrica e difusa de material adiposo homogêneo não encapsulado no subcutâneo da região cervical e nas porções superiores do tronco. Os planos musculares apresentaram formas, contornos e densidades preservados. Não havia linfonodomegalias, massas sólidas, malformações linfáticas ou dilatações vasculares.

DISCUSSÃO
O conjunto de achado clínico-radiológicos corroboraram com o diagnóstico de Doença de Madelung, demonstrando a relação descrita na literatura entre o desenvolvimento de lipomatose simétrica múltipla com etilismo crônico. A avaliação por TC permitiu afastar importantes diagnósticos diferenciais, tais como linfoma e comprometimento metastático linfonodal. A TC também possibilita o estadiamento tumoral nos casos em que a lipomatose simétrica múltipla esteja associada a doença maligna, especialmente o carcinoma de células escamosas das vias aéreas superiores, decorrente de etilismo e tabagismo muitas vezes associados.

CONCLUSÃO
A doença de Madelung é uma doença rara e seu diagnóstico é feito pela história, constatação física das massas, exames laboratoriais, biópsia e os limites anatômicos investigados por tomografia. O diagnóstico definitivo deve ser realizado em conjunto com a história clínica, dados laboratoriais e resultados de exames de imagem, principalmente a tomografia, a fim de afastar os possíveis diagnósticos diferenciais.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP02

CERVICAL ABSCESSES ASSOCIATED WITH LEMIERRE'S SYNDROME - CASE REPORT

PIOLI RESENDE, GUILHERME (HOSPITAL DE BASE DO DF)
FERREIRA BUCAR, MARIANA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
OLIVEIRA BARRETO DANTAS, MÁRCIA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
CALDEIRA CORDEIRO, LORENA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
HADASSA SILVA MATOZINHO, HEMILIANNA (HOSPITAL DE BASE DO DF)
ANTÔNIO SERRANO TORREJÓN, OSCAR (HOSPITAL DE BASE DO DF)
Introduction: Abscesses in the oral cavity are associated with odontogenic inflammatory/infectious processes, and may also be related to obstructive processes […]

Introduction: Abscesses in the oral cavity are associated with odontogenic inflammatory/infectious processes, and may also be related to obstructive processes of the salivary ducts, the submandibular duct being the most common. Palatine tonsil and peritonsillar abscesses are related to inflammation on this region, being more common in children and young adults. Description: Lemierre's Syndrome is described as a post-anginal septicemia with an etiological process related to thrombophlebitis of the internal jugular vein and commonly associated with inflammatory or infectious processes that affect the head and neck. The objective of this study is to discuss a representative clinical case of this association, considering a female patient, 43 years old, with progressive odynophagia, dysphagia and febrile episodes for seven days. On physical examination, a moderate dehydration, painful bulging in the left submandibular region, trismus and poor dental conservation are identified. Discussion: In general, purulent fluid collections show central hypoattenuation and peripheral enhancement on computed tomography, and hypersignal on the T2 sequence, a characteristic that is also manifested in the swollen palatine tonsil on magnetic resonance imaging. Reactional lymph node enlargement is also a frequent finding. The Lemierre syndrome described in this case is a rare complication of infectious processes of the upper airways, which courses with bacteremia and septic embolism that affects the internal jugular vein, causing a thromboembolic process that commonly affects the lungs and can have a fatal evolution. The predominance of the condition is described in males and approximately 80% of the cases are caused by the anaerobic gram-negative bacillus Fusobacterium necrophorum, but there is a description of the syndrome in polymicrobial infections. Contrast-enhanced tomography is considered the gold standard in the evaluation of suspected cases, showing intraluminal filling failure and, in some cases, identifying tributary vessels close to the internal jugular vein. Ultrasonography can contribute to the identification of hyperechoic thrombus in the venous lumen. Lemierre's syndrome is a rare condition with a high mortality rate, thus it should be suspected early and evaluated by targeted imaging tests, also foccusing in the differential diagnoses such as cervical lymphadenitis, metastatic disease and isolated jugular vein thrombosis.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP03

UM É BOM, DOIS É MUITO E TRÊS É DEMAIS: UM RELATO DE CASO DE UM PACIENTE COM TRÊS TIREOIDES ECTÓPICAS CERVICAIS

FELIX, FILIPE (IMIP)
CAVALCANTI, JULIANA (IMIP)
CANTILINO, CHRISTIANE (IMIP)
OLIVEIRA FILHO, WILLYZAK (IMIP)
GUEIROS, CAIO (HMR - HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
SANTOS, KARLLOS (HMR - HOSPITAL DA MULHER DO RECIFE)
INTRODUÇÃO: A tireoide ectópica é uma variante anatômica rara, sendo caracterizada como a presença de tecido tireoidiano fora da sua […]

INTRODUÇÃO: A tireoide ectópica é uma variante anatômica rara, sendo caracterizada como a presença de tecido tireoidiano fora da sua topografia usual, essa definida como o segundo, o terceiro e o quarto anéis traqueais, na linha média cervical. A etiologia da tireoide ectópica não é totalmente conhecida, porém as mutações no fator de transcrição da tireoide, nos genes PAX8 e no gene do receptor do thyroid stimulating hormone (TSH).
DESCRIÇÃO: Paciente do sexo masculino, 27 anos de idade, recebido no nosso serviço para punção por aspiração com agulha fina (PAAF) de três nódulos cervicais laterais extratireoidianos, onde o médico assistente (solicitante) interrogava linfonodos atípicos, visto que o paciente acompanhava dois nódulos tireoidianos, sendo um deles TIRADS-2 e o outro TIRADS-3. O paciente desconhecia outras doenças e realizava a PAAF pela suspeita clínica um possível de sítio secundário. Não havia exame anterior para análise comparativa. Inicialmente realizamos a PAAF apenas dos três nódulos cervicais extra-tireoidianos, conforme solicitação médica. O serviço de patologia entrou em contato com nosso departamento informando que o material colhido apresentava características histológicas de tecido tireoidiano. Repetimos a PAAF com outro médico radiologista, ainda no mesmo serviço, dessa vez sendo biopsiado os nódulos tireoidianos tópicos e os nódulos cervicais extra-tireoidianos, sendo retificado o diagnóstico de tecido tireoidiano vide citologia nos nódulos cervicais, confirmando tireóides ectópicas.
DISCUSSÃO: A tireoide ectópica é uma variante anatômica rara, sobretudo as supranumerárias cervicais, existem teorias que tentam explicar a origem do tecido tireoidiano ectópico, como falha na descida da glândula de seu sítio embrionário para a sua posição no adulto, causando o surgimento de ectopia de linha média; seqüestro de nódulos tireoideanos em decorrência de tireoidites, traumatismos ou hiperplasia nodular; presença de tecido tireoideano sem aspectos neoplásico na cápsula de linfonodos cervicais; e anomalias branquiais: a glândula tireóide desenvolve-se embriologicamente de um broto medial do assoalho da faringe e de um par de brotos laterais oriundos da 4a e 5a bolsas branquiais. mediastínicas. O diagnóstico diferencial da etiologia dos nódulos cervicais é um desafio para o médico radiologista, sendo muitas vezes necessária correlação com dados histológicos por não conseguir definir a sua etiologia considerando apenas os achados de imagem.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP04

SINUSOPATIA MAXILAR DE ORIGEM ODONTOGÊNICA

DELLA LIBERA, BRUNO LUIZ. (IRMANDADE DE MISERICORDIA DE CAMPINAS)
TROYANO DE CASTROS MENDES, MARÍLIA. ()
ZAMPIERI GIANNINI, BRUNO. ()
MORETTE GIAMPIETRO, JOÃO LUCAS. ()
HENRIQUE BARACAT CHAIB ACRAS, PEDRO ()
Introdução: A sinusite maxilar odontogênica corresponde de 10-12% dos casos de sinusite maxilar, o que mostra a importância do conhecimento […]

Introdução: A sinusite maxilar odontogênica corresponde de 10-12% dos casos
de sinusite maxilar, o que mostra a importância do conhecimento acerca da
etiologia, diagnóstico e tratamento desta patologia. Se não identificada e
tratada, a sinusite odontogênica pode reduzir de forma significativa a qualidade
de vida do paciente,e levar a sérias complicações, como abscessos orbitais e
cranianos, cegueira ou celulite orbitaria. O caso relatado apresenta história
clínica e achados de imagem compatíveis com essa importante patologia.
Descrição: Paciente masculino, 28 anos, procurou um otorrinolaringologista
com queixa de dor na face, obstrução nasal e cafaléia à esquerda e sensação
de pressão. Foi prescrito antibioticoterapia sem remissão dos sintomas ao
término do tratamento. O profissional suspeitou de sinusite de origem
odontogênica, e ao questionar o paciente, esse relatou extração dentaria dos
terceiros molares superiores e inferiores há 20 dias.
Observou-se à tomografia computadorizada (TC) sem o uso de contraste,
grande quantidade de material com atenuação de partes moles e conteúdo
denso no seio maxilar esquerdo, com focos gasosos e calcificações de
permeio. Sinais de extração dos terceiros molares superiores e inferiores, com
material com atenuação de partes moles preenchendo suas cavidades
alveolares. Rotura da cortical maxilar vestibular e rotura da cortical mandibular
lingual. Presença de comunicação oroantral à esquerda associada a pequeno
remanescente radicular nessa topografia. Obliteração do infundíbulo esquerdo
por provável remanescente radicular. Concluindo o diagnóstico de sinusite
odontogênica.
Discussão: A origem odontogênica da sinusite deve ser considerada em
pacientes com história de cirurgia dentoalveolar/periodontal. A presença de
inflamação, infecção ou iatrogenias de origem dentária pode afetar a
integridade do assoalho do seio maxilar, devido à proximidade anatômica deste
com os molares superiores.
A TC é o exame de escolha para a avaliação dos seios paranasais e estruturas
dentoalveolares, pois permite reconstruções que eliminam sobreposições de
estruturas, possibilitando o diagnóstico de sinusopatias e identificando
variações anatômicas que predispoem a patologia.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

CABEÇA E PESCOÇO

CP05

DOENÇAS NEOPLÁSICAS E VASCULARES DA ORBITA

BRENDA VIEIRA SANTOS, TAISA (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
TEIXEIRA DE OLIVEIRA, JESSICA (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
NUNES GUIMARAES CARDOSO, CAROLINE (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
FERNANDA CORREIA PIMENTEL, LAIS (HOSPITAL GERAL ROBERTO SANTOS)
As doenças da órbita compreendem um amplo espectro de manifestações clínicas e de padrões de imagem que frequentemente se sobrepõem […]

As doenças da órbita compreendem um amplo espectro de manifestações clínicas e de padrões de imagem que frequentemente se sobrepõem e se apresentam como um dilema diagnóstico. Algumas doenças neoplásicas e vasculares possuem padrões de imagens característicos, que quando associados à história clínica e exame oftalmológico contribuem para a elucidação diagnóstica.
Este ensaio iconográfico tem o objetivo de demonstrar os padrões de imagens reconhecidos nos exames de imagem de patologias da órbita ,de natureza vascular e neoplásica, do departamento do hospital universitário no período compreendido entre 2017 e 2021, com ênfase na ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC). Tais padrões, quando devidamente interpretados, podem contribuir para o diagnóstico precoce e na conduta clínica.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP06

CUTIS VERTICIS GYRATA: RELATO DE CASO

COIMBRA CLARA, TONY (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
VALLADÃO RODRIGUES SANTANA, CATARINA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO)
Introdução: A Cutis Verticis Gyrata é uma doença rara com acometimento dermatológico do couro cabeludo, onde o mesmo se apresenta […]

Introdução: A Cutis Verticis Gyrata é uma doença rara com acometimento dermatológico do couro cabeludo, onde o mesmo se apresenta de aspecto cerebriforme com sulcos e giros, em vários graus, podendo ocorrer progressivo crescimento. É uma doença mais comum em homens (proporção de 5: 1 em relação as mulheres), estigmatizante em alguns casos, de diagnóstico clínico simples, com repercussões físicas e emocionais para a vida dos pacientes. Descrição: Paciente E.G.O.S, 15 anos, feminino, refere ambulatorialmente percepção há cerca de 2 anos de aumento do volume em região de calota craniana (ápice) indolor, de consistência amolecida, aspecto cerebriforme com sulcos e giros, sem crescimento, negando trauma local. Submetida a tomografia computadorizada e ressonância magnética de crânio, onde foi sugerido o diagnóstico de Cutis Verticis Gyrata. Exame anatomopatológico demonstrou discreta foliculite local. Discussão: A Cutis Verticis Gyrata foi descrita inicialmente por Jean-Louis-Marc Alibert em 1837 e possui etiologia indefinida até então. A maioria se apresenta na puberdade e acredita-se que fatores endócrinos como a testosterona podem ser responsáveis pela predileção ao sexo masculino. Pode ser classificada em primária ou secundária a diversas doenças como amiloidose, sífilis, esclerose tuberosa, dentre outras. O espectro de apresentação clínica pode variar entre casos leves (muitas vezes subdiagnosticados) e severos. Os casos leves comumente são identificados apenas por exames de imagens. Embora o diagnóstico seja essencialmente clínico, os exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio desempenham um importante papel para propedêutica e confirmação diagnóstica.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP07

COLOCANDO EM PRÁTICA O PROTOCOLO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 4D PARA DETECÇÃO DE ADENOMA DA PARATIREÓIDE EM PACIENTE COM HIPERPARATIREOIDISMO PRIMÁRIO

SEGUNDO BUENO BORGES, ROBERTO (GRUPO FLEURY)
BAVARESCO, ANA PAULA (GRUPO FLEURY)
HITOMI AZEKA, ADRIANA (GRUPO FLEURY)
FALCÃO DE ALBUQUERQUE SANTOS, FERNANDA (GRUPO FLEURY)
ODILON GOBBO DA SILVA, CAHINÃ (GRUPO FLEURY)
BORRI WOLOSKER, ANGELA (GRUPO FLEURY)
Introdução e objetivos A tomografia computadorizada com protocolo quadridimensional (TC4D) da paratireoide é utilizada para a localização pré-operatória de tecido […]

Introdução e objetivos
A tomografia computadorizada com protocolo quadridimensional (TC4D) da paratireoide é utilizada para a localização pré-operatória de tecido da paratireoide anormal em paciente com clínica e alterações laboratoriais de hiperparatireoidismo primário (HPTP). Dessa forma, possibilita a realização da paratireoidectomia minimamente invasiva, ou seja, é extraído apenas o tecido anormal. O protocolo 4D consiste em três fases, sendo elas: uma fase sem contraste, outra arterial (começando 30 segundos após o início da injeção do material de contraste) e, por fim, uma fase venosa (começando 60 segundos após início da injeção do material de contraste). O papel do radiologista é fornecer ao cirurgião um mapa detalhado do pescoço do paciente com HPTP, descrevendo as características e localização das lesões da paratireóide candidatas a ressecção. Este trabalho possui como objetivo relatar o caso de uma paciente com HPTP que foi submetida ao protocolo TC4D para detecção de lesão, com posterior ressecção e confirmação por anatomopatológico de adenoma da paratireóide.
Discussão
Paciente de 54 anos, assintomática, com histórico de nefrolitíase e osteopenia. Em exames laboratoriais de rotina, foram evidenciados elevação dos níveis de paratormônio 254 pg/ml – (VR: 10 a 65 pg/nl), cálcio total 11,8 mg/dl (VR: 8,8 a 10,4 mg/dl) e cálcio iônico 1,48 nmol/l (VR: 1 a 1,3 mmol/l).
A paciente então foi submetida a TC4D para investigação, sendo evidenciada uma formação nodular localizada posteroinferiormente ao lobo tireoidiano direito, na topografia do sulco traqueo-esofagenao, medindo 1,6 x 1,1 x 0,6 cm nos seus maiores eixos (craniocaudal x ântero-posterior x laterolateral), hipodensa em relação ao parênquima tireoidiano , com intenso realce na fase arterial e "washout" nas aquisições mais tardias. Observando-se, ainda, a presença de pequena estrutura vascular adjacente, podendo representar o sinal do vaso polar. As características da lesão sugeriam nódulo na paratiróide à direita, sendo que, no contexto clínico-laboratoiral, a possibilidade de adenoma foi considerada.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP08

DISSEMINAÇÃO ATÍPICA DO RABDOMIOSSARCOMA: RELATO DE CASO

GONÇALVES POVILL, JÉSSICA (UFRJ)
DO VALLE VIEIRA GUSMAO, LUDMILA (UFRJ)
DA COSTA NASCIMENTO, MARCO ANTONIO (UFRJ)
FERNANDES RAMALHO, CAROLINA (UFRJ)
ALCÂNTARAGONÇALVES MARTINS, PHILIPPE (UFRJ)
CARDOSO BARBOSA MAGALHAES, FILIPE (UFRJ)
Rabdomiossarcoma (RMS) é um tumor agressivo, que se desenvolve a partir de células mesenquimais primitivas ligadas à embriogênese do músculo […]

Rabdomiossarcoma (RMS) é um tumor agressivo, que se desenvolve a partir de células mesenquimais primitivas ligadas à embriogênese do músculo esquelético. É mais prevalente na infância, mais de 50% de todos os sarcomas de tecidos moles e infrequente em adultos, menos de 1% de todas as doenças malignas. Existem três tipos histológicos principais: RMS embrionário, mais frequente; RMS alveolar, que representa 20% dos casos; RMS pleomórfico, responsável por aproximadamente 5% dos casos e exclusivo da população adulta. A apresentação clínica varia de acordo com a localização do tumor. A ressonância magnética (RM) é o método de escolha para avaliar tumores musculoesqueléticos de tecidos moles, no diagnóstico, delineamento tumoral e acompanhamento da resposta do tumor ao tratamento. Os apectos de imagem do RMS são inespecíficos. Na RM apresenta-se com intensidade de sinal intermediário em T1 e intermediário a alto em T2, pode ter aspecto lobulado, raramente é predominantemente cístico. O realce é importante e vasos proeminentes podem ser observados no subtipo alveolar. O tipo alveolar tem o pior prognóstico, sendo que até 15% dos pacientes apresentam metástases ao diagnóstico. O caso trata-se de uma paciente 29 anos, feminino, que iniciou o quadro de congestão nasal intensa à esquerda e posterior aumento do volume paraocular ipsilateral. Ao exame físico, observou-se edema palpebral inferior importante, com hiperemia e deslocamento superior do globo ocular esquerdo. A RM de órbita e face evidenciou formação sólida de aspecto lobulado, envolvendo as fossas nasais e células etmoidais bilateralmente se estendendo também para rinofaringe, seio maxilar e órbita esquerda com destruição das paredes ósseas. A lesão apresenta hipossinal em T1 e hipersinal heterogêneo em T2/Flair, com restrição à difusão, impregnação intensa e irregular pelo contraste. Evidenciou-se também implante na adrenal, mama, mesentério e ossos. O histopatológico foi Rabdomiossarcoma do tipo alveolar, iniciando-se quimioterapia. Houve progressão de doença mesmo em vigência do tratamento e infeção do sistema nervoso central associada. Assim, observa-se a agressividade neoplasia, sendo necessário seu conhecimento, para o radiologista não só auxiliar no diagnóstico precoce, mas também na avaliação de possíveis sítios atípicos de disseminação, como a mama.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP09

LINFOMA NÃO-HODGKIN DE SEIO MAXILAR: RELATO DE CASO

MARTINEZ DA COSTA, THIAGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
ROCHA DE SOUZA, MATHEUS (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
EDUARDO MOURA, NELSON (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
DALPRÁ TAFNER, PATRÍCIA (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
RODACKI, RODRIGO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
OTÁVIO GRETHER, EDUARDO (HOSPITAL SANTA ISABEL - BLUMENAU)
Linfomas não-Hodgkin (LNH) são neoplasias hematológicas originadas dos sistemas linfático e reticuloendotelial e representam menos de 1% de todas as […]

Linfomas não-Hodgkin (LNH) são neoplasias hematológicas originadas dos sistemas linfático e reticuloendotelial e representam menos de 1% de todas as malignidades da cabeça e pescoço, embora consistam na segunda localização mais comum de LNH extranodal, somente atrás do trato gastrointestinal. Relatamos o caso de paciente do sexo masculino, 37 anos e sem comorbidades, com quadro de desconforto e edema em hemiface direita. O exame de Tomografia Computadorizada dos Seios da Face demonstrou processo expansivo sólido centrado no seio maxilar direito, com extensão para partes moles e estruturas circunjacentes, inespecífico do ponto de vista de imagem. A correlação anatomopatológica e imuno-histoquímica evidenciou células linfoides grandes e atípicas com frequentes figuras de mitose, em padrão difuso de crescimento, compatível com linfoma difuso de grandes células B, com positividade para marcadores CD20, CD10, BCL2, BCL6 e antígeno Ki-67.
O linfoma difuso de grandes células B primário dos seios paranasais é, portanto, pouco frequente, porém deve sempre ser considerado no diagnóstico diferencial de uma massa que envolve o antro maxilar ou qualquer outro sítio extranodal da cabeça e pescoço.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP10

TIREOIDITE SUBAGUDA GRANULOMATOSA APÓS COVID-19.

DE PAIVA OLIVEIRA, MARIANA (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
ASSUNÇÃO, MARCOS VINICIUS (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
RAPOSO NORTON, SHAYANNE. (HOSPITAL FELICIO ROCHO)
MOREIRA PFEILSTICKER, RUDOLF (HOSPITAL FELICIO ROCHO E SPECTRA DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
MACIEL CAMPOLINA CARDOSO, GABRIELA (SPECTRA DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
LOPES CANÇADO FONSECA, BERNARDO (SPECTRA DIAGNÓSTICO POR IMAGEM)
Introdução: Ao longo da pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2 (Covid-19) têm sido descritos casos esporádicos de alterações tireoidianas. Este trabalho […]

Introdução: Ao longo da pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2 (Covid-19) têm sido descritos casos esporádicos de alterações tireoidianas. Este trabalho apresenta a evolução de um caso de tireoidite subaguda granulomatosa após Covid-19.
Descrição: Mulher, 60 anos, foi diagnosticada com Covid-19 em março de 2021. Apresentou mialgia e odinofagia e fez uso de ivermectina, rivaroxabana, levofloxacina e prednisona, evoluindo sem intercorrências. Três meses após, apresentou febre, cefaleia, odinofagia e cervicalgia, sendo inicialmente diagnosticada faringite e realizado tratamento com antiinflamatório não esteroidal. Persistindo com sintomas, fez uso de corticoterapia sistêmica, e realizou exames laboratoriais de função tireoidiana (valores dentro da normalidade), além de ultrassonografias cervicais (em junho, julho e agosto/2021) que evidenciaram, dentre outros achados, heterogeneidade parenquimatosa difusa e áreas focais de hipoecogenicidade dolorosas à compressão dirigida, com localizações e extensões diferentes nos três exames realizados, sugerindo tireoidite subaguda granulomatosa.
Discussão: A tireoidite subaguda granulomatosa é uma entidade relativamente frequente e com mecanismo fisiopatológico pouco compreendido, sendo observada após infecções virais. Clinicamente é uma das causas mais comuns de dor cervical anterior. Caracteriza-se por áreas hipoecoicas dolorosas à compressão dirigida à ultrassonografia, inicialmente hipervasculares ao Doppler (fase aguda) e posteriormente hipovasculares (fase subaguda). Ao longo da evolução da doença podem ser observadas mudanças nas localizações e extensões das áreas de hipoecogenicidade, que podem persistir por vários meses. Há alguns relatos de casos associando a Covid-19 a tireoidites em formas subaguda, autoimune e atípica, e também a tireotoxicose e hipotireoidismo. Atualmente duas hipóteses fisiopatológicas são mais consideradas para as alterações tireoidianas observadas: o efeito indireto da resposta imune-inflamatória no eixo hipotálamo-hipófise-tireoidiano (HHT), e outra da ação direta do vírus sobre a glândula.
Conclusão: A observação clínica e as pesquisas continuamente realizadas mostram forte indício do potencial acometimento de qualquer órgão, inclusive da tireoide e do eixo HHT, pelo SARS-CoV-2. Em pacientes com dor cervical após Covid-19 a possibilidade de tireoidites, especialmente a subaguda granulomatosa, deve ser considerada, sendo a ultrassonografia útil para diagnóstico e monitoramento.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP11

CORDOMA DE FORAME JUGULAR: RELATO DE UM CASO ATÍPICO

BASILIO FRANÇA, ANA LUIZA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
LEITE BATISTA, TÂNIA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
COCHINSKI, RENATA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
CAIOCESARBRAGALIMA@GMAIL.COM (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
BASILIO CARDOSO, BRUNO (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
ÀVILA DE ALMEIDA, CAROLINA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
Paciente do sexo masculino, 31 anos, procedente do Ceará, compareceu ao serviço hospitalar para investigação de cefaleia refratária, disfagia leve […]

Paciente do sexo masculino, 31 anos, procedente do Ceará, compareceu ao serviço hospitalar para investigação de cefaleia refratária, disfagia leve para alimentos sólidos e disfonia de início há dois anos. Apresentava também voz de qualidade rouco-soprosa e atrofia do trapézio. Ao exame de laringoscopia, era observada paralisia de prega vocal esquerda. Sem antecedentes pessoais dignos de nota.
A tomografia revelou formação expansiva extra-axial, com calcificações e sem realce significativo pelo contraste, localizada no forame jugular esquerdo, que se encontrava alargado. A ressonância magnética mostrou formação expansiva extra-axial, de contorno lobulado e limites bem definidos, que comprometia e alargava o forame jugular esquerdo com padrão de remodelamento da limitante óssea lateral (mastoide) aparentemente "moteado", impregnando-se de forma bastante irregular pelo contraste. As características sugeriram o diagnóstico de tumor do glômus jugular (paraganglioma).
Foi efetuada a ressecção subtotal do tumor e a peça cirúrgica foi enviada para análise histopatológica, com diagnóstico final de cordoma. Posteriormente, foi realizada radioterapia adjuvante O paciente permanece realizando controle por imagem a cada 6 meses, com doença estável até o momento.
Os cordomas são neoplasias raras, de crescimento lento e representam cerca de 5% dos tumores ósseos malignos. Tem origem no tecido notocordal embrionário residual, acometendo a base do crânio e o esqueleto axial. Sua ocorrência no forame jugular é extremamente incomum e sua apresentação típica é na quinta década de vida. O quadro clínico é variável, a depender da localização e extensão do tumor. Os sintomas mais comuns incluem cefaleia e diplopia.
Em geral, apresentam-se como lesões da linha mediana com proemiências além da cortical óssea de aspecto digitiforme. À TC são hipodensas e apresentam realce pelo contraste e à RM apresentam intenso hipersinal em T2, além da contrastação intensa.
Apresentam alta taxa de recorrência e a ressecção cirúrgica seguida de radioterapia pós-operatória é o tratamento de escolha. Apesar do aprimoramento das técnicas cirúrgicas, a ressecção do cordoma da base do crânio ainda constitui um desafio.

ENSAIO ICONOGRÁFICO

CABEÇA E PESCOÇO

CP12

FORAME JUGULAR: UM DESAFIO DIÁRIO

PURETZ STRICKER, RAFAELA (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
COCHINSKI, RENATA (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
ÁVILA DE ALMEIDA, CAROLINA (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
SCHLAUCHER RICHA, RICARDO HENRIQUE (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
RIBEIRO DAMASCENO, IGOR (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
DECNOP, MARCOS (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
As lesões do forame jugular são variadas e podem surgir tanto de estruturas locais quanto de estruturas contíguas se estendendo […]

As lesões do forame jugular são variadas e podem surgir tanto de estruturas locais quanto de estruturas contíguas se estendendo através dele, levando a desafios diagnósticos. Além disso, variações anatômicas e variantes de fluxo podem simular pseudotumores.
A anatomia complexa funciona como uma via através da qual importantes estruturas neurovasculares viajam da fossa posterior do crânio ao pescoço suprahioideo.
As lesões se apresentam de forma semelhante, portanto é muito importante para o radiologista ter em mente a variedade diagnóstica existente e as características de imagem comumente encontradas em cada uma delas.
A tomografia computadorizada é a melhor ferramenta para avaliar a integridade óssea. Já a ressonância magnética mostra características intrínsecas das lesões, relações vasculares, além de identificar disseminação perineural e extensão intracraniana.
A lesão intrínseca mais comum é o paraganglioma, que embora geralmente benigno, pode ser localmente destrutivo, causando destruição óssea permeativa e determinando efeito de massa. A ressonância é o método de escolha para diagnóstico, mostrando o padrão típico de “sal e pimenta” nas imagens ponderadas em T1, observando focos hemorrágicos entremeados com “flow voids” (vazios de fluxo). Outras lesões intrínsecas incluem schwannomas, que geralmente causam remodelamento ósseo, e meningiomas comumente determinando área esclerótica adjacente à lesão. Cordomas e condrossarcomas são exemplos de lesões extrínsecas.
Bulbo jugular assimétrico, artefatos de fluxo e trombose jugular podem levar à equivocada interpretação de lesão, dando origem às pseudotumores.
Palavras-chave:
1) Forame jugular
2) Neoplasias de cabeça e pescoço
3) Diagnóstico por imagem
4) Neoplasias da base do crânio
5) Paraganglioma

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP13

CONDROSSARCOMA MESENQUIMAL EM CABEÇA E PESCOÇO: UM RELATO DE CASO EM PEDIATRIA

PURETZ STRICKER, RAFAELA (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
COCHINSKI, RENATA (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
SCHLAUCHER RICHA, RICARDO HENRIQUE (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
ÁVILA DE ALMEIDA, CAROLINA (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
ALBUQUERQUE, BRUNO (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
DECNOP, MARCOS (INSTITUTO NACIONAL DE CANCER)
O condrossarcoma mesenquimal é um subtipo raro e agressivo de condrossarcoma, que ocorre em tecidos ósseos e extraósseos. Pela raridade […]

O condrossarcoma mesenquimal é um subtipo raro e agressivo de condrossarcoma, que ocorre em tecidos ósseos e extraósseos. Pela raridade da doença, a evolução natural ainda é pouco conhecida. É comumente encontrado na segunda e terceira décadas de vida.
Ele representa cerca de 2 a 20% de todos os condrossarcomas e possui um mal prognóstico, com taxa de sobrevida em 10 anos abaixo dos 50%. A doença metastática tem maior impacto na sobrevida, e os principais sítios são pulmão e ossos.
A lesão normalmente se apresenta como uma massa causando destruição óssea local e extensão aos tecidos moles, com matriz condróide presente. Na tomografia computadorizada a matriz condróide se apresenta como áreas calcificadas de permeio à lesão e na ressonância magnética as mesmas áreas são vistas hiperintensas nas imagens ponderadas em T2. O condrossarcoma apresenta captação heterogênea pelo meio de contraste.
Esse relato de caso aborda a história de uma paciente do sexo feminino com 13 anos, com queixa de aumento de volume na face. Foi realizada biópsia, quimioterapia neoadjuvante, cirurgia com exenteração de órbita alargada à base do crânio + maxilarectomia e reconstrução com retalho das regiões pericraniogaleal e da coxa.
Neste caso relatado, a avaliação por imagem tornou-se imprescindível não somente para o diagnóstico, mas principalmente para auxiliar o cirurgião de cabeça e pescoço no planejamento cirúrgico e para o posterior acompanhamento pós-operatório da paciente, já que se trata de doença com possibilidade de recidiva local e metastase à distância.
Palavras-chave:
1) Condrossarcoma mesenquimal
2) Neoplasias de cabeça e pescoço
3) Diagnóstico por imagem
4) Condrossarcoma
5) Saúde da criança

ENSAIO ICONOGRÁFICO

CABEÇA E PESCOÇO

CP14

NOW YOU SEE ME - UMA ABORDAGEM SISTEMÁTICA NA AVALIAÇÃO DE TUMORES ORBITÁRIOS

YUKA MATWIJSZYN NAGANO, STEPHANIE (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
POLLYANA PEREIRA RIBEIRO, SUHEYLA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
LUIS DE VASCONCELOS CHAMBI TAMES, HUGO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
VACCARO SUMI, DANIEL (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
LÚCIA ELIA GOMES, REGINA (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
MIGUEL DANIEL, MAURO (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN)
Introdução: Os tumores orbitários no adulto compreendem vários diagnósticos diferenciais, mas algumas lesões possuem aspecto de imagem típico. Além de […]

Introdução:
Os tumores orbitários no adulto compreendem vários diagnósticos diferenciais, mas algumas lesões possuem aspecto de imagem típico. Além de identificar e caracterizar estas lesões, os métodos de imagem, principalmente a tomografia computadorizada e a ressonância magnética são importantes para a avaliação de sinais de gravidade e extensão da doença. Através de uma análise sistemática por compartimentos, é possível o radiologista reconhecer as principais afecções, o que é primordial para o planejamento terapêutico.
Descrição sucinta:
Através de uma série de casos da instituição, as caraterísticas mais importantes de imagem dos principais tumores orbitários nos adultos serão apresentadas, bem como a sua localização mais típica.
A massa mais comum orbitária nos adultos, embora não seja considerada um tumor verdadeiro, é a malformação venosa (antigo hemangioma cavernoso). Acomete principalmente o compartimento intraconal, e os aspectos de imagem mais característicos são o hipersinal em T2 e o realce homogêneo pelo contraste.
Nos pacientes acima dos 60 anos, o linfoma é o tumor primário mais comum. A maioria das lesões é unilateral e extraconal, podendo ser infiltrativas ou nodulares, geralmente remodelando as estruturas adjacentes, tendo como característica principal a acentuada restrição à difusão.
Já no compartimento intraocular o tumor mais comum nos adultos é o melanoma da coroide. Ressonância magnética é o exame de escolha para avaliação, devido ao característico alto sinal em T1 da melanina. Descolamento da retina e invasão extraocular podem ser encontradas.
As metástases, sendo a mama o sítio primário mais comum, também são relativamente comuns na órbita, acometendo o globo ocular, espaços intra e extraconal e a musculatura do cone.
Das lesões do nervo óptico, os gliomas possuem aspecto de imagem muito característico, geralmente expandindo o nervo óptico, com hipersinal em T2 e realce variável. Nos meningiomas, o aspecto de imagem típico é o realce com padrão “em trilho de trem” do complexo bainha-nervo, com relativa preservação do nervo óptico.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP15

DOENÇA DE ROSAI-DORFMAN: AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA DE UM PACIENTE COM HIPERPLASIA LINFOIDE REACIONAL

DANTAS, MARCIA OLIVEIRA BARRETO (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
RESDENDE, GUILHERME PIOLI (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
NETO, EZIR ARAÚJO LIMA (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
TORREJON, OSCAR ANTONIO SERRANO (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
LORENA CALDEIRA CORDEIRO (HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL)
Introdução: Os achados radiológicos da hiperplasia linfoide reacional com alteração focal do tipo Doença de Rosai-Dorfman apresentam grande diversidade, devendo-se […]

Introdução: Os achados radiológicos da hiperplasia linfoide reacional com alteração focal do tipo Doença de Rosai-Dorfman apresentam grande diversidade, devendo-se atentar às alterações nas cadeias linfonodais e às manifestações clínicas associadas.
Descrição: Apresentar as alterações radiológicas em um paciente portador de hiperplasia linfoide reacional com alteração focal do tipo Doença de Rosai-Dorfman diagnosticada por biópsia de linfonodo cervical através de imunohistoquimica.
Discussão: Paciente do sexo masculino, hipertenso, com história de adenocarcinoma de próstata há seis anos, sendo submetido a prostatectomia radical e radioterapia, além de passado de tuberculose pulmonar com tratamento finalizado em há quatro anos. Há nove meses, relata início de quadro de perda de peso não quantificada, não associado a febre, hiporexia, tosse seca alternada a tosse com secreção clara esporádica, associado a aumento de adenomegalias cervicais e em parede torácica. Nega dispneia ou sintomas de dor. Nega tabagismo prévio e etilismo. Realizado Tomografia Computadorizada (TC) da região cervical com contraste observando múltiplas linfonodomegalias nas cadeias cervicais anteriores, heterogêneas, mais evidentes à direita, medindo até 2,2 cm no eixo curto. Prosseguiu investigação com TC de tórax e abdome com contraste, observando linfonodomegalias mediastinais, nos hilos pulmonares, para-aórticos, em cadeia ilíaca externa e em região inguinal. Em nova TC cervical com intervalo de três meses foi evidenciado aumento das dimensões das múltiplas linfonodomegalias, com maior medindo 2,7 cm.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP16

SÍNDROME DE LEMIERRE SECUNDÁRIA A ESPINHO DE PEIXE: RELATO DE CASO

CARNEIRO, RHÉLRISON BRAGANÇA (CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACIMED)
BORGES, ESTEVÃO FARIA (CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACIMED)
ANDRADE, GUSTAVO FARIA BORGES (CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACIMED)
ALMEIDA, BRUNA ELER DE (CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACIMED)
ALMEIDA, GUILHERME ELER DE (CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACIMED)
SILVA, CLAUDINEIA FERNANDES DA (CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACIMED)
Introdução: A Síndrome de Lemierre (SL) refere-se à tromboflebite das veias jugulares internas com abcessos pulmonares metastáticos, tendo por agente […]

Introdução: A Síndrome de Lemierre (SL) refere-se à tromboflebite das veias jugulares internas com abcessos pulmonares metastáticos, tendo por agente etiológico o Fusobacterium necrophorum. Costuma ocorrer com maior prevalência em adolescentes e adultos jovens. O presente texto tem por objetivo relatar um caso da SL secundária a espinho de peixe. Descrição do Caso: Paciente do sexo masculino, 59 anos de idade, comparece ao pronto socorro queixando-se de odinofagia e “caroço no pescoço” que apareceu há quinze dias após ter engolido um espinho de peixe. Ao exame físico observou-se edema e tumoração cervical a esquerda; aderida à planos profundos e dolorosa à palpação. Realizado tomografia computadorizada (TC) cervical e de tórax, a TC cervical evidenciou coleção com focos de gás de epicentro em região cervical esquerda, adjacente observou-se imagem linear radiodensa com cerca de 3,3 cm suspeita para corpo estranho, e falha de enchimento da veia jugular interna, externa e tributárias suspeita para trombose. A TC tórax mostrou duas cavidades pulmonares com paredes espessas, uma com nível liquido, podendo corresponder a abcessos pulmonares secundários à SL. Foi submetido à cervicotomia exploratória para remoção de corpo entranho onde se confirmou espinho de peixe, feito anticoagulação e antibioticoterapia. Discussão: Em geral, a suspeita clínica de SL deve ser despertada quando um paciente com qualquer infecção em cabeça e pescoço desenvolve sinais de tromboflebite de veia jugular interna, sepse, ou propagação de êmbolos sépticos para órgãos à distância.Embora uma entidade rara, a SL continua a ser uma doença de morbidade e mortalidade consideráveis devido à sua progressão e atrasos de diagnóstico. A tromboflebite da veia jugular interna ocorre pela disseminação da infecção pelo compartimento cervical. O pulmão é o local primário para a propagação de êmbolos sépticos. No presente caso, o paciente não possuía história clínica de faringite, portanto, sendo o espinho de peixe (corpo estranho) suspeito como porta de entrada à infecção. O tratamento baseia-se em antibioticoterapia e, se não tratada, a infecção pode levar à morte em até 18% dos casos. A exploração cirúrgica com drenagem cirúrgica de abscessos periamigdalianos pode ser indicada.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP17

CYSTIC ADENOID CARCINOMA OF THE LACRIMAL GLAND: CASE REPORT WITH CLINICAL-RADIOLOGICAL CORRELATION

LEAO, ROGERIO (UNIFESP)
MEDEIROS, LUCAS. (UNIFESP)
ROCHA, GABRIEL (UNIFESP)
SERPA, AUGUSTO (UNIFESP)
Paciente sexo masculino ,24 anos, com queixa de dor periorbital e distopia à direita há 2 anos, com piora há […]

Paciente sexo masculino ,24 anos, com queixa de dor periorbital e distopia à direita há 2 anos, com piora há 6 meses. Ao exame físico, apresentou acuidade visual bilateralmente preservada, distopia nasoinferior, ptose de pálpebra superior e massa palpável endurecido no rebordo lateral superior à direita. O quadro motivou a realização de tomografia computadorizada(TC) das órbitas, a qual evidenciou massa com atenuação de partes moles, limites imprecisos, aspecto infiltrativo e realce heterogêneo ao meio de contraste iodado, centrada na topografia da glândula lacrimal direita, associada a remodelamento e erosão óssea da parede lateral e superior da órbita, com pequena extensão lesional para o interior do seio frontal direito, além de determinar ptose e deslocamento inferomedial do globo ocular.Também foi realizado 5 meses depois, em caráter ambulatorial, um estudo por ressonância magnética(RM) das órbitas, que revelou aumento das dimensões da massa centrada na topografia da glândula lacrimal direita, heterogênea, predominantemente hipointensa em T1 e isointensa em T2, com realce difuso e heterogêneo ao meio de contraste paramagnético , deslocando inferomedialmente o globo ocular, deformando seu contorno superior, o complexo muscular superior, e os músculos reto lateral e oblíquo superior, com extensão superior para o seio frontal ipsilateral e determinando erosão do teto orbitário.Foi então realizado estudo anatomopatológico (AP), que revelou revelou carcinoma adenoide cístico.
Os tumores da glândula lacrimal representam 5% a 25% das lesões orbitárias e são classificados em lesões epiteliais e não epiteliais. Tumores epiteliais representam 40-50% das lesões das glândulas lacrimais, sendo cerca de metade lesões malignas. O tumor benigno mais comum é o tumor misto benigno (adenoma pleomórfico), enquanto o tumor maligno mais comum é o carcinoma adenoide cístico.
Aos métodos de imagem, o achado mais frequente do carcinoma adenoide cístico é uma lesão de contornos irregulares na topografia da glândula lacrimal, associada a erosão óssea com disseminação por contiguidade e invasão do teto da órbita. À TC, a lesão apresenta-se como uma massa infiltrativa isoatenuante com realce moderado pelo contraste associada a erosão óssea, podendo haver calcificações no interior da lesão. Já à RM, a lesão é hipointensa em T1 quando comparada à musculatura e isointensa/hiperintensa em T2 quando comparada ao córtex cerebral, com moderado realce ao meio de contraste.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP18

NEUROBLASTOMA OLFATÓRIO RADIOINDUZIDO: UM RELATO DE CASO

BASILIO FRANÇA, ANA LUIZA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
SIQUEIRA HONORATO, HIGOR (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
LEITE BATISTA, TÂNIA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
BRAGA LIMA, CAIO CESAR (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
SOUZA CONRADO DE SANTANA, IRIS (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
BASILIO CARDOSO, BRUNO (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA)
Paciente do sexo feminino, 15 anos, com histórico de rabdomiossarcoma embrionário com anaplasia de órbita esquerda, submetida a tratamento quimiorradioterápico […]

Paciente do sexo feminino, 15 anos, com histórico de rabdomiossarcoma embrionário com anaplasia de órbita esquerda, submetida a tratamento quimiorradioterápico até 2009. Permaneceu por mais de 10 anos em controle, procurando assistência médica, acompanhada de sua mãe, por queixa de anosmia de início há um mês associado a cefaleia, aumento da protrusão de olho esquerdo e ptose.
A tomografia computadorizada revelou o surgimento de volumosa formação expansiva extra-axial, de contorno lobulado e limites parcialmente definidos, centrada na base craniana anterior, em situação mediana, que determinava osteodestruição do etmoide, do plano esfenoidal e das fóveas etmoidais, com projeção nas fossas nasais e, através das lâminas papiráceas, em ambas as cavidades orbitárias, sobretudo na esquerda, onde rechaçava o músculo reto medial e mantinha contato com o globo ocular. A massa apresentava densidade de partes moles e impregnação difusa pelo contraste, exceto por cistos situados na periferia do componente de extensão intracraniano.
A ressonância magnética mostrou volumosa lesão expansiva com sinal intermediário em T1 e T2, realce pelo meio de contraste e restrição a difusão, acometendo as fossas nasais, células etmoidais, insinuando-se ao interior das órbitas, notadamente à esquerda, determinando proptose bilateral. Apresentava também componentes císticos em seu polo mais superior, junto a interface com o parênquima frontal, o qual encontrava-se comprimido e com edema/infiltração perilesional.
Sendo considerado o surgimento tardio da massa descrita ao longo do controle evolutivo da lesão primária orbitária, bem como a localização e as características intrínsecas, foi sugerida a possibilidade de neuroblastoma olfatório radioinduzido.
O estudo histopatológico evidenciou neuroblastoma olfatório (estesioneuroblastoma). Foi realizada a ressecção total do tumor e quimioterapia adjuvante, estando programado o início de radioterapia.
O neuroblastoma olfatório é um tumor neuroepitelial raro, que cresce do epitélio olfatório na placa cribriforme ou na porção superior da cavidade nasal. Apresenta dois picos de incidência, entre 11 e 20 anos e entre 51 e 60 anos.
O comprometimento da mucosa olfatória na porção superior das fossas nasais pode sinalizar a possibilidade de neuroblastoma olfatório, principalmente quando associado à lesão intracraniana com cistos adjacentes.
Possui alta incidência de recidiva, e há a necessidade de acompanhamento prolongado.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP19

SÍNDROME DE GOLDENHAR: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA

SUCUPIRA, JANDILENE MARIA DE FREITAS (INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA - IMIP)
LIMA, AMANDA ARAUJO (INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA - IMIP)
FREIRE, MIRNA CARMÉLIA EUGÊNIO PEREIRA (INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA - IMIP)
CRUZ, ÍTALO RIBEIRO (INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA - IMIP)
HAZIN, ADRIANO NASSRI (INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA - IMIP)
A síndrome de Goldenhar se caracterizada pelo envolvimento dos primeiros arcos branquiais e cujos sintomas acometem o espectro óculo-aurículo-vertebral, que se […]

A síndrome de Goldenhar se caracterizada pelo envolvimento dos primeiros arcos branquiais e cujos sintomas acometem o espectro óculo-aurículo-vertebral, que se manifesta desde acometimento auricular (microtia/anotia e apêndices pré-auriculares), face (microssomia hemifacial), olhos (dermoide epibulbar e microftalmia) até a coluna (alterações vertebrais). Tem prevalência estimada de 1: 26000 nascidos vivos com maior prevalência no sexo masculino (3: 2). Além das principais características descritas acima, pode haver características associadas, como volumes anormais de fluido amniótico  (oligoidrâmnio, polidrâmnio), anomalias gênito-urinárias congênitas e anomalias cardíacas congênitas.
A genitora do paciente J.V.R.S., sexo masculino, 10 anos, procurou o serviço de pediatria do IMIP com queixa de anomalia craniofacial associada a microtia. Foi solicitada tomografia de face para melhor avaliação, sendo evidenciadas hipoplasias da asa maior do esfenoide, mandíbula e musculatura facial, apêndice pré- auricular  e displasia de orelha externa à direita, características que estão associadas a Síndrome de Goldenhar.
Dentre os critérios diagnósticos adotados por Strämland et al. que é dado quando há duas ou mais características nas áreas orocraniofacial, ocular, auricular e vertebral e os de Digilio et al. devendo estar presentes pelo menos dois dos seguintes achados: microtia unilateral, hipoplasia mandibular unilateral, cistos dermoides epibulbares (unilaterais ou bilaterais) ou malformações vertebrais, o paciente se encaixaria em quaisquer deles, após avaliação tomográfica complementar.
O controle preventivo na Síndrome de Goldenhar deve englobar avaliações da visão, da audição, da mobilidade cervical, da função renal, cardíaca e da dentição. 
O tratamento dessa síndrome é um processo complexo e depende das
manifestações clínicas e da idade do paciente.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP20

OTOSPONGIOSE NA INFÂNCIA: RELATO DE CASO DE APRESENTAÇÃO RARA

MAKSOUD, SOFIA BEZERRA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
PORTO, LUIZA SZWARC (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
PEIXOTO, MURILO DE SÁ BARRÊTO CALLOU (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
HAETINGER, RAINER GUILHERME (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
INTRODUÇÃO: A otospongiose é uma osteodistrofia primária da cápsula ótica e das janelas oval e redonda, caracterizada por substituição do […]

INTRODUÇÃO:
A otospongiose é uma osteodistrofia primária da cápsula ótica e das janelas oval e redonda, caracterizada por substituição do osso compacto por esponjoso. Possui curso clínico lento, podendo apresentar zumbido e perda auditiva, representando uma das principais etiologias de surdez em adultos. Classicamente, os sintomas surgem entre a terceira e quarta décadas de vida, sendo rara sua manifestação clínica em crianças e jovens. O diagnóstico é feito através da história clínica, exame físico e exames complementares, sendo a tomografia computadorizada o método de imagem de escolha devido ao bom detalhamento das estruturas do labirinto ósseo.
DESCRIÇÃO SUCINTA:
Relato de caso de uma paciente de 14 anos de idade, com queixa de zumbido pulsátil à esquerda e dor nos ouvidos há aproximadamente 01 mês. Realizou tomografia computadorizada de ossos temporais, que evidenciou otospongiose fenestral à esquerda.
DISCUSSÃO RESUMIDA:
A otospongiose é uma enfermidade restrita ao osso temporal, que promove desordem metabólica da camada endocondral da cápsula ótica. Possui etiologia autossômica dominante, atingindo principalmente indivíduos geneticamente predispostos. Clinicamente, apresenta zumbido e perda auditiva unilateral ou bilateral, condutiva, neurossensorial ou mista. Afeta mais comumente pacientes do sexo feminino entre 30 e 40 anos, sendo raros relatos em crianças ou adolescentes, com prevalência estimada de 4% em indivíduos de 5 a 18 anos de idade.
Esta entidade é classificada em dois tipos, de acordo com a localização do acometimento ósseo: fenestral, quando atinge apenas a região da janela oval, eventualmente também a redonda, e retrofenestral, quando também compromete a cápsula ótica em situação pericoclear. Por sua vez, a lesão característica da otospongiose fenestral envolve a fissula antefenestra e geralmente a região anterior da platina do estribo adjacente.
O diagnóstico da otospongiose é realizado após anamnese, exame físico, exames complementares, como audiometria e impendanciometria, além de exames de imagem. A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha para otospongiose, pois caracteriza bem o labirinto ósseo e pode excluir possíveis diagnósticos diferenciais. Além disso, é fundamental para determinar tratamento e prognóstico.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP21

CÔNDILO MANDIBULAR BÍFIDO: DOIS RELATOS DE UMA RARA VARIAÇÃO ANATÔMICA

DE SÁ BARRÊTO CALLOU PEIXOTO, MURILO (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
SZWARC PORTO, LUIZA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
BEZERRA MAKSOUD, SOFIA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
ANDRENI, GIOVANNA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
GUILHERME HAETINGER, RAINER (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
Introdução O côndilo mandibular tem, como anatomia habitual, uma superfície articular convexa e lisa, que se articula na cavidade mandibular. […]

Introdução
O côndilo mandibular tem, como anatomia habitual, uma superfície articular convexa e lisa, que se articula na cavidade mandibular. A morfologia bífida do côndilo mandibular é um achado raro, normalmente fortuito e unilateral. A escassez de casos reportados desta variação anatômica limita também o conhecimento dos radiologistas acerca de sua existência e de suas implicações anatômicas e funcionais. Assim sendo, por meio deste trabalho, tencionamos ampliar o conhecimento desta variação.
Descrição sucinta
Apresentamos relatos de dois casos em que a morfologia bífida do côndilo mandibular foi identificada de maneira unilateral e fortuita em pacientes que se submeteram a TC e/ou RM para pesquisa de disfunção temporomandibular.
Discussão resumida
Segundo revisão da literatura publicada por Shriki et al. em 2005, envolvendo publicações a partir de 1941 e em que foram encontrados apenas 56 casos de bifidez do côndilo mandibular na literatura médica. A maioria dos casos é documentada a partir de autópsias e não em situações clínicas habituais. Szentpetery et al. encontraram uma incidência de 0,48% desta variação num estudo de 1882 crânios de cadáveres. Assim sendo, é importante que cada vez mais radiologistas conheçam e relatem esta variação na avaliação dos distúrbios morfofuncionais temporomandibulares.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP22

CARCINOMA PAPILÍFERO DE TIREOIDE PEDIÁTRICO

DE SÁ BARRÊTO CALLOU PEIXOTO, MURILO (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
SZWARC PORTO, LUIZA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
BEZERRA MAKSOUD, SOFIA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
BEZERRA NOBRE, VINICIUS (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
MARÇAL BENÍCIO DE MELLO, SILVIA (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO)
Introdução O câncer de tireoide na população pediátrica é uma condição não usual, sendo os nódulos tireoideanos raros em crianças, […]

Introdução
O câncer de tireoide na população pediátrica é uma condição não usual, sendo os nódulos tireoideanos raros em crianças, mas com risco maior de malignidade em relação aos adultos.
Uma série de problemas frequentemente surge no tratamento destes pacientes: a utilização de protocolos formulados para adultos; o diagnóstico tardio, com pacientes se apresentando com maior carga tumoral; além do maior tempo de sobrevida pós-tratamento, em que mais efeitos colaterais da terapêutica empregada podem se desenvolver.
Neste trabalho enfatizamos a importância do conhecimento do câncer de tireoide na faixa etária pediátrica, contribuindo para um manejo mais precoce e adaptado às características desta população.
Descrição sucinta
Apresentamos um caso de carcinoma papilífero de tireoide em paciente do sexo feminino de 10 anos. A ultrassonografia identificou tireoide difusamente aumentada com textura heterogênea e calcificações; a tomografia computadorizada (TC) demonstrou bócio tireoideano difuso se insinuando no mediastino; linfonodomegalia nos níveis II, III e supraclaviculares bilaterais; VA à direita, alguns com necrose; além de compressão traqueal.
Submetida à tireoidectomia total e tratamento com radioiodoterapia, evoluiu com boa resposta clínica sem recidiva após 05 anos.
Discussão Resumida
O câncer papilífero e folicular de tireoide são os subtipos mais comuns na criança e no adulto, com bom prognóstico longa sobrevida na faixa pediátrica. Apesar do comportamento menos agressivo nas crianças, o câncer de tireoide neste grupo apresenta maior taxa de metástase local e à distância, cursa com maior agressividade na apresentação inicial e tem alto risco de recorrência.
Assim como nos adultos, a ultrassonografia é o método de escolha para caracterização de nódulos tireoideanos, além de orientar punção aspirativa. TC ou ressonância magnética (RM) do pescoço estão indicadas na avaliação pré-cirúrgica na presença de massas tireoideanas fixas, paralisia de prega vocal ou metástase linfonodal expressiva. A TC com contraste é preferida em relação à RM, apesar do uso do contraste iodado postergar a radioiodoterapia.
Ressaltamos a importância do conhecimento e avaliação pelos métodos de imagem para planejamento do tratamento do câncer de tireoide na criança, esperando que futuras publicações considerem a idade dos pacientes no estabelecimento de protocolos de investigação e conduta.

RELATO DE CASO

CABEÇA E PESCOÇO

CP23

ARTÉRIA CARÓTIDA RETROFARÍNGEA COMO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DISFAGIA: RELATO DE CASO

QUEVEDO, LUIS (DIAGNÓSTICOS POR IMÁGENES PARAGUAY)
PRADO, JOSE (DIAGNÓSTICOS POR IMÁGENES PARAGUAY)
QUEVEDO, KARINA (DIAGNÓSTICOS POR IMÁGENES PARAGUAY)
Paciente masculino, de 70 anos, queixando-se de dor ao deglutir. À oroscopia não foram observadas alterações significativas. Após atendimento inicial, […]

Paciente masculino, de 70 anos, queixando-se de dor ao deglutir. À oroscopia não foram observadas alterações significativas. Após atendimento inicial, foi realizada uma tomografia computadorizada (TC) do pescoço com contraste. A TC demonstrou que as artérias carótidas, comum esquerda e as internas, apresentavam trajeto medializado, ocupando o espaço retrofaríngeo, notadamente à esquerda, determinando leve abaulamento da parede posterolateral da faringe deste lado. As artérias carótidas retrofaríngeas são variantes anatômicas relativamente comuns. Descritas pelo menos desde 1925. Na maioria dos casos, não manifesta sinais clínicos e é descoberto acidentalmente em exames de imagens. Porém, em alguns casos, a artéria carótida pode projetar-se na parede lateral ou posterolateral da faringe como pseudomassa pulsátil retrofaríngea, determinando sintomas como desconforto na garganta, sensação de corpo estranho, tosse crônica, disfagia e disfonia. O trajeto retrofaríngeo da artéria carótida pode se tornar mais pronunciado durante a vida adulta devido às alterações nas paredes dos vasos causadas pelas doenças ateroscleróticas e hipertensivas. O reconhecimento, pelo radiologista, da possibilidade desse curso incomum das artérias carótidas é clinicamente importante devido ao alto risco de complicações catastróficas nos procedimentos cirúrgicos nesta topografia. As complicações potencialmente letais incluem hemorragia por lesão desta artéria durante procedimentos como por exemplo amigdalectomia, drenagem de abscesso periamigdaliano, ressecção transoral de tumor, entre outros. Em alguns casos, essa anomalia pode ser descoberta durante o exame orofaríngeo, portanto, um exame adequado da faringe é essencial para o adequado diagnóstico. Porém, como muitas vezes é difícil diferenciar pacientes com artéria carótida retrofaríngea de outras doenças que determinam sintomas semelhantes, muitas vezes são solicitados exames de imagens para avaliação complementar. Embora a angiografia ainda seja o padrão ouro para investigação do estado das artérias carótidas, a TC e a ressonância magnética (RM) do pescoço fornecem informações essenciais para o diagnóstico do curso da artéria carótida. A artéria carótida retrofaríngea não representa umas das causas mais frequentes de disfagia, é importante o reconhecimento pelo radiologista desta variante para descrever e assim evitar as complicações catastróficas durante possíveis procedimentos cirúrgicos faríngeos nestes pacientes.

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